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Angola: O Ensino Primário em Angola no século XIX

Publicado Originalmente en Jornal de Angola por Filipe Zau(*)  el 27 de Setembro, 2011

A 10 de Outubro de 1864, uma portaria assinada pelo ministro da Marinha e Ultramar, José da Silva Mendes Leal, referia o seguinte: “Sendo as escolas primárias o alicerce e a base da instrução pública e um agente de civilização que, pelo seu influxo nos progressos humanos, deve merecer a mais esmerada solicitude e aturados desvelos a todas as autoridades, manda Sua Majestade El-Rei, pela Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, que o governador-geral da província de Angola, tomando na maior consideração quanto respeita a este assunto.

A 10 de Outubro de 1864, uma portaria assinada pelo ministro da Marinha e Ultramar, José da Silva Mendes Leal, referia o seguinte: “Sendo as escolas primárias o alicerce e a base da instrução pública e um agente de civilização que, pelo seu influxo nos progressos humanos, deve merecer a mais esmerada solicitude e aturados desvelos a todas as autoridades, manda Sua Majestade El-Rei, pela Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, que o governador-geral da província de Angola, tomando na maior consideração quanto respeita a este assunto, frequentemente, inspeccione e faça inspeccionar as escolas da província, para que nelas se cumpra o que determinam as leis, que de instruções convenientes, formule os regulamentos respectivos, faça as recomendações oportunas e adopte todos os meios eficazes para que nas ditas escolas se estabeleça um regime carinhoso e atractivo, que trate ao mesmo tempo de instituir pequenos prémios para os alunos que se distinguirem e, finalmente, que acerca de tudo isto informe assiduamente, bem como no que se refere ao mérito, capacidade e diligência dos professores”.

No dia 25 de Janeiro de 1865, o governador-geral acusava recepção da portaria, comprometia-se a envidar todos os esforços e a utilizar todos os meios que estivesse ao seu alcance, para executar as ordens que havia recebido. De certo modo, a partir de meados do século XIX, a política portuguesa começou a modificar-se. Isto porque partiu do princípio que, educando os autóctones na base de uma mentalidade europeia, melhor preservava as colónias. Por outro lado, verificou que a perseguição às missões, levantava outro tipo de problemas, que não deixavam de se reflectir no conjunto dos problemas nacionais. Nesta conformidade, em 1871 chegaram a Angola os primeiros cinco sacerdotes goeses, dos 23 sacerdotes indianos que, naquela altura, exerceram actividade missionária em Angola.

A 3 de Junho de 1876, o Dr. Alfredo Troni, ilustre advogado de Luanda, recebeu a incumbência de inspeccionar as escolas da cidade, por parte do governador-geral Caetano Alexandre de Almeida e Albuquerque. Devia informá-lo sobre o conhecimento e competência dos mestres, métodos de ensino adoptados, grau de aproveitamento dos alunos, estado físico das escolas, condições oferecidas pelos edifícios, utilização prática dos meios de que cada escola dispunha… Alfredo Troni, autor da novela “Nga Mutúri” faleceu na cidade de Luanda em 1904, tendo deixado o nome ligado ao desenvolvimento cultural angolano. Em 1913, os seus herdeiros fizeram a entrega de 3.273 volumes da biblioteca particular de seu pai para serem incorporados ao recheio da Biblioteca Municipal da cidade de Luanda.
Poder dizer-se que a escola secundária existia, teoricamente, em Angola, desde 14 de Agosto de 1845, através da Escola Principal de Luanda. Na prática, era uma escola de ensino primário complementar, com vocação profissional, pois estava dirigida à preparação de futuros professores. O seu programa previa o ensino da Gramática Portuguesa, Geometria, Desenho e Escrituração Comercial. Desde 1772, funcionava também neste estabelecimento de ensino, com bastante irregularidade, a aula de latim, também conhecida por aula de gramática latina, especificamente frequentada por aqueles que desejavam seguir a vida eclesiástica. Esta escola veio mais tarde a alargar o leque de disciplinas, passando também a ministrar, francês ou inglês, História Universal, geografia mundial, matemática, física e economia política. Mas foi nesta fase que mais decaiu, chegando, a dada altura, a fechar portas, apesar de haver professores em exercício.

Em 1867, foi nomeada uma comissão encarregada de elaborar o regulamento para a Escola Principal de Luanda, chegando mesmo a pensar-se em estabelecer um internato, que permitisse ministrar a instrução e fornecer alimentação e meios de ensino a todos os alunos em situação de carência. “Apontava o interesse que tinha para o país a difusão da língua portuguesa, prejudicada pelo uso corrente dos idiomas nativos, sobretudo a língua bunda, que exercia profunda influência social.” Por outro lado, havia muitas crianças com dificuldade na aquisição de material escolar, algumas delas órfãs.

Se considerarmos colono, o indivíduo que sai da Europa com a intenção de viver permanentemente na colónia – não sendo portanto, soldado, degredado ou membro do serviço colonial – podemos então entender que a colonização portuguesa em Angola não começou antes de meados do século XIX (1849-1851), altura em que cerca de 500 “brasileiros” chegaram ao porto de Moçâmedes (Namibe). No entanto, isso aconteceu por se ter dado, entre 1847-1848, uma insurreição armada na cidade brasileira de Pernambuco. Angola, segundo Gerald Bender, não era, naquela altura, suficientemente atractiva para os portugueses vindos da Europa ou do Brasil. Logo, para que este primeiro processo de colonização pudesse resultar com alguma eficácia, teve o governo de usar métodos de intervenção directa, fornecendo passagens grátis para Angola. Uma vez chegados, era-lhes dado terra, habitação, animais, sementes e subsídios. A este processo chamou-se “colonização dirigida”. De entre as causas impeditivas do desenvolvimento do ensino em Angola, ainda em meados do século XIX, está certamente a escravatura, a dominação espanhola, a carência de um plano, a falta de acção dos governantes e a expulsão dos religiosos. Também para o laxismo colectivo em Portugal, na primeira metade do século XIX, haviam antes concorrido as invasões francesas, a divulgação das ideias liberais, a independência do Brasil, as guerras civis e as sucessivas revoluções que se registaram. Mas, sobretudo, deve realçar-se que a grande maioria dos emigrantes que partiram de Portugal para Angola eram em regra gente de baixo nível moral, com muitos degredados à mistura – massa rude, inculta, analfabeta, boçal, ambiciosa e cruel. Um exemplo deste facto aparece numa citação do governador e comandante-geral de Angola de 1764 a 1772, Sousa Coutinho: “ [Devemos] proibir, de uma vez para sempre, as penas que sobrecarregam este reino com prostitutas e degredados da pior espécie, [porque] a experiência de mais de dois séculos mostra que tais embarques foram inúteis e muitas vezes perigosos; (…) os seus vícios ganham raízes, gostam da ociosidade, estragam a sua saúde e morrem depressa. E através deste excesso da adversidade as suas mortes tornam-se mais úteis que as suas vidas.”

Um outro exemplo aparece na descrição de Joachin Monteiro, sobre Luanda, entre 1860-1870:

“Os mais selectos espécimens de facínoras e assassinos de grande quilate são enviados para Luanda para serem tratados com a maior consideração pelas autoridades. Ao chegarem à costa, alguns são alistados como soldados, mas aos assassinos mais importantes geralmente dá-se-lhes dinheiro e cartas de recomendação, para lhes garantir a sua liberdade instantânea, e eles começam por abrir tabernas, etc, onde roubam e vigarizam, tornando-se em poucos anos ricos e independentes e mesmo personagens influentes”.

Segundo Orlando Ribeiro, “Angola foi o principal lugar de degredo: no final do século XIX os degredados representavam 12 por cento da população branca, vivendo em Luanda numa liberdade surpreendente; muitos eram proprietários de casas de comidas. Nunca foi por diante o projecto de criar na Huíla uma colónia penal agrária. Só em 1932 cessou a remessa de condenados, umas vezes trabalhadores úteis, outras vezes, ociosos e turbulentos. Um relatório do governador-geral Sebastião Lopes de Calheiros e Meneses, datado de 31 de Janeiro de 1862, apresenta-nos, de certa forma, uma proposta de estratégia de desenvolvimento para Angola, de acordo com o pensamento da época. Atendendo ao facto deste relatório se nos apresentar um pouco longo, achámos por bem, retermo-nos apenas na sua parte final: “ (…) se é conveniente aceitar e aproveitar a instituição e autoridade dos sobas, é preciso também educá-los e aos seus macotas; é indispensável aportuguesá-los e, como meio poderoso de o conseguir, devemos ensinar-lhes a ler, escrever e contar, em português. Saibam português, quanto possível o grande de um sobado, que os pequenos o irão aprendendo. Se Portugal não pode, quase com certeza, criar aqui uma nação da sua raça, como criou do outro lado do Atlântico, ao menos eduque um povo que fale a sua língua e tenha mais ou menos a sua Religião e os seus costumes, a fim de lançar mais este cimento da causa da civilização do mundo e de tirar depois mais partido das suas relações e esforços humanitários. Dêmos, pois, aos pretos boas autoridades na pessoa dos chefes, bons mestres e directores nas pessoas dos padres, não imponhamos aos sobas senão a obrigação de dar soldados para a força militar e de ensinar a ler, escrever e contar a seus filhos e aos seus parentes e macotas, e deixemos que o tempo, a Religião e a instrução façam o seu dever.”

Em 1863, chegou a haver em Angola, 24 escolas primárias públicas, mas em 1869, o número baixaria para 16. De entre as principais razões, que contribuíram para o fracasso do ensino primário em Angola, podemos apontar as seguintes: “O perfil de saída dos alunos que frequentavam as escolas primárias era efectivamente fraco; os estudantes que se encontravam motivados para dar continuidade aos seus estudos acabavam por esmorecer e desistir; os conhecimentos adquiridos estavam desajustados das necessidades do meio, daí a escola não se tornar atractiva; as autoridades minoravam os problemas existentes, chegando a nomear professores sem que houvesse alunos.”

Em 1864, foi editada pelo angolano Manuel Alves de Castro Francina e por Saturnino de Sousa Oliveira, que tinha desempenhado a missão de cônsul-geral de Brasil, em Angola, a obra intitulada “Elementos Gramaticais da Língua N’Bundu”, que se dizia, na altura, ser o único compêndio gramatical de que se dispunha, para fazer o estudo do idioma qimbundo, vulgarmente designado naquele tempo por “idioma angolense”. Saturnino de Sousa e Oliveira organizou também um vocabulário da língua qimbundo, que foi editado pela Imprensa Nacional.

A 16 de Novembro de 1868, uma portaria ministerial aprovava a decisão do governador-geral, quanto à educação dos dois filhos do barão de Cabinda, Manuel José Puna, serem educados por conta do Estado. Ainda de acordo com Martins dos Santos, “este mostrou-se ser sempre muito dedicado a Portugal; deve-se-lhe em boa parte a integração das terras do enclave e distrito de Cabinda no conjunto do património territorial português, quando se desenrolou a famosa questão do Zaire. Abre-se aqui um parêntesis para, de acordo com Orlando Ribeiro, referir que “a República Democrática do Congo, nasceu de um conceito teórico de Geografia Política: um Estado tende a ocupar uma bacia hidrográfica e a buscar saída para o mar. Com 2.331.000 quilómetros quadrados é o mais vasto país da África negra, embora a bacia do Congo se estenda por 3.700.000 quilómetros. Para buscar um corredor de acesso ao Atlântico separou-se Cabinda do resto de Angola e o ex-Zaire, afinal, foi belga na margem direita e apenas na esquerda permaneceu português. Manuel José Puna havia sido educado no Rio de Janeiro a expensas do Governo de Portugal, já depois da independência do Brasil, o que aconteceu com outros naturais de Angola. Deslocou-se a Lisboa, em visita aos filhos, talvez em 1871, tendo sido gentilmente hospedado pelo monarca. Recebeu o baptismo na capital portuguesa, apadrinhando o acto o rei D. Luís e a rainha D. Maria Pia.”

Uma outra portaria ministerial de 3 de Dezembro do mesmo ano, comunicava que os dois educandos já haviam chegado a Lisboa e sido “confiados a um dos melhores estabelecimentos do ensino particular da capital portuguesa, a Escola Académica. Mais tarde regressaram às suas terras e exerceram as funções de professores do ensino primário. Um deles, Vicente Puna, mostrou possuir qualidades aceitáveis, ao contrário do irmão, João Puna, cujo comportamento mereceu críticas e até castigos.” Este último acabou por ser exonerado compulsivamente por ter sido acusado “de não cumprir as suas obrigações, abandonando a escola e dando mau exemplo de decoro e dignidade, não apresentava qualquer resultado do seu trabalho, pois lhe faltavam elementos indispensáveis para exercer o cargo, tendo qualidades más que dizia não ser capaz de coibir”.
Ainda por volta de 1868, Moçâmedes (Namibe), segundo dados oficiais da época, tinha 1.211 habitantes, sendo 837 escravos, 99 libertos e 275 indivíduos livres. Destes últimos, havia 210 pessoas de cor branca, os restantes eram negros ou mestiços. Já Luanda, segundo dados referentes a 18 de Janeiro de 1856, só em escravos tinha 14.124 que, segundo Martins dos Santos, “o comentador da situação reconhecia que era altamente desproporcional à população livre da cidade.”

* Ph. D em Ciências da Educação e Mestre em Relações Interculturais

Imagen tomada de: http://cdn2.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/files/highlight/2015/11/53/0,68e0d36f-3407-4f42-8522-f513cd49da15.jpg

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Colombia: En Bucaramanga maestros anuncian paro el próximo 1ero de junio

Publicado originalmente desde La Vanguardia Viernes 20 de Mayo de 2016 – 12:01 AM

Con la protesta del 1 de junio, los maestros esperan obtener mejoras en la prestación de los servicios de salud. En próximos días el magisterio definirá detalles de la movilización.

Cerca de 16 mil docentes del sector oficial en Santander se unirían al paro nacional anunciado por la Federación Colombiana de Trabajadores de la Educación -Fecode-.

La protesta se realizará el próximo 1 de junio, según se determinó en la pasada junta nacional de Fecode.

Los miembros del Sindicato de Educadores de Santander -SES- señalaron que solo hasta la próxima semana se definirán las actividades que acompañarán el paro en la región.

“El paro es una determinación a nivel nacional para exigir garantías en la prestación de los servicios de salud para los maestros y sus familias. La salud de los docentes sigue siendo una de las mayores preocupaciones, no se han evidenciado cambios, es una situación muy complicada”, sostuvo Jorge Vera, vicepresidente del Sindicato de Educadores de Santander.

El directivo del SES señaló que “la situación es la misma de siempre. Las citas con médico general son complicadas y las de medicina especializadas son aún más complicadas. Las órdenes de cirugías se demoran demasiado tiempo, al igual que los exámenes especializados… la atención en general es deficiente, nosotros pedimos una prestación digna de los servicios de salud, como se lo merece cualquier ser humano”.

Y añadió: “Como ya se acerca la fecha para que se licite la prestación de salud para el magisterio, esperamos que se emitan con unos términos que permitan sancionar a aquellos prestadores que no cumplan con los parámetros definidos”.

Según explicó, con el paro buscan llamar la atención de los gobiernos locales, departamentales y nacionales para que los diferentes procesos para contratar la atención en salud del magisterio les permita a los maestros y sus familias acceder a mejores servicios.

“Durante los últimos años ha sido muy complicado porque estas entidades incumplen, pero no pasa nada porque no tenemos las herramientas necesarias para que se haga verificación y se apliquen las sanciones requeridas… esperamos que esto cambie y que sean las mismas entidades de control las que hagan cumplir los términos”.

Los docentes manifestaron que por el momento el único motivo de la protesta es el mejoramiento de los servicios de salud.

Publicada porÉRIKA J. MARTÍNEZ GARCÍA

Imagen Los maestros del sector oficial en Santander se unirán al paro nacional convocado por Fecode para el próximo 1 de junio. (Foto: Archivo / VANGUARDIA LIBERAL) disponible desde: http://www.vanguardia.com/area-metropolitana/bucaramanga/359028-maestros-anuncian-paro-el-proximo-1-de-junio

Este contenido ha sido publicado originalmente en Vanguardia.com en la siguiente dirección: http://www.vanguardia.com/area-metropolitana/bucaramanga/359028-maestros-anuncian-paro-el-proximo-1-de-junio. Si está pensando en hacer uso del mismo, recuerde que es obligación legal citar la fuente y por favor haga un enlace hacia la nota original de donde usted ha tomado este contenido. Vanguardia.com – Galvis Ramírez y Cía. S.A.

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Reseña de Libro: TNTP CORE TEACHING RUBRIC A Tool for Conducting Common Core-Aligned Classroom Observations

Publicado originalmente en TNTP Reimagine Teaching , el 18 de febrero del 2014

Classroom observations are failing to deliver on their promises of providing teachers with valuable feedback on their performance. Overly complex rubrics are part of the problem, asking observers to do too much in a short amount of time. And the implementation of new Common Core State Standards poses both a challenge and an opportunity, because observers must now assess what is being taught, not just how it’s being taught.

The TNTP Core Teaching Rubric streamlines today’s complicated rubrics to bring the same focus and coherence to classroom observations that the Common Core brings to academic standards. Developed by TNTP and field-tested by volunteers across the country, the rubric can help observers more usefully assess teacher performance, by focusing them on a few key factors most critical to performance.

The TNTP Core Teaching Rubric is available free of charge under a Creative Commons license.

We encourage users to share their experiences and modifications with us. For more information, contact us.

Imagen tomada de: http://tntp.org/images/sized/assets/publication-covers/Cover_TNTPCoreTeachingRubrict_475x625_297_391_s_c1.png

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Estados Unidos: Fueling solutions for persistent educational problems

Publicado originalmente en Walton Family Foundation

Innovations in school models and how parents can be empowered have helped to improve schools and results for students over the past decade. We will continue to support efforts that promise to produce new innovations that will spur further improvements.

The foundation is particularly interested in supporting:

  • Novel school models, including those that have new approaches to career and technical education
  • Citywide enrollment models that include both traditional and public charter schools
  • New ways — beyond test scores — to advance long-term success, including understanding noncognitive attributes

We will invest in innovative projects that meet the following criteria:

It solves a problem:

The project addresses a significant barrier to student success and/or access to high-quality schools.

It applies the foundation’s theory of change:

The project enhances student access to a high-quality education and educational opportunity.

There’s potential for a breakthrough:

The proposed intervention, if implemented effectively, has the potential to produce significant results for students.

The idea is transferable:

Projects should be replicable in different circumstances and locales.

Its success can be tested objectively:

The project’s results will be discrete and measurable.

Key grantees include:

  • The Character Lab
  • NewSchools Venture Fund
  • 4.0 Schools
  • EdNavigator
  • MDRC

Imagen tomada de: http://www.valuesandcapitalism.com/wp-content/uploads/2014/08/classroom4.jpg

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Nairobi: Celebridades respaldan la campaña más ambiciosa de la ONU contra el tráfico ilegal de especies silvestres

Originalmente publicado desde Programa de las Nacuiones Unidas para el Medio Ambiente Nairobi, 25 de de mayo.

La Organización de las Naciones Unidas, con el apoyo de nueve celebridades de todo el mundo, lanzó hoy una campaña sin precedentes contra el tráfico ilegal de vida silvestre, que está empujando a algunas especies al borde de la extinción, despojando a países de su patrimonio natural y enriqueciendo las redes criminales internacionales.

La Campaña #FerozporlaVida (#WildforLife, en inglés), presentada hoy en la segunda Asamblea de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente, UNEA-2, en Nairobi, tiene como objetivo movilizar a millones de personas a hacer compromisos y tomar medidas para acabar con el comercio ilegal.

“Cada año miles de animales salvajes son asesinados, muchas veces por redes de crimen organizado motivadas por las ganancias y la codicia“, dijo el  Secretario General de las Naciones Unidas, Ban Ki-moon.  «Llamo a todos los gobiernos y a las personas a apoyar esta nueva campaña de las Naciones Unidas, que aspira a movilizar al mundo para terminar con este comercio ilegal destructivo.  Preservar la vida silvestre es crucial para el bienestar de las personas y del planeta”, añadió.

La campaña está dirigida por el Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente, PNUMA, el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo, PNUD, la Oficina de las Naciones Unidas contra la Droga y el Delito, ONUDD, y la Convención sobre el Comercio Internacional de Especies Amenazadas de Flora y Fauna Silvestres, CITES.

Los Embajadores de Buena Voluntad del PNUMA le dan peso a la campaña. El cuatro veces Jugador Africano del Año Yaya Touré (Manchester City, Costa de Marfil) está luchando por elefantes, la modelo brasileña Gisele Bündchen por las tortugas marinas y el actor Ian Somerhalder (Vampire Diaries y Lost) por los pangolines.

Los acompañan grandes celebridades de China, India, Indonesia, Líbano y Vietnam, quienes luchan para conservar especies como los orangutanes, tigres y rinocerontes y hacen llamados al apoyo de los ciudadanos para poner fin a la demanda que impulsa el comercio ilegal.

«Me entristece que en el siglo XXI, con todo el conocimiento y el poder, todavía haya casos de especies silvestres a punto de extinguirse a causa de las acciones humanas. Lo que queda claro es que urge un cambio radical y global y necesitamos que todos apoyen el desafío y apoyen la campaña #FerozporlaVida», dijo Gisele Bündchen.
La campaña pide a los participantes que escojan su especie amenazada y usen sus esferas de influencia para terminar con el tráfico ilegal.

Entre 2010 y 2012, 100 mil elefantes fueron asesinados por su marfil en África. Tres rinocerontes son asesinados cada día, y ya se ha extinguido el rinoceronte occidental negro. Queda un rinoceronte blanco del norte en estado salvaje.

Los pangolines – osos hormigueros escamosos prehistóricos – son los mamíferos que más se trafican ilegalmente en el mundo. Los grandes simios ya han desaparecido de varios países africanos.

Detener el tráfico ilegal es crucial para el logro de los Objetivos de Desarrollo Sostenible, ODS, ya que éste amenaza la biodiversidad, el sustento de las personas, la seguridad y la paz.

Políticos, celebridades y líderes de negocios anunciarán planes contra el tráfico ilegal durante UNEA-2 y en el período previo al Día Mundial del Medio Ambiente, DMMA, el 5 de junio, que precisamente tiene como tema el tráfico ilegal de vida silvestre.

Contacto de prensa: María Amparo Lasso, Jefa Regional de Comunicaciones para América Latina y el Caribe, PNUMA, maria.lasso@pnuma.org. (507) 305-3164, Ciudad de Panamá, Panamá.

Imagen Yaya Touré, Gisele Bündchen e Ian Somerhalder apoyan la campaña bajo el lema #FerozporlaVida tomada de: http://www.pnuma.org/informacion/comunicados/2016/20160525/WED-logos.jpg

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Colonial Legacies and Social Welfare Regimes in Africa: An Empirical Exercise


Colonial Legacies and Social Welfare Regimes in Africa: An Empirical ExerciseThis paper identifies three types of welfare regimes in Africa, based on the insight that tax and expenditure regimes are closely associated. Using cluster analysis, the author highlights historical legacies in current welfare policies, demonstrating that welfare regimes in Africa have been strongly determined by the ways in which different countries were incorporated into the colonial economy. The author finds that many of the new social welfare reforms are taking place in what he refers to as labour reserve economies, and are generally internally rather than aid-driven. He stresses the importance of thinking of social expenditure in relationship to domestic resource mobilization, and finds that the focus on aid and social expenditure has tended to obscure this important aspect of welfare regimes in Africa.

Thandika Mkandawire is Chair and Professor in African Development at the London School of Economics, a Senior Fellow of The Graduate School of Development and Practice and Visiting Professor at the University of Cape Town.

  • Publication and ordering details
  • Pub. Date: 27 May 2016
    Pub. Place: Geneva
    From: UNRISD

Informe disponible desde Mkandawire-PDRM

Imagen tomada de: http://www.irishtimes.com/polopoly_fs/1.1736427.1395680271!/image/image.jpg_gen/derivatives/box_620_330/image.jpg

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Japón: Respuesta del presidente del Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, al comunicado de la Cumbre del G-7

Publicado originalmente por Banco Mundial el 27 de mayo del 2016

ISE-SHIMA, JAPÓN, 27 de mayo de 2016. El Grupo Banco Mundial emitió hoy la siguiente declaración del presidente del Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, en respuesta al comunicado de la cumbre de los dirigentes del Grupo de los Siete (G-7):

Acerca de las pandemias:

“Los dirigentes del G-7 dieron hoy un paso importante hacia el objetivo de proteger al mundo contra las epidemias al apoyar el lanzamiento del Mecanismo de Financiamiento de Emergencia para Casos de Pandemia (MFEP). Durante la crisis del ébola, nos enteramos de que no contábamos con un sistema internacional eficaz para responder con celeridad a las amenazas de pandemia, que entrañan un grave riesgo para la seguridad alimentaria y económica a nivel mundial. En la cumbre del G-7 celebrada el año pasado en Alemania, los dirigentes nos pidieron que elaboráramos un mecanismo de financiamiento para ayudar a los países a generar una respuesta mucho más rápida ante los brotes letales. Trabajando en estrecha colaboración con la Organización Mundial de la Salud, el sector privado y muchos asociados en la tarea del desarrollo, el Grupo Banco Mundial ha estado a la altura del desafío que le propuso el G-7. Mediante este instrumento riguroso y adaptado al mercado se creará por primera vez un nuevo mercado para los seguros contra riesgos de pandemia y se garantizará que los recursos lleguen a tiempo a los sitios donde se producen los brotes antes de que estos se vuelvan incontrolables”.

“Uno de los beneficios esenciales del MFEP es que alentará a los países y sus asociados en el desarrollo a realizar inversiones clave en actividades de preparación frente a los brotes de enfermedades y en fortalecimiento de los sistemas de salud con miras a lograr la cobertura de salud universal. Los dirigentes del G-7 han señalado acertadamente la vital importancia de estas inversiones, que revisten carácter prioritario para la Asociación Internacional de Fomento (AIF), el fondo del Grupo Banco Mundial para los países más pobres. Esperamos con sumo interés trabajar en estrecha colaboración con nuestros asociados en el desarrollo para que este año la reposición de los recursos de la AIF sea contundente, ya que ello nos permitirá seguir ampliando las actividades de preparación y acelerar los avances en la tarea de poner fin a la pobreza para 2030 y promover la prosperidad compartida”.

Acerca de la migración y los refugiados:

“La gestión de la crisis de los refugiados y otros riesgos mundiales supone un enorme desafío en el ámbito del desarrollo, dada su permanencia en el tiempo. En la reciente Cumbre Mundial Humanitaria convocada por el Secretario General de las Naciones Unidas, Ban Ki-moon, el Grupo Banco Mundial anunció, con otros seis bancos multilaterales de desarrollo, el firme compromiso que hemos asumido para ayudar a resolver la crisis provocada por los desplazamientos forzados, lo que incluye la acción conjunta en materia de datos y pruebas, compromisos a nivel de los países y mecanismos de financiamiento innovadores. Hemos creado el mecanismo de financiamiento para Oriente Medio y Norte de África, y actualmente estamos trabajando en una plataforma de respuesta a las crisis mundiales, mediante la cual se brindarán recursos a los países de ingreso bajo y mediano que reciben refugiados. Esperamos con sumo interés trabajar con asociados humanitarios y otros socios en formas nuevas y complementarias de ser más eficaces con lo que tenemos y tener más para ser aún más eficaces”.

Para más información por favor visite: El Banco Mundial y las pandemias

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