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Portugal: Número de estudantes colocados no ensino superior público sobe 1,9%

Portugal / 05 de octubre de 2016 / Fuente: http://www.portugal.gov.pt/

A segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público colocou 9577 estudantes. Com este número, o total de 2016 sobe para 45830 e representa um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior.

Os resultados foram divulgados no sítio da Direção-Geral do Ensino Superior e também podem ser consultados através da aplicação ES Acesso, disponível nas plataformas iOS e Android.

Agora, os estudantes colocados deverão fazer a matrícula e inscrição na instituição de ensino superior entre 29 de setembro e 3 de outubro.

A nota divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior realça ainda que «o número de novos estudantes no ensino superior público no ano letivo de 2016-2017 em cursos de formação inicial atingirá cerca de 78250».

Destes, 7400 pertencem a cursos técnicos superiores profissionais e 70850 a cursos de licenciatura e integrados de mestrado.

Após a segunda fase de acesso, continuam disponíveis 5166 vagas (menos 670 do que em 2015).

Fuente noticia: http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/mctes/noticias/20160928-mctes-esup-seg-fase.aspx

Foto: https://es.wikipedia.org/wiki/Ministerio_de_la_Ciencia,_Tecnolog%C3%ADa_y_Ense%C3%B1anza_Superior_(Portugal)

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Portugal: Governo empenhado na melhoria de infraestruturas escolares

Portugal / 28 de septiembre de 2016 / Fuente: http://www.portugal.gov.pt/

O Ministro da Educação afirmou que as obras de requalificação na Escola Secundária João de Barros, em Corroios, deverão começar «durante este ano letivo».

«Neste momento estamos em condições de dizer que, a breve trecho, a obra se reiniciará para que esta escola possa ter o seu projeto pedagógico potenciado, alavancado, e para que, de certa forma, o desígnio principal da escola pública se possa cumprir nesta escola, como agora se cumpre, não obstante as condições infraestruturais desta escola», disse Tiago Brandão Rodrigues.

O Ministro da Educação afirmou que «todo o processo está desbloqueado» e que arrancará um concurso internacional.

«Inclusão verdadeira e capaz» para os alunos com necessidades educativas especiais

De visita a esta escola que, tendo em conta o projeto educativo «de excelência», continua a ser uma das mais procuradas do concelho, Tiago Brandão Rodrigues sublinhou ainda que o Governo trabalha com eficácia para garantir uma prestação de serviços e uma verdadeira inclusão aos estudantes com necessidades educativas especiais (NEE).

«Nós trabalhamos para que haja uma inclusão capaz dos alunos com necessidades educativas especiais nas turmas, onde devem estar incluídos e onde, efetivamente, o projeto pedagógico da escola deve dar respostas, para que esses alunos tenham uma inclusão verdadeira e capaz», afirmou o Ministro.

Fuente noticia: http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/medu/noticias/20160926-medu-req-escolas.aspx

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Portugal: Governo e municípios vão modernizar 200 escolas

Portugal / 21 de septiembre de 2016 / Fuente: http://www.portugal.gov.pt/

O Ministro da Educação afirmou que o Governo vai celebrar acordos com mais de 70 municípios para modernizar 200 escolas num investimento superior a 200 milhões de euros, dos quais 168 milhões «estão preparados para serem assinados».

No final da assinatura dos primeiros acordos, em Paredes de Coura, Tiago Brandão Rodrigues afirmou que «todas estas intervenções nas escolas públicas portuguesas estavam mapeadas nos fundos do Portugal 2020».

Trata-se de «um pacote substancial de fundos estruturais que se irão aplicar em muitos estabelecimentos de ensino em Portugal que necessitavam de intervenção».

«Agora tivemos oportunidade de tirar do papel e contratualizar com muitos dos municípios de Portugal continental para que as obras efetivamente se façam», acrescentou.

19 milhões de euros já atribuídos em nove municípios

Para já, foram assinados acordos de colaboração no valor de 19 milhões de euros, que correspondem a 13 intervenções em escolas do segundo e terceiro ciclos do ensino básico e secundárias de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença e Viana do Castelo.

Tiago Brandão Rodrigues destacou que estes 19 milhões de euros «vão melhorar em muito o novo sistema de educação». O investimento abrangerá um total de 8056 alunos e cumpre «uma promessa incluída no Programa do Governo e o desejo dos autarcas de uma rápida aplicação dos fundos comunitários».

Ano letivo arranca com «serenidade e tranquilidade»

Em Ponte da Barca, o Ministro afirmou que o ano letivo começou com «serenidade e tranquilidade» e destacou que os professores estão «todos colocados a tempo».

«É bom poder trazer à escola a serenidade e tranquilidade que a escola merece, poder trazer a todos os agentes educativos, poder trazer às famílias, com quem hoje tive a oportunidade de falar, essa tranquilidade e serenidade para o início de ano letivo», disse.

Tiago Brandão Rodrigues referiu que foram ocupados todos os horários solicitados pelas escolas, pelo que «estão preenchidas todas as condições para que o ano escolar possa começar sem nenhum problema».

Assistentes operacionais

O Ministro destacou ainda que este ano «há mais assistentes operacionais do que tradicionalmente», tendo em conta que a 1 de setembro foram renovados os contratos com 2900 assistentes.

«Neste momento, estamos a monitorizar com os diretores de escolas e com os delegados regionais as possíveis faltas de assistentes operacionais para depois podermos preencher estes lugares para que o ano letivo possa continuar com esta tranquilidade, tão saudada e tão importante para nós», concluiu.

Fuente noticia: http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/medu/noticias/20160912-medu-escolas.aspx

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Portugal: Governo mobiliza sociedade civil e comunidade académica para a substituição das praxes por práticas de integração

Portugal / 14 de septiembre de 2016 / Fuente: http://www.portugal.gov.pt/

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior enviou a reitores de universidades, presidentes de politécnicos, responsáveis estudantis e dirigentes de unidades de investigação uma carta onde apela à mobilização de todos para a integração dos novos estudantes do ensino superior.

Quando está em curso a preparação do novo ano letivo, Manuel Heitor recomenda que as praxes académicas sejam substituídas por práticas de integração que respeitem os ideais de liberdade, crítica e emancipação dos jovens.

O Ministro entende que as praxes académicas são «manifestações de abuso, humilhação e subserviência» contrárias à missão e propósito das instituições de ensino superior e, por isso, manifesta «o total repúdio a estas práticas».

Na missiva, o Manuel Heitor esclarece que deu «instruções à Fundação para a Ciência e Tecnologia para que apoie a realização de ações de índole científico-cultural destinadas à integração dos novos estudantes de ensino superior através da autorização de despesas pelas Unidades de Investigação, a desenvolver em parceria com as associações de estudantes e a incluir no contexto de atividades de divulgação científica, as quais devem representar até cerca de 5% dos seus orçamentos plurianuais».

Adicionalmente, o Ministro solicitou à Ciência Viva «o apoio às instituições de ensino superior e às associações de estudantes na dinamização de um movimento de estímulo à emancipação e integração dos novos estudantes no ensino superior com ciência e cultura».

Manuel Heitor dirigiu outra carta aos portugueses onde solicita «a todos que se posicionem como parceiros na dignificação do ensino superior» e onde se compromete «a ser parte ativa na transformação que se exige, incentivando práticas e iniciativas que fomentem a participação ativa dos novos estudantes nas diversas dimensões do contexto académico, científico e cultural, assim como do contexto social que o enquadra».

Fuente noticia: http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/mctes/noticias/20160906-mctes-praxes.aspx

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Portugal: Cooperação científica e tecnológica com o Brasil

Portugal / 07 de septiembre de 2016 / Fuente: http://www.portugal.gov.pt/

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, desloca-se ao Brasil nos dias 5 e 6 de setembro para estimular a cooperação científica e tecnológica.

O Ministro reunir-se-á com o seu homólogo brasileiro, Gilberto Kassabe, e visitará a Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília, e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos. A deslocação incluirá ainda uma visita à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em São Paulo.

Estação Internacional de Investigação dos Açores

Ainda no âmbito da visita, Manuel Heitor participará num workshop em São José dos Campos com empresas e instituições científicas dedicado à discussão da eventual participação de instituições do Brasil na plataforma de cooperação internacional em preparação para o Atlântico e centrada na instalação de infraestruturas científicas nos Açores, a Estação Internacional de Investigação dos Açores (AIR Center), nas áreas do clima, alterações climáticas, terra, espaço e oceanos.

Ainda no âmbito da preparação dos termos de referência para a criação da Estação Internacional de Investigação dos Açores, o Ministro participará num novo workshop em Bruxelas a 19 de setembro.

O tema será ainda discutido em Itália no final de outubro e em dois outros workshops a realizar em novembro nos Estados Unidos na América.

Fuente noticia: http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/mctes/noticias/20160903-mctes-brasil.aspx

Foto: http://galeota.files.wordpress.com/2007/05/500px-flags_of_brazil_and_portugal_svg-boaaaaaaa1.png

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El mapa de los ‘ninis’ en Europa: la tasa de España supera en más de dos veces a la de Alemania

España/ Agosto de 2016/Idealista.coom

La crisis económica ha echado por tierra las oportunidades educativas y laborales de las nuevas generaciones de toda Europa. Y para comprobarlo basta echar un vistazo a las cifras que ha publicado Eurostat, la oficina de estadísticas comunitaria, para conmemorar el Día Internacional de la Juventud en este 12 de agosto.

Lo cierto es que su informe dibuja un escenario de lo más preocupante: en Europa hay aproximadamente cinco millones de jóvenes de entre 20 y 24 años que actualmente ni se están formando ni están trabajando, una cifra que representa un 17,3% de todos los europeos que tienen dicha edad.

Pero esta no es la única lectura negativa. En el Viejo Continente hay hasta siete países con una tasa que supera el 20%, lo que significa que al menos uno de cada cinco jóvenes de entre 20 y 24 años son ‘ninis’.

Italia es el país que lidera el ranking al registrar en 2015 una tasa del 31,1% (es el único que supera la barrera del 30%), seguido de Grecia (26,1%), Croacia (24,2%), Rumanía (24,1%), Bulgaria (24%), Chipre (22,2%) y, por desgracia, España (22,2%).

La proporción española no solo está entre las más altas de Europa, sino que supera de largo las registradas por las principales potencias económicas de la región y los países del norte, las habituales referencias a seguir en materia laboral. En algunos casos más que duplica su registro.

En concreto, la tasa de Reino Unido es del 15%, mientras que en Francia se sitúa en el 18,1% y en Alemania y Dinamarca, en el 9,3%. En Noruega, incluso, el porcentaje baja del 9% (8,2%), igual que en Luxemburgo (8,8%), Holanda (7,2%) e Islandia (5,6%), que goza de la proporción más baja. Hasta Portugal (17,5%), Eslovaquia (19,2%) y Malta (9,2%) marcan distancias con España.

El tercer mayor repunte en una década

Las estadísticas de Eurostat aún dejan una última mala noticia para España: es el país que ha registrado el tercer mayor repunte de ninis de toda Europa desde 2006, tras Italia y Grecia.

El mapa de los ‘ninis’ en Europa: la tasa de España supera en más de dos veces a la de Alemania

Hace una década, el porcentaje de jóvenes que ni estudiaban ni tenían trabajo se situaba en el 13,2%, lo que significa que estaba por debajo de la media comunitaria (16,3%). Hasta 17 países superaban entonces la tasa doméstica, incluidos Alemania (15,2%) y Francia (16,4%).

Y es que a principios de siglo, con la economía española al alza y el ladrillo en pleno boom, las generaciones más jóvenes no tenían dificultades en encontrar un trabajo bien remunerado. Pero con la crisis el escenario se torció y las puertas del mercado laboral se cerraron, sobre todo para los jóvenes menos cualificados.

Para resolver este problema que mezcla factores estructurales con otros coyunturales los expertos creen que serían necesarias varias medidas.

Por un lado, abaratar la educación para que más jóvenes tengan acceso a ella y fomentar la FP, aunque también aconsejan que las propias empresas potencien los sectores y los negocios emergentes, los únicos capaces de absorber la actual bolsa de jóvenes formados y sin actividad profesional, como la digitalización, la internacionalización o la energía renovable. En el caso de los ‘ninis’, los expertos insisten en que la única alternativa es que busquen su vocación y se orienten a las salidas profesionales que les ilusionen para que no pierdan la motivación.

Fuente: https://www.idealista.com/news/finanzas/laboral/2016/08/12/743185-el-mapa-de-los-ninis-en-europa-espana-mas-que-duplica-la-tasa-de-alemania

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Portugal: Austeridad, dinero del Estado para la educación privada y acuerdos parlamentarios…

Portugal / lahaine.org / 3 de Agosto de 2016

CONTRATOS DE ASOCIACIÓN: ¿UN CEMENTO AGLUTINANTE DE LA MAYORÍA?

Antonio Louça
El significado de la polarización política alrededor de los contratos de asociación de los colegios privados con el Estado no puede subestimarse. El 29 de mayo salió las calles la “onda amarilla” que reunió algunas decenas de miles de personas frente al parlamento, en defensa de los intereses de los colegios privados. El 18 de junio se realizó, por el contrario, la manifestación convocada por los sindicatos en defensa de la educación pública, que según la principal organización convocante (Fenprof, rama docente de la CGTP) habría reunido unos 30.000 manifestantes. El conflicto está planteado.
Cuando los neoliberales quieren “más Estado”
Existe, por supuesto, un contraste entre el crónico desfinanciamiento de la escuela pública y el generoso financiamiento del Estado a los colegios privados. Y el contraste se hace más notable, porque realmente existe en cierta medida una relación de causa-efecto entre ambos: como si no fuera suficiente el diktat de la troika para imponer el desfinanciamiento de la escuela pública, el mismo es agravado con la canalización de parte del presupuesto educativo hacia los bolsillos de los dos grandes carteles del negocio de la enseñanza: la Iglesia y el grupo GPS.
Conviene recordar que en este momento existen, en números redondos, unos 80 colegios privados que reciben 150 millones de euros anuales en razón de los contratos de asociación. En un comienzo, los contratos surgieron en los años 1980, cuando se amplió la escolaridad obligatoria y la enseñanza pública no disponía de la cantidad de instalaciones y docentes que eran necesarios para responder al súbito aumento de la población escolar. El Estado firmo entonces con varios colegios privados contratos de asociación, dirigidos a cubrir las lagunas del servicio público, y estipulando que el Ministerio de Educación financiaría estos colegios bajo determinadas condiciones: deberían acoger a los estudiantes en lugares en que no hubiese escuela pública, y no podrían ni rechazarlos ni cobrar cuotas.
Pero rápidamente se verificó una drástica modificación del contexto. Ya en los años 1990, el estancamiento demográfico tendía a aproximar la capacidad instalada de la escuela pública con las necesidades, ahora menores, de recepción de estudiantes. Sin embargo, aunque había cada vez menos jóvenes, había cada vez más contratos. Había surgido una pequeña industria para cubrir las lagunas del servicio público y, con la pequeña industria, un lobby grande y poderoso.
En este lobby se destaca la Iglesia y, novedosamente, el Grupo GPS. En éste, abundan antiguos diputados e incluso miembros de varios gobiernos del “centrao” [según se conoce a los gobiernos surgidos de la alianza entre partidos de la derecha]hasta el nivel de secretarios de Estado. Para una industria educativa como esta, pequeña en comparación con la poderosa Mota Engil, es lógico que la capacidad de reclutamiento no alcance a ex-ministros como Jorge Coelho o Paulo Portas. En el Grupo GPS brillan también masones de ambos partidos del “centrao”, que luchan por los contratos de asociación con un empeño para nada inferior al de sus hermanos católicos.
Semejante elenco de notables es más que suficiente para bloquear investigaciones policiales o para influenciar políticas gubernamentales. Así, en 2011, cuando la ministra de Educación Isabel Alçada esbozó un tímido intento de limitar los nuevos contratos de asociación con los colegios, inmediatamente tropezó con la tenaz resistencia de aquel lobby. La tímida tentativa, termino siendo también efímera e inconsecuente. Y en 2014, cuando el Grupo GPS fue blanco de una orden de búsqueda policial, por sospecha de apropiación indebida de dineros públicos, también se arregló el modo de que todo volviese rápidamente a la normalidad.
Cuando ese mismo año el Gobierno de Passos Coelho llegó al poder, dejaron de existir incluso esas tímidas tentativas. En vez de ello, surgieron descaradas iniciativas exactamente en la dirección opuesta. Y en lugar de tratar de limitar contratos que a ojos vista habían perdido cualquier justificación de interés público, el inventivo ministro Nuno Crato emprendió nuevas medidas, cada vez más audaces, para reforzar radicalmente el financiamiento del negocio educativo privado. De entonces viene la peregrina idea de un “cheque-enseñanza”, que se entregaría a las familias para que manden a sus hijos a estudiar en donde prefirieran, reduciendo al Estado cada vez más al papel de financiador y quitándole cada vez más el de prestador de un servicio público esencial. Hostil a la prestación pública de servicios públicos, el Gobierno diseñaba todo un sistema en el que a las entidades privadas, con fines lucrativos, se les reconocía una superior competencia para la prestación de tales servicios.
La irracionalidad presupuestaria de esta arquitectura para nada preocupó a la troika. Los sátrapas dela Comisión Europea, del Banco Central Europeo y del FMI siempre entendieron que había otros parásitos a quienes combatir –por ejemplo, los jubilados que debían ver que sus pensiones fuesen congeladas cuando superaran los 246 euros y cortadas cuando excedieran los 600 euros.
De cubrir carencias al “derecho de elegir”
Con el Gobierno de Antonio Costa y con una mayoría parlamentaria de izquierda, se reabrió el dossier de los contratos de asociación. El ministro Tiago Brandao Rodrigues y la secretaria de Estado Alexandra Leitao se fijaron el objetivo de limitar las rentas de los colegios privados en aquellos lugares donde la enseñanza pública tuviera la capacidad necesaria. Aun así, en los lugares donde existiera esa “redundancia”, podrán mantenerse los contratos de asociación referidos a las promociones de cursos ya iniciados.
Al reabrirse el dossier, salieron a la luz o se vieron confirmadas informaciones ya conocidas sobre la realidad de los contratos de asociación. Los colegios privados no siempre cumplen la cláusula que les impone aceptar todos los estudiantes sin discriminación, a los que aceptan los hacen pagar, los docentes son puestos a trabajar con horarios y remuneraciones ajenos a los contratos colectivos del sector, tienen agresivas estrategias de mercado para disputar a la enseñanza pública “clientes” en lugares en que existe esa “redundancia” y tiene agresivas estrategias de lobby para impedir entre bastidores la apertura de nuevas promociones en la enseñanza pública y lograr esas aperturas en el sector privado.
Con todo esto, resultaba imposible seguir sosteniendo los contratos de asociación con el argumento de que eran complementarios del servicio público. La derecha de los intereses dejó de lado esa máscara. Pasó abiertamente a justificar los contratos de asociación en nombre de la “libertad de elegir” y el reclamo de “pluralismo educativo”. La industria de tapar lagunas se transformó en industria de pluralista diversificación. Lo que no cambio, es la avidez por seguir amamantándose con el dinero del contribuyente. Y, como la nueva mayoría pretende ahora hacer cuentas sobre este regalo a los ricos, el arzobispo de Braga, Jorge Ortiga, se apuró a protestar contra el “totalitarismo del Estado”.
Al revés de lo que pretende el clamor de la derecha, hacer cuentas no constituye ningún “fundamentalismo ideológico” de izquierda. Hacer cuentas es, simplemente, hacer cuentas. Adviértase que la nueva mayoría ni siquiera planteó la cuestión de rehabilitar los derechos de la escuela pública en el plano del presupuesto. No propuso que se volviera a invertir en la enseñanza. Las partidas que habían sido cortadas continúan cortadas. La miseria del presupuesto educativo continúa siendo miserable. Lo único que existe es la preocupación de introducir en tal miseria el principio moralizador de que todos coman en la misma medida y aplicar la misma regla, incluso en el nicho de extravagancias que son los contratos de asociación.
Sólo una derecha habituada a las regalías de la anterior mayoría absoluta puede venir ahora a quejarse por un rigor presupuestario que hasta ahora fue su bandera, o el pretexto para todos sus negociados, la palabra para imponer un estado de emergencia económica que cancelaba todos los contratos y el vale-todo del catecismo neoliberal. La ironía del alarido “pluralista” reside precisamente en lo contrario: la pretensión de la nueva mayoría es algo tan mínimo que, en buena lógica, la próxima delegación de latroika debería venir a Portugal para dar algunas palmadas de felicitación en la espalda de la izquierda, y dar en las orejas de la derecha algunos tirones severos y correctivos. Pero la lógica real es muy distinta de la formal. Esa lógica real no trae a la troika a Portugal para equilibrar el presupuesto sino para esquilmar al que trabaja y al que trabajó.
Un cemento aglutinador sólo para arreglos pequeños
Volviendo a la realidad, surge la pregunta: ¿si en definitiva es la nueva mayoría quien realmente intenta cumplir la meta del déficit, no se habrá encontrado al menos en este consenso ultra mínimo un poderoso cemento aglutinante de la nueva mayoría? En definitiva, el Bloque de Izquierda (BE) y el Partido Comunista de Portugal (PCP) tienen en la discusión abierta motivos para felicitarse porque el Estado deja de financiar un negocio privado; y el Partido Socialista (PS) tiene motivos para felicitarse porque le sale barato satisfacer a sus aliados en éste punto. Incluso más: dando a sus aliados tan módica satisfacción, el PS parece haber encontrado, por feliz coincidencia, una manera de hacer brillar en Bruselas la deseada imagen de “buen alumno”. De funcionar, sería como el huevo de Colón, que no es necesario romper para hacer omeletes. El Gobierno habría conseguido tres en uno: ahorrar dinero, satisfacer a la izquierda y sacar una buena nota en Bruselas.
Pero, una vez más, la realidad contradictoria y dinámica de la lucha de clase se sobrepone a este cuadro idílico de lógica formal. El PSpodrá darse el lujo de hacer algunos floreos de izquierda en un tema que implica un rubro presupuestario relativamente modesto, del orden de los 150 millones de euros. El BE, el PCP y el PEV (Partido Ecologista los Verdes) podrán festejar en tal caso de una puntual victoria en la constante guerra de guerrillas de Sao Bento por una flor de izquierda que justifique la incómoda adaptación al poder. Pero corren el serio riesgo de confundir una flor de izquierda hecha por el PS con lo que es la naturaleza de ese partido y de su Gobierno. Naturaleza que no cambiará y saldrá a la superficie en cuanto el BE o el PCP tengan la veleidad de pedir, en otros sectores más sensibles, la revisión de contratos que defraudan al Estado.
Recordemos además que el regalo a los ricos ejemplificado por los contratos de asociación de los colegios fue tímidamente cuestionado por la secretaria de Estado Isabel Alçada. Por el contrario, fue sin ninguna timidez que esa lógica estuvo presente en otro Gobierno PS, cuando la ministra María de Lourdes Rodrigues lanzó una ofensiva de envergadura inédita en contra de todos los docentes – retribuida con una memorable ola de luchas- y, al mismo tiempo, lanzó la campaña de creación del ente denominada Parque Escolar. La ministra, que ahorraba con los docentes, denominó al regalo que en este caso hizo a los ricos como “una fiesta”. Claro que hizo la “fiesta” con acuerdos directos, sin concursos públicos, a tal punto que debió rendir cuentas en los tribunales por los desarreglos cometidos. La escuela pública transformada en placa giratoria de dineros del contribuyente, que así pasaban alegremente a las manos de proveedores y empresarios, preparaba el terreno para la escuela pública financiadora de colegios privados.
Podrá decirse que otros gobernantes del PS (tiempo atrás Isabel Alçada, ahora Brandao Rodrigues y Alexandra Leitao) no tienen la misma política. Claro que no. Pero la política de Maria de Lurdes Rodrigues era más típica de todos los gobiernos del “centrao” –incluyendo los del PS, incluyendo a éste mismo- que el tímido floreo de izquierda que se está haciendo en un nivel menor del presupuesto educativo. Y en caso de que la pequeña vitoria simbólica se suba a la cabeza del BE y el PCP, si con éste envión intentaran reabrir la discusión sobre contratos fraudulentos, rápidamente notarán que la “onda amarilla” es un juego de niños al lado de las fuerzas que la derecha de los intereses es capaz de movilizar para defender las rentas de la red de autopistas, del sector de la salud, de las obras públicas, de las rentas de las Public-Private Partnerships, de las fundaciones y muchas más.
En los tiempos que corren, no hay espacio para un verdadero reformismo, si no, cuando mucho, para estas flores de izquierda–opiaceas, que fácilmente pueden intoxicar a quien las confunda con un cambio en la tendencia de fundo.
Lisboa, junio de 2016
Fuente: http://www.lahaine.org/mundo.php/portugal-austeridad-dinero-del-estado
Imagen: http://www.bligoo.com/media/users/3/189853/images/public/19522/financiamiento.jpg
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