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A desigualdade social no Brasil é muito maior do que imaginávamos

América del Sur / Brasil / 11 se septioembre de 2016 / Por: Ítalo Gimenes

Dados de um artigo publicado no site Brasil Debate a respeito das diferenças de arrecadação anual entre os brasileiros são de deixar qualquer um estarrecido com tamanha desigualdade econômica no país.

Este se baseia em dados a respeito das declarações de imposto de renda à Receita Federal do Brasil, uma vez que os autores do artigo consideram esses dados os mais precisos a respeito da riqueza pessoal no país, mesmo no que se trata de informações sobre o acúmulo anterior de bens móveis e imóveis, dinheiro, companhias, entre outros bens, que são difíceis de mensurar em termos de riqueza, mas que são apresentados com uma estimativa mais precisa através das declarações de imposto de renda.

Porém, é preciso levar em conta que, em muitos casos, os bens imóveis declarados são avaliados de maneira imprecisa, podendo valer mais (geralmente é esse o caso) ou menos do que são declarados. Além disso, muito dos patrimônios não são declarados por estarem vinculados a empresas, firmas, não ao dono delas diretamente, ou seja, são “escondidos” na hora de avaliar a riqueza de alguém. Ou ainda, a renda e o patrimônio acabam simplesmente não sendo declarados na sua totalidade.

Além de todas essas possíveis defasagens, que escondem muito da riqueza dos brasileiros mais endinheirados, os dados da declaração do imposto de renda só dizem respeito, obviamente, à parcela da população que paga imposto de renda. Ou seja, somente aqueles que têm renda mínima anual de R$ 25.662, o que equivale a uma renda mensal R$ 2.140, declaram imposto de renda, portanto são considerados nesses dados. Isso significa, em 2014 (ano no qual os dados são avaliados), que somente a riqueza de 27 milhões de brasileiros é avaliada, pois os demais 175 milhões possuem tão pouco que não declaram renda; apenas a riqueza de 13,36% da população é avaliada, dado que já é escandaloso por revelar que mais de 4/5 da população possui renda inferior a 2 mil e poucos reais por mês.

A desigualdade social no Brasil é tão ruim que pode sim piorar

Agora entramos diretamente nas analises de dados trazidos pelo texto basicamente na forma de gráficos da Receita Federal. Para entendê-los, é preciso certos esclarecimentos da metodologia de análise é utilizada. Alguns termos podem parecer um tanto cabeludos a primeira vista. No entanto, farei o esforço para traduzi-los ao leitor da melhor maneira possível.

Os gráficos pegam a totalidade dos dados de renda, que estão tipificados de três diferentes formas, “rendimentos tributáveis”, “rendimentos tributados exclusivamente na fonte” e “rendimentos isentos”, e os analisa em sua totalidade. A partir desse total, o hierarquiza de maneira linear entre a pessoa com menor renda declarada e a com maior renda, e o divide de duas formas diferentes: em partes iguais de cem (centílicos) e depois dividem uma das partes de cem em partes iguais de dez (decílicos). Ou seja, os 27 milhões de declarantes são divididos, primeiramente, em cem grupos (centís) de 270 mil pessoas, e depois um centil é dividido em dez grupos (decís) de 27 mil pessoas. Essa divisão é feita para que seja possível analisar a diferença de renda e a variação (em porcentagem) dessa diferença entre um grupo e outro (entre centís, depois entre decís). Deu para entender? Exemplifico: o 1º centil se refere ao 1% com menores dados de renda, o 99º centil se refere ao 1% com maiores dados de renda, como também que o 1º decil, seja do 1º ou do 99º centil, se refere aos 10% com menores dados de renda daquele centil, e o 9º decil se refere aos 10% com maiores dados de renda daquele decil.

Essa divisão está expressa em dois pares de gráficos que reproduziremos e que serão esclarecidos neste artigo, sendo um de cada par divido em centis e o segundo em decis de um centil do primeiro gráfico.

No primeiro gráfico é possível observar que a média da renda declarada (linha azul) aumenta de maneira repentina e abrupta nas últimas faixas, sobretudo a partir do 96º centil, cuja taxa de variação do rendimento médio (linha laranja, que expressa a porcentagem de aumento da média da renda) em relação ao imediatamente anterior é de 11,12%, chegando a 20,69% no 98º centil e 148,87% no último centil, enquanto nas faixas intermediárias a taxa de variação fica em torno de 4%. Isso significa que, a partir dos 4% mais ricos dentre os declarantes de renda, a diferença da média de renda com os demais declarantes da um salto, cresce em uma exponencial gritante; varia de uma média de mais ou menos 400 mil reais anuais a 1 milhão de reais anuais em um grupo de apenas 4% do total dos declarantes de imposto.

O gráfico seguinte pega o 1% mais rico entre os declarantes e analisa a média de renda e variação de renda média dentre estes, ou seja, olha mais de perto para a renda dos mais ricos do país. O que se observa é que o padrão de crescimento abrupto se repete. A partir do 6º decil se instala uma taxa de variação de 12,31%, chegando a 30,91% no 9º decil e a 226,63% (mais que dobra a renda média) no último decil, cujo rendimento médio de cada declarante chega a singelos R$ 3.879.300,00.

Embora não seja possível saber o nome dos declarantes, que não são revelados pela Receita, os autores do texto nos mostram que o declarante que obteve o maior rendimento em 2014 informou ter recebido nada mais, nada menos, que R$ 1.071.215.915,10 (um bilhão) entre rendimentos tributáveis, dividendos e rendimento sujeito à tributação exclusiva (ou seja, nesse valor não consta o rendimento isento de impostos).

No que concerne aos bens e direitos (que são aquelas propriedades como móveis e imóveis, dinheiro, companhias, ações, etc), é possível observar uma elevação acentuada também nos quatro últimos centis. Na repartição decílica do último centil, a variação mais acentuada se dá nos últimos dois: 54,12% e 241,14%, respectivamente.

Este gráfico é um dos mais chocantes. A partir do 96º centil, a diferença da média do valor patrimonial, de propriedade, de bens, tem um surto discrepante que transforma o gráfico quase que em uma reta vertical. Sai do valor (que também não é pouca coisa) de 1 milhão em propriedades para 4 milhões acumulados nas mãos de um número muito reduzido de indivíduos. Ao olharmos o gráfico seguinte, que da um “zoom” no último centil, nos mais ricos, vemos que a diferença é ainda mais assustadora, pois mesmo entre eles há um salto enorme na variação do valor médio de propriedade acumulada no último decil, ou seja, no 0,01% dos declarantes de renda, que parte mais ou menos de um valor médio de R$ 5 milhões em propriedade para R$16 milhões.

Para fazer uma análise sintética dos quatro gráficos, vemos que a desigualdade social, baseada na diferença de renda, no Brasil se dá de maneira exponencial, abrupta e gritante, entre os 1% mais ricos dentre os declarantes de renda e os demais 99%. Porém, lembrando que no Brasil nem mesmo 1/5 da população possui condições de declarar renda, em uma população de 202 milhões de habitantes (em 2014), esses 1% representam na verdade escandalosos 0,13% da população.

Não bastasse esse acúmulo de riquezas absurdo nas mãos de pouquíssimos, os autores nos fornecem dados sobre os rendimentos isentos de impostos de 2014, ou seja, a riqueza que não é taxada para investimentos em educação, saúde e serviços à população. Em 2014, R$ 733,6 bilhões foram isentos de taxas de impostos, enquanto o imposto total arrecadado, através da taxação de todos os declarantes, foi de R$ 128,83 bilhões(!) Isso significa que um valor mais do que cinco vezes maior do que o arrecadado para investir em saúde, educação, saneamento básico, etc, simplesmente não foi tocado, foi deixado nas mãos de uma parcela ridiculamente pequena da população – para ser preciso, 2,1 milhões de pessoas (1% da população total), são beneficiados pelas isenções de impostos sobre lucro, dentre elas as 20,9 mil mais ricas do Brasil (0,01%), as quais possuem patrimônio médio de R$ 40 milhões.

Enquanto a gigantesca maioria vive na penúria de filas enormes nos hospitais, salas de aula superlotadas, transporte público caríssimo, e uma lista sem fim de problemas e precariedades nas condições de vida, os 0,01% gozam de fortuna. Inclusive, nas declarações de imposto de renda, os gastos privados da população em saúde e em educação, com planos de saúde e educação privada, e que são deduzidos dos impostos pagos, chegam a R$ 76,78 bilhões, 59,6% do imposto total arrecadado (lembrando que a dedução não é integral, longe disso). Ou seja, os patrões que tanto reclamam “do alto valor” desses abates no imposto de renda sobre gastos em educação e saúde privada, na verdade deixam de contribuir com a arrecadação de impostos com um valor 10 vezes maior(!), quando seus lucros (que usam para compra mansões, iates e itens de luxo) são isentos de impostos.

A resposta política para um cenário de desigualdade tremenda como o do nosso país, onde há um acúmulo de riquezas tão concentrado na mão de tão poucos e que mal é tocada quando há tributação para arrecadar orçamento destinado a serviços à população, pode ser a taxação de grandes fortunas. A grande maioria da população, responsável pela maior parte da arrecadação de impostos no país, precisa de uma via para colocar em pauta essa discussão. Com um governo Temer a mando dos patrões, esses mesmos que acumulam enormes e intocáveis riquezas, que promete ataques profundos às suas já precárias condições de vida, como a destruição dos direitos trabalhistas e o aumento de tempo para aposentadoria, a resposta para os trabalhadores e a população é lutar e sair às ruas.

Mas sair às ruas com o objetivo de levantar, com a força da mobilização da poderosa classe trabalhadora brasileira, o único espaço em que podem discutir a respeito da desigualdade social e decidir sobre a taxação de grandes fortunas bem como de todos os problemas políticos, econômicos e sociais, que é um novo processo Constituinte para dar voz aos trabalhadores e a juventude.

Fuente: http://esquerdadiario.com.br/A-desigualdade-social-no-Brasil-e-muito-maior-do-imaginavamos

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Chile: ¿Educación no sexista en las escuelas? ¡SÍ SE PUEDE!

América del Sur / Chile / 11 de septiembre de 2016 / Por Francisca, Profesora de Lenguaje. Miembro de la Comisión de género de la Agrupación recuperemos el Colegios de Profesores.

 

Crónica de una profesora sobre una experiencia en el aula y educación no sexista.

Siempre cuando hago clases me gusta problematizar, poner en la palestra diversos temas y llevar al aula la posibilidad de discutir y compartir nuestras experiencias.

Soy profesora jefe de un primero medio y lo que pasó hoy con mi curso no he podido olvidarlo y cada vez que lo pienso vuelven a brotar esas lágrimas, las mismas que estoy segura que deben representar a muchas mujeres en esta sociedad machista y patriarcal en la cual nos desenvolvemos día a día.

El contenido era “Los medios masivos de comunicación”, para mí, era de suma importancia abordar esta temática de una manera crítica, por ende, decidí empezar con los estereotipos de los medios y sobre todo de la publicidad. La actividad consistía en realizar un collage con todas aquellas imágenes que ellas consideraban como un ideal, finalmente, los alumnos tendrían que analizar su creación y explicarla delante del curso.

A medida que iban ocurriendo las exposiciones, comenzamos a profundizar en el tema de la belleza y la perfección. Mientras más trabajos se presentaban más profundo era al análisis. Juntos concluimos que los medios y la publicidad eran agresivos sobre todo con el concepto de mujer, belleza e ideal, en donde nos fuerzan día a día a abandonar lo que somos, a renegarnos y perseguir un cuerpo que probablemente jamás podremos alcanzar.

Un grupo de cuatro estudiantes llamó mi atención, noté en sus palabras una rabia contenida, con todos esos recortes de modelos rubias que tenían en su trabajo. Se me ocurrió comenzar a indagar en la vida de mis alumnas, cómo ellas se sentían frente a este sistema, frente a la violencia y la opresión. Instalé la problemática, preguntando abiertamente cuántas de mis alumnas se sentían arrasadas por este sistema, cuántas de ellas se miraban al espejo día a día y se sentían culpables por no ser lo que la sociedad espera de ellas.

Me sorprendí, cuando todas ellas levantaron la mano. Quise ahondar más en el tema y les pedí que hablaran desde su experiencia, en qué momento no se habían sentido validadas por lo que eran. Esa conversación provocó un clima casi de catarsis, muchas de ellas comenzaron a abrirse y a contarnos todo lo que pensaban de sí mismas palabras como: “no me gusta nada de mi cuerpo” “cada vez que me miro al espejo me da pena” “tengo miedo que la sociedad no me acepte por lo que soy” o incluso “mi familia me dice a diario que soy gorda”, comenzaron a hacerse parte de la discusión.

A medida que iba fluyendo la conversación entre las mujeres (los alumnos solo miraban, sin entender mucho) comencé a darme cuenta que todas lloraban, cuando vi en sus miradas angustia, también lloré, vi en ellas mi reflejo, el de mis amigas, madres y colegas que deben enfrentarse día a día a un sistema que no nos valida, nos violenta y oprime.

Lo que pasó después fue hermoso. Por primera vez siento que instalar en las aulas las problemáticas de género había generado algo profundo en todos nosotros.

Sentí que sus compañeros pudieron entender qué era lo que significaba ser mujer en este sistema capitalista, que entendieron la lucha diaria en contra del rol histórico que hemos cumplido a lo largo de la historia, la lucha por aprender a amarnos dentro de una sociedad que nos enseña a odiarnos. Nunca había habido tanto silencio en mi sala de clases. Muchos de los hombres luego de esto, se acercaron a sus compañeras a abrazarlas, a decirles que eran perfectas tal como eran, que eran hermosas y que no debía importarles lo que ellas veían a diario en los medios.

Como profesora, sigo insistiendo en la importancia de instaurar estas problemáticas en la sala de clases, de hablar sobre género, violencia y discriminación. Como docentes y estudiantes debemos exigir una educación no sexista, una educación que les enseñe a todas esas adolescentes a conocerse y por sobre todo amarse por lo que son. No permitir que en nuestras escuelas se siga hablando de lo femenino y masculino como un impositivo, que se le de cabida a todas las diversidades de género.

Es necesario, enseñar desde la práctica el feminismo, de manera transversal en todas las asignaturas que se imparten, enseñar a los hombres a solidarizar con las mujeres, a darles la oportunidad a nuestros alumnos de liberarse, de compartir experiencias que nos enriquezcan como personas. Como profesores tenemos una tarea compleja, de ahí la necesidad de organizarnos en torno a la educación no sexista, levantar foros y conversatorios que nos permitan compartir experiencias, que nos motiven a seguir con la lucha en contra de la violencia.

Como comisión de género de la Agrupación Recuperemos el Colegio de Profesores estamos levantando las acciones para llevar a cabo nuestras demandas por un currículum no sexista, por la existencia de comisiones de género en las escuelas para discutir y organizarnos para conseguir nuestros derechos en nuestros lugares de estudio y de trabajo junto a profesores, estudiantes y apoderados.

Fuente: http://www.laizquierdadiario.cl/Educacion-no-sexista-en-las-escuelas-SI-SE-PUEDE?id_rubrique=1201

Foto: http://www.unter.org.ar/node/11823

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Argentina: Educación, el único camino para construir una sociedad igualitaria

América del Sur / Argentina / 11 de septiembre de 2016 / Opinión / Por: Julio Cobos

Hoy, 11 de septiembre, conmemoramos un nuevo aniversario del fallecimiento de Domingo Faustino Sarmiento; maestro, periodista, escritor, militar, político y padre de la educación pública de nuestro país. Nació en 1811 en un hogar humilde de San Juan y fue esa condición la que no le permitió contar con los recursos para acceder a la universidad, aunque esto no le impidió transformarse en un autodidacta y una de las mentes más lucidas de su época.

Sarmiento fue por sobre todas las cosas un gran apasionado y fueron esas pasiones y la defensa de sus ideas las que lo llevaron a realizar su obra y las que también lo llevaron al exilio en más de una oportunidad. Fue precisamente en uno de sus exilios en Chile donde su amigo el Ministro de Educación, Manuel Montt, le encargó la tarea de estudiar los sistemas educativos de Europa y de Estados Unidos, viajes que marcarían un antes y un después en la vida del maestro sanjuanino. Muchas de las experiencias recolectadas en esos viajes fueron luego implementadas en nuestro país y fue en el área de la educación donde dejó su mayor impronta, porque entendía el carácter esencial de ésta como instrumento de cambio.

Sarmiento impulsó la creación de las escuelas normales para la formación de docentes, la creación de escuelas de agronomía y de la primera escuela para sordos mudos, la instalación de numerosas bibliotecas populares y de la Escuela Naval y el Colegio Militar de la Nación y fue además un férreo defensor de la educación de las mujeres. Como Presidente llevó adelante el primer censo nacional en el año 1869, lo que permitió saber entre otras cosas cuál era la tasa de analfabetismo de nuestro país.

Quizás su mayor legado sea la Ley 1420 de Educación Común (1884), aunque la misma no haya sido aprobada durante su presidencia, fue su gran impulsor. En ese texto quedó impregnado todo el ideario por el que había luchado gran parte de su vida. Esa ley establecía los principios generales sobre la enseñanza pública en las escuelas primarias, que eran los de obligatoriedad, gratuidad y gradualidad, estableciendo los contenidos mínimos de instrucción obligatoria y que la enseñanza religiosa debía impartirse después de clase para los distintos credos, dándole así a la educación un fuerte carácter laico que antes no tenía. Este y otros puntos como el de la enseñanza mixta fueron verdaderamente resistidos, pero su incorporación fue lo que permitió la integración de una población altamente heterogénea para poder tener un proyecto de nación.

Hoy tenemos un desafío similar al de aquella época, con un panorama muy complejo en cuanto al sistema educativo. Si bien la educación secundaria es de carácter obligatorio, tenemos altos índices de repitencia y deserción, sobre todo en la escuela secundaria; además de una fuerte caída en la calidad y un alto porcentaje de traspaso de los alumnos de la escuela pública a la privada. Por esto y al igual que lo fue en tiempos de Sarmiento, la educación debe transformarse en la mayor prioridad para el gobierno, recuperando a la escuela pública como el instrumento de trasformación social por excelencia para lograr construir una sociedad más igualitaria.

Tenemos que trabajar principalmente en dos ejes, el cumplimiento efectivo de la obligatoriedad y la mejora en la calidad. No sólo es necesario que los niños ingresen al sistema y permanezcan, lo cual es verdaderamente importante, sino también y fundamentalmente es necesario que aprendan y para ello necesitamos poner mayor énfasis en materias centrales como lengua, matemática y ciencias, en las que existe un gran déficit, para que los niños desarrollen todo su potencial.

Para monitorear el cumplimiento efectivo de la obligatoriedad, impulsamos la creación de la Cédula Escolar Nacional, un registro digitalizado donde queden asentadas las inscripciones de los alumnos, los cambios en su trayectoria escolar y las inasistencias, para de esa manera combatir el ausentismo y la deserción escolar.

Sabemos del rol de contención social de las escuelas y ahí es necesario que el Estado esté presente con políticas públicas para que los niños en situación de vulnerabilidad puedan acceder a cuestiones básicas como la alimentación, vestimenta, cobertura médica y es ahí también donde debemos impulsar la creación de escuelas de doble jornada. Para verdaderamente construir una sociedad igualitaria necesitamos seguir el ejemplo de Domingo Faustino Sarmiento y mejorar la calidad educativa, porque en definitiva esa es la única forma de dar igual de oportunidades a las generaciones venideras.

http://www.mdzol.com/opinion/693541-educacion-el-unico-camino-para-construir-una-sociedad-igualitaria/

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Colombia: “Eureka”, el festival universitario de cine en Bogotá

América del Sur/Colombia/11 Septiembre 2016/Fuente y Autor: Caracol

Se llevará a cabo desde el 19 hasta el 24 de septiembre en la Universidad Jorge Tadeo Lozano.

Eureka”, el festival universitario de cine se realizará desde el próximo lunes 19 de septiembre hasta el 24 del mismo mes, en la Universidad Jorge Tadeo Lozano.

Se entregarán premios al mejor cortometraje, director, guión y fotografía de la misma institución educativa; además el público también recibirá su respectivo distintivo.

En la edición pasada se presentaron largometrajes de directores como:Mauricio Cuervo, Germán Piffano, Gabriel González, Felipe Guerrero, entre otros.

Este festival es un espacio que nació en el ámbito de la educación superior para promover el nuevo talento de la cinematografía nacional.

Fuente de la noticia: http://caracol.com.co/radio/2016/09/10/cultura/1473539899_430910.html

Fuente de la imagen: http://cr00.epimg.net/radio/imagenes/2016/09/10/cultura/1473539899_430910_1473539972_noticia_normal.jpg

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Argentina: Los kioscos saludables, un boom en las escuelas

América del Sur/Argentina/11 Septiembre 2016/Fuente: lmneuquen/Autora: Georgina Gonzales

Llevar una dieta variada y rica en frutas y verduras es una elección que hacen cada vez más personas. Quizás por eso la resolución del Consejo Provincial de Educación (CPE) para que en las escuelas se creen kioscos saludables fue un éxito. La mayoría de los establecimientos de la capital los pusieron en marcha y los chicos prefieren una manzana en vez de productos de copetín o caramelos.

En ellos se ofrecen ensaladas de frutas, gelatinas, frutas secas y frescas, pochoclos, cereales, yogurt, galletitas con semillas, barritas de cereal y gelatinas. Y si bien no se borraron de la lista los chocolatines, alfajores y otras golosinas, los alumnos eligen la comida sana.

Alicia Genga, directora provincial de Nutrición, comentó que a partir de la resolución del CPE de febrero pasado, cada establecimiento educativo retiró de su distrito el instructivo para ofrecer un kiosco saludable.

La propuesta establece que estos kioscos deben tener al menos un 60% de productos saludables. “No es que en todos lados se sacaron las golosinas. Lo importante es ir de a poco, pero mejorando la calidad de alimentación de los chicos. Cada establecimiento se va adaptando. No se puede pedir que cumplan al pie de la letra”, explicó la funcionaria.

Además, en la lista de los productos de estos kioscos hay agua mineral, jugos y galletitas para celíacos.

Genga comentó que están haciendo un relevamiento sobre 150 escuelas y adelantó que si bien no está finalizada la encuesta, se ve el “buen resultado de la propuesta. Además, los kioscos saludables fueron un disparador para llevar al aula este tipo de alimentación y explicarles a los chicos por qué es mejor comer cereales antes que chupetines”.

Los chicos en la escuela pasan muchas horas y la mayoría lleva algunos pesitos para comprar. Con esta iniciativa la oferta para ellos es distinta y si todos los días compran algo saludable colabora en generales un buen hábito.

“Obvio que lo tenemos que ayudar con educación en la casa y en la escuela. Es nuestra tarea la de difundir la alimentación saludable. Tenemos que decir al chico que en lugar de elegir las papas fritas elija la manzana, y lo entienden”, aseguró Genga.

Susana Torres, directora de la Escuela Nº 103, comentó que ellos ya habían puesto en marcha esta iniciativa hace tres años y aseguró que los chicos hacen cola para comprar. En esa escuela son las auxiliares de servicio las encargadas de hacer gelatinas y ensaladas de fruta, y siempre las venden todas. Aunque la ganancia que el colegio saca sobre los productos es baja, con ella ya pudieron comprar un proyector.

En la Escuela Nº 61 el kiosco lo manejan las docentes de plástica. Venden frutas, alfajores de arroz, cereales. Y en la Escuela Nº 107 habían comenzado con la venta de comida saludable hace 4 años.

Primero había pocas cosas porque fue una prueba piloto, ahora la oferta es muy amplia: frutas, turrones, tutucas, maíz inflado, obleas, jugos, galletitas con semillas, artículos con baja cantidad de azúcar y nada de caramelos ni chupetines.

“El kiosco funciona muy bien. En general los chicos no traen menos de 10 pesos y ahora se compran muchas frutas y cereales, van variando”, comentó Roxana secretaria en el turno tarde.

Un curso para elaborar productos ricos y muy sanos

El Puesto de Capacitación Agropecuaria Nº 1 de Plottier presentará el próximo jueves a las 15 un curso para todos los interesados en emprender un kiosco saludable como proyecto productivo dentro del ámbito de la salud y la alimentación.

La propuesta ya sale de la escuela y busca conquistar, con una oferta sana, los paladares de todas las edades.

Herramienta tentadora

Cecilia Konacek, del área de Comunicación y Diseño del Puesto, explicó que se les brindará a los estudiantes herramientas para crear “productos tentadores que hablen por sí solos”.

“Queremos echar abajo el paradigma de que las cosas saludables son aburridas. No buscamos engañar al consumidor, pero sí presentar el producto con innovación”, explicó.

Los interesados podrán inscribirse tras la presentación y comenzar las clases el jueves 22 de septiembre. El curso se extenderá por cinco semanas todos los jueves.

El curso va a ser dictado por profesionales de la salud y nutrición, quienes enseñarán sobre manipulación de alimentos, deshidratados, germinados, dulces sin azúcar y rotulados, entre varios ítems.

Menos calorías y una mejor nutrición

Un kiosco saludable es un espacio que se designa dentro del recinto escolar para la venta de gran variedad de alimentos, teniendo en cuenta las normas de seguridad e higiene alimentaria.

Tienen como objetivos ampliar la oferta de alimentos y bebidas que se ofrecen, fomentar el consumo de alimentos con menos calorías y mayor valor nutricional y establecer nuevas pautas considerando la seguridad sanitaria en lo que respecta a manipulación de alimentos e higiene del local. Todo en función de los pibes.

Fuente de la noticia: http://www.lmneuquen.com/los-kioscos-saludables-un-boom-las-escuelas-n525931

Fuente de la imagen: http://media.lmneuquen.com/adjuntos/195/imagenes/002/181/0002181094.jpg

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Globalización y salarios. Más allá de la austeridad

Fernando Luengo

A menudo se asocia la represión salarial con las políticas de ajuste presupuestario y con la búsqueda de posiciones competitivas en el mercado internacional. Esa asociación es, sin duda, correcta. La pérdida de capacidad adquisitiva de los salarios y la degradación de las condiciones de trabajo tiene mucho que ver con esas políticas, aplicadas en los años de crisis. Propongo al lector, no obstante, trascender la coyuntura de la Gran Recesión para situar la reflexión en la impronta globalizadora de las últimas décadas.

Ese horizonte temporal más amplio permite dar cuenta de un cambio trascendental en la configuración de la economía global: el formidable crecimiento de la oferta de fuerza de trabajo. Desde esta perspectiva, la existencia de relativamente altos niveles de desempleo en periodos de auge económico apunta a un desequilibrio sistémico: el capitalismo no crea empleos suficientes para absorber la oferta de los que quieren trabajar (por no hablar de la cada vez más baja calidad de los mismos). Existía, pues, un desequilibrio oferta-demanda que la globalización de los mercados ha acentuado.

Entre los factores que explican el aumento de la cantidad de trabajo disponible en el mercado internacional cabe señalar el desmoronamiento del orden comunista y su integración en el universo capitalista, la creciente inserción externa de los capitalismos periféricos, la persistencia de la pobreza, la proliferación de conflictos civiles y militares y las consecuencias del cambio climático.

Fruto de todo ello se han intensificado las corrientes migratorias y las exportaciones procedentes de esos territorios, que también han recibido un porcentaje asimismo creciente de las inversiones extranjeras directas. De este modo, una oleada de fuerza de trabajo localizada en las periferias ha entrado en los circuitos económicos globales; en proporciones mucho mayores que las conocidas hasta ahora,

No se trata sólo de que los salarios de estos trabajadores sean, por lo general, muy inferiores a los de las economías desarrolladas. Más trascendental todavía es que el capital transnacional está en condiciones de aprovechar estas diferencias y de esta manera acentuar la competencia salarial a escala global.

No hay que olvidar, en este sentido, que este escenario se ha abierto camino en un contexto muy desfavorable para el mundo del trabajo. La lógica de la competitividad –esto es, orientar la política económica a conquistar parcelas crecientes del mercado internacional- ha estado en el centro de las agendas de los gobiernos y de las organizaciones internacionales. Y lo más importante, se ha dado por buena la idea-fuerza de que es necesario contener los salarios para mantener y reforzar las posiciones competitivas.

Competir a través de los salarios en un espacio global caracterizado por la baja densidad institucional. Ha formado parte de la lógica dominante que el buen funcionamiento de los mercados –y la garantía de que el proceso globalizador sea un juego de suma positiva donde todos ganen- dependía de la eliminación de lo que los partidarios del “todo mercado” denominan trabas e injerencias administrativas. Más aun, las instituciones debían impulsar las dinámicas internacionalizadoras; y, en su caso, exigir a los países díscolos que sigan esa hoja de ruta.

Así pues, la globalización ha puesto a los trabajadores a competir globalmente, en un contexto donde las instituciones han sido capturadas por las elites y donde se ha producido un drástico cambio de las relaciones de poder en beneficio del capital corporativo.

La pugna entre todos los países por atraer inversiones extranjeras directas o por integrarse en las cadenas globales de creación de valor ha reforzado la capacidad de presión y negociación del capital transnacional para hacer valer los intereses corporativos; no sólo ante los gobiernos, sino también ante los trabajadores.

Al respecto, resultan muy ilustrativas y bien conocidas las amenazas, nada sutiles, de cierre y deslocalización de las plantas o líneas de producción para imponer a los sindicatos la aceptación de rebajas en los salarios y cambios en las condiciones de trabajo. En paralelo, dentro de la transnacional, entre las subsidiarias y las plantas del grupo corporativo, los trabajadores y sus representantes se han visto atrapados –o han participado voluntariamente- en esta carrera competitiva, colaborando con la dirección para conseguir más carga de trabajo y así intentar defender su empleo.

La imposición de una lógica donde los salarios compiten con los salarios y los trabajadores con los trabajadores explica, en buena medida, que los mayores beneficios de los procesos globalizadores hayan ido a parar a las grandes corporaciones y a los ejecutivos y principales accionistas de estas firmas, los rentistas, las compañías auditoras, los analistas y asesores financieros, las empresas de consultoría, los grandes bufetes de abogados y los bancos.

De los comentarios anteriores se extraen sendas conclusiones sobre las que, en mi opinión, conviene reflexionar y dotarlas de contenido. La primera es la necesidad de proceder a un rediseño de las instituciones globales orientado a proteger los derechos sindicales y ciudadanos y a reequilibrar las relaciones de poder a escala global. La segunda apunta en la dirección de una reconsideración de los beneficios y los costes asociados a las estrategias competitivas y de la centralidad que en las mismas tienen las políticas de moderación salarial.

Fuente del articulo:https://fernandoluengo.wordpress.com/2016/08/28/globalizacion-y-salarios-mas-alla-de-la-austeridad/#more-439

Fuente de la imagen: http://1.bp.blogspot.com/-y3s2P3Ijbq0/UN9mi2mfdGI/AAAAAAAAMVg/xCIB4ozWrqE/s1600/globalizaci%C3%B3n-jpg

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Perú: El BID evaluará impacto de programas sociales

América del Sur/Perú/11 Septiembre 2016/Fuente: El comercio /Autora:Lourdes Fernández Calvo

El Banco Interamericano de Desarrollo (BID) realiza una evaluación sobre el impacto de los programas sociales en sus beneficiarios, anunció ayer Cayetana Aljovín, titular del Ministerio de Desarrollo e Inclusión Social (Midis). Los resultados estarían listos a fin de año.

Aljovín dio la noticia ayer, durante la presentación de las medidas ejecutadas por su sector en los primeros cien días del actual gobierno.

Al asumir el cargo, dijo la ministra, encontró que durante el gobierno de Ollanta Humala solo se realizó la evaluación de impacto del programa Haku Wiñay. Este busca desarrollar capacidades productivas y de emprendimiento en hogares rurales en situación de pobreza y pobreza extrema.

“Al programa Haku Wiñay se le ha asignado más presupuesto porque existe una evaluación, y porque el impacto es positivo”, explicó.

La evaluación del programa Pensión 65 y del Sistema de Acompañamiento Familiar está en proceso. Posteriormente, serán evaluados Juntos y Qali Warma.
La funcionaria también anunció que se desarrollará un programa de “focalización itinerante” en las comunidades nativas de la Amazonía para que sean beneficiarias de los programas sociales.

—Mejores sueldos—
El ministro de Educación, Jaime Saavedra, también dio alcances ayer sobre las medidas que su sector viene adoptando en los primeros cien días de gobierno. Acompañado por el primer ministro Fernando Zavala, Saavedra recorrió las aulas del colegio Isabel La Católica, en La Victoria, y conversó con alumnas y profesores de esta institución.

El ministro anunció que en los próximos días presentará un proyecto de ley al Congreso para modificar la Ley de Reforma Magisterial. Esta propuesta busca aumentar los salarios de los maestros y agilizar los ascensos por meritocracia. “Ningún docente va a ganar menos de S/2 mil en el 2018”, dijo.

Además, aseguró que, luego de que se apruebe la Ley de Institutos (aprobada el año pasado en el pleno del Congreso, pero observada por el gobierno de Humala al final de su gestión), se iniciará la reforma de la educación superior tecnológica. Saavedra adelantó que en los próximos días se anunciará cuáles serán los cinco primeros institutos de excelencia en cada región.

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