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El difícil ejercicio de la autonomía

Por:  Pedro Flores

Il progresso gioca contro la tua ingenuità,

Ma c’è la tua coscienza e prima o poi la spunterà!

Canción: Manichini, Renato Zero (1977)

Permítanme iniciar con una anécdota. Un colega de una universidad, que ocupaba un puesto directivo en un campus alejado de la Ciudad de México, fue cesado pues según le dijeron, él no estaba para pensar, sino para ejecutar. Lo remataron diciéndole que debía obedecer, o sea, no podía contradecir las órdenes del superior. Seguramente, a este colega le irá mejor al desligarse de una administración que impide la libertad de pensar por sí mismo y actuar.

Que una “universidad” busque suprimir la capacidad humana para pensar y actuar racionalmente refleja, por un lado, la profunda contradicción de esa institución de educación superior que, en su publicidad, dice estar orientada por el humanismo y por otro, muestra la difícil que es ejercer la autonomía dentro de nuestra democracia.

Lamentablemente, los ejemplos que ilustran la supresión de la autonomía no solamente se circunscriben al plano individual. Hay grupos como el de los indígenas, el de los jóvenes o el de los maestros que no han podido persuadir al gobierno, a los académicos e “intelectuales” que ellos mismos pueden imaginar y plantearse metas de desarrollo propio y que sólo requieren los espacios para realizar su visión razonada. A fuerza, ciertos grupos hegemónicos han querido imponerles una forma de vida que ellos mismos no comparten del todo. A los indígenas los han tachado de excéntricos o “manipulados”, a los jóvenes de carentes de “valores” y a los maestros de desconfiables cuando cuestionan y hacen valer su voz.

Pero aparte de los individuos y grupos, algunas instituciones que se dicen autónomas no han podido desplegar más ampliamente su potencial reflexivo y autogobierno. Ante las restricciones del presupuesto público, el gobierno central ha sabido cómo restringir la libertad de las instituciones de educación superior (IES) por medio de los marcos de evaluación imperantes. “Si no pasas el checklist de los CIEES (Comités Interinstitucionales de Evaluación de la Educación Superior) o cometes la osadía de cuestionar y no adherirte a los criterios del PNPC (Programa Nacional de Posgrado de Calidad), nomás no habrá recursos y el imaginario social te sancionará por ofrecer, supuestamente, una educación chafa”. Los PNPCzombies son contrarios a un sujeto educado.

El adiestramiento institucional no parece tener relación alguna con la educación de calidad. Es decir, aquella que se sustenta en un reconocimiento pleno de las facultades del individuo y que intenta, por medio del conocimiento y del aprendizaje, que los seres humanos desarrollemos la capacidad de ser independientes para pensar, decidir y actuar de manera razonada y en función de los otros.

La autonomía, hay que enfatizarlo, es radicalmente distinta a la idea de autosuficiencia (“yo las puedo de todas, todas”) y no sugiere que debemos girar ciegamente en torno a nosotros mismos sin considerar la responsabilidad que tenemos con los otros. Es así que una universidad puede ser muy autónoma pero debe rendirle cuentas a la sociedad, un grupo de indígenas puede saber plantearse un estilo de vida diverso pero sin que eso signifique fragmentar a un país o un joven puede abrazar con razón e inquietud la “contracultura”, pero no por eso obtiene el pasaporte para ser violento.

Pero, ¿si esta idea suena tan bien porque pocos la practican? Porque los costos de ser independiente en sociedades con reglas precarias (y anti meritocráticas) son muy altos y muy pocos están dispuestos a pagarlos. Si una escuela ofrece fundamentos para no adscribirse a los programas del Gobierno Federal, es probable que no fluyan los recursos; si un profesor o académico cuestiona sistemáticamente el proceder institucional, será marginado de la toma de decisiones en mayor grado que la voz lisonjera y cortesana; si un intelectual cuestiona con argumentos al caudillo, no habrá becas, premios ni ascensos o si un órgano constitucionalmente autónomo osa enfrentarse abierta y públicamente al oficialismo, puede perder la simpatía del poderoso; como si esto le asegurara su sobrevivencia y eficiencia organizacional.

En México, sigue habiendo profundas dificultades para ejercer la autonomía a nivel individual, escolar, grupal e institucional, pese a los avances democráticos y al admirable esfuerzo de personas que han demostrado que se puede sobresalir aún viviendo “fuera del presupuesto” y que aunque se “muevan, sí salen en la foto”; en la selfie de la decencia, honestidad y rectitud.

Fuente de Artículo:

El difícil ejercicio de la autonomía

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A desimaginação do social

por Boaventura de Sousa Santos

O social é o conjunto de dimensões da vida colectiva que não podem ser reduzidas à existência e experiência particular dos indivíduos que compõem uma dada sociedade. Esta definição não é neutra. Define o social pela negativa, o que permite atribuir-lhe uma infinidade de atributos que variam de época para época. É, por outro lado, uma definição eurocêntrica porque pressupõe uma distinção categorial entre o social e o indivíduo, uma distinção que, longe de ser universal ou imemorial, é específica da filosofia e da cultura ocidentais, e nestas só se tornou dominante com o racionalismo, o individualismo e o antropocentrismo renascentista do séc. XV, os quais viriam a ter em Descartes o seu mais brilhante teorizador. Tanto é assim que a máxima expressão desta filosofia–cogito ergo sum, “penso logo existo”– não tem tradução adequada em muitas línguas e culturas não eurocêntricas. Para muitas destas culturas a existência de um ser individual é não só problemática como absurda. É o caso das filosofias da África austral e do seu conceito fundamental de Ubuntu, que se pode traduzir por “eu sou porque tu és”, ou seja, eu não existo senão na minha relação com outros. Os africanos não precisaram de esperar por Heidegger para conceber o ser como ser-com (Mitsein).

Muito esquematicamente, podemos distinguir na cultura eurocêntrica que serviu de base ao capitalismo moderno dois entendimentos extremos do social. De um lado, o entendimento reacionário, que confere total primazia ao indivíduo e o concebe como um ser ameaçado pelo social. Os indivíduos, longe de serem iguais, são naturalmente diferentes e essas diferenças determinam hierarquias que o social deve respeitar e ratificar. Entre essas diferenças, duas são fundamentais: as diferenças de raça e as diferenças de sexo. No outro extremo está o entendimento solidarista, que confere primazia ao social e o concebe como o conjunto de regras de sociabilidade que neutralizam as desigualdades entre os indivíduos. Entre estes dois extremos foram muitos os entendimentos intermédios, nomeadamente os entendimentos liberais (no plural), que viram no social o garante da igualdade dos indivíduos como ponto de partida, e os entendimentos socialistas (também no plural), que viram no social o garante da igualdade dos indivíduos como ponto de chegada. Entre estes dois entendimentos, por sua vez, foram possíveis várias combinações. Com as revoluções francesa e americana os dois últimos entendimentos passaram a ser os únicos legítimos no plano ideológico. Foi com base neles que se iniciou a luta contra a escravatura e a discriminação contra as mulheres. No entanto, ao contrário do que se supõe, o entendimento reacionário da desigualdade natural-social entre os indivíduos sempre se manteve como corrente subterrânea. Até hoje. E é intrigante que assim seja depois de dois séculos de lutas contra a desigualdade e a discriminação. Houve progressos? E, se houve, por que é que os retrocessos ocorrem recorrentemente e aparentemente com tanta facilidade? Estaremos hoje numa fase de retrocesso histórico em que o entendimento socialista se desfaz no ar e o liberal parece perigosamente ameaçado pelo entendimento reacionário?

As respostas a estas perguntas dependem da consideração de vários factores. Eu vou limitar-me a um deles e, por isso, assumo à partida que a minha resposta é incompleta. O que o pensamento liberal designou por sociedade moderna democrática e o pensamento marxista por sociedade moderna capitalista foi de facto uma sociedade cujo modelo de desenvolvimento económico exigia dois tipos de exploração da força de trabalho: a exploração de seres humanos teoricamente iguais aos seus exploradores e a exploração de seres humanos inferiores ou sub-humanos. Daqui decorreram dois tipos de desvalorização do trabalho, uma desvalorização controlada porque regulada pelo princípio da igualdade, e por isso assente em direitos supostamente universais, e uma desvalorização mais intensa porque “natural”, exercida sobre seres ontologicamente degradados, seres racializados e seres sexualizados, basicamente, negros e mulheres.

O capitalismo não inventou nem o colonialismo (racismo, escravatura, trabalho forçado) nem o patriarcado (discriminação sexual) mas resignificou-os como formas de trabalho super-desvalorizado, ou mesmo não pago ou sistematicamente roubado.

Sem essa super-desvalorização do trabalho de populações tidas por inferiores não seria possível a exploração rentável da força de trabalho assalariado em que tanto liberais como marxistas se concentraram, ou seja, o capitalismo não se poderia manter e expandir de forma sustentada.

Mas, se assim foi, não terá sido apenas nos alvores do capitalismo? Em meu entender, não, e só o domínio do pensamento liberal e do pensamento marxista nos impediu de ver que desde o séc. XV, pelo menos, até hoje vivemos em sociedades capitalistas, colonialistas e patriarcais. Obviamente que ao longo dos séculos houve lutas e movimentos sociais que eliminaram algumas das formas mais selvagens de desvalorização humana, mas só o domínio daquelas duas formas de pensamento moderno foi capaz de nos criar a ilusão de que a eliminação dessa desvalorização seria progressiva e até acabaria um dia, mesmo sem o capitalismo acabar. Ledo engano. O que aconteceu foi a substituição real ou apenas jurídica de alguns instrumentos de desvalorização por outros ou a deslocação do exercício da desvalorização de um campo social para outro ou de uma região do mundo para outra. Não ter isto em conta fez com que confundíssemos o fim do colonialismo histórico (de ocupação territorial por país estrangeiro) com o fim total do colonialismo, quando de facto o colonialismo continuou sob outras formas: neocolonialismo, colonialismo interno, imperialismo, racismo, xenofobia, odio anti-imigrante e anti-refugiado, e, para espanto de muitos, a própria escravatura, como a ONU hoje reconhece. Da mesma forma que a discriminação contra as mulheres deixou de se manifestar no sufrágio eleitoral e nos direitos sociais, mas continuou sob as formas de pagamento desigual para trabalho igual, assédio sexual e violência, da doméstica ao gang rape e feminicídio. Esta cegueira analítica impediu-nos de dar relevo à composição etno-cultural da força de trabalho desde o início, por exemplo, às diferenças entre trabalhadores ingleses e irlandeses ou entre trabalhadores de Castela e da Andaluzia.

Por que razão é este argumento mais facilmente aceite hoje do que há vinte anos? Em meu entender, isso deve-se ao facto de a actual fase do capitalismo exigir hoje, talvez mais do que nunca, a super-desvalorização da força de trabalho e a submissão de vastas populações à condição de populações descartáveis, populações a quem se pode roubar o trabalho e sujeitar a trabalho forçado ou “análogo” a trabalho escravo; populações eliminadas por guerras onde só morrem civis inocentes, abandonadas à sua “sorte” em caso de acontecimentos climáticos extremos ou encarceradas, como acontece a boa parte da população jovem negra dos EUA. Estes factos devem-se à conjugação de dois factores epocais e, portanto, de larga duração: as revoluções electrónicas e digitais e o domínio global do capital financeiro, o sector do capitalismo mais anti-social por criar riqueza artificial com escassíssimo recurso à força de trabalho.

A super-desvalorização da força de trabalho e o carácter descartável de vastas populações estão hoje a ser ideologicamente respaldados pela reemergência do pensamento reacionário da desigualdade natural-social entre os indivíduos, o qual sempre se manteve como corrente subterrânea da modernidade ocidental. Ele reemerge sob formas tão diferentes que facilmente se disfarçam de desvios conjunturais ou idiossincrasias sem significado. Aflora no crescimento da extrema-direita europeia e brasileira e do supremacismo branco nos EUA. Aflora na chocante virulência classista, racista, sexista e homofóbica  de organizações brasileiras de extrema-direita, algumas delas financiadas por  agências públicas e privadas norteamericanas. Aflora na generalização da precariedade do trabalho assalariado e da transformação dos direitos dos trabalhadores em privilégios ilegítimos. Aflora em sentenças judiciais que invocam a Bíblia para justificar a inferioridade das mulheres. Aflora no aumento do trabalho escravo. E aflora, pasme-se, na relegitimação do colonialismo histórico, um fenómeno que pela sua aparente novidade merece uma referência especial. Não me refiro a políticos como o Presidente Nicolas Sarkozy, que em 2007 dissertou em Dakar sobre as vantagens do colonialismo para os povos africanos, cuja tragédia é não terem até hoje entrado plenamente na história. Refiro-me à justificação científica do colonialismo histórico e à sua invocação como solução para os “estados falhados” do nosso tempo. Refiro-me ao artigo de Bruce Gilley, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Portland, publicado em 2017 na respeitada revista Third World Quarterly dedicada aos problemas poscoloniais. O artigo, intitulado “The Case for Colonialism”, defende o papel histórico do colonialismo e advoga que se volte a recorrer a ele para resolver problemas que os “estados falhados” do nosso tempo não podem resolver. Mais especificamente, propõe três soluções: “recomendar modos de governação colonial; recolonizar algumas áreas; criar novas colónias de raiz.” A polémica que o artigo suscitou foi tão grande que o autor acabou por retirar o artigo (foi retirado da versão electrónica da revista, mas pode ser lido na versão em papel). A minha suspeita é, no entanto, que o artigo, longe de ser apenas uma prova das deficiências do sistema de avaliação “anónima” de artigos científicos, é um sintoma da época, e a polémica que ele levantou não ficará por aqui.

O que designo por desimaginação do social é a imaginação anti-social do social. Segundo ela, numa sociedade de desigualdade natural-social entre os indivíduos, a responsabilidade colectiva pelos males da sociedade não existe. O que existe é a culpa individual daqueles que não querem ou não podem competir por aquilo que a sociedade nunca oferece e apenas concede a quem merece. Os que fracassam, em vez de apoiar-se na sociedade, devem apoiar-se nas religiões que por aí pregam a teologia da prosperidade e consolo para quem não prospera. A educação, em vez de criar a miragem da responsabilidade cidadã e da solidariedade social, deve ensinar os jovens a ser competitivos e saber que estão numa guerra de todos contra todos.

Se não é isto que queremos, é bom termos bem a noção do inimigo contra o qual temos de lutar com todas as forças democráticas, e sem complacência.

Informação da fotografia:

“É o caso das filosofias da África austral e do seu conceito fundamental de Ubuntu, que se pode traduzir por “eu sou porque tu és”, ou seja, eu não existo senão na minha relação com outros. Os africanos não precisaram de esperar por Heidegger para conceber o ser como ser-com (Mitsein).” Foto: Guilherme Santos/Sul21

Fonte do Artigo:

https://www.sul21.com.br/jornal/desimaginacao-do-social-por-boaventura-de-sousa-santos/

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Education: The Great Socio-Economic Equalizer

By: Marc Morial

 

[Commentary]

New pencils, new books, an apple for the teacher, and unlimited hope for a boundless future – it’s back to school time across the country. And whether their children are boarding a school bus on a country road or a subway heading across the city, parents are united in their hopes and aspirations for their children. And the Urban League Movement shares those dreams.

As Horace Mann put it: «Education then, beyond all other devices of human origin, is the great equalizer of the conditions of men, the balance-wheel of the social machinery.”

A high-quality education is a civil and human right. One of the National Urban League’s empowerment goals is that every American child is prepared for college, work and life. In 2015 when Every Student Succeeds Act (ESSA) was signed into law, we worked to ensure that there were strong regulations that would provide necessary safeguards for students and families. With a different administration, we have redoubled our efforts — supporting national and state advocacy, engagement and education reform actions throughout the Urban League Affiliate Movement and with other civil rights organizations.

ESSA is an opportunity for states to close opportunity and achievement gaps by increasing access to effective teachers and advanced coursework, closing funding gaps, supporting English learners and addressing students social and emotional needs.

Equitable implementation is key to ensuring the promise of ESSA for all children.

Our goal within the Urban League Movement is to advance equity in education. We make it plain: equity does not end at access to education, but rather it is evidenced by successful completion. For we know that students who receive a high-quality K-12 education are likely attend college, achieve professional success and become engaged members of their communities.

It’s no coincidence that the cornerstone of President Lyndon B. Johnson’s War on Poverty was the Elementary and Secondary Education Act. He called education “the only valid passport from poverty” when he signed the Act in 1965, a year that also saw the creation of other Great Society initiatives like Head Start and Upward Bound.

In the 10 years after the creation of those programs, the poverty rate in America declined significantly. We know that a commitment to educational equity and excellence yields dramatic results. We won’t forget it, and we won’t let the decision-makers in Washington or state capitols or city halls forget it, either.

We are all familiar with the United Negro College Fund’s slogan, “A mind is a terrible thing to waste.” But it’s not only a waste for the individual whose potential is untapped, it’s a waste for the entire nation. As former Oklahoma governor Brad Henry said, “No other investment yields as great a return as the investment in education. An educated workforce is the foundation of every community and the future of every economy.”

Marc H. Morial
President and CEO
National Urban League

Photo by: photoo.uk via freeforcommercialuse.org

Source:

http://www.blackstarnews.com/education/education/education-the-great-socio-economic-equalizer.html

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Rethinking Higher Education in a Time of Tyranny

By: Henry Giroux

What kind of democracy is possible when the institutions that are crucial to a vibrant civil society are vanishing?

Many of the great peace activists of the 20th century, extending from Mahatma Gandhi and Paulo Freire to Jane Addams and Martin Luther King Jr., shared a passion for education as an important part of the democratic project. Refusing to view education as neutral or reducing it to the instrumental practice of training, they sought to reclaim education as a practice of freedom, part of a wider struggle to deepen and extend the values, social relations and institutions of a substantive democracy.

They understood that tyranny and authoritarianism are not just the product of state violence and repression; they also thrive on popular docility, mass apathy and a flight from moral responsibility. They argued passionately that education could not be removed from the demand for justice and progressive social change. In doing so, they recognized the value of education and its ability to transform how people understand themselves, their relations to others and the larger world. In the face of massive injustice and indignity, these prophetic voices refused to look away from human suffering, and embraced the possibility for resistance fueled by courage, compassion and the ability to think otherwise in order to act otherwise.

Let us hope that in the midst of our witness to the current revolt against democracy, higher education will neither remain silent nor be too late.

One of Martin Luther King’s great insights was his recognition that education provided a bulwark against both ignorance and indifference in the face of injustice. Like Gandhi, he warned people over and over again not to remain silent in the face of racism, militarism and extreme materialism, and argued that “he who accepts evil without protesting against it is really cooperating with it.” Of the civil rights era, King warned that “history will have to record that the greatest tragedy of this period of social transition was not the strident clamor of the bad people, but the appalling silence of the good people.… In the end, we will remember not the words of our enemies, but the silence of our friends.”1

Advocates of civic courage and compassion reflected in their words and actions what King called the “fierce urgency of now,” reminding us that “tomorrow is today” and that “there is such a thing as being too late.”2 Let us hope that in the midst of our witness to the current revolt against democracy, higher education will neither remain silent nor be too late.

Echoing King’s belief that American innocence was neither tenable nor forgivable, the great novelist James Baldwin filled in the missing language of fear and terrorism at the heart of a racist society. His famed “Talk to Teachers” began with an impassioned warning about the times in which he lived, a warning more relevant now than it was when he delivered the speech in 1963. He said:

Let’s begin by saying that we are living through a very dangerous time. Everyone in this room is in one way or another aware of that. We are in a revolutionary situation, no matter how unpopular that word has become in this country. The society in which we live is desperately menaced… from within. To any citizen of this country who figures himself as responsible — and particularly those of you who deal with the minds and hearts of young people — must be prepared to “go for broke.”3

In the context of a worldwide rebellion currently taking place against democracy, dissent, human rights and justice, I think we need to “go for broke.” Authoritarianism is on the rise once again, emerging in countries in which such a politics, in light of the past, has appeared unthinkable. In Hungary, Russia, India, Turkey and Poland, democracy is being voted down and aggressively dismantled. In addition, a new and dangerous moment has emerged in the United States as it becomes clear that an American-style authoritarianism is no longer the stuff of fantasy, fiction or hysterical paranoia.

In the context of a worldwide rebellion currently taking place against democracy, dissent, human rights and justice, I think we need to ‘go for broke.’

This summer in Charlottesville, hundreds of neo-Nazis marched brandishing torches reminiscent of Hitler’s Germany while shouting white nationalist slogans such as “Heil Trump,” and later unleashing an orgy of violence that led to the deaths of three people. Donald Trump, the president of the United States, stated there were good people on both sides of that rally as if good people march with white supremacists and neo-Nazis who revel in hate and offer no apologies for mimicking the actions that resulted in the slaughter of millions during the fascist nightmare of the 1930s and 1940s.

Donald Trump’s ascendancy to the presidency speaks not only to a profound political crisis but also to a tragedy for democracy.4 His rise to power echoes not only a moral blind spot in the collective American psyche, but also a refusal to recognize how past totalitarian ideas can and have reappeared in different forms in the present. The return of a demagogue who couples the language of fear, decline and hate with illusions of national grandiosity have found their apotheosis in the figure of Donald Trump. He is the living symbol and embodiment of a growing culture of unbridled and naked selfishness, the collapse of civic institutions, and a ruinous anti-intellectualism that supports a corrupt political system and a toxic form of white supremacy that has been decades in the making. There is nothing natural or inevitable about these changes. They are learned behaviors. As shared fears replace any sense of shared responsibility, the American public is witnessing how a politics of racism and hate creates a society plagued by fear and divisiveness.

As shared fears replace any sense of shared responsibility, the American public is witnessing how a politics of racism and hate creates a society plagued by fear and divisiveness.

While numerous forces have led to the election of Donald Trump, it is crucial to ask how a poisonous form of education developed in the larger society, one that has contributed to the toxic culture that both legitimated Trump and encouraged so many millions of people to follow him. Part of the answer lies in the right-wing media with its vast propaganda machines, the rise of conservative foundations such as the Koch brothers’ various institutes, the ongoing production of anti-public intellectuals and a visual culture increasingly dominated by the spectacle of violence and reality TV. On a more political note, it is crucial to ask how the educative force of this toxic culture goes unchallenged in creating a public that embraced Trump’s bigotry, narcissism, lies, public history of sexual groping and racism, all the while transforming the citizen as a critical political agent into a consumer of hate and anti-intellectualism.

News morphs into entertainment as thoughtlessness increases ratings, violence feeds the spectacle and serious journalism is replaced by empty cosmetic stenographers. Language is pillaged as meaningful ideas are replaced “by information broken into bits and bytes [along with] the growing emphasis on immediacy and real time responses.”5 In the face of this dumbing down, critical thinking and the institutions that promote a thoughtful and informed polity disappear into the vast abyss of what might be called a disimagination machine. Nuance is transformed into state-sanctioned vulgarity. How else to explain the popularity and credibility of terms such post-truth, fake news and alternative facts? Masha Gessen is right in arguing that in the Trump era, language that is used to lie and “validate incomprehensible drivel” not only destroys any vestige of civic literacy, it also “threatens the basic survival of the public sphere.”6

We live in a moment of digital time, a time of relentless immediacy, when experience no longer has the chance to crystalize into mature and informed thought. Communication is now reduced to a form of public relations and a political rhetoric that is overheated and overexaggerated and always over the top. Opinion and sanctioned illiteracy now undermine reason and evidence-based arguments. News becomes spectacle and echoes demagoguery rather than questioning it. Thinking is disdained and is viewed as dangerous. The mainstream media, with few exceptions, has become an adjunct to power rather than a force for holding it accountable. The obsession with the bottom line and ratings has brought much of the media into line with Trump’s disimagination machine wedded to producing endless spectacles and the mind-numbing investment in the cult of celebrity and reality TV.7 What kind of democracy is possible when the institutions that are crucial to a vibrant civil society and the notion of the social are vanishing?

What kind of democracy is possible when the institutions that are crucial to a vibrant civil society and the notion of the social are vanishing?

Institutions that work to free and strengthen the imagination and the capacity to think critically have been under assault in the United States long before the rise of Donald Trump. Over the last 50 years, critical public institutions from public radio to public schools have been defunded, commercialized and privatized transforming them from spheres of critical analysis to dumbed-down workstations for a deregulated and commodified culture.

Lacking public funds, many institutions of higher education have been left to mimic the private sector, transforming knowledge into a commodity, eliminating those courses and departments that do not align themselves with a robust bottom line. In addition, faculty are increasingly treated like Walmart workers with labor relations increasingly designed “to reduce labor costs and to increase labor servility.”8 Under this market-driven governance, students are often relegated to the status of customers, saddled with high tuition rates and a future predicated on ongoing political uncertainty, economic instability and ecological peril.

This dystopian view feeds an obsession with a narrow notion of job readiness and a cost-accounting rationality. This bespeaks to the rise of what theorists such as the late Stuart Hall called an audit or corporate culture, which serves to demoralize and depoliticize both faculty and students, often relieving them of any larger values other than those that reinforce their own self-interest and retreat from any sense of moral and social responsibility.

As higher education increasingly subordinates itself to market-driven values, there is a greater emphasis on research that benefits the corporate world, the military and rich conservative ideologues such as the Koch brothers, who have pumped over $200 million into higher education activities since the 1980s to shape faculty hires, promote academic research centers, and shape courses that reinforce a conservative market-driven ideological and value system.9 One consequence is what David V. Johnson calls the return of universities to “the patron-client model of the Renaissance” which undermines “the very foundation of higher education in the United States.”10

Under such circumstances, commercial values replace public values, unbridled self-interest becomes more important than the common good and sensation seeking and a culture of immediacy becomes more important than compassion and long term investments in others, especially youth. As Paul Gilroy has pointed out, one foundation for a fascist society is that “the motif of withdrawal — civic and interpersonal —” becomes the template for all of social life.11

Democracy and politics itself are impoverished in the absence of those conditions under which students and others use the knowledge they gain both to critique the world in which they live and, when necessary, to intervene in socially responsible ways in order to change it. What might it mean for educators to take seriously the notion that democracy should be a way of thinking about education — one that thrives on connecting equity to excellence, learning to ethics, and agency to the imperatives of social responsibility and the public good?

Higher education needs to reassert its mission as a public good. Educators need to initiate a national conversation in which the classroom is defended as a place of deliberative inquiry and critical thinking, a place that makes a claim on the radical imagination and a sense of civic courage.

Second, educators need to place ethics, civic literacy, social responsibility and compassion at the forefront of learning. Students need to learn how power works across cultural and political institutions so that they can learn how to govern rather than merely be governed. Education should be a process where students emerge as critically engaged and informed citizens contributing not simply to their own self-interest but to the well-being of society as a whole.

Third, higher education needs to be viewed as a right, as it is in many countries such as Germany, France, Norway, Finland and Brazil, rather than a privilege for a limited few, as it is in the United States and the United Kingdom. Rather than burden young people with almost insurmountable debt, it should call people to think, question, doubt and be willing to engage in dialogue that is both unsettling to common sense and supportive of a culture of questioning.

In addition, it should shift not only the way people think but also encourage them to help shape for the better the world in which they find themselves. Teaching should not be confused with therapy or reduced to zones of emotional safety. The classroom should be a space that disturbs, a space of difficulty — a space that challenges complacent thinking. Such pedagogical practices should enable students to interrogate commonsense understandings of the world, take risks in their thinking, however troubling, and be willing to take a stand for free inquiry in the pursuit of truth, multiple ways of knowing, mutual respect and civic values in the pursuit of social justice.

Students need to learn how to think dangerously, or as Baldwin argued, go for broke, in order to push at the frontiers of knowledge while recognizing that the search for justice is never finished and that no society is ever just enough. These are not merely methodical considerations but also moral and political practices because they presuppose the creation of students who can imagine a future in which justice, equality, freedom, and democracy matter and are attainable.

Fourth, in a world driven by data, metrics and an overabundance of information, educators need to enable students to express themselves in multiple literacies extending from print and visual culture to digital culture. They need to become border crossers who can think dialectically, and learn not only how to consume culture but also produce it. At stake here is the ability to perform a crucial act of thinking, that is, the ability to translate private issues into larger systemic concerns.

Fifth, there is a plague haunting higher education, especially in the United States, which has become the model for its unjust treatment of faculty. Seventy percent of all part- and full-time instructional positions are filled with contingent or nontenure-track faculty. Many of these faculty barely make enough money to afford basic necessities, have no or little health insurance and are reluctant to speak out for fear of losing their jobs. Many adjuncts are part of what are called the working poor. This is an abomination and one consequence of the increasing corporatization of higher education. These faculty positions must be transferred into full-time positions with a path toward tenure and full benefits and security.

Sixth, while critical analysis is necessary to reveal the workings and effects of oppressive and unequal relations of power, critique without hope is a prescription for cynicism, despair and civic fatigue. Students also need to stretch their imagination to be able to think beyond the limits of their own experience, and the disparaging notion that the future is nothing more than a mirror image of the present. In this instance, I am not referring to a romanticized and empty notion of hope. Hope means living without illusions and being fully aware of the practical difficulties and risks involved in meaningful struggles for real change, while at the same time being radically optimistic. The political challenge of hope is to recognize that history is open and that the ethical job of education, as the poet Robert Hass has argued, is “to refresh the idea of justice going dead in us all the time.”12

The late world-renowned sociologist Zygmunt Bauman insisted that the bleakness and dystopian politics of our times necessitates the ability to dream otherwise, to imagine a society “which thinks it is not just enough, which questions the sufficiency of any achieved level of justice and considers justice always to be a step or more ahead. Above all, it is a society which reacts angrily to any case of injustice and promptly sets about correcting it.”13 It is precisely such a collective spirit informing a resurgent politics that is being rewritten by many young people today in the discourses of critique and hope, emancipation and transformation. The inimitable James Baldwin captures the depth which both burdens hope and inspires it. In The Fire Next Time, he writes: “The impossible is the least that one can demand. …Generations do not cease to be born, and we are responsible to them…. the moment we break faith with one another, the sea engulfs us and the light goes out.”14 It is one of tasks of educators and higher education to keep the lights burning with a feverish intensity.

 


 

1. Cited in Marybeth Gasman, “Martin Luther King Jr. and Silence,” The Chronicle of Higher Education [Jan. 16, 2011]. 

2. Rev. Martin Luther King, “Beyond Vietnam: A Time to Break Silence,” (April 4, 1967) American Rhetoric 

3. James Baldwin, “A Talk to Teachers,” in The Price of the Ticket, Collected Non-Fiction 1948-85, (New York: Saint Martins, 1985), 325. 

4. I take this up in great detail in Henry A. Giroux, The Public in Peril: Trump and the Menace of American Authoritarianism (New York: Routledge, 2018). 

5. Michiko Kakutani, “Texts Without Context” The New York Times, (March 21, 2010), p. AR1 

6. Masha Gessen, “The Autocrat’s Language,” The New York Review of Books, [May 13, 2017]. 

7. Brad Evans and Henry A. Giroux, Disposable Futures: The Seduction of Violence in the Age of the Spectacle (San Francisco: City Lights, 2016). 

8. Noam Chomsky, “The Death of American Universities,” Reader Supported News (March 30, 2015). 

9. The definitive source on this issue is Jane Mayer, Dark Money: The Hidden History of the Billionaires Behind the Rise of the Radical Right (New York: Anchor, 2017). 

10. David V. Johnson, “Academe on the Auction Block,” The Baffler [Issue No. 36 2017] 

11. Paul Gilroy, Against Race: Imagining Political Culture beyond the Color Line, (Cambridge: The Belknap Press of Harvard University Press, 2000), p. 216. 

12. Cited in Sarah Pollock, “Robert Hass,” Mother Jones (March/April 1997). 

13. Zygmunt Bauman and Keith Tester, Conversations with Zygmunt Bauman (London: Polity Press, 2001), p. 19. 

14. James Baldwin, The Fire Next Time (New York: Vintage, 1992) p. 104. 

Source:

Rethinking Higher Education in a Time of Tyranny

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Acceso a la información

Por: Luis Britto

Mediante la obligación de consignar datos, el espionaje en Internet y en las redes sociales y mecanismos de análisis como el “Big Data”, archivos públicos y privados pueden compilar sobre nosotros torrentes de información sobre cuyo contenido y uso nada sabemos. De allí que la Constitución vigente disponga:

Artículo 28. Toda persona tiene el derecho de acceder a la información y a los datos que sobre sí misma o sobre sus bienes consten en registros oficiales o privados, con las excepciones que establezca la ley, así como de conocer el uso que se haga de los mismos y su finalidad, y de solicitar ante el tribunal competente la actualización, la rectificación o la destrucción de aquellos, si fuesen erróneos o afectasen ilegítimamente sus derechos. Igualmente, podrá acceder a documentos de cualquier naturaleza que contengan información cuyo conocimiento sea de interés para comunidades o grupos de personas. Queda a salvo el secreto de las fuentes de información periodística y de otras profesiones que determine la ley.

Observación: El acceso irrestricto a “documentos de cualquier naturaleza que contengan información cuyo conocimiento sea de interés para comunidades o grupos de personas” implica para la República la virtual imposibilidad de mantener en reserva cualquier información. Entre otros, proyectos relativos a la política económica, la defensa nacional o la industria de los hidrocarburos, los cuales obviamente contienen información cuyo conocimiento es de interés para especuladores, traficantes de armas, terroristas o competidores. Los documentos relativos al proyecto de reforma constitucional, que el decreto presidencial considera confidenciales, contienen asimismo información de interés para comunicadores y políticos.
Cabe advertir que el artículo 155 de la Ley Orgánica de la Administración Pública adhiere a este régimen de casi absoluta publicidad de los archivos de los poderes públicos al pautar que “toda persona tiene el derecho de acceder a los archivos y registros administrativos (…) por tanto, establece un régimen de acceso total, sin otro límite que la Constitución -que solo fija alguno en lo relativo a seguridad y defensa- o la ley especial, la cual difícilmente podrá vetar el acceso.

Sugerencia: se debería sustituir la última oración del Art. 28 por: “Igualmente, podrá acceder a los documentos de los archivos del Estado cuando no exista otra manera de probar un derecho que le concierna en forma directa”.

Fuente: http://www.ultimasnoticias.com.ve/noticias/opinion/luis-britto-garcia-acceso-la-informacion/

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El arte de escuchar

Por: Graziella Pogolotti

Más vigente que nunca, el pensamiento vivo de Fidel se orienta estratégicamente hacia un horizonte de emancipación, teniendo en cuenta siempre la percepción concreta de la realidad. Así, en sus Reflexiones, avizoró las grandes amenazas que penden sobre el destino de nuestra especie. Enraizada en el conocimiento de los procesos históricos que han conformado nuestro país, su visión no es localista. Tiene alcance universal.

La gran tarea de hurgar en su ideario, indispensable en medio de los desafíos de la contemporaneidad, exige seguir paso a paso, en su integralidad y en sus contextos, la secuencia de sus discursos, adheridos siempre a las demandas de la inmediatez e inscritos en un marco conceptual riguroso y asequible a todos, nunca aferrado a doctrinarismos abstractos. Su rasgo característico reside quizás en su naturaleza dialógica señalada por el Che al describir en El socialismo y el hombre en Cuba su intercambio productivo con las masas en el inmenso espacio de nuestra Plaza de la Revolución. Otra clave imprescindible se encuentra en la singular capacidad de escuchar, aun en esos multitudinarios encuentros, las interrogantes de sus interlocutores. De ese toma y daca dimana la organicidad de sus respuestas y la consiguiente autenticidad de su palabra, hecha de verdad y de convicción profunda.

Para los que no habían nacido entonces y para quienes vivimos esa etapa, vale la pena recordar el inicio de los noventa del pasado siglo. Fidel preparó al pueblo, cuando todavía no se había producido el acontecimiento, ante la posibilidad de que la Unión Soviética se desgajara. Aunque resulte dura, la verdad constituye cimiento de unidad, fuente de confianza y plataforma indispensable para el diálogo. A lo largo de los difíciles años del periodo especial, tuve el privilegio de participar en numerosos encuentros con el Comandante. Había que juntar voluntades para emprender el áspero ascenso hacia la resistencia por la salvaguarda de cada uno y de la patria conquistada. La precariedad económica tenía inevitable repercusión en la vida de la sociedad. En esa coyuntura, los escritores y artistas reunidos en el seno de la Uneac concedieron prioridad al análisis de los problemas que emergían en su entorno.

Dejaron de lado preocupaciones gremiales para volcarse hacia el ancho territorio del país. Abordaron temas relacionados con la preservación de la ciudad, con la existencia de jóvenes alejados del estudio y del trabajo, con el rebrote de manifestaciones de racismo. Respetuoso siempre, Fidel escuchaba con esa excepcional capacidad de concentración que le permitía taladrar el trasfondo de las palabras y los gestos, profundizar en el examen de cada asunto, percibir la dimensión concreta del presente, captar las referencias del pasado y proyectar la mirada hacia las repercusiones futuras de cada fenómeno. En esa intensidad del pensar se articulaban la observación del detalle, las interconexiones existentes entre las distintas esferas de la realidad y las indispensables definiciones conceptuales. Vendría luego el habitual bombardeo de preguntas. Muchas solicitaban mayor grado de precisión. Otras, totalmente imprevistas por el interlocutor, revelaban acercamientos a costados más profundos del tema, así como la rapidez y la intensidad de la reflexión creativa que acompañaba en Fidel el modo activo y crítico de escuchar al otro. Sus comentarios no clausuraban de manera definitiva el debate, aunque en ocasiones se impusiera la necesidad de tomar medidas o de investigar de forma más exhaustiva algunos asuntos.

Percibíamos todos el afán por conocer los matices de una realidad compleja, ninguna palabra caía en el  vacío. En esa transparencia del diálogo, todos nos sentíamos partícipes y, por lo tanto, entrañablemente comprometidos, sabíamos que nuestra visión podía resultar parcial, que contendría quizás alguna apreciación errónea. Pero el conglomerado allí reunido procedía de todos los rincones de la Isla, ejercía prácticas artísticas diversas  y sostenía vínculos de variada naturaleza con la comunidad y con sectores de un público más amplio. Conformábamos entre todos un rico mosaico que abocetaba el paisaje de un universo social en rápida evolución.

El arte de escuchar revela las verdades ocultas tras las apariencias. Constituye la base de un permanente aprendizaje, en términos concretos, de las realidades contradictorias y cambiantes de la vida y de la historia. Asienta el diálogo y el compromiso entre los interlocutores. De esa manera, sin perder de vista el esencial propósito emancipador, el pensamiento vivo de Fidel penetró con mirada visionaria el palpitar de la época. Vio desarrollarse la hierba que aún no había nacido. En las páginas de La historia me absolverá, más allá de la lucha inmediata contra la tiranía, en el reconocimiento de la enseñanza martiana se advierte el lastre de la condición colonial junto al subdesarrollo heredado de ella. Ahí está la clave de la emancipación proclamada entonces. El pueblo se define a partir de sus componentes concretos reveladores de la miseria de muchos y la dignidad lacerada de todos. Por eso afirmará, al llegar a La Habana en el enero triunfante del 59, que el verdadero combate estaba  comenzando. Ajeno a dogmas y sectarismos, edifica la unidad y vincula la Isla liberada al movimiento descolonizador de los sesenta. En términos apremiantes, insiste desde fecha temprana en que el carácter depredador del capitalismo habrá de precipitar el exterminio de la especie.

En el pensamiento vivo de Fidel, los hombres y las mujeres de hoy han de encontrar una guía para la acción. Educado en el colegio de Belén, el hijo de Birán hubiera podido transitar por una brillante carrera profesional, según las normas de la sociedad burguesa. El arte de escuchar lo llevó a descubrir, en su tierra de origen, la infinita tragedia que pesaba sobre los desamparados. De ese vínculo con las realidades concretas, nacieron vocación, pensamiento y destino. No tuvo reparos en arriesgar la vida. Al igual que Martí, confió en el mejoramiento humano. Esa entrega lúcida de vida y obra a la causa de la humanidad dan la medida de la inmensa estatura del revolucionario. Es la razón de su vigencia.

Fuente: http://www.granma.cu/opinion/2017-11-27/el-arte-de-escuchar-27-11-2017-01-11-44

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UCJC, Católica de Ávila y Alfonso X el Sabio, las universidades menos transparentes

Por: Hector G. Barnés

En septiembre de 2012 se publicó la primera edición del ‘Informe de transparencia voluntaria en la web de las universidades españolas’, un examen realizado por la Fundación Compromiso y Transparencia que analizaba el nivel de información que los centros de educación superior españoles ofrecen de manera pública. Desde entonces, la situación ha mejorado sensiblemente. Si en aquel primer año no había ninguna universidad que cumpliese todos los criterios para ser considerada transparente, en esta ocasión el porcentaje asciende hasta el 55%. Una tendencia que prolonga la del año pasado.

Lo que la edición de este año muestra es que, si bien muchos de los centros públicos han cambiado sus políticas para encajar en dicha definición, no se puede decir lo mismo de los privados. “El caso de las universidades privadasdista aún mucho de los buenos resultados cosechados por las públicas”, recuerdan en el informe sus autores, Javier Martín Cavanna, director ejecutivo de la Fundación, y Esther Barrio. En la presente edición, de las 26 universidades privadas analizadas, tan solo tres pueden clasificarse como transparentes. En la edición de 2013, la primera en la que se analizaron, todas eran opacas.

La situación es muy diferente en los centros públicos, donde se ha mejorado sensiblemente. De las 49 universidades que componen la muestra, 26 son calificadas como transparentes, y hasta un 80% de ellas satisfacen el 75% de los indicadores del informe. Los autores recuerdan que esta diferencia no se traduce en, simplemente, “colgar información”, sino en que “esta cada vez tenga más calidad, sea más relevante y que a la hora de comunicarla sea comprensible para todos”. La Fundación recuerda que, sin su participación activa a través de este informe, es probable que nunca se hubiesen alcanzado dichos objetivos.

Tan solo hay dos universidades públicas consideradas opacas en el informe, la Universidad Politécnica de Valencia y la Universidad de Oviedo

“Estamos convencidos de que nuestro informe ha servido de incentivo para que las universidades aumenten la transparencia de su información en la web y consideren la necesidad de rendir cuentas a través de este canal”, recuerdan los autores. Tan solo hay dos universidades públicas consideradas opacas en el informe, la Universidad Politécnica de Valencia (14) y la Universidad de Oviedo (12). En cuanto a las privadas, a la cola se sitúan la Camilo José Cela (4), la Católica de Ávila (5) y la Alfonso X el Sabio (5). Sin embargo, son 26 los centros públicos transparentes, con la Universidad de Cantabria a la cabeza (27). Le siguen la de Castilla La-Mancha, Córdoba, Jaén, La Rioja, Pompeu Fabra y Rey Juan Carlos. Entre las privadas, destacan la Vic-Central de Cataluyna (27), Nebrija (22) y la de Navarra (21) como las tres más transparentes.

¿En qué destacan?

Las universidades públicas han mejorado en todos los criterios a lo largo de los últimos seis años, salvo en uno, el gobierno. La razón, recuerdan los autores, es la incorporación de un nuevo indicador relacionado con la publicación de actas, que ha provocado que descienda el porcentaje. En este apartado, no obstante, destaca sensiblemente la Universidad Pompeu Fabra que, según el documento, “informa de manera muy clara de los órdenes del día, acuerdos y calendario de sesiones de sus órganos de gobierno”.

La situación es muy diferente en los centros privados, donde algunos incluso han obtenido peores puntuaciones que el pasado año. “Otras universidades que en otras ediciones presentaban altos índices de cumplimiento, en este informe han empeorado al no publicar la información de forma íntegra o actualizada, dos de las condiciones necesarias para darla por buena”, recuerdan los autores. Estas, por lo general, han mejorado en la mayoría los criterios, pero a un ritmo mucho más lento que en las públicas. Una de sus asignaturas pendientes es la información económica, especialmente en lo que se refiere a su presupuesto. Tan solo Vic-Central de Catalunya publica todo lo exigido.

En otros casos, universidades como Deusto, Navarra, Mondragón y Nebrija tan solo desvelan una escueta información sobre ingresos y gastos. El informe lamenta especialmente el caso de Mondragón, que publican sus estados financieros “solo en euskera”. Resulta llamativo que las privadas apenas alcancen un 47% en los criterios de oferta y demanda académica (frente al 77% de las públicas). Aunque hayan llegado a un 100% en lo que respecta a titulaciones (por razones obvias), en muchos casos, estos centros no presentan información actualizada al presente curso. Y, en algunos casos, han eliminado dicha información, como ocurre con las de San Antonio de Murcia, Navarra, CEU Cardenal Herrera, Internacional de La Rioja y San Jorge.

Las privadas publican menos información sobre la empleabilidad de sus egresados, así como sobre los resultados de la actividad investigadora

Otro criterio llamativo es el de los resultados. Una vez más, las públicas ascienden hasta el 76% (desde el 29% del año 2011) –especialmente destacado en lo que se refiere a la posición en ‘rankings’ y empleabilidad–, pero las privadas se quedan en un 56% (desde el 21%, y dos por debajo del año pasado). Esto se debe a la disminución en la información que publican sobre la empleabilidad de sus egresados, así como a la relativa a los resultados de la actividad investigadora. Cabe preguntarse, por lo tanto, si muchos de estos centros no ocultarán dicha información al considerar que puede resultarlescomercialmente negativa y, por lo tanto, carecer de incentivos para hacerlo.

¿Cuál es el futuro?

El informe de este año plantea por primera vez una clara separación entre los centros públicos y los privados en cuestión de transparencia. Mientras unos acatan los criterios, los otros parecen más reacios a hacerlo. Las recomendaciones del Tribunal de Cuentas en sus informes sobre fiscalización de las universidades públicas, así como un mayor escrutinio de las actividades de estos centros tras la crisis, pueden haber sido determinantes a la ahora de “ponerse las pilas”, especialmente en lo que se refiere a gobernanza. Como señala el informe, “lo que el Tribunal está poniendo de manifiesto es que existe una falta de control interno importante en los centros universitarios debido a la complejidad de la estructura de gobernanza actual”.

De ahí que la próxima edición del informe no analizará los centros públicos, sino tan solo los privados, ya que se dedicará ese tiempo a seleccionar unos nuevos indicadores que formen parte de una segunda etapa del informe. “El nivel alcanzado por las universidades públicas nos ha movido a otorgarnos un plazo de un año para elaborar nuevos indicadores de transparencia y buen gobierno que contribuyan a elevar la calidad de la información proporcionada por las universidades”, recuerda el informe. Estos se centrarán, ante todo, en gobernanza, resultados e información económica.

Las privadas, que parecen estar quedándose atrás, seguirán siendo analizadas como hasta la fecha. El informe, no obstante, valora positivamente los esfuerzos que la Universidad Internacional de Catalunya ha realizado para seguir los pasos de otros centros como Vic-Central de Catalunya, Nebrija y Navarra en sus buenas prácticas a la hora de proporcionar información útil. Es el gran reto por delante de la universidad española en cuestión de transparencia: que los centros privados estén a la altura de los públicos a la hora de comprometerse con la publicación de los datos que sus profesionales, el sector, los estudiantes y la sociedad en su conjunto tienen derecho a conocer.

Que las privadas no estén financiadas con dinero del Estado no significa que no deban dar información relevante a sus ‘stakeholders’

Recomendaciones

El informe se cierra con un decálogo de consejos que pueden favorecer esas buenas prácticas:

Mecanismos internos de control e impulso. Es importante que los responsables de la gestión en los centros universitarios se planteen objetivos anuales y den cuenta de su grado de cumplimiento.

La universidad en la web, no la web de la universidad. En el segundo caso, la finalidad es subir contenidos informativos a la web, el primero implica desarrollar un sistema de gestión interna a partir de los datos existentes.

Información actual. Sería aconsejable fijar plazos internos para disponer y publicar en la web datos relativos a matriculaciones, oferta y demanda académica u otros.

Facilitar, no difundir. Las universidades deben seguir avanzando por mejorar la claridad y accesibilidad de su información. Formatos como el PDF no son de ayuda para facilitar la visibilidad de la información.

La transparencia está en los detalles. A menudo, los datos se presentan de forma agregada por ramas de conocimiento, ciclos o centros; sin embargo, deberían ofrecerse en relación con cada una de las titulaciones.

Los retrasos no valen. Muchos centros presentan sus informes de fiscalización económica con un año o más de retraso. En algunos casos, el último se remonta al ejercicio económico 2014.

Ser privada no significa privar de información. El hecho de que no estén financiadas con dinero del Estado no significa que no deban dar información relevante a sus ‘stakeholders’, entre los que se encuentran los alumnos, los padres, los profesores, los donantes o la sociedad científica.

Fuente: https://www.elconfidencial.com/alma-corazon-vida/2017-11-23/transparencia-universidades-2016_1481925/

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