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Coronavírus na escola: o que diz a ciência sobre os riscos da volta às aulas?. Brasil

«Vocês vão mandar suas crianças de volta para as aulas?»

A pergunta está presente em praticamente todos os grupos de WhatsApp de pais de alunos. Escolas do Brasil e de todo o mundo se preparam para reabrir pela primeira vez desde março, quando a maioria foi fechada devido à quarentena contra o coronavírus.

Mas o que a ciência diz sobre as escolas durante a pandemia? Elas podem reabrir agora com segurança para alunos e professores? O fechamento delas ajudou a conter a pandemia?

Em termos gerais, as pesquisas sugerem que pode ser seguro reabrir escolas onde não há grandes surtos da doença, mas que seria necessário manter medidas como distanciamento social. Além disso, seria vital ter um bom sistema de testes e de rastreamento de contatos — algo que inexiste em diversos lugares, como no Brasil.

Os estudos também mostram que professores, funcionários e alunos de escolas secundárias estão em maior risco que crianças pequenas de contrair a covid-19 — e que esses riscos não são nada desprezíveis.

Também está comprovado que diversas escolas no mundo — tanto primárias, quanto secundárias — registraram grandes surtos da doença.

No Brasil a maioria das escolas permanece fechada e sem previsão sequer de quando vão reabrir. Mas já há alguns planos mais avançados.

No Rio de Janeiro, algumas escolas da rede privada já retomaram suas atividades em agosto — mas com relatos de pouca presença de alunos e processos na justiça contra a reabertura. Alguns sindicatos de professores estão em greve contra a reabertura.

Em São Paulo, o governo estadual chegou a anunciar o dia 8 de setembro como o previsto para reabertura, mas isso ainda não foi confirmado.

No hemisfério norte, setembro coincide com o começo do ano letivo e muitos países já anunciaram que vão reabrir, mesmo em meio a temores de que uma segunda onda de coronavírus pode estar começando.

No Reino Unido, o governo disse que sua prioridade máxima é retomar as aulas a partir de setembro, e estuda até fechar outros segmentos da economia (como bares e restaurantes) como contrapartida para a reabertura das escolas.

O governo britânico também indicou que pode multar pais que não levarem seus filhos à escola, o que provocou reações fortes da sociedade. Um sindicato que representa 300 mil professores exige maiores garantias de que haverá segurança no retorno às aulas.

A imprensa local noticiou o caso de uma mãe que já economizou 4 mil libras (mais de R$ 27 mil) para pagar multas, já que ela não pretende mandar seu filho para a escola.

Unesco diz que, neste mês, 60% da população estudantil do mundo está sofrendo com o fechamento de escolas — e que esse índice chegou a 90% em abril. Foram poucos países — como Taiwan, Suécia e Nicarágua — que decidiram manter suas escolas abertas durante a pandemia.

Escola privada no Rio de Janeiro retomou aulas em agosto mas com poucos alunos presentesDireito de imagemEPA
Image captionEscola privada no Rio de Janeiro retomou aulas em agosto mas com poucos alunos presentes

Desde março, diversos estudos já foram publicados com dados empíricos coletados nesta pandemia que tentam responder essas perguntas. Os governos têm se debruçado sobre essas pesquisas para tomar suas decisões — mas a questão é de difícil solução e não existe um consenso sobre qual seria o melhor caminho a seguir.

É arriscado?

A primeira pergunta na cabeça dos pais é: meu filho pode pegar covid-19 na escola?

Uma das mais recentes pesquisas sobre o tema foi publicada esta semana na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health. E ela sugere que escolas podem reabrir onde houver outras formas de se controlar a pandemia, como distanciamento social.

Foram analisadas as escolas do Estado mais populoso da Austrália, New South Wales, entre os meses de janeiro e abril, quando a pandemia começou no país e atingiu seu pico. Nesse período, a maior parte das escolas ficaram abertas, mesmo quando em outros segmentos da sociedade eram registrados grandes surtos da doença.

Estudo com escolas australianas sugeriu baixo risco de contágioDireito de imagemREUTERS
Image captionEstudo com escolas australianas sugeriu baixo risco de contágio

O estudo liderado por uma pesquisadora do Centro Nacional para Pesquisa e Monitoramento de Imunidade sugere que as escolas não foram grande foco de infecção de coronavírus, com apenas 25 escolas registrando casos em um universo de 7,7 mil instituições — ou seja, menos de 1%.

O risco de infecção entre as crianças foi considerado pequeno.

A situação mais preocupante era a de professores e funcionários. Eles correspondem a apenas 10% da população escolar, mas responderam por 56% dos casos de covid-19 registrados em escolas.

Os autores do estudo foram explícitos nas suas conclusões: «nossas descobertas fornecem evidências de que a transmissão de Sars-CoV-2 em ambientes educacionais pode ser mantida em baixo nível no contexto de uma resposta eficaz à epidemia».

«Onde medidas de mitigação da pandemia resultam em um controle forte da doença, nós prevemos que escolas podem ser mantidas abertas de forma segura, para o bem educacional, social e econômico da comunidade enquanto nos adaptamos para viver com a covid-19.»

Uma outra pesquisa das agências de saúde pública da Suécia e da Finlândia também afirma que o contágio de crianças não foi significativo durante a pandemia.

A Suécia e a Finlândia tiveram estratégias opostas durante a pandemia: os finlandeses fecharam suas escolas de março a maio; os suecos mantiveram escolas primárias abertas (secundárias e faculdades fecharam a partir de 17 de março).

O relatório — que não passou por revisão de pares — diz que as diferentes estratégias produziram resultados semelhantes: baixo número de contágio em pessoas de 1 a 19 anos, raros casos de internação em UTI e nenhuma morte.

«Em conclusão, fechar ou não escolas não teve impacto mensurável no número de casos confirmados em laboratório em crianças de idade escolar na Suécia e Finlândia.»

Escolas finlandesas retomaram aulas depois de terem fechado por causa da pandemiaDireito de imagemREUTERS
Image captionEscolas finlandesas retomaram aulas depois de terem fechado por causa da pandemia

Mas nem todos os estudos caminham na mesma direção.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada no mês passado sugere que crianças desempenham um papel importante na disseminação de doenças respiratórias em pandemias.

«Crianças são geralmente importantes transmissoras de epidemias virais como a influenza porque elas passam períodos longos em muita proximidade com outras crianças em escolas e durante atividades físicas», escrevem os cientistas do Hospital Infantil de Cincinnati, no Estado americano de Ohio, para a revista científica Journal of the American Medical Association (Jama).

Eles analisaram o fechamento de escolas em 50 Estados americanos entre março e maio. O estudo indica que, após o fechamento das escolas, houve uma queda, em média, de 62% no número de casos e 58% no número de mortos — mas faz a ressalva de que outras medidas concomitantes contribuíram para esses percentuais.

Um problema específico da covid-19 é que cientistas acreditam que muitas crianças são assintomáticas. Elas podem não estar apresentando sintomas da doença e mesmo assim agindo como propagadoras do vírus.

Surtos registrados

Mesmo com alguns estudos defendendo a reabertura de instituições de ensino, há relatos de surtos em escolas pelo mundo, sobretudo nas secundárias, com alunos mais velhos.

Um dos maiores surtos de coronavírus na Nova Zelândia aconteceu em março em uma escola marista de Auckland, com 96 casos relacionados. O caso começou com um professor contaminado, que teria espalhado o vírus para as demais pessoas. Em uma escola primária próxima, não houve casos.

Em Israel, uma escola secundária de Jerusalém registrou contágio de 153 alunos e 25 professores em maio. A escola foi fechada e a imprensa local noticiou que um professor «super-disseminador» tinha sido a origem do surto.

Neste mês, no Estado americano da Geórgia, 260 funcionários da rede de escolas do condado de Gwinnett testaram positivo para covid-19 ou entraram em quarentena por ter contato confirmado com infectados. Apesar disso, eles estão sendo obrigados a organizar a retomada das aulas nas próximas semanas, o que gerou protestos do sindicato de professores.

Escolas voltarão com mudanças após a pandemia para combater a doençaDireito de imagemREUTERS
Image captionEscolas voltarão com mudanças após a pandemia para combater a doença

Os relatos de casos de covid-19 em escolas primárias são mais raros, mas eles existem.

Segundo a revista Science, nove de 11 crianças em uma sala de aula em Trois-Riviere, no Canadá, foram contaminadas. E em Jaffa, em Israel, 33 alunos e cinco professores de uma escola primária pegaram covid-19.

Também houve casos em pré-escolas: em Toronto, Montreal e no Texas.

Mais recentemente um surto em um acampamento de verão no Estado americano da Geórgia revelou que crianças pequenas também foram contaminadas. O ambiente é diferente do de uma escola, já que as crianças dormiam juntas nas mesmas cabanas.

Mas cientistas alertam que o surto mostra que crianças pequenas não são imunes à doença.

«Essa investigação acrescenta dados às evidências que demonstram que crianças de todas as idades são suscetíveis à infecção por Sars-CoV-2 e, ao contrário de relatos anteriores, podem desempenhar um papel importante na transmissão», afirma um relatório do órgão americano Centers for Disease Control and Prevention.

Reabrir ou não?

O debate sobre se as escolas devem reabrir ou não segue intenso em vários países.

No Reino Unido, a sociedade de pediatria enviou uma carta ao governo pedindo que a reabertura das escolas seja a prioridade número um da sociedade.

Os pediatras alertam para dois problemas. Primeiro, a falta de aulas teria consequências graves para a saúde mental e desenvolvimento dos alunos. E segundo, ela agrava a desigualdade de oportunidades entre alunos, com crianças que vivem em situação econômica mais frágil não conseguindo acompanhar aulas online.

Estudo sugere que tempo perdido de aulas tem impacto de longo prazo na vida dos alunosDireito de imagemREUTERS
Image captionEstudo sugere que tempo perdido de aulas tem impacto de longo prazo na vida dos alunos

«Até agora, poucas crianças foram afetadas diretamente pela covid-19. Mas indiretamente, muitas crianças e jovens sofreram enormemente com o impacto da pandemia no seu cotidiano. São as nossas crianças mais vulneráveis, como as de famílias em desvantagem ou com necessidades especiais, que sofrem mais», diz a pediatra Liz Marder, uma das profissionais que assinaram a carta.

O impacto econômico das escolas fechadas também é alvo de estudos. Muitos pais não estão podendo trabalhar para cuidar de seus filhos, prejudicando a renda familiar.

E existe também um potencial dano de longo prazo para a economia. Um painel interdisciplinar da instituição britânica Royal Society afirma que o tempo de aula perdido terá impacto na educação e nas habilidades dos alunos, que estarão menos preparados para o mercado de trabalho, podendo resultar em uma perda salarial de até 3% no futuro.

Um estudo austríaco afirma que a falta de escola provocou uma redução salarial ao longo de 40 anos em gerações que viveram durante a Segunda Guerra Mundial.

Todos esses fatores são levados em consideração no debate sobre reabertura das escolas.

Mas muitos governos têm se guiado por um parâmetro para tomar suas decisões: saber se a reabertura de escolas contribuiria para o aumento da pandemia no país.

Um estudo recente no Reino Unido diz que, no pior dos cenários, se as escolas reabrirem em setembro, a segunda onda de coronavírus poderia atingir seu pico em dezembro. A intensidade desse pico seria de até 2,3 vezes maior do que a primeira onda.

Mas o estudo também afirma que com um bom sistema de rastreamento de contatos — algo que sequer existe em países como o Brasil atualmente — seria possível impedir uma segunda onda.

O modelo foi feito pela University College London e pela London School of Hygiene and Tropical Medicine e publicado na Lancet Child and Adolescent Health.

Há controvérsias sobre quantos contatos de pessoas contaminadas estão sendo rastreados no Reino Unido — críticos dizem que são apenas 50% dos contatos, mas autoridades afirmam que esse número é bem maior.

O estudo sugere que se as autoridades conseguirem detectar 75% dos casos de covid-19 com testes e rastrear 68% dos contatos de cada pessoa infectada, uma segunda onda da doença poderia ser contida.

Um dos autores do estudo, Chris Bonell, disse que a sua pesquisa não deve servir como argumento para manter as escolas fechadas, mas sim para que o governo aprimore os sistemas de rastreamento de contatos.

A reabertura das escolas também teria um efeito cascata na sociedade. Com mais escolas abertas, mais pais poderiam retomar seus trabalhos, e isso provocaria um aumento na circulação de pessoas.

No Reino Unido, restaurantes poderão fechar para que escolas sejam abertas, segundo o governoDireito de imagemREUTERS
Image captionNo Reino Unido, restaurantes poderão fechar para que escolas sejam abertas, segundo o governo

As autoridades britânicas provocaram polêmica nessa semana ao sugerir que o país está próximo do seu limite máximo de reabertura da economia. De agora em diante, o governo pode adotar fechamentos de determinados setores, para permitir que outros reabram.

Um cientista que aconselha o governo disse que bares e outras atividades na Inglaterra podem ter que fechar para permitir que escolas reabram em setembro.

Como reabrir de forma segura?

Enquanto cientistas e autoridades ainda debatem a reabertura de escolas, professores, diretores e pais já se preparam para encarar a nova realidade.

O órgão americano Centers for Disease Control and Prevention (CDCP) tem um guia completo sobre como deve ser feita a reabertura.

A principal recomendação para todos é a de manter distanciamento social onde for possível e a constante higienização das mãos.

Monitoramento de sintomas de alunos será importante para impedir uma nova onda da doençaDireito de imagemREUTERS
Image captionMonitoramento de sintomas de alunos será importante para impedir uma nova onda da doença

O uso de máscaras também é recomendado, com a ressalva de que nem todos conseguem usá-las de forma adequada (como crianças muito pequenas ou pessoas que têm problemas respiratórios). O uso é especialmente recomendado para quando as crianças são levadas para escola em carros e ônibus.

Novo normal

As escolas americanas estarão bem diferentes na volta às aulas. Haverá menos interação entre turmas e anos diferentes e haverá uma distribuição diferente entre ensino presencial e ensino online. Álcool gel e máscaras agora são parte da lista de material escolar.

Os pais devem monitorar sinais de doença em seus filhos todas as manhãs e não enviá-los para escola diante da presença de qualquer sintoma. Além disso, os pais devem se informar sobre os pontos de teste para covid-19 mais próximos e sobre como informar a escola no caso de um exame positivo.

Diretores receberam a recomendação de mostrar o guia da CDCP para pais que se opuserem às medidas de saúde púbica tomadas pelas escolas.

Desde seu começo, a pandemia foi observada de perto por cientistas e autoridades na tentativa de se aprender lições sobre como tentar retomar uma vida normal diante de um vírus que já infectou quase 20 milhões de pessoas no mundo tudo e matou mais de 700 mil.

Agora, com a reabertura iminente de escolas, os países se preparam para entrar em uma nova fase da pandemia — e novamente se tem poucos parâmetros e convicções para lidar com esse desafio.

Fuente: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53681929

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Unidos por la Educación busca ser el primer fideicomiso para reformar el sistema educativo del Ecuador

América del Sur/Ecuador/eluniverso.com

En Ecuador existen alrededor de 900 escuelas rurales que no están funcionando y podrían ser reactivadas para que unos 70 000 estudiantes puedan volver a las aulas, el costo promedio para ello es de $50 000 por plantel, pero en estos momentos el Gobierno no cuenta con los recursos económicos para poder realizar la reapertura. Este indicador sobre educación es solo uno de los muchos que preocupan a la iniciativa Unidos por la Educación, que surgió hace más de un año y tiene como objetivo reformar el sistema general de educación del país.

Unidos por la Educación, una alianza de quince empresas privadas que aportan económicamente y con donaciones para el desarrollo en el campo educativo, logró pactar un histórico convenio con el Ministerio de Educación para que la calidad de la educación que reciben los 4,4 millones de estudiantes en el país pueda mejorar.

“Ecuador enfrenta graves deficiencias en calidad en la educación, es un reto que ha persistido durante varios Gobiernos y desde el sector privado nos hemos dado cuenta de que es importante empezar a colaborar”, dice Juan Pablo Guerrero, director ejecutivo de la iniciativa.

“Un 50 % de estudiantes en educación general básica tienen logros insuficientes y en la prueba Ser Bachiller un 20% no aprobaba y un 40% lo hacía con un logro elemental”, apunta Guerrero, y dice que estas métricas revelan que el modelo de educación en el país se basa en la memorización de contenidos y no en el desarrollo de habilidades de competencias y valores.

Guerrero comenta que Unidos por la Educación busca fortalecer el sistema educativo del país para que los ecuatorianos tengan cada vez más acceso a desarrollar habilidades, competencias y valores, y que esperan lograrlo de la mano de la alianza suscrita con la cartera de Estado, oenegés, universidades privadas y fundaciones como Nobis y Crisfe.

El proyecto apunta a ser el primer fideicomiso para invertir en escalar modelos que funcionan en escuelas y que vienen siendo implementados por fundaciones y organizaciones sin fines de lucro. Hasta ahora han logrado recaudar $600 000 y en este mes planean firmar más alianzas con empresas del sector privado para fijar metas anuales.

El convenio “permitirá al sector privado poder incursionar en escuelas o colegios urbanos fiscales y hacer cambios de forma que pueden ser de infraestructura, tecnología y conectividad, pero también cambios de fondo como el modelo de formación docente, el modelo pedagógico que sigue la escuela y las relaciones con la comunidad”, dice Guerrero.

Para poder realizar estos cambios, Unidos por la Educación ha hecho alianzas con la Fundación Vueltas y el Grupo Faro, dos organizaciones que desde hace tiempo y por su cuenta y con fondos propios han conseguido intervenir 23 escuelas rurales para reformar sus modelos educativos.

Desde el 2018, Fundación Vueltas trabaja en reformar la escuela rural fiscal Ernesto Velásquez Kuffó, ubicada en la localidad de Ayampe, en la provincia de Manabí.

Entre los cambios que han realizado está la implementación de un programa intensivo de formación docente y la revalorización psicológica y emocional del docente, todo en el concepto de “la escuela comunitaria”, un principio en el que junto con la comunidad se toman decisiones democráticas para el bien común. Este modelo la organización lo está implementando en otras siete escuelas más.

“La escuela tiene 75 niños y niñas, este plantel al igual que otros sufría abandono por la gente que decide irse a la ciudad porque cree que hay mejor calidad educativa y eso nos motivó a implementar el proyecto para que la escuela rural de Ayampe fuera un lugar de calidad”, dice Sergio Carneros, coordinador del proyecto de innovación y mejora de la fundación.

Nancy Zambrano, directora de la escuela, comenta que como es un proyecto de innovación, los padres de familia están encantados con el proyecto. “Saben que es un cambio de la metodología antigua, la tradicional, en la que los niños solo trabajaban con cuadernos y libros”, apunta y dice que la metodología de la escuela se basa en trabajos cooperativos para el niño que se integre y sea participativo.

La Fundación Vueltas trabaja en el concepto de «la escuela comunitaria», un principio en el que toda la comunidad se involucra en las mejoras de la institución para el bien común. CORTESÍA

Por su parte, el Grupo Faro utiliza el método dialógico en quince escuelas. En este método el trabajo se realiza igual junto con la comunidad, se crean grupos interactivos y tertulias y trabajan en la formación de la familia, que se involucra al igual que la comunidad. También la metodología apunta a la prevención y resolución de conflictos y formación pedagógica.

“Como en educación no hay fórmulas únicas tener dos modelos de referencia facilita el poder escoger el mejor y también ayudar a este tipo de organizaciones que son exitosas a ingresar en otras escuelas del país para implementar sus programas”, apunta Guerrero, aunque no descarta abrir convocatorias para que se sumen otros modelos para poder replicar.

Entre las metas del proyecto de Unidos por la Educación está intervenir unas 20 escuelas del país en el plazo de un año para replicar los modelos de Vueltas y Faro y después extenderlo a largo plazo en las 16 000 instituciones que existen en todo el país.

Según un mapeo facilitado por el Ministerio de Educación, los lugares con sistemas de educación más vulnerables y que deben ser intervenidos están en la zona 3, que abarca la Sierra centro; la zona 4, Manabí y Santo Domingo; y en la zona 5 , la provincia de Bolívar. Sin embargo, con la llegada de la pandemia de COVID-19 el panorama para la iniciativa se ha visto ensombrecido y ha puesto en evidencia datos que han alarmado al colectivo y han hecho que redefina su campo de acción incluyendo a las escuelas privadas populares.

“Las escuelas privadas populares que tienen un costo bajo también se verán afectadas por el desempleo que ha causado la pandemia: en la Costa 100 000 estudiantes han abandonado su escuela y se han pasado a una fiscal, y en la Sierra se espera que entre 70 000 y 80 000 alumnos caigan en la misma situación”, sostiene Guerrero.

La iniciativa también buscará ahora entregar becas a través de la empresa privada, para que estas escuelas no cierren y puedan seguir con sus actividades académicas, y ayudar a reducir la brecha digital, que ha sido un obstáculo y desventaja para la educación remota que se instauró tras la llegada de la emergencia sanitaria.

“En Ecuador, la mayoría de hogares e instituciones están desconectadas de internet fijo, la mayoría de los ecuatorianos no tiene un smartphone con un plan de datos, la mitad de los ecuatorianos no tienen una computadora personal”, dice Guerrero y agrega que es algo que debe cambiar aunque tome años lograrlo. (I)

Fuente: https://www.eluniverso.com/noticias/2020/08/04/nota/7930713/iniciativa-unidos-educacion-ecuador

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Varios países miran a Uruguay como ejemplo a seguir para la reapertura de clases

Investigación destaca el uso obligatorio de mascarilla, el horario intercalado y el regreso en fases.

América del Sur/Uruguay/LaDiaria.uy

Desde la BBC hasta sitios educativos en Estados Unidos, ya son varios los reportajes que se hacen en distintas partes del mundo sobre cómo Uruguay manejó la crisis sanitaria provocada por el nuevo coronavirus y, sobre todo, cómo logró ser de los primeros países en Occidente en regresar a las clases presenciales. Entre varios factores destacan el reintegro en etapas y las medidas de distanciamiento que impone el protocolo.

En un informe para The Conversation, Bob Spires, profesor asistente de Educación en la Universidad de Richmond, en Estados Unidos, calificó a cuatro países en los cuales las escuelas permanecieron abiertas durante la pandemia o reanudaron las clases presenciales; el mejor puntuado fue Uruguay. Retomando ese informe, BBC Mundo también habló sobre el regreso uruguayo, así como lo hicieron otros medios de la región, como Infobae de Argentina y El Tiempo de Colombia.

Spires en su artículo comparó a Uruguay con Israel, Suecia y Japón, y lo que destacó de la gestión uruguaya fue la “notable adopción temprana y consistente de medidas como el distanciamiento social y las máscaras por parte de los ciudadanos. Su exitosa respuesta ante una pandemia se produce a pesar de su proximidad con Brasil, donde las escuelas permanecen cerradas”.

Según el académico, la clave del éxito está en “el uso estricto de máscaras y el distanciamiento social, tanto en las escuelas como en las comunidades aledañas”. Señaló que “tanto los funcionarios como las familias necesitan datos confiables y actualizados para poder evaluar continuamente los brotes y cambiar el curso rápidamente si es necesario”.

También mencionó como ventaja que el sistema educativo uruguayo sea nacional y no federal, como en Estados Unidos. Sobre su país puntualizó: “Se complica la reapertura de las escuelas en Estados Unidos con sus crecientes casos de covid-19, su capacidad limitada de evaluación y su sistema educativo descentralizado. En Estados Unidos los funcionarios escolares de los 50 estados deben analizar los mismos mensajes politizados y datos confusos que todos los demás para tomar sus propias decisiones sobre dar la bienvenida a los estudiantes y, en ese caso, cuándo y cómo hacerlo”.

En su sistema de calificaciones, Uruguay obtuvo la mayor nota (A) en tres de los cinco puntos: reapertura lenta y en fases, y máscaras y distanciamiento tanto en los centros educativos como en la comunidad. Asimismo, el país obtuvo una B en los otros dos puntos a evaluar: decisiones basadas en información actualizada y comunicación frecuente con los padres.

Por su parte, la BBC destaca que a un mes de iniciar la última de las cuatro fases de reapertura que tuvo el sistema uruguayo, no hubo focos de covid-19 iniciados en centros educativos. A eso hay que agregarle que recientemente se hicieron hisopados a más de 1.000 funcionarios de Primaria y todos dieron negativo.

Según un informe de UNICEF que cita la BBC, el “rápido control” de la pandemia en el país “facilitó la definición del regreso a las aulas”. A su vez, asegura que el rápido retorno educativo en Uruguay se debe en parte al período de virtualidad, que permitió “sostener el componente educativo y el vínculo de los estudiantes con los docentes y la comunidad educativa”. En ese sentido, la referencia ineludible es el Plan Ceibal, que se ha posicionado como ejemplo en la región y se levanta como uno de los pilares del sostenimiento educativo durante la pandemia.

Otros casos

En el estudio de Spires se analiza la situación de otros países que iniciaron la presencialidad o siempre la mantuvieron. En el caso de Israel fue “demasiado, demasiado pronto”, según el autor. Cuando la pandemia llegó a Israel, el gobierno impuso medidas estrictas para combatirla, que incluían la restricción del movimiento de todos los ciudadanos y el cierre de todos los centros educativos. En junio se lo felicitaba a nivel internacional por ser un país que había logrado contener la propagación de covid-19, y había impulsado desde mayo la reapertura de las primeras escuelas con un horario escalonado y la obligación del uso de máscaras y de la distancia social, como en Uruguay. Sin embargo, semanas después, los casos de covid-19 en ese país resurgieron y entre los enfermos había estudiantes y maestros, por lo que actualmente hay cientos de centros educativos cerrados.

Mohammed Khatib, epidemiólogo que integra el grupo de trabajo nacional de covid-19 de Israel, dijo que “la reapertura ocurrió demasiado rápido”, según afirma en el informe de Spires. El problema parece haber sido que el regreso a las escuelas fue una más de las muchas flexibilizaciones que se dispusieron en el país, lo que provocó un pico muy agudo, muy rápido.

Otro de los casos que se analizan en la investigación es el de Suecia. Ese país fue noticia en el mundo por ser de los pocos que apostaron a la responsabilidad individual de sus ciudadanos. De hecho, los centros educativos nunca cerraron y sólo los estudiantes mayores de 16 años podían optar por seguir su educación desde casa. Al parecer, las medidas, que incluyen la máscara facial como un elemento opcional, dieron resultado, porque los casos de infectados no son mayores al promedio de Europa.

El investigador también exploró la situación en Japón, donde en junio se reabrieron las escuelas con estrictas medidas de distanciamiento, máscaras para todos y una alternancia en los días, para no juntar muchas personas en el mismo lugar. Sin embargo, uno de los aspectos en que falla Japón es en la información. Tanto padres como maestros se han quejado de no contar con las herramientas para tomar una decisión consciente al momento de enviar a sus hijos a los centros educativos.

Hay otros casos alrededor del mundo que también advierten sobre el peligro de precipitarse a abrir los centros educativos. Uno de los primeros países en abrir las escuelas este año fue China –aunque también fue donde se originó la pandemia, a fines del año pasado–, donde los resultados no fueron buenos. Un nuevo brote en junio hizo que rápidamente las escuelas volvieran a cerrar y los estudiantes continuaran en la virtualidad. A principios de julio pasó lo mismo en Corea del Sur: tras un brote, más de 500 escuelas cerraron.

Si se analiza la situación en Europa, Francia es el caso más preocupante, porque luego de meses de encierro abrió los colegios el 22 de junio y a los dos días los volvió a cerrar debido al surgimiento de nuevos brotes de coronavirus en todo el país. España, Italia y Reino Unido cerraron todas las actividades durante los meses de verano, y ya anunciaron que esperan volver a las clases presenciales en setiembre, cuando termine el receso.

Fuente:https://ladiaria.com.uy/educacion/articulo/2020/8/varios-paises-miran-a-uruguay-como-ejemplo-a-seguir-para-la-reapertura-de-clases/

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Asociación Venezolana de Educación Católica inicia plan vacacional virtual

América del Sur/Venezuela/efectococuyo

Acompañamiento en vacaciones. Este martes 4 de agosto y hasta el jueves 27, la Asociación Venezolana de Educación Católica (Avec) realizará un plan vacacional virtual para sus estudiantes.

Su presidenta, Sor Alicia Bocán, contó que este será un programa para que niños y niñas tengan “un toque especial de diversión”, de compartir en familia, seguir aprendiendo y de encuentro con Dios en su palabra.

Como en 2019, la organización contarán con el apoyo del Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (Unicef). Solo que esta vez la actividad no será presencial en las escuelas, debido a la pandemia del coronavirus y la cuarentena.

El “Plan Pedagógico Pastoral” consta de folletos que serán repartidos a aproximadamente 8.000 estudiantes en los estados Bolívar, Delta Amacuro, Distrito Capital, Miranda, Táchira y Zulia.

Actividades por semana

“Ellos van a recibir un folleto muy hermoso con las actividades explicadas por cada semana. Incluye las pinceladas del día y una guía para que cada martes, miércoles y jueves puedan tener un espacio”, explicó Bocán a Efecto Cocuyo.

La Avec y la Unicef también entregarán a un grupo de familias un combo para la preparación de meriendas.

“Deseamos que cada niño junto con su familia, pueda disfrutar de unos días donde comparten la creatividad, la cocina, el baile y las tradiciones venezolanas y sientan el gozo de ser los preferidos de Dios”, refirió la organización.

Para llevar acabo la actividad durante el mes de julio se realizó la formación para el equipo al frente de las jornadas. La capacitación se logró a través de WhatsApp para los acompañantes, coordinadores editoriales, promotores pedagógicos comunitarios, los docentes enlaces y el equipo de directivos.

Por la pandemia del COVID-19, en Venezuela las escuelas suspendieron las clases presenciales desde el 16 de marzo, cuando finalizaba el segundo lapso. El resto del año escolar 2019-2020 transcurrió bajo la modalidad virtual.

Defensores de los derechos de los niños, niñas y adolescentes afirman que las circunstancias vulneraron el derecho a la educación. Además, se acentuaron las desigualdades entre los distintos sectores socioeconómicos respecto al acceso a la tecnología.

El período académico 2020-2021 también iniciará a distancia el próximo 16 de septiembre.

Fuente: https://efectococuyo.com/la-humanidad/asociacion-venezolana-de-educacion-catolica-inicia-plan-vacacional-virtual/

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Chile: El nuevo plan “paso a paso” que prepara el gobierno para reabrir colegios y jardines infantiles

Dos protocolos: uno para educación parvularia y otro para educación escolar son los documentos que afina el Ministerio de Educación y que son la guía para materializar las reaperturas de colegios y jardines infantiles que silenciosamente han comenzado a funcionar en el país. Esta semana el gobierno concretará un nuevo paso: Salud eliminará la restricción nacional que existe sobre los establecimientos educacionales para reabrir sus puertas.

Contra la corriente, las redes sociales y varias voces que insisten que niños y jóvenes no debieran volver a clases este 2020, el Ministerio de Educación ha puesto todos los elementos sobre la mesa y ha decidido diseñar cómo será la vuelta a clases, muy alineado con la ONU que este martes en un llamado desesperado pidió reabrir escuelas para evitar una “catástrofe generacional”.

Algo que el ministro de Educación Raúl Figueroa ha venido empujando  -bastante solo- desde hace algunas semanas, porque sabe los efectos dramáticos que genera la suspensión prolongada de clases para todos los estudiantes, pero sobre todo para los que se encuentran en una situación de mayor vulnerabilidad.

Según las encuestas realizadas por el Ejecutivo la crisis está aumentando las brechas de aprendizaje, con años de rezago que nadie podrá devolver jamás. “Es como el libro que por alguna razón no leíste, pero que en realidad no te leerás nunca más, así de duro”, explican desde el ministerio, señalando que la educación a distancia se hace muy compleja cuando los datos muestran que un 36% de las personas declara tener un computador de uso personal; casi un 60% lo comparte, y solo un 40% de la población tiene conexión de punto fijo a Internet.

Por lo mismo, las autoridades se han reunido con sostenedores y alcaldes para que sean los cuartos medios quienes inicien el proceso de reapertura, si bien los expertos indican que la necesidad más urgente es que regresen los niños más pequeños, toda vez que el colegio sirve como lugar de protección y contención que muchas veces no encuentran en sus propios hogares.

Con todo, muchos padres están asustados de enviar a niños chicos. Por tanto el punto de partida, de prueba, serán los estudiantes que están ad portas de egresar, y que necesitan actividades prácticas, para sumarse luego los III medios. Con los colegios ya operando, empezarían a sumar cursos, dependiendo de cómo se da la situación sanitaria y de los propios actores del sistema.

“Es evidente que hay grupos de personas que no quieren que esto funcione. En el debate he echado de menos a expertos, directores de colegios y profesores que no han levantado con tanta fuerza los efectos que genera sobre los niños el que no vayan a clases. Creo que es importante que se visibilice esa necesidad”, dice el ministro Figueroa.

El cara a cara

Los establecimientos educacionales ya diseñan propuestas para el segundo semestre. Varios directores critican derechamente la falta de “instrucción” de la autoridad, por lo que han decidido que el segundo semestre será online, a pesar de los múltiples efectos educaciones y emocionales negativos.

Uno de ellos es el Colegio Santiago College, que en una comunicación a los apoderados determinó “planificar el resto del año en torno a la probable continuidad del aprendizaje remoto”.

Se requieren ciertas directrices, reclaman. “Tal como fue el ministerio el que nos ordenó realizar cuarentena por temas sanitarios, es deber de ellos, explicitar cuándo podemos o tenemos que volver. Son ellos los expertos”, explica Macarena López, directora del Saint George, institución que ya ha comenzado a realizar in situ trabajos de coordinación para un eventual regreso presencial.

Esta semana se concretará un paso relevante: el ministerio de Salud eliminará la prohibición que opera sobre los colegios para reabrir sus puertas, contenido que se publicara en el diario oficial, algo relevante para decenas de colegios y jardines que han solicitado volver a funcionar, sin respuesta alguna.

En este nuevo escenario, dicen fuentes de Palacio, se proyecta que decenas de instituciones comiencen con actividades presenciales sobre todo en comunas y regiones con bajos contagios; y fuentes en Educación recalcan que incluso en septiembre podrían abrir algunos colegios y jardines en la Región Metropolitana, siempre que las condiciones sanitarias lo permitan.

 Nuevas reaperturas

Hasta ahora unos 20 establecimientos están funcionando en Chile, después de que el gobierno ha verificado que las condiciones sanitarias lo permiten, algo que según expertos podría echar por tierra las duras estimaciones que maneja Educación y que no han sido rebatidas, hasta ahora, por nadie: que de seguir con los colegios cerrados, unos 80 mil niños quedarían fuera del sistema “por culpa del covid”: niños que desertarían al perder la conexión y el arraigo con las instituciones educacionales.

Con este fin, Educación afina dos protocolos: “Orientaciones para volver a las escuelas”, un documento de 42 páginas para la educación escolar; y “Orientaciones para la Educación parvularia”, otro escrito de iguales características, para los jardines infantiles con exigencias de limpieza y desinfección, y de organización al interior de los recintos educacionales, que el gobierno les entregará a cada uno de los colegios que vaya abriendo las puertas de manera de dar mayor claridad, en un tema en el que el Ejecutivo está al debe, porque ni siquiera el presidente Piñera ha querido dar lineamientos.

Entre los tema se indica que los colegios y jardines deberán garantizar un metro de distancia entre los estudiantes; el uso obligatorio de mascarillas para niños mayores de ocho años (ojo que en jardines infantiles se determinó que es mejor no usarlas), la obligación del uso de escudos por parte de los profesores; dobles jornadas y clases por turno en colegios con demasiados niños en las salas, de modo de evitar lo que más se pueda los contagios.

Con este propósito, en La Moneda aclaran que Educación invirtió $ 11 mil millones de pesos en kit con todos estos productos de desinfección; y además en estos documentos exige un canal de información a las comunidades, hacer inducción a los profesores y entregar total flexibilidad para que las aperturas se produzcan con calma para alumnos y padres.

Fuente: https://www.t13.cl/noticia/nacional/el-nuevo-plan-paso-paso-prepara-gobierno-reabrir-colegios-y-jardines-infantiles

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Colombia: Con «Aprende en casa con Maloka» niños desarrollan el pensamiento científico

América del Sur/Colombia/

Bogotá continúa fortaleciendo la estrategia ‘Aprende en casa’ con la que los más de 792 mil estudiantes de colegios públicos continúan sus procesos de aprendizaje en el hogar durante el aislamiento obligatorio.

Esta vez, con el apoyo del museo interactivo de Bogotá, llega ‘Aprende en casa con Maloka’. Iniciativa que, a través de contenidos científicos, busca que las niñas y niños despierten su curiosidad, exploren con detalle sus casas y sus cuerpos, hagan experimentos, cuestionen su entorno y desarrollen aprendizajes pertinentes en medio de la coyuntura por el coronavirus.

Así lo explica Edna Bonilla Sebá, secretaria de Educación del Distrito, quien destaca la importancia de unir esfuerzos como ciudad para enriquecer el hogar como ambiente de aprendizaje y promover la construcción de visiones positivas de la ciencia desde temprana edad.

“Esta alianza nos permitirá que, desde los hogares, se hable de ciencia y se desarrollen prácticas que estimulen la experimentación, la creatividad y el pensamiento crítico. Además de brindar una herramienta para que los docentes fortalezcan sus prácticas pedagógicas y los padres, madres y adultos cuidadores sus procesos de acompañamiento”, subraya la secretaria.

Por su parte, Adriana Correa, presidente ejecutiva del Museo Interactivo, explica que, gracias a esta alianza, “las casas de los niños se convertirán en laboratorios de vida y en poderosas bases de investigación. Serán ellos quienes exploren el mundo, en una aventura en la que el juego y la creación serán la clave del aprendizaje”.

Tres estrategias para crear los laboratorios en los hogares

La primera serán los recursos editoriales, guías cuyo contenido está focalizado en los intereses del público al que se dirige: estudiantes, familias y docentes. En ese sentido, el material de los estudiantes, por ejemplo, acerca la ciencia a su cotidianidad a través de diferentes experimentos como la creación de jabón antiséptico en casa, cómo crear su propio sistema digestivo, cómo protegerse de la covid-19 en el hogar y los que sean sugeridos por las niñas y niños durante el desarrollo del programa.

Este material será entregado a 20 mil estudiantes y familias focalizadas por la Secretaría de Educación de Bogotá, ubicadas en la ruralidad de las localidades de Ciudad Bolívar, Chapinero, Los Mártires, Rafael Uribe, San Cristóbal, Santafé, Suba, Sumapaz, Tunjuelito, Usaquén y Usme, que presentan dificultades de acceso a internet y herramientas virtuales. De igual forma, estará disponible para su consulta y descarga.

La segunda son los recursos audiovisuales que, con video clips con diversas actividades, alrededor del juego, la exploración y la experimentación promueven el desarrollo del pensamiento científico de las familias. También se realizarán podcast para los estudiantes de educación inicial y básica primaria y activaciones digitales quincenales, para estudiantes y docentes.

La tercera realizará un acompañamiento pedagógico por medio de la línea telefónica 5086083 y del correo electrónico aprendeencasa@maloka.org, que será atendido de lunes a sábado por un equipo de profesionales interdisciplinares dispuestos por el Museo Interactivo. El propósito es acompañar el uso y apropiación de los recursos educativos desarrollados en esta alianza, así como la resolución de dudas o dificultades que las familias o docentes estén presentado.

Todos los contenidos de este programa estarán disponibles en el edusitio de ‘Aprende en casa’ de la Secretaria de Educación y en www.encasaconmaloka.org.

“Con esta alianza, la estrategia del Distrito de aprender desde los hogares amplía sus canales virtuales y no virtuales y sigue avanzando con herramientas para la continuidad del proceso de aprendizaje con la entrega de material pedagógico físico a los hogares que, en este periodo de contingencia por la pandemia de COVID, han tenido dificultades de acceso a herramientas virtuales”, concluye la secretaria de Educación.

‘Aprende en casa con Maloka’ se suma a las herramientas y orientaciones de la estrategia ‘Aprende en casa’ de Bogotá, que ya cuenta con recursos virtuales, televisivos, físicos y radiales dirigidos a estudiantes, docentes, familias y directivos y con los que se busca que la educación de calidad llegue a todas las niñas, niños, adolescentes y jóvenes de la ciudad durante la pandemia.

Fuente: https://www.compartirpalabramaestra.org/actualidad/noticias/con-aprende-en-casa-con-maloka-ninos-desarrollan-el-pensamiento-cientifico

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Una nueva generación de ‘malalas’ y ‘gretas’

Noticia/06 Agosto 2020/elpais.com

Jóvenes desde Brasil, India, Bangladés o Kenia conforman una red que lucha, con iniciativas locales, por los derechos de los transexuales, contra la deforestación, el desperdicio, la falta de agua o la exclusión social. Quieren cambiar el mundo

¿Qué tienen en común una joven de Bangladés que lucha por los derechos de los transexuales, una chica de India que defiende el buen uso del agua y acabar con el desperdicio, un joven brasileño que recorre las escuelas plantando la semilla del activismo medioambiental y una bailarina estadounidense que viaja a Kenia para usar la danza como herramienta contra la exclusión social?

Malala Yousafzai, a sus 15 años, se convirtió, quizás de la manera más trágica, en el símbolo mundial de la defensa de los derechos civiles y la educación para las niñas en Pakistán. Años más tarde, pero a la misma edad, en Suecia, Greta Thunberg comenzaría una huelga escolar que la auparía a portadas de todos los medios de comunicación como símbolo de la lucha contra el calentamiento global. Estas dos adolescentes acaparan la atención mediática y los flashes allá donde van. Sin embargo, no son las únicas que abanderan una lucha desde tan temprano.

Lamea Tanjin Tanha, Garvita Gulhati, Vitor Zanellato y Sophia Andrews comenzaron sus proyectos a los 12, los 15, los 12 y los 13 años respectivamente. Los cuatro querían cambiar el mundo que les ha tocado vivir y aún hoy sueñan y trabajan para ello. Ellos, junto a otros miles repartidos por todo el mundo, pertenecen a la red de jóvenes changemaker, una iniciativa que puso en marcha la Fundación Ashoka, que busca a menores de 21 que no solo tengan proyectos que solucionen problemas localmente, sino que sean referentes y embajadores del mensaje de que todos podemos cambiar el mundo. Estas son algunas de sus iniciativas.

Vitor Zanellato, guardián de los bosques de Brasil

Vitor creció en la localidad de Atalanta en Santa Catarina, una comunidad ubicada en medio del bosque atlántico en Brasil, al sur del país, en la que la mayoría de sus habitantes viven de la producción agrícola de sus granjas familiares. «No queríamos quedarnos en la teoría, queríamos empezar a realizar acciones que tuvieran una repercusión más allá», explica Zanellato, a través de Zoom desde su casa.

El proyecto Plantando o Futuro comenzó en 2016, en una reunión informal entre Vitor y 10 amigos más, después de sus clases del instituto, en un paseo en bicicleta por la zona. Su propósito era trabajar para la defensa, preservación y recuperación del medio ambiente, promoviendo la educación ambiental en centros educativos y escuelas. «Nuestros profesores nos apoyaron desde el principio que les planteamos nuestra iniciativa», explica Zanellato, que ve fundamental, en un país con la biodiversidad de Brasil, y las políticas del Gobierno de Bolsonaro, su función de involucrar a más jóvenes para promover acciones y mitigar los efectos del cambio climático, pero también a la sociedad. «No quiero imaginar cuál sería el impacto real si además de los jóvenes, también otros sectores de la sociedad civil, más organizaciones y un grupo de ciudadanos críticos con las políticas actuales lucharan unidos», añade el joven, de 17 años, que el año que viene ira a la Universidad.

«No teníamos la sensación de que fuéramos jóvenes, teníamos una idea y pensamos que era buena, así que seguimos adelante», asegura Zanellato, sobre la reticencia que podría presentar un grupo de amigos de entre 12 y 15 años que querían iniciar un proyecto medioambiental. Comenzaron con varios ambientales en su escuela, a los que fueron sumándose más jóvenes y más familias. La ONG local Apremavi se interesó por su trabajo, y juntos, desde el verano de 2019, han desarrollado más de 30 proyectos enfocados en la preservación ambiental, consiguiendo plantar 4.000 árboles hasta ahora. «No importan la cantidad de obstáculos que uno encuentre, hay que seguir», zanja Zanellato.

Lamea Tanjin Tanha, defensora de los transexuales en Bangladés

Fue a los 12 años cuando la madre de Lamea TanjinTanha le contó una historia que marcaría su vida y que ella no podía recordar sin ayuda. Recién nacida, a Tanha la visitaba un grupo de hijra, nombre por el que se conocen a los transexuales en Bangladés. Su madre, después de tantos años, aún recordaba el nombre del líder del grupo, Mala Hijra. Su madre, al contrario que la mayoría en Bangladés, fue amigable con ellos y nunca pensó que les traería mala suerte si no le daba limosna, una de las creencias más populares. «Escuchar esa historia me emocionó y decidí que haría lo necesario para ayudarles, por duro que fuera el desafío», asegura Tanjin Tanha.

En 2017 comenzó con su proyecto, que se llama TransEnd y tiene objetivo cerrar la brecha entre la comunidad transgénero y la sociedad general, ayudando a aquellos que se identifican así y obtener libertad financiera y social. Algo tan sencillo como conseguir un trabajo de camarero o un alquiler es algo impensable para los miembros de esta comunidad. «Son abandonados por sus familias, están solos, muchas veces tienen que vivir de lo que piden en la calle y otros muchos se ven obligados a prostituirse», contextualiza Tanjin Tanha. «Cuando comencé a investigar su situación y a hablar con algunos de ellos, al final iban acercándose más y más a mí para confesar sus problemas».

Lamea Tanjin Tanha, a la izquierda, realiza una encuesta entre un grupo de transexuales en Dacca (Bangladés).
Lamea Tanjin Tanha, a la izquierda, realiza una encuesta entre un grupo de transexuales en Dacca (Bangladés). L.T.T.

Tanjin Tanha, que ahora estudia su segundo año de literatura inglesa en la universidad de Dacca, ya no está sola en esta nueva aventura, y trabaja con otros cinco jóvenes más. En 2020, y a pesar de las duras condiciones por la covid-19, ha realizado diversas encuestas para comprender mejor las necesidades de la comunidad y apoyar el diseño de soluciones creadas por la misma. «Luchar por los derechos de los transexuales en Bangladés es hacerlo por los derechos humanos, nada más. ¿Por qué una feminista cuando habla de derechos para las mujeres no puede también incluir a los transexuales?», se pregunta Tanha.

Sophia Andrews, bailarina contra la exclusión social en Kenia

El viaje a Kenia a los 14 años, en 2016, cambió para siempre a Sophia Andrews. «Fue mi primer viaje sin mis padres, fue duro para ellos, pero allí pude conocer la realidad de muchas niñas que como yo, querían bailar, pero no tenían los recursos», explica Andrews a través de Zoom. En Nairobi conoció a Esther, una niña huérfana en la casa de Happy Children Life. A su vuelta, y  con el dinero que ganaba como niñera, apoyó a Esther y el orfanato en el que se encontraba para que pudiera realizar su sueño.

Pero para Sophia conseguir hacer realidad el sueño de Esther no era suficiente. En 2017 fundó Ngoma Kenya, una organización para igualar el acceso a las artes y la capacidad de los jóvenes para alcanzar su máximo potencial a través de la expresión cultural y personal en los barrios con menos recurso en la capital keniana. Su proyecto fomenta el baile y la integración con la cultura local. «Siendo mujer y niña y sabiendo que soy la más joven en una habitación llena de adultos a los que convencer de una idea, sé que tengo que trabajar diez veces más para conseguirlo», explica Andrews, recién graduada en el instituto en Delaware y en plena mudanza para empezar la universidad en Washington. «Lo más deseo es acabar mi carrera para focalizarme en mi proyecto en Kenia», asegura Andrews, país al que ha vuelto ocho veces desde que inició su proyecto.

Garvita Gulhati, salvaguardia del agua en India

«En 2015 India vivió una de las peores sequías que recordamos. Los agricultores se suicidaban por la tragedia de no recoger nada para comer o vender, familias enteras andando muchos kilómetros para conseguir agua para sobrevivir… Aquella situación me marcó para siempre», explica desde su casa en Bangalore Garvita Gulhati, que con 15 años y  junto con su amiga Pooja, crearon Whywaste? (Por qué desperdiciar?, en inglés), una organización que educa a los ciudadanos de manera creativa para reducir el desperdicio de agua, principalmente en los restaurantes donde se calcula que se desperdician cuatro millones de galones de agua por año en India.

«Comencé visitando los restaurantes alrededor de mi casa, pero ¿quién iba a hacer caso a una niña de 15 años?», explica Gulhati, que más tarde pediría a su madre que en coche la llevara a zonas más alejadas, y así poder seguir predicando su mensaje. «En India es normal tener agua en la mesa de cada consumidor. Lo que les planteaba a los dueños era, ¿por qué no preguntas sí quieren agua y en ese caso, servirla? Así no siempre hay agua que a lo mejor no se usa y hay que igualmente tirar», explica Gulhati, que promovió la llamada iniciativa El vaso medio lleno que con el hashtag #GlassHalfFull se hizo muy popular en India en 2019. El método que proponía Gulhati es que cada restaurante solo llene la mitad de cada vaso del consumidor, y así salvar miles de litros de agua cada día.

Garvita Gulhati, durante una charla sobre su proyecto.
Garvita Gulhati, durante una charla sobre su proyecto. G. G.

«Los inicios fueron difíciles, cuando estabas casi sola luchando contra todo, amigos que sí te apoyaban, pero otros que se reían de tus ideas», explica Gulhati, que ahora tiene 20 años y estudia para ser ingeniera de telecomunicaciones. Su organización, Whywaste?, que no ha parado de crecer en este lustro, también trabaja con estudiantes de Secundaria para que se atrevan a plantear soluciones a los problemas que les interesan. Este modelo se ha extendido a otras 20 escuelas de Bangalore y a otras partes de India. «Queremos transmitir la idea de que las personas con ganas de cambiar las cosas son necesarias. Y la importancia que tiene proteger el medio ambiente».

Fuente e imagen tomadas de: https://elpais.com/elpais/2020/08/04/planeta_futuro/1596527853_231190.html

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