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ISA mostra Terras Indígenas mais afetadas por incêndios na Amazônia brasileira

Por: socioambiental.org 
Dados indicam que 67% dos focos de calor ocorreram fora de áreas protegidas

Levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) mostra quais são as Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) mais atingidas pelas queimadas na Amazônia brasileira. Desde o início da semana, o Brasil e o mundo voltaram os olhos para a Amazônia, que arde com número recorde de focos de incêndio. Entre 20 de julho e 20 de agosto, foram 33.060 focos de calor na Amazônia Legal no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Nesse período, as dez Terras Indígenas mais afetadas pelos incêndios foram o Parque Indígena Araguaia(TO), a TI Pimentel Barbosa (MT), TI Parabubure (MT), TI Apyterewa (PA), TI Marãiwatsédé (MT), TI Kayapó (PA), TI Areões (MT), TI Kanela (MA), TI Mundurucu (PA) e a TI Pareci (MT) (veja gráfico). No Parque Indígena Araguaia, foram 752 focos de calor no último mês. Ao todo, foram 3.553 focos de calor em 148 Terras Indígenas da Amazônia brasileira.

Nas Unidades de Conservação, a situação também é grave. Foram 7.368 focos de calor em 118 UCs. APA Triunfo do Xingu (APA), a Florex Rio Preto-Jacundá (RO), a Flona do Jamanxim (PA), a Resex Jaci Paraná (RO), a Pes do Mirador (MA), a Apa do Tapajós (PA), a Esec da Terra do Meio (PA), a Flona de Altamira (PA) e a Pes de Guajará-Mirim (RO) foram as dez UCs com mais queimadas entre os dias 20 de julho e 20 de agosto.

O levantamento do ISA também indica que a maior parte dos focos de calor ocorreu fora de áreas protegidas. Dos 33.062 focos, 22.141 (67%) foram fora de UCs e TIs e 10.921 (33%) dentro de UCs e TIs.

Várias dessas TIs e UCs com mais focos de calor também aparecem no ranking de TIs mais desmatadas, segundo dados do sistema de alertas do Inpe (Deter). É o caso da TI Apyterewa, campeã de focos de calor e também das TIs mais desmatadas em 2019. A TI Marãiwatsédé, quinta com mais queimadas, também aparece em quarto lugar dentre as mais desmatadas. No caso das UCs, ocorre fenômeno similar: a APA Triunfo do Xingu, com mais focos de calor, também é a mais desmatadas, de acordo com os dados do Deter. A Florex Rio Preto-Jacundá consta em segundo lugar, entre as mais desmatadas a Resex Jaci-Paraná, em terceiro e a Flona Jamanxim, em quinto.

“Desmatamento e fogo andam juntos. Se o desmatamento aumenta, os focos de incêndio também apresentam crescimento. Nos últimos anos a Amazônia tem registrado secas severas. No Xingu, por exemplo, nos últimos dez anos aconteceram sete anos de seca severa. Sem árvores, chove menos. Com tanta seca seguida, a água não abastece o subsolo, e sem água no subsolo a floresta fica menos verde e mais suscetível ao fogo”, explica Antonio Oviedo, pesquisador do ISA.

A estação seca ainda se estenderá por todo o mês de setembro. No último dia 10 de agosto, fazendeiros da região decretaram o Dia do Fogo. Segundo jornal de Novo Progresso, os produtores se sentem «amparados pelas palavras do presidente» Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto e áreas em processo de desmate na mesma data.

Estados afetados

Os dados também apontaram quais os Estados da Amazônia Legal mais atingidos pelo fogo nesse período. O Pará é o campeão, com 8.622 focos de calor, seguido do Amazonas (6.654), Mato Grosso (6.147) e Rondônia (5.044). Proporcionalmente, Rondônia é o estado com mais focos de calor, com três vezes mais focos de incêndio por quilômetro quadrado do que o Pará. O Acre, segundo menor estado da Amazônia Legal, também é outro estado também muito afetado: com 2.307 focos no período. Nesta sexta-feira (23/8), o Acre declarou estado de emergência devido aos incêndios.

Brigadas federais do programa de combate à incêndios florestais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o PrevFogo, têm atuado para apagar os focos de queimadas. Nesta sexta-feira (23/8), um decreto publicado no Diário Oficial indica a contratação de equipes emergenciais para atuar em municípios do Acre, Maranhão, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.


Queimada no município de Candeias do Jamari, Rondônia

Um projeto de lei para instituir uma Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e, com isso, reduzir os incêndios florestais, está com a tramitação paralisada desde fevereiro, esperando análise de Comissão Especial na Câmara dos Deputados. O manejo integrado do fogo prevê queimas prescritas e controladas combinadas com a prevenção e o combate aos incêndios florestais. O PL, além de propor estratégias para o uso controlado do fogo e de seu combate, também institui a responsabilização administrativa, civil e criminal para os responsáveis focos de fogo não autorizado ou autorizado que fujam ao controle e gerem danos ambientais, econômicos ou sociais.

“É urgente que se ampliem os esforços para combater os incêndios e, ao mesmo tempo, se apresente um plano para tratar da questão dos desmatamentos e queimadas no médio e longo prazo. O cenário anunciado por cientistas do mundo todo, de agravamento dos eventos extremos, é cada vez mais presente, e precisamos nos preparar. O Brasil já sabe como fazer isso, a experiência de redução dos desmatamentos entre 2004 e 2012 com o Plano de Prevenção e Combate aos Desmatamentos na Amazônia. Ao invés de combater os dados e os fatos, o governo deve anunciar urgentemente como vai combater o fogo e os desmatamentos ilegais”, aponta Adriana Ramos, Assessora do ISA especialista em políticas públicas.

Fuente: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/isa-mostra-terras-indigenas-mais-afetadas-por-incendios-na-amazonia-brasileira

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Informe de la sociedad civil sobre la Agenda 2030 en Brasil: educación sigue en riesgo

América del Sur/ Brasil/ 27.08.2019/ Fuente: redclade.org.

Con contribuciones de la Campaña Nacional por el Derecho a la Educación, el documento fue elaborado por organizaciones no gubernamentales, movimientos sociales, foros y fundaciones brasileñas que actúan en la difusión, promoción y monitoreo de la Agenda 2030

“El gobierno de Michel Temer fue marcado por la aprobación de la Enmienda Constitucional (EC) 95/2016, medida que es un obstáculo para la universalización del acceso a la educación de calidad y para la implementación del Plan Nacional de Educación (PNE) con vigencia hasta el 2024, y podrá impactar negativamente el plan siguiente (2024-2034)”. Esta fue la primera constatación referente a la educación, presentada por el Grupo de Trabajo de la Sociedad Civil para la Agenda 2030 (GTSC 2030), en su 3º Informe-Luz sobre la Agenda de Desarrollo 2030 en Brasil.

Publicado esta semana, el informe fue elaborado de manera colectiva por organizaciones no gubernamentales, movimientos sociales, foros y fundaciones brasileñas que se dedican al seguimiento a los compromisos del Estado brasileño con la Agenda 2030. Estos colectivos actúan en la difusión, promoción y monitoreo de la Agenda en el país, en lo que se refiere a sus diferentes objetivos temáticos, entre ellos el Objetivo de Desarrollo Sostenible (ODS) de número 4, referido a la educación. Para elaborar la parte del documento que se enfoca en el ODS 4, de educación, el Grupo contó con los aportes de la Campaña Nacional por el Derecho a la Educación (CNDE), miembro de la Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE) en Brasil.

“El PNE es la principal política pública del país para alcanzar el ODS 4 y ambos están amenazados. El no cumplimiento de las acciones del PNE – organizado como una agenda progresiva y con metas previstas para el 2015 – perjudicó las actividades de 2016 y así sucesivamente. Vale resaltar que hasta el 2018, apenas el 30% de las metas y estrategias previstas desde el 2015 presentaron algún avance y ninguna de ellas se había cumplido integralmente, situación que no presentó avances significativos en el 2019”, expresa el informe.

Según datos del documento, en el 2019, aumentó el número de propuestas del gobierno que caminan hacia la reducción del derecho humano a la educación, como la privatización educativa y la oferta de enseñanza básica pública a distancia. “Estas ideas son movilizadas por una parcela del sector privado que no se preocupa con la calidad de la educación”, se subraya en el informe.

Para cambiar este contexto y hacer que las políticas educativas retomen su camino hacia la garantía del derecho a la educación de todas las personas, el grupo presenta siete recomendaciones, entre ellas: la revocación de la Enmienda Constitucional 95/2016 – la cual determinó el congelamiento del gasto público en educación, salud y asistencia social por 20 años; la ampliación presupuestaria de la Unión al fondo nacional de educación básica; la suspensión de la reforma de la educación secundaria y la revocación de todas las leyes aprobadas con la finalidad de prohibir que profesionales de la educación aborden los temas género y sexualidad en los centros educativos.

Lee el informe completo
(en portugués)

Además de las problemáticas de la educación brasileña, la tercera edición del informe evidencia el aumento de las violaciones a los derechos sociales, ambientales y económicos en Brasil.

Según el documento, las iniciativas ultraliberales y en base a fundamentalismos confesionales ganan fuerza en el país, a pesar de comprobadamente sin eficacia y dañinas.

“El desafío no es pequeño. Tenemos 15 millones de personas en extrema pobreza, 55 millones en situación de pobreza, 34 millones sin acceso al agua tratado, más de 100 millones sin servicios de colecta de aguas residuales y casi 600 mil casas sin energía eléctrica. Casi el 50% de la flora está bajo amenaza radical, el campo y la salud están amenazados por la liberación de 239 nuevos tipos de agrotóxicos. El escenario es tenso, con desempleo alto (13 millones de personas) y persistente, pero el Gobierno Federal se enfoca en propuestas que agravan los conflictos y empeoran, principalmente, la vida de las mujeres negras, quilombolas e indígenas, sin presentar soluciones para pacificar el país”, destaca el informe.

Fuente del documento: https://redclade.org/noticias/agenda-2030-en-brasil/

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Seguimiento a la Agenda 2030: ¿Cómo está la educación en la primera infancia en Brasil, Chile, El Salvador y Guatemala?

América del Sur/ Brasil/ 27.08.2019/ Fuente: redclade.org.

En el marco de la revisión de la Agenda de Desarrollo 2030 en la ONU, foros que defienden el derecho a la educación alertaron sobre la falta de acceso y calidad en la educación de niñas y niños pequeñas/os en sus países

Informes elaborados por foros nacionales miembros de la Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE) en Brasil, Chile, El Salvador y Guatemala, muestran riesgos para la llamada educación en la primera infancia, la cual se refiere al derecho a la educación de niños y niñas de 0 a 8 años, según define el Comité de los Derechos del Niño de Naciones Unidas (ONU).

Los documentos fueron presentados ante el último Foro Político de Alto Nivel de la ONU, donde se revisó el estado de cumplimiento de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS).

De los foros miembros de la CLADE en dichos quatro países, apenas la Red Salvadoreña por el Derecho a la Educación (RESALDE) ha indicado avances para la garantía de la educación y el cuidado en la primera infancia a nivel nacional. Los demás foros alertan para la falta de financiamiento, atención, formación docente e infraestructura en esta etapa educativa.

A continuación, lee más informaciones sobre cada uno de los países.

Brasil: políticas para niños y niñas retroceden, y se trasladan del campo educativo a la asistencia

Según el informe realizado por la Campaña Nacional por el Derecho a la Educación (CNDE), aunque la sociedad civil del país haya luchado y alcanzado avances en las políticas y acciones para la garantía de una educación de calidad en la primera infancia, todavía restan grandes desafíos para la realización de este derecho para todas las niñas y niños.

“La meta 1 del Plan Nacional de Educación (2014-2024), que busca la universalización del acceso a la escuela para niños y niñas de 4 y 5 años de edad hasta el 2016, no fue cumplida. Desde el 2014, primer año de vigencia del Plan, la tasa de escolarización en esta etapa creció apenas 4 de los 11% necesarios para alcanzar la meta”, señala la Campaña en su informe.

En el documento, también se afirma que “para que la mitad de las niñas y niños de Brasil con hasta 3 años estén en la escuela en el 2024, según establece el Plan, sería necesario invertir lo suficiente para garantizar 20% más cupos en guarderías para la población de esta edad. En el 2017, el aumento en esta tasa había sido de apenas 4%”.

Además de la falta de cumplimiento de las metas del Plan Nacional de Educación, las políticas más recientes para la primera infancia en Brasil retrocedieron y se trasladaron de la perspectiva del derecho humano a la educación para el campo de la asistencia social. “Las políticas relacionadas a la primera infancia apoyan la adopción de propuestas de atención en espacios inadecuados para atender las especificidades de la educación de niñas y niños, por profesionales sin la formación específica para esta atención”, alerta el informe.

Chile: la mitad de niños y niñas con 4 y 5 años de edad no accede a la escuela

En Chile, la educación para la primera infancia, llamada de parvularia, es el nivel que más presenta deficiencias en el sistema educativo nacional. Esta etapa contempla estudiantes de 0 a 6 años de edad, iniciando en la sala cuna y terminando en el segundo nivel de transición, antes del ingreso a la educación básica.

Según informe elaborado por el Foro por el Derecho a la Educación Pública de Chile, en el 2018, la matrícula total en la educación parvularia ascendía a 800.083 niños y niñas, correspondiendo a una cobertura del 54,8%, fuertemente concentrada entre los 4 y 5 años de edad, y alcanzando a sólo el 20,1% de las niñas y niños con entre 0 y 2 años de vida.

La provisión de la educación para la primera infancia en el país contempla la participación de entidades públicas y privadas, con fuerte presencia de estas últimas, que representan casi el 60% del total de matrículas. “Es necesario comprender la importancia de frenar en esta etapa escolar la enorme segregación existente, a la vez que se construye una educación pertinente a las necesidades de niños y niñas, considerándolos así en su momento actual y no desde una óptica adultocéntrica, mucho menos propiciando un estrechamiento curricular por medio del énfasis en contenidos (lenguaje y matemáticas) que serán de utilidad para su posterior evaluación dentro de un sistema que tiende a la estandarización y homogeneización”, afirma el documento.

Según el Foro, las nuevas propuestas para la educación en la primera infancia en el país tienden a precarizar y privatizar aún más esta etapa educativa, a través del establecimiento de un sistema de subvenciones por parte del Estado, que beneficia proveedores privados sin garantizar un financiamiento basal al sistema público, y aumentando el desapego familiar por las largas horas en que los niños y niñas permanecerán en los jardines infantiles.

“Es necesario establecer un financiamiento por asistencia a las instituciones que imparten la educación parvularia, teniendo como evidencia que existe una diferencia concreta en la tasa de

asistencia entre el primer y el quinto quintil, un 45,3% y un 57,8% respectivamente, es decir, niños y niñas de una mejor situación económica tienen una mayor asistencia. Significa estar entregando más recursos para la educación de un sector determinado y privilegiado de la población, lo que provoca un aumento de la segregación y exclusión en los niveles pre-escolares del sistema educativo”, alerta el documento.

El Salvador: matrícula triplica en tres años

Según el informe presentado por la Red Salvadoreña por el Derecho a la Educación, la educación en la primera infancia ha conquistado avances en el país. Hubo un incremento de la cobertura y atención sobre todo en la educación inicial, que atiende a niñas y niños de 0 a 4 años. “El incremento se debe a la apertura y relevancia que le ha dado el Ministerio de Educación, Ciencia y Tecnología, triplicando la matrícula de educación inicial del 2.1% en el 2015, a 6.4% en el 2018”, destaca el informe.

RESALDE explica que este avance resulta de la Estrategia Nacional para el Desarrollo Integral de la Primera Infancia, lanzada en el 2018 como un instrumento para la implementación de las líneas de acción de la Política de Protección Integral de Niñez y Adolescencia, la cual a su vez se generó como respuesta a los compromisos establecidos en el Plan “El Salvador Educado”.

“La estrategia aspira a garantizar las oportunidades para el desarrollo integral de niñas y niños desde su gestación hasta cumplir 9 años, a través de la potencialización de los factores vinculados a la familia y a la comunidad que favorecen el desarrollo integral; del aumento de acceso y cobertura de servicios y atenciones integrales y de calidad; de la generación de ambientes saludables y entornos protectores y de la protección y restitución de los derechos de las niñas y niños en su primera infancia”, expresa el informe.

Guatemala: financiamiento para la educación en la primera infancia disminuye

Según el informe elaborado por el Colectivo de Educación para Todas y Todos, la educación en la primera infancia no logra atender a todos los niños y niñas del país y es más deficitaria en departamentos que tienen poblaciones mayoritarias indígenas como Izabal, Sololá, Totonicapán, Chimaltenango, San Marcos, Quetzaltenango Huehuetenango, Alta Verapaz y el Quiché.

El Colectivo explica que, al inicio del actual gobierno, entraron en revisión los programas sociales de ayuda monetaria condicionada para educación y salud, y se ha observado una reducción en la cobertura de la escuela primaria a un 84%.

En relación a la formación docente para esta etapa educativa, el informe indica que, según estimativas del Ministerio de Educación, la ampliación de cobertura en el nivel pre-primario requiere la formación de aproximadamente 40,000 docentes. “Una porción de ellos tendrá que especializarse en educación bilingüe intercultural para atender con pertinencia lingüística y cultural a la población infantil de los pueblos originarios”, afirma el documento.

Fuente de la noticia: https://redclade.org/noticias/seguimiento-a-la-agenda-2030-como-esta-la-educacion-en-la-primera-infancia-en-brasil-chile-el-salvador-y-guatemala/

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Marchas en Brasil por la educación y pensiones

América del Sur/ Brasil/ 26.08.2019/ Fuente: www.ultimasnoticias.com.ve.

Estudiantes, trabajadores y movimientos sociales se movilizaron este martes 13 de agosto, por tercera vez del año, en los más de 150 municipios de Brasil, con el propósito de luchar contra los recortes presupuestarios y la seguridad social que impulsa el Gobierno del presidente Jair Bolsonaro.

La Unión Nacional de Estudiantes fue quien convocó a los jóvenes para rechazar las restricciones presupuestarias en el sector, defender su autonomía universitaria y rechazar el proyecto Future-se, propuesto por Bolsonaro.

Trabajadores y movimientos sociales se sumaron a la jornada para repudiar la reforma de pensiones que se impulsa en el Congreso.

Fuente de la noticia: http://www.ultimasnoticias.com.ve/noticias/mundo/marchas-en-brasil-por-la-educacion-y-pensiones/

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Igualdad de género en República Dominicana: Ministerio de Educación divide opiniones al impulsar el abordaje del tema en las escuelas

América del Sur/ Brasil/ 26.08.2019/ Fuente: redclade.org.

El Ministro de Educación publicó una orden departamental para implementar una política de género en las escuelas, lo que generó reacciones positivas y negativas. Para comprender mejor la situación, dialogamos con Pedro Acevedo, del Foro Socioeducativo

Recientemente el Ministerio de Educación de República Dominicana (MINERD) emitió la orden departamental 33-2019, en la cual se establece el diseño e implementación de una política de género en las escuelas. Según afirmó Marina Hilario, directora de Equidad de Género y Desarrollo del Ministerio de Educación, en entrevista al Diario Libre, la orden trata de “lograr una igualdad real en la educación de hombres y mujeres, con el fin de acabar con la cultura de que los hombres son los fuertes y los que dirigen, y que las mujeres deben acatar lo que ellos dicen”.

“Para cambiar el imaginario colectivo, hay que desconstruir los estereotipos de géneros que perpetúan las desigualdades entre hombres y mujeres”

Entre los objetivos de la medida, está “propiciar herramientas pedagógicas que promueven la perspectiva de género para la construcción de una educación no sexista entre los diferentes actores del sistema educativo nacional”. Además, la ordenanza busca contribuir “con el proceso de desconstrucción de los estereotipos de género que permean la sociedad dominicana en todos los niveles y estrados, y de lo cual no escapa el sistema educativo y sus diferentes actores”.

Según la orden del MINERD, la escuela es fundamental para lograr avances en la igualdad de género, algo garantizado en la Constitución dominicana y un eje central de la Estrategia Nacional de Desarrollo 2030. Se afirma que, para cambiar el imaginario colectivo, hay que desconstruir los estereotipos de géneros que perpetúan las desigualdades entre hombres y mujeres. Además, por medio de herramientas pedagógicas que promuevan una educación no sexista, se planea recortar las brechas que sufren las niñas y adolescentes en materia de tecnología, ciencias y matemáticas.

Sin embargo, la ordenanza ha sido rechazada por instituciones y grupos confesionales del país, los cuales consideran que esta medida implementaría una supuesta “ideología de género“. En el último julio, el movimiento  “Con mis hijos no te metas” realizó protestas en contra de la medida frente al MINERD. Movimientos similares se han manifestado contra la inclusión de la perspectiva de la igualdad de género en la educación en países como Perú, Bolivia, Costa Rica, Brasil, Argentina, Ecuador, Paraguay y Uruguay.

Para profundizar en la comprensión de lo que pasa en República Dominicana, dialogamos con Pedro Acevedo, coordinador ejecutivo del Foro Socioeducativo (FSE), miembro de la Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE) en el país. “Apoyamos la Orden Departamental del Ministerio, pues la escuela es un lugar privilegiado para desconstruir los imaginarios colectivos en torno a la masculinidad y la femineidad”, afirmó.

Lee la entrevista a continuación:

Foto: Juan Manuel Brea

¿Qué implicaciones consideras que tendrá la Orden Departamental No.33-2019 del Ministerio de Educación de República Dominicana?

El Foro Socioeducativo fue invitado y estuvo presente en la firma de la Orden Departamental por Antonio Peña Mirabal, ministro de educación del país. A nuestro juicio, las implicaciones de la Orden, serían la continuidad de la implementación de las políticas de género en el Sistema Educativo Dominicano. Desde los Planes Decenales anteriores, esta transverzalización de género ha estado presente y en la anterior gestión, del Ministro de Educación Andrés Navarro, quizás se dio el paso más significativo, que fue la conversión de Departamento de Género del Ministerio a una Dirección General sobre Equidad de Género y Desarrollo.

Además, la medida resalta, una vez más, que las relaciones entre los géneros, están basadas en el respeto a los derechos humanos y, por lo tanto, debemos tomar conciencia de que necesitamos asumir un cambio cultural, a partir de las nuevas generaciones beneficiarias del sistema educativo, pero también de los actores y actoras del mismo sistema.

Asimismo, la ordenanza resalta que la escuela es un lugar privilegiado para desconstruir los imaginarios colectivos que se han ido creando en la sociedad en torno a la masculinidad y la femineidad. A partir de la escuela, se nos invita a todas las instituciones de la sociedad civil al aporte, al enriquecimiento del debate y a cumplir con lo que establece la Orden Departamental.

Finalmente, es un logro que podamos contar en el sistema educativo dominicano con una política de género, basada en la igualdad y equidad de género y en el ejercicio democrático de los derechos de todas las personas. En ese sentido, hay que estar atentos y atentas a la participación de la sociedad en su conjunto, para beneficio de las mayorías y el ejercicio de la democracia.

Foto: Iván Matos

El FSE lanzó recientemente un boletín que analiza la situación de la igualdad de género en la educación de República Dominicana. ¿De qué forma sus hallazgos se han utilizado como insumos para presionar el gobierno por avances en la igualdad de género en el campo educativo?

El Foro Socioeducativo publicó, en abril de 2018, el boletín intitulado “El enfoque de género en la educación en República Dominicana, marco legal y realidad en las escuelas”.

En base a esta investigación, pensamos que las acciones más positivas que hemos impulsado han sido la sensibilización sobre la importancia del tema y la dedicación de tiempo y recursos a un asunto tan relevante. Realizamos dos consultorías con las instituciones que componen el Foro sobre esta temática: el “Diagnóstico rápido de género” y los “Lineamientos generales para la incorporación del enfoque de género en los procesos, productos, normativas y prácticas del FSE”.

Difundimos y presentamos este boletín en diferentes ciudades del país, siendo acogido y discutido. Para estas actividades contamos con el apoyo de la Fundación InteRed.

Además, posicionamos ante el Ministerio de Educación e instituciones formadoras y educativas del país una serie de recomendaciones para la aplicación del enfoque de género en las políticas educativas en el boletín mencionado.

En tal sentido, el Foro desarrolló un diálogo con la Sra. Marina Hilario, en mayo de 2019, cuando asumió sus nuevas funciones, sobre estas recomendaciones y la disposición del Foro para colaborar y apoyar en lo referente a esta política de género. La apertura al Foro, entendemos que fue muy positiva.

Foto: Juan Manuel Brea

¿Cuáles son los últimos avances y los retos para la igualdad de género en la educación del país?

En cuanto a los avances, podemos señalar el planteamiento de la importancia del tema y el posicionamiento del Ministerio de Educación en un aspecto tan fundamental, como lo es la política de género. Esto colocó el tema en la agenda pública, implicando que las instituciones educativas y la sociedad en general puedan asumirlo y/o reconocerlo como un tema sumamente importante y que no podemos dejarlo a un lado.

Así, podemos aclarar lo que es en realidad una política de género, que ha de estar basada en la igualdad y en el respeto de los derechos humanos y en reconocernos dentro de una sociedad plural, que nos ha de llevar a la igualdad y al respeto entre todos y todas. Además, ahora podemos convocar a los diferentes actores, actoras e instituciones a la elaboración de la metodología y el cronograma para la implementación de la Orden Departamental, tal y como se indica en esta norma.

Otro avance es la creación de mecanismos de diálogo dentro del Ministerio de Educación y con las entidades de la sociedad civil, sobre temas como éste, que competen a la sociedad en su conjunto.

Este contexto ha provocado serias dificultades al interior de la sociedad dominicana, pues sectores eclesiales, grupos políticos y asociaciones de familia conservadores, entre otros, consideran que hay situaciones ocultas que corresponden a la ideología de género. En base a prejuicios, no quieren aceptar una política de género, en base a la igualdad y los derechos humanos. Se acusa a la Dirección de Equidad de Género y Desarrollo del MINERD, de no contar con una consulta más amplia al interior del mismo Ministerio de Educación y con la sociedad civil, para darle legitimidad a la medida.

Todas estas situaciones, nos han de llevar a lo expresado por el Ministro de Educación, Antonio Peña Mirabal, en su declaración pública, el 6 de junio de 2019: “Agradecemos el inicio de este diálogo, y esperamos que remitan al órgano correspondiente de manera formal, todos los comentarios y sugerencias para la elaboración conjunta de una política de género que ayude al desarrollo de la nación”.

Fuente de la noticia: https://redclade.org/noticias/igualdad-de-genero-en-republica-dominicana-ministerio-de-educacion-divide-opiniones-al-impulsar-el-abordaje-del-tema-en-las-escuelas/

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Río de Janeiro: Edutubers: los maestros que enseñan a través de You Tube

Un buen día de 2009, Julio Ríos Gallego abrió un canal en YouTube. Era entonces un entusiasta profesor de colegio que quería despejar las dudas de sus alumnos con unos videítos hechos en casa. Se paraba delante de una pizarra y con rostro serio empezaba a lidiar con ecuaciones, binomios y raíces cuadradas. Los pocos alumnos que veían los tutoriales no entendían lo que sucedía. “Profesor, tiene que ser divertido, como en el aula”, le dijeron; y ese simple consejo le cambiaría la vida. Diez años después, este caleño de 46 años es uno de los rostros más populares de YouTube. Atrás quedaron los días en que pasaba apuros económicos por los bajos sueldos; o porque no tenía trabajo debido a las huelgas magisteriales; o porque la academia que abrió, con otros colegas, tuvo que cerrar por los altos precios de los alquileres. Todo esto lo cuenta en una charla que es seguida con atención por otros treinta youtubers —como él— en uno de los estudios de grabación del YouTube Space de Río de Janeiro.

Hasta aquí han llegado más de un centenar y medio de hombres y mujeres de toda Latinoamérica para participar en el EduCon 2019. Dos días de charlas y talleres en los que compartieron experiencias, recibieron capacitaciones y potenciaron su participación como educadores en internet.

Ríos, convertido hoy en Julioprofe —el nombre de su canal—, tiene más de tres millones y medio de suscriptores, y es un referente en la región en la enseñanza de matemática y física. Sus videos ya dejaron de ser amateurs y se apoyan cada vez más en elementos audiovisuales y pedagógicos para captar la atención de su audiencia. Él representa, además, algo que YouTube quiere promover: la presencia de profesores, científicos, historiadores, filósofos y divulgadores en la plataforma para, así, luchar contra la desinformación y las recurrentes fake news.
https://youtu.be/mB-iCWw0zZY
Actualmente, el contenido que más se busca en la plataforma es el educativo. Según estadísticas, de los dos mil millones de usuarios mensuales que han iniciado sesión en YouTube, siete de cada diez personas buscan información sobre alguna materia. Desde los famosos tutoriales que nos enseñan a tocar un instrumento hasta los que explican las leyes de la física cuántica, o los que ofrecen clases de filosofía, o los que difunden noticias científicas con animaciones y voces en off. La última tendencia en esta movida son los videos dedicados a enseñar matemática y resolver —paso a paso— intrincadas ecuaciones y problemas. Y en cuestiones de números no existen nacionalidades. El peruano Salvatore Vargas, quien dejó la medicina por las clases en red, tiene tanto seguidores en Lima como en Ciudad de México. Su canal, Academia Internet, tiene más de 600.000 suscriptores, y está especializado en ayudar a postulantes a ingresar a la limeña Universidad de San Marcos o a la Autónoma de México.
Otro destacado en las clases online es Jorge Tejero, de MateMovil, quien utiliza variados recursos audiovisuales para sorprender a su más de medio millón de seguidores. “Dejé mi trabajo como ingeniero en Piura para dedicarme a tiempo completo a esta actividad —cuenta—. Ha sido muy duro. Durante el primer mes, solo recibí un dólar, pero me gustaba tanto que seguí. Después, con lo que ganaba, he ido comprando nuevos equipos y mejorando los videos”. Hoy es común que muchachos agradecidos lo paren en la calle para decirle que los ayudó a entrar a la universidad.

La mexicana Marisol Maldonado habla con entusiasmo. Su canal se llama Pasos por Ingeniería y también dejó su profesión de ingeniera mecatrónica para subir videos a la red. “Los ingenieros somos más cohibidos”, confiesa, “pero yo llevé un diplomado en Desarrollo de Habilidades Directivas y desarrollé mis habilidades blandas. Creo que el éxito que tiene mi canal se debe a que trato de hacer los videos muy sencillos para que todos los puedan entender”. Otra conocida en la red es la también mexicana Alejandra Gutiérrez, de Ahora Sí Paso, un canal que ayuda a los jóvenes a cumplir el sueño de entrar a la universidad.

El YouTube Space de Río de Janeiro es una especie de nave nodriza tecnológica: un complejo de dos plantas, al borde de un soleado malecón frente al mar, que cuenta con modernísimas salas de grabación, edición y sonido, así como laboratorios multimedia en los que los interesados pueden perfeccionar el arte de crear y subir videos a la red.

Para la realización del primer EduCon en esta parte del mundo, se invitó no solo a quienes tienen más seguidores, sino a quienes crean mejores contenidos. “No queremos reemplazar a la escuela o a la universidad, pero sí buscamos que los contenidos tengan cada vez de mayor calidad pedagógica, por eso una de las cosas que estamos haciendo es darle mayor soporte a esta comunidad de educadores para fomentar las buenas prácticas”, dice Antoine Torres, responsable del contenido de educación en YouTube en América Latina.

Por eso una de las mayores preocupaciones de los desarrolladores es detener la ola de noticias falsas que inundan la red. “Sentimos que tenemos una gran responsabilidad —dice Torres— y hemos empezado a desarrollar bastantes cosas para luchar contra la desinformación”. Una de ellas son las Listas Educativas, lanzadas hace un mes para que los creadores puedan seleccionar mejor sus contenidos, las cuales ya se aplican en canales como Math2meEducatina Curiosamente. Otra es YouTube Learning (por ahora en inglés), un sitio en que los edutubers pueden agrupar sus canales.

Julioprofe le pregunto si la educación del futuro está en internet. “Hay una cosa que la máquina no podrá reemplazar —dice— y es la emoción por enseñar”. Todo lo demás es posible.

Fuente de la Información: https://elcomercio.pe/eldominical/maestros-ensenan-traves-youtube-noticia-666034

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Brasil: La mayor movilización de trabajadoras rurales de América Latina evidencia la fuerza de las mujeres contra los retrocesos

6/08/2019 | Cristiane Sampaio

La sexta edición de la Marcha das Margaridas tuvo lugar en Brasilia el 13 y 14 de agosto. El nombre es un homenaje a Margarida Maria Alves, lideresa del Sindicato de Trabajadores Rurales de Alagoa Grande – Paraiba, que luchó por los derechos de las y los trabajadores rurales y fue asesinada por orden de terratenientes en 1983.

Desde 2000, mujeres trabajadoras de los campos, de las aguas, bosques y ciudades organizadas realizan la Marcha das Margaridas, una continuación de la lucha de Margarida Alves, por el fin de la violencia en el campo, derechos laborales, y contra todas las formas de violencia y opresión.

Fue con brillo en los ojos que la agricultora Maria Anecy Martins, de 45 años, llegó a Brasilia (DF) esta semana para participar en la Marcha das Margaridas 2019. La movilización reunió a más de 100 mil mujeres campesinas, con cierre este miércoles (14) tras un gran acto que se tomó las calles de la capital. Venida del interior del estado de Maranhão, Anecy viajó más de dos días, enfrentó problemas en la carretera y el cansancio físico para participar en el evento que es un símbolo de la lucha popular en Brasil.

Después de décadas de trabajo en el campo y en la militancia política, esta fue la primera vez que la agricultora tuvo la oportunidad de conocer la marcha. La ansiedad para llegar era tanta que no hubo cansancio en el mundo que fuera capaz de disminuir la energía vibrante que la movilizó para llegar hasta allí.

“Siempre quise venir y no resultaba. Ni sé si tengo una palabra para describir [esto]. Cuando usted ve tantas mujeres así, unidas, en búsqueda de mejoras, de mejores políticas, le da escalofríos. Vengo para participar, para unir fuerzas con las mujeres. Si me preguntan si estoy cansada, no estoy. Cuando vemos esto aquí, cada conversación… nos da escalofríos. Es muy lindo”, se conmociona.

La agricultora rural fue una de las cerca de 30 mil personas que se aglutinaron el martes 13 por la noche en el Parque da Cidade para celebrar la apertura oficial del evento, que tuvo como lema «Margaridas en la Lucha por un Brasil con soberanía popular, democracia, justicia, igualdad y libre de violencia». La conmemoración reunió a caravanas de todas las regiones del país y a representantes de cerca de 25 países de diversos continentes, en un verdadero mosaico de fuerzas populares. También se sumaron a la multitud artistas, diputados federales, senadores y otros aliados políticos.

El evento trajo como debate político una plataforma que refuerza la lucha por derechos, como la defensa de los servicios de salud y educación públicos, el combate a la violencia contra la mujer, contra la reforma de las Pensiones, entre otros. En ese sentido, la marcha es también una forma de compartir anhelos comunes y reforzar el horizonte de la lucha popular.

Con ocasión de la apertura, diferentes voces hicieron referencia a la importancia de la unión de las mujeres para combatir las múltiples formas de violencia de género y el contexto de eliminación de derechos.

“Lo nuevo viene del pueblo, viene del poder popular, de ese pueblo que es mujer. Es por todas las que vinieron antes de nosotras, Luizas, Dandaras, Marielles, Margaridas, y por una generación que será libre. Sólo pararemos de marchar cuando todas sean libres”, bramó la diputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ).

La marcha, que se da cada cuatro años reúne, tradicionalmente, mujeres del campo, de los bosques y de las aguas. En esta edición, el evento contó con el refuerzo especial de las participantes de la 1ª Marcha de Mujeres Indígenas, como es el caso de Nena Funi-ô, que vino de Aguas Belas, en Pernambuco.

“Me estoy sintiendo muy satisfecha con la manifestación de las mujeres. Tenemos que luchar por nuestros derechos porque, si no hacemos eso, no vamos a tener como resolver. Estamos juntas en esta lucha y no vamos a desistir nunca”, dijo.

Y en el mar de mujeres que se tomó Brasilia esta semana sorprendió también el ala masculina, que queda de espectadora ante de la articulación de las integrantes de la marcha. Es el caso del profesor de historia Edson Cazuza, de Rio Grande do Norte. Participando en el evento por segunda vez, él cuenta que se siente inspirado ante la movilización masiva de las trabajadoras.

“Incluso viviendo un momento tan difícil, como este de los últimos tiempos en Brasil, las mujeres forman parte de la trinchera en esta lucha por democracia, por justicia social, por igualdad de derechos. Lo veo con inmensa alegría”, complementa.

Entusiasmada con la primera experiencia en la Marcha das Margaridas, la agricultura Maria Anecy cuenta que la venida a Brasilia sirvió de aperitivo para las próximas ediciones del evento y también para dar oxígeno a la articulación política popular en los estados.

“Vengo todas las veces que sea posible y todas las que tenga oportunidad. Además de la buena energía de estas mujeres, me voy a llevar un poco de cada estado, una conversación, la garra de esas mujeres. Nos fortalecemos para el enfrentamiento en nuestra base, para la vida personal y para el movimiento sindical también”, destaca.

En la misma línea de raciocinio, Nena Funi-ô cuenta que el evento deja “un saldo muy positivo”. “Lo haría todo de nuevo. Estoy cansada, canté el día entero, bailé. Pero valió la pena”.

14/08/2019

Traducción de Pilar Troya https://www.brasildefato.com.br/

Fuente de la Información: https://vientosur.info/spip.php?article15049

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