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“Equívoco” Oportuno apaga melhores escolas públicas do quadro do enem, dando forÇa ao discurso da privatizaÇÃo

Ficou debaixo do tapete todo o investimento feito nos últimos anos, inclusive na própria realização da prova, para os milhares de alunos dos 275 Institutos Federais que oferecem ensino médio e técnico ao mesmo tempo. Não por acaso, o ensino técnico integrado foi uma das principais bandeiras do governo de Dilma Rousseff. Com a exclusao de seus resultado, no entanto, apresenta-se uma realidade piorade, que fortalece o discurso de que o ensino público não tem qualidade e necessita de um choque de gestao.

Brazilian acting President Michel Temer (R) speaks with his Education Minister Jose Mendonca Filho during a meeting with the Business Leaders Mobilization for Innovation Committee at the National Industry Confederation building in Brasilia on July 8, 2016. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O ministro da educação, Mendonça Filho, ao lado de Temer durante encontro com empresários em Brasília

Foto: EVARISTO SA/AFP/Getty Images

Há anos, existe uma campanha concertada para privatizar gestao da educacao privatrizar a gestao da educacao pública, que ganhou mais força desde o empossamento do novo governo deste ano. O interesse – com fins obviamente lucrativos – de empresas privadas pelo orçamento público da educação é foco de debates em vários países, como EUA, Chileo Reino Unido e Argentina, onde os resultados prometidos nem sempre batem com a realidades. O gasto público em todos os níveis de ensino atingiu 6,6% do PIB em 2013, que, em valores atuais, ficaria em torno de R$ 400 bihoes.Logo após a divulgação dos resultados, no dia 4, o ministro da educação Mendonça Filho, disse à rádio Jovem Pan que os resultados do Enem pediam uma «acao urgente», e essa ação seria a reforma do Ensino Médio. A presidente do Inep, Maria Inês Fini, também defendeu a reforma durante a reuniao de apresentacao dos dados: “Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 por escola reforçam a imperiosa necessidade de se reformar o ensino médio brasileiro”. Nenhum dos dois se manifestou após o Inep admitir o erro.

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A presidente do Inep, Maria Inês Fini.

Foto: Isabelle Araújo/MEC

A primeira vez que Fini ocupou cadeira no Inep foi entre 1996 e 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Participou da criação e implementação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quando ele era usado apenas para avaliar o desempenho dos estudantes de ensino público. Foi em 2009 que o exame tomou as dimensões que tem hoje, tornando-se a principal porta de entrada para o ensino superior, além de certificação do ensino médio público.A publicação do ranking gerou uma onda de críticas no setor. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela divulgação das notas, explicou que a ausência dos institutos federais foi resultado de uma interpretação errada da equipe técnica e que os resultados obtidos pelos Institutos Federais será processado e divulgado “tão logo seja possível”. O Inep respondeu às perguntas do The Intercept Brasil por email:

“A definição das escolas cujos resultados no Enem 2015 seriam calculados e divulgados pelo Inep foi realizada de acordo com a portaria nº 501, de 27 de setembro de 2016. Houve, contudo, um equívoco na interpretação da legislação por parte da equipe técnica que fez os cálculos para a divulgação dos resultados do Enem 2015 por Escola e por isso os Institutos Federais não foram incluídos. Sendo assim, a administração atual do Inep decidiu processar os resultados dos Institutos Federais no Enem 2015 e divulgar tão logo seja possível.”

Não foi a primeira vez que a equipe técnica ligada ao Ministério da Educação, sob o comando do ministro Mendonça Filho (DEM-PE), cometeu “equívocos” em relação ao ensino médio público e, após manifestações da sociedade, precisou voltar atrás, minimizando os impactos, num tom de “não é bem assim”. Em setembro deste ano, afirmou ter divulgado a «versao errada» da Medida Provisória 746, que reestrutura o currículo do ensino médio do país. A versão corrigida foi publicada em edicao extra do Diário Oficial da União, devolvendo a obrigatoriedade de artes, educação física, filosofia e sociologia até que seja concluída outra etapa da reforma.

A retirada maciça dos campi de institutos federais causa uma distorção no retrato, “fica aquela ideia de que as instituições públicas são todas ruins”.

O ERRO TÉCNICO não tinha sido a primeira resposta do instituto. Denio Rebello Arantes buscou explicações quando notou a ausência da escola que ele dirige, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), a então melhor escola pública do país. Sua instituição tinha sido a 22ª colocada no ranking geral (que inclui públicas e particulares), segundo o Enem 2014.

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Denio Rebello Arantes, reitor do Instituto Federal do Espírito Santo

Foto: Divulgação

“Primeiro eles disseram que era isso mesmo, que a portaria mandava isso. Depois teve uma segunda resposta, dizendo que iriam liberar os resultados”, afirma Arantes em entrevista ao The Intercept Brasil. Em sua primeira resposta aos questionamentos do Ifes, o Inep respondeu que “os Institutos Federais faziam parte do público alvo na edição de 2014, mas não na de 2015”. O edital do Enem 2015, no entanto, dedica um anexo inteiro à lista de institutos federais participantes.O Inep voltou atrás depois da repercussao no Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) se manifestar pedindo uma reunião com o instituto.

“As instituições da rede vêm crescendo positivamente no ranking. Portanto, tínhamos uma expectativa diferente para a divulgação do resultado. Cabe-nos, agora, dialogar e tentar reverter esta situação”, protestou o presidente da confederação Marcelo Bender Machado em nota divulgada pela organização.

O Conif já pediu ao Inep o número de alunos afetados pelo «equivoco» estima-se que existam 250 mil estudantes matriculados na rede federal de ensino técnico integrado.

Dos 275 institutos e centros de educação tecnológica federais que haviam sido incluídas na divulgação do ano passado, apenas 12, ou 4% do total, estão presentes na lista de divulgação deste ano. E isso não significa que seus alunos não fizeram a prova, pelo contrário: eles estão impossibilitados de ver os resultados no exame e, por consequência, de atestarem a conclusão do ensino médio, já que a prova serve como certificado de conclusao de curso.

“Se certificamos os alunos, como não temos o resultado? Chega a ser um desperdício de dinheiro público avaliar esse monte de gente e depois não dar o resultado”, questiona Arantes. Para ele, a retirada maciça dos campi de institutos federais causa uma distorção no retrato, “fica aquela ideia de que as instituições públicas são todas ruins”. Mas ele diz preferir “acreditar que foi um erro”.

Tomado de: https://theintercept.com/2016/10/06/equivoco-oportuno-apaga-melhores-escolas-publicas-do-quadro-do-enem-dando-forca-ao-discurso-da-privatizacao/

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Perú: Al descubierto un «Plan Maestro» para abrir la tierra de indígenas aislados en Sierra del Divisor al petróleo

América del Sur/Perú/14 de octubre de 2016/www.survival.es

Según ha podido saber Survival International, el Gobierno de Perú desarrolla un “Plan Maestro” que allanaría el camino a la exploración petrolífera a gran escala en un nuevo parque nacional. Esto pondría en peligro las vidas y las tierras de varios pueblos indígenas aislados.

El área, conocida como Sierra del Divisor, forma parte de la frontera amazónica de los no contactados, una región fronteriza entre Perú y Brasil que es el hogar de la mayor concentración de pueblos indígenas aislados del planeta.

El nuevo plan para la región que está elaborando la agencia de parques nacionales de Perú, SERNANP, podría permitir el acceso de las empresas petroleras al parque. Además, informaciones señalan que el nuevo Gobierno quiere modificar la ley para facilitar aún más la apertura de parques nacionales a operaciones de hidrocarburos.

El Parque Nacional Sierra del Divisor se creó en 2015 para proteger la región. Paradójicamente, el nuevo plan podría aniquilar a los indígenas aislados que habitan en su interior, no todos los cuales han sido reconocidos por las autoridades.

“El petróleo destruirá el lugar donde nacieron nuestros ríos. ¿Qué ocurrirá con los peces? ¿Qué beberán los animales?”, dijo una mujer matsés contactada.

En 2016 la petrolera canadiense Pacific E&P canceló un contrato de exploración petrolífera en las cercanías de un territorio matsés ante la firme oposición de la tribu.

"Sierra del Divisor es una región única y diversa, y el hogar de numerosos pueblos indígenas aislados."

«Sierra del Divisor es una región única y diversa, y el hogar de numerosos pueblos indígenas aislados.»© Diego Perez

Sin embargo, todavía mantiene un contrato para explorar en Sierra del Divisor.

En 2012 se llevó a cabo la primera fase de exploración contra la que los propios matsés y Survival International desarrollaron una campaña.

Los habitantes no contactados de la tribu, los más vulnerables, siguen en peligro y no están en en posición de poder consentir u objetar sobre el proyecto. El medioambiente del que han cuidado y dependido durante milenios podría ser destruido.

El proceso de exploración petrolífera conlleva miles de explosiones subterráneas a lo largo de centenares de franjas abiertas en la selva para determinar la ubicación de los depósitos de crudo.

Los pueblos indígenas aislados son los más vulnerables del planeta. Todos ellos se enfrentan a una catástrofe a menos que su tierra sea protegida.

Con la llegada de un nuevo Gobierno a Perú, Survival y las organizaciones indígenas AIDESEP, ORPIO, y ORAU están instándolo a repensar su postura.

El director de Survival International, Stephen Corry, ha declarado: “Es del interés de todos luchar por los derechos territoriales de los pueblos indígenas y tribales, porque las pruebas demuestran que sus tierras son la mejor barrera contra la deforestación. Desde Survival estamos haciendo todo lo que podemos para garantizar la protección de sus territorios”.

Tomado de: http://www.survival.es/noticias/11443

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Especies marinas en peligro por acidificación del mar

Europa/Londres,  (PL)

El descenso del pH de los océanos, conocido también como acidificación, constituye un riesgo para la supervivencia de las especies marinas, se conoció hoy.

Por eso, un equipo internacional decidió investigar el precio de ese proceso causado por la absorción de dióxido de carbono (CO2) atmosférico.

Para ello, analizaron en Ischia, Italia, las algas coralinas concentradas en los respiraderos submarinos volcánicos, conductos donde el agua sobrecalentada brota del fondo del mar.

A propósito de ello, consideraron que con la liberación del CO2 se aprecia una transformación en los niveles de acidez del agua cercana, señala un artículo divulgado en Proceedings of the Royal Society B.

Esa realidad, les permitió, con el uso de técnicas de espectroscopia, vaticinar qué pasará con las algas coralinas dentro de unos 300 años. Como resultado, descubrieron que dentro de 100 años, a pesar de la acidez del agua, esas plantas acuáticas iban a tener un tamaño parecido a las de la actualidad. Pero, 200 años más, iban a ser mucho más pequeñas.

O sea, que hoy estas especies están creando mecanismos de supervivencia, apuntaron los científicos de las universidades de Glasgow, Reino Unido; California, en Santa Cruz, y Stanford, EE.UU., y la Estación Zoológica Anton Dohrn, Italia.

Sin embargo, esto no tendrá igual comportamiento a largo plazo, porque al recrudecerse el cambio climático, los océanos serán cada vez más ácidos, estimaron.

Al decir del líder del estudio, Nick Kamenos, de la Escuela de Ciencias Geográficas y de la Tierra de la Universidad de Glasgow, sería un error suponer que los mecanismos de supervivencia observados son una defensa a largo plazo contra la acidificación.

Dentro de 300 años las algas serán mucho menos propensas a sobrevivir, y las que subsistan tendrán un esqueleto disparejo, lo que podría incidir negativamente en su fortaleza para resistir, advirtió.

arc/rml

Fuente: http://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=33238&SEO=especies-marinas-en-peligro-por-acidificacion-del-mar

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Colombia: Abuso sexual, primera causa de atención de niñas en el Icbf

América del Sur/Colombia/13 de octubre de 2016/Fuente: el tiempo

El maltrato infantil y el consumo de drogas entre las problemáticas más reportadas en la entidad.

En lo que va corrido del año, en Colombia, el 84,5 por ciento de los procesos de restablecimiento de derechos por abuso sexual iniciados por el Instituto Colombiano de Bienestar Familiar (Icbf), corresponden a niñas y adolescentes mujeres.

El dato fue revelado por este organismo a propósito del Día internacional de la niña, que se celebró este martes. “La violencia de género sigue siendo un hecho constante en muchos hogares y espacios cotidianos de nuestras niñas, es fundamental que desde la familia se generen entornos protectores para que las niñas crezcan en un sociedad equitativa”, aseguró Cristina Plazas, directora del Icbf, en un comunicado.

De acuerdo con el instituto, otros motivos por los que las niñas y adolescentes han ingresado a su Sistema de Protección, en el mismo periodo, ha sido el maltrato infantil con 3.593 casos y el consumo de sustancias psicoactivas, 1.281 niñas y adolescentes.

Para Plazas, “la búsqueda constante por la igualdad de género es el camino para reconocer que las niñas son sujetos fundamentales de derechos, pues las niñas pueden llegar a cambiar el mundo, y el progreso no solo es para ellas, sino que tienen el poder de irradiarlo en el lugar que vivan”.

En el boletín, Plazas reiteró su llamado a rechazar cualquier tipo de discriminación y violencia contra las niñas, y agregó que es hora de superar los estereotipos de debilidad y sumisión que han marcado a las mujeres desde la crianza.

“El Día Internacional de la Niña nos da la oportunidad de abordar los desafíos que enfrentan las niñas y de promover su empoderamiento y el cumplimiento de sus derechos. Ellas conforman uno de los sectores de la población más vulnerada del planeta y por eso debemos terminar con cualquier acto de violencia hacia ellas”, puntualizó Plazas Michelsen.

Según el Icbf, algunas de las iniciativas que está llevando a cabo en este sentido son estrategias como ‘Yo Cuido Mi Futuro’, que busca sensibilizar a la sociedad colombiana sobre la importancia de garantizar a los jóvenes y adolescentes el derecho a tener un futuro con oportunidades, fortalecer las acciones en materia de prevención del embarazo adolescente, acompañar el desarrollo de un proyecto de vida a temprana edad, y resaltar la importancia de llevar una vida sexual responsable.

“De otro lado, la iniciativa, ‘Súper Campeonas’ busca promover los derechos sexuales y reproductivos de las niñas y adolescentes del país, así como de sensibilizar, a través del fútbol, a todas las niñas y adolescentes del país acerca de la prevención de embarazo en adolescentes”. En la primera etapa, dijo la entidad, se beneficiaron 1.040 niñas y adolescentes.

Fuente: http://www.eltiempo.com/estilo-de-vida/educacion/abuso-sexual-primera-causa-de-atencion-de-ninas-en-en-icbf/16725108

Imagen: images.et.eltiempo.digital/contenido/estilo-de-vida/educacion/IMAGEN/IMAGEN-16725145-2.png

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Argentina: Gremios y padres rechazan el examen e incitan a docentes y alumnos a no participar

América del Sur/Argentina 13 de octubre de 2016/Fuente: ambito

Sindicatos de maestros, padres y profesores expresaron su rechazo a la evaluación nacional Aprender 2016 que ordenó el Gobierno nacional, y que se realizará el próximo martes a más de 1,4 millón de alumnos de 3° y 6° grado de la primaria y los de 2° o 3° y 5° o 6° año de la secundaria.

Las críticas abundan: un examen no refleja los «contextos» de los chicos, se concibe a la evaluación como un «mecanismo punitivo», se organizó de manera «inconsulta», en los establecimientos del interior poseen «poca» información, «reduce» la participación de los docentes a meros «aplicadores», ofrecen $ 1.000 para a cada maestro que «aplique» y se niegan reabrir paritarias, refuerza la«desigualdad» escolar con posibles sistemas de premios y castigos y que impulsa a un modelo educativo cada vez más «privatista».

Según la cartera de Esteban Bullrich, las pruebas se tomarán en más de 30.000 escuelas de todo el país, colaborarán 31.365 directivos como veedores y unos 71.606 docentes «aplicadores». «Hay que personalizar las respuestas. Hay que trabajar en conjunto para entender que hay que llegar a soluciones individuales», resumió el ministro Bullrich. Sin embargo, son los gremios docentes la punta de lanza contra el programa gubernamental.

El jefe de la UDA y secretario de Políticas Educativas de la CGT, Sergio Romero, insistió que «no tiene en cuenta el contexto ni las condiciones de aprendizaje de los alumnos considerándolos como simples objetos de estudio y no como sujetos de aprendizaje».

«Este tipo de exámenes tienen un carácter meramente censal, que reduce el concepto de calidad educativa sólo a resultados que reflejan una realidad educativa totalmente sesgada», afirmó Romero. Además, la UDA alertó que la iniciativa se resolvió de manera «inconsulta» y que «ni los docentes, ni los sindicatos representativos del sector, participaron de su elaboración».

«La evaluación debe ser comprendida como parte integral del proceso formativo y no como un fin en sí mismo ni como una simple tabla de medición. Los saberes poseen una validez social que este tipo de sistemas de evaluación no contempla. El proceso educativo es algo mucho más complejo que decir que se está mejor o peor en función del dominio de los contenidos que manejen los alumnos», señaló el gremialista cegetista.

Los abogados de UDA presentaron la semana pasada «recursos administrativos» en las carteras educativas de cada distrito para intentar impugnar la convocatoria por «falta de motivación» para concretarla.

Suteba organizó debates territoriales abiertos a la comunidad para enfrentar el problema. El sindicato que lidera Roberto Baradel impulsa el hashtag «#NoAlAprender2016», con la firme convicción de que«las evaluaciones estandarizadas de aprendizaje nunca evalúan todo lo que se aprende, porque siempre se realiza un recorte intencionado del currículo».

«Lo deseable sería tener en cuenta la relevancia social de los saberes, el contexto del alumno, de la escuela y sus trayectorias escolares. La ecuación en la que subyace que una prueba que mida el desempeño sea igual al aprendizaje, impide considerar los matices que cada sujeto y cada sociedad poseen y que son inherentes a todo proceso de adquisición de conocimiento», consideraron en el sindicato bonaerense.

«Las pruebas fueron confeccionadas utilizando ítems de respuestas cerradas, condición que reduce al mínimo la retroalimentación en las escuelas», advirtieron, y proponen: «Si lo que se pretende es mejorar la educación, las evaluaciones deberían brindar información».

A la par de los debates en Mar del Plata, Lomas de Zamora, Hurlingham, San Martín y Tres de Febrero, Laprida, Chacabuco y Florencio Varela, entre otros, lanzaron un petitorio para suspenderla. Al igual que Suteba, desde la CTERA también expresaron una «enorme preocupación» y denunciaron un «sesgo tecnocrático, en un Operativo que involucra a los docentes en una tarea instrumental que no contempla la visión del trabajador y la dimensión político pedagógica tan necesaria en un proceso de evaluación».

El gremio Ademys, que reúne a los maestros porteños, argumentó que se busca desligar al Estado de sus obligaciones. «El objetivo es generar información sobre las escuelas para descargar la responsabilidad de la situación de la educación en los estudiantes, docentes y familias, desligando al Estado de su rol de garante de derechos. Así buscan justificar medidas de ajuste», señalaron.

La Asociación que dirige Jorge Daniel Adaro recordó que estudios similares ya se realizan en Chile, Estados Unidos o México, donde «la privatización educativa y la precariedad laboral han avanzado de la mano de este tipo de evaluaciones externas y estandarizadas» y remarcaron que el Gobierno nacional «también quieren imponer dentro de las escuelas una lógica de la competencia entre docentes, escuelas, estudiantes y familias».

Según el sindicato, en esos tres país ya se cuestionan que los «lineamientos de las evaluaciones los deciden las empresas contratadas para tal fin, y se deja de enseñar lo que dicen los programas escolares para adiestrar en la respuesta a las preguntas de tipo ‘choice’ de la evaluación, lo que empobrece la educación en lugar de mejorarla«.

«En última instancia buscan establecer rankings para poner, con el tiempo, premios y castigos salariales a sus docentes y de recursos a las escuelas. Esto sólo reforzaría la desigualdad ya que es injusto comparar estudiantes y escuelas de contextos sociales y económicos diferentes», se quejaron en Ademys.

Desde Udocba anticipan que el resultado del Operativo «seguramente dará cuenta de un fracaso escolar que no es más que el resultado del fracaso social». Tras acusar por el «deterioro» educativo a todos los gobiernos desde el cívico militar de 1976 en adelante, la organización que conduce Miguel Díaz admitió que el Ministerio de Educación tiene «derecho» en realizar la evaluación, pero aclaran que «no tiene derecho a responsabilizar a los docentes de los errores de ministros, funcionarios y pedagogos que trabajaron en la cartera educativa durante 40 años».

«Los argentinos tenemos el derecho a una educación en serio. Más allá del resultado que se obtenga, lo que está en juego es el futuro de la República», afirmaron en Udocba.

También expresaron su repudio la Asociación de Trabajadores de la Educación de Neuquén (ATEN), Sadop, la Red de Investigadores y Organizaciones Sociales de Latinoamérica (RIOSAL), la Unión de Trabajadores de la Educación (UTE), la Federación Nacional Docente (FND-CTA), la Conadu y la Conadu Histórica, la Unión de Trabajadores de la Educación de La Pampa (Utelpa), la Confederación de Educadores Argentinos (CEA), el Sitech de Chaco, el Sutef de Tierra del Fuego, Amsafe de Rosario y Agmer de Paraná, entre otros.

La docente de sexto grado y escritora Leticia Walther es una de las abanderadas en la cruzada contra Aprender 2016. Desde su cuenta en Facebook lideró una rebelión de maestros e incita a sus colegas a no aceptar el cargo de «aplicador».

Walther saltó a la fama con una célebre carta donde relata algunas situaciones de conflicto familiar de sus alumnos que repercuten en las aulas: «P. que a principio de año se negaba a leer y a escribir porque lo avergonzaban las dificultades que tenía para hacerlo; pienso en S, a la que sus compañeros le reconocen el interés que pone ahora en estudiar cuando ‘antes nunca hacía nada’; F en cambio, no logra salir adelante debido a que se ausenta continuamente porque la madre se la pasa haciendo trámites para que le renueven la exclusión perimetral al marido», describió.

El breve texto de Walther pone en las pruebas estandarizadas por la falta de contemplación de «los problemas que le crean los adultos» a los pequeños estudiantes. «Sumarme a este programa sería ser desleal con ellos porque estas pruebas van reflejar sus fracasos, sin reconocer sus progresos, y por lo tanto, sería ser desleal también conmigo, con mis convicciones, con mi tarea, con la dirección de mis esfuerzos: que crean en sí mismos, que deseen aprender, que puedan salir del lugar al que fueron marginados», justificó.

En los últimos días, Walther cosechó varias adhesiones por las redes, donde publicó un instructivo para renunciar al cargo de aplicador. «Te cuento que soy de Paraná (docente jubilada) pero dos de mis tres hijos van a la Escuela Normal José María Torres, perteneciente a la Facultad de Humanidades Arte y Ciencias Sociales, de la Universidad Autónoma de Entre Ríos. Esta Facultad no tomará la evaluación ni en esta escuela ni en las que dependen de su órbita (escuela rural Almafuerte, escuelas Alberdi), considerando que sus alumnos no son meros números estadística y porque no contemplan el carácter inclusivo de todos los que la conforman», comentó una madre, que se dijo «orgullosa» de pertenecer a esa comunidad educativa que rechaza la evaluación. «Al leer tu nota me siento esperanzada que no todo está perdido», le agregó.

Walther también aclaró que tomar los exámenes no es una «carga pública», establecido en la Constitución como sí lo son participar del Censo o las elecciones, y remarcó que los alumnos «no están obligados a realizar las pruebas», por lo que «no pueden ser desaprobados por no participar, ya que no se trata de una actividad curricular».

Fuente: http://www.ambito.com/858677-gremios-y-padres-rechazan-el-examen-e-incitan-a-docentes-y-alumnos-a-no-participar

Imagen: media.ambito.com/diario/2016/1013/imagenes/not_858677_13_123102_m.jpg

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Abren aula de clases en hospital de Medellín

América del Sur/Colombia/13 de octubre de 2016/Fuente: eltiempo

El objetivo es que mientras un niño esté hospitalizado no tenga que suspender su proceso escolar.

Los niños que estén internados en el Hospital Infantil Concejo de Medellín ahora cuentan con un aula dotada para continuar su proceso escolar. Este espacio, que fue entregado ayer, fue posible gracias al trabajo de la Fundación Telefónica y a la solidaridad de voluntarios de todo el país que hicieron donaciones.

“Este es un proyecto muy bonito y quiero agradecerle a la Fundación Telefónica, a esos cientos de voluntarios que donaron dinero en todo el país para habilitar esta sala. Hubo donaciones desde Chocó y eso nos da ejemplo de que cuando nos unimos como colombianos podemos hacer grandes cosas”, manifestó el mandatario local, tras la entrega del aula.

Esta cuenta con material didáctico y pedagógico para que los niños puedan continuar con los contenidos de acuerdo al grado en el que se encuentran. Computadores, tabletas, un proyector, sistema de sonido, sillas, mesas y material lúdico para hacen parte de este espacio.

Asimismo, el aula contará con apoyo de la red de expertos en pedagogía de la Secretaría de Educación de Medellín, con el fin de garantizar que cada niño reciba una formación de acuerdo a sus necesidades, como edad, grado, conocimientos, entre otras.

“Cuando pensamos en que nuestros niños y niñas no estén desescolarizados por una enfermedad, estamos pensando en el futuro. Le seguiremos apostando a llevar espacios como estos a todos los centros hospitalarios”, dijo el alcalde.

Mediante la alianza con la Fundación Telefónica será posible que en los próximos días estas aulas lleguen a otros hospitales de la ciudad en los que se atiende a pacientes infantiles: el Hospital San Vicente Fundación y el Hospital Pablo Tobón Uribe.

La Alcaldía de Medellín también tiene la intención de extender en el futuro este programa a todos los hospitales de la ciudad, de modo que los niños no tengan que suspender su aprendizaje por una enfermedad.

Una atención infantil integral

Al Hospital Infantil Concejo de Medellín llegan 4.000 niños mensualmente para recibir atención médica. En promedio, unos 600 requieren servicio de hospitalización y esos son los que se verán beneficiados con el aula nueva.

En la institución, los niños también cuentan con servicios integrales, como espacios de lectura, que se hacen con apoyo del Sistema de Bibliotecas Públicas de Medellín, y actividades lúdicas y deportivas, en trabajo conjunto con profesionales del Inder.

Al respecto, el alcalde Federico Gutiérrez resaltó que habitantes de Quibdó (Chocó) hayan hecho las donaciones para sacar adelante este proyecto. Por ello, indicó, desde Medellín se ideará una iniciativa que beneficie a niños del departamento vecino, para retribuir su solidaridad.

Fuente: http://www.eltiempo.com/colombia/medellin/abren-aula-de-clases-en-hospital-de-medellin/16722510

Imagen: images.et.eltiempo.digital/contenido/colombia/medellin/IMAGEN/IMAGEN-16722494-2.jpg

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Capturar el valor del suelo, clave para el desarrollo de ciudades latinoamericanas

América Latina/13 de octubre de 2016/Fuente: BID

Estudio del BID propone cómo financiar el crecimiento urbano sostenible

Las ciudades de América Latina y el Caribe crecen a paso acelerado. La pregunta del millón es: ¿qué deben hacer para manejar y financiar un desarrollo sostenible que les permita extenderse y a la vez optimizar el uso de sus espacios, de modo que puedan albergar cómodamente a sus habitantes?

La clave para revitalizar algunas áreas, densificar otras, preservar el patrimonio y habilitar el suelo en zonas nuevas podría estar en captar plusvalías urbanas que ayuden a las ciudades a manejar eficientemente sus recursos y reducir su dependencia financiera de los gobiernos centrales, revela un nuevo estudio titulado Expandiendo el uso de la valorización del suelo – La captura de plusvalías en América Latina y el Caribe del Banco Interamericano de Desarrollo (BID).

Por «captura de plusvalías» los autores se refieren a la posibilidad de que los gobiernos obtengan algún beneficio por la valorización de las propiedades inmuebles que se produce cuando se hacen mejoras de infraestructura (como accesos a autopistas, calles pavimentadas, alumbrado público o cloacas) o cuando se aprueban nuevas normas de uso de suelo (por ejemplo, el paso de uso rural a urbano o de residencial a comercial). Comúnmente, esos incrementos favorecen sólo a los dueños de las propiedades aunque dependen de acciones públicas.

Este estudio pone de manifiesto que no existe una fórmula única que responda a las necesidades de todas las urbes de la región. “Hemos detectado una considerable variedad de mecanismos de captación de recursos, no sólo entre países, sino entre ciudades de un mismo país”, afirma Andrés F. Muñoz, especialista de la División de Gestión Fiscal y Municipal del BID.

La publicación muestra que hay diversas formas de obtenerlas, entre las que se destacan los impuestos, las contribuciones por mejoras, las regulaciones y la venta de derechos de construcción. Entre ellas indica:

  • Los impuestos incluyen el gravamen predial y su variante llamada “financiación por incremento de impuestos”. Estos tributos, muy comunes en los Estados Unidos, donde fueron introducidos en 1952, permiten a los municipios emitir bonos para financiar inversión pública en base al aumento en el recaudo estimado durante un período determinado.
  • Las contribuciones por mejoras, también llamadas contribuciones por valorización, son uno de los mecanismos más usados en América Latina y el Caribe, sobre todo en Colombia, donde se aplica desde 1921. Hacia 2012, Bogotá estaba en proceso de recaudar unos US$1.000 millones y otras ocho ciudades colombianas estaban cobrando una cifra similar.
  • Las regulaciones incluyen una amplia gama de mecanismos con los que el sector público puede monetizar los beneficios de sus intervenciones en el valor del suelo. Los más conocidos son las exacciones o convenios urbanísticos: aportes en dinero o especie como contraprestación al derecho de desarrollar. Por ejemplo, en Puerto Norte en Rosario, Argentina, la municipalidad definió que los desarrolladores que construirían el área liberada por la reconversión del puerto debían ceder el suelo necesario y la construcción de calles y redes, además de 15 por ciento de la superficie para espacio público y equipamiento.
  • La venta de derechos de construcción se utiliza mayormente en áreas a densificar, en las que se define un coeficiente de aprovechamiento urbano mínimo. Cualquier utilización por encima de dicho valor debe pagarse con una contraprestación a la autoridad competente. En São Paulo, Brasil, los certificados de potencial adicional de construcción –una modalidad de venta de estos derechos en la que la contraprestación se define a precios de mercado determinados en subasta pública– permitieron reunir entre 2004 y 2012 US$2.200 millones que se invirtieron en infraestructura y vivienda.

Los autores de la publicación, Andrés G. Blanco, Andrés F. Muñoz y Vicente Fretes Cibils, manifiestan que el estudio es un relevamiento de 17 proyectos en nueve ciudades de cinco países de la región: Argentina, Brasil, Colombia, Ecuador y Uruguay.

“La captación de plusvalías urbanas está en proceso de maduración en Brasil y Colombia, donde ya lleva casi 30 años de evolución; en desarrollo en Argentina y Uruguay –que ya cuentan con algunas experiencias innovadoras–; y en un nivel aún inicial en Ecuador, si bien en la ciudad de Cuenca se hace uso sistemático y efectivo de la contribución especial de mejoras”, dice Andrés G. Blanco, especialista de la División de Vivienda y Desarrollo Urbano del BID.

Asimismo, se espera que las plusvalías permitan liberar fondos para el desarrollo de vivienda social, algo que aún está en sus etapas preliminares pero que ya puede verse en ciudades como Bogotá y Quito.

La publicación es gratis y se puede descargar en www.iadb.org/suelos

Fuente: http://www.iadb.org/es/noticias/comunicados-de-prensa/2016-10-12/capturar-el-valor-del-suelo,11587.html

Imagen: img.emol.com/2012/06/13/uva_141519.jpg

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