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Crônica de um desastre anunciado (ou o triste desmonte da agenda ambiental brasileira)

Por Luiz Queiroz d’Orange* .

Esperava-se muito pouco da agenda ambiental de um governo Bolsonaro, é verdade. Afinal, as evidências eram abundantes: o termo “meio ambiente” só recebeu uma única menção no programa de governo do então candidato do PSL. No final de 2018, já eleito, Bolsonaro chegou a defender abertamente o fim do Ministério do Meio Ambiente e só recuou devido às pressões internacionais. Em dezembro, repetiu que o IBAMA era uma “indústria de multas” e que ia mudar isso aí, tá ok?

Contrariando a turma que acreditava que eram apenas bravatas de campanha, ao assumir a presidência o capitão arregaçou as mangas e já na reforma ministerial de janeiro tratou de sequestrar a Agência Nacional de Águas para o Ministério de Desenvolvimento Regional e o Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura. Na mesma tacada, acabou com a área de Mudanças Climáticas do Itamaraty, destaque da política internacional brasileira, e tratou de asfixiar os setores correspondentes no MMA – onde, aliás, acabou também com qualquer menção ao combate ao desmatamento, justo quando os índices de desmatamento disparam na Amazônia. Na agenda indígena, jogou a FUNAI para um lado (Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos) e a demarcação de Terras Indígenas para o outro (Ministério da Agricultura), no que deve ser o único caso no planeta onde fazendeiros são responsáveis pela delimitação de reservas para os índios.

Depois de reorganizar o tabuleiro institucional ao seu gosto peculiar, o governo destacou o Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo/SP) para pilotar a nova agenda ambiental ao estilo Bolsonaro. O ministro Salles é aquele que ganhou notoriedade por ser o primeiro ministro ficha suja em um governo que se elegeu com a bandeira anticorrupção e por ser o primeiro ministro de meio ambiente que contesta o legado de Chico Mendes para o ambientalismo brasileiro. Logo no início de sua gestão, elegeu as ONGs como grande inimigas do governo e suspendeu todos os contratos e convênios com o terceiro setor, só para voltar atrás na sequência e transformar a suspensão em um pente-fino.

Representante explícito dos ruralistas (foi diretor da Sociedade Rural Brasileira) e defensor da violência contra a esquerda e contra os movimentos sociais, Salles desempenha com desenvoltura o papel de antiministro do meio ambiente – chefia um ministério que não deveria existir na visão do governo. No começo de abril, Bolsonaro e Salles produziram normativos que contribuem para esterilizar ainda mais a atuação dos órgãos ambientais: o decreto do “revogaço” extinguiu diversos colegiados fundamentais para o funcionamento da máquina ambiental e outro decreto criou uma instância para revisar autos de infração ambiental, substituindo a “indústria de multas” pela “anistia prévia” ao infrator. Esse mesmo decreto revisou as regras para conversão de multas ambientais, suspendendo a modalidade de conversão indireta que havia sido regulamentada recentemente pelo IBAMA para gerar investimento em programas estruturantes de recuperação ambiental. A primeira fase do Programa Nacional de Conversão de Multas (biênio 2019/2020) arrecadou cerca de R$1,1 bilhão e iria aplicar esses recursos na recuperação ambiental nas Bacias do São Francisco e do Parnaíba antes de ter sido suspenso pelo governo. Ou seja, o imperativo ideológico de asfixiar as ONGs ambientalistas superou os ganhos potenciais de um programa bilionário de investimentos estratégicos em conservação.

A lista de ataques, polêmicas e desmontes parece inacreditável para um governo que mal superou os primeiros 100 dias, mas ainda nem mencionamos a articulação para flexibilização do licenciamento ambiental, para a liberação da caça de espécies silvestres, a escandalosa liberação de agrotóxicos, a desautorização da fiscalização de madeireiras em Rondônia, ou a surreal sessão inaugural do CONAMA neste ano, conduzida com mão de ferro pelo novo ministro e com direito a conselheiros barrados e relatos de agressão.

O autoritarismo, aliás, parece estar se confirmando como marca da gestão de Salles. Desde o começo de março vigora uma lei da mordaça aplicada ao IBAMA e ao ICMBio, que só podem se manifestar por meio da Assessoria de Comunicação do MMA. Há relatos de “vistorias” constrangedoras do ministro em prédios e unidades, em tom de revista de oficial superior, para avaliar se as mesas e ambientes estariam devidamente livres de “manifestações políticas”. Exonerações e demissões arbitrárias têm sido registradas em todo Brasil e desencadearam um clima de caça-às-bruxas em toda a administração. O episódio ocorrido em Tavares/RS, onde Salles provocou uma reação orgástica em uma plateia de ruralistas ao anunciar a abertura de processos administrativos para punir servidores do ICMBio por não estarem presentes no evento (para o qual não haviam sido convidados), é ilustrativo da tendência autoritária do ministro. O episódio levou ao pedido de demissão do então presidente do ICMBio, Adalberto Eberhard. O conjunto da obra até o momento ensejou uma carta aberta da Associação Nacional de Servidores da Carreira de Meio Ambiente (ASCEMA NACIONAL), onde os servidores manifestam repúdio à atuação do ministro Salles, tido como “ardiloso, falacioso e grosseiro”. Esvaziados de suas funções técnicas e administrativas, outros 3 diretores do ICMBio pediram demissão em um ato conjunto, como que fugindo do barco antes do naufrágio iminente. Possivelmente para “botar ordem na casa”, Ricardo Salles transformou o ICMBio em uma sucursal da Polícia Militar de SP, nomeando policiais para todo o primeiro escalão do instituto, além da presidência. A militarização da área ambiental já atinge parcela significativa dos cargos de alto escalão no Ministério do Meio Ambiente, IBAMA e ICMBio.

Infelizmente, tudo indica que o pacote de retrocessos está longe de chegar ao fim. A possível fusão entre o IBAMA e o ICMBio, os dois principais braços executivos do MMA, deixou de ser conversa de bastidores e passou a ser discutida abertamente na imprensa. O rumor já havia sido semeado durante a campanha e a “incorporação” do ICMBio no IBAMA foi defendida pela equipe de transição da área ambiental. Uma das versões que circula em Brasília é que a fusão implicaria na criação de um novo órgão, um Instituto Federal do Meio Ambiente ou algo similar. Pra quem é da área, a medida cheira a um revanchismo pueril: o presidente que não gosta do IBAMA e o ministro que despreza Chico Mendes tratam de apagar do registro institucional brasileiro as duas marcas de seu desagrado.

Parece especialmente cruel que o IBAMA, ao comemorar 30 anos de existência, esteja ameaçado de extinção como as próprias espécies que tenta preservar. O IBAMA é mais antigo que o próprio Ministério do Meio Ambiente e tradicionalmente encarna o símbolo da defesa ambiental no Brasil. No afã de reescrever a história do ambientalismo brasileiro ao seu feitio, a dupla Bolsonaro/Salles aparenta não ter escrúpulos em jogar no lixo todo o capital simbólico acumulado em 30 anos de IBAMA; muito menos a recente, porém relevante história do ICMBio.

O desmonte da agenda ambiental promovido pelo governo Bolsonaro supera as previsões mais pessimistas e a preocupação chegou até à prestigiada revista Nature. Enquanto isso, o mundo assiste apreensivo e ensaia boicotes aos produtos oriundos de desmatamento no governo Bolsonaro.

É difícil prever onde vai parar esse processo de desmonte da área ambiental, mas em pouco mais de 3 meses o capitão Bolsonaro e seus correligionários conseguiram implodir qualquer protagonismo que o país tivesse na agenda global de sustentabilidade. Os danos à imagem brasileira já são evidentes: o Museu Americano de História Natural de Nova Iorque se recusou a sediar evento que homenageará o presidente Bolsonaro, em função dos objetivos declarados do governo em relação à proteção da Amazônia.

E por fim, é importante ressaltar que nisso Bolsonaro não era fake news – sua campanha falou claramente que iria desmontar a gestão ambiental no Brasil. Quem votou no capitão, com as mãos fazendo gesto de arminha, sabia que estava hipotecando um futuro mais sustentável e próspero para o Brasil. É inescapável a sabedoria do Barão de Itararé: “de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo”.

Fonte da revisão:http://envolverde.cartacapital.com.br/cronica-de-um-desastre-anunciado-ou-o-triste-desmonte-da-agenda-ambiental-brasileira/
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Universidades de Brasil convocan huelga general ante ajuste

América del Sur/ Brasil/ Fuente: www.telesurtv.net.

El ministerio de Educación anunció recientemente el recorte del 30 por ciento del presupuesto para todas las universidades e instituciones educativas federales de Brasil.

Estudiantes, maestros y trabajadores de las universidades públicas de Brasil, convocaron a una huelga general para el próximo 15 de mayo, en rechazo a las políticas de recorte presupuestario anunciadas por el Gobierno del presidente Jair Bolsonaro.

La iniciativa encabezada por líderes estudiantiles cuenta con el respaldo del sector docente, que ya adelantó que se sumará a la protesta. En este sentido, el presidente del Sindicato Nacional de los Docentes de las Instituciones de Enseñanza Superior (Andes), Antonio Gonçalves, señaló al Gobierno brasileño por intentar imponer una educación con «pensamiento único que ataca los derechos fundamentales».

Por su parte, la directora de la Unión Nacional de Estudiantes (UNE), Marianna Dias, informó que la próxima semana se realizarán asambleas para «demostrarle al presidente la fuerza de las universidades»

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Para la vicerrectora de la UNE, Jessy Dayane, Bolsonaro busca «un país sin desarrollo nacional, un país sin industria, un país sin tecnología y completamente dependiente de la importación».

Recientemente, el ministerio de Educación anunció el recorte del 30 por ciento en el presupuesto para todas las universidades e instituciones educativas federales de Brasil, una de las tantas medidas de Bolsonaro que atacan directamente el desarrollo social del país suramericano.

Fuente de la noticia: https://www.telesurtv.net/news/brasil-universidades-huelga-general-ajuste-presupuesto-bolsonaro-20190504-0027.html

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Equidad de género: 24 planteles de educación superior firman compromiso y definen políticas

Por: Carlos Said.

Las entidades apuntarán a que al menos 40% de las integrantes de los órganos superiores sean académicas. De acuerdo a un balance, hoy en 47% de las universidades tradicionales, las mujeres han aumentado su participación en la toma de decisiones.

Las movilizaciones feministas pusieron sobre el debate la desigualdad de género en la educación superior, lo que hizo que autoridades e instituciones reforzaran su trabajo para fomentar la inclusión de mujeres. Una de esas acciones la lideró el Ministerio de Educación (Mineduc), que en marzo propuso a los rectores firmar un compromiso para avanzar en equidad de género.

Y ese llamado tuvo frutos, pues ya son 24 las instituciones de educación superior que firmaron el pacto, entre ellas nueve universidades, como la U. Católica, U. de La Frontera y U. de Tarapacá. Se unen 15 centros de formación técnica e institutos profesionales, como el IP Arcos, IP La Araucana y el CFT Estatal de Valparaíso.

El compromiso exige a estos planteles construir políticas de equidad, con metas y acciones. Entre las medidas que deberán cumplir está que al menos 40% de los integrantes de los órganos superiores sean mujeres. Al mismo tiempo, apuntan a que en las elecciones de rectores compita al menos una mujer. Otro punto es favorecer el ingreso de investigadoras al claustro académico.

Además, se exige que la carrera académica contemple plazos especiales de ascenso en la jerarquía para las profesoras que sean madres. Del mismo modo, los foros o seminarios deberán contar con expositoras mujeres cuando participen cuatro o más expertos. Las instituciones tendrán entre dos y tres años para cumplir con todo esto.

Diferencias enormes

La ministra de Educación, Marcela Cubillos, explica que el país “necesita más mujeres en los órganos directivos de las instituciones de educación superior, y valoramos este compromiso que están asumiendo universidades, institutos profesionales y centros de formación técnica, porque es un primer paso hacia ese objetivo”.

Por su parte, el Mineduc se compromete a seguir y visibilizar el nivel de cumplimiento a través de la creación de un Observatorio de Equidad de Género, lanzado hace unos días.

Actualmente, la presencia de mujeres en cargos de toma de decisión de los planteleses ínfimo: según el observatorio, hay solo 30 mujeres dirigiendo universidades, CFT e IP, mientras que 120 hombres figuran en esos mismos cargos. Hay 46 instituciones que no tienen ninguna vicerrectora, 33 tienen solo una vicerrectora, 12 tienen dos de estas autoridades cada una y solo cinco planteles tienen tres vicerrectoras cada uno. Y a nivel académico, hay 55 instituciones donde menos del 40% de la planta de profesores está compuesta por mujeres.

Sesión de rectores

El Consejo de Rectores (Cruch) también está avanzando en el tema. De hecho, en la sesión que tendrán los rectores hoy en Talca, la Comisión de Igualdad de Género de ese organismo evaluará las medidas que se han tomado en las 29 universidades que lo integran, y que suman 350 mil estudiantes.

Según los datos de la comisión, a los que tuvo acceso La Tercera, 39% de los planteles ha hecho diagnósticos sobre la desigualdad en sus instituciones, el 28% está en proceso de hacerlo, 11% lo está diseñando y 22% no ha iniciado esa revisión.

Además, el 61% de las universidades ya tiene unidades o direcciones de equidad de género. El 72% cuenta con protocolos para atender situaciones de violencia; más de la mitad tiene información estadística desagregada por sexo y  47% registra un aumento en la participación de las mujeres en la toma de decisiones.

Antonia Santos, presidenta de esa comisión y académica de la U. Arturo Prat, valora el avance que muestra el Cruch, pero destacó que se han observado dificultades a la hora de aplicar los protocolos. “Nos hemos dado cuenta de que existe una diversidad muy grande, por lo que se decidió realizar una sesión con las personas que están recibiendo las denuncias, para tener una visión unánime sobre cómo deben ser los procedimientos, pues no son tan eficaces como nosotros pensábamos: hay problemas de procesos que son muy largos, sanciones que no llegan o investigaciones que no culminan”, describe.

Fuente del artículo: https://www.latercera.com/nacional/noticia/equidad-genero-24-planteles-educacion-superior-firman-compromiso-la-inclusion/629199/

 

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Sin educación no habrá crecimiento

Por: Alieto Aldo Guadagni. 

 

Desde hace varias décadas que tenemos problemas para aumentar de una manera sostenida nuestra producción de bienes y servicios y también para abatir la pobreza y la exclusión social, que están aumentando en los últimos tiempos.

El retroceso de nuestro país en el escenario internacional ha sido considerable, ya que en 1980 la participación de nuestro PBI en el PBI global era nada menos que el doble que la actual. Con la excepción de Venezuela, somos el país que mas ha retrocedido en América Latina.

La pobreza asociada con este estancamiento económico no sólo es alta sino que además se concentra en los niños, ya que cada dos niños uno es pobre: esta exclusión social compromete nuestro futuro. La pobreza afecta principalmente a quienes no pudieron avanzar más allá de la escuela primaria. Según el Barómetro Social de la UCA, en los últimos años la pobreza afectaba a la tercera parte de las familias, pero esta proporción descendía a 18 % entre quienes habían completado la escuela secundaria, mientras trepaba al 47% entre quienes no la habían completado.

Un buen sistema escolar asegura altos niveles de conocimientos a sus alumnos, pero no se puede agotar en ésto, sino que además debe apuntar a eliminar aquellas desigualdades en los niveles de conocimientos de los alumnos que dependen del nivel socioeconómico de sus familias. Nuestra pobreza y la indigencia se concentran en quienes tienen una escasa escolarización. Los pobres son hoy más que pobres transitorios, ya que en muchos casos son familias enteras, que por más de una generación han estado excluidas del nuevo y difícil mundo del trabajo de este siglo.

Cuando la pobreza es coyuntural, sí se pueden encontrar soluciones de corto plazo con planes sociales; pero cuando la pobreza es estructural, como la que nosotros padecemos, son necesarias otras líneas de acción que apunten a la raíz del flagelo de la pobreza y la marginalidad social.

La propuesta superadora se centra en la educación, ya que de la pobreza no se sale con subsidios, que son útiles pero no alcanzan. El requisito mínimo es la escolarización completa de los adolescentes. En este siglo, por lo menos la graduación secundaria es imprescindible para poder acceder a buenos empleos. La escuela secundaria es esencial para que los jóvenes adquieran las competencias que les ofrezcan posibilidades de insertarse en este mundo laboral, caracterizado por acelerados avances tecnológicos.

La escuela secundaria debe ser no solo inclusiva sino también de una calidad educativa que no dependa del nivel socioeconómico de las familias. Pero hoy nuestra escuela secundaria no es inclusiva ni de calidad. El bajo nivel educativo es un pasaporte directo al desempleo y la pobreza . Existe una enorme desigualdad en la graduación secundaria entre las escuelas estatales y privadas, de cada 100 niños que ingresaron a primer grado en una escuela privada en nuestro país en 2005, se registraron 68 graduados secundarios en el 2016, pero esta proporción colapsa a apenas 32 en las escuelas estatales. Estamos en presencia de un sistema escolar con dos niveles distintos y separados, por esta razón no debe sorprender que haya pocos estudiantes pobres en nuestras Universidades.

Nuestros adultos que hoy son pobres y excluidos no terminaron ayer la escuela secundaria, pero debemos lograr que mañana sus hijos se gradúen en escuelas secundarias de buen nivel educativo. Así podremos quebrar este círculo de reproducción intergeneracional de la pobreza. La igualdad de oportunidades es esencial en una sociedad donde la justicia social no sea simple retórica. Sin inclusión educativa no podremos abatir una pobreza que hoy es laboralmente excluyente. Por esta razón nuestros pobres son hoy verdaderos excluidos.

En este siglo XXI es cada vez mas importante la Universidad, y por esta razón debemos enfrentar una preocupante situación caracterizada por nuestra escasa graduación universitaria, no solo cuando nos comparamos con países industrializados sino también con países latinoamericanos como México, Colombia, Brasil y Chile. Estos países no sólo tienen más graduados universitarios que nosotros sino que además avanzan año a año más rápido en la graduación universitaria. Tengamos presente que en este siglo crecen los países capaces de acumular capital humano altamente calificado gracias a su sistema educativo de calidad.

La tarea que enfrentamos es grande, ya que además no podrá haber en los próximos años un sostenido crecimiento económico sin inversión, particularmente en capital humano preparado para los grandes cambios tecnológicos que ya vive el mundo globalizado, no sólo en las antiguas naciones industrializadas sino también en las emergentes como China, India y Corea, mas países latinoamericanos que vienen creciendo de una manera más sostenida que nosotros en los últimos años.

Los años que vienen serán críticos, ya que estará en juego nuestra capacidad de aprender de los errores del pasado, y encauzar nuestra economía por el sendero no solo del crecimiento económico, sino también de la igualdad de oportunidades. Para todo esto será esencial el fortalecimiento de nuestra educación. Pronto habrá elecciones, esperemos poder dejar atrás los discursos superficiales y que se presenten propuestas consistentes y bien fundamentadas que nos expliquen lo que debemos hacer para superar este retroceso educativo y volver a crecer con más producción y mejores empleos. Si queremos abatir la pobreza, tenemos que expandir sostenidamente el PBI, pero esto exige mejor educación para todos. Esperemos propuestas, no retóricas sino concretas, que sean ambiciosas pero también realistas.

Fuente del artículo: https://www.clarin.com/opinion/educacion-crecimiento_0_aO4jwgI8e.html

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El respeto al profesor: el éxito del sistema educativo de Finlandia

Por: Camila Londoño. 

 

En una conferencia titulada Los secretos del milagro del sistema educativo finlandés, organizada por Universidad Internacional de la Rioja (Unir), la ensayista y pedagoga sueca Inger Enkvist habló acerca de este modelo educativo que tantos países admiran y explicó cuáles son las causas fundamentales del éxito educativo de este país nórdico. Aunque muchos en Latinoamérica, por las dificultades que se enfrentan en el continente, consideran que es imposible tener como referente un sistema como este, resulta interesante destacar algunos de los mensajes de Enkvist, pues dan claves importantes acerca del camino que se debería tomar. Después de la conferencia, La radio La Ventana en España, conversó con la ensayista acerca del tema.

“La clave del éxito del sistema educativo en Finlandia, es que los padres, los alumnos y el Estado respetan a los profesores”.

Este es quizás uno de los argumentos más relevantes. En una frase simple y clara, Enkvist deja en evidencia que poner a los profesores en el centro del sistema finlandés, ha sido fundamental para alcanzar grandes resultados. Además, la ensayista aclara que la esencia de este sistema, es la calidad de sus profesores. En ese sentido, al ser la docencia una de las profesiones más respetadas, grandes profesionales eligen la profesión. “Los jóvenes que se dedican a la docencia, están entre los mejores que salen de la secundaria”, dice Enkvist en la entrevista. Pero lo interesantes es que el respeto de los docentes en Finlandia va más allá del salario; la valoración, explica ella, es mucho más social y “la retribución salarial es normal, nada del otro mundo, pero muy decente”.

Twitter Anna Forés

Además de mencionar el respeto por los profesores, la pedagoga habla de las tareas.

Para Enkvist, los deberes o tareas son necesarios y de hecho, aclara que ningún sistema educativo exitoso, puede prescindir de las tareas. La clave está en matizar y diseñarlos de tal forma que motiven a los estudiantes. Lo importante es la calidad, no que sean largos y mecánicos. En Finlandia, por ejemplo, son breves. Un buen profesor, explica la ensayista, encuentra la manera de asignar tareas inteligentes y sobre todo, útiles. Esto, de la mano con procesos educativos que se equilibran con tiempos de recreo, da muy buenos resultados.

Fuente del artículo:  https://eligeeducar.cl/respeto-al-profesor-exito-del-sistema-educativo-finlandia?fbclid=IwAR3iwofOYu42_h5Nk3o8rdoZq7ThzuCGPiCsQik0PnQxwRCtN0MyX3oSsNk

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En video: «La educación se defiende con argumentos no con explosivos»

América del Sur/ Colombia/ 06.05.2019/ Fuente: www.semana.com.

 

“La educación se defiende con educación, no con explosivos”, expresó Alejandro Palacio, representante de Asociación Colombiana de Representantes Estudiantiles de la Educación Superior (Acrees) sobre los actos de violencia y de vandalismo ocurridos en la Plaza de Bolívar, el pasado 25 de abril durante el paro nacional.

La escena de algunos jóvenes lanzando piedras contra los uniformados, mientras otros quemaban las lonas que protegían la catedral primada, para luego grafitearla, también provocó indignación entre los estudiantes que no se sienten representados por los encapuchados.

Y es que varios líderes del movimiento estudiantil le afirmaron a SEMANA Educación que los actos de violencia perpetrados por un pequeño grupo de encapuchados no provienen del movimiento estudiantil que está negociando con el Gobierno un pliego de 14 puntos acordados el año pasado.

“Queremos ser muy claros, tenemos que descartar todo tipo de manifestación violenta de nuestras movilizaciones, porque solo así vamos a permitir que toda colombia rodee nuestras reivindicaciones y exigencias”, dijo Jennifer Pedraza, representante estudiantil al Consejo Superior de la Universidad Nacional.

Lo capuchos, como se les conoce a quienes cubren sus rostros para no ser identificados por la policía, generalmente son quienes lanzan las temidas papas bombas y ocasionan daños al espacio público con piedras y pintura.   

Como lo hicieron en diciembre del año pasado durante el paro estudiantil. En varias marchas, los encapuchados dejaron edificios manchados por globos de pintura y arremetieron contra el transporte público.  También ocurrió recientemente en la Universidad del Valle, en donde usaron explosivos para generar caoes en la ciudad. De esos desmanes, resultáron varios jóvenes heridos y una persona muerta. Hechos que aún son investigados por las autoridades departamentales.

Para Julián De Zuburía, director del Instituto Alberto Merani y experto en educación, los encapuchados tienen una agenda propia y defienden intereses anarquistas. «Lo que hay que entender es que la consecuencia de su vandalismo es contraria a la causa que dicen proteger, ya que, con sus actos deslegitiman la protesta social y hacen que la población termine rechazando las marchas y las protestas».

Aunque es usual verlos en las protestas estudiantiles, no es preciso saber si pertenecen a una universidad. John Deibi De la Cruz, representante estudiantil de la Universidad del Cauca, y quien ha estado presente en diferentes manifestaciones en Popayán, asegura que es muy difícil señalar si son o no estudiantes. Sin embargo, “no podemos descartar que al interior de las universidades hay estudiantes que comparten la protesta con violencia. Pero, de lo que sí estamos seguros es que no representan el grueso del estudiantado”.

Sin embargo, para algunos, no son los encapuchados quienes inician los desmanes. Julián Báez, vocero de la Unión Nacional de Estudiantes de la Educación Superior (Unees), cree que los encapuchados solo respondieron a la provocación de la fuerza pública. “Lo que pasó el 25 de abril se dio por el excesivo acompañamiento de la policía en la manifestación. Para nadie es un secreto que son ellos los que provocan a los manifestantes, se infiltran y usan la fuerza desmedida para atacar”.

De acuerdo con Zubiría, también existe la posibilidad de que existan grupos de la extrema derecha que apoyan los actos vándalicos para desligitimar la protesta. «En múltiples ocasiones se han divulgado fotos y vídeos que permiten pensar que podría haber oscuros intereses de personas de extrema derecha interesadas en deslegitimar la protesta apoyando actos vandálicos. Ojalá fueran investigados por la fiscalía estas múltiples denuncias».

Ahora, aunque el movimiento estudiantil le demostró al país que con la protesta pacífica logran presionar al Gobierno, su natural cercanía con quienes aprueban la violencia como una acción inherente a la protesta social puede terminar desligitimando sus exigencias y peor aún, alejando a quienes los apoyan.

Un escenario que tanto Alejandro Palacio y Jennifer Pedraza, los líderes más visibles del movimiento no descartan. Por ello, hacen un llamado a la reflexión a quienes intentan desligitizar su causa usando la violencia en las protestas estudiantiles, especialmente en sus próximas movilizaciones, con las cuales pretender asegurar, según ellos, los recursos que el Gobierno no le ha girado a la ciencia y tecnología. 

Video insertado

ACREES@ACREESCOL

La delegación de @ACREESCOL en la mesa con el Gobierno Nacional informa lo sucedido en la reunión del 30 de abril. El Gobierno dice que no asegura el dinero de saldos presupuestales que va mayormente para Ciencia y Tecnología. ¡Nos movilizaremos para que nos cumplan 100%!

Fuente de la noticia: https://www.semana.com/educacion/multimedia/la-educacion-se-defiende-con-argumentos-no-con-explosivos/611844#
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5 cosas que dice Paulo Freire acerca de enseñar y aprender

Por: Camila Londoño.

En su obra, “Cartas a quien pretende enseñar”, el famoso pedagogo hace una reflexión sobre las palabras “enseñar” y “aprender”, y el rol que cumplen éstas en los procesos de formación de los docentes.

Paulo Freire, uno de los más destacados pedagogos del siglo XX, escribió hace algunos años el libro Cartas a quien pretende enseñar, una obra con 10 cartas en las que Freire le habla a los docentes acerca de diversos aspectos de la práctica educativa, pero no lo hace en un tono acusatorio, sino todo lo contrario. Lejos de criticar su labor, defiende su identidad y su legitimidad como docentes, dialoga con ellos en el lenguaje directo que lo caracteriza y, de esta forma, les ofrece la confianza que necesitan para apoyarse en sus propios saberes, convicciones y en su capacidad para vincularse con sus estudiantes.

Las diferencias entre “enseñar” y “aprender”, las fuentes de las inseguridades, las cualidades de un buen educador, el primer día de clase, la relación entre los profesores y estudiantes, la disciplina y otros temas, son lo que aborda el pedagogo en este libro dirigido 100% a los profesores. En su primera carta, Freire explica cuál es el verdadero significado crítico de las palabras “enseñar” y “aprender”, y cuál es el rol del educador en estos dos procesos pues, como bien lo plantea, el docente además de enseñar, aprende a enseñar. Para explicar el tema, Freire habla de algunos elementos importantes, como la lectura, pero sobre todo, evidencia cómo estos dos conceptos van de la mano en los procesos de mejora docente.

En cinco puntos, te compartimos algunos de los inspiradores mensajes que el pedagogo escribe en la primera carta que compone su obra:

1. Aprender en el acto de enseñar

“Ningún tema puede ser más adecuado como objeto de esta primera carta para quién se atreve a enseñar que el significado crítico de ese acto, así como el significado igualmente crítico de aprender. Es que había notado antes. Pero ahora, al enseñar, no como un burócrata de la mente, sino reconstruyendo los caminos de su curiosidad, razón por la que su cuerpo consciente, sensible, emocionado, se abre a las adivinaciones de los alumnos, a su ingenuidad y a su criticidad, el educador tiene un momento rico de su aprender en el acto de enseñar. El educador aprende primero a enseñar, pero también aprende a enseñar al enseñar algo que es re-aprendido por estar siendo enseñado, sin lo cual no aprende, el educador se ayuda a descubrir dudas, aciertos y errores”.

2. El aprendizaje del educador

“El aprendizaje del educador, al enseñar, no se da necesariamente a través de la rectificación de los errores que comete el aprendiz. El aprendizaje del educador al educar se verifica en la medida en que éste, humilde y abierto, se encuentre permanentemente disponible para repensar lo pensado, para revisar sus posiciones; se percibe en cómo busca involucrarse con la curiosidad del alumno y los diferentes caminos y senderos que ésta lo hace recorrer. Algunos de esos caminos y algunos de esos senderos que a veces recorre la curiosidad casi virgen de los alumnos están cargados de sugerencias, de preguntas que el educador no había notado antes”.

3. Competencias profesionales

“El hecho de que enseñar enseña al educador a transmitir un cierto contenido no debe significar en modo alguno que el educador se aventure a enseñar sin la competencia necesaria para hacerlo, ni lo autoriza a enseñar lo que no sabe. La responsabilidad ética, política y profesional del educador le impone el deber de prepararse, de capacitarse, de graduarse antes de iniciar su actividad docente. Esa actividad exige que su preparación, su capacitación y su graduación se transformen en procesos permanentes. Su experiencia docente, si es bien percibida y bien vivida, va dejando claro que requiere una capacitación constante del educador, capacitación que se basa en el análisis crítico de su práctica”.

4. El aprendizaje anterior

“Al incluir el enseñar del educador, incluye también, por un lado, el aprendizaje anterior y concomitante de quien enseña y el aprendizaje del principiante que se prepara para enseñar en el mañana o que rehace su saber para enseñar mejor hoy, y, por otro lado, el aprendizaje de quien, aún niño, se encuentra en los comienzos de su educación”.

5. Enseñanza crítica

“Enseñar no puede ser un simple proceso, como he dicho tantas veces, de transferencia de conocimientos del educador al aprendiz. Transferencia mecánica de la que resulta la memorización mecánica que ya he criticado. Al estudio crítico corresponde una enseñanza también critica, que necesariamente requiere una forma crítica de comprender y de realizar la lectura de la palabra y la lectura del mundo, la lectura del texto y la lectura del contexto”.

6. Aprender a aprender

“Resulta necesario, entonces, que aprendamos a aprender, vale decir, que entre otras cosas le demos al lenguaje oral y escrito, a su uso, la importancia que le viene siendo reconocida científicamente. A los que estudiamos, a los que enseñamos –y por eso también estudiamos- ese lenguaje se nos impone junto con la necesaria lectura de textos, la redacción de notas, de fichas de lectura, la redacción de pequeños escritos sobre las lecturas que realizamos; en el contacto con buenos escritores, buenos novelistas, buenos poetas, científicos, filósofos, que no temen trabajar su lenguaje en la búsqueda de la belleza, de la simplicidad y de la claridad”.

Fuente de la reseña: https://eligeeducar.cl/5-cosas-que-dice-paulo-freire-acerca-de-ensenar-y-aprender

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