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Angola: «Operação Resgate» tem pendor «eminentemente educativo e cívico»

Redacción: Noticias

O Presidente de Angola considerou hoje que a «Operação Resgate», que tem colocado milhares de agentes nas ruas, tem um pendor «eminentemente educativo e cívico», que visa recuperar os melhores valores da angolanidade».

Discursando no Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto (UAN), em Luanda, João Lourenço abordou pela primeira vez a operação, que teve início a 06 de novembro e tem como propósito, segundo as autoridades angolanas, combater as transgressões administrativas, venda ambulante desordenada, a imigração ilegal e ordenar a circulação rodoviária entre outros.

Para o chefe de Estado, em causa está a defesa de valores como os da educação, ordem, civismo, respeito pelo bem público e pelo próximo.

«Parece que estamos a perdê-los ao longo dos anos, por inação e espírito de deixa andar. Não nos podemos sentir vencidos e resignados perante o que se passa aos nossos olhos no dia-a-dia», sublinhou.

Nesse sentido, reafirmou que o combate contra a corrupção, nepotismo e impunidade, bem como a luta «contra as seitas religiosas que se dedicam a extorquir valores e bens aos pacatos cidadãos de si já pobres ou fragilizados por doenças e outras contingências da vida» e ainda à venda de bens alimentares e medicamentos em locais inapropriados e insalubres, «tudo isso se enquadra na necessidade do resgate dos valores perdidos».

«Da mesma forma que, em defesa da saúde pública, combatemos o surgimento e proliferação de clínicas e postos médicos clandestinos, combatemos o comércio ilegal das cantinas, bares e restaurantes não licenciados ou autorizados pelo Estado, também no ensino temos de combater os estabelecimentos de ensino e, no caso, universidades privadas, não reconhecidas pela entidade competente do Estado», frisou.

Para o Presidente angolano, as universidades privadas constituem «um negócio lucrativo», que «não olha para a qualidade do ensino ministrado, que levam os estudantes até ao último ano sem a possibilidade de entrar para o mercado de trabalho por falta de certificado ou diploma».

João Lourenço defendeu, por isso, que o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação angolano deve ser «rigoroso» e concluir «quanto antes» o trabalho que tem vindo a realizar com essas instituições de Ensino Superior que não têm cursos legalizados.

«Nesta luta de resgate dos valores da nossa sociedade, onde tudo isso se enquadra, longe de ser um assunto só das autoridades do Estado, gostaríamos de contar com a participação voluntária de todos, das organizações não governamentais (ONG) e associações cívicas, das associações e ordens profissionais, das Igrejas, da comunicação social, dos internautas e blogueiros», sublinhou.

Segundo o chefe de Estado angolano, uma das questões que a todos deve preocupar é a «qualidade» do ensino em Angola, «que deve ser cada vez mais exigente, não sendo elitista, porém, mais seletivo no bom sentido».

«Esta necessidade de maior rigor, mais exigência nos perfis de admissão, deve ser não só para com os estudantes, como também para com o corpo docente, que tem a responsabilidade de transmitir os conhecimentos com padrões de qualidade recomendados», realçou.

Falando na presença da ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação angolana, Maria do Rosário Bragança Sambo, e do reitor da UAN, Pedro Magalhães, o Presidente de Angola lembrou que, recentemente, foi aprovado o Estatuto da Carreira Docente do Ensino Superior, de forma a «dignificar mais esta classe de profissionais que muitos sacrifícios consentem para a formação dos quadros angolanos».

Para João Lourenço, a aposta de Angola no Ensino Superior «não é uma despesa, mas sim um investimento reprodutivo», pelo que o Governo incluiu medidas do Plano Nacional de Formação de Quadros para incrementar a frequência universitária, através da concessão de bolsas de estudo internas.

«Apesar dos conhecidos constrangimentos financeiros, temos vindo a realizar um grande esforço nesse sentido, em especial para apoiar os estudos em áreas prioritárias, como as engenharias e tecnologias e as ciências da saúde. Temos consciência que o número de bolsas de estudo concedidas anualmente ainda é insuficiente para fazer face à demanda, e é por essa razão que temos procurado fazer uma seleção criteriosa que atenda principalmente aqueles candidatos mais carenciados por um lado, e aqueles com melhores qualificações, como forma de estímulo ao bom exemplo que passam para os demais, por outro», declarou.

Nesse sentido, apelou ao setor empresarial privado para incentivar e apoiar os estudantes de mérito com bolsas de estudo nas áreas correspondentes ao objeto social das suas empresas, como forma de contribuir para a formação superior de mais jovens angolanos com talento.

«Sabemos que esse ingresso no mercado de trabalho é a maior preocupação dos estudantes que terminam a formação superior. Por essa razão, a Estratégia Nacional de Formação de Quadros preconiza que uma boa percentagem dos formados seja absorvida pelo setor empresarial privado, que, como em qualquer economia de mercado, deve ser o principal empregador», sustentou.

«Se queremos realmente impulsionar o setor produtivo, diversificar a nossa economia, então o setor empresarial privado deve criar a capacidade de absorver os melhores quadros que hoje estão na administração do Estado, e aqueles que todos os anos são lançados pelos Institutos e Universidades para o mercado de trabalho», concluiu.

João Lourenço lançou, por fim, o desafio de, «num futuro que se quer não muito longínquo», Angola colocar universidades angolanas no ranking das 10 melhores de África, manifestando o desejo que a primeira seja a própria UAN.

«Sonhar não é pecado, antes pelo contrário, desde que trabalhemos com o objetivo claro de tornar esse sonho em realidade. O desafio é para todas as universidades. O tiro da largada da competição acaba de ser disparado», terminou.

 

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Estudiantes toman las calles en Italia para exigir más inversión al Gobierno

Redacción: Vanguardia

Miles de estudiantes salieron hoy a las calles en Italia para exigir el restablecimiento de los financiamientos públicos a escuelas y universidades eliminados en la última década.

Convocados por las organizaciones Red del Conocimiento, la Unión de Estudiantes y Link, la protesta tuvo lugar en 70 ciudades del país.

En Milán los participantes convocaron al “No Salvini Day”, contra el ministro del Interior, vicepremier y líder de la Liga, Matteo Salvini y quemaron banderas de ese partido, así como del Movimiento 5 Estrellas, su socio en el gobierno.

En Roma los manifestantes cerraron calles en las inmediaciones del ministerio de la Educación Pública y colgaron un maniquí con el nombre de Salvini en un puente, mientras en Nápoles los estudiantes lanzaron petardos contra la policía.

Otras marchas tuvieron lugar en Florencia, Verona, Trento, Perugia, Bari, Campobasso, Crotone, y Messina, mientras el sábado se unirán Bolonia, Taranto y Siracusa. Giacomo Cossu, coordinador nacional de la Red del Conocimiento, explicó a los medios que las protestas fueron convocadas para exigir el restableciiento de los fondos públicos que en la última década han sido eliminados para escuelas y universidades equivalentes a 7 mil millones de euros anuales. “Somos 100 mil en más de 70 ciudades italianas para manifestar contra los contínuos recortes a la educación pública”, dijo.

Asimismo, exigió al gobierno recortar los subsidios a los petroleros para dirigirlos a la educación pública.

Más de 100,000 estudiantes participaron en esta jornada de protesta en varias ciudades, según las asociaciones y sindicatos de estudiantes que organizaron las marchas bajo el lema ‘Abajo la máscara’.

Estudiantes universitarios y de secundaria salieron hoy a las calles de setenta ciudades italianas para exigir el fin de los «recortes en educación» y para reclamar «más inversión» al Gobierno del país, formado por el Movimiento Cinco Estrellas y la Liga.

Más de 100,000 estudiantes participaron en esta jornada de protesta en varias ciudades, según las asociaciones y sindicatos de estudiantes que organizaron las marchas bajo el lema ‘Abajo la máscara’.

«No tenemos miedo. Somos estudiantes y pedimos que se deje de jugar con nuestro futuro«, declaró a los medios locales el coordinador nacional de la Red de Estudiantes IntermediosGiammarco Manfreda.

Los estudiantes critican «los recortes del Gobierno en educación e investigación», la falta de inversión, la situación «ruinosa» de los centros escolares y la «poca acción» contra el abandono escolar.

Los estudiantes marcharon el viernes en varias ciudades italianas para protestar contra el gobierno por los recortes de gastos y la falta de inversiones en educación. Foto: AP

El coordinador nacional de la asociación Red de Conocimiento, Giacomo Cossu, pidió que «el Gobierno acabe con los subsidios estatales a las compañías petroleras y financie la educación pública» y exigió una inversión anual de 7,000 millones de euros para «restaurar los fondos retirados en los últimos 10 años para la escuela y la universidad”.

La marcha de Roma llegó a la Plaza de Montecitorio, donde está la Cámara de Diputados de Italia, integrada por 5,000 estudiantes – según la organización – que portaban pancartas con lemas como ‘Éste no es el cambio’, ‘Todos somos antifascistas’ o ‘Hemos pagado el sol y nos habéis dado solo tormentas’.

Durante la mañana, se vivieron momentos de tensión entre la Policía y los estudiantes, quienes, según medios locales, coreaban contra los agentes lemas como ‘Fuera los guardias de las escuelas’, mientras las fuerzas de seguridad bloqueaban su paso.

En Milán los estudiantes quemaron las banderas de la ultraderechista Liga y del Movimiento Cinco Estrellas, una acción que el ministro del Interior, Matteo Salvini, se apresuró a criticar en Twitter.

Fuente: https://vanguardia.com.mx/articulo/estudiantes-toman-las-calles-en-italia-para-exigir-mas-inversion-al-gobierno

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Kenia: Niñas y jóvenes en acción: Documental de AHF busca el empoderamiento para una generación libre de SIDA

Redacción: El Desconcierto

En la pieza audiovisual se muestra la realidad y diversos testimonios recopilados en Uganda, Kenia, Haití y Perú.

Aids Healthcare Foundation (AHF), es una organización global sin fines de lucro que brinda medicina de vanguardia y defensoría a más de 1,000,000 personas en más de 41 países.

Esta fundación fue fundada en 1987 y actualmente es el mayor proveedor de atención médica en respuesta VIH/Sida a nivel internacional.

En ese contexto, desde AHF señalan que “creemos en el poder de las niñas y en sus derechos. Su empoderamiento nos acerca a una generación libre de Sida”.

Por esto, realizaron un documental y campaña llamado Girl Act o Niñas y jóvenes en acción, en el que muestran la realidad y testimonios recopilados en Uganda, Kenia, Haití y Perú. 

En cada uno de los casos se muestran las brechas que deben enfrentar las niñas y jóvenes que viven con SIDA en estos países, las duras experiencias de vida que les tocó sobrepasar y sus sueños y objetivos para su futuro.

Por ejemplo, uno de los casos más impactantes es el registrado en Kenia, con el testimonio de una niña de 12 años que fue suspendida de su escuela luego que el test de VIH dió reactivo y por una enfermedad que le afectó su piel. Una de sus frases más significativas es: “Conozco mis derechos, tengo derecho a un nombre, a vivir, a la salud y a la educación. Así que sé que tengo derecho a ir a la escuela y no me lo pueden prohibir”.

Revisa el documental completo a continuación:

Fuente: http://www.eldesconcierto.cl/2018/10/18/ninas-y-jovenes-en-accion-documental-de-ahf-busca-el-empoderamiento-para-una-generacion-libre-de-sida/

 

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Mafalda va a la Escuela (Vídeo)

Por: comunicamafalda.blogspot.com.

En el siguiente texto analizaremos el vídeo » Mafalda va a la Escuela» desde la teoría critica. Esta tira cómica fue creada por Joaquin Lavado conocido como «Quino», dibujante con doble nacionalidad Argentino-Español.
En 1945 estudia en la Escuela de Bellas Artes, en 1950 publica su primera historia cómica, en 1963 publica su primer libro recopilatorio «Mundo Quino» y en ese mimo año publica Mafalda, tira cómica que se preocupa  por la política mundial, la obsesión de Manuelito por el dinero , etc…

En 1973 Mafalda deja de ser publicada según el autor por agotarse las ideas, a pesar de esto Mafalda es visto como niños reales con padres reales y no como adultos en cuerpos de niños.

En primera instancia vamos a analizar el fragmento de la escena donde Susanita  y Mafalda leen un texto fluidamente y esto dos personajes forman un dialogo expresando que pueden conversar a un nivel literario siendo esto contradictorio ya que el nivel literario es la expresión de las bellas artes (literatura).

En el segundo fragmento notamos que la maestra realiza un dictado, Mafalda expresa incomodidad hacia la manera de impartir las clases ya que es monótona y aburrida, pues el dictado se basa en «Mi mama me ama Mi mama me mima». No obstante la maestra como acción pedagógica  busca imponer su sistema de educación arbitraria.
En conclusión los alumnos al recibir este tipo de educación dominante, están optando y aceptando la mala enseñanza que el sistema imparte, sin tener un planificacion adecuada y podemos observar de manera clara la accion que realiza el poder que ejercen las clases dominantes sobre las clases dominadas en este caso clases dominantes es el alumnado (Mafalda y sus amigos) y las clases dominadas es el sistema de educación a la maestra lo bien que enseña y llegar a tal punto a Manuelito de le rompa la hoja.

Fuente de la reseña: http://comunicamafalda.blogspot.com/

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UNESCO: Nuevos datos revelan que en el mundo uno de cada tres adolescentes sufre acoso escolar

Redacción: UNESCO

Casi un tercio de los adolescentes del mundo han sufrido acoso escolar recientemente, según datos publicados por primera vez por el Instituto de Estadística de la UNESCO (IEU), fuente oficial de estadísticas para la consecución del Objetivo de Desarrollo Sostenible relativo a la educación.

Los nuevos datos muestran que el acoso (bullying) afecta a jóvenes de todas partes, en todas las regiones y en países con diferentes niveles de ingreso. Las estadísticas se recolectaron mediante encuestas escolares que monitorearon la salud física y emocional de los jóvenes. La Encuesta Mundial de Salud a Escolares (Global School Health Survey, GSHS) se centra en alumnos de 13 a 17 años de edad de regiones de bajos ingresos. De modo análogo, el Estudio sobre conductas de los escolares relacionadas con la salud (Health Behavior in School-Age Children, HBSC) se centra en jóvenes de 11 a 15 años de 42 países, principalmente de Europa y América del Norte. En ellas, el acoso se refiere a la violencia entre compañeros/estudiantes que se caracteriza como “comportamiento intencional y agresivo que ocurre repetidamente cuando hay un desequilibrio de poder real o percibido”.

“Para impulsar cambios, es indispensable tener datos”, declaró Silvia Montoya, directora del IEU. “Las estadísticas pueden revelar a quiénes afecta el acoso e indicar el camino para que tanto los gobiernos nacionales como las organizaciones internacionales y no gubernamentales puedan establecer programas más adecuados. Con el tiempo, las tendencias pueden señalar además si las medidas adoptadas dan resultados. En última instancia, cuanto más conocimiento acumulemos, más capaces seremos de orientar los recursos hacia los niños más necesitados de ayuda”, añadió.

En el mundo entero, los niños corren un riesgo ligeramente superior de sufrir acoso que las niñas. Los datos –que no abarcan la violencia sexual ni otras modalidades de violencia de género– indican que más del 32% de los niños ha sufrido acoso escolar, cifra que en las niñas alcanza un 28%.

 Pero cuando se examinan los diez países donde los estudiantes denuncian el mayor número de incidentes de acoso, los promedios apuntan a una realidad un poco distinta. En esos diez países, el 65% de las niñas y el 62% de los niños informaron de casos de acoso, lo que demuestra que allí donde el fenómeno es más frecuente las niñas son las que más sufren sus consecuencias.

La influencia de factores externos en el acoso

 La condición socioeconómica y migratoria también desempeña una función en el acoso, según los datos del HBSC relativos a estudiantes de Europa y América del Norte. En ambas regiones, la condición socioeconómica, basada en los ingresos, el tipo de empleo y el nivel educativo de los padres, es el factor de previsión más fiable acerca del acoso: entre las familias más pobres, dos de cada cinco jóvenes sufren sus consecuencias. Esta cifra se reduce a uno de cada cuatro en las familias más acomodadas.

 Por último, los datos del HBSC muestran también que los niños migrantes tienden a ser más vulnerables al acoso que los nativos. En momentos en que las migraciones alcanzan nuevos máximos en el mundo entero, vale la pena preguntarse si el acoso complicará aún más la capacidad de aprendizaje de este grupo tan vulnerable.

 El 8 de octubre de 2018 la UNESCO publicará un breve informe en el que se examina más exhaustivamente una amplia gama de fuentes de estadísticas internacionales sobre el acoso y otras modalidades de violencia escolar y se ponen de relieve las tendencias predominantes en diversos periodos.

La versión completa del informe, que estará disponible en enero de 2019, presentará un análisis de las respuestas nacionales más eficaces a la violencia y el acoso escolar, mediante estudios de casos de diversos países. Junto con la compilación y el análisis anual de los datos mundiales sobre el acoso que lleva a cabo el IEU, estos informes ayudarán a los países a comprender la escala de la violencia y el acoso escolar y a poner en marcha las políticas y medidas necesarias para velar por que todos los niños puedan aprender en contextos académicos seguros, propicios e integradores, tal como se acordó en el marco del Objetivo de Desarrollo Sostenible nº 4.

Fuente: https://es.unesco.org/news/nuevos-datos-revelan-que-mundo-cada-tres-adolescentes-sufre-acoso-escolar

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Estados Unidos: Una nueva ley en Dakota del Norte amenaza con retirar el derecho a voto a los indígenas

Redacción: Portal Rebelión/Oliver Laughland

Una nueva legislación obliga a indicar la dirección y en la reserva, muchos inmuebles carecen de dirección formal. «Están tratando de evitar que votemos porque no quieren oír nuestra voz y nuestras opiniones», protesta una de las ciudadanas indígenas.

Mientras la capa de niebla matutina se evapora en las afueras de Fort Yates, un grupo de voluntarios hace cola en el interior de un edificio amarillo anodino, decorado con carteles en los que se puede leer: Standing Rock votará. Todos los lugareños saben de la existencia de esta oficina. Existe desde hace décadas y es propiedad de la jefatura de la tribu de la reserva. Sin embargo, es probable que no dispongan de la siguiente información: la dirección exacta.

Hasta no hace mucho esto no tenía ninguna importancia. En la reserva, muchos inmuebles, desde edificios gubernamentales a casas pequeñas, carecen de dirección formal. De hecho, los miembros de la tribu sioux Lakota que viven en Standing Rock, como los nativos americanos de otras cuatro reservas en Dakota del Norte, saben dónde viven los miembros de su comunidad, sin necesidad de tener una dirección exacta. La mayoría de ellos utiliza un apartado de correos para recoger la correspondencia. Durante años, miles de personas han utilizado sus apartados de correos al registrar documentos de identificación oficiales.

Sin embargo, ahora, cuando solo faltan dos semanas para que en Estados Unidos se celebren unas elecciones legislativas que son clave, la falta de una dirección formal se ha convertido en un problema burocrático que podría cambiar el resultado de una campaña crucial.

Después de que el Tribunal Supremo se pronunciara a principios de mes a favor de la ley de votantes, los nuevos requisitos legales entrarán en vigor en noviembre. Según la nueva ley, para poder depositar su voto en la urna, primero los votantes deberán mostrar un documento de identidad que incluya su dirección. Esta ley, auspiciada por el Partido Republicano, se interpreta como una acción deliberada para que la comunidad indígena no pueda votar.

«Tramitaron la ley sin pedir nuestra opinión en ningún momento», indica Danielle Ta’Sheena Finn, directora de asuntos externos de Standing Rock: «Nunca nos invitaron para que pudiéramos expresar nuestras preocupaciones o preguntar. Lo hicieron prácticamente a escondidas, con lo cual queda claro qué pretenden conseguir».

En el interior del edificio amarillo, el pequeño ejército de voluntarios, convocado por una coalición de grupos indígenas para la defensa de los derechos civiles, tiene el firme propósito de contraatacar. Planean llamar a todas las puertas del lado norte de esta gran reserva, que se extiende por los estados de Dakota del Norte y Dakota del Sur, y llevar a los habitantes en autobús al único edificio gubernamental que expide nuevos documentos de identificación tribal hasta que toda la población de Standing Rock tenga la documentación que le permita votar.

Un proceso complicado

Se trata de una tarea de gran envergadura. En esta extensa zona viven unos 3.000 votantes, en comunidades repartidas a lo largo y ancho de una extensión de unos 3.000 kilómetros cuadrados.

Alva Cottonwood-Gabe está sentada en la oficina, con el documento de identidad [sin dirección] que ha utilizado hasta ahora. Caducó hace muchos años pero esta mujer de 57 años, que vive con una ayuda [cupones para alimentos] de unos 340 euros al mes y otros subsidios del Gobierno, no podía pagar los cinco dólares que cuesta renovarlo. «Mantengo a cuatro nietos y tengo otros gastos en casa», explica.

Tras el fallo del Tribunal Supremo, los gobiernos tribales de todas las reservas han decidido renovar los documentos de identidad sin coste alguno para los ciudadanos y han asumido el coste del trámite. Cottonwood-Gabe fue una de las primeras en llegar en autobús para recoger su nuevo documento de identidad, que blandió sobre su cabeza, un pequeño símbolo de victoria. Es idéntico a su documento de identidad anterior, salvo que ahora incluye su dirección: 568 Sioux Avenue.

A la mujer, todos los trámites, y el farragoso proceso, que incluyó rellenar tres formularios y hacer cola en la oficina federal, le sirvieron como recordatorio de lo que, para ella, es el objetivo final de la nueva ley.

«Están tratando de evitar que votemos porque no quieren oír nuestra voz y nuestras opiniones», indica: «Pero votar es muy importante, no solo para mí, sino también para mis hijos, mis nietos, mis bisnietos».

Madre de 13 hijos y abuela de 20 nietos, Cottonwood-Gabe participó activamente en las protestas por la construcción de un oleoducto en Dakota del Norte que logró captar la atención internacional en 2016. En los enfrentamientos con la policía, fue atacada en tres ocasiones con gases lacrimógenos. Los agentes también utilizaron dispositivos acústicos de largo alcance [cañones de sonido antidusturbios] y la mujer ha quedado parcialmente sorda.

Siempre ha vivido en Standing Rock y desde 1984 ha votado en todos los comicios. En las elecciones legislativas de noviembre, su prioridad es la protección del medio ambiente.

El importante escaño de Dakota del Norte

La batalla para conseguir el escaño de Dakota del Norte es una de las más determinantes en estas elecciones legislativas. La actual senadora demócrata, Heidi Heitkamp, se enfrenta al congresista republicano Kevin Cramer en una votación que podría decidirse por sólo unos pocos miles de votos. Si los demócratas no consiguen el escaño, será casi imposible que tengan el control sobre el Senado. Según los sondeos, Heitkamp, que votó en contra del polémico candidato de Donald Trump para magistrado del Tribunal Supremo, Brett Kavanaugh, parte de desventaja.

De hecho, en 2012 ganó por un margen de menos de 3.000 votos. Es por este motivo que las comunidades indígenas, que representan el 5% de la población del estado y tienden a votar demócrata, se han convertido en un grupo decisivo.

Prácticamente después de su victoria, los republicanos impulsaron la ley para cambiar los requisitos del documento de identidad. Tras algunos fallos judiciales que en un inicio la dejaron sin efecto, y tras la decisión del Supremo, ya habrá entrado en vigor cuando se celebren las elecciones legislativas.

Cramer, un ultraconservador, ha argumentado, como otros republicanos del estado, que la ley es indispensable para luchar contra el fraude electoral. En un debate celebrado la semana pasada indicó que no discriminaba a ninguna comunidad y acusó a los que critican la ley de estar jugando la carta de «políticas identitarias».

La historia nos demuestra que la realidad es muy diferente.

En las últimas décadas, Dakota del Norte, el único estado del país que no exige a los ciudadanos que se registren antes de votar, solo ha tenido un caso de fraude electoral. Según el consejo tribal de Standing Rock, en el condado Sioux nunca se ha dado un caso de fraude electoral.

Para algunos, la nueva ley es un recordatorio del pasado racista del estado, cuando se impidió a las comunidades indígenas que pudieran votar. En el siglo XX, la constitución de Dakota del Norte otorgó el derecho de voto solo a «las personas civilizadas con antepasados indios» que ya no mantenían vínculos con el gobierno de la tribu. Como las leyes Jim Crow de los estados sureños, la discriminación se acabó formalmente con la ley de derecho de voto de 1965; un logro determinante para el movimiento a favor de los derechos civiles.

La decisión del Tribunal Supremo de 2013 terminó con disposiciones clave de esa ley y el derecho de voto de minorías como las comunidades indígenas se ha visto amenazado.

Desde lo alto de una colina con vistas a Fort Yates, mientras el viento arrastra las hojas de otoño, Chase Iron Eyes contempla el hogar donde creció. «A lo largo de la historia, no hemos sido respetados como seres humanos ni se ha respetado nuestro derecho a la participación ciudadana en una democracia», señala.

«El Gobierno nunca necesitó nuestra dirección para venir hasta nuestros hogares y mandar a nuestros hijos a un internado. Tampoco necesitó una dirección cuando consideró que nuestros jóvenes se tenían que alistar en el ejército. Ahora necesitan nuestra dirección para que nosotros podamos reivindicar uno de los derechos más básicos en una democracia representativa».

La movilización de los votantes

Como muchas otras personas que reivindican su derecho a voto, Iron Eyes, un destacado activista y excandidato demócrata al Congreso espera que las trabas legales solo sirvan para movilizar a los votantes. Sin embargo, es consciente del reto que plantea este nuevo inconveniente burocrático en un territorio azotado por la epidemia de la adicción y que tiene unas tasas de desempleo que superan el 60%.

«Cada vez que se celebran elecciones tenemos que hacer un esfuerzo monumental y organizarnos para que a los miembros de nuestra comunidad, personas que se sienten desencantadas, oprimidas y marginadas, les importe su destino. Es difícil».

The Guardian siguió durante dos días a los voluntarios que llamaban puerta a puerta a los miembros de la comunidad para convencerlos de que renovaran su documento de identidad. Decenas de ellos les indicaron que ya lo habían hecho. Sin embargo, los activistas se quedaron preocupados por varios incidentes que muestran que los requisitos para obtener el nuevo documento y poder votar son muy estrictos.

La solicitud se tiene que rellenar con un bolígrafo de tinta azul. Los funcionarios han rechazado solicitudes que habían sido rellenadas con un bolígrafo de color negro o verde. A un miembro de Standing Rock, Dale Ramsey, le denegaron la solicitud porque en otro documento había hecho constar una dirección distinta (durante un tiempo no tuvo hogar y dio la dirección del refugio donde se estaba quedando). De momento, no podrá votar.

A la tribu también le preocupa el hecho de que el día de la jornada electoral dos de los cinco colegios electorales de la reserva no abrirán hasta el mediodía; los otros tres estarán abiertos a partir de las nueve de la mañana.

Los voluntarios han pedido a los votantes que vayan a votar antes de la jornada electoral y lo hagan en el juzgado del condado. Para ello, deben tramitar una solicitud de voto ausente y entregarla junto con la papeleta de voto. Sin embargo, lo cierto esas oficinas también estarán saturadas porque tienen que atender otras tareas municipales.

En el lejano asentamiento de Selfridge, Honorata Defender, una mujer de 34 años, llama puerta a puerta junto con otros tres voluntarios. En una polvorienta calle, James Cowry, un hombre de 81 años, abre la puerta, sorprendido por la visita.

Hace treinta años que vive en la misma casa y nunca ha tenido una dirección formal. Los voluntarios le aconsejan que llame al 911 para que le proporcionen toda la información necesaria para votar. Sin embargo, él todavía no sabe si votará.

«No me identifico con ninguno de los candidatos», reconoce. Defender le promete que volverá en una semana y conducirá 50 kilómetros para recoger su documento de identificación. «Cada voto cuenta», puntualiza: «Haré todo lo que sea necesario para ayudarte».

Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=248523&titular=una-nueva-ley-en-dakota-del-norte-amenaza-con-retirar-el-derecho-a-voto-a-

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Colombia: ‘No soy estudiante, soy Maluma’: el reguetón de la educación que le hace reclamos a Duque

Redacción: Noticias Caracol

El youtuber Daniel Samper y algunos líderes estudiantiles le cantan al mandatario para ver si les concede una «cita, aunque sea, de media hora».

Una vez más ‘Hola Soy Dani’, como es conocido Daniel Samper en YouTube, se las ingenió para ponerle un poco de humor crítico a la situación que vive el país por cuenta del presupuesto para la educación pública.

La canción surge a partir de la polémica reunión entre el presidente Iván Duque y Maluma, el pasado 7 de noviembre, en la Casa de Nariño en Bogotá. El encuentro, según el cantante, fue para hablar de temas relacionados con la juventud.

Pese a que los líderes estudiantiles le han insistido al mandatario que se siente a dialogar con ellos en una mesa de concertación, este ha respondido que su representación está en la ministra de edición, María Victoria Angulo.

Por esta razón, ‘No soy estudiante soy Maluma’ le hace reparos a su posición.

Escuche la canción aquí:

Fuente: https://noticias.caracoltv.com/lomastrinado/no-soy-estudiante-soy-maluma-el-regueton-de-la-educacion-que-le-hace-reclamos-duque

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