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BRASIL EDUCAÇÃO BÁSICA MEC vai investir R$ 1 bilhão em programas de formação de professores, com 190 mil vagas

 

O Ministério da Educação vai investir R$ 1 bilhão na Política Nacional de Formação de Professores, com a criação de 190 mil vagas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), no Programa de Residência Pedagógica e na Universidade Aberta do Brasil (UAB). Os recursos investidos, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para o biênio 2018/2019, vão garantir 45 mil vagas para o Pibid, 45 mil vagas para a Residência Pedagógica e 100 mil vagas na UAB. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 28, no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presença do presidente Michel Temer e do ministro Mendonça Filho.

“É sempre uma satisfação anunciar investimentos para a educação””, disse o presidente Michel Temer. “Hoje estamos destinando mais de R$ 1 bilhão para a formação de professores, medida que vem somar-se ao muito que nosso governo, por meio do Ministério da Educação, tem realizado em favor do sistema educacional.” Ele ressaltou, ainda, a importância de uma boa formação para crianças e jovens. “É um grande alicerce para uma economia próspera e uma democracia vibrante. Daí o empenho que todos temos em modernizar a educação em nosso país.”

O ministro da Educação, Mendonça Filho, falou da importância dos programas para o futuro da educação brasileira. “Esta é uma política pública cujos resultados normalmente aparecem no médio e longo prazo, mas se houver foco, planejamento, dedicação de todos e união, evidentemente, os objetivos serão alcançados.” Também na cerimônia, destacou ações do MEC ao longo dos dois últimos anos. “Num prazo inferior a dois anos estamos consolidando políticas públicas muito fiéis ao que foi planejado desde o início da nossa gestão à frente do Ministério da Educação”, disse, citando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o estímulo à educação em tempo integral, a Reforma do Ensino Médio, as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Financiamento Estudantil (Novo Fies).

Com o lançamento dos três editais dos programas, o Governo Federal investe no compromisso com a valorização dos docentes no Brasil. Os editais fazem parte de um grande conjunto de ações para melhoria da política de fomento da educação básica, uma das prioridades da atual gestão do Ministério da Educação. Eles atendem a objetivos estratégicos, envolvendo desde a ampliação do número de discentes de licenciatura até o aprimoramento dos mecanismos de indução.

O novo edital do Pibid tem por objetivo promover a iniciação do licenciando no ambiente escolar ainda na primeira metade do curso, visando estimular, desde o início da jornada do docente, a observação e a reflexão sobre a prática profissional no cotidiano das escolas públicas de educação básica. Os selecionados serão acompanhados por um professor da escola e por um docente de uma das instituições de educação superior participantes do programa.

Já o Programa de Residência Pedagógica visa a induzir o aperfeiçoamento do estágio curricular supervisionado, por meio da imersão do licenciando – que esteja na segunda metade do curso – numa escola de educação básica. A imersão deve contemplar, entre outras ações, regência de sala de aula e intervenção pedagógica. Assim como no Pibid, cada selecionado será acompanhado por um professor da escola com experiência na mesma área de ensino do licenciando, e por um docente de instituição de educação superior. O lançamento desses dois editais, além de assegurar a continuidade do Pibid, visa o aperfeiçoamento da formação de professores para a educação básica e com a valorização dos cursos de licenciatura.

A apresentação foi feita pela secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro. Ela destacou que, na educação básica, 85% dos alunos brasileiros estão em escolas públicas. “Nós estamos olhando, com esta política, tanto a formação inicial como a continuada dos professores. A formação continuada é desenvolvida por várias secretarias do Ministério da Educação, como a Secretaria da Educação Básica, a Secadi, a Setec e a Sesu”, disse, referindo-se às secretarias de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, de Educação Profissional e Tecnológica e de Educação Superior. “Hoje estamos falando da formação inicial e da importância de uma proposta articulada.”

Os dois programas, Pibid e Residência Pedagógica, fazem parte da nova Política de Formação de Professores, anunciada pelo ministro da Educação em outubro de 2017. Ambos são desenvolvidos em estreita colaboração com as redes de ensino dos estados e dos municípios, enquanto que as instituições superiores organizam seus projetos institucionais, articulados com a proposta pedagógica das redes de ensino, que sediarão os subprojetos. As instituições também serão selecionadas por meio de edital.

UAB – O terceiro edital da série consiste na articulação de ofertas do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma iniciativa do Ministério da Educação para oferecer aos professores que atuam fora de suas áreas de formação a oportunidade de obter a capacitação adequada. A existência de professores lecionando fora de sua área de formação tem sido identificada pelo índice de formação docente do Censo da Educação Básica, cuja última edição data de 2017.

Em 2016, o Sistema UAB completou 10 anos. O programa, instituído pelo Decreto nº 5.800, de 8 de junho de 2006, visa à expansão, democratização e interiorização da oferta de cursos e programas de educação superior no país por meio da modalidade educação a distância. Desde então, segundo a Capes, o uso de tecnologias de comunicação e informação no processo de ensino e aprendizagem tem contribuído para incrementar o alcance e a qualidade da formação de professores, principalmente para municípios e estados que carecem de cursos de pós-graduação voltados aos professores de suas redes de ensino

Ver video

Fuente: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=60861

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Chile: Eliminación de la repitencia automática genera opiniones encontradas entre psicólogos y Colegio de Profesores

América del Sur/Chile/.elmostrador.cl

Hace unos días el Ministerio de Educación (MINEDUC) anunció la eliminación de la repitencia automática en alumnos y alumnas escolares, a modo de que los números no sean determinantes a la hora de decidir si un alumno o alumna pasa de curso o no. No significaría una total eliminación de la repitencia, sino que la decisión deberá ser tomada de manera personalizada al caso de cada niño o niña, adolescente. Esta normativa entrará en vigencia recién en marzo del 2019.

Según datos que entregaron desde el Centro de Estudios del Mineduc, la mayor tasa de repitencia se generaría en primer año de enseñanza media. En 2014, un 13,2% de 264.178 alumnos de ese nivel debió repetir, y en 2015 la tasa registró un 11,1% de los 265.093 alumnos correspondientes a primero medio.

La Ministra de Educación, Adriana Delpiano defendió esta nueva medida explicando que: “Un niño puede haber tenido dos rojos y tener realmente muchas habilidades y un desarrollo muy espectacular en otras áreas. Podría darse también que el niño ha vivido una situación traumática, algún problema familiar que ha determinado eso”.

En esa misma línea, Camila Puentes, psicopedagoga UNAB, considera que “si nos centramos en el cumplimiento de los objetivos de aprendizaje, claramente es un sistema más justo. Sin embargo, si vamos a seguir trabajando con pruebas de medición tipo SIMCE o PSU, las cuales se enfocan en la evaluación por sobre el aprendizaje, claramente no veremos los resultados que se espera”.

En tanto, la psicóloga y bloguera (supermadre.net) Varinia Signorelli argumenta respecto a las consecuencias de un niño al sufrir una repetición: “Un niño que repite de curso da cuenta de bajas calificaciones, esto nos dice muchas cosas del niño. Por ejemplo que durante el año y mientras obtenía esas bajas notas lo pasó muy mal y que muchas veces escuchó que estaba fracasando escolarmente. El repetir es la consecuencia de esto y nadie se siente bien fracasando. Podría acarrear sentimientos de no ser capaz y bajar su autoestima. Podría desmotivarlo al no sentirse capaz”. Por ello considera que es un decreto “maravilloso, que mirará al niño como un todo y no como una nota”.

Una opinión diferente tiene el presidente del Colegio de Profesores, Mario Aguilar, quien lamentó en La mañana informativa del canal 24 horas no haber sido tomados en cuenta “Lamentablemente, una vez más no hubo participación nuestra en una decisión legislativa, en este caso un decreto, y es una pérdida porque quienes más conocemos el sistema y funcionamiento escolar y el tema de evaluación somos los directamente implicados, los profesores y profesoras”

En la misma instancia señaló que “la repitencia en sí misma no hay que demonizarla, es cierto que es un impacto grande para una familia, pero a veces es pedagógicamente necesaria una repitencia a un estudiante que por distintas razones no haya conseguido los aprendizajes esperados para ir al siguiente grado”.

El Mineduc anunció que -durante este año- se entregará a los establecimientos educacionales orientación y recursos de apoyo para abordar los nuevos puntos que desplegará el decreto y que, a partir del 2019, dichas instituciones contarán con un reglamento de evaluación alineado a la norma.

Fuente: http://www.elmostrador.cl/braga/2018/02/24/eliminacion-de-la-repitencia-automatica-opiniones-encontradas-entre-psicologos-y-colegio-de-profesores/

Imagen de archivo OVE

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Bachelet propone a su amiga María Estela Ortiz para dirigir organización iberoamericana de Educación

La chilena Ortiz, propuesta por el Gobierno saliente de la Presidenta Michelle Bachelet, es secretaria ejecutiva del Consejo Nacional de la Infancia de Chile. El próximo secretario general de la OEI culminará el programa Metas Educativas 2021, aprobado en 2010 por los gobiernos miembros, con el fin de que la educación diera un salto cualitativo y cuantitativo en la región en el plazo de un decenio.

La chilena María Estela Ortiz –amiga cercana de la Presidenta Michelle Bachelet– y el español Mariano Jabonero son los dos candidatos a dirigir la Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI) durante los próximos cuatro años, presentados por sus respectivos países.

El próximo secretario general de la OEI culminará el programa Metas Educativas 2021, aprobado en 2010 por los gobiernos miembros, con el fin de que la educación diera un salto cualitativo y cuantitativo en la región en el plazo de un decenio.

Entre esos objetivos, destacan la escolarización universal básica, aumentar la permanencia en las escuelas y el rendimiento académico.

Serán los ministros iberoamericanos de Educación los encargados de designar al secretario general el 26 de abril en México, durante la XIII Asamblea General de la OEI, para un mandato inicial de cuatro años, con opción a un segundo.

La OEI está formada por 24 países: 20 de América, más España, Portugal, Andorra y Guinea Ecuatorial.

El elegido sucederá a Paulo Speller, después de que su país, Brasil, no renovara la candidatura.

La chilena Ortiz, propuesta por el Gobierno saliente de la Presidenta Michelle Bachelet, es secretaria ejecutiva del Consejo Nacional de la Infancia de Chile.

El español Jabonero es actualmente director de Educación de la Fundación Santillana y fue director general de la OEI entre 2003 y 2010.

Fuente: http://www.elmostrador.cl/noticias/pais/2018/02/25/bachelet-propone-a-su-amiga-maria-estela-ortiz-para-dirigir-organizacion-iberoamericana-de-educacion/

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Alumnos primarios de educación pública comienzan clases en Uruguay

América del sur/Uruguay/01 Marzo 2018/Fuente: Prensa Latina

Más de 317 mil estudiantes de primaria de la educación pública de Uruguay comienzan hoy el nuevo año lectivo en dos mil 333 escuelas habilitadas en todo el país.
Del total de esos educandos, unos 86 mil 930 corresponden a la educación inicial (jardines de infantes), informó la Administración Nacional de Educación Pública.

También este jueves se abren las aulas para más de 25 mil maestros y cinco mil auxiliares, junto a los alumnos del primer ciclo básico del nivel secundario y de la Universidad del Trabajo.

El Consejo de Educación Inicial y Primaria informó en un comunicado que para este curso escolar habrá importantes obras de construcción, reparación, mantenimiento y accesibilidad en varias escuelas del interior y de Montevideo.

Puntualizó que en otros centros se prevé ‘transformar a tiempo completo y extendido’ el sistema pedagógico de enseñanza, el cual garantiza ‘aprendizajes de calidad para todos los niños del país’.

El consejero de Primaria Héctor Florit declaró a la prensa local que del total de alumnos que comienzan las clases este año, 40 mil lo hacen por primera vez y de ellos 15 mil pertenecen a los jardines de infantes.

De otro lado, Celsa Puente, directora del Consejo de Educación Secundaria, calificó de normal el inicio escalonado de clases en ese nivel y señaló que solo tres centros aplazarán hasta el lunes su comienzo de actividades por culminación de obras constructivas.

La funcionaria destacó que el reto en esa enseñanza es cada vez más intenso, en cuanto a tomar conciencia de que ya ‘tenemos una matrícula casi universal’, y el desafío esencial por delante ‘es lograr que los estudiantes permanezcan en los liceos, aprendan y puedan seguir de acuerdo a sus posibilidades’.

Subrayó que el sistema educativo tiene ofertas para ellos ya sea en secundaria, otro subsistema o dispositivo de la educación.

Puente significó que el 96 por ciento de las horas clase de los centros secundarios fueron asignadas.

Fuente: http://prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=156355&SEO=alumnos-primarios-de-educacion-publica-comienzan-clases-en-uruguay
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Banco Mundial resalta avances en educación en Brasil, aunque a pasos lentos

América del sur/Brasil/01 Marzo 2018/Fuente: Spanish.peopledaily

El director del Banco Mundial en Brasil, Martin Raiser, aseguró hoy que la educación en el país sudamericano está mejorando, pero alertó que lo hace a pasos muy lentos y ello supondrá que tardará mucho en alcanzar el nivel exigido por la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE).

En un seminario sobre «el potencial de la educación», Raiser destacó que si las reformas educativas que pretende impulsar el gobierno brasileño se llevan a cabo, el país podrá mejorar mucho su siempre cuestionado sistema educativo.

«Si las reformas son implementadas en Brasil, como ya fueron encaminadas en el enseño, en el currículum, en la formación, en la capacitación de los profesores y en la gestión de las escuelas, se puede mejorar mucho», dijo.

«Tenemos el ejemplo del municipio de Sobral, en Ceará (noreste), que ya alcanzó una media mayor que la que marca la OCDE, al llegar al 6,7. Brasil ya tiene experiencias que son tan buenas como la media de la OCDE, aunque tiene muchas experiencias muy por detrás de esta buena práctica en que algunos ya están avanzando» , explicó Reiser.

El representante del Banco Mundial en Brasil agregó que la situación de la educación mundial es un poco preocupante porque, al mismo tiempo en que se observa un aumento significativo de los recursos y alumnos entrando en la escuela, la mejora en el aprendizaje de estos alumnos es muy menor que la deseada.

«Muchos alumnos van a la escuela pero no saben responder a cuestiones simples y principales. La cuestión ahora tiene que ser mucho más enfocada a lo que está sucediendo dentro de la clase para evaluar cómo transformar el gasto en educación en una mejora del aprendizaje», comentó.

Raiser dijo que los bajos resultados obtenidos en la educación en Brasil y en otros países donde los índices son negativos, pueden estar vinculados a varios factores, entre ellos la situación del estudiante.

«¿Tuvo acceso a la guardería? ¿Cuenta con apoyo de su familia? Por supuesto, los países con renta más alta tienen más oportunidades para que los niños entren a la escuela con mejor preparación», agregó.

El director del Banco Mundial en Brasil destacó también otro aspecto influyente dentro de una clase. ¿»El profesor está bien formado, capacitado? ¿Obtiene las herramientas necesarias para tener un buen desempeño? ¿Tiene incentivos? Es necesario evaluar si el mal profesor recibe orientación o continua haciendo un trabajo inferior», completó.

Otro punto resaltado por Raiser es la gestión y la necesidad de la escuela de tener un buen director, evaluando si recibe el apoyo adecuado y la formación necesaria. «Todo esto tiene que ver más con buenas prácticas de manejo que sólo con más recursos», finalizó.

Fuente: http://spanish.peopledaily.com.cn/n3/2018/0301/c31620-9431475.html

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Qué está pasando en Brasil, el país con más asesinatos de personas LGTB del mundo

Por: El Salto/28-02-2018

En 2017, al menos 445 personas fueron asesinadas en crímenes homofóbicos o transfóbicos en Brasil, la cifra más alta del mundo.

En el mes de agosto del año pasado Sérgio Rodrigo, estudiante de doctorado en Comunicación en la Universidad Federal de Bahia (UFBA), salía del cine. Era un día como cualquier otro y en un gesto automático encendió su móvil al terminar la película. Su teléfono vibró frenético: un torrente de mensajes de odio lo sorprendió.

El día anterior había asistido a una muestra de arte en la que un performer se desnudaba para, acto seguido, exponer su cuerpo para la libre manipulación por parte del público. Sérgio nunca se imaginó que después de compartir un vídeo sobre dicha performance sería acosado violentamente por haterstrolls y personas desconocidas en las redes sociales.

“Había ido a ver la performance La Bête, la publiqué en mi Instagram con el nombre de la exposición, el nombre del artista y los etiqueté. Ahí me fui al cine, desconecté el celular y cuando lo encendí otra vez estaba recibiendo centenas de ataques. Personas que me llamaban pedófilo. Otras decían que iban a cortar mi mano, mi miembro, que me iban a cortar la cabeza, que tenía que ser fusilado. Tuve que cerrar el acceso a Instagram con un candado virtual porque muchas personas me mandaban invitaciones. Luego comenzaron a buscarme en otras redes sociales. Primero me buscaron en Twitter y después en Facebook”.

A primera vista quizá resulte complicado vincular la vivencia de Sergio con las recientes noticias acerca del radical aumento de las muertes violentas de personas LGBT en este país. Se denuncia que 445 personas murieron víctimas de crímenes homofóbicos o transfóbicos durante 2017, un 30% de aumento con respecto a 2016, según un informe publicado por el Grupo Gay de Bahía basado en las noticias publicadas en medios de “comunicación tradicionales, internet e informaciones personales”. Es el mayor número de muertes que se registra en ese estudio en 37 años. Entre ellas, 179 víctimas son transexuales y travestis y el 80% son negras, de acuerdo con la reciente investigación de la Asociación Nacional de Travestis y Transexuales (Antra) publicada en el Día Nacional de la Visibilidad Trans.

LAS CAUSAS

Las razones del aumento de los crímenes de odio contra personas LGBT en Brasil no responden a una causa única ni reciente. El aumento de la violencia, especialmente después del proceso de impeachment que expulsó del Gobierno a la presidenta Dilma Rousseff, responde a una trama compleja que incluye una mayor militarización en el territorio, una agenda político-económica conservadora y reaccionaria movida por el establishment del gigante del sur.

Sonia Onufer Corrêa es antropóloga, experta en políticas sexuales y coordina el observatorio de políticas sexuales (Sexuality Policiy Watch – SPW) en Rio de Janeiro. Apunta a que no es posible mirar los datos de violencia, en este caso marcada por rasgos de género —mujeres y personas LGBT—, si no se los enmarca en un contexto de violencia estructural: “Esto también pasa en México, Colombia y Centro América. En Brasil hay 62.000 asesinatos por año, una ciudad entera que se va cada año, hay que ubicarla en una situación de guerra civil de baja intensidad”.

La SPW publicó un resumen de noticias durante el mes de septiembre de 2017, llamando la atención sobre varios episodios graves de censura artística e intelectual vinculados con el micro caso de Sérgio. A causa de la presión de grupos evangélicos pero también del grupo neoconservador y de derechas Movimiento Brasil Libre (MBL), la exposición de arte Queermuseu: cartografías de la diferencia en América Latina fue cancelada el 10 de septiembre de 2017 en el centro cultural Santander en Porto Alegre. La medida repercutió en el cierre de otras exposiciones.

Estas olas de censura y pánico moral confluyen en una necropolítica que hace de “Brasil un campeón mundial de asesinatos de personas LGBT”

Al poco tiempo se canceló la pieza El Evangelio según Jesus, Reina del cielo, que protagonizaba una actriz trans en el papel de Jesús en el centro cultural SESC Jundiaí. En el sur de Mato Grosso, un cuadro titulado Pedofília fue retirado de una exposición después de la denuncia de diputados de ese Estado. No obstante, señalan varios medios de comunicación brasileños, la ola de censura artística no es nueva aunque se viene intensificando en los últimos años.

Estas olas de censura y pánico moral en el escenario brasileño enmarcadas en el ataque a la homosexualidad y a los cuerpos trans confluyen, tal como apuntan desde la SPW, en una necropolítica que hace de “Brasil un campeón mundial de asesinatos de personas LGBT. Es, en un país en el que cada 23 horas muere una persona cuyo género y sexualidad difiere de la norma dominante, que el gobierno (de huelga) redujo a cero el financiamiento de las políticas contra la discriminación por razones de orientación sexual e identidad de género”.

Desde la organización llaman la atención sobre las decisiones del Supremo Tribunal Federal que consideró la enseñanza religiosa confesional como un derecho constitucional, y fue por tal razón objeto de crítica por parte de juristas y activistas de los derechos a la educación. Tales decisiones favorecen las campañas contra la sensibilización en temas de género en el sistema público de educación, son ataques a visiones plurales que tendrán consecuencias nefastas en el futuro de niñas, mujeres, jóvenes y personas adultas LGBT.

FUNDAMENTALISMO Y CRÍMENES DE ODIO

Bárbara Alves, activista lesbiana integrante del Fórum Bahiano LGBT señala dos factores en confluencia desde los cuales entiende el aumento de los crímenes de odio “es la extensión del sistema capitalista en tensión con el propio sistema y el aumento del fundamentalismo religioso. Ese fundamentalismo que solo intensifica el odio” reflexiona en un mensaje de audio. Consultada acerca de su percepción sobre los impactos de la violencia describe: “Nos quieren demostrar que la calle no nos pertenece, que tenemos que volver para los guetos, que podemos ser asesinadas en cualquier momento. Es mi mirada aquí en Salvador, después de diez años de actuación, de ser combativas, de estar en la lucha, construyendo políticas públicas. De ser consciente de que no somos una aberración. Hoy esa violencia lleva al suicidio en muchos casos. Tanto que la última vez que me puse a observar esta problemática pude notar que del 1 al 10 de enero ocurrieron nueve suicidios de mujeres. Con los gays, la forma es tornarlos invisibles, que seamos conscientes de nuestra sexualidad pero que no transitemos por espacios heterosexuales. Es muy complicado el momento que estamos viviendo”.

“Nos quieren demostrar que la calle no nos pertenece, que tenemos que volver para los guetos, que podemos ser asesinadas en cualquier momento”

El estudio difundido por el Grupo Gay de la Bahia constituye un punto de inflexión, una alarma para la toma de medidas de precaución. Sin embargo, Corrêa señala que no existe una base sólida de información sobre crímenes LGBT en Brasil. “El estudio que hace el GGB lo hace en base a artículos de prensa, no hay aún en Brasil un estudio serio para identificar en esa base de datos quiénes son las personas LGBT, por que la única manera en que se consigue esa información es a través de investigación cualitativa. La base de datos cuando hay un registro de asesinatos esta desagregada por los ítems femenino / masculino y raza. Si quieres captar información mas fina, es complicado. Por ejemplo, miras la base del GGB y miras una zona del país en donde se ve que hay violencia muy concentrada. Después debes ir a la base de datos de homicidios, luego ir a buscar a la familia o amigos y averiguar haciendo un trabajo profundo y multidisciplinario para saber si la persona era trans o lesbiana”.

DOGMATISMOS RELIGIOSOS Y ATAQUES

Brasil fue uno de los principales escenarios de ataque por parte de los dogmatismos religiosos frente a quienes piensan de forma teórica las políticas sexuales. En noviembre del año pasado esto se visibilizó con el ataque de fanáticos conservadores contra Judith Butler. A fines de octubre, una petición firmada por una variedad de sectores conservadores repudiaban la visita de la teórica queer y pedían que el evento fuese cancelado.

Después el 7 de noviembre, se sucedieron manifestaciones callejeras en las que una imagen de Butler fue incinerada. Unos pocos días más tarde, cuando la referente queer-feminista embarcaba en San Pablo hacia Rio de Janeiro, Judith Butler y su compañera Wendy Brown fueron agredidas otra vez.

“Creo que la LGBTfobia siempre fue muy grande en Brasil, el aumento tiene que ver con la identificación del crimen como LGBTfobia. Tiene que ver con sujetos LGBT orgullosos de ser quiénes son y encontrándose víctimas de violencia por ser quiénes son”, resalta Sérgio quien estudia el devenir de las subjetividades trans en internet. Por otro lado, para muchas de las personas entrevistas en Brasil se vive un momento único. Según defienden llegó la hora de nombrar esa violencia como una violencia dirigida a personas con opciones e identidades sexuales diferentes y disidentes.

Corrêa explica que “desde hace muchos años en Brasil se ataca el aborto y la homosexualidad. Pero los ataques se realizan [ahora] de manera muy concentrada”

Las cuestiones de género y sexualidad están bajo ataque. Esto no es nuevo y está sucediendo en toda América Latina. Responde a algunos avances visibles sobre la agenda LGBT, en especial relativas al casamiento igualitario y las leyes de identidad de género. Son cuestiones de naturaleza política en las que las fuerzas conservadoras y religiosas, aunque no exclusivamente, se colocan en un lugar central de la disputa, pujando hacia la restauración de un orden conservador. Corrêa explica que “desde hace muchos años en Brasil se ataca el aborto y la homosexualidad. Pero los ataques se realizan de manera muy concentrada, con campañas contra lo que llaman la ‘ideología de género’ con fuerza desde 2015 cuando culminan con un ataque a Judith Butler. Pero hay muchas otras señales como todas las intervenciones legislativas para suspender los planes de estudio que incluyen estos debates en las escuelas. Estamos hablando del dogmatismo religioso, no de la religión per se, son actores institucionales clericales, dogmáticos y conservadores. No son todas las comunidades religiosas”.

Brasil es uno de los países que más avanzó en la discusión y obtención de derechos LGBT aunque la discusión sobre el aborto, como en casi todos los países de la región, se ve continuamente bloqueada en su avance hacia la despenalización. El año pasado, el derecho al aborto fue directamente atacado en las opciones de acceso para interrupciones legales de la gestación. Los derechos pospuestos de mujeres y personas de las disidencias sexuales son, actualmente, la moneda de cambio en una sociedad dominada por una clase política de corte conservador con un Congreso de mayoría evangélica. Por otro lado, el debate, la discusión y la polémica que generan las controversias y la visibilidad sobre estos temas puede ayudar a que la opinión pública cambie su postura hacia visiones más progresistas, aunque no siempre esto se da de manera lineal.

Los derechos de mujeres y personas LGTB son la moneda de cambio en una sociedad dominada por una clase política de corte conservador con un Congreso de mayoría evangélica

Los ataques organizados en enjambre por grupos homofóbicos en redes sociales digitales, la censura en museos y las violencias directas contra los cuerpos de las personas LGBT están siendo constantemente repudiados por los movimientos sociales. En Brasil, el clima de inestabilidad política es mayor a causa de un año electoral plagado de persecuciones judiciales y campañas mediáticas de descrédito dirigidas al expresidente Lula da Silva, quien cuenta con la mayor aprobación e intención de voto en el presente. La postura de los partidos progresistas y la izquierda es más bien refractaria a la hora de un compromiso continuado sobre los temas de género, sexualidad y aborto. Serán los propios movimientos y los colectivos LGBT y transfeministas quienes jugarán un papel clave para el avance en el derecho a una vida libre de violencias.

https://www.elsaltodiario.com/brasil/brasil-un-actual-escenario-violento-para-la-diversidad-sexual

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