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Inscripción III Escuela Internacional sobre Marxismos Críticos y todo el Curso Internacional sobre el Pensamiento Educativo Crítico

Por: Otras Voces en Educación

Esta escuela se realiza con el propósito de reflexionar sobre el marxismo como campo transformador abierto, anti dogmático, cuyas premisas alimentan una parte importante de las epistemologías de las educaciones populares y las pedagogías críticas. El interés de la escuela es identificar las tensiones que se generan en el campo del marxismo en el presente, como resultado de nuevas realidades que emergen con la crisis del capitalismo, la pandemia y las revoluciones tecnológicas.

La escuela está dirigida a docentes de aula de todos los niveles de los sistemas educativos, tesistas de postgrado, investigadores, educadores y educadoras populares, público en general.

La Escuela Internacional sobre Marxismos Críticos es el tercer módulo del Curso Internacional en Pensamiento Educativo Crítico. Podrán participar en la escuela les estudiantes del Curso Internacional en Pensamiento Educativo Crítico o quienes deseen formar parte solo de este evento.

La Escuela Internacional sobre Marxismos Críticos se realizará por medios virtuales del 19 al 23 de abril de 2021. Es promovida, organizada y acreditada por el Centro Internacional de Investigaciones Otras Voces en educación (CII-OVE) y la Cooperativa de Educador@s e Investigador@s Populares Histórica (CEIP-H).

La escuela tendrá cinco sesiones:

  1. Marxismo Antidogmático
  2. Escuela de Frankfurt
  3. La Transición y el Poder Popular
  4. Afinidades Revolucuonarias
  5. La Economía en Marx

Se contemplan dos sesiones de asesoría para la realización de los trabajos finales.

Cada sesión se iniciará con conferencias y diálogo de ponentes internacionales de reconocida trayectoria y contarán con la conducción de personal académico de las instituciones promotoras.

Tiene un costo de 25 dólares, también pueden inscribirse en todo el curso internacional por 150 dólares y las escuelas pasadas la pueden ver en diferido y realizar la asignación para la entrega de certificado de aprobación.

cursointernacional2021@gmail.com

Link para la inscripción:

http://otrasvoceseneducacion.org/inscripcion-iii-escuela-internacional-sobre-marxismos-criticos

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Carta à sociedade brasileira: o decreto 10.660 é excludente, concentrador e um risco ao custo aluno qualidade (caq) e para escolas do país

Por: CNTE-Brasil

Em 25 de março de 2021, o governo Bolsonaro publicou o Decreto 10.660, que mais uma vez modifica o Comitê Permanente de Avaliação de Custos na Educação Básica (CPACEB) do Ministério da Educação (MEC). Agora a participação da sociedade civil não está instituída, ficando restrita a um improvável convite a ser feito pelos membros institucionalizados do Comitê. Vale dizer que a sociedade civil terá direito a voz, mas não a voto.

A partir do supracitado Decreto, a CPACEB passa a ser formada, exclusivamente, por membros do Ministério da Educação, do Ministério da Economia, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Além disso, ao passar a ser regulamentada por Decreto e não por Portaria, há um processo ainda maior de concentração decisória no Executivo Federal, que tem atuado para a desconstrução do Custo Aluno Qualidade (CAQ) e por uma política de Estado mínimo nas áreas sociais. Não se pode esperar nada de melhoria em termos de investimentos para a educação com tamanha concentração de poderes.

>> BAIXE A CARTA EM PDF

Escantear a sociedade civil reitera a opção do governo de Jair Bolsonaro por negar a gestão democrática, princípio educacional exigido pela Constituição Federal. Também nega o princípio da participação social na formulação e acompanhamento das políticas públicas, tal como preceituado no parágrafo único do Art. 193 da Constituição da República. O objetivo dessa arbitrariedade é evitar a implementação do Custo Aluno Qualidade (CAQ), com o intuito de encontrar meios para descumprir a Emenda à Constituição 108/2020, que estabeleceu o novo Fundeb.

Vale dizer que foi graças à incidência da sociedade civil, em especial da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Campanha), que o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e o Custo Aluno-Qualidade (CAQ) foram reconhecidos como instrumentos para a consagração do direito à uma educação pública de qualidade no Brasil.

Essa trajetória começou com a aprovação por unanimidade do Parecer 8/2010 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE). Essa norma, formulada em uma parceria entre o CNE e a Campanha, normatiza os padrões mínimos de qualidade da educação básica nacional, fundamentados no CAQi. Em 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, instituído pela Lei 13.005/2014, também determinou a implementação de ambos os mecanismos, sendo que o CAQi, como ponto de partida, precede corretamente o CAQ e deveria ter sido implantado em 2016. Por último, a EC 108/2020 constitucionalizou o CAQ, representando a maior vitória dos defensores do direito à educação desde 2014, quando foi sancionado sem vetos o PNE 2014-2024.

O financiamento adequado da educação básica pública jamais foi prioridade dos governos da União. O sistema CAQi/CAQ é uma prova do descompromisso. O Parecer CNE/CEB 8/2010 não foi homologado no governo do ex-presidente Lula, tampouco avançou nas gestões Dilma, Temer e, agora, Bolsonaro. Não obstante, é a partir do governo Temer que houve um claro interesse em desconstruir os mecanismos.

Como formuladora do sistema CAQi/CAQ, a rede da Campanha sempre esteve à disposição para colaborar com a definição de caminhos para o cumprimento integral e qualificado do financiamento da educação básica pública.

Em 17 de março de 2016, a Campanha foi nomeada para integrar a Comissão Interinstitucional para Implementação do CAQi-CAQ. A Comissão, instituída pela Portaria 142 do Ministério da Educação (MEC), buscou responder às deliberações das Conferências Nacionais de Educação de 2010 e 2014, além de fazer jus aos dispositivos previstos na Lei 13.005/2014, do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Fórum Nacional de Educação também compunham o colegiado, coordenado pelo MEC.

Porém, a Portaria MEC 142 foi revogada em 15 de março de 2018, com a criação do Comitê Permanente de Avaliação de Custos da Educação Básica (CPACEB) pelo governo Michel Temer. Esse é o primeiro revés do processo de gestão democrática e participação social.

A nova Portaria MEC 233/2018, que institui a CPACEB, excluiu a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, além de suprimir os prazos para implementação do CAQi/CAQ.

A tentativa de escantear o CAQi/CAQ e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação se intensificaram no governo de Jair Messias Bolsonaro, que retirou o CAQi/CAQ das atribuições do CPACEB/MEC por meio da Portaria MEC 649/2019. Além disso, também alterou os artigos 1° e 2° da Portaria de 2018, excluindo representação do Fórum Nacional de Educação e acrescentando ao Comitê o Subsecretário de Gestão Fiscal do Tesouro Nacional do Ministério da Economia e o Subsecretário de Planejamento e Orçamento do MEC. Por último, alterando a atribuição do órgão, determinou como objetivo analisar “mecanismos federativos de cooperação e colaboração”, reiterando a supressão dos mecanismos de CAQi e CAQ. Agora, com o novo Decreto, a CPACEB/MEC fica ainda mais desfigurada.

Apesar dos retrocessos na consagração dos direitos sociais, ocorridos desde o processo de impeachment de 2016, as entidades signatárias desta carta estão resistindo e têm conseguido obter vitórias. A maior delas foi, sem dúvida, a inclusão do CAQ na Emenda à Constituição 108/2020. Com isso, segundo a Lei Maior, o padrão mínimo de qualidade deve ser baseado em insumos, com o objetivo de garantir a boa realização do processo de ensino-aprendizagem.

Esse foi um passo firme em prol da garantia de financiamento adequado para a qualidade da educação básica pública no país. Infelizmente, menos de um ano após a aprovação da EC 108/2020 e meses após a aprovação da Lei 14.113/2020, que regulamenta o Fundeb, fomos surpreendidos com a publicação do Decreto 10.660.

Com ele fica ainda mais explícita a verdade: o governo de Jair Messias Bolsonaro quer inviabilizar uma escola que dê as condições adequadas para as educadoras e os educadores ensinarem e as alunas e os alunos aprenderem. Esse é objetivo do sistema CAQi/CAQ e é isso que o governo quer evitar, como promotor do obscurantismo contra a Ciência. A pandemia causada pela a Covid-19 mostrou à sociedade as precárias condições das nossas escolas, desde a infraestrutura física aos insumos pedagógicos, número alto de estudantes por turma, salas sem ventilação adequada, muitas sem abastecimento de água tratada e rede pública de esgoto. Além disso, muitos estudantes não tiveram acesso aos conteúdos escolares ou tiveram de forma precária. A implementação do CAQ é fundamental para resolução dos problemas apontados, inclusive para um retorno seguro e para recuperar os prejuízos pedagógicos causados pela suspensão das aulas presenciais, durante a pandemia.

O rebaixamento dos recursos para o Ministério da Educação e para as áreas de saúde, ciência e tecnologia, aprovado semana passada em âmbito do orçamento federal de 2021, juntamente com as propostas governamentais que tergiversam a necessidade de maior investimento público para melhorar a qualidade da educação ofertada às mais de 37 milhões de crianças, jovens e adultos matriculados nas escolas públicas – a exemplo do projeto de educação domiciliar que o governo Bolsonaro tenta aprovar a toque de caixa no Congresso, assim como a expansão do programa de militarização de escolas públicas, que privilegia o atendimento em algumas unidades de ensino com o agravante da imposição da doutrina militar a estudantes não emancipados – reforçam a necessidade de luta social em prol do financiamento e da aprovação imediata de lei complementar para instituir o Custo Aluno Qualidade e o Sistema Nacional de Educação articulado, público, gratuito, democrático, laico, desmilitarizado e de qualidade social para todos e todas.

É preciso um esforço coletivo para barrar essa empreitada de desmantelamento das maiores conquistas da educação brasileira e por isso convocamos toda a sociedade civil e tomadores de decisão comprometidos com a educação pública, gratuita, inclusiva e de qualidade a se mobilizarem para impedirmos os retrocessos e voltarmos a caminhar pela regulamentação do Custo Aluno Qualidade e pelo financiamento justo da educação.

Assinam:

Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
Fineduca – Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação

  • https://www.cnte.org.br/index.php/menu/comunicacao/posts/noticias/73843-carta-a-sociedade-brasileira-o-decreto-10-660-e-excludente-concentrador-e-um-risco-ao-custo-aluno-qualidade-caq-e-para-escolas-do-pais
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¿Chelas sí, pupitres no?

Por: Manuel Gil Antón 

¿Cómo es posible que estén abiertas las cantinas y las escuelas no? ¿Es la prioridad que tiene el gobierno? ¿No importa más la educación que las cubas y el cubilete?

Expresiones semejantes circulan en los medios de comunicación. El contraste, así expuesto, es un escándalo. No hay quien, en su sano juicio, esté de acuerdo en abstracto con esta preferencia, pero la comparación no es válida.

La preocupación por el aprendizaje y la estabilidad emocional de los “parroquianos” de los espacios educativos es incuestionable. El efecto del confinamiento en casa, cuando ha sido posible, es múltiple y negativo. La complejidad del retorno a las aulas merece un análisis menos superficial: si es necesario hay que hacerlo bien.

Se suele partir de un supuesto falso: los niños brotan en las escuelas. Ahí están como si no hubieran ido de su domicilio a la escuela. La movilidad asociada al arribo y salida de los planteles se pasa por alto. Es enorme: 35 millones de estudiantes de todos los grados se trasladan diario a clases, más 2 millones de docentes y personal administrativo. Equivale al 30% de la población. Si añadimos a 12 millones de personas que acompañan a quienes lo requieren por su edad o condición, son casi 40% del total. ¿Cuál es el impacto, en la movilidad y su consecuente carga en los medios de transporte, así como en la reducción de la sana distancia que esto acarrea? Gigantesca. Incomparable a la que se produce en el traslado a fondas, restaurantes o antros.

El cierre de las escuelas en México, y en todo el mundo, no derivó de que en ellas hubiese una tasa de contagio mayor que en otras actividades. No. La razón es que era, y es, el mecanismo más eficaz para reducir de manera significativa la movilidad y, eso sí, cortaba en buena medida la contigüidad que favorecía la transmisión del virus.

En consecuencia, y dada la persistencia hoy de altas tasas de contagio, los ejes elementales de la planeación y proceso de retorno paulatino a las aulas son, creo: los diferentes índices de aumento en la movilidad dada la diversidad del país, las condiciones adecuadas en los planteles en cuanto a espacio, recursos de higiene y ventilación, y la protección de las y los docentes y empleados, sobre todos los mayores, con la vacuna, y la misma con respecto a quienes rebasan los 60 en el entorno familiar de quienes asistan.

¿Se puede? Sí, de manera diferenciada de acuerdo al contexto de la escuela y las modalidades del arribo y retiro de alumnos y personal. ¿Qué se requiere? Modificar el nivel de observación de esas condiciones (no tener como referencia el semáforo estatal, sino la situación de regiones específicas que rebasan los límites entre entidades), propiciar el intercambio de pareceres entre el personal docente, directivos y los padres de familia, para diseñar distintas formas adecuadas, seguras y paulatinas de retorno a los patios e instalaciones escolares, o a otros lugares abiertos que permitan el reencuentro y la continuidad del lazo social y pedagógico que la educación implica.

¿Cómo? Dar la palabra, y la iniciativa apoyada por las autoridades de salud, a quienes conocen las condiciones y contextos de sus escuelas. Los regresos serían variables, con modalidades diferentes. Sí. Pero más seguros, inteligentes y atentos a lo posible, que los derivados por las autoridades desde su escritorio. De nuevo: escuchar la voz de los que saben, en lugar de imponer soluciones equivocadas, quizás, esas sí, acordadas por los funcionarios en la mesa de un bar.

 

Profesor del CES de El Colegio de México.
mgil@colmex.mx
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Un año después de la COVID, la UNESCO convoca una reunión mundial de ministros de educación para garantizar la continuidad del aprendizaje

Por: UNESCO

Al cumplirse un año de la pandemia de la COVID-19, 85 ministros de educación destacaron las medidas para mantener las escuelas abiertas, hacer frente a las pérdidas de aprendizaje y adaptar sus sistemas educativos en un evento convocado por la UNESCO el 29 de marzo de 2021.

Cerca de la mitad de los estudiantes del mundo siguen afectados por el cierre parcial o total de las escuelas y más de 100 millones de niños adicionales quedarán por debajo del nivel mínimo de dominio de la lectura como consecuencia de la pandemia.

«Ante una crisis prolongada, debemos redoblar nuestra movilización y centrarnos en las prioridades correctas, que nos permitirán hacer realmente de la educación un bien común, un derecho fundamental. El primero de nuestros principios es que la escuela es insustituible, como ha demostrado la pandemia. El segundo es que, más que nunca, necesitamos sistemas escolares resistentes e innovadores para hacer frente a las crisis presentes y futuras. El tercero es que ninguna pantalla puede sustituir a un profesor». Audrey Azoulay, Directora General de la UNESCO

Si bien la protección de los docentes es esencial para que las escuelas vuelvan a abrir sus puertas en condiciones de seguridad, una encuesta realizada por la UNESCO y el Grupo Internacional de Trabajo sobre Docentes para la Educación 2030 revela que solo 17 de 149 países dan prioridad a los docentes en la primera fase de los esfuerzos de vacunación. Otros 20 países incluyen a los docentes como grupo prioritario para la segunda fase de vacunación. Mientras tanto, 56 países no dan prioridad a los docentes en los planes nacionales de vacunación.

En las tres sesiones paralelas de la conferencia se puso de relieve la necesidad de un mayor apoyo para proteger y formar a los docentes.

En la primera mesa redonda sobre el mantenimiento de las escuelas abiertas y el apoyo a los profesores, los ministros hicieron hincapié en la necesidad de que las escuelas sean más resistentes y flexibles. Describieron las medidas adoptadas para la prevención y el control, incluidas las pruebas en las escuelas, los planes de vacunación de los profesores, las inversiones en salud mental y la importancia de reforzar las asociaciones con los ministerios de sanidad.

En la segunda mesa redonda sobre la mitigación del abandono escolar y universitario y la pérdida de aprendizaje, los ministros destacaron la importancia de la equidad, de redoblar las inversiones en la educación de recuperación, de reforzar los servicios sociales, de dar prioridad a los niños más pequeños y de las fórmulas de financiación para llegar a los más rezagados.

En la tercera mesa redonda, sobre la transformación digital y el futuro de la educación, los ministros destacaron la importancia de la formación y el desarrollo profesional de los profesores, las asociaciones público-privadas y el compromiso de la sociedad para promover las competencias del siglo XXI y la empleabilidad de los jóvenes.

«En este momento crucial, hago un llamamiento a todos los países (para) utilizar la recuperación para reducir las brechas educativas, ampliar la conectividad digital y reimaginar la educación.» Antonio Guterres, Secretario General de la ONU

El Director General de la Organización Mundial de la Salud, Tedros Adhanom Ghebreyesus, advirtió por su parte que “sin el acceso universal a la educación y a los servicios sanitarios, las desigualdades que se han extendido aún más durante la pandemia seguirán aumentando”. La OMS reconoce el papel central que desempeñan las escuelas para salvaguardar la salud y el bienestar de los estudiantes, un tema que se subrayó durante la conferencia.

La Comisaria de Educación, Ciencia, Tecnología e Innovación de la Unión Africana (UA), la profesora Sara Anyang Agbor, subrayó que “las consecuencias de la COVID 19 han reforzado la importancia de transformar los sistemas educativos de África a través de la transformación digital, refiriéndose al marco de la UA que abarca el aprendizaje en línea, los profesores, las habilidades, la conectividad de las escuelas y la seguridad en línea y fuera de ella”.

Para apoyar las estrategias nacionales, la UNESCO, el UNICEF y el Banco Mundial anunciaron una misión conjunta llamada “Recuperar la educación 2021” y centrada en tres prioridades: garantizar que todos los niños y jóvenes vuelvan a la escuela y reciban un apoyo integral que incluya la salud, la nutrición y el apoyo psicosocial; acelerar el aprendizaje y acabar con la brecha digital; y preparar y capacitar a todos los profesores.

*https://es.unesco.org/news/ano-despues-covid-unesco-convoca-reunion-mundial-ministros-educacion-garantizar-continuidad-del

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Educación y Transdisciplinariedad

Por: Oscar Zamora Zambrano

Introducción

Un estado de cosas convulso, en el que la sobrevivencia de la especie humana está en juego, permite evidenciar la necesidad perentoria que tenemos de comprender la realidad, para entonces tener la posibilidad de emprender esfuerzos que apunten a su transformación. En medio de esta tarea urgente, la humanidad puja por comprender lo que sucede en un espacio que media entre las partículas que colisionan en las entrañas de los átomos hasta lo astronómicamente gigantesco que va años luz más allá del planeta que habitamos. El sólo reconocimiento de la infinitud de este maravilloso escenario permite prefigurar su condición compleja.

En “La teoría del todo”, película basada en el libro “Hacia el infinito. Mi vida con Stephen Hawking” de Jane Wilde Hawking, se recrea una conferencia en la que el científico expone lo siguiente:

… sólo somos una rama avanzada de primates en un planeta menor que orbita alrededor de una estrella común, en la periferia de una galaxia, entre otras cien mil millones de galaxias. Pero, desde el principio de la civilización, las personas han deseado entender el orden subyacente del mundo. Debe haber algo muy especial sobre la naturaleza de los límites del universo y lo que puede ser mas especial que eso, es que no haya límites. (Hawking citado en McCarten, 2014).

El planteamiento de Hawking expresa, por una parte, la inconmensurable complejidad del universo y por otra, el deseo irrefrenable del ser humano por comprenderlo. Pero la complejidad, más allá de la etimología de la palabra y de la carga semántica impuesta por el sentido común, ha devenido en una categoría en sí misma compleja para definir. En este sentido, el principal exponente de la teoría de la complejidad afirma que es complejo “aquello que no puede resumirse en una palabra maestra, […] lo complejo no puede resumirse en el término complejidad, retrotraerse a una ley de complejidad, reducirse a la idea de complejidad” (Morín, 1990, p. 21).

Se inicia este escrito abordando la complejidad, por considerar que esta condición sustenta y justifica la transdisciplinariedad. Manfred Max-Neef (2004, p. 2) afirma que esta condición convulsa de la sociedad actual, caracterizada por “migraciones forzosas, pobreza, crisis ambientales, violencia, terrorismo, neo-imperialismo, destrucción de tejidos sociales [no] puede ser adecuadamente abordada desde el ámbito de disciplinas individuales específicas. Se trata de desafíos claramente transdisciplinarios”.

Al explicar el principio dialéctico de concatenación universal, Rodrigo Navarrete (2007, pp. 66-67) concibe la realidad “como un todo estructurado y orgánico en donde todos los objetos y fenómenos que la componen mantienen relaciones de interacción a través de una compleja de red de conexiones, directas o indirectas”. Esta madeja de fenómenos interconectados es lo que plantea que “El desafío de la complejidad [sea] el de pensar complejamente como metodología de acción cotidiana, cualesquiera sea el campo en el que desempeñemos nuestro quehacer” (Pakman citado en Morín, 1990, p. 14), y es precisamente la transdisciplinariedad una manera de instrumentalizar el pensamiento complejo, para revertir la tendencia simplificadora que viene implicando disyunción y atomización de los fenómenos de la realidad en su dimensión gnoseológica y epistemológica, en procura de neutralizar el riesgo de que también se asuman fragmentados los fenómenos en su condición ontológica.

Duque (2000) refiere que “La metodología de la investigación transdisciplinar está determinada por: los niveles de realidad, la lógica del tercero incluido, y por la complejidad”. Otros autores, como Edgar Serna, reivindican al Maestro Paulo Freire respecto a la transdisciplinariedad, encontrando que en su pensamiento “la complejidad y la dimensión universal trascienden hacia la transdisciplinariedad como otro tema central de su obra. Porque como educador debe transitar a través de y en relación con diversas áreas del conocimiento” (Serna, 2016, p. 215).

La transdisciplinariedad y los nuevos desafíos en la educación universitaria

Docencia, Investigación y Extensión, son en modo general, las funciones que se le ha asignado a la Universidad por asociación a la educación universitaria, introduciéndose I+D (Investigación y Desarrollo) en la ecuación original. Pero en un mundo con abismales asimetrías sociales y económicas, en virtud de un modelo de sociedad global clasista, habría que establecer ciertas consideraciones cuando se trata de precisar los desafíos en la educación universitaria, pues no serán de la misma orientación los desafíos de la educación universitaria de un país industrializado, que los desafíos en algunos de los países denominados emergentes o subdesarrollados.

La revisión de algunos antecedentes de capital importancia, ayudan a nutrir el contexto de los desafíos de la educación universitaria, particularmente en Venezuela y en países cuyas condiciones histórico-sociales y geoestratégicas puedan asimilarse:

  • Decreto del 24 de junio de 1827 promulgado por el Libertador Simón Bolívar, para entonces Presidente de Colombia (la Grande), en el que se dictaban los Estatutos Republicanos de la Universidad Central de Venezuela, los cuales iban dirigidos a reformar la vieja universidad colonial, elitista y eclesiástica, para dar paso a una nueva institución, democrática, impulsada por una auténtica vocación científica y que fuese abierta a sectores sociales que hasta entonces la tenían vedada por razones de casta.
  • Movimiento de la Reforma Universitaria de Córdoba, Argentina, en 1918, en el que se propuso crear una Universidad que rompiera con el modelo colonial y aristocrático que imperaba entonces en Latinoamérica.
  • Movimiento de Renovación Universitaria de finales de la década de 1960 en Venezuela, el cual tenía como propósito impulsar un cambio radical en las estructuras académicas Universitarias.

Se puede notar que ha existido una pugna histórica entre sectores conservadores y sectores progresistas en torno a la posibilidad de un sistema educativo universitario más democrático, verdaderamente científico y definitivamente conectado y comprometido con los más altos intereses de los pueblos de Latinoamérica. Particularmente en Venezuela, expresados estos intereses como fines esenciales del Estado en el texto Constitucional.

En cuanto a la caracterización de la educación universitaria de aquellos años de la década de 1960 del Movimiento de Renovación Universitaria, que mantuvo sus atributos fundamentales durante todo el siglo XX y que ha persistido en su influencia aún por estos días, serán referidas las posturas de tres investigadores latinoamericanos, activos militantes de las luchas por la renovación universitaria. Estas referencias, por cierto, abundan en argumentos que evidencian las asimetrías de las condiciones económicas-políticas-sociales y por tanto, el imperativo de diferenciar los desafíos y su signo político:

  • Oscar Varsavsky (2006), por ejemplo, afirma que la universidad latinoamericana “padece un defecto esencial: no es nuestra”. Añadiendo que esta viene a representar un enclave que reproduce la concepción de ciencia, tecnología y técnica entronizada en la cultura occidental, y por esta vía, reproduce y promueve su modelo de industrialización y economía, sus patrones de consumo, la noción de trabajo y de sociedad. Para Varsavsky, la universidad latinoamericana ha sido diseñada históricamente para transmitirnos e inocularnos el “estilo cultural” que celebran los grandes medios de comunicación y la grandes editoriales, al punto en que pretenden sea la única opción para “salir” del subdesarrollo.
  • Darcy Riveiro (2006), por su parte, manifiesta que la situación de sujeción de la universidad latinoamericana respecto a la universidad de las potencias occidentales se explica por los efectos de la dependencia socioeconómica y cultural que pesa sobre América Latina desde los tiempos de la colonia. Según Riveiro, las élites políticas, científicas e incluso académicas latinoamericanas sólo han aspirado una “modernización” que permita la incorporación de nuestros países en el mercado mundial como proveedores seguros de materia prima, en condiciones de calidad, cantidad y bajos precios, y al mismo tiempo como destino comercial cautivo de productos elaborados y de tecnología depredadora del medio ambiente y de la salud de los trabajadores. Añade Riveiro que de esta forma, la universidad latinoamericana ha sido connivente con el sistema capitalista, en cuanto que reivindica la tesis de las etapas del crecimiento económico de Walter Rostow, según la cual, para alcanzar altos niveles de industrialización hay “… un sólo proceso de desarrollo y que este era lineal, acumulativo e igual para todos los países” (Boron, 2009).
  • Mientras que José Rafael Núñez Tenorio (2009), plantea que la universidad latinoamericana ha sido cómplice de la política neocolonizadora que desarrolla los Estados Unidos de Norteamérica. Para Núñez Tenorio, desde esta perspectiva se ha concebido a la universidad como una entidad meramente instrumental, tecnocrática y convenientemente elogiada como “moderna” por los centros de poder global, generadora de profesionales útiles al sostenimiento de un modelo dependiente y cada vez más subdesarrollado. La universidad latinoamericana, según este autor, está sostenida por élites políticas entreguistas que promueven, por la vía de la distorsión curricular y otros mecanismos, una conciencia neocolonial, aunque barnizada de una condición dizque “científica” y “tecnológica”. Núñez Tenorio considera que la dirigencia estadounidense no tiene dudas en cuanto a lo que considera “conveniente” a los intereses de los pueblos latinoamericanos en el plano universitario, por ello sutilmente desarrolla acciones dirigidas a ganar conciencias neocoloniales en nuestros países, conciencias enajenadas en favor de los intereses de los centros de poder global. El investigador destaca que tales acciones “persiguen fines bien precisos, al servicio de la política estadounidense de sumisión colonial de nuestra cultura y nuestras universidades”.

En correspondencia con la complejidad de los desafíos de naciones que procuran su emancipación científica y tecnológica para apuntalar su desarrollo económica autónomo y autodeterminación política, la teoría transdisciplinarprovee vías para el abordaje de la realidad, procurando una aproximación a la esencia de los fenómenos, en franco diálogo entre las distintas disciplinas.

Educación, práctica educativa y abordaje de la realidad desde una perspectiva transdisciplinaria

La educación no representa un fin en sí misma, esta sólo tendrá un sentido trascendente si logra sustentar la libertad de conciencia, fomentar la valoración crítica de la realidad, apuntalar la defensa y el desarrollo de la persona y el respeto a su dignidad, el ejercicio democrático de la voluntad popular, la construcción de una sociedad justa y amante de la paz, y la promoción de la prosperidad y bienestar del pueblo, tal como lo establece el Artículo 3 de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela.

Para asegurar que la educación, en tanto proceso fundamental de la sociedad venezolana cumpla su elevado rol, es menester que sus métodos y la filosofía que le sustenta sean permanente revisados y actualizados. En este sentido, en 2015, con ocasión del Proceso de Transformación Curricular del Subsistema de Educación Media emprendido por el Ministerio del Poder Popular para la Educación venezolano, se pudo comprobar la necesidad de promover una práctica educativa que implique la capacidad de intervenir la realidad desde una perspectiva transdisciplinar.

 En el aparte de diagnóstico del Documento General de Sistematización de las Propuestas Pedagógicas y Curriculares Surgidas en el Debate y Discusión y Orientaciones Fundamentales se puede leer:

Hay jóvenes que expresan que sus clases, sus ‘profes’ son aburridos, que no cuentan con espacios para aprender a saber, más allá del sistema disciplinar, asignaturizado, fraccionado y atomizado, creando cabezas entrenadas, adiestradas, enajenadas y dominadas por un pensamiento simple, que inclusive, los y las imposibilita a comprender el mundo complejo y multidimensional en el cual les ha correspondido vivir. (MPPE, 2015, p. 25)

Este hallazgo en el diagnóstico es explicado en el documento desde la Teoría del Pensamiento Complejo de Edgar Morin, refiriendo la tensión entre la aspiración a un saber no parcelado y no reduccionista y la aceptación de que la búsqueda de la verdad científica implica el reconocimiento de la incompletitud, de la posibilidad de vivir en permanente incertidumbre siempre que se transite un proceso de indagación permanente.

Más adelante en la argumentación para desarrollar un currículo nacional integrado y actualizado, se asimila tal integración al enfoque inter y transdisciplinar.

Conclusiones

La transdisciplinariedad, en tanto modo de abordaje del hecho educativo, es hoy un imperativo si se pretende objetivar lo que hasta ahora ha pasado desapercibido en la relación estudiante-docente, docente-comunidad, docente-docente. De modo que se potencien en los centros educativos todas sus capacidades transformadoras comunitarias.

La transdisciplinariedad, así como el pensamiento complejo dispuestos como plataforma operativa de los estudiantes frente a la realidad que deben enfrentar y a la naturaleza que deben armónicamente dominar, se constituye en un mandato si se quiere superar las contradicciones de un orden global que cada día somete con mayor crueldad y sin disimulo a un sector inmensamente mayoritario de la población mundial, a decir de Paulo Freire, los desharrapados del mundo: “Quienes instauran el terror no son los débiles, […] sino los violentos, quienes, con su poder, crean la situación concreta en la que se generan los ‘abandonados de la vida’, los desharrapados del mundo” (Freire, 1970, p. 56).

Referencias

Boron, A. (2009). Socialismo siglo XXI: ¿Hay vida después del neoliberalismo. Caracas: Monte Ávila.

Duque, R. (2009). Disciplinariedad, interdisciplinariedad, transdisciplinariedad: vínculos y límites (II).  Semestre Económico [Revista en línea]. 4(8), 145-158. Disponible: https://revistas.udem.edu.co/index.php/economico/article/view/1398 [Consulta: 2021, marzo 13]

Freire, P. (1970). Pedagogía del oprimido [Libro en línea]. Disponible: https://fhcv.files.wordpress.com/2014/01/freire-pedagogia-del-oprimido.pdf [Consulta: 2021, marzo 13]

Max-Neef, M. (2004). Fundamentos de transdisciplinaridad [Documento en línea]. Disponible: http://ecosad.org/phocadownloadpap/otrospublicaciones/max-neef-fundamentos-transdisciplinaridad.pdf [Consulta: 2021, marzo 13]

McCarten, A. (Productor/Guionista), Marsh, J. (Director) y Hawking, J. (Escritora). (2014). La teoría del todo [Película]. Reino Unido: Working Title Films.

Ministerio del Poder Popular para la Educación. (2015). Proceso de transformación curricular para la educación media general en la modalidad jóvenes y adultos: documento general de sistematización de las propuestas pedagógicas y curriculares surgidas en el debate y discusión y orientaciones fundamentales [Documento en línea]. Disponible: https://siteal.iiep.unesco.org/sites/default/files/sit_accion_files/ve_0462.pdf [Consulta: 2021, marzo 13]

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Entrevista a la Profesora Magdalena Isela González Báez (Video)

Por: Fernando García investigador del CII-OVE

En esta oportunidad la Dra. Magdalena Isela González Báez, nos compartió su experiencia como docente de la Escuela Normal Rural Vasco de Quiroga, ubicada en Tiripetío, Michoacán. Enfatizó la importancia de la escuela Normal Rural en México y analizó el panorama político educativo que actualmente impera en torno a ellas.

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