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Brasil se junta a movimento global pelo clima com críticas a Bolsonaro e pedido de defesa da Amazônia

América del Sur/Brasil/22-09-2019/Beatriz Jucá/ El País

Protestos aconteceram em ao menos cinco Estados e no Distrito Federal. “Ei, você aí, sem Amazônia não tem açaí”, entoavam os manifestantes na Paulista.

Manifestante na avenida Paulista, nesta sexta.
Manifestante na avenida Paulista, nesta sexta. BEATRIZ JUCÁ

A crise ambiental na Amazônia provocada pelo aumento expressivo das queimadas na região e a reação pouco incisiva do presidente Jair Bolsonaro para conter o problema tem colocado o Brasil sob os holofotes na defesa ambiental internacional. O presidente, que já vinha sendo cobrado por líderes internacionais e mesmo pelo mercado financeiro sobre a questão, agora vê essa pressão chegar às ruas. Nesta sexta-feira, acompanhando o movimento mundial de protestos que reuniu milhões de pessoas em mais de 150 cidades no mundo, estudantes e ativistas brasileiros cobraram políticas efetivas do Governo contra o desmatamento e pediram a defesa dos povos indígenas. Ao menos cinco Estados (São Paulo, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco), além do Distrito Federal aderiram aos atos.

«Se você não mudar, não vai dar pra respirar”, entoavam estudantes secundaristas na avenida Paulista, que recebeu a marcha mundial pelo clima na tarde desta sexta. Na capital paulista, estudantes, ativistas, indígenas, militantes partidários e até crianças se reuniram na tentativa de chamar a atenção do Governo e da sociedade por ações concretas contra o aquecimento global. Pediram a saída do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticaram Bolsonaro e aproveitaram para reclamar também sobre os recentes cortes na educação. O foco, entretanto, era mesmo a Amazônia. “Ei, você aí, sem Amazônia não tem açaí”, entoavam os manifestantes, em ironia a uma das grandes fixações paulistanas. A boliviana Olga Flores, por exemplo, pedia união da América Latina para conter os incêndios na floresta e criticava a política ambiental do presidente de seu país, Evo Morales. “Peço que nos apoiem também contra os incêndios na Bolívia”, dizia ela, no palanque.

Ará Mirim, da etnia Guarani, foi do Jaraguá (na zona norte) à Paulista com um grupo de indígenas para participar do ato, em um momento em que o Governo afirma que não demarcará mais terras indígenas. Ela diz que a manifestação pelo clima é importante para conscientizar as pessoas da importância de preservar as florestas, mas pondera que o ato precisa estimular ações concretas tanto dos governantes quanto da sociedade. “Todos temos que agir pra regenerar a terra. Nós, indígenas, fazemos isso por todo o planeta. Não precisamos de terra para fazer nossa casa, mas para comer e cuidar dela”, diz.

Por volta das 16h, famílias inteiras se aglomeravam no vão livre do MASP. Na concentração do ato, faziam oficinas de cartazes. “O clima está mudando, mas e você?”, questionava um deles. “+ Amazônia – Ruralistas”, dizia outro. As mensagens tentavam alertar para espécies em extinção, defendiam a necessidade de preservar o planeta e até os dados ambientais, muitas vezes criticados pelo Governo durante este ano. A professora Diambas Franzem levou o filho e o marido porque entende que atos como este são uma oportunidade de fortalecer os movimentos sociais nas ruas. “Essa pauta deveria ser uma luta da esquerda e da direita”, defendeu.

BEATRIZ JUCÁ

Fumaça preta

No dia anterior às manifestações, São Paulo e outras cidades das regiões Sul e Sudeste foram encobertas, novamente, pela fumaça de queimadas trazidas pelos ventos úmidos da Amazônia. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a fumaça que encobriu cidades dos Estados de São Paulo e do Paraná haviam se deslocado tanto de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul quanto da Bolívia e do Paraguai. O encontro dessa fumaça com uma frente fria tem causado chuvas no Sul e no Sudeste. No mês de agosto, a cidade de São Paulo já havia sofrido impactos das queimadas, quando a cidade escureceu no meio da tarde por conta da fumaça vinda do Norte e do Centro-Oeste.

Os protestos para deter o aquecimento global acontecem às vésperas da Cúpula do Clima de Nova Iorque, um encontro internacional contra o aquecimento global, que não terá o discurso de um representante do Brasil. A Organização das Nações Unidas (ONU) havia solicitado aos países que apresentassem um plano com seus compromissos climáticos e selecionou os 63 que tinham os discursos mais inspiradores. A proposta do Brasil, que tinha interesse em falar na reunião, foi vetada. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, confirmou que participará da Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima terça-feira, um dia depois da Cúpula do Clima. Lá, ele fará um discurso centralizado em críticas aos regimes políticos da Venezuela e de Cuba, mas diz que também dará uma resposta às recentes declarações do presidente francês Emmanuel Macron de que o debate sobre a internacionalização da floresta amazônica estava «em aberto». Bolsonaro defenderá a soberania do Brasil sobre a Amazônia.

As posturas do presidente sobre a questão ambiental têm gerado fortes pressões internacionais sobre Bolsonaro. O presidente assumiu o mandato prometendo não demarcar mais nenhum centímetro de terra indígena e defendendo a exploração de minérios na Amazônia. Se por um lado seu Governo vem desidratando a fiscalização da região, Bolsonaro colocou ainda mais combustível na crise com declarações nas quais minimiza a mudança climática e o desmatamento ilegal. O Brasil registrou entre janeiro e a terceira semana de agosto um total de 71.497 focos de incêndio, o maior número do mesmo período nos últimos sete anos, e pouco mais da metade ocorreu na maior floresta tropical do mundo.

Tudo isso acontece em um contexto em que a responsabilidade ambiental, social e de governança (conhecida sob a sigla em inglês ESG) tem se tornado um critério crescente nas carteiras de fundos de investimento em todo o mundo. A reação do mercado financeiro à crise amazônica veio forte. Neste mês, empresas como H&M, VFcorp, Vans e The North Face anunciaram que deixariam de comprar couro brasileiro até que o país apresentasse um plano crível de que esse material não contribuía para o desmatamento da Amazônia.

A resposta mais dura, porém, aconteceu nesta semana: na última quarta-feira, um total de 230 fundos de investimento internacionais publicaram um manifesto, colocando mais pressão para que o Governo brasileiro apresente medidas efetivas para proteger a floresta amazônica e deter o desmatamento. Juntos, esses fundos administram 16 trilhões de dólares (cerca de 65 trilhões de reais), um valor equivalente a cerca de nove vezes o PIB do Brasil referente a 2018.

Referência de informações: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/20/politica/1568998640_977541.html

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Bolivia: Jóvenes bolivianos se integran a la lucha contra el cambio climático

América de Sur/Bolivia/22-09-2019/Prensa Latina
Bolivia promueve hoy el protagonismo de los jóvenes en la lucha contra el cambio climático, y como resultado de esa iniciativa cinco nacionales acompañarán al presidente Evo Morales a una conferencia de las Naciones Unidas sobre el tema.
«Hemos realizado un ejercicio que vincula a los jóvenes con el sistema multilateral y el tema del cambio climático, mediante la discusión y concertación como en Naciones Unidas», explicó la vicecanciller, Carmen Almendras.

La víspera, se realizó el encuentro final del Foro de Negociación Multilateral Juvenil 2019, donde fueron elegidos cinco representantes de ese grupo poblacional de diferentes partes del país, que acompañarán al jefe de Estado a la 25 Conferencia de las Partes de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático (COP25), a realizarse del 2 al 13 de diciembre en Santiago de Chile.

El Foro, denominado «Jóvenes contra el cambio climático», se realizó en los nueve departamentos del país y convocó a mil 500 bolivianos, el 60 por ciento mujeres, que profundizaron sus conocimientos sobre multilateralismo y temas medioambientales.

Este formato ha promovido la participación voluntaria de los jóvenes del país «el ejercicio les permitió conocer más sobre la Diplomacia de los Pueblos y mecanismos de negociación», destacó Almendras.

Los cinco jóvenes llevarán las propuestas elaboradas durante el Foro a la COP 25.

«Desde el Ministerio de Relaciones Exteriores, queremos promover la participación activa de nuestros jóvenes organizando el Foro de Negociación Multilateral Juvenil 2019: Jóvenes contra el Cambio Climático Rumbo a la COP 25», expresó recientemente el canciller Diego Pary.

Ese encuentro fue organizado por los Ministerios de Relaciones Exteriores, de Medio Ambiente y Agua, y la Autoridad Plurinacional de la Madre Tierra, en coordinación con los representantes del sistema de las Naciones Unidas en este país.

Durante los talleres departamentales, los participantes dialogaron y recibieron capacitación sobre el multilateralismo, la justicia climática y cuál es la posición boliviana respecto esos temas, de manera que se generen propuestas para debatir en los foros internacionales, agregó Pary.

Asimismo, el director de la Autoridad Plurinacional de la Madre Tierra, Iván Zambrana, resaltó que ningún país realiza esta iniciativa de incluir y visibilizar las propuestas de los jóvenes sobre cambio climático.

«Estamos empezando un proceso, que espero continúe más allá de la COP25, porque es un mecanismo de participación de los jóvenes, la única manera de resolver el problema es trabajar todos juntos en el ámbito del cambio climático», agregó.

Fuente e imagen: https://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=306897&SEO=jovenes-bolivianos-se-integran-a-la-lucha-contra-el-cambio-climatico
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Cuba: Mujeres frente a la trata, una realidad existente.

América Central/Cuba/22.09.2019/SEMlac/www.rebelion.org

Coerción y explotación, rasgos típicos de la trata de personas, aparecen reflejadas en las 21 causas juzgadas entre mayo de 2017 y mayo de 2018 en Cuba, por fenómenos como el proxenetismo, la corrupción de menores, la venta y tráfico de menores y la propia trata de personas, sostiene el último informe presentado por la nación caribeña sobre la prevención, enfrentamiento y protección a las víctimas de este flagelo.

«El acusado a finales del año 2015 inició una relación amorosa con una ciudadana y comenzaron a residir juntos. A los quince días le propuso a la mujer buscarle hombres para tener relaciones sexuales a cambio de dinero, y la ciudadana debía entregar el dinero al acusado. En junio de 2017, luego de tener relaciones con un extranjero, el acusado le quitó el dinero y la golpeó fuertemente por todo el cuerpo y le colocó en la espalda un cuchillo para amenazarla de muerte si desobedecía, luego la dejó encerrada con llave durante dos semanas. En una ocasión donde dejó la casa sin cerrojo, la víctima fue a la estación de la policía y formuló la denuncia».

Así puede leerse en una de las reseñas del informe sobre el Enfrentamiento Jurídico-Penal a la Trata de Personas y Otros Delitos relacionados con la Explotación o con el Abuso Sexual que cada año, desde 2013, Cuba envía a las Naciones Unidas.

El documento reconoce como baja la incidencia de este fenómeno en la Mayor de las Antillas, «lo cual se debe fundamentalmente al carácter eminentemente preventivo de las políticas sociales y estatales cubanas, a la política de Tolerancia Cero, así como a la ausencia de redes delictivas organizadas que estén radicadas en el territorio nacional».

Para Lydia Guevara, integrante de la Unión de Juristas de Cuba y de la secretaría de la mujer de la Asociación Latinoamericana de Abogados Laboralistas, este exiguo número de hechos de trata de personas está asociado a políticas sociales y de seguridad ciudadana, a la igualdad de oportunidades y a programas para el empoderamiento de la mujer.

Ello no significa que no existan «áreas de preocupación, como los casos de abuso sexual de niños y niñas en el entorno familiar, la migración irregular y los jóvenes que emigran con contratos de trabajo aparentemente legales, que son víctimas de explotación», advirtió la jurista en el Panel «Trata y Tráfico ilegal de personas con enfoque de derecho penal, de familia y civil y laboral», celebrado el pasado 29 de agosto, durante el V congreso Iberoamericano sobre acoso laboral e institucional.

«Cuando hablamos de trata en Cuba sentimos que es algo bastante ajeno a nuestra realidad y eso hace que fallemos en percibir algo que está delante de nosotros, que sí está sucediendo», refirió por su parte la profesora de Derecho Civil de la Universidad de La Habana, Lisy Jorge.

Arnel Medina, vicedecano de la Facultad de Derecho de la Universidad de La Habana, consideró que el problema de la trata en todos los países del mundo, incluida Cuba, es que es un fenómeno invisibilizado que no puede desconocerse.

«Estamos hablando de la que es reconocida como la tercera actividad más lucrativa del mundo, después del tráfico de drogas y de armas: la trata y el tráfico de seres humanos, si bien la corrupción pública y privada se ha posicionado en los últimos años por delante de estas ilícitas», dijo.

De cara a Cuba

La nación caribeña mantiene la colaboración internacional para la investigación y solución de estos hechos.

De acuerdo con la investigación «Trata de personas en Cuba. Una mirada con perspectiva de género», de Damila Hechevarría Argudín, y publicada en el número 56 de junio de 2018 en la revista Sexología y Sociedad, del Centro Nacional de Educación Sexual, las víctimas del delito son en su mayoría mujeres jóvenes y la explotación sexual fue la mayor manifestación detectada. «Cuba funge como territorio de origen de la trata transnacional, teniendo en cuenta lo que expresan los informes cubanos y de conformidad con los procesos penales desarrollados. Existen grupos de cubanos vinculados con extranjeros que se dedican a la captación y el traslado de las víctimas cubanas mediante el engaño, les retiran los pasaportes u otros documentos de identidad, son privadas de libertad y controlan sus movimientos para presionarlas a ejercer la prostitución o el trabajo forzado», señala el estudio.

Según Hechevarría Argudín, el abordaje de esta problemática en el país se realiza desde diversas instituciones, con la participación de los organismos de la administración central del Estado, así como de otras organizaciones.

Cuba ha suscrito y ratificado los principales instrumentos internacionales sobre la materia, entre los que destacan la Convención de Naciones Unidas contra la Delincuencia Organizada Transnacional o Convención de Palermo (2000) y el Protocolo para Prevenir, Reprimir y Sancionar la Trata de Personas, Especialmente Mujeres y Niños, complemento de dicha convención.

No obstante, un elemento importante que señala el estudio, a partir de criterios de especialistas de instituciones como el Tribunal Supremo Popular, La Fiscalía General y el Ministerio de Justicia, es que el delito no está correctamente tipificado o regulado en el Código Penal cubano, en relación con los instrumentos jurídicos internacionales.

Ello, agregan, podría influir en que se minimice el número de casos detectados, se dificulte el trabajo en la identificación del delito y limite el correcto desarrollo de acciones y protocolos para la atención a las víctimas.

De acuerdo con información del Ministerio de Relaciones Exteriores, un factor que repercute negativamente en la trata de cubanos es el tráfico ilícito de migrantes de Cuba, con destino a los Estados Unidos u otros países de la región, a partir de las facilidades que brinda la Ley de Ajuste Cubano y que brindaba la política de «pies secos-pies mojados», debido a que muchas de las personas traficadas son obligados a saldar las deudas con los organizadores mediante la promoción o práctica de la explotación sexual, laboral, o la ejecución de actividades delictivas.

La investigación sostiene que el grupo de mayor vulnerabilidad son mujeres entre los 18 y 35 años, procedentes en su mayoría de las provincias orientales, con baja y regular posición económica y condiciones de vida. La finalidad con mayor manifestación fue la explotación sexual.

Mujeres, niños y niñas al centro de la trata

El 87 por ciento de las víctimas de trata en el mundo lo son con fines sexuales, el cinco por ciento para trabajos forzosos y el resto para otras modalidades, apuntó la profesora Lisy Jorge.

Según estadísticas internacionales, 21 por ciento de las víctimas de trata en el mundo son hombres, 41 por ciento mujeres, 23 por ciento niñas y siete por ciento niños, precisó.

Estos porcentajes suben significativamente en América Central y el Caribe, donde nueve por ciento de las víctimas de la trata son hombres, 25 por ciento son mujeres y 55 por ciento son niñas, puntualizó.

Según la especialista, «la mayoría de los niños y las niñas que son víctimas de trata en esta área y en el mundo lo son con fines sexuales. Es interesante que los hijos e hijas de las mujeres y hombres víctimas de trata no son contabilizados como víctimas, cuando muchas veces los acompañan durante las travesías», comentó.

Para la experta, prevenir y combatir este flagelo depende de que se alineen muchas fuerzas. «Nadie por sí solo puede, ningún Estado o institución», remarcó.

Jorge destacó que hay un grupo de factores a tener en cuenta en el ámbito de la familia, como potenciar la autoestima de niños y niñas, así como la parentalidad positiva con la participación de ambos padres en la educación de sus hijos. En el ámbito de la comunidad es preciso establecer redes de orientación y vigilancia para prever y detectar ese niño o niña que puede ser víctima de la trata; del mismo modo en las escuelas.

No menos importante, sostuvo Jorge, es la recolección de datos para conocer las cifras. «Lo que no se sabe no se puede combatir. Saber la incidencia de este fenómeno permite orientar las políticas públicas, capacitar y elaborar protocolos de actuación para la identificación y atención a las víctimas».

Explotación con fines laborales

La profesora Lydia Guevara llamó la atención sobre otra problemática actual vinculada a la trata de personas en el mundo y la región. «La Organización Internacional del Trabajo estima que América Latina ocupa el segundo lugar en el mundo, después de Asia, en cuanto a trabajadores forzosos».

Explicó que pocos países del continente han hecho un esfuerzo sistemático para investigar y documentar estas prácticas. «La Organización Internacional para las Migraciones (OIM) señala que el foco sobre la trata con fines de explotación sexual puede haber obstaculizado los esfuerzos de las organizaciones no gubernamentales y otras agencias para identificar y asistir a las víctimas de la trata para explotación laboral», dijo.

Dentro de esta modalidad de trata, el profesor Elías García Rosas, de la Universidad Autónoma de México, enfatizó en la importancia de sacar a la luz una de las manifestaciones más ocultas: los servicios domésticos. «Es frecuente observar el aislamiento de muchas personas que ejercen el trabajo doméstico derivado de las barreras lingüísticas y la falta de calificaciones, lo que las hace particularmente vulnerables a la trata de personas y el trabajo forzado».

Guevara destacó que la legislación cubana se rige por principios constitucionales en el Código del Trabajo, que colocan el trabajo como un derecho y un deber, refrendan la libertad de elección de trabajo, la igualdad de oportunidades y no discriminación y la prohibición del trabajo infantil.

Para erradicar la trata en todas sus variantes, dijo, «las sociedades deben dejar de ser cómplices por la tolerancia, e invisibilizar al que promueve esta actividad. De lo contrario, se perpetúan estas formas de explotación, las víctimas son estigmatizadas y se pierden oportunidades para la persecución a los tratantes», concluyó.

Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=260622&titular=mujeres-frente-a-la-trata-una-realidad-existente-

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España: El abandono escolar no mejora lo suficiente

Europa/España/22.09.2019/Pablo Gutiérrez del Álamo/eldiariodelaeducacion.com

El aumento de la matrícula en estudios postobligatorios estos últimos años no ha sido suficiente para alcanzar el objetivo del 15% para 2020.

Desde el comienzo de la crisis económica las tasas de abandono escolar temprano no han parado de crecer, prácticamente a un ritmo de 1,7 puntos porcentuales anuales de media. Bien es cierto que en los últimos años, desde 2015, ese descenso ha sido cada vez más y más lento. Hasta colocarnos una décima por debajo del 18%.

Son buenas noticias, pero no del todo. España se quedará por encima del objetivo europeo 2020 del 15% (para el resto del continente la cifra es del 10%), aunque algunas comunidades autónomas como Euskadi lo han logrado ya hace algunos años.

La manera de acercarse al fenómeno del AET es muy dispar. En el análisis que se hace en el volumen (editado por las fundaciones Ramón Areces y Europea Sociedad y Educación en colaboración), Lucas Gortázar hace un sucinto análisis de qué dos posibilidades de explicación hay al fenómeno de la bajada y su ralentización. Depende de si se atiende a que la bajada se haya producido por elementos externos al sistema, más coyunturales, o si ha venido porque el propio sistema educativo ha producido cambios internos suficientes para haber provocado esta bajada de la tasa.

Julio Carabala, sociólogo de la educación, lanzó la idea de que para seguir reduciendo las tasas de AET habría dos caminos fundamentalmente. Por una parte, que aumentase la matrícula en las diferentes etapas con lo que, lógicamente, algo mejoraría la tasa y, por otra parte, que alcanzar algunos de los títulos de secundaria postobligatoria fuera más fácil.

En un análisis previo que hiciera hace tres años para el mismo volumen de indicadores, Carabaña desentrañaba cómo países de nuestro entorno han apostado por una vía o por otra. España, al igual que otros como Dinamarca o Luxemburgo, hizo mayor hincapié en el aumento de la matrícula en estos estudios pero, al pasar de los años y de lo peor de la crisis, este sistema parece demostrar que no puede asumir más bajada.

Por otra parte, en el mismo análisis, el catedrático de la Complutense, señala que una opción para conseguir seguir acercándonos al objetivo deseado del 15% habría que pensar en la posibilidad de que los títulos fueran más fáciles de conseguir, algo que choca profundamente con buena parte del discurso habitual y dominante de que la educación es cada vez más fácil y que no tiene el nivel suficiente.

Los ninis no existen

Carabaña gusta de hacer, de vez en cuando, afirmaciones un tanto polémicas. Desde la posibilidad de que España elimine el título de la ESO para que así pasen más personas a la educación postobligatoria, hasta que «los ninis no existen».

Desde hace años, España ha ostentados unas cifras altas de personas que ni estudian ni trabajan, los famosos ninis. Incluso durante los peores años de la crisis económica, este colectivo, realmente heterogéneo de personas creció. Algo en lo que no se ha detenido demasiada gente. Más allá del casi escándalo de que, presumiblemente, quienes huyeron del sistema educativo cuando había trabajo, volverían a él cuando se esfumaron sectores económicos enteros.

De forma contraintuitiva, sus cifras crecieron. La explicación es relativamente sencilla. Al menos cuando uno escucha a Julio Carabaña aclarar que «los ninis no existen». Su porcentaje entre jóvenes de 15 a 24  años es de 12,4% para 2018. «Por efecto de la suma artificial de los parados y los inactivos».

Los parados son el colectivo de personas que no tiene trabajo pero sí tiene una intención de buscarlo. Los inactivos son personas que no tienen un trabajo (al menos convencional) ni intención de buscarlo. Los primeros han ido variando su porcentaje a lo largo de la crisis y tras esta pasando del 12,8% en 2011 (su valor mayor) hasta el 7,2% de 2018. Sin embargo, en el caso de los inactivos, su tasa ha tenido muy pocas variaciones, como mucho de un punto porcentual, de tal manera que han pasado de ser el 5,4% en 2011 al 5,2 en 2018. Como resumen Carabaña el elemento dinámico son los parados.

«Los ninis son un añadido artificial que desprecia las preferencias de la gente creado por UE para repartir dineros», principalmente dedicados a los programas de Garantía social impulsados por la Unión a partir de 2013. En definitiva, quienes ni estudian, ni trabajan, ni tienen intención de hacer ninguna de las dos cosas, suponen un porcentaje relativamente bajo «y muy parecida en todas partes», argumenta Carabaña.

Para el sociólogo, además de otras consideraciones, el índice supone un retroceso, empezando por plantear la dicotomía de «estudias o trabajas», pero algo tienes que hacer. Cuando, por ejemplo, quienes no estudian ni trabajan y se dedican al trabajo doméstico, es decir, principalmente las amas de casa, estarían dentro de este colectivo.

«Si queremos que este colectivo haga algo, habrá que saber por qué no lo hacen», aseguró Carabaña, quien insistió que algunas de las razones que pueden esgrimir son socialmente aceptadas y aceptables como tomarse un año sabático para decidir qué hacer en el futuro inmediato.

Para Carabaña el indicador de los ninis «supone una regresión, un retroceso» y, además, asegura que lo es en cuatro formas diferentes: analítico («¿Por qué mezclar y confundir lo que está claro?»); moral (porque condena cualquier ociosidad, deslegitima el trabajo informal en el que se incluye el trabajo doméstico); político (porque ignora los gustos personales y las costumbres y legitima al Estado para «salvar a los individuos de sus decisiones equivocadas), y, finalmente, es un retroceso práctico, a juicio de Julio Carabaña, porque, al ignorar a quienes forman el colectivo y sus razones, las políticas públicas quedan sin objetivos claros.

Para el sociólogo, además, el indicador de los ninis, dadas las explicaciones anteriores, debería dejar de utilizarse en la discusión educativa, puesto que su varianza responde únicamente a factores económicos. del conjunto, son los parados los que suben y bajan, mientras que los inactivos se mantienen en cifras virtualmente inalteradas desde el año 2000.

Fuente e imagen: https://eldiariodelaeducacion.com/blog/2019/09/19/el-abandono-escolar-no-mejora-lo-suficiente/

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CLACSO: Convocatoria a presentar artículos «Paulo Freire. Revista de Pedagogía Crítica»

Redacción: CLACSO

Participa el Grupo de Trabajo Educación popular y pedagogías críticas

La revista publica artículos que aborden temáticas educativas y pedagógicas desde una perspectiva problematizadora, buscando contribuir con investigaciones de alto nivel académico al intercambio de ideas y al debate nacional e internacional.

El número 22 de la revista incluirá un dossier dedicado al ámbito temático: Trabajo docente y (re) construcción de movimiento pedagógico.

Dicho dossier se inscribe en el marco de la realización del Primer Seminario Nacional de la Red Estrado – Chile. La Red de Estudios sobre Trabajo Docente es una instancia de reflexión, investigación y estudio en torno a las transformaciones y condiciones que marcan el ejercicio de la docencia en América Latina. Se plantea como un espacio de pensamiento crítico, donde se interceptan y confluyen movimientos sociales, sindicales y académicos, con preguntas sobre los sentidos, consecuencias y circunstancias del trabajo de las/os educadoras/es en el marco de los procesos globales de reforma y contrarreforma que atraviesan nuestra región. En Chile, desde el año 2000 investigadoras/es y sindicalistas chilenas/os han formado parte de esta red, la cual desde el año 2010 es coordinada por Jenny Assaél, Rodrigo Cornejo, Leonora Reyes (Universidad de Chile) y Vicente Sisto (Pontificia Universidad Católica de Valparaíso).

El dossier “Trabajo docente y (re) construcción de movimiento pedagógico”, pretende por un lado, recepcionar investigaciones y estudios sobre las condiciones y transformaciones del trabajo docente, con el objeto de interrogar los sentidos, consecuencias y circunstancias que afectan al trabajo del profesorado en la actualidad nacional e internacional; y por otro, interesa recibir artículos que aborden la construcción de movimiento pedagógico en Chile y América Latina, relevando prácticas, saberes y proyectos levantados por profesores/as y trabajadores/as de la educación en clave democratizadora y emancipadora.

Cabe agregar que otros trabajos pertenecientes a áreas temáticas afines también serán recibidos. Las colaboraciones para este número 22 serán recepcionadas hasta el día 30 de Septiembre del 2019.

Las colaboraciones (informes de investigación, artículos, sistematización de experiencias) enviados deberán ser originales y no deben haber sido publicados con anterioridad en otras revistas y/o libros, excepto que el comité editorial autorice expresamente lo contrario. Todos los artículos que publica Paulo Freire son sometidos a evaluación por revisores/as expertos/as bajo el sistema de doble ciego y podrán ser seguidos a través de la plataforma de la revista.

Las contribuciones a la revista deben realizarse ingresando al link http://revistas.academia.cl/index.php/pfr/login registrándose como autor.

Se requiere incluir en el envío los siguientes documentos:

  • Archivo principal del manuscrito sin ninguna identificación de los/as autores/as.
  • Hoja de presentación del autor/es.
  • Carta de compromiso originalidad y derecho de difusión.

Las directrices para los autores y normas editoriales se encuentran disponibles en:

http://revistas.academia.cl/index.php/pfr/about/submissions#onlineSubmissions

Le invitamos a visitar los veinte números ya publicados por la revista desde el año 2002 a la fecha. El archivo histórico de nuestra revista se encuentra disponible en la plataforma y es de acceso abierto y gratuito http://revistas.academia.cl/index.php/pfr/issue/archive.

Saludos cordiales

Equipo editorial

Paulo Freire. Revista de Pedagogía Crítica

Facultad de Pedagogía

Universidad Academia de Humanismo Cristiano

Huérfanos 1886 – Santiago de Chile

22 787 8262

Consultas: revistapaulofreire@academia.cl

[Más información]

 

Fuente: https://www.clacso.org/actividad/convocatoria-a-presentar-articulos-paulo-freire-revista-de-pedagogia-critica/

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México, el segundo país más letal para las transexuales

Redacción: La Vanguardia

Andrés Manuel López Obrador prometió que su gobierno llevará a cabo investigaciones “efectivas” sobre los delitos de odio contra la comunidad LGBTQ, pero la horrible tendencia se mantiene.

Meses después de ser testigo del asesinato de una amiga, Kenya Cuevas recibió en su casa una corona de flores a su nombre. El mensaje estaba claro: sigue haciendo ruido sobre la muerte de mujeres transexuales y serás la próxima.

México se convirtió el segundo país más letal para las transexuales, por detrás de Brasil, con 261 asesinadas entre 2013 y 2018, según un estudio reciente de Letra S, un grupo de derechos LGBTQ.

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Andrés Manuel López Obrador, quien asumió la presidencia de del país el 1 de diciembre, prometió que su gobierno llevará a cabo investigaciones “efectivas” sobre los delitos de odio contra la comunidad LGBTQ, pero la horrible tendencia se mantiene. Dieciséis mujeres transexuales fueron reportadas muertas en los cuatro primeros meses de 2019, y al menos seis más fueron asesinadas desde entonces, según un conteo de The Associated Press de los casos recogidos en la prensa local.

Como la mayoría de los delitos en México, casi todas esas muertes quedan sin resolver y sin castigar, menos de un 3% de los asesinatos de personas LGBTQ derivaron en condenas desde 2013. Así que los líderes y activistas de la comunidad transgénero están prácticamente solos en su búsqueda de una justicia que se les ha negado durante años.

En esta imagen, tomada el 16 de agosto de 2019, la activista por los derechos de los transexuales Kenya Cuevas fuma mientras habla con otros miembros de la comunidad en un grupo de apoyo, en la Ciudad de México. Foto: AP

Cuevas se pasó al activismo el 29 de septiembre de 2016. Esta noche, su amiga Paola Buenrostro, quien como ella era una prostituta transexualse subió en el Nissan de un cliente y fue baleada varias veces. Cuando Cuevas corrió hacia el lado del copiloto del auto, el hombre la apuntó a la cabeza y apretó el gatillo. El arma se atascó.

Cuevas lo agarró y lo retuvo hasta que llegó la policía, y para entonces ya había comenzado a grabar con su celular. Pero a pesar de los múltiples testigos del homicidio y del video de Cuevas, el hombre quedó libre unos días más tarde.

Indignada, Cuevas dejó poco después la prostitución y fundó la organización Casa de Muñecas para hacer campaña en favor de la protección a las transexuales. Ahora es una de las activistas más conocidas entre un creciente coro de mujeres que buscan un cambio del gobierno mexicano.

Después llegaron las amenazas de muerteCuevas tiene ahora cámaras de seguridad instaladas en su casa y está acompañada por dos guardaespaldas gracias a un programa gubernamental que trata de proteger a periodistas y activistas.

La activista de derechos trans Kenya Cuevas sostiene un teléfono celular que muestra una imagen de su amiga asesinada Paola Buenrostro, en la Ciudad de México. Foto: AP

«Cuando pasó lo de Paola, yo me manifesté y lo hice en público, pidiendo justicia todo el tiempo”, dijo Cuevas. “No quiero trato especial. Solo que me den justicia. Hagan su chamba”.

Según Lina Pérez, presidenta de la organización Cuenta Conmigo, de apoyo a la comunidad LGBTQ, las transexuales asesinadas rara vez recién justicia porque las autoridades suelen ignorarlas.

«Es más fácil la impunidad porque las mismas personas que ejercen la ley creen que son enfermos”, manifestó Pérez.

Las activistas señalan sin embargo algunas victorias en los últimos años. Una importante se produjo en 2014, cuando Ciudad de México se convirtió en pionera en el país al permitir que los transexuales cambien su género y nombre en su certificado de nacimiento, una ley que desde entonces ha sido adoptada en seis de los 31 estados.

Este cambio estuvo impulsado en parte por el grupo activista ProDiana, encabezado por Diana Sánchez Barrios.

Antes de la ley, los transexuales tenían que recurrir a costosos procedimientos judiciales para cambiar sus documentos identificativos, explicó Sánchez Barrios. Hace una década, ella se vio obligada a pasar comprobaciones sobre su estado mental, a proporcionar una letanía de testigos de varias etapas de su vida y a gastar miles de dólares para cambiar legalmente su nombre y su género.

«Es como si estuvieras en juicio solo por ser una mujer trans”, apuntó.

Alrededor de 4,000 mujeres trans modificaron su documentación a raíz de la ley de la Ciudad de México, pero la violencia persiste.

«Somos siempre los más vulnerables. Somos el blanco perfecto para la discriminación”, dijo Sánchez.

ProDiana busca ahora reformas institucionales para evitar la discriminación en áreas clave del gobierno como la policía.

Según Sánchez, la policía «no ha sido una gran aliada para las mujeres trans». La activista describió años de extorsión y violencia a manos de agentes que se supone que deben proteger a los ciudadanos.

La vulnerabilidad es una constante en las vidas de las mujeres transexuales, que a menudo son rechazadas por sus familias y se ven abocadas a la calle. Tanto Cuevas como Sánchez se escaparon de sus casas cuando eran muy jóvenes para iniciar su proceso de transición.

Fuimos a los funerales de compañeras asesinadas y sus familiares no querían que estuviéramos” contó Sánchez. “Tenemos que estar muy lejos de unas relaciones en las vidas de nuestras amigas”.

En muchos empleos se niegan a contratar a transexuales, lo que las obliga a dedicarse a la prostitución y las expone a los peligros de la calle, según activistas.

El asesinato de mujeres transexuales refleja la lucha más amplia del país contra la violencia de los cárteles y las pandillas, con unas tasas de homicidios que alcanzan nuevos récords cada año.

La activista de derechos trans Kenya Cuevas abraza a Angie, una trabajadora sexual transgénero de 20 años, en la Ciudad de México. Foto: AP

En 2018, 53 transexuales fueron asesinadas en el país. Entre ellas estaba una mujer que apareció en un contenedor de basura con la cara tan golpeada por una piedra que era irreconocible. Una fue torturada hasta la muerte por sus captores mientras su familia escuchaba sus últimos momentos de vida por teléfono. Otra apareció desnuda y estrangulada en su cuarto. En ninguno de estos casos se identificó públicamente a los sospechosos.

El pasado 13 de agosto, una mujer trans murió tras recibir ocho puñaladas en la Ciudad de México, según reportes de la prensa local. Su agresor huyó y la policía no tiene sospechosos.

Aunque el gobierno de López Obrador se ha posicionado públicamente a favor de los derechos LGBTQ, no está claro qué protecciones podría poner en marcha ni su visión para combatir la violencia contra la comunidad.

Alexandra Haas, directora del Consejo Nacional para Prevenir la Discriminación, dijo que la administración quiere volver a formar a fiscales y policías en el manejo de casos con prostitutas trans. El gobierno está trabajando con la fiscalía para establecer protocolos unificados en todo México.

«Lograr que a nivel de las procuradurías se tome en serio y como una herramienta de trabajo para nosotros es muy importante«, dijo Haas.

Sánchez señaló que queda mucho trabajo por hacer a todos los niveles del gobierno. Le gustaría ver cómo el ejecutivo federal aprueba una ley de matrimonio igualitario, algo que ahora se gestiona por estados, y se desafían otras decisiones locales que podrían infringir derechos como el cambio legal de género.

«Este gobierno izquierdista que tiene su mayoría en la legislativa y en el Senado y acá en la Ciudad de México, tiene que generar leyes a favor de la diversidad sexual«, manifestó la activista.

En el desfile del Orgullo celebrado en junio en la capital, Cuevas recorrió la principal avenida de la ciudad en lo alto de una carroza para llamar la atención sobre la violencia contra la comunidad trans.

La muerte no ha dejado de perseguirla. En enero, su amiga Pamela Sandoval se convirtió en la primera víctima transexual conocida con el nuevo gobierno.

Cuevas dijo que está dispuesta a soportar las amenazas de muerte si eso supone que puede ayudar a conseguir un mundo más seguro para la comunidad trans mexicana.

Fuente: https://vanguardia.com.mx/articulo/mexico-el-segundo-pais-mas-letal-para-las-transexuales

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El revolucionario material natural desarrollado en Finlandia para reemplazar el plástico

Redacción:  BBC

Uno de los grandes desafíos de la ingeniería de los materiales ha sido lograr crear un producto que sea fuerte y extensible a la vez.

Hasta ahora, aumentar la rigidez de un material significaba reducir su extensibilidad, y viceversa.

No obstante, investigadores en Finlandia han resuelto el problema inspirándose en la naturaleza con ingredientes biológicos para crear un producto realmente revolucionario.

Se trata de una combinación única de materiales que supera en firmeza, resistencia y extensibilidad a los actuales productos sintéticos y naturales y que, además, es biodegradable.

Madera y telaraña

Técnicos e ingenieros de la Universidad Aalto y el Centro de Investigación Técnica VTT, en Finlandia, adhirieron fibras de celulosa de madera a la proteína de la seda de telaraña.

TelarañaDerechos de autor de la imagenGETTY IMAGES
Image caption: La seda de telaraña es uno de los productos naturales más flexibles y resistentes.

El resultado es un material muy firme, elástico y resistente que bien podría reemplazar el plástico en múltiples usos.

Sus aplicaciones futuras incluyen compuestos con base biológica, productos médicos, fibras quirúrgicas, la industria textil, empaques y envoltorios.

Según el profesor Markus Linder, de la Universidad Aalto, la naturaleza ofrece excelentes materias primas que están fácilmente disponibles para el desarrollo de nuevos materiales, como la celulosa rígida y la resistente y flexible seda que se utilizaron en la investigación.

La ventaja de ambos materiales es que, contrario al plástico, son biodegradables y no dañan el medio ambiente ni constituyen un potencial riesgo para la salud como los microplásticos.

«Nuestros investigadores sólo necesitan poder reproducir estas propiedades naturales», señaló el profesor Linder, que también dirigió la investigación.

Materiales y métodos

Uno de los productos naturales que utilizaron provino del abedul, un árbol abundante en los bosques del norte de Europa, que combinaron con proteína de seda clonada sintéticamente.

Bosque de abedulesDerechos de autor de la imagenGETTY IMAGES
Image caption: El abedul es un árbol abundante en el norte de Europa.

La celulosa de la madera y la seda son biopolímeros que demuestran un gran potencial como futuros materiales sostenibles.

También tienen propiedades que se complementan y son aptas para combinarse en materiales compuestos donde la celulosa forma el elemento de rigidez y la seda la matriz resistente.

«Utilizamos pulpa de abedul, desintegrada para obtener nano fibrillas y éstas las alineamos en forma de un andamio firme. Al mismo tiempo, infiltramos esa estructura con una matriz adhesiva de seda de telaraña que es suave y disipa energía», explicó Pezhman Mohammadi, científico investigador de VTT.

La seda es un producto natural que es secretado por animales como gusanos de seda y que también se encuentra en las telarañas.

Sin embargo, la seda utilizada por los investigadores de la Universidad de Aalto no fue realmente tomada de las secreciones de estos invertebrados sino producida por los científicos combinando bacteria y ADN sintético.

«Como conocemos la estructura del ADN, podemos copiarla y utilizarla para fabricar las moléculas de proteína de seda que son químicamente similares a las que se encuentran en los hilos de una telaraña», indicó Linder. «El ADN contiene toda esta información».

Imágenes microscópicas de materialDerechos de autor de la imagenVTT/UNIVERSIDAD AALTO
Image caption: Los investigadores midieron la resistencia de varias combinaciones del material.

Nuevos compuestos

Los investigadores añadieron que su trabajo ilustra las nuevas y versátiles posibilidades de la ingeniería de proteínas.

«En el futuro, podríamos fabricar compuestos similares con materiales básicos ligeramente diferentes y lograr una colección de productos con características diferentes para otras aplicaciones», dijo Pezhman Mohammadi.

«Actualmente, estamos trabajando en la producción de nuevos materiales compuestos como implantes, objetos resistentes a los impactos y otros productos», concluyó el científico.

El proyecto investigativo es parte de un trabajo desarrollado por el Centro de Excelencia en Ingeniería Molecular de Materiales Híbridos Biosintéticos (Hyber).

Fuente: https://www.bbc.com/mundo/noticias-49729591

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