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Como funciona o sistema Universidade Aberta do Brasil, em que houve o desvio de recursos que resultou na prisão do reitor da UFSC

Brasil/Septiembre de 2017/Fuente: Clicrbs

Resumen:  En la mañana de este jueves, la Policía Federal desencadenó la Operación Oídos Moucos, cuyas investigaciones comenzaron a partir de sospechas de desvío en el uso de recursos públicos en cursos de Educación a Distancia ofrecidos por el sistema Universidad Abierta de Brasil (UAB). Dos empresarios, un funcionario y nueve profesores de la Universidad Federal de Santa Catarina (UFSC), incluido el rector Luiz Carlos Cancellier, fueron arrestados de forma temporal o conducidos coercitivamente. El UAB es un sistema instituido en 2006 con el objetivo de expandir e interiorizar la oferta de cursos superiores en el país, a través del fomento a la educación a distancia en las instituciones públicas de enseñanza superior. En Santa Catarina, integran el UAB el Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), la Universidad del Estado de Santa Catarina (Udesc) y la UFSC. El sistema estimula la asociación de los gobiernos federal, estatal y municipal con las universidades públicas y otras organizaciones interesadas, y viabiliza mecanismos para el fomento, implantación y ejecución de cursos superiores. La idea es llevar a la universidad pública para quienes tienen dificultad para acceder a la formación universitaria en lugares distantes de los grandes centros o aislados, incentivando el desarrollo de municipios con bajos IDH (índice de desarrollo humano) y IDEB (Índice de Desarrollo de la Educación Básica) y capacitando a profesores de la educación básica de la red pública en otras disciplinas.

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Ouvidos Moucos, cujas investigações começaram a partir de suspeitas de desvio no uso de recursos públicos em cursos de Educação a Distância oferecidos pelo sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Dois empresários, um funcionário e nove professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), incluindo o reitor Luiz Carlos Cancellier, foram presos de forma temporária ou conduzidos coercitivamente.

O UAB é um sistema instituído em 2006 com o objetivo de expandir e interiorizar a oferta de cursos superiores no país, por meio do fomento à educação a distância nas instituições públicas de ensino superior. Em Santa Catarina, integram o UAB o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a UFSC.

O sistema estimula a parceria dos governos federal, estadual e municipal com as universidades públicas e outras organizações interessadas, e viabiliza mecanismos para fomento, implantação e execução de cursos superiores. A ideia é levar a universidade pública para quem tem dificuldade de acesso à formação universitária, em locais distantes dos grandes centros ou isolados, incentivando o desenvolvimento de municípios com baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e capacitando professores da educação básica da rede pública em outras disciplinas.

 O UAB também estabelece a articulação entre a instituição de ensino responsável por ministrar determinado curso e os polos de apoio presencial. Em Santa Catarina, há polos de apoio presencial em 33 cidades. No programa de ensino a distância (Ead) da UFSC , a maior parte do conteúdo e da carga horária dos cursos a distância se dá em ambiente virtual, no entanto, cerca de 30% da carga horária é presencial, como as avaliações do desempenho acadêmico, estágios obrigatórios, defesa de trabalhos de conclusão de curso, atividades realizadas em laboratórios de ensino e videoconferências. Em média, ocorrem dois encontros por mês.

Veja a lista dos cursos a distância oferecidos pelo EaD-UFSC por meio do programa UAB:

Graduação
Administração
Administração Pública
Ciências Biológicas
Ciências Contábeis
Ciências Econômicas
Filosofia
Física
Letras-Espanhol
Letras-Inglês
Letras-Português
Matemática

Especialização
Controle da Gestão Pública
Controle da Gestão Pública Municipal
Gestão de Bibliotecas Escolares
Gestão em Saúde
Gestão Pública
Gestão Pública Municipal
Linguagens e Educação a Distância

Veja quais são as 33 cidades que possuem polo presencial do sistema UAB em SC:

Araranguá
Balneário Piçarras
Blumenau
Braço do Norte
Caçador
Campos Novos
Canelinha
Canoinhas
Chapecó
Concórdia
Criciúma
Florianópolis
Indaial
Itajaí
Itapema
Jaraguá do Sul
Joaçaba
Joinville
Lages
Laguna
Otacílio Costa
Palhoça
Palmitos
Ponte Serrada
Pouso Redondo
Praia Grande
Quilombo
São Bento do Sul
São José
São Miguel do Oeste
Treze Tílias
Tubarão
Videira

Leia a nota de esclarecimento da  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior  (CAPES): 

A propósito da operação da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades no programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) junto à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES) informa que o programa é executado desde 2006. A atual gestão foi assumida em junho de 2016 e, esclarece que, em maio de 2017, tomou conhecimento pelo corregedor da UFSC das denúncias na referida instituição. A CAPES solicitou acesso à apuração, mas não obteve resposta da corregedoria daquela universidade.

Ao tomar conhecimento da existência de uma investigação no programa de bolsas da UFSC, a presidência da CAPES determinou, imediatamente, a estruturação de uma comissão para acompanhar o programa com visita no local e solicitação de documentação complementar.

É importante ressaltar que a atual gestão aprimorou, por meio da Portaria n° 183/2016, a regulamentação das diretrizes para a concessão de bolsas no âmbito da UAB e retomou as visitas técnicas de verificação do programa. Já foram realizadas, só este ano, mais de 30 visitas e, até dezembro, estão programadas outras 10.

Ao receber a Polícia Federal, nesta manhã, a CAPES prestou todos os esclarecimentos solicitados. Assim como colocou à disposição as informações sobre a oferta do programa na UFSC e concedeu acesso a todos os sistemas de acompanhamento e controle interno.

A gestão atual da CAPES reafirma a intenção de contribuir com a investigação no sentido de que o programa cumpra rigorosamente o seu papel de formação e continua comprometida com a qualidade da formação dos alunos que estudam por meio da educação à distância na UFSC.

Fuente: http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2017/09/como-funciona-o-sistema-universidade-aberta-do-brasil-em-que-houve-o-desvio-de-recursos-que-resultou-na-prisao-do-reitor-da-ufsc-9899421.html

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¿Con qué vibra?

Por: Gloria Hurtado

El Papa Francisco vino a Colombia e hizo vibrar a muchísimas personas. ¿A todos? Claro que no. Cada quien vibra en la energía con la que sintoniza. Para algunos pudo ser un hecho totalmente plano. Nada pasó y nada produjo. Si desde el interior se resonaba en una onda de desprecio hacia su visita, lógico que se vibró en esa onda. Cada cual va a recordar aquello que mas le impactó. Pero vale la pena destacar que como todo es energía, no es el “oficio” del Papado lo que lo hace tan significativo. Es el hombre, el ser humano, que tiene una energía especial y logra que muchos se “conecten” con él y vibren con su actitud: eso es lo que impacta. No es un Papa cualquiera. Es Francisco con carisma propio. Y a pesar de la poca efectividad de cambios reales dentro de la anquilosada Iglesia, existen frases de Francisco que  permiten cuestionar conceptos. Que las expresiones se concreten y se vuelvan  estructurales no parece fácil. Aun mas, puede que ni siquiera él los vea. Homosexualidad y comprensión hacia el aborto son temas complejos no solo para la Iglesia Católica. Pero Francisco ya habló de esto.

La masa que nos compone como entes físicos, en realidad no es masa sino energía. Energía condensada que es a la vez partícula y onda. No es tan necesario entenderlo como sentirlo.  Si somos energía, vibramos con lo que nos llega “de afuera”. Por lo mismo no todos vibramos en la misma onda. No somos iguales en cuanto genes, historia, experiencia, ilusiones, fracasos o realizaciones. Nuestra “particular” energía se tiñe con nuestras propias realizaciones. He allí una de las diferencias básicas entre los seres humanos. Y mientras usted puede, por ejemplo, sentir hasta los tuétanos la música de su banda de rock preferida, para otros que no resuenan en esa onda, el acontecimiento es absolutamente neutro. Un impacto energético fuerte resuena en mas personas que sintonizan con esa vibración. Se dice que en el mundo moderno 4 acontecimientos han marcado vibración en muchos lugares: el tsunami del oriente, la muerte de Lady Di, las torres gemelas de New York y los mineros de Chile. Se logró medir (¿quién lo hizo?) la vibración energética del mundo y el impacto fue notorio.

Las interpretaciones de su visita entonces serán múltiples de acuerdo a la energía de cada quien. Personalmente creo que es muy significativo señalar que existe una necesidad de espiritualidad, que el mundo material requiere “complementos” que no se agotan en lo concreto. Ni en el consumismo, ni el lo externo. Necesidad de trascendencia, como una forma de llenar los vacíos de la existencia. Es como si muchas personas “necesitaran” creer en algo.  “La idea tradicional de Dios no está actualizada. Uno puede ser espiritual pero no religioso”, dijo Francisco.

Otros dos temas importantes. Los niños: hay que cuidarlos y escucharlos. Y la paz pero no solo la de los fusiles sino la de las palabras, los agravios, las ofensas. Aprender a escuchar o leer sin responder es un trabajo bien espiritual. Y “teso” como dirían los muchachos: no dejarse engarzar requiere mas fortaleza que debilidad. Es mas fácil la ofensa que el silencio.  Si se quiere vibraren el odio y la agresión, cada cual es libre de hacerlo. Resonamos en aquello en lo que vibramos. ¿Quiere conocerse? Mire en lo que vibra…

Fuente: http://www.revolturas.com/en/articulos

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Venezuela: Gobierno aprueba recursos para el inicio de clases

Venezuela/Septiembre de 2017/Fuente: MPPE

Durante las últimas semanas el Ejecutivo Nacional ha aprobado recursos destinados a garantizar las mejores condiciones para el inicio del Año Escolar 2017 – 2018, previsto el próximo 18 de septiembre para la educación primaria y el 02 de octubre para la media general.

Un total de 200.000 millones de bolívares se asignaron para la adquisición de útiles escolares y otros Bs30.249 millones para el plan de mantenimiento de instituciones educativas públicas.

En ese sentido, el Estado venezolano lleva a cabo la entrega de tres millones de morrales a niños de todo el país, que están dotados de útiles escolares dependiendo del nivel educativo. En general, los bolsos traen -para todos los grados- cuadernos y libreta de seis materias (en el caso de educación media), lápices, borrador, sacapunta, colores, pega, juego de geometría y libros de Colección Bicentenario.

Además, dos millones de uniformes escolares son distribuidos por los Comités Locales de Abastecimiento y Producción (Clap), instancias que garantizan la venta a precios accesibles. De igual forma, el Instituto Nacional de Capacitación y Educación Socialista (Inces) trabaja en la construcción de 50.000 mesas-sillas que serán entregadas para el nuevo período escolar.

Como cada año, en esta oportunidad serán distribuidas las computadoras Canaima. Igualmente será reforzado el Programa de Alimentación (PAE) que funcionará en 17.000 instituciones y que ofrecerá un programa especial de meriendas en otras 7.000 escuelas del territorio nacional.

Plan de estudio

A partir del 02 de octubre, fecha en la que se espera comience el Año Escolar 2017 – 2018 para los estudiantes de educación media general, se pondrá en funcionamiento un novedoso  adecuado al Plan de Estudio nuevas exigencias de la nación.

Tal como lo explicó el ministro para la Educación, Elías Jaua, el plan obedece a los resultados de la Consulta Nacional por la Calidad Educativa, que se efectuó en todo el país en 2014, así como a los planteamientos de académicos, docentes y estudiantes.

De esta manera, los estudiantes de primero y segundo año de bachillerato tendrán un total de 44 horas académicas y los de tercero a quinto año, tendrán 46.

A propósito de la temporada de vacaciones, el Gobierno Nacional también ha instalado ferias escolares en varias entidades, para que padres y representantes puedan adquirir los implementos requeridos por sus hijos.

En todo el país, 7 millones 195.335 estudiantes están convocados para el inicio de clases.

Fuente: http://me.gob.ve/index.php/noticias/86-noticias-2027/septiembre/3313-gobierno-aprueba-recursos-para-el-inicio-de-clases

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Entrevista al economista Carlos Lessa «Vivimos un momento de pérdida de identidad»

Entrevista al economista Carlos Lessa
«Vivimos un momento de pérdida de identidad»
Rafael Tatemoto
Brasil de Fato
El gobierno de Michel Temer (PMDB) cambió la tasa de interés cobrada por el Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES), el cambio aproxima la tasa de interés a las tasas practicadas por el mercado privado.
 
Brasil de Fato conversó sobre el tema con Carlos Lessa, economista brasileño que presidió el banco en el período entre 2003 y 2004, en el primer gobierno del ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Lessa, el discurso y la orientación neoliberal del gobierno en las directrices del banco ponen la institución a disposición. Lessa, que tiene 81 años de edad y es discípulo del economista Celso Furtado, cree que el Brasil puede llegar a ser un país desarrollado económicamente y socialmente. Sin embargo, afirma que las condiciones para concretar este sueño son adversas: «vivimos un momento de pérdida de la identidad».

Rafael Tatemoto.– ¿ Muchos de los expertos afirman que el cambio en la tasa de interés del BNDES – de Tasa de Interés de Largo Plazo (TLJP) para Tasa de Largo Plazo (TLP) – debilita el diferencial en relación al mercado privado y ataca la justificativa de su existencia. Usted concuerda con esta afirmación?

Carlos Lessa.- En líneas generales, es verdad. Un banco de desarrollo es un banco que tiene visión de futuro y aproxima esa visión a la realidad mediante líneas de crédito favorecidas a quien piensa en desarrollo (?). En realidad es un hacedor de futuros. Para eso, es fundamental tener algún elemento atractivo para la inversión privada. El sector público puede incluso asumir una parte del riesgo, suscribiendo una parte del capital de futura empresa.

Son procedimientos que crean condiciones para realizar inversiones que materializan la propuesta de desarrollo que el país tiene. Así que el principal es que exista una propuesta de desarrollo. Debe existir un proyecto nacional. Si no existe, el banco puede construir un hipótesis de proyecto nacional.

A propósito, el BNDES lo hizo más de una vez a lo largo de su trayectoria. Pero la única manera de ejercitar este proyecto es crear un elemento diferencial a favor de quien materializa el proyecto.

Rafael Tatemoto.– Un paso atrás: ¿por qué no se debe dejar el desarrollo en las manos de las bancas de inversión privadas?

Carlos Lessa.– Como el proceso de desarrollo industrial no es un proyecto aislado en la empresa, al asumir el compromiso de desarrollo de un conjunto de empresas la banca crea, al mismo tiempo, un conjunto de futuros mercados. Por eso, tan importante cuanto ofrecer el potencial a quien acoge la directiva es la necesidad de ofrecer concreción y hacer con que un conjunto de protagonistas la asuma. Esa es la capacidad directiva del banco de desarrollo, que por definición no es una banca de inversión.

La banca de inversión recibe empresas que ya decidieron lo que van a hacer y que buscan verificar cuál es la mejor modalidad para materializar la decisión. Lo que la banca de inversión hace es combinar las necesidades posibles que pueden ser atendidas y definir como pueden ser atendidas, para que la trayectoria determina se realice. Es decir, la banca de inversión ofrece concreción a la decisión microeconómica. El banco de desarrollo crea realidad macroeconómica, por eso es tan importante para un país que se encuentra en la periferia del mundo.

El BNDES cumple en Brasil un rol clave para el proceso de transformación productiva del país. Aquellos que piensan que es posible acabar con el BNDES deben contestar la siguiente pregunta: ¿Brasil ya es un país desarrollado?

Rafael Tatemoto.– El BNDES sufrió una reorientación en los 80 y principalmente en los 90. Promovió una serie de privatizaciones. ¿Es posible comparar el actual momento del banco con el momento de aquellas dos décadas?

Carlos Lessa.– Yo tengo mucha dificultad de percibir lo que está ocurriendo en el BNDES hoy. Creo que atraviesa un período de gran vulnerabilidad, porque el discurso y la orientación neoliberal ponen la institución a disposición. No veo cualquier movimiento del sector privado para protegerlo, lo que es curioso.

Rafael Tatemoto.– ¿Todavía es posible crear un proyecto que combine capital productivo y trabajo?

Carlos Lessa.– En todos los países desarrollados la inserción del trabajo se dio dentro de las posibilidades y potenciales de la economía en movimiento. Hubo un momento en que la llamada socialdemocracia pasó a orientar el destino de gran parte de las economías desarrolladas del mundo.

Creo que hoy día esta posición ideológica está decaída. No sé exactamente cual es la razón de este cambio, pero pienso que tiene que ver con transformaciones en el mundo. Una de ellas es creciente peso y poder de la decisión de los negocios externos, extranacionales, que no tienen relación con el territorio nacional. Es una tendencia creciente en velocidad e intensidad que objetivamente ponen a un lado la idea del desarrollo en países que ocupan posiciones fuertes.

El Consenso de Washington declara que el desarrollo solo es posible con las reglas pre-keynesianas, es decir, con la intervención mínima del Estado, principalmente en relación a los flujos de gasto, la llamada minimización del gasto público. Esta ‘sugestión’ está por detrás de la orientación de instituciones como el Fondo Monetario Internacional y el Banco Mundial, que imponen a los países periféricos condiciones que los apartan de sus proyectos de desarrollo.

Rafael Tatemoto.– ¿Pero a quién cabe la elaboración de ese proyecto nacional, si ni siquiera los sectores del capital se interesan?

Carlos Lessa.– La disputa no es por el futuro, sino por el presente que cada empresa puede conquistar. Claro que para eso tiene que tomar decisiones relativas a su futuro. Si la sociedad nacional no tiene un proyecto claro, lo que ocurre es que la decisión de la empresa va a ser la decisión que obtenga suceso en la perspectiva de preservación de su propio mercado y eventual crecimiento en otros mercados. Esta lógica puede estar subordinada a un proyecto nacional o no. Lo que el neoliberalismo dice es que la nación emerge como figura derivada del juego de las empresas, lo que no es verdad.

Rafael Tatemoto.– Sigue la cuestión: ¿quién elabora el proyecto nacional?

 
Carlos Lessa.– Históricamente, los actores ideológicos del desarrollo brasileño no fueron los empresarios, quizás a excepción de Roberto Simonsen. Ellos vinieron del sector público, en su mayoría.  Fueron proyectos que se desarrollaran según la ideia de que sería posible construir una nación en los trópicos.

Ante los intentos interrumpidos de desarrollo, usted guarda el sueño de la superación del subdesarrollo?

Lo guardo como sueño. Lo que se puede preguntar es si las condiciones para la realización de este sueño están favorables. No están. Vivimos un momento de pérdida de identidad. Estamos en un proceso de ceder las ideas en torno a nuestra identidad nacional.

Rafael Tatemoto.– ¿Quién es el agente político del ataque a la identidad nacional?

Carlos Lessa.– No sé si hay un agente movilizado solamente por esa idea. Existen diferentes visiones, que convergen en la idea de abandonar el concepto de nación. Hay una esfera amplia de intereses en las conexiones que cada fracción del capital guarda con las fracciones del capital externo. Existen fracciones que tienen acceso privilegiado a fracciones dominantes fuera del Brasil. No hay una estandarización. Lo que hay de modo inequívoco es la idea de que la solución existe solamente para sí, los otros no importan.

Traducción: Luiza Mançano, para Brasil de Fato.

Fuente: https://www.rebelion.org/noticia.php?id=231491
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Libro: Feminismos, pensamiento crítico y propuestas alternativas en América Latina

Feminismos, pensamiento crítico y propuestas alternativas en América Latina

Montserrat Sagot. [Coordinadora] 

Montserrat Sagot. Alba Carosio. Magdalena Valdivieso. Ana Silvia Monzón. Alicia Girón. Eugenia Correa. Elisa Alejandra Valdivieso Ide. Susana Rostagnol. Maria Betânia Ávila. Verônica Ferreira. Norma Vasallo Barrueta. Alejandra Arroyo Martínez Sotomayor. Laiany Rose Souza Santos. Josefa de Lisboa Santos. Lucy Ketterer Romero. [Autoras de Capítulo]

Colección Grupos de Trabajo. 
ISBN 978-987-722-258-6
CLACSO. CIEM. Universidad de Costa Rica.
Buenos Aires.
Agosto de 2017

Los diferentes trabajos aquí reunidos realizan aportes desde la perspectiva feminista a la construcción de alternativas en América Latina y el Caribe, y posicionan al feminismo como una forma ineludible de pensamiento crítico. Los textos muestran cómo el feminismo sirve como herramienta analítica para abordar problemas macrosociales e interseccionales, pero también para pensar las realidades locales. La compilación es también un reflejo del trabajo interdisciplinario promovido por los Grupos de Trabajos de CLACSO que busca producir conocimiento relevante para comprender y ayudar a transformar la realidad.

De la Presentación de Montserrat Sagot Rodríguez.

Fuente: http://www.clacso.org.ar/libreria-latinoamericana/libro_detalle.php?id_libro=1270&pageNum_rs_libros=0&totalRows_rs_libros=1213
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El sello postal de la Universidad Nacional

Por: Ignacio Mantilla

Los Servicios Postales Nacionales 4-72 han querido sumarse a la celebración del cumpleaños 150 de la Universidad Nacional de Colombia realizando una emisión conmemorativa de 12 sellos postales con motivos alusivos a la institución, los cuales representan los distintos campos del saber junto al escudo que lleva el lema que desde siempre ha guiado el quehacer de la universidad del Estado: “Busca la verdad en las aulas de la academia”. Complementan la emisión postal ocho bandeletas con imágenes de todas nuestras sedes.

Esta emisión, puesta a disposición de los colombianos desde la semana pasada, ofrece una cuidadosa presentación y calidad. Es uno de los primeros homenajes que recibe la Universidad Nacional, patrimonio de todos los colombianos, en este mes de celebración de su sesquicentenario.

El hecho se convierte en una oportunidad para auscultar el origen de las estampillas en los sobres de correo y para hablar de la transformación del sistema de correos a través del tiempo, y sobre su incuestionable importancia (antes de la aparición de las formas electrónicas modernas de comunicación), cuando saber de nuestros seres queridos distantes era todo un rito y el correo marcaba la forma preferida de relacionarse. La literatura de los siglos XIX y XX está plagada de turbios, en otros casos apasionados y, en los casos más tristes, virginales relatos de amor que se conocieron y fortalecieron a través del intercambio epistolar.

Los historiadores y arqueólogos coinciden en que la consolidación de las civilizaciones y el establecimiento de las rutas de intercambio comercial posibilitaron la adopción del sistema de comunicaciones y la especialización en el desarrollo de las mismas, pasando de los atletas que podían durar meses enteros corriendo de un punto a otro para entregar un mensaje verbal o escrito, hasta un sofisticado sistema de comunicación, haciendo uso de la tecnología disponible.

Las tablillas más antiguas que se usaron para llevar un mensaje datan del año 4.000 a. C. y son provenientes de Babilonia. En Egipto, en los tiempos del matemático Ahmes, es donde los estudiosos han señalado que se consolidó un sistema de mensajería mediante el cual el gobernante podía saber qué estaba sucediendo en las tierras más lejanas de su territorio. Persas, griegos y romanos desarrollaron sus propios sistemas de comunicación, de la mano de la expansión militar.

La masificación de los correos trajo consigo la necesidad de identificación, y antes del surgimiento del sello postal algunas precarias marcas servían de referencia para reconocer la ruta de una carta. Aun así, se presentaban algunos inconvenientes relacionados con los pagos, ya que los debía hacer el destinatario. Fue por ello que el inglés sir Rowland Hill, originario de la ciudad de Kidderminster, puso en venta la primera estampilla en 1837, para asegurar que el correo llegara a su destino y que no se perdiera por falta de pago al recibirlo.

En 1843, Brasil fue el primer país latinoamericano en adoptar el sistema de sellos postales, y en 1859 apareció en circulación la primera estampilla en nuestro país.

Un sello postal es mucho más que un pequeño y colorido papel, un pasatiempo o una forma en que el servicio de correo puede obtener ingresos. Un sello postal es un espacio estratégico de comunicación que puede llegar a concentrar en un momento específico los valores más destacados de una sociedad o simplemente captar la realidad territorial de un país y congelarla en el tiempo.

Sin ser experto en filatelia, debo confesar que siempre me ha atraído el aporte artístico y el detalle con que las estampillas son producidas. Me llaman especialmente la atención aquellas que buscan salvaguardar la riqueza ambiental de nuestro país, como las que pertenecen a la serie “Biodiversidad endémica de Colombia en peligro de extinción”.

A nivel internacional se han hecho famosas las que reproducen los rostros de los padres fundadores de Estados Unidos, en especial George Washington, así como los héroes de la desaparecida Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), de la China de Mao y de la Segunda Guerra Mundial, entre otras. Conocí hace unos cinco años, a través de una revista alemana de divulgación científica, una enorme colección de sellos postales de diversos países dedicada a exaltar a ilustres matemáticos. Sobresalen, por ejemplo, el sello dedicado a los 400 años del natalicio de René Descartes, publicado en 1996, y la estampilla a todo color que aborda la vida y los desarrollos de Arquímedes, publicada en 2010. Hay una estampilla emitida en 1977 por la empresa alemana de correos para conmemorar los 200 años del nacimiento de Carl Friedrich Gauss, uno de los más grandes matemáticos que ha habido.

Afortunadamente hay personas en todo el mundo que cultivan la filatelia y nutren diariamente sus colecciones de estampillas, pues el registro de todas las emisiones permanecerá como un invento valioso de la humanidad.

Que sea esta entonces una oportunidad para que la experiencia, el conocimiento y la historia de la Universidad Nacional recorran los rincones del territorio nacional a través de las 89.856 estampillas puestas a disposición de los ciudadanos por los Servicios Postales Nacionales 4-72 desde la semana pasada.

Ojalá muchos lectores adquieran esta edición especial. Una apuesta de colección, que, al igual que la estampilla que se emitió hace 50 años para celebrar el primer centenario de la Universidad Nacional de Colombia en 1967, forme parte de los símbolos que enaltecen la institución.

Fuente: http://www.elespectador.com/opinion/el-sello-postal-de-la-universidad-nacional-columna-712300

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La educación de niños y adolescentes debe ser obligatoria

Por: Ángel Pérez Martínez

El país está en mora de hacer cumplir la Constitución y las normas que establecen la obligatoriedad de la educación desde los 5 hasta los 15 años de edad. En Colombia más de un millón y medio de niños y adolescentes no asisten a la escuela y no pasa nada.

Basta viajar por las carreteras nacionales o recorrer las ciudades y pueblos de Colombia, para encontrar miles de niños y adolescentes que, en horas escolares, venden productos en las calles, piden limosnas, consumen drogas, y algunos, ya son una amenaza para la sociedad.

También es una vergüenza para el país conocer, de acuerdo con el DANE, que al finalizar el año 2016 la tasa de trabajo infantil (entre 5 y 17 años de edad) en el país fue 7,8%, es decir 867.000 niños y adolescentes estaban trabajando; más grave, 358.000 tenían entre 5 y 14 años de edad. En las áreas urbanas la tasa de trabajo infantil era de 5,7% y en el sector rural 13,6%. Por género 10,2% para los hombres y 5,1% mujeres.

Así mismo, el Ministerio de Educación Nacional, MEN, sostuvo en la rendición de cuentas del año 2016, que la tasa de deserción escolar para la educación básica y media fue de 3,74%, la más baja en los últimos 10 años, lo cual no oculta el hecho que 374.536 estudiantes abandonaron el sistema escolar antes de finalizar el año escolar

Además, los datos del DANE sobre educación formal señalan que el total de la matrícula en el sector oficial disminuyó en 1.044.399 estudiantes entre 2010 y 2016, es decir que decreció un 9,5 por ciento. Este punto es muy importante porque se demuestra que existe la oferta pública para atender por lo menos un millón de los niños y adolescentes que están por fuera del sistema educativo, además entre el 2010 y el 2016 se adicionó en más de 10.000 docentes la planta de maestros financiada con recursos nacionales.

En total, durante el año 2016, cerca de un millón y medio de niños y adolescentes entre 5 y 16 años de edad no asistieron a la educación básica y media. Estos datos van en contravía de la Constitución Nacional que estableció, en el artículo 67: “el Estado, la sociedad y la familia son responsables de la educación, que será obligatoria entre los cinco y los quince años de edad y que comprenderá como mínimo, un año de preescolar y nueve de educación básica”. Aclaro, si la exigencia es hasta los 15 años, en ese momento los muchachos deben estar matriculados en el grado decimo, cuando ellos tienen una trayectoria normal por el sistema educativo: entrar a los 5 años al grado de transición y no repetir año escolar o desertar y volver.

Además, la Ley 1753 de 2015, por la cual se expidió el Plan Nacional de Desarrollo, del actual Gobierno, determinó en el artículo 55 la obligatoriedad de la educación media, para lo cual el Estado debe adelantar las acciones tendientes a asegurar la cobertura con gradualidad hasta el grado once (11) en todos los establecimientos educativos. Sin embargo, fue desafortunado que dicho artículo extendiera la exigencia de obligar a los adolescentes a estudiar los grados 10 y 11, hasta el año 2025 en las zonas urbanas y 2030 para las zonas rurales.

A pesar de las normas citadas que tienen origen constitucional, en el año 2016 para cerca de 1.500.000 niños y adolescentes la sociedad y el gobierno no se comprometieron a fondo en garantizar y exigir para ellos el cumplimiento del derecho a la educación, esta situación sigue igual en el 2017. Tampoco hubo investigaciones o sanciones para padres de familia o acudientes irresponsables (la educación oficial es gratuita e incluye otros bienes y servicios por los que no se cobra) que cohonestan para que sus hijos no asistan o ayudan a la explotación económica de los niños y adolescentes.

Hoy conocemos que las trampas de la pobreza y la repetición de ciclos de vida, nada ejemplares, al interior de algunas familias o de grupos sociales se transmiten y se reproducen de manera más fácil, cuando desde la primera infancia, la niñez y la adolescencia no se accede a oportunidades de desarrollo fundamentales para la vida, como una adecuada nutrición, servicios de salud y una educación básica y media de buena calidad.

El Gobierno y las autoridades educativas están en la obligación, con la ayuda de los docentes y los colegios, de promover y fortalecer acciones para incentivar la matrícula de todos los niños y adolescentes entre 5 y 16 años, esto conviene al conjunto de la sociedad. Insisto, la educación debería ser un punto de encuentro, de inclusión social y de oportunidades no sólo para el trabajo, también para la vida, el arte y la convivencia ciudadana.

El Estado, los gobiernos, la justicia, los medios de comunicación y en general la sociedad están en mora de empezar a reprochar y a sancionar a los adultos que obstaculicen bajo cualquier forma o excusa el acceso a la educación de los niños y adolescentes, ellos deben gozar de toda clase de protecciones y cuidados. Nadie se beneficia de semejante cantidad de niños y adolescentes por fuera del sistema educativo, sin futuro alguno. No todo es culpa de la pobreza o la guerra, puede existir desidia personal o familiar en algunos casos.

Fuente: http://www.dinero.com/opinion/columnistas/articulo/educacion-debe-ser-obligatoria-angel-perez/249686

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