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Boaventura: eis a Guerra Fria, no século 21

Por: Boaventura De Sousa Santos

Em decadência, EUA já não podem abater a China. Tentam fustigá-la atacando seus aliados: Rússia, Coreia do Norte, Irã, BRICS. A devastação espalha-se — da guerra na Síria ao golpe no Brasil. Como contê-la?

Por Boaventura de Sousa Santos | Imagem: George GroszEclipse do Sol (1926)

O bombardeio de alvos sírios onde supostamente se produzem ou armazenam armas químicas supostamente usadas pelo governo de Bashar al-Assad contra os rebeldes deixou os cidadãos do mundo confusos, num misto de perplexidade e de ceticismo. Apesar do bombardeio (imagem apropriada no caso) midiático dos meios de comunicação ocidentais, tentando convencer a opinião pública das mais recentes atrocidades do regime de Bashar Al-Assad; apesar da quase unanimidade dos comentaristas políticos de que se tratou de uma intervenção humanitária, de uma punição justa e de mais uma prova da vitalidade da “aliança ocidental”; apesar de tudo isto, os cidadãos do mundo ocidental (dos outros nem se fala), sempre que consultados, mostraram as suas dúvidas a respeito da narrativa midiática e manifestaram-se majoritariamente contra os ataques. Por que?

As consequências

Porque os cidadãos minimamente informados têm uma memória mais apurada que os comentaristas e porque, sem serem peritos sobre as causas destes atos bélicos, são peritos no conhecimento das suas consequências, algo que escapa sempre às contas dos ditos comentaristas. Lembram-se que em 2003 a invasão do Iraque foi justificada pela existência de armas de destruição em massa, que se provou mais tarde não existirem. Lembram-se que as fotos que na altura foram mostradas eram fotomontagens para dar credibilidade à mentira. Lembram-se que, tal como agora, o ataque foi feito na véspera de chegar ao país uma comissão independente de peritos para averiguar a existência ou não de tais armas. Lembram-se que essa mentira deixou no terreno um milhão de mortos, um país destruído e rendeu lucrativos contratos de reconstrução entregues a empresas norte-americanas (Halliburton, por exemplo) e de exploração do petróleo às empresas petrolíferas ocidentais. Lembram-se que em 2011 a mesma aliança destruiu a Líbia, tornou-a um antro de terroristas e de negociantes de tráfico de refugiados e emigrantes e rendeu o mesmo tipo de lucrativos contratos. Lembram-se que a guerra da Síria já causou 500 mil mortos, 5 milhões de refugiados e 6 milhões de pessoas deslocadas no interior do país. E sobretudo, talvez pela misteriosa astúcia da razão de que falava Hegel, lembram-se do que lhes não é dito pela mídia. Lembram-se que naquela região estão em curso dois genocídios perpetrados por terrorismo de Estado de que quase não se fala porque os Estados agressores são “nossos” aliados: o genocídio dos iemenitas pela Arábia Saudita e o dos palestinos por Israel.

Estas são as consequências mais visíveis. Mas há outras vítimas de que o cidadão comum tem uma ideia mais vaga, uma suspeita que por vezes não é mais que um mal-estar. Saliento três. A primeira vítima é o direito internacional que foi mais uma vez violado, uma vez que tais intervenções bélicas só são legítimas em caso de legítima defesa ou sob mandato do Conselho de Segurança da ONU, condições que não se verificaram. Os tratados bilaterais e multilaterais estão a ser deitados no lixo um atrás do outro, ao mesmo tempo que as guerras comerciais se acirram cada vez mais. Estamos entrando numa nova Guerra Fria com menos regras e mais mortes inocentes? Estamos a caminho de uma terceira guerra mundial? Onde estará a ONU para a evitar pela via diplomática? Pode esperar-se outra coisa de países como a Rússia, a China ou o Irã senão que se afastem ainda mais dos países ocidentais e do falso multilateralismo destes e que organizem as suas próprias alternativas de cooperação?

A segunda vítima são os direitos humanos. A hipocrisia ocidental atingiu o paroxismo: a destruição militar de países e a morte de populações inocentes tornou-se o único meio de promover os direitos humanos. Aparentemente, deixou de haver outros meios de promover os direitos humanos senão violando-os. A democracia de tipo ocidental não sabe florescer senão nas ruínas. A terceira vítima é a “guerra contra o terrorismo”. Ninguém de boa vontade pode concordar com a morte de vítimas inocentes em nome de qualquer objetivo político ou ideológico, e muito menos os países que desde há vinte anos têm dado total prioridade à guerra contra o terrorismo, os EUA e seus aliados. Sendo assim, como se pode compreender que estejam sendo financiados e armados pelas potências ocidentais grupos de rebeldes da Síria que são reconhecidamente organizações terroristas e que, tal como Bashar al-Assad, usaram no passado armas químicas contra populações inocentes? Refiro-me particularmente à frente al-Nusra, conhecida como a Al Qaeda da Síria, um grupo extremista salafista que quer implantar um Estado islâmico. Aliás, o mais fiel aliado dos EUA, a Arábia Saudita, é quem tem sido acusado mais frequentemente por instituições norte-americanas de financiar grupos extremistas e terroristas. Quais são os objetivos ocultos de uma guerra contra o terror que financia e arma terroristas?

As causas

Os cidadãos comuns têm mais dificuldades em identificar as causas porque estas se furtam ao ruído das notícias. É convencional distinguir entre causas próximas e estruturais. Entre as causas próximas, a disputa sobre o gasoduto do gás natural tem sido a mais mencionada. As grandes reservas de gás natural da região do Qatar e Irã têm dois trajetos alternativos para chegar à rica e voraz consumidora Europa: o gasoduto do Qatar através da Arábia Saudita, Jordânia, Síria e Turquia; e o gasoduto do Irã, através do Irã, Iraque e Síria. Por razões geopolíticas, os EUA favorecem o primeiro trajeto e a Rússia, o segundo. Bashar al-Assad também preferiu o segundo por favorecer apenas governos xiitas. A partir de então passou a ser um alvo a abater pelos governos ocidentais. O Major Rob Taylor, professor do US Army´s Command and General Staff College, escreveu no Armed Forces Journal de 21 de Março de 2014: “Visto através de uma lente geopolítica e econômica, o conflito na Síria não é uma guerra civil; é antes o resultado do posicionamento de vários atores internacionais no tabuleiro do xadrez geopolítico, preparando-se para a abertura do gasoduto em 2016”.

As causas estruturais são talvez mais convincentes. Como tenho defendido, estamos num momento de transição entre globalizações do capitalismo. A primeira globalização ocorreu entre 1860 e 1914 e foi dominada pela Inglaterra. A segunda ocorreu entre 1944 e 1971 e foi dominada pelos EUA. A terceira iniciou-se em 1989 está terminando agora. Foi dominada pelos EUA, mas com crescente participação multilateral da Europa e da China. Nos intervalos das globalizações, a rivalidade entre países aspirantes ao domínio aumenta e pode redundar em guerras entre eles ou entre os aliados de cada um. A rivalidade neste momento é entre o EUA, um império em declínio, e a China, um império ascendente. Segundo o estudo “Tendências globais, 2030” do insuspeito National Intelligence Council dos EUA, em 2030 “a Ásia será o motor da economia mundial como foi até 1500” e a China pode vir a tornar-se a primeira economia do mundo.

A rivalidade intensifica-se e não pode ser de enfrentamento direto porque a China é já hoje muito influente na economia interna dos EUA e um credor importante da sua dívida pública. A guerra comercial é fundamental e atinge as áreas de alta tecnologia porque quem dominar estas (a automação ou robótica) dominará a próxima globalização. Os EUA só investem em tratados que possam isolar a China.

Como a China é já demasiado forte, tem de ser enfrentada através dos seus aliados. O mais importante é a Rússia, e os acordos recentes entre os dois países preveem transações comerciais, sobretudo de petróleo, não denominadas em dólares, uma ameaça fatal para a moeda de reserva internacional. A Rússia em caso algum poderia vangloriar-se de uma vitória na Síria (uma vitória contra os extremistas terroristas, diga-se de passagem), uma vitória que esteve a ponto de obter devido ao suposto desnorte da política de Obama ao não incluir a Síria na lista das prioridades. Por isso, os EUA precisavam encontrar um pretexto para regressar à Síria e continuar a guerra por mais alguns anos, como acontece no Iraque e no Afeganistão. A Coreia do Norte é outro aliado e tem de ser hostilizado de modo a embaraçar a China. Finalmente, a China, como todos os impérios ascendentes, investe em (falsos) multilateralismos e por isso responde à guerra comercial com abertura comercial.

Mas além disso tem investido concretamente em acordos multilaterais limitados que visam criar alternativas ao domínio econômico e financeiro norte-americano. O mais importante desses acordos foi o Brics que incluía, além da China e Rússia, a Índia, a África do Sul e o Brasil. Os Brics chegaram a criar um Banco Mundial alternativo. Era preciso neutralizá-los. A Índia desinteressou-se do acordo desde que o presidente Narenda Modi chegou ao poder. O Brasil era o parceiro particularmente estratégico porque se articulava, ainda que relutantemente, com uma alternativa mais radical que emergira na América Latina por iniciativa de alguns governos progressistas, com destaque para a Venezuela de Hugo Chávez. Refiro-me à Alba, Unasur, e Celac, um conjunto de acordos político-comerciais que visavam libertar a América Latina e o Caribe da secular tutela dos EUA.

O país mais vulnerável dos Brics, talvez porque o mais democrático de todos eles, era o Brasil. A sua neutralização iniciou-se com o golpe institucional contra a presidente Dilma Rousseff e continuou com a prisão ilegal de Lula da Silva e o desmonte de todas as políticas nacionalistas empreendidas pelos governos do PT. Curiosamente, na África do Sul, Jacob Zuma, sem dúvida um líder corrupto e entusiasta dos Brics, foi substituído por Cyril Ramaphosa, um dos homens mais ricos da África (menos corrupto que Zuma?) e adepto incondicional do neoliberalismo global. A Cúpula das Américas que teve lugar em Lima, nos passados dias 13 e 14 de Abril, foi uma peça geopolítica muito importante neste contexto. A participação da Venezuela foi vetada e, segundo o El Pais (edição brasileira) de 15 de Abril, a reunião selou o fim da América bolivariana. O fortalecimento da influência dos EUA na região está bem patente no modo como foi criticada pela delegação norte-americana a crescente influência da China no continente.

Por tudo isto, a guerra na Síria é parte de um jogo geopolítico bem mais amplo e de futuro muito incerto.

Fuente: https://outraspalavras.net/destaques/boaventura-eis-a-guerra-fria-no-seculo-21/

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Chile: Auditoría arroja que 42% de los niños del Sename consume alcohol y drogas

Chile/26 de Mayo de 2018/La Tercera

En el centro Galvarino, el mismo donde falleció en 2016 Lissette Villa (11), el Presidente Sebastián Piñera, junto a la directora del Servicio Nacional de Menores (Sename), Susana Tonda, entregó los resultados de la primera auditoría social a las residencias de menores que administra directamente el Estado. El estudio arrojó falencias en materia de infraestructura, educación y salud. Para el Mandatario, “las conclusiones son tristes y a veces dramáticas”.

La muestra, obtenida entre el 2 y 11 de mayo, se hizo sobre 11 Centros de Reparación Especializada de Administración Directa del Sename (Cread), los que tienen una cobertura de atención de 758 niñas, niños y adolescentes, y de los cuales se logró entrevistar a 473.

Los resultados dan cuenta de que un 45% de los menores de estos centros no está matriculado en establecimientos educacionales; un 48% tiene rezago escolar; un 55% cuenta con problemas de salud mental, y un 42 % padece un consumo problemático de alcohol y drogas (ver infografía).

Sobre las cifras, el Presidente Piñera manifestó que esto “refleja que el Estado de Chile no está cumpliendo con su responsabilidad”. Esta materia ha sido uno de los ejes que ha buscado mejorar el Ejecutivo. De hecho, fue el pasado 11 de marzo -primer día de gobierno- que se anunció la elaboración de este estudio.

En cuanto a estos bajos índices, Tonda dijo que “son niños de alta complejidad y requieren planes de intervención complejos. Necesitamos personas que trabajen con ellos, que cuenten con una alta formación. Requerimos tener recursos de salud, de educación”. Agregó que uno de los objetivos es mejorar los Planes de Intervención Individual, pues “hay casi un tercio que no está con las evaluaciones adecuadas”.

Además de esta auditoría, entre julio y septiembre el Sename revisará los 220 centros de organismos colaboradores, los que son subvencionados por el Estado para el cuidado de los menores. También el gobierno anunció que ingresarán indicaciones a la ley de adopciones.

La diputada RN Marcela Sabat dijo que “sabíamos que los resultados iban a ser dramáticos y dolorosos. No podemos dejar de valorar la disposición del Presidente Piñera de finalmente auditar al Sename”.

No obstante, también hubo cuestionamientos. El exsubsecretario de Justicia del gobierno anterior, Nicolás Mena, dijo que “una auditoría a los Cread es muy parcial, es solo una muestra de un porcentaje pequeño de una población que está en el Sename. Los resultados dan cuenta de algo bastante conocido, que es algo que no tiene mucha sorpresa para nosotros, pues impulsamos varios cambios para mejorar esto, como el trabajo entre ministerios para abordar los problemas en Salud, Educación y Desarrollo Social”.

El estudio también constató déficits y problemas en el alto número de licencias médicas y de funcionarios sumariados, formación insuficiente y ambientes laborales complejos.

En tanto, el ministro de Desarrollo Social, Alfredo Moreno, indicó que “se ha ratificado lo que pensábamos, que los niños no están recibiendo lo que necesitan. En general, los niños no solamente tienen una falta de protección, sino que al mismo tiempo los planes de intervención que requieren no están llegando y no se están cumpliendo”.

(Para ver en detalle la infografía, haz click aquí o en la imagen)

 

Fuente: http://www.latercera.com/nacional/noticia/auditoria-arroja-42-los-ninos-del-sename-consume-alcohol-drogas/178303/

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Argentina: [VIDEO] Obelisco: reclamo de docentes, trabajadores del Subte y sectores en lucha

Argentina/26 de Mayo de 2018/La Izquierda

Se manifiestan reclamando contra la represión que tuvo lugar ayer, en apoyo a la dura lucha de los docentes de Neuquén y contra el ajuste y el acuerdo con el FMI.

Desde las 8 de la mañana se realiza frente al Obelisco un corte encabezado por docentes y trabajadores de otros sectores. Entre ellos se destaca la participación de trabajadores del subte, que ayer sufrieron la represión mientras reclamaban salarios. Justamente el repudio a ese ataque al derecho a huelga es uno de las principales “banderas” de la medida.

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Otras planteaban «Más plata para educación, no para el pago de la deuda y el FMI».

Participan docentes no solo de la Ciudad y la Provincia de Buenos Aires, sino también de Neuquén, desde donde llegaron referentes de quienes llevan adelante más de 45 días de huelga en reclamo de salario y la defensa de la educación pública. Entre ellos, Inés Hernández integrante de la Agrupación Negra, que viene peleando en las asambleas para lograr la nacionalización del conflicto. Inés planteó a La Izquierda Diario que “venimos a Buenos Aires a mostrar a todo el país que los docentes neuquinos llevamos más de 45 días de paro y nos han hecho un miserable ofrecimiento de un 6% de aumento por parte del gobierno provincial, cuando la inflación todos estiman estará entre el 25 y el 30% anual. El gobernador Gutiérrez no sólo no nos convoca sino que lo único que hace es implementar acciones que atentan contra el estatuto docente y el derecho a huelga”.

La acción se da en el marco de la Marcha Federal Educativa convocada por los gremios docentes. Justamente otros de los referentes de la Corriente 9 de Abril, Federico Puy, planteó en el Obelisco que “la CTERA tiene que tomar la lucha de los compañeros de Neuquén que llevan más de 45 días de huelga. Los docentes seguimos peleando en todo el país por nuestro salario, mientras los distintos Gobiernos nos ofrecen aumentos de miseria y encima tenemos que soportar los tarifazos, una inflación que sube y un salario que no alcanza”. Ante esta situación Puy, que es docente de la Ciudad de Buenos Aires y congresal de UTE CTERA, reclamó que “es necesario que la CTERA convoque ya a un paro y plan de lucha nacional para que triunfe esta lucha y seguir la pelea por la coordinación de todas las luchas”.

Una de las presencias más destacada era la de referentes de la lucha del subte, que ayer fueron reprimidos mientras llevaban adelante una medida de fuerza, atacando su derecho de huelga. En el corte varias de las banderas y pancartas mostraban la solidaridad con la lucha del subte y denunciaban el ataque del gobierno. Claudio Dellecarbonara, miembro del Secretariado Ejecutivo de la Asociación Gremial de los Trabajadores de Subte y Premetro (AGTSyP), señaló desde el Obelisco que “vamos a seguir denunciando el brutal ataque al derecho constitucional de huelga que vivimos en el día de ayer y que ahora buscan incrementar con suspensiones y sanciones. Nos atacan porque defendemos los derechos de los trabajadores, pero también los de los usuarios, ya que el tarifazo en el Subte está frenado por un amparo que presenté junto a los legisladores Myriam Bregman y Patricio del Corro. No quieren que nadie cuestione ni el ajuste, ni los negociados de las empresas privatizadas con el Gobierno”.

Justamente Del Corro y Bregman, diputados porteños del PTS-Frente de Izquierda, se acercaron al corte a solidarizarse con las docentes y el resto de los conflictos en curso. Estaban junto a la diputada nacional Nathalia González Seligra y Christian Castillo.

Porque además de docentes y trabajadores del subte, estaban presentes otros trabajadores en lucha. Entre ellos los tercerizados de Latam y el Ferrocarril Sarmiento, del Hospital Posadas y Ferrobaires.

También estudiantes que vienen peleando contra el cierre de terciarios y el Unicaba, y con esas consignas van a participar de la marcha educativa.

La concentración tuvo gran repercusión entre los medios nacionales.

Fuente: http://www.laizquierdadiario.com/VIVO-Obelisco-reclamo-de-docentes-trabajadores-del-Subte-y-sectores-en-lucha

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Tercera videoconferencia sobre cultura Latinoamericana

Argentina/26 de Mayo de 2018/Chacohoy

En el Centro de Estudios Judiciales se desarrolló el tercer encuentro por videoconferencia de la capacitación sobre cultura Latinoamericana que tiene como docente a Roy Williams, destacado especialista en el tema en la Universidad de Rosario
En la primera clase Williams introdujo el tema del desarrollo de la filosofía política latinoamericana, se refirió a la irrupción de América en la historia universal; comentó los debates en torno al descubrimiento, encubrimiento e invención del nuevo continente, y definió el despliegue del pensamiento Indiano y las matrices filosófico-políticas de América Latina.
En la segunda ocasión, se refirió al Problema de la cultura latinoamericana en términos de la conformación de un pensamiento autónomo y mencionó cómo se fueron gestando, al sur de América, las ideas de la Unidad Latinoamericana y el Antiimperialismo.
Literatura, comunidad y política en América Latina
Durante la tercera exposición explicó cómo el vínculo entre literatura, filosofía y cultura tomó en América Latina un carácter diferente al europeo. En el caso argentino describió el tema del género gauchesco y el problema de la identidad nacional.
Además realizó un itinerario de autores protagonistas en el delineado del perfil latinoamericano y argentino. Posteriormente planteó, con las características de sus obra: “cómo se armó la literatura, y a partir de ahí algunas constantes de la literatura latinoamericana”. E hizo especial hincapié en dos o tres casos específicos de la literatura argentina.
La actividad culminará el martes 29 de mayo, a las 15.30 en el CEJ con el tema: emancipación y autonomía del pensamiento jus-filosófico latinoamericano.
Fuente: http://www.chacohoy.com/noticias/view/123622
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Argentina: Educación sexual y alfabetización digital, para todos los niveles

Argentina/26 de Mayo de 2018/La Nación

Ambas temáticas formarán parte de los Núcleos de Aprendizajes Prioritarios

La educación sexual integral y la programación y robótica serán incorporadas dentro de los Núcleos de Aprendizajes Prioritarios (NAP) en todos los niveles del sistema educativo.

Así se acordó en el último plenario del Consejo Federal de Educación, que agrupa a todos los ministros provinciales del área y que lidera el titular de esa cartera nacional, Alejandro Finocchiaro, que se efectuó en Iguazú.

«Esta resolución pone el foco en la escuela como responsable de garantizar que todos los niños, niñas y jóvenes puedan aprender lo que necesitan sobre educación sexual integral y, de esta manera, empezar a revertir la tendencia de los jóvenes a sentir y decir que les falta información. Se presenta la posibilidad de tener un abordaje obligatorio, con docentes de la escuela que van a ser formados para garantizar que todos los chicos accedan a la información que necesitan», sostuvo Mercedes Miguel, secretaria de Innovación y Calidad Educativa de la Nación.

Fuente: https://www.lanacion.com.ar/2137944-educacion-sexual-y-alfabetizacion-digital-para-todos-los-niveles

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Perú: “Mala formación de profesores impide cobertura de plazas en instituciones educativas”

Perú/26 de Mayo de 2018/La República

Preocupación. Director Regional de Educación de Cajamarca, Yone Asenjo Calderón, también lo atribuye a la pésima calidad de evaluación.

El director regional de Educación de Cajamarca, Yone Asenjo Calderón, atribuyó a la mala formación docente y otros aspectos, como factores que podrían impedir la cobertura total de plazas vacantes que se ofertarán en un nuevo concurso a nivel nacional.

“Hay varios factores por qué no se cubren todas las plazas: la calidad de la evaluación. Nosotros siempre hemos pedido que esos procesos los hagan las regiones, pero no es así, ahora lo concentra más el Ministerio de Educación, y lo que es peor, permite la aplicación a través de un tercero como el Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI), que nada tiene que ver, y nosotros nos convertimos en entes mirones, no somos parte de los procesos, no nos dejan ingresar donde está instalado el material, pedimos que se desconcentre a las regiones y se aplique la prueba de acuerdo a cada realidad”, dijo a La República.

Este año —agregó— están emitidas las normas para que los docentes participen en el concurso de ascenso de escalas, también el concurso para asumir cargos directivos en instituciones educativas, y lo que se acaba de anunciar, el concurso de docentes para nombramiento, hay el compromiso del Ministerio de que anualmente existan nombramientos, por ejemplo, el año pasado se ofertaron más de 30 mil plazas y se coberturaron algo de diez mil. Entonces esas 20 mil plazas se someten a un nuevo concurso, entendiendo que anualmente existen profesores que cesan por límite de edad, o por procesos administrativos disciplinarios, que también generan vacantes, y el otro tema que también hemos venido trabajando es la creación de instituciones educativas que generan la demanda de docentes.

El funcionario reconoció que existe un déficit de plazas orgánicas porque no alcanza la meta del cien por ciento, porque los docentes no aprueban el concurso de nombramiento, entonces nuevamente se ofertan a través de un concurso público y que anualmente se irán dando hasta coberturar las instituciones para evitar los contratos, que a veces no se cubren a tiempo. Los nombramientos generan otra dinámica que es la estabilidad y la presencia de los docentes en las instituciones educativas.

“Tenemos plazo hasta junio para reportar a Lima las plazas que en el caso de la región Cajamarca vamos a sacar a concurso”, finalizó Asenjo Calderón.

Fuente: https://larepublica.pe/politica/1246179-mala-formacion-profesores-impide-cobertura-plazas-instituciones-educativas

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Argentina: Jornada por la educación pública y popular

América del Sur/Argentina/marcha.org.ar/

Fotos y texto por Ivan Barrera

En el preludio de la marcha federal docente del 23 de mayo, estudiantes, familiares y docentes de bachilleratos populares se congregaron ayer en la Plaza de los dos Congresos para darle una clase de educación popular a la gestión de las puertas cerradas y las reformas por PowerPoint. Una tarde con voces, cantos, música, baile y arte para darle vida a los reclamos nuevos y a los históricos.

16.00hs. La Plaza de los dos Congresos se siente fría por última vez. Tímidamente empiezan a acercarse los primeros integrantes de los bachilleratos populares y comienzan a lucir sus trapos en las rejas. Los mates giran para calentar los cuerpos y entre charlas se comienza a delinear la actividad que congrega a los y las discípulas de Freire y Rodríguez Randao y a los estudiantes de Carlos Fuentealba.  En un encuentro que solo se da en el marco de estas actividades, Paulo Freire, Dario Santillán, German Abdala, Raymundo Gleyser, Miguelito Pepe, Sergio Karakachoff, Alberto Chejolán, Osvaldo Bayer y Salvador Herrera se corporizan en tela y se funden en abrazos de bandera y, junto a todos los trapos que conforman la Coordinadora de Bachilleratos Populares en lucha, quedan expectantes de la congregación, ubicándose en su palco.

Ante el desmantelamiento de las políticas educativas en general y de la educación para adultos en particular, se generó esta cita vespertina. El reclamo es el mismo que hace meses y la respuesta desde los ministerios es siempre la misma: una puerta cerrada, un teléfono que repite en loop la música de espera, un mail que nunca será contestado.

Desde la Coordinadora se exige el reconocimiento integral de todos los bachilleratos populares. Con esto se hace referencia al reconocimiento como escuela pública de las experiencias que desde hace tiempo dedican sus tardes y noches a ofrecer educación formal y pública a los cientos de estudiantes que no tienen matricula en la oferta del gobierno. Se exige el reconocimiento como institución y la potestad de emitir títulos con validez nacional. Para los y las estudiantes se exigen viandas de calidad y becas escolares, para los y las docentes un salario docente –y decente, pero eso ya es otra lucha-. A su vez, se suma el reclamo para evitar el cierre de los profesorados y su transformación en la UNICABA.

Desde el gobierno de la Ciudad sostienen que la demanda de cupos de educación para adultos está saldada con la oferta que ellos realizan desde sus ministerios de educación y que no es necesaria la apertura de nuevos bachilleratos populares, como tampoco lo es pagar los salarios de siete de los bachilleratos reconocidos ni tampoco reconocer los bachilleratos que hoy en día están funcionando, dado que la demanda ya está suplida.  Es una verdadera lástima que esta información no haya llegado a oídos de los 12.000 estudiantes que cada marzo se quedan sin vacante para terminar el secundario. Pero como si fuera poco, la gestión de las reformas por PowerPoint anuncia una reforma en la educación para adultos cuyo contenido se desconoce pero que, a priori, deja sin validez a los títulos emitidos por los UGEE (Unidad de Gestión Educativa, forma que llevan los bachilleratos populares reconocidos).

En el caso de la Provincia, se están cerrando sistemáticamente escuelas públicas y bachilleratos para adultos bajo la excusa de una ‘reorganización de la oferta educativa’. También corre peligro el plan FINES, que desde el inicio de la gestión cambiemita viene amenazando con su desmantelamiento.

18.00hs. La plaza se transforma en un aula. Al igual que en una clase de educación popular, estudiantes y docentes se confunden unos a otros y no se sabe bien qué está educando a quien -o si acaso todos y todas nos educamos con la mediación de la lucha-.  Contra uno de las rejas de la plaza se improvisa un telón donde se proyectan videos de estudiantes, de docentes, de clases, de cortometrajes realizados durante el año y de la lucha por el reconocimiento de la escuela. En el micrófono se presentan los distintos bachilleratos, cuentan su historia y sus ganas de ser escuela. También acompañan la tarde bandas de estudiantes, bailes tradicionales y cantitos populares para calentar las gargantas. Dario, Sergio, Salvador, German, Raymundo, Alberto, Miguelito, Osvaldo y Paulo son espectadores de lujo desde su palco-reja.

Llegan refuerzos de mates y entre, saludos de aquellos y aquellas docentes y estudiantes de distintas experiencias que suelen reencontrarse para estas fechas, se comentan las novedades y se corre la voz de que la represión en el subte no cesó, que no liberaron a los compañeros y volvieron a reprimir, que en el INTI sucedió algo similar y que mañana hay que volver a las calles. Pero entre pálidas, tampoco dejan de llegar compañeros y compañeras de todas partes de la ciudad y el Congreso queda sitiado entre una multitudinaria clase popular y el pañuelazo por el aborto legal, seguro y gratuito.

 

Christian – Bachillerato Popular Chilavert

“La situación del BP Chilavert es similar a la de los bachilleratos populares de la Ciudad de Buenos Aires y a nivel nacional. La reforma de adultos viene afectando a todos los bachilleratos en general. Primero, porque no está siendo conocida. Segundo, porque las pocas cosas que se han podido conocer afectan directamente al funcionamiento de los bachilleratos. Entre ellas están el cambio de modalidad -posiblemente cambie la curricula a tres días, al estilo FINES-, tener un inspector que regule el funcionamiento de los bachilleratos, no solo en términos administrativos, sino que van a inspeccionar sin que el estado garantice el funcionamiento. A su vez, también se suma la validez nacional de los títulos. Hoy en día, todos los bachilleratos populares que estamos funcionando no podríamos emitir títulos porque no hay una resolución que los avale. Esto es un problema de toda la educación de adultos a nivel nacional.

Con el gobierno de Cambiemos es todo muy complicado. El ajuste en educación no es sólo hacia los bachilleratos populares o hacia la educación de adultos, sino que tiene como enemigo a la educación pública en general y a la educación popular en particular. Por ahora seguiremos con este plan de lucha para que puedan abrirnos la puerta desde el gobierno y podamos sentarnos en la mesa de negociación”.

Santiago – Bachillerato Popular Salvador Herrera

“El BP Salvador Herrera está en un proceso de lucha hace ya tiempo. Hemos conseguido, a partir de nuestra lucha y del acompañamiento de los compañeros y compañeras de la coordinadora, lograr el reconocimiento y la oficialización de nuestro bachillerato. A su vez, el año pasado hemos realizado un proyecto importante que fue instalar un comedor para todos los y las estudiantes que cursan. Ahora estamos construyendo el primer piso para tener nuestras oficinas administrativas y una juegoteca para los hijos y las hijas de estudiantes y docentes.

La situación general de los bachilleratos está atravesada por los reclamos históricos y los reclamos que se sumaron ahora. Por parte de los reclamos históricos está la falta de reconocimiento de los bachilleratos que están ahora funcionando, pero no se quieren oficializar; las viandas para los y las estudiantes y el boleto estudiantil. En cuanto a las luchas nuevas está el reclamo por la validación nacional de los títulos. Hasta el momento no se pueden hacer los títulos de las cohortes que iniciaron en 2015, es decir, los egresados de 2017, porque el ministerio de educación nacional no realizó la validación. Por otro lado, en provincia de Buenos Aires también se está concretando el reconocimiento de dos bachilleratos pero el gobierno provincial no está avanzando con la gestión”.

Estudiantes del Bachillerato Popular Dario Santillán

Los y las estudiantes del Bachillerato Popular Darío Santillán también expresaron sus opiniones. Como Federico, que explicó que estaba ahí porque “estamos apoyando a la educación popular y a nuestros profesores, no queremos la reforma de adultos que están realizando. Creemos que estar acá es la mejor forma de luchar contra eso”.
O Bárbara, que cree que “hay que defender la educación pública y los bachilleratos populares y la validez nacional de los títulos. No queremos la privatización de la educación, es parte de la sociedad, del pueblo”.
Para Iván es fundamental pelear por sus derechos y afirma que “el Estado no nos quieren dejar crecer”.

20hs Comienza la desconcentración de la plaza. Se levantan las banderas y entre cantos finales German Abdala y Sergio Karakachoff se despiden de Salvador Herrera, Dario Santillán se abraza con Alberto Chejolan y con Miguelito Pepe, Raymundo Gleyser le tiende la mano afectuosa a Osvaldo Bayer mientras Paulo Freire los saluda a todos con afecto. Taza taza, cada uno a su casa. Hasta la próxima actividad. Hasta la próxima lucha.

Fuente: http://www.marcha.org.ar/jornada-por-la-educacion-publica-y-popular/

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