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ISA mostra Terras Indígenas mais afetadas por incêndios na Amazônia brasileira

Por: socioambiental.org 
Dados indicam que 67% dos focos de calor ocorreram fora de áreas protegidas

Levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) mostra quais são as Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) mais atingidas pelas queimadas na Amazônia brasileira. Desde o início da semana, o Brasil e o mundo voltaram os olhos para a Amazônia, que arde com número recorde de focos de incêndio. Entre 20 de julho e 20 de agosto, foram 33.060 focos de calor na Amazônia Legal no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Nesse período, as dez Terras Indígenas mais afetadas pelos incêndios foram o Parque Indígena Araguaia(TO), a TI Pimentel Barbosa (MT), TI Parabubure (MT), TI Apyterewa (PA), TI Marãiwatsédé (MT), TI Kayapó (PA), TI Areões (MT), TI Kanela (MA), TI Mundurucu (PA) e a TI Pareci (MT) (veja gráfico). No Parque Indígena Araguaia, foram 752 focos de calor no último mês. Ao todo, foram 3.553 focos de calor em 148 Terras Indígenas da Amazônia brasileira.

Nas Unidades de Conservação, a situação também é grave. Foram 7.368 focos de calor em 118 UCs. APA Triunfo do Xingu (APA), a Florex Rio Preto-Jacundá (RO), a Flona do Jamanxim (PA), a Resex Jaci Paraná (RO), a Pes do Mirador (MA), a Apa do Tapajós (PA), a Esec da Terra do Meio (PA), a Flona de Altamira (PA) e a Pes de Guajará-Mirim (RO) foram as dez UCs com mais queimadas entre os dias 20 de julho e 20 de agosto.

O levantamento do ISA também indica que a maior parte dos focos de calor ocorreu fora de áreas protegidas. Dos 33.062 focos, 22.141 (67%) foram fora de UCs e TIs e 10.921 (33%) dentro de UCs e TIs.

Várias dessas TIs e UCs com mais focos de calor também aparecem no ranking de TIs mais desmatadas, segundo dados do sistema de alertas do Inpe (Deter). É o caso da TI Apyterewa, campeã de focos de calor e também das TIs mais desmatadas em 2019. A TI Marãiwatsédé, quinta com mais queimadas, também aparece em quarto lugar dentre as mais desmatadas. No caso das UCs, ocorre fenômeno similar: a APA Triunfo do Xingu, com mais focos de calor, também é a mais desmatadas, de acordo com os dados do Deter. A Florex Rio Preto-Jacundá consta em segundo lugar, entre as mais desmatadas a Resex Jaci-Paraná, em terceiro e a Flona Jamanxim, em quinto.

“Desmatamento e fogo andam juntos. Se o desmatamento aumenta, os focos de incêndio também apresentam crescimento. Nos últimos anos a Amazônia tem registrado secas severas. No Xingu, por exemplo, nos últimos dez anos aconteceram sete anos de seca severa. Sem árvores, chove menos. Com tanta seca seguida, a água não abastece o subsolo, e sem água no subsolo a floresta fica menos verde e mais suscetível ao fogo”, explica Antonio Oviedo, pesquisador do ISA.

A estação seca ainda se estenderá por todo o mês de setembro. No último dia 10 de agosto, fazendeiros da região decretaram o Dia do Fogo. Segundo jornal de Novo Progresso, os produtores se sentem «amparados pelas palavras do presidente» Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto e áreas em processo de desmate na mesma data.

Estados afetados

Os dados também apontaram quais os Estados da Amazônia Legal mais atingidos pelo fogo nesse período. O Pará é o campeão, com 8.622 focos de calor, seguido do Amazonas (6.654), Mato Grosso (6.147) e Rondônia (5.044). Proporcionalmente, Rondônia é o estado com mais focos de calor, com três vezes mais focos de incêndio por quilômetro quadrado do que o Pará. O Acre, segundo menor estado da Amazônia Legal, também é outro estado também muito afetado: com 2.307 focos no período. Nesta sexta-feira (23/8), o Acre declarou estado de emergência devido aos incêndios.

Brigadas federais do programa de combate à incêndios florestais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o PrevFogo, têm atuado para apagar os focos de queimadas. Nesta sexta-feira (23/8), um decreto publicado no Diário Oficial indica a contratação de equipes emergenciais para atuar em municípios do Acre, Maranhão, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.


Queimada no município de Candeias do Jamari, Rondônia

Um projeto de lei para instituir uma Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e, com isso, reduzir os incêndios florestais, está com a tramitação paralisada desde fevereiro, esperando análise de Comissão Especial na Câmara dos Deputados. O manejo integrado do fogo prevê queimas prescritas e controladas combinadas com a prevenção e o combate aos incêndios florestais. O PL, além de propor estratégias para o uso controlado do fogo e de seu combate, também institui a responsabilização administrativa, civil e criminal para os responsáveis focos de fogo não autorizado ou autorizado que fujam ao controle e gerem danos ambientais, econômicos ou sociais.

“É urgente que se ampliem os esforços para combater os incêndios e, ao mesmo tempo, se apresente um plano para tratar da questão dos desmatamentos e queimadas no médio e longo prazo. O cenário anunciado por cientistas do mundo todo, de agravamento dos eventos extremos, é cada vez mais presente, e precisamos nos preparar. O Brasil já sabe como fazer isso, a experiência de redução dos desmatamentos entre 2004 e 2012 com o Plano de Prevenção e Combate aos Desmatamentos na Amazônia. Ao invés de combater os dados e os fatos, o governo deve anunciar urgentemente como vai combater o fogo e os desmatamentos ilegais”, aponta Adriana Ramos, Assessora do ISA especialista em políticas públicas.

Fuente: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/isa-mostra-terras-indigenas-mais-afetadas-por-incendios-na-amazonia-brasileira

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Venezuela: Gremios rechazan nuevas tablas salariales impuestas por el Ministerio de Educación Universitaria

Por: Mónica Salazar/cronica.uno

De estafa califica el personal administrativo, profesional y docentes universitarios las nuevas tablas salariales presentadas al sector, por parte del Ministerio de Educación Universitaria. En Sucre los representantes gremiales y sindicales advierten que estos «ajustes» solo provocará un mayor éxodo del personal universitario ante la imposibilidad de cubrir sus necesidades básicas.

Cumaná. «Hasta la fecha, el Ministerio de Educación Universitaria ha mantenido una política de desprecio para con el sector técnico y profesional de las universidades», indicó la economista Reina Gedeón, secretaria general del sindicato que agrupa al sector profesional de la Universidad de Oriente (Aspudo) al ser consultada sobre las nuevas tablas salariales para el sector universitario impuestas desde este mes.

«No hay una explicación técnica que soporte la diferencia de la interescala salarial que presenta el ministerio. En esas nuevas tablas, la interescala del sector técnico y profesional es menor al sector obrero y mucho más al sector docente», advirtió.

Gedeón reveló que en el caso del sector administrativo «se pretende bajar el aumento de 7 % logrado en primera y segunda discusión de la convención colectiva única (CCU), así como el 5,1 % en la tercera CCU a 4 %. Queda en evidencia la intención de hacer desaparecer cualquier estímulo para el profesionalismo necesario dentro de las instituciones universitarias«.

En el caso de los aspudistas, cuenta que desde 2013 se vulneran los derechos adquiridos en sus luchas reivindicativas.

«En 2013 el Gobierno hizo su primera jugada contra los aspudistas, al desconocer el sistema de carrera que gozaba de 35 años de vigencia sindical. Eso nos obligó a tomar acciones jurídicas para salvaguardar los derechos de los trabajadores».

La dirigente sindical subrayó: «Desde ese mismo momento denunciamos y alertamos que esta violación a nuestros derechos sería el principio del ataque no solo contra el sector administrativo, sino contra todos los trabajadores universitarios».

Aseguró que el cálculo de los ajustes salariales afectará a aproximadamente 700 aspudistas agremiados entre todos los cinco núcleos universitarios de la Universidad de Oriente.

Por lo tanto, afirmó que Aspudo se mantiene en resistencia y defensa de los derechos laborales, a pesar de la arremetida constante en detrimento del sector.

«Ya la diáspora que arropa al sector universitario es consecuencia del maltrato y las terribles políticas discriminatorias emanadas del sector oficial, desde donde ha sido sistemático el ataque a las universidades», apuntó.

tablas salariales
Gremios universitarios advierten que nuevas tablas salariales ocasionarán más deserciones.Foto: Mónica Salazar.
En situación de mendicidad

Entre tanto para la comunidad universitaria del Instituto Universitario Territorial Clodosbaldo Russián, antiguo Instituto Tecnológico de Cumaná (IUT-Cumaná), este instructivo que pretende aplicar la cartera ministerial solo intensificaría el estado de mendicidad en el que se encuentra el personal activo y jubilado universitario.

Tal afirmación corresponde al secretario general del Sindicato de Profesionales del IUT Cumaná, Siproiutcum, ingeniero Adón Díaz. «Esta precariedad en la que viven los trabajadores profesionales provocó el rechazo contundente a la escala intersalarial que pretenden imponer tras la salida del ex ministro Hubert Roa».

Díaz responsabilizó de esta estafa al sector universitario al ex ministro y a “’los pseudos” dirigentes gremiales y federativos de la FTUV, Orlando Zambrano, Carlos López, Telémaco Figueroa y Luis Brito.

«En la tozudez de sus acciones estos personeros afectos al oficialismo solo buscan quebrantar al personal universitario en sus justos reclamos reivindicativos», subrayó.

Insistió en señalar que estas nuevas tablas salariales «son una flagrante violación a los derechos contractuales contemplados en la Constitución así como para la labor docente».

Asimismo, advirtió que «desde 2012 le fueron conculcados los beneficios de las normas de homologación, un derecho adquirido que no podía ser arrasado por el ministerio».

En el rechazo público que hace el sector de docentes activos y jubilados del IUT Cumaná sostienen: «Este desgobierno ha traicionado el salario y la dignidad de los docentes que hoy día se encuentra en situación de mendicidad, dada la merma significativa del poder adquisitivo de sus sueldos».

Para ellos esto ha sido un «madrugonazo que atropella” a los profesionales universitarios justo cuando entran en el periodo vacacional. “Unas vacaciones que se han venido prolongando dado el cierre técnico que presenta el IUT ante la migración de casi 50 % de su profesorado y una deserción estudiantil que llega a 70 %».

Sin embargo, asegura que no abandonarán la lucha y seguirán elevando su voz «porque la academia no se doblega».

Ajustes de distorsión 

Para la Federación Nacional de Sindicatos de Profesionales y Técnicos de las Universidades Venezolana este anuncio por parte del Ministerio de Educación Universitaria ha sido otro zarpazo a los derechos y dignidad de los trabajadores universitarios.

En comunicado público esta Federación, que agrupa los sindicatos de Aspudo (UDO), Siproluz (LUZ), Apufat (UCV), Siptotupel (UPEL), Siprusir (Simón Rodríguez) y Siptula (ULA), califica de «ultrasecretas» las reuniones en las cuales «deciden traicionar las luchas reivindicativas que viene dando el sector universitario. Desconocen la participación de federaciones legítimas y representativas de la mayoría de las universidades que luchan por la mejora y cumplimiento de los compromisos contractuales de los trabajadores».

En este manifiesto público sostiene que la decisión unilateral del Ministerio de Educación Universitaria «desconoce la aplicación de porcentajes interescalas alcanzados en las luchas sindicales».

Esta pretensión del despacho ministerial busca eliminar los derechos laborales fundamentales adquiridos, progresivos e imprescriptible de la convención colectiva única del sector universitario que debe garantizar a los trabajadores los beneficios socioeconómicos y un salario digno como lo establece la Constitución”, expone el manifiesto.

El presidente de esta federación, abogado Dionis Dávila, afirmó: «Ese ajuste de distorsión en las tablas desmejora la interescala del sector administrativo y profesional de una manera que se afecta en más de tres puntos porcentuales directos de disminución. Este acuerdo queda con una interescala de 9 % y 7 % en obreros; 4 % en administrativos y 18 % y 13 % en profesores”.

*Fuente:http://cronica.uno/gremios-rechazan-nuevas-tablas-salariales-impuestas-por-el-ministerio-de-educacion-universitaria/

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Documento sobre lso incendios en el Amazonas y nuestro posicionamiento

Por: red.antropologiasdelsur

Frente a los devastadores incendios en la Amazonía, pulmón de América del Sur, la Red de Antropologías del Sur se suma a este documento redactado por el Dr. Marcelo Sarlingo, de la Universidad Nacional del Centro (UNICEN) de la Provincia de Buenos Aires, y suscrito por lxs colegas antropólogxs argentinxs de la Facultad de Ciencias Sociales de la UNICEN, algunxs integrantes de la Red, con el propósito de llamar la atención sobre esta problemática ambiental que afectará el futuro de la región:

INVESTIGADORES Y DOCENTES UNIVERSITARIOS

El escenario actual que presentan los incendios de la floresta tropical del Amazonas es mucho más dramático que en todos los momentos anteriores de la historia de Sudamérica. El Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales brasileño ha detectado 78.883 focos de incendio solamente en el año 2019, situación que nunca se había producido con tanta intensidad. Emerge así una problemática mucho más profunda y compleja, cuya importancia impide la indiferencia y nos obliga, como antropólogos y antropólogas, a manifestar nuestra solidaridad con los grupos humanos que están siendo expulsados y arrasados de esta forma tan brutal. Porque el fuego no es solamente una amenaza para la riqueza biológica. Cuando se destruyen especies animales y vegetales de un ecosistema, también se destruyen las comunidades humanas que viven en él.

El ritmo de desforestación del Amazonas es de un campo de fútbol por minuto. El fuego incontrolado es usado como la principal tecnología de eliminación de la cubierta vegetal tropical, para luego utilizar el suelo en actividades ganaderas y mineras. No es algo reciente ni novedoso. La expansión de las culturas coloniales en Sudamérica sobre los espacios naturales se basa en la simplificación de la biodiversidad natural y es una dinámica que tiene miles de años. Incluso, en el siglo XVII y aún en el XIX, los gauchos pampeanos frecuentemente quemaban el pastizal reseco para facilitar sus actividades culturales. Y la expansión de la soja sobre el bosque nativo argentino en las provincias del norte, en las dos últimas décadas del siglo XX, se hizo utilizando el fuego como etapa inicial. Pero sucede que el ecosistema amazónico es la floresta tropical más importante del mundo en materia de beneficios ambientales regulatorios del clima mundial, de la humedad atmosférica y de los ciclos hidrológicos completos, del nivel de oxígeno y de infinitas variables continentales y regionales. Estructuralmente, una gran parte de la vida y la dinámica planetaria dependen de sus procesos de reproducción ecológica y de su productividad natural. Por esta razón se entiende claramente que la desforestación incontrolada y la quema de regiones enteras de este ecosistema sea un gravísimo problema a escala mundial. Y esta gravedad habilita a los poderes de diferentes países a posicionarse, opinar y reclamar acciones que cambien el actual curso de los procesos de destrucción masiva que se observan hoy. Porque la desaparición de los bosques amazónicos impactará gravemente en todos los rincones del planeta.

Territorialmente, el Amazonas es una región extraordinariamente compleja. Actualmente abarca siete millones de kilómetros cuadrados y comprende nueve países. Su diversidad biológica es increíble, muy difícil de dimensionar. Se calcula que la cantidad de árboles alcanza a 400 mil millones, y que hay una enorme cantidad de especies de aves, insectos y todo tipo de seres vivos aún sin incorporar a ninguna taxonomía moderna. Debido a esto, el descontrol de los incendios forestales no es un problema solamente brasileño. El uso del fuego se utiliza en otros países amazónicos, como en el Oriente boliviano y también en algunas regiones de Perú. En las últimas décadas son objetivos sectoriales de desarrollo económico privado los que impulsan estos procesos de reconversión de la selva en tierra agrícola. Los grandes terratenientes brasileños y los “fazendeiros” que pretenden expandir sus tierras cultivables, principalmente para incrementar sus plantaciones de soja, cuentan con la complacencia del actual gobierno nacional brasileño, que redujo el presupuesto de las políticas de control ambiental en un 95 % y ni siquiera se preocupó por monitorear la expansión del fuego. Esto facilitó el incremento exponencial de las prácticas de destrucción de la biodiversidad: los incendios se descontrolaron en cinco grandes estados (Mato Grosso del Sur, Rondonia, Pará, Acre y Río de Janeiro). Y los impactos ambientales de esta destrucción ya se comienzan a sentirse en todo el Cono Sur. Se calcula que en pocos días, las partículas del humo de los incendios arrastradas por el viento llegarán hasta Buenos Aires y a la llanura pampeana.

El drama humano actual es terrible. Partiendo de la base que la gran diversidad biológica del Amazonas tiene un correlato en el extraordinario mosaico sociocultural de los pueblos que la habitan, LOS ANTROPÓLOGOS Y LAS ANTROPÓLOGAS DE SUDAMÉRICA pensamos que es importante mirar más allá de la emergencia y reparar en que el Brasil moderno es un conglomerado heterogéneo de poblaciones de origen amerindio, europeo (mayoritariamente portugués, pero no únicamente) y africano, con una historia extraordinaria y dinámica. Esta historia produjo configuraciones culturales únicas, como la matriz afrobrasileña, originada en cuatro millones y medio de esclavos trasladados desde África como mano de obra en la producción de azúcar o cacao. Y por supuesto, también hay que resaltar el aporte de los pueblos de la floresta amazónica, en su mayoría nómades y adaptados a la fluctuación entre las tierras altas y la várzea (tierras bajas inundables), a quienes el positivismo europeo clasificó como más cercanos a la naturaleza dado el desarrollo extraordinario de sus estrategias adaptativas. Estas sociedades diversas, riquísimas en la complejidad de su articulación al mundo natural, trataron de mantener su identidad cultural, sus territorios y su identidad frente a la expansión europea. La mayoría de estos grupos étnicos no lo logró. Muchos desaparecieron, otros se integraron subordinadamente a la economía de plantaciones y a mediados del siglo XX importantes grupos étnicos fueron recluidos en reservas por las políticas desarrollistas de los sucesivos gobiernos nacionales brasileños. La explotación del caucho, la búsqueda de oro, las políticas de colonización territorial, fueron todos procesos de expoliación violenta de los espacios tribales. En 1961, el gobierno crea el Parque Nacional Xingú, para institucionalizar algún tipo de protección a grupos étnicos singulares, a quienes jurídicamente se los consideraba como objetos de tutela. Es decir, no se les reconocía ninguna autonomía sociocultural, y el Estado Nacional se adjudicaba la responsabilidad de tutelar, al igual que los adultos tutelan a los menores. A tal efecto se creó la FUNAI, la Fundación Nacional del Indígena, para administrar desde la esfera nacional la cultura y la vida de sociedades y grupos humanos a los que solamente se los pensaba como supervivencias de un pasado humano moralmente condenable por su salvajismo y su diferencia.

Los incendios actuales son solamente uno de tantos indicadores de los procesos de expoliación que en los últimos años se han descrito desde la Ecología Política. La dinámica trasnacional de la producción de commodities está traicionando la expansión sistémica de áreas cultivables y la presión productiva sobre los recursos naturales desplaza todo tipo de grupos humanos a las periferias pobres de las ciudades. En este sentido, descendientes de los pueblos de la floresta, campesinos y campesinas pobres expulsados/as y desplazados/as de sus tierras, pobres urbanos que subsisten como pueden en las favelas, y las víctimas de la violencia política provocada por los sicarios de las empresas privadas que persiguen a los líderes y lideresas ambientalistas, comparten un mismo destino de incertidumbre y escasez, de pérdida de identidad y de seguridad vital sobre su futuro. En tanto antropólogos y antropólogas sociales no queremos quedarnos solamente en la observación de procesos de cambio. Proponemos que se articulen acciones en todos los niveles, especialmente nacionales e internacionales, para que se cambie la política actual en estas temáticas.

Quienes adhieran a este documento, escrito por el Dr. Marcelo Sarlingo, de la Universidad Nacional del Centro (UNICEN) de la Provincia de Buenos Aires, les solicitamos que lo firmen y digan la institución que trabajan o representan. Luego enviarlo a los siguientes correos electrónicos: miguelmugueta@yahoo.com.ar y redantropologiasdelsur.vzla@gmail.com. Gracias.

Dr. Marcelo Sarlingo (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dr. Miguel Mugueta (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dr. Mariano Ramos (UNLu, Dto de Cs Ss, PROHAREP)

Dr. Horacio Sabarots (UBA, UNICEN, Argentina)

Dra. Gabriela Brook (FACSO, UNICEN, Argentina))

Lic. Jorge Arabito (FACSO, UNICEN, Argentina)

Lic. Marina Schucky (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dra. Matilde Lanza (UNLu, UBA, Argentina)

Dr. Juan Matta (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dr Emiliano Fittipaldi (Universidad de Napoles, Italia)

Leo Yunguer (Tesista UNICEN, Argentina)

Dr. Carlos Paz (FACSO, UNICEN, ARGENTINA)

Lic. Ludmila Adad (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dra. Alicia Villafañe (FACSO, UNICEN, Argentina)

Jhonny Batista Mora (UNLA, Venezuela)

Dr. Rafael Curtoni (CONICET, FACSO, UNICEN, ARGENTINA).

Lic. Marcela Guerci (FACSO, UNICEN, Argentina)

Lic. María E. Peltzer (UNLP, Argentina)

Lic. Sandra Adam (antropóloga, UNICEN/UNLP, Argentina)

Jonatan Pinelli (tesista Antropología, UNICEN, Argentina)

Dr. Marcelo Gandini (ecólogo, UNCPBA, Argentina)

Prof. Dante Lartirigoyen (Docente, Dpto. Comunicación Social, FACSO, UNICEN, Argentina)

Kalil Abu-Qalbein Koda (tesista Antropología, UACh, Chile)

Red de Antropologías del Sur (Venezuela, Colombia y Argentina. Página web: http://red.antropologiasdelsur.org.ve/)

Claudia María Cóceres (antropóloga, UBA, Argentina)

Prof. Alí Marcano (coordinador CIM-Capítulo Sucre, Venezuela)

Carlos Vilatte (Agronomía, UNICEN, Argentina)

Lic. Silvia Boggi (antropóloga, comunicadora social, UNICEN, Argentina)

*Fuente: http://red.antropologiasdelsur.org.ve/archives/853

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Legado de Gandhi perdura en las luchas sociales del Siglo XXI

Redacción: TeleSUR

El 1 de agosto de 1920 emprendió una campaña de desobediencia civil que permitió la independencia del país del dominio británico.

Hoy en día, el legado de la resistencia no violenta y la desobediencia civil impulsado por  Mahatma  Gandhi, líder del movimiento de independencia de la India,  se ve reflejado en un sinnúmero de movimientos sociales que luchan por defender sus derechos y el respeto a sus pueblos.
Gandhi también inspiró movimientos como el del estadounidense Martin Luther King contra la discriminación racial en Estados Unidos en la década de los 60 del siglo pasado y movimientos de resistencia, como el de los indignados en Europa en 2015.

En América Latina, directa o indirectamente, luchas de resistencia, como la que protagonizan en Colombia, comunidades indígenas y campesinas, continúan prolongando la herencia de Gandhi, a pesar de la campaña sistemática de exterminio en contra de sus líderes.

La caravana en el noroeste de Brasil para exigir la liberación del expresidente Luiz Inázio Lula Da Silva, que concluye este viernes, lidereada por el Partido de los Trabajadores y colectivos, es una ejemplo más de la envergadura del legado de la resistencia no violenta.

En Arequipa, Perú, donde la comunidad se organizó para evitar la instalación del proyecto minero Tía María, mientras los indios en la amazonia  brasileña reclaman sus derechos ante los intentos del presidente Jair Bolsonaro de privatizar tierra, nacieron con el germen de la herencia de Mahatma.

Un ejemplo más hoy en día son los chalecos amarillos en Francia, uno de los movimientos con mayor duración en los últimos años en Europa, cada sábado salen a las calles de París ante la advertencia policial de reprimir el movimiento en demanda de que el Gobierno del presidente Emmanuel Macron cambie su política de reformas liberales.

La reciente salida del gobernador de Puerto Rico, Ricardo Rosselló ante las manifestaciones que exigían su dimisión tras conocerse polémicos mensajes que el gobernante mantuvo con sus colaboradores en un chat privado, pueden enmarcarse en un movimiento social que impuso sus demandas justas sin ejerce la violencia.

Primavera árabe y «los indignados»

Otro ejemplo, es la llamada primavera árabes en 2011, en Túnez y Egipto principalmente, cuando cientos de miles, movilizados a través de las redes sociales,  exigieron la salida de gobiernos impopulares y tiránicos, además de reclamar sus derechos políticos y sociales, que culminó con la caída de esos gobiernos.

En España, en 2011, el llamado movimiento de «indignados», un movimiento ciudadano que comenzó siendo parte de una manifestación marginal, sin el apoyo de los sindicatos y las fuerzas políticas mayoritarias, bajo el espíritu de la desobediencia civil y la no violencia .

Pero fue la intervención de las fuerzas del orden público, intentando desalojarlos, lo que prendió la mecha. En Madrid, la Puerta del Sol se convirtió en símbolo de resistencia cuando en todo España creció el clamor de acabar de una democracia más participativa que terminó en la creación del partido de izquierda Podemos.

El Movimiento de los Sin Tierra

Uno de los colectivos sociales más importantes de Latinoamérica, el Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) nació en Brasil a mediados de los 80 del siglo pasado para presionar a favor de una reforma agraria en un país donde la propiedad de la tierra ha estado históricamente muy concentrada.

Este mismo año, el Gobierno del presidente Jair Bolsonaro, ha anunciado  hará frente al MST y calificará las invasiones de áreas de cultivo como actos de terrorismo, a pesar de que este colectivo es de los principales productores de producto orgánicos en Brasil.

El grupo se encuentra entre los movimientos sociales más grandes de la región iberoamericana, contando entre sus miembros con más de un millón y medio de campesinos sin tierra organizados a lo largo de 23 de los 27 estados de Brasil.

El movimiento de desobediencia civil de Gandhi

Recordando la lucha que Gandhi encabezó está la protesta no violenta que protagonizó el líder indio el 12 de marzo al 6 de abril de 1930, conocida como marcha de la sal (salt satiagraha).

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Gandhi y su comitiva recorrieron en 25 días los 388 kilómetros que los separaban del mar de Arabia, desafiando la injusta ley británica que prohibía la extracción de sal en su colonia.La marcha fue brutalmente reprimida, que causó la indignación mundial.

Este hecho que preparó el camino de la India hacia la independencia de la India del imperio británico en 1947 sin uso de las armas o la violencia.

Honrado en la India como el padre de la nación, fue pionero y practicó el principio de Satyagraha: la resistencia a la tiranía a través de la desobediencia civil masiva no violenta.

Lideró campañas a escala nacional para mitigar la pobreza, expandir los derechLos de las mujeres, crear armonía religiosa y étnica, y eliminar las injusticias del sistema de castas,
Gandhi aplicó de forma suprema los principios de la desobediencia civil no violenta para liberar a India del dominio extranjero.

“Existen muchas causas por las cuales estoy dispuesto a morir, pero ninguna por la cual esté dispuesto a matar”, escribió en 1927. Una afirmación que recoge la esencia de su filosofía, la no violencia de Gandhi.

“La fuerza no proviene de la capacidad física sino de la voluntad indomable”, afirmaba Gandhi, quien añadió: “Me opongo a la violencia porque cuando parece causar el bien este solo es temporal. El mal que causa es permanente”

Gandhi influyó en la conciencia del mundo entero con su concepto de no violencia. Los líderes de derechos civiles mundiales desde Martin Luther King, Jr., hasta Nelson Mandela han reconocido a Gandhi como fuente de inspiración en su lucha para conseguir igualdad de derechos para su pueblo.

Fuente: https://www.telesurtv.net/news/india-gandhi-desobediencia-civil-resistencia-no-violenta-legado-20190731-0053.html

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«Cuando las comunidades se apropian de sus escuelas, la educación para la paz es más efectiva»

Por: Semana Educación.

En la Cumbre Líderes por la Educación, que se realizará el próximo 18 y 19 de septiembre en Bogotá, uno de los temas centrales será la educación socioemocional en escenarios de posconflicto. Expertos nacionales e internacionales en el tema analizarán el caso de Colombia. Semana Educación habló con Óscar Sánchez, director de Educapaz, al respecto.

Semana Educación: ¿En qué consiste la educación para la paz?

Óscar Sánchez: La paz es un concepto muy general, pero en Colombia tiene unos matices muy concretos. El programa nacional de educación para la paz dice que hay dos dimensiones cruciales si no queremos que las cosas se conviertan en tratados políticos que se incumplen o que no conducen a la paz, sino que reinventan la guerra. La primera dimensión es la educación rural, sobre todo en las zonas afectadas por el conflicto armado, la ruralidad dispersa y los territorios étnicos. Los niños, niñas y jóvenes que viven en esos entornos no tienen muchas oportunidades.

Por ejemplo, en el sur del Tolima, en los municipios de Chaparral, Planadas, Ataco y Río Blanco, que es donde nacieron las Farc, la matrícula en grado quinto en 2018 era de 1530 niños; en grado noveno, un poco más de 800; y en grado once, 503. Estamos perdiendo a dos terceras partes de los chicos en los entornos escolares. Las oportunidades educativas tienen que mejorar en pertinencia, en cobertura, en nivel académico y formación integral. El país ha avanzado. La educación rural se ha vuelto un tema central en los últimos tres años, pero a la hora de la financiación sigue siendo pobre. El Gobierno nacional y los entes territoriales no destinan los recursos suficientes.

S.E.: ¿Y la segunda dimensión?

Ó.S.: El otro aspecto de educar para la paz, que es más comprendido en el debate mundial, es la desnaturalización de la violencia en la cultura. Desde la educación se puede contribuir a una cultura de la paz. Si aceptamos que somos parte de una cultura violenta, la pregunta es cómo podemos desde la educación contribuir a construir cultura de paz. Esto pasa por saber técnico y hay tres cosas que se deben lograr: educación socioemocional, educación para la ciudadanía y educación para la reconciliación.

S.E.: ¿En qué consiste cada una de esas educaciones?

Ó.S.: Lo socioemocional se construye desde la primera infancia e incluye el control de las emociones, empatía, capacidad de escucha, ponerse en los zapatos del otro, resiliencia, poder superar situaciones de dolor y trauma. Lo ciudadano es la construcción de un sujeto capaz de convivir con otros en condiciones de igualdad respetando la diferencia. Cada ser humano se forma una identidad teniendo en cuenta lo que hereda y lo que elige. Esa identidad nos da sentido y nos ayuda a crear proyectos de vida. En la medida en que todos tenemos una identidad distinta podemos entender la dignidad y la riqueza humana.

La dignidad de lo humano es que cada ser puede tener una identidad totalmente diferente a la de los demás y, sin embargo, ser iguales en derechos. Esa formación ciudadana pasa por la sexualidad, por lo ambiental, la no violencia, la participación política, la conducta cívica, etc. Y, por último, la educación para la reconciliación es crítica en sociedades en posconflicto como la nuestra porque la guerra nos ha enseñado el odio, la venganza, la justicia punitiva, la negación del perdón. Desaprender eso y aprender la reconciliación es muy importante. Los docentes y escuelas deben contar con las herramientas para este tipo de educación.

S.E.: ¿Qué tipo de herramientas ayudan en ese proceso?

Ó.S.: Son herramientas pedagógicas. Es perfectamente posible comprender cómo aprendemos los seres humanos en cada una de las etapas del proceso evolutivo. El Ministerio de Educación, junto con Educapaz, tiene una plataforma de herramientas didácticas, que tiene más de mil materiales pedagógicos para todos los momentos del aprendizaje.

Los seres humanos no aprendemos los valores discursivamente, sino con experiencias. Hay situaciones especialmente propicias para el aprendizaje, ya sea positivo o negativo

S.E.: ¿Y cuando esas experiencias negativas sobrepasan la capacidad para controlar las emociones?

Ó.S.: Cuando son experiencias muy límite, con situaciones de riesgo serias, las escuelas deben contar con profesionales de orientación sicosocial que construyan rutas terapéuticas y les hagan seguimiento. Por ejemplo, para los niños que han tenido consumo de sustancias psicoactivas, han sido abusados o vivido la violencia en sus familias.

El asunto es que mientras en Bogotá hay un profesional de orientación escolar por cada 500 estudiantes en promedio, hace tres meses visité un colegio en Tierra Alta, Córdoba, un municipio en donde casi todos los habitantes han sido víctimas del conflicto armado, y el colegio no tenía un solo profesional de orientación escolar, aunque atendía a 1.600 estudiantes. Y ningún colegio público de este municipio ha tenido profesionales para esta atención.

S.E.: Usted mencionaba la necesidad de la resiliencia. ¿Cómo se relaciona esto con la necesidad de conocer la historia para sobreponernos a lo adverso?

Ó.S.: La resiliencia pasa por entender que hay algo más allá de lo que me ha sucedido. Que lo que he vivido no es lo único que puedo vivir. Y por supuesto hay que entender lo que he vivido, pero sobre todo entender las posibilidades para vivir otras cosas. La paz es paz positiva. No es entender los problemas de la violencia y dedicarse a recrearlos, pero necesita historia, verdad y reconciliación en función de ver que otro mundo es posible y dedicarse a transformar la realidad.

En la Cumbre Líderes por la Educación precisamente va a estar Neil Boothby, uno de los expertos mundiales más grandes en los temas de resiliencia en educación, y él dice que lograr la mirada positiva a pesar de la adversidad pasa por una transformación sistémica. Que así como fueron muchas las causas para el dolor, haya suficientes variables que confluyen para generar la paz positiva.

Fuente de la entrevista: https://www.semana.com/educacion/articulo/la-educacion-para-la-paz-es-mas-efectiva/626951

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Informe de la sociedad civil sobre la Agenda 2030 en Brasil: educación sigue en riesgo

América del Sur/ Brasil/ 27.08.2019/ Fuente: redclade.org.

Con contribuciones de la Campaña Nacional por el Derecho a la Educación, el documento fue elaborado por organizaciones no gubernamentales, movimientos sociales, foros y fundaciones brasileñas que actúan en la difusión, promoción y monitoreo de la Agenda 2030

“El gobierno de Michel Temer fue marcado por la aprobación de la Enmienda Constitucional (EC) 95/2016, medida que es un obstáculo para la universalización del acceso a la educación de calidad y para la implementación del Plan Nacional de Educación (PNE) con vigencia hasta el 2024, y podrá impactar negativamente el plan siguiente (2024-2034)”. Esta fue la primera constatación referente a la educación, presentada por el Grupo de Trabajo de la Sociedad Civil para la Agenda 2030 (GTSC 2030), en su 3º Informe-Luz sobre la Agenda de Desarrollo 2030 en Brasil.

Publicado esta semana, el informe fue elaborado de manera colectiva por organizaciones no gubernamentales, movimientos sociales, foros y fundaciones brasileñas que se dedican al seguimiento a los compromisos del Estado brasileño con la Agenda 2030. Estos colectivos actúan en la difusión, promoción y monitoreo de la Agenda en el país, en lo que se refiere a sus diferentes objetivos temáticos, entre ellos el Objetivo de Desarrollo Sostenible (ODS) de número 4, referido a la educación. Para elaborar la parte del documento que se enfoca en el ODS 4, de educación, el Grupo contó con los aportes de la Campaña Nacional por el Derecho a la Educación (CNDE), miembro de la Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE) en Brasil.

“El PNE es la principal política pública del país para alcanzar el ODS 4 y ambos están amenazados. El no cumplimiento de las acciones del PNE – organizado como una agenda progresiva y con metas previstas para el 2015 – perjudicó las actividades de 2016 y así sucesivamente. Vale resaltar que hasta el 2018, apenas el 30% de las metas y estrategias previstas desde el 2015 presentaron algún avance y ninguna de ellas se había cumplido integralmente, situación que no presentó avances significativos en el 2019”, expresa el informe.

Según datos del documento, en el 2019, aumentó el número de propuestas del gobierno que caminan hacia la reducción del derecho humano a la educación, como la privatización educativa y la oferta de enseñanza básica pública a distancia. “Estas ideas son movilizadas por una parcela del sector privado que no se preocupa con la calidad de la educación”, se subraya en el informe.

Para cambiar este contexto y hacer que las políticas educativas retomen su camino hacia la garantía del derecho a la educación de todas las personas, el grupo presenta siete recomendaciones, entre ellas: la revocación de la Enmienda Constitucional 95/2016 – la cual determinó el congelamiento del gasto público en educación, salud y asistencia social por 20 años; la ampliación presupuestaria de la Unión al fondo nacional de educación básica; la suspensión de la reforma de la educación secundaria y la revocación de todas las leyes aprobadas con la finalidad de prohibir que profesionales de la educación aborden los temas género y sexualidad en los centros educativos.

Lee el informe completo
(en portugués)

Además de las problemáticas de la educación brasileña, la tercera edición del informe evidencia el aumento de las violaciones a los derechos sociales, ambientales y económicos en Brasil.

Según el documento, las iniciativas ultraliberales y en base a fundamentalismos confesionales ganan fuerza en el país, a pesar de comprobadamente sin eficacia y dañinas.

“El desafío no es pequeño. Tenemos 15 millones de personas en extrema pobreza, 55 millones en situación de pobreza, 34 millones sin acceso al agua tratado, más de 100 millones sin servicios de colecta de aguas residuales y casi 600 mil casas sin energía eléctrica. Casi el 50% de la flora está bajo amenaza radical, el campo y la salud están amenazados por la liberación de 239 nuevos tipos de agrotóxicos. El escenario es tenso, con desempleo alto (13 millones de personas) y persistente, pero el Gobierno Federal se enfoca en propuestas que agravan los conflictos y empeoran, principalmente, la vida de las mujeres negras, quilombolas e indígenas, sin presentar soluciones para pacificar el país”, destaca el informe.

Fuente del documento: https://redclade.org/noticias/agenda-2030-en-brasil/

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Seguimiento a la Agenda 2030: ¿Cómo está la educación en la primera infancia en Brasil, Chile, El Salvador y Guatemala?

América del Sur/ Brasil/ 27.08.2019/ Fuente: redclade.org.

En el marco de la revisión de la Agenda de Desarrollo 2030 en la ONU, foros que defienden el derecho a la educación alertaron sobre la falta de acceso y calidad en la educación de niñas y niños pequeñas/os en sus países

Informes elaborados por foros nacionales miembros de la Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE) en Brasil, Chile, El Salvador y Guatemala, muestran riesgos para la llamada educación en la primera infancia, la cual se refiere al derecho a la educación de niños y niñas de 0 a 8 años, según define el Comité de los Derechos del Niño de Naciones Unidas (ONU).

Los documentos fueron presentados ante el último Foro Político de Alto Nivel de la ONU, donde se revisó el estado de cumplimiento de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS).

De los foros miembros de la CLADE en dichos quatro países, apenas la Red Salvadoreña por el Derecho a la Educación (RESALDE) ha indicado avances para la garantía de la educación y el cuidado en la primera infancia a nivel nacional. Los demás foros alertan para la falta de financiamiento, atención, formación docente e infraestructura en esta etapa educativa.

A continuación, lee más informaciones sobre cada uno de los países.

Brasil: políticas para niños y niñas retroceden, y se trasladan del campo educativo a la asistencia

Según el informe realizado por la Campaña Nacional por el Derecho a la Educación (CNDE), aunque la sociedad civil del país haya luchado y alcanzado avances en las políticas y acciones para la garantía de una educación de calidad en la primera infancia, todavía restan grandes desafíos para la realización de este derecho para todas las niñas y niños.

“La meta 1 del Plan Nacional de Educación (2014-2024), que busca la universalización del acceso a la escuela para niños y niñas de 4 y 5 años de edad hasta el 2016, no fue cumplida. Desde el 2014, primer año de vigencia del Plan, la tasa de escolarización en esta etapa creció apenas 4 de los 11% necesarios para alcanzar la meta”, señala la Campaña en su informe.

En el documento, también se afirma que “para que la mitad de las niñas y niños de Brasil con hasta 3 años estén en la escuela en el 2024, según establece el Plan, sería necesario invertir lo suficiente para garantizar 20% más cupos en guarderías para la población de esta edad. En el 2017, el aumento en esta tasa había sido de apenas 4%”.

Además de la falta de cumplimiento de las metas del Plan Nacional de Educación, las políticas más recientes para la primera infancia en Brasil retrocedieron y se trasladaron de la perspectiva del derecho humano a la educación para el campo de la asistencia social. “Las políticas relacionadas a la primera infancia apoyan la adopción de propuestas de atención en espacios inadecuados para atender las especificidades de la educación de niñas y niños, por profesionales sin la formación específica para esta atención”, alerta el informe.

Chile: la mitad de niños y niñas con 4 y 5 años de edad no accede a la escuela

En Chile, la educación para la primera infancia, llamada de parvularia, es el nivel que más presenta deficiencias en el sistema educativo nacional. Esta etapa contempla estudiantes de 0 a 6 años de edad, iniciando en la sala cuna y terminando en el segundo nivel de transición, antes del ingreso a la educación básica.

Según informe elaborado por el Foro por el Derecho a la Educación Pública de Chile, en el 2018, la matrícula total en la educación parvularia ascendía a 800.083 niños y niñas, correspondiendo a una cobertura del 54,8%, fuertemente concentrada entre los 4 y 5 años de edad, y alcanzando a sólo el 20,1% de las niñas y niños con entre 0 y 2 años de vida.

La provisión de la educación para la primera infancia en el país contempla la participación de entidades públicas y privadas, con fuerte presencia de estas últimas, que representan casi el 60% del total de matrículas. “Es necesario comprender la importancia de frenar en esta etapa escolar la enorme segregación existente, a la vez que se construye una educación pertinente a las necesidades de niños y niñas, considerándolos así en su momento actual y no desde una óptica adultocéntrica, mucho menos propiciando un estrechamiento curricular por medio del énfasis en contenidos (lenguaje y matemáticas) que serán de utilidad para su posterior evaluación dentro de un sistema que tiende a la estandarización y homogeneización”, afirma el documento.

Según el Foro, las nuevas propuestas para la educación en la primera infancia en el país tienden a precarizar y privatizar aún más esta etapa educativa, a través del establecimiento de un sistema de subvenciones por parte del Estado, que beneficia proveedores privados sin garantizar un financiamiento basal al sistema público, y aumentando el desapego familiar por las largas horas en que los niños y niñas permanecerán en los jardines infantiles.

“Es necesario establecer un financiamiento por asistencia a las instituciones que imparten la educación parvularia, teniendo como evidencia que existe una diferencia concreta en la tasa de

asistencia entre el primer y el quinto quintil, un 45,3% y un 57,8% respectivamente, es decir, niños y niñas de una mejor situación económica tienen una mayor asistencia. Significa estar entregando más recursos para la educación de un sector determinado y privilegiado de la población, lo que provoca un aumento de la segregación y exclusión en los niveles pre-escolares del sistema educativo”, alerta el documento.

El Salvador: matrícula triplica en tres años

Según el informe presentado por la Red Salvadoreña por el Derecho a la Educación, la educación en la primera infancia ha conquistado avances en el país. Hubo un incremento de la cobertura y atención sobre todo en la educación inicial, que atiende a niñas y niños de 0 a 4 años. “El incremento se debe a la apertura y relevancia que le ha dado el Ministerio de Educación, Ciencia y Tecnología, triplicando la matrícula de educación inicial del 2.1% en el 2015, a 6.4% en el 2018”, destaca el informe.

RESALDE explica que este avance resulta de la Estrategia Nacional para el Desarrollo Integral de la Primera Infancia, lanzada en el 2018 como un instrumento para la implementación de las líneas de acción de la Política de Protección Integral de Niñez y Adolescencia, la cual a su vez se generó como respuesta a los compromisos establecidos en el Plan “El Salvador Educado”.

“La estrategia aspira a garantizar las oportunidades para el desarrollo integral de niñas y niños desde su gestación hasta cumplir 9 años, a través de la potencialización de los factores vinculados a la familia y a la comunidad que favorecen el desarrollo integral; del aumento de acceso y cobertura de servicios y atenciones integrales y de calidad; de la generación de ambientes saludables y entornos protectores y de la protección y restitución de los derechos de las niñas y niños en su primera infancia”, expresa el informe.

Guatemala: financiamiento para la educación en la primera infancia disminuye

Según el informe elaborado por el Colectivo de Educación para Todas y Todos, la educación en la primera infancia no logra atender a todos los niños y niñas del país y es más deficitaria en departamentos que tienen poblaciones mayoritarias indígenas como Izabal, Sololá, Totonicapán, Chimaltenango, San Marcos, Quetzaltenango Huehuetenango, Alta Verapaz y el Quiché.

El Colectivo explica que, al inicio del actual gobierno, entraron en revisión los programas sociales de ayuda monetaria condicionada para educación y salud, y se ha observado una reducción en la cobertura de la escuela primaria a un 84%.

En relación a la formación docente para esta etapa educativa, el informe indica que, según estimativas del Ministerio de Educación, la ampliación de cobertura en el nivel pre-primario requiere la formación de aproximadamente 40,000 docentes. “Una porción de ellos tendrá que especializarse en educación bilingüe intercultural para atender con pertinencia lingüística y cultural a la población infantil de los pueblos originarios”, afirma el documento.

Fuente de la noticia: https://redclade.org/noticias/seguimiento-a-la-agenda-2030-como-esta-la-educacion-en-la-primera-infancia-en-brasil-chile-el-salvador-y-guatemala/

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