Page 2736 of 3042
1 2.734 2.735 2.736 2.737 2.738 3.042

Brasil: Por que o governo interino não fla sobre o PNE?

Representantes de organizações e movimentos educacionais comentam a importância de reforçar, mais do que nunca, o cumprimento do Plano Nacional de Educação

São muitas as críticas feitas ao governo do presidente interino Michel Temer, no comando há menos de um mês. A extinção de ministérios importantes, como os da Cultura (recriado após manifestações da classe artística), das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, a falta de diversidade entre o grupo ministerial e as quedas e primeiras declarações de alguns ministros interinos são alguns dos pontos polêmicos que tem abalado o governo desde o afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff, no dia 11 de maio.

Na área de Educação não foi diferente. O fato de o ministro ter recebido representantes do projetoEscola sem Partido e ainda não ter dialogado com as entidades do setor educacional gerou muitas críticas na semana passada. Para os movimentos, entidades e organizações educacionais, também chama a atenção o fato de o governo interino não ter feito referências ou mencionado em seu plano de governo “Uma Ponte para o Futuro” e em suas falas o Plano Nacional de Educação (lei nº 13.005/2014). “O PNE é uma oportunidade incrível pra ser um compromisso perene em um momento de muita turbulência”, defende Patrícia Lacerda, gerente de Educação, Arte e Cultura do Instituto C&A.

Um Plano de Estado com participação popular

Sancionado no dia 24 de junho de 2014 pela presidenta Dilma Rousseff, o PNE foi fruto de um longo e histórico processo de construção participativa, que durou três anos e meio e delimitou 20 metas que devem ser alcançadas para a melhoria da qualidade da Educação brasileira nos próximos 10 anos. “Esse PNE tem uma marca muito singular, que foi a articulação produzida entre a sociedade civil organizada e o governo para, primeiro, a realização das Conaes (2010 e 2014), e, depois, a elaboração de um Plano que expressasse esses anseios dos diferentes movimentos sociais – do campo, da educação, da ciência, da tecnologia. Ele tem metas e estratégias que são fruto dessa interação”, diz João Ferreira de Oliveira, presidente da Anpae (Associação Nacional de Política e Administração da Educação). 

No dia 17 de maio, a Anpae, junto com outras entidades nacionais de Educação, divulgou um manifesto contra as medidas tomadas pelo atual presidente interino Michel Temer e sinalizando a importância do Plano. “Quando o governo interino não se manifesta sobre o PNE, ele sinaliza que não quer se comprometer com o nível de articulação e diálogo que tinha sido construído durante a aprovação desse Plano”, esclarece.

Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, lembra que mesmo o governo da presidenta Dilma Rousseff não chegou a dar o devido reconhecimento ao PNE, ainda que o lema do seu último governo tenha sido “Brasil, pátria educadora”. “Desde que Dilma assumiu o segundo mandato até quando ela foi afastada pelo Senado, ela só mencionou o Plano em cinco discursos – quatro no período mais recente. Os governantes no Brasil não têm a compreensão que o Plano é um Plano de Estado, maior que o governo”, explica.

Por ser um Plano de Estado, o PNE deve ser a política norteadora dos planos de governo e das políticas especificas em Educação, um compromisso com a nação. Muitas de suas atuais metas já estavam presentes no primeiro Plano Nacional de Educação, que acabou não sendo encaminhado durante o seu período de duração (2001 a 2010). A preocupação dos especialistas é que, com o governo interino, o atual PNE também acabe seguindo pelo mesmo caminho, se tornando um “plano de gaveta”. “Este PNE, com dois anos, já implementou mais coisas que o anterior, que tinha dez. Isso nos deixa otimistas. Mas resta saber se o governo interino vai ter uma atuação sobre o PNE como política de estado ou se ele vai se impor e não dar continuidade ao processo”, diz Heleno Araújo, coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE).

Metas ameaçadas

Além de submencionar o PNE, o governo interino aponta para a Desvinculação de Receitas da União (DRU) como uma das medidas para cobrir o déficit orçamentário e contornar a crise financeira do país. A Constituição brasileira prevê que o governo federal é obrigado a gastar um mínimo do orçamento com algumas áreas, entre elas Educação e Saúde. Acabar com essas vinculações constitucionais (que garantem 18% dos impostos arrecadados pela União para a Educação) inviabilizaria ainda mais a implantação do PNE. “É uma forma de pensar a educação apenas com o viés de que é um custo, e não um investimento. A educação tem que ser prioridade não porque é um slogan de um ou outro governo, mas porque o Brasil tem sérios déficits nessa área, e não vai avançar pra lugar nenhum se ela não for priorizada”, diz Patrícia.

Os especialistas apontam o financiamento da Educação, o Sistema Nacional de Educação (SNE) e a Base Nacional Curricular Comum como algumas das metas que já estão sendo discutidas atualmente e que não podem ter seus processos de construção e implementação interrompidos pelo governo interino. “Os 10% do PIB pra Educação e o CAQi são fundamentais para viabilizar inclusive o SNE, porque a responsabilidade da Educação Infantil, do Fundamental e do Médio é sobretudo dos municípios e estados”, diz João Ferreira. “São etapas que, se não forem cumpridas dentro do prazo, há um prejuízo de todo o conjunto do PNE”, diz Heleno Araújo, coordenador do FNE.

Para Analise da Silva, representante do Fóruns de EJA do Brasil no FNE, há uma preocupação com qual visão de Educação está sendo defendida: “precisamos olhar também para a gestão democrática e quem são os sujeitos de direito da Educação para o governo interino. Michel Temer trabalha com a lógica da meritocracia e é preciso defender os direitos humanos, a laicidade da escola e as medidas que procuram emancipar as pessoas, e não manter a estrutura atual”.

Eleições municipais e os planos de educação

As desvinculações afetam também a execução dos planos municipais e estaduais de Educação, já que diminuiriam o repasse do governo federal. No caso dos municípios, por exemplo, as cobranças na Educação Infantil, com a necessidade de aumento das matrículas na creche, é um ponto sensível que precisará ser trabalhado pela gestão atual – e os candidatos, já que as eleições municipais ocorrem esse ano. “Os prefeitos e candidatos seguramente vão prometer a expansão das matrículas. Mas isso será bastante dramático, pois com a restrição de verba eles não vão poder cumprir o que prometem”, explica Daniel Cara.

Para além da questão dos recursos, o governo federal também tem um papel indutor muito forte. Um exemplo dessa força é a aprovação dos planos de educação nos estados e municípios, que foi estimulado tanto pelo prazo previsto no PNE como pelas consultorias e apoios oferecidos pelo governo federal durante esse processo. “Hoje, praticamente todos os estados e municípios têm os seus planos de educação aprovados, e esses Planos precisam estar articulados com o PNE pra avançar”, explica João.

“Se o governo federal não dá a importância devida ao PNE, ele está deixando de exercer a sua força indutora para os planos de municípios, fragilizando esses planos na ponta”, esclarece Patrícia.

Unir as forças, ocupar espaços, ir pra rua

Ainda que o processo de construção dos planos tenha sido feito de forma participativa – ou justamente por causa disso -, ele foi turbulento, cheio de divergências e enfrentamentos. Mas, por mais que ele tenha deixado a desejar em algumas bandeiras defendidas por diferentes segmentos, para muitos dos entrevistados, é preciso que os movimentos e organizações se unam em torno de pontos em comum, em prol da defesa do PNE. “Os movimentos da sociedade civil organizada precisam de alguma forma se juntar, porque agora não tem mais motivo pra aceitar que uma política seja imposta de cima pra baixo. Vamos ter que ir pra rua!”, pontua Analise da Silva.

Para que a participação popular continue ocupando esse importante espaço de interlocução com o governo, é preciso ocupar espaços e se fazer presente em todas as instâncias, por meio de mobilizações, congressos, reuniões, debates, participação em conselhos etc. “Estamos procurando ocupar todos os espaços de debate, garantindo as conquistas”, diz Sumika Freitas, do Movimento Interfóruns da Educação Infantil do Brasil (MIEIB).

Na agenda de trabalho do FNE, por exemplo, estão planejados grupos de trabalho temporários com a perspectiva de atender algumas das metas e regulamentações do PNE, como a Base Nacional Curricular Comum (com a realização de um seminário entre junho e julho), o Plano de Carreira para os profissionais de Educação e o Sistema Nacional de Educação. “Estamos com uma equipe técnica pra continuar o trabalho de criação e fortalecimento dos Fóruns como instrumento de avaliação e monitoramento permanente dos planos. O FNE é o órgão de estado que, independente de quem esteja no governo, tem que ser respeitado”, defende Heleno.

Para João Ferreira, é uma questão de alinhar a visão sobre qual Educação queremos e manter, assim, a discussão e a execução do PNE com a participação de todos: “a Educação é uma coisa ligada ao governo, mas é sobretudo da sociedade. Não se toca a educação sem o envolvimento da sociedade. Governos mais afinados, mais abertos ao diálogo com a sociedade certamente avançarão muito mais do que aqueles que assumem uma perspectiva de imposição de políticas que não vão ter aceitação da sociedade civil organizada”.

O recado vale não só para esse governo, mas também para as próximas gestões: “qualquer governo, até 2024, não pode, de forma alguma, fazer políticas que não sejam orientadas pelo Plano de Educação. Cabe à sociedade, à imprensa, aos movimentos, fazer com o que o plano ganhe a centralidade que necessita e merece”, diz Daniel.

Reportagem: Stephanie Kim Abe

Foto:  Geltimarino II/Wikimedia Commons

Fonte: De Olho nos Planos

Comparte este contenido:

Bolivia: “La independencia sindical es lo único que garantiza que se defienda a las bases”

ELECCIONES EN EL MAGISTERIO URBANO DE LA PAZ

LaIzquierdaDiraio/3 de junio de 2016

La Izquierda Diario conversó con Isabel Cruz, candidata a delegada por “Secundaria Ciudad” de la lista de la Unión Revolucionaria del Magisterio, quiénes están yendo a una nueva contienda electoral este viernes 3 de junio.

 

 LID: ¿Qué nos puedes contar de las elecciones al Magisterio el viernes que viene?

IC: Buen día, lo que quisiéramos contarles es que el día de mañana se está llevando adelante las elecciones del Magisterio, se están presentando 15 frentes en la contienda, son frentes que representan al Movimiento al Socialismo (MAS) en su gran mayoría y el único que representa la independencia sindical y luchar por las bases es URMA (Unión Revolucionaria del Magisterio) a la cabeza del profesor Severo Apaza y la compañera Wilma Cadena ejecutiva de secundaria.

LID: Esta contienda electoral se da en el marco de la fuerte pelea que hubo en el congreso de la Confederación de Trabajadores de la Educación Urbana de Bolivia (CTEUB), ¿cómo se manifestará esa pelea en estas elecciones?

IC: que la representación sindical del maestro sólo garantiza el triunfo cuando tiene una independencia sindical, o sea, cuando el gobierno no mete las manos en la dirigencia. Eso nunca ha pasado con el Partido Comunista (PCB) que ha estado más de 40 años donde ha manejado la CETUB de la forma más vergonzosa, de su historia… porque primera vez en un gobierno que se dice ser socialista a los que marchan se les descuenta, si… entonces todas las conquista que el Magisterio ha tenido, el haber estado el PCB al lado del gobierno ha hecho que pierda esas conquistas y se pierda su fuero sindical que está garantizado por la Constitución. Entonces lo que ha sucedido en Riberalta, al congreso que he tenido la fortuna de asistir, hemos podido constatar que la independencia sindical es lo único que garantiza que se defienda a las bases porque ese es el servicio del dirigente. Todo con las bases nada sin ellas y la sanción, y la suspensión que ha sufrido el profesor José Luis Álvarez (actual Secretario Ejecutivo de la Federación Departamental de Trabajadores de la Educación Urbana de La Paz ¨FDTEULP¨, NdR) se debe precisamente a hacer caso a las bases.

LID: Para finalizar, ¿qué mensaje o qué convocatoria quieres hacer a todos los maestros de base para este viernes?

IC: Que vayan a emitir su derecho democrático de tener una federación independiente y la federación les está proponiendo que sea la unidad del Magisterio, si, que no se divida como es lo que quiere el MAS como ha hecho en todas las otras instituciones crear organizaciones paralelas para dividir. El magisterio si en este momento no se ha tocado sus conquistas es porque ha tenido al frente a una dirección independiente que no malversa los aportes de los trabajadores.

Tomado de: http://www.laizquierdadiario.com/La-independencia-sindical-es-lo-unico-que-garantiza-que-se-defienda-a-las-bases?id_rubrique=5443

Comparte este contenido:

Argentina: Las políticas públicas juveniles, en debate

LaCapital/3 de junio de 2016/Por Eugenia Langone / La Capital

Sociólogo y director del Centro Latinoamericano sobre Juventud, Rodríguez planteó los enfoques de las políticas actuales. Expresó el predominio de una mirada que «ve a los jóvenes con un enfoque de riesgo, riesgo de embarazos tempranos, riesgo de consumo, riesgo de violencia, es la que predomina y consiste en intentar prevenirlos y atender algunas de sus consecuencias», por sobre los abordajes que los tienen como sujetos de derecho o como actores estratégicos para el desarrollo.

«En casi todas las políticas estas miradas coexisten y si bien hay acuerdo sobre qué problemática hay que abordar, el debate se da en el cómo», indicó.

Estudioso de los aspectos institucionales y de inversión pública sobre esta población, remarcó que «las contradicciones en los enfoques y estrategias hacia adentro de los mismos gobiernos en los abordajes ha llevado a que los mismos graffiteros que para un área es arte a incentivar para la policía sea un delito a combatir», y puso como ejemplo la situación de jóvenes artistas urbanos en Colombia.

Así y todo, consideró el fracaso de las estrategias que crearon en torno a la población joven espacios específicos. «Hacer un presupuesto joven, una tarjeta joven, espacios culturales para jóvenes han demostrado ser políticas limitadas y sin un alto nivel de impacto», detalló, en tanto puso como ejemplo la perspectiva de género motorizada por las mujeres. «Impulsar una perspectiva generacional para todas las políticas públicas» fue la propuesta que planteó desde la mesa de debate.

Experiencia. La experiencia de las bandas urbanas de los jóvenes migrantes latinos de la última década en Barcelona fue temática del catalán Feixa, doctor en antropología social. «Son percibidos como un factor de aporte de conflictos, asociados a la violencia, cuando también aportan la posibilidad de la convivencia y la interculturalidad», señaló.

La experiencia, llevada adelante desde el Ayuntamiento, que generó un proyecto a partir del cual dos de estas bandas —incluso enfrentadas— se convirtieron en asociaciones culturales y generaron proyectos musicales, un libro y una obra de teatro, fue el eje de su exposición. Así, habló de «invertir socialmente en este tipo de proyectos, que es mucho más barato que invertir en policías y cárceles».

Por la igualdad. Que América latina es el subcontinente más desigual del mundo y que esas desigualdades se profundizan por la condición juvenil fue uno de los planteos centrales de Vommaro, profesor de historia y doctor en ciencias sociales de la Universidad de Buenos Aires (UBA), que consideró que «deben considerarse la condición generacional de las desigualdades, porque no son sólo socioeconómicas, y poder así pensar en revertir ese proceso».

Si bien admitió un período de ampliación de derechos en los últimos años, Vommaro propuso que «las políticas tiendan básicamente hacia la igualdad, porque existen desigualdades múltiples que signan la experiencia de vida de todos estos jóvenes».

Tomado de: http://www.lacapital.com.ar/las-politicas-publicas-juveniles-debate-n798288

Imagen tomada de: https://www.google.com/search?q=Las+pol%C3%ADticas+p%C3%BAblicas+juveniles,+en+debate&espv=2&biw=1366&bih=667&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwi6iJzMhIvNAhWGbB4KHU62C90Q_AUIBigB#tbm=isch&q=Las+pol%C3%ADticas+p%C3%BAblicas+juveniles%2C+en+debate+en+argentina&imgrc=6VtpFtqj01KIvM%3A

Comparte este contenido:

Argentina: «Se reciben unas 300 denuncias semanales por violencia de género»

LaCapital/03 de junio de 2016/Por: Lucía Demarchi

Así lo aseguran desde Ademur, una organización que acompaña a las víctimas de esta problemática en el camino judicial.

«Cuando las chicas llegan a nosotras se puede leer que están en problemas y que necesitan ayuda, y entonces las acompañamos en ese recorrido. Porque los pasillos de los Tribunales y de otras instituciones de este tipo son de mucha soledad», considera Aurora. Y es que ella misma recibió el apoyo de otras militantes cuando comenzó su derrotero en contra de su ex, que en junio de 2014 quiso arrojar a la hija de ambos, de cuatro años, desde la terraza de un edificio.

Luego del 3 de junio de 2015, —cuando fue la primera marcha nacional de «Ni una menos» convocada tras el femicidio de Chiara Páez, en Rufino— la problemática de la violencia de género se hizo manifiesta y las denuncias por este tipo de sometimientos aumentaron. De acuerdo con datos del Ministerio Público de la Acusación, a fines del año pasado se recibían unas 30 denuncias por cada día hábil. Según las militantes de Ademur, hoy esos números se han duplicado. «Se están registrando unas 300 denuncias por semana, o sea, cerca de 60 por día (hábil)», aseguran.

Una de las principales exponentes de Ademur es Fernanda Serna, que también tiene una historia pesada de violencia de género. En mayo de 2013, Fernanda terminó con el 45 por ciento de su cuerpo quemado luego de que su pareja la prendiera fuego. Ella y Aurora se conocieron en la puerta de Tribunales, el día que dictaban la sentencia en la causa de Rosalía Benítez, una mujer que fue atacada de seis balazos por su marido, que en primera instancia recibió sólo 10 años de condena. «Yo la conocí a Fernanda con un megáfono en la mano», se acuerda Aurora.

Hoy, ellas dos, junto a otras 15 personas que integran la organización, ayudan a otras que atraviesan situaciones similares. «Las acompañamos en su recorrido, juntamos pruebas, hacemos el seguimiento de sus causas. Ocupamos el espacio que debería ocupar el Estado. Porque sabemos cuáles son los tiempos de la Justicia, lo mal que la pasamos y la necesidad de sentir que algo se está haciendo. Que hay un lugar de contención. La Justicia tiene sus tiempos, que no son nuestros tiempos.», explica Fernanda.

¿Por qué refieren a la resiliencia? «Es una de las características más lindas que tiene el ser humano, que es convertir lo negativo en positivo, el dolor en amor. Eso es lo que tratamos de hacer nosotras. Todas venimos de situaciones más o menos violentas y de todos nuestros aprendizajes y experiencias tratamos de ayudar a otras mujeres», dice Fernanda.

Y Aurora agrega: «Este es un espacio donde un montón de mujeres resilientes y luchadoras nos juntamos para aunar una multiplicidad de recorridos en una misma tarea: la de ayudarnos y acompañarnos».

Tomado de: http://www.lacapital.com.ar/se-reciben-unas-300-denuncias-semanales-violencia-genero-n798283

Comparte este contenido:

Argentina: ExpoUniversidad 2016: conocé la oferta académica de las instituciones más prestigiosas del país

Argentina: ExpoUniversidad 2016: conocé la oferta académica de las instituciones más prestigiosas del país

Argentina/junio de 2016/ Universia.com

Del 22 al 26 de junio se desarrollará la ExpoUniversidad 2016 en la Rural de Palermo, el Predio Ferial más importante de Argentina. La muestra está orientada a estudiantes secundarios, jóvenes graduados y profesionales interesados en comenzar o continuar sus estudios.
El evento se realiza desde hace 20 años en Argentina y asisten más de 85 mil personas, que se renuevan cada año.
Los visitantes tendrán contacto directo con el personal de admisión de las más prestigiosas instituciones educativas para adquirir todos los datos que necesiten: planes de estudios, horarios, aranceles, perspectiva profesional, entre otros. Así podrán comparar diferentes opciones académicas y despejar dudas en forma personalizada.
Además de ofrecer la oferta educativa de las distintas instituciones y brindar respuestas a quienes quieran prepararse para el mundo profesional o continuar incrementando sus conocimientos, se realizan talleres de orientación vocacional.
Se podrá concurrir de miércoles a viernes en el horario de 9 a 21 y el sábado y domingo de 12 a 20 horas.
En la exposición participan prestigiosas instituciones educativas de Argentina y de todo el mundo. Por eso, reúne tanto a personas interesadas en estudiar en el país como a quienes quieren estudiar en el exterior.
Perfil de los expositores:
• Universidades públicas y privadas nacionales y del exterior
• Terciarios públicos y privados
• Institutos técnicos y tecnológicos
• Institutos de idiomas y otros cursos
• Representantes de instituciones educativas del exterior
• Buscadores de carreras
• Buscadores de empleo
• Capacitación profesional
• Embajadas
• Editoriales
• Empresas
Encontrá más información en el sitio web de la ExpoUniversidad.
Por: Universia Argentina

Fuente: http://noticias.universia.com.ar/educacion/noticia/2016/06/02/1140365/expouniversidad-2016-conoce-oferta-academica-instituciones-prestigiosas-pais.html
Foto: http://noticias.universia.com.ar/net/images/educacion/e/ex/exp/expouniversidad-2016.jpg

Comparte este contenido:

UNESCO Santiago da a conocer documento que será una herramienta práctica para enseñanza de las Ciencias

2 DE junio de 2016/ Fuente: UNESCO

El libro Aportes para la Enseñanza de las Ciencias Naturales, publicado por la Oficina Regional de Educación para América Latina y el Caribe (OREALC/UNESCO Santiago), es un texto que utiliza los resultados del Tercer Estudio Comparativo y Explicativo (TERCE) para acercar la evaluación de logros de aprendizaje a los docentes y entregarles herramientas para su trabajo en el aula.

El texto “Aportes para la Enseñanza de Ciencias Naturales”, lanzado por la Oficina Regional de Educación para América Latina y el Caribe, OREALC/UNESCO Santiago, busca ser un documento que ofrezca elementos prácticos para el docente de Ciencias, y fue presentado en el VII Congreso Nacional y Latinoamericano de Educación en Ciencias, organizado por el Ministerio de Educación de Chile.

El documento apunta a que los docentes hagan efectiva la enseñanza de esta importante materia en un mundo donde la investigación científica se hace cada vez más pertinente para solucionar problemas de la vida cotidiana de las personas y los grandes problemas que aquejan a nuestro planeta.

El encuentro, que se lleva a cabo en el Centro de Extensión de la Universidad Católica de Chile entre el 1 y el 3 de junio, tiene como objetivo promover la reflexión entre educadoras(es) de párvulo, docentes de educación básica y media e investigadores nacionales e internacionales sobre la educación en ciencias a través del intercambio formativo de experiencias pedagógicas y didácticas con énfasis en la indagación científica.

Atilio Pizarro, jefe de la sección de Planificación, Gestión, Monitoreo y Evaluación de la OREALC/UNESCO Santiago, explicó que del primer estudio (PERCE) al tercero (TERCE) se han hecho muchos avances -especialmente cualitativos- en el enfoque, la pertinencia y su utilidad pedagógica.  “Hemos comprendido que es una evaluación para los aprendizajes, y en ese sentido, una evaluación para los docentes, las escuelas y comunidades educativas de la región. Queremos dar evidencia y ayudar a los que enseñan y toman decisiones con insumos claves para enfrentar una realidad socioeducativa cada vez más compleja. Los Aportes para la Enseñanza se enmarcan en esta línea”, enfatizó.

Pablo Orrego, asistente técnico del Laboratorio Latinoamericano de Evaluación de la Calidad de la Educación (LLECE), de la OREALC/UNESCO Santiago, indicó que “dentro de la estrategia de difusión y uso del TERCE esta es la iniciativa que apunta más directamente a entregar herramientas didácticas a los docentes, vinculada con el desarrollo de habilidades de los estudiantes y de acercamiento al conocimiento científico y de investigación”.

El libro, presentado por el especialista, forma parte de una colección más amplia, denominada “Aportes para la Enseñanza”. Se trata de cuatro ejemplares, uno por cada área evaluada en el TERCE (lectura, escritura, matemática y ciencias naturales), que llevó a cabo el LLECE, organismo compuesto por 15 países de la región y coordinado por la OREALC/UNESCO Santiago.

Orrego también dio a conocer la realización del Primer Foro Abierto de Ciencias Latinoamérica y Caribe – CILAC con el lema “Transformando nuestra región: Ciencias, Tecnología e Innovación para el Desarrollo Sustentable en América Latina y el Caribe”, que se llevará a cabo del 6 al 9 de setiembre en Montevideo, Uruguay. Los organizadores de este espacio son el Grupo Montevideo, OREALC/UNESCO Santiago, la Agencia Nacional para la Investigación y la Innovación (ANII), y la Universidad de la República (Udelar).

El VII Congreso Nacional y Latinoamericano de Educación en Ciencias del Mineduc de Chile, cuenta con la participación de expertos internacionales de ocho países: Francia, Argentina, Brasil, Colombia, Guatemala, El Salvador, Bolivia, y Perú; además de exponentes nacionales de diversas universidades e instituciones chilenas, quienes dirigirán variados talleres en torno al desarrollo y uso de material didáctico para enseñanza de las ciencias; evaluación para el aprendizaje; trayectoria educativa para la educación en ciencias; comunidades de aprendizaje; experiencias latinoamericanas de educación en ciencias; indagación científica como enfoque de enseñanza; entre otros.

Durante los tres días que se extiende este congreso, participarán 450 docentes de los niveles de educación parvularia, educación básica y educación media de 200 escuelas y liceos públicos provenientes de las 11 regiones donde se implementa el programa ICEC (Arica y Parinacota, Antofagasta, Coquimbo, Valparaíso, Metropolitana, O´Higgins, Maule, Biobío, Araucanía, Los Ríos, y Magallanes).

Con información del Ministerio de Educación de Chile.

Fuente:http://www.unesco.org/new/es/media-services/single-view/news/unesco_santiago_da_a_conocer_documento_que_sera_una_herramienta_practica_para_ensenanza_de_las_ciencias/#.V1DyaPnhCUk

Imagen: http://www.me.gov.ar/monitor/nro16/images/dossier6.jpg

Comparte este contenido:

Chile: Estudiantes se movilizan previo a cónclave por Reforma Educacional

Chile/2 de junio de 2016/ Fuente: radio.uchile

Con barricadas comenzó esta jornada de día jueves donde se espera que el Ejecutivo se reúna con la Nueva Mayoría para revisar los alcances de la Reforma a la Educación Superior. En las universidades se ha registrado una progresiva adhesión al paro indefinido convocado por la Confech.

Barricadas en diversos puntos de la capital se registraron este jueves en protesta por la presentación del proyecto de Educación Superior, movilizaciones que estudiantes universitarios junto la Asamblea Coordinadora de Estudiantes Secundarios, ACES, anuncian se prolongarán durante todo el día y que contempla además una concentración en el sector de Plaza de Armas a las 13 horas.

Este jueves se realizará el cónclave al cual la ministra de Educación, Adriana Delpiano, citó a los presidentes de partidos, jefes de bancada e integrantes de las comisiones de Educación del Senado y la Cámara de Diputados de la Nueva Mayoría, para afinar los últimos detalles de la redacción del proyecto de Educación Superior.

La diputada comunista Camila Vallejo, quien ya manifestó su apoyo a las movilizaciones de los estudiantes, se refirió a esta instancia y dijo que la discusión deberá centrarse en si realmente se pondrá fin al lucro en todas las instituciones y bajo qué mecanismos operará eso, si la superintendencia tendrá atribuciones para evitar el lucro, si habrá o no cambios a la estructura de financiamiento y cómo será el alcance de la gratuidad.

Según la diputada estos temas marcarán posición en relación a qué partidos empujarán hacia una trasformación estructural y quiénes van a preferir morigerar la reforma.

Por su parte, a presidenta de la FECh, Camila Rojas, criticó la instancia convocada por la ministra por no considerar a los actores sociales en la discusión.

“Este conclave es representativo de esta idea de sacar la reforma entre cuatro paredes. Es una situación que no nos parece, porque creemos que las reformas tienen que considerar a los actores sociales y tienen que ser actores activos e incidentes”

Respecto a la convocatoria al paro indefinido, la dirigenta hizo una evaluación positiva y dijo que hasta el viernes habrá votaciones en los planteles. Hasta ahora en la Universidad de Chile las facultades que ya están paralizadas son Arquitectura, Arte, Ciencias, INAP, Filosofía y Ciencias Sociales.

Otras universidades que ya adhirieron al paro son la Universidad de Valparaíso, la UTEM, Andrés Bello, Austral, Playa Ancha, de la Frontera, Academia de Humanismo Cristiano, Universidad Silva Henríquez y la Universidad Central que se encuentra en toma desde este martes.

La ocupación responde a las demandas nacionales como también a problemas internos de la universidad, entre ellos la elección democrática de las autoridades, la rebaja de los aranceles y avanzar hacia la gratuidad universal, tal como comentó el presidente de la Feucen y vocero de la Confech, Gabriel Iturra.

“Producto de los cuatro años de acreditación que no tiene la universidad no cuenta con gratuidad lo que significa un endeudamiento de las familias, por eso tenemos que avanzar a la rebaja sustancial de los aranceles y también a la modificación de la estructura orgánica de la universidad. Las universidades privadas contemplan la figura de la junta directiva que es una estructura empresarial y si la Universidad Central quiere ser una universidad pública entonces tiene que cambiar esa estructura”.

La Universidad Diego Portales también se sumó al paro, a excepción de la carrera de medicina. Esto pese a la campaña propagandística que realizaron las autoridades de esa casa de estudios para evitar que los estudiantes votaran a favor de paralizar.

Así lo explicó la dirigenta de esa universidad, Carolina Figueroa, quien se refirió también a las demandas nacionales que movilizan a los planteles privados como el fin al lucro.

“Lo que queremos es que exista un fin al lucro efectivo en todas las instituciones de educación superior y también un marco regulatorio profundo donde se cuestionen a todas las instituciones. Hoy día vemos abusos, que falta reinversión y que no tenemos títulos que estén de la mano con un campo laboral real”.

En tanto la Asamblea Coordinadora de Estudiantes Secundarios, llamó a movilizarse este jueves 2 de junio, en rechazo al Proyecto de Nueva Educación Pública y a los acuerdos entre cuatro paredes que se tomarán en el cónclave de la Nueva Mayoría.

El vocero de la ACES, Diego Arraño, anunció que habrá movilizaciones durante todo el día y que a las 13 horas realizarán una concentración en Plaza de Armas.

“La convocatoria es para demostrarle al cónclave que el movimiento estudiantil no es un movimiento desinformado, que tenemos propuesta y que nos escuchen o si no van a seguir fracasando. Por eso nos vamos a manifestar a metros del Congreso para demostrar que seguimos de pie y nos seguiremos movilizando”

El vocero de la Cones, José Corona, explicó que los secundarios mantienen alrededor de veinte establecimientos en toma a nivel nacional, cifra que probablemente aumentará luego de los procesos de discusión en los establecimientos.

Corona explicó que el principal obstáculo en el diálogo con el gobierno es que aún no hay atisbo de un nuevo sistema de financiamiento para los colegios.

“En términos de avances de la discusión es urgente que el Ministerio de Hacienda pueda ser un actor protagónico y entrega los dineros al Ministerio de Educación para que se puedan hacer las reformas. No puede quedar a voluntad del ministro Valdés si es que no se entregan los recursos necesarios”

Además reiteró el llamado a los estudiantes secundarios a sumarse al paro multisectorial convocado para el próximo jueves 9 de junio donde ya confirmaron su participación la ACES, Cones, el Colegio de Profesores y los funcionarios de universidades.

Estudiantes recurren a justicia internacional para que se respete derecho a la educación

Este miércoles estudiantes de la Universidad de Chile interpusieron un requerimiento ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos contra el Estado de Chile, por supuestas transgresiones al derecho a la educación.

La acción pretende que el organismo internacional recomiende a Chile implantar progresivamente la gratuidad en la educación pública superior. Esto de acuerdo al Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales, al que Chile suscribió en 1989.

Conforme a la Constitución, este tratado tiene rango superior y ha sido infringido por todos los gobiernos desde 1990 en adelante. Así lo aseguró la abogada y académica Carola Canelo, quien explicó además que el objetivo de esta acción es dar a conocer a nivel internacional que en nuestro país se violan los tratados internacionales y el derecho a la educación.

“Habiendo agotado los recursos judiciales internos, hemos recurrido a esta instancia internacional para que de una vez por todas logremos una recomendación a nivel internacional y todo el mundo sepa que en Chile se violan los derechos humanos, y específicamente el derecho a la educación que tiene todo individuo a poder acceder a una educación pública superior gratuita”.

Una visión distinta expresó el presidente de la Comisión de Educación de la Cámara de Diputados, el radical Alberto Robles, quien afirmó desconocer el incumplimiento de tratados internaciones sobre la materia, junto con recordar que en Chile sí se está implementando un sistema de gratuidad en la educación superior.

“Yo entiendo que Chile está cumpliendo con todos los pactos internacionales que tienen relación con la educación, que yo sepa no hay ningún pacto, ningún tratado internacional que Chile no esté cumpliendo (…) La gratuidad es un tema que hay que discutir en el país. Quiero recordar que la Presidenta planteó la gratuidad en su programa, planteó la gratuidad universal, evidentemente en forma progresiva dada la situación económica que vive el país, y en ese sentido los proyectos se están ejecutando, de hecho la glosa presupuestaria que se votó apuntan también a lo mismo”.

Para la presidenta de la Federación de Estudiantes de la Universidad de Santiago, Marta Matamala, esta postura representa una forma de “retorcer la verdad”, ya que a su juicio, las últimas políticas públicas no han ido al fortalecimiento de la educación estatal y su ampliación, sino a la lógica del autofinanciamiento y la competencia entre planteles del Estado.

“Hoy día es francamente una mentira venir a decir que se han emprendido políticas públicas relacionadas a poder cambiar esta realidad y hasta donde nosotros entendemos este tratado con los artículos con los cuales establece particularmente el tema del fortalecimiento de la educación pública apuntan a que predominantemente la matrícula de la educación superior sea estatal y se sabe que hoy la matricula estatal representa menos del 20 por ciento del total de lo que existe como oferta, por lo tanto ahí no hay dobles lecturas”.

La dirigenta estudiantil acusó que hoy día no sólo hay incumplimiento a un tratado, sino que también hay un incumplimiento programático respecto de los compromisos con los que Michelle Bachelet salió electa.

Fuente: http://radio.uchile.cl/2016/06/01/once-universidades-acuerdan-paro-indefinido

Imagen: http://radio.uchile.cl/wp-content/uploads/2016/06/Confech-Paro2-678×330.jpg

Comparte este contenido:
Page 2736 of 3042
1 2.734 2.735 2.736 2.737 2.738 3.042