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ISA mostra Terras Indígenas mais afetadas por incêndios na Amazônia brasileira

Por: socioambiental.org 
Dados indicam que 67% dos focos de calor ocorreram fora de áreas protegidas

Levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) mostra quais são as Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) mais atingidas pelas queimadas na Amazônia brasileira. Desde o início da semana, o Brasil e o mundo voltaram os olhos para a Amazônia, que arde com número recorde de focos de incêndio. Entre 20 de julho e 20 de agosto, foram 33.060 focos de calor na Amazônia Legal no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Nesse período, as dez Terras Indígenas mais afetadas pelos incêndios foram o Parque Indígena Araguaia(TO), a TI Pimentel Barbosa (MT), TI Parabubure (MT), TI Apyterewa (PA), TI Marãiwatsédé (MT), TI Kayapó (PA), TI Areões (MT), TI Kanela (MA), TI Mundurucu (PA) e a TI Pareci (MT) (veja gráfico). No Parque Indígena Araguaia, foram 752 focos de calor no último mês. Ao todo, foram 3.553 focos de calor em 148 Terras Indígenas da Amazônia brasileira.

Nas Unidades de Conservação, a situação também é grave. Foram 7.368 focos de calor em 118 UCs. APA Triunfo do Xingu (APA), a Florex Rio Preto-Jacundá (RO), a Flona do Jamanxim (PA), a Resex Jaci Paraná (RO), a Pes do Mirador (MA), a Apa do Tapajós (PA), a Esec da Terra do Meio (PA), a Flona de Altamira (PA) e a Pes de Guajará-Mirim (RO) foram as dez UCs com mais queimadas entre os dias 20 de julho e 20 de agosto.

O levantamento do ISA também indica que a maior parte dos focos de calor ocorreu fora de áreas protegidas. Dos 33.062 focos, 22.141 (67%) foram fora de UCs e TIs e 10.921 (33%) dentro de UCs e TIs.

Várias dessas TIs e UCs com mais focos de calor também aparecem no ranking de TIs mais desmatadas, segundo dados do sistema de alertas do Inpe (Deter). É o caso da TI Apyterewa, campeã de focos de calor e também das TIs mais desmatadas em 2019. A TI Marãiwatsédé, quinta com mais queimadas, também aparece em quarto lugar dentre as mais desmatadas. No caso das UCs, ocorre fenômeno similar: a APA Triunfo do Xingu, com mais focos de calor, também é a mais desmatadas, de acordo com os dados do Deter. A Florex Rio Preto-Jacundá consta em segundo lugar, entre as mais desmatadas a Resex Jaci-Paraná, em terceiro e a Flona Jamanxim, em quinto.

“Desmatamento e fogo andam juntos. Se o desmatamento aumenta, os focos de incêndio também apresentam crescimento. Nos últimos anos a Amazônia tem registrado secas severas. No Xingu, por exemplo, nos últimos dez anos aconteceram sete anos de seca severa. Sem árvores, chove menos. Com tanta seca seguida, a água não abastece o subsolo, e sem água no subsolo a floresta fica menos verde e mais suscetível ao fogo”, explica Antonio Oviedo, pesquisador do ISA.

A estação seca ainda se estenderá por todo o mês de setembro. No último dia 10 de agosto, fazendeiros da região decretaram o Dia do Fogo. Segundo jornal de Novo Progresso, os produtores se sentem «amparados pelas palavras do presidente» Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto e áreas em processo de desmate na mesma data.

Estados afetados

Os dados também apontaram quais os Estados da Amazônia Legal mais atingidos pelo fogo nesse período. O Pará é o campeão, com 8.622 focos de calor, seguido do Amazonas (6.654), Mato Grosso (6.147) e Rondônia (5.044). Proporcionalmente, Rondônia é o estado com mais focos de calor, com três vezes mais focos de incêndio por quilômetro quadrado do que o Pará. O Acre, segundo menor estado da Amazônia Legal, também é outro estado também muito afetado: com 2.307 focos no período. Nesta sexta-feira (23/8), o Acre declarou estado de emergência devido aos incêndios.

Brigadas federais do programa de combate à incêndios florestais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o PrevFogo, têm atuado para apagar os focos de queimadas. Nesta sexta-feira (23/8), um decreto publicado no Diário Oficial indica a contratação de equipes emergenciais para atuar em municípios do Acre, Maranhão, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.


Queimada no município de Candeias do Jamari, Rondônia

Um projeto de lei para instituir uma Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e, com isso, reduzir os incêndios florestais, está com a tramitação paralisada desde fevereiro, esperando análise de Comissão Especial na Câmara dos Deputados. O manejo integrado do fogo prevê queimas prescritas e controladas combinadas com a prevenção e o combate aos incêndios florestais. O PL, além de propor estratégias para o uso controlado do fogo e de seu combate, também institui a responsabilização administrativa, civil e criminal para os responsáveis focos de fogo não autorizado ou autorizado que fujam ao controle e gerem danos ambientais, econômicos ou sociais.

“É urgente que se ampliem os esforços para combater os incêndios e, ao mesmo tempo, se apresente um plano para tratar da questão dos desmatamentos e queimadas no médio e longo prazo. O cenário anunciado por cientistas do mundo todo, de agravamento dos eventos extremos, é cada vez mais presente, e precisamos nos preparar. O Brasil já sabe como fazer isso, a experiência de redução dos desmatamentos entre 2004 e 2012 com o Plano de Prevenção e Combate aos Desmatamentos na Amazônia. Ao invés de combater os dados e os fatos, o governo deve anunciar urgentemente como vai combater o fogo e os desmatamentos ilegais”, aponta Adriana Ramos, Assessora do ISA especialista em políticas públicas.

Fuente: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/isa-mostra-terras-indigenas-mais-afetadas-por-incendios-na-amazonia-brasileira

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Arde otro ‘pulmón verde’ del planeta: hay más incendios en el África subsahariana que en la Amazonia

Por: actualidad.rt.com

La Amazonia no es el lugar donde más incendios se concentran actualmente en el planeta. Unas recientes imágenes difundidas por la Administración Nacional de la Aeronáutica y del Espacio estadounidense (NASA) revelan que en la franja central del continente africano, conocida como ‘el segundo pulmón verde’ de la Tierra, el territorio está afectado por una mayor densidad de incendios.

Un incendio en Zambia, 25 de agosto de 2019 / Christian Heinrich / www.globallookpress.com

El mapa muestra en rojo incandescente los focos activos en el corazón del continente africano, desde Gabón hasta Angola, desde la costa del Atlántico hasta el Océano Índico, incluyendo la isla de Madagascar, que aparece afectada en la práctica totalidad de superficie.

NASA

Por su parte, el portal Global Forest Watch Fires arroja cifras que confirman la superioridad numérica de los incendios registrados en el continente africano. Entre el 20 y el 27 de agosto, el número de alertas de incendios registrado solamente en Angola –más de 130.000–  supera a la suma de los contabilizados en Brasil, Bolivia yParaguay, que no llegan a 126.000.

Además, otros países africanos como Zambia o la República Democrática del Congo presentan también cifras altas en esas mismas fechas, por encima de las 60.000 alertas por fuego.

Incendios estacionales vinculados a la agricultura

El Gobierno de Angola emitió por su parte un comunicado en el que pedía prudencia a la hora de comparar los incendios registrados en las diferentes latitudes continentales, porque es probable que sus causas sean diferentes.

Los incendios provocados en la zona señalada de África suelen tener carácter estacional, y se considera que en su mayoría están relacionados con una técnica agrícola denominada ‘desbroce y quema’, consistente en cortar parte de la vegetación y prender fuego al resto para limpiar la tierra y plantar nuevas semillas.

Los ecologistas cuestionan en cualquier caso la idoneidad de esta técnica, y advierten que puede favorecer la deforestación, la erosión de la tierra y la pérdida de la biodiversidad.

Mientras tanto, los agricultores y granjeros locales que recurren a ella defienden su práctica argumentando que es el método más barato para limpiar la tierra y eliminar a los parásitos, y destacan que las cenizas actúan posteriormente como nutrientes en las siguientes plantaciones. Además, se estima que, como cada año, estos incendios desaparezcan con la llegada de las lluvias.

Preocupación en el G7

El presidente francés, Emmanuel Macron, se refirió a los incendios en el Amazonas como una «crisis internacional» y anunció que el G7 destinaría 20 millones de euros a combatirlos.

Poco después, cuando varios usuarios de la red social le reprocharon que ignorase el fuego en el África subsahariana, anunció a través de su perfil oficial de Twitter que existía «la posibilidad de lanzar una iniciativa similar» para los incendios generados en este área.

*Fuente: https://actualidad.rt.com/actualidad/325356-segundo-pulmon-planeta-arde-africa-subsahariana

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Venezuela: Gremios rechazan nuevas tablas salariales impuestas por el Ministerio de Educación Universitaria

Por: Mónica Salazar/cronica.uno

De estafa califica el personal administrativo, profesional y docentes universitarios las nuevas tablas salariales presentadas al sector, por parte del Ministerio de Educación Universitaria. En Sucre los representantes gremiales y sindicales advierten que estos «ajustes» solo provocará un mayor éxodo del personal universitario ante la imposibilidad de cubrir sus necesidades básicas.

Cumaná. «Hasta la fecha, el Ministerio de Educación Universitaria ha mantenido una política de desprecio para con el sector técnico y profesional de las universidades», indicó la economista Reina Gedeón, secretaria general del sindicato que agrupa al sector profesional de la Universidad de Oriente (Aspudo) al ser consultada sobre las nuevas tablas salariales para el sector universitario impuestas desde este mes.

«No hay una explicación técnica que soporte la diferencia de la interescala salarial que presenta el ministerio. En esas nuevas tablas, la interescala del sector técnico y profesional es menor al sector obrero y mucho más al sector docente», advirtió.

Gedeón reveló que en el caso del sector administrativo «se pretende bajar el aumento de 7 % logrado en primera y segunda discusión de la convención colectiva única (CCU), así como el 5,1 % en la tercera CCU a 4 %. Queda en evidencia la intención de hacer desaparecer cualquier estímulo para el profesionalismo necesario dentro de las instituciones universitarias«.

En el caso de los aspudistas, cuenta que desde 2013 se vulneran los derechos adquiridos en sus luchas reivindicativas.

«En 2013 el Gobierno hizo su primera jugada contra los aspudistas, al desconocer el sistema de carrera que gozaba de 35 años de vigencia sindical. Eso nos obligó a tomar acciones jurídicas para salvaguardar los derechos de los trabajadores».

La dirigente sindical subrayó: «Desde ese mismo momento denunciamos y alertamos que esta violación a nuestros derechos sería el principio del ataque no solo contra el sector administrativo, sino contra todos los trabajadores universitarios».

Aseguró que el cálculo de los ajustes salariales afectará a aproximadamente 700 aspudistas agremiados entre todos los cinco núcleos universitarios de la Universidad de Oriente.

Por lo tanto, afirmó que Aspudo se mantiene en resistencia y defensa de los derechos laborales, a pesar de la arremetida constante en detrimento del sector.

«Ya la diáspora que arropa al sector universitario es consecuencia del maltrato y las terribles políticas discriminatorias emanadas del sector oficial, desde donde ha sido sistemático el ataque a las universidades», apuntó.

tablas salariales
Gremios universitarios advierten que nuevas tablas salariales ocasionarán más deserciones.Foto: Mónica Salazar.
En situación de mendicidad

Entre tanto para la comunidad universitaria del Instituto Universitario Territorial Clodosbaldo Russián, antiguo Instituto Tecnológico de Cumaná (IUT-Cumaná), este instructivo que pretende aplicar la cartera ministerial solo intensificaría el estado de mendicidad en el que se encuentra el personal activo y jubilado universitario.

Tal afirmación corresponde al secretario general del Sindicato de Profesionales del IUT Cumaná, Siproiutcum, ingeniero Adón Díaz. «Esta precariedad en la que viven los trabajadores profesionales provocó el rechazo contundente a la escala intersalarial que pretenden imponer tras la salida del ex ministro Hubert Roa».

Díaz responsabilizó de esta estafa al sector universitario al ex ministro y a “’los pseudos” dirigentes gremiales y federativos de la FTUV, Orlando Zambrano, Carlos López, Telémaco Figueroa y Luis Brito.

«En la tozudez de sus acciones estos personeros afectos al oficialismo solo buscan quebrantar al personal universitario en sus justos reclamos reivindicativos», subrayó.

Insistió en señalar que estas nuevas tablas salariales «son una flagrante violación a los derechos contractuales contemplados en la Constitución así como para la labor docente».

Asimismo, advirtió que «desde 2012 le fueron conculcados los beneficios de las normas de homologación, un derecho adquirido que no podía ser arrasado por el ministerio».

En el rechazo público que hace el sector de docentes activos y jubilados del IUT Cumaná sostienen: «Este desgobierno ha traicionado el salario y la dignidad de los docentes que hoy día se encuentra en situación de mendicidad, dada la merma significativa del poder adquisitivo de sus sueldos».

Para ellos esto ha sido un «madrugonazo que atropella” a los profesionales universitarios justo cuando entran en el periodo vacacional. “Unas vacaciones que se han venido prolongando dado el cierre técnico que presenta el IUT ante la migración de casi 50 % de su profesorado y una deserción estudiantil que llega a 70 %».

Sin embargo, asegura que no abandonarán la lucha y seguirán elevando su voz «porque la academia no se doblega».

Ajustes de distorsión 

Para la Federación Nacional de Sindicatos de Profesionales y Técnicos de las Universidades Venezolana este anuncio por parte del Ministerio de Educación Universitaria ha sido otro zarpazo a los derechos y dignidad de los trabajadores universitarios.

En comunicado público esta Federación, que agrupa los sindicatos de Aspudo (UDO), Siproluz (LUZ), Apufat (UCV), Siptotupel (UPEL), Siprusir (Simón Rodríguez) y Siptula (ULA), califica de «ultrasecretas» las reuniones en las cuales «deciden traicionar las luchas reivindicativas que viene dando el sector universitario. Desconocen la participación de federaciones legítimas y representativas de la mayoría de las universidades que luchan por la mejora y cumplimiento de los compromisos contractuales de los trabajadores».

En este manifiesto público sostiene que la decisión unilateral del Ministerio de Educación Universitaria «desconoce la aplicación de porcentajes interescalas alcanzados en las luchas sindicales».

Esta pretensión del despacho ministerial busca eliminar los derechos laborales fundamentales adquiridos, progresivos e imprescriptible de la convención colectiva única del sector universitario que debe garantizar a los trabajadores los beneficios socioeconómicos y un salario digno como lo establece la Constitución”, expone el manifiesto.

El presidente de esta federación, abogado Dionis Dávila, afirmó: «Ese ajuste de distorsión en las tablas desmejora la interescala del sector administrativo y profesional de una manera que se afecta en más de tres puntos porcentuales directos de disminución. Este acuerdo queda con una interescala de 9 % y 7 % en obreros; 4 % en administrativos y 18 % y 13 % en profesores”.

*Fuente:http://cronica.uno/gremios-rechazan-nuevas-tablas-salariales-impuestas-por-el-ministerio-de-educacion-universitaria/

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Documento sobre lso incendios en el Amazonas y nuestro posicionamiento

Por: red.antropologiasdelsur

Frente a los devastadores incendios en la Amazonía, pulmón de América del Sur, la Red de Antropologías del Sur se suma a este documento redactado por el Dr. Marcelo Sarlingo, de la Universidad Nacional del Centro (UNICEN) de la Provincia de Buenos Aires, y suscrito por lxs colegas antropólogxs argentinxs de la Facultad de Ciencias Sociales de la UNICEN, algunxs integrantes de la Red, con el propósito de llamar la atención sobre esta problemática ambiental que afectará el futuro de la región:

INVESTIGADORES Y DOCENTES UNIVERSITARIOS

El escenario actual que presentan los incendios de la floresta tropical del Amazonas es mucho más dramático que en todos los momentos anteriores de la historia de Sudamérica. El Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales brasileño ha detectado 78.883 focos de incendio solamente en el año 2019, situación que nunca se había producido con tanta intensidad. Emerge así una problemática mucho más profunda y compleja, cuya importancia impide la indiferencia y nos obliga, como antropólogos y antropólogas, a manifestar nuestra solidaridad con los grupos humanos que están siendo expulsados y arrasados de esta forma tan brutal. Porque el fuego no es solamente una amenaza para la riqueza biológica. Cuando se destruyen especies animales y vegetales de un ecosistema, también se destruyen las comunidades humanas que viven en él.

El ritmo de desforestación del Amazonas es de un campo de fútbol por minuto. El fuego incontrolado es usado como la principal tecnología de eliminación de la cubierta vegetal tropical, para luego utilizar el suelo en actividades ganaderas y mineras. No es algo reciente ni novedoso. La expansión de las culturas coloniales en Sudamérica sobre los espacios naturales se basa en la simplificación de la biodiversidad natural y es una dinámica que tiene miles de años. Incluso, en el siglo XVII y aún en el XIX, los gauchos pampeanos frecuentemente quemaban el pastizal reseco para facilitar sus actividades culturales. Y la expansión de la soja sobre el bosque nativo argentino en las provincias del norte, en las dos últimas décadas del siglo XX, se hizo utilizando el fuego como etapa inicial. Pero sucede que el ecosistema amazónico es la floresta tropical más importante del mundo en materia de beneficios ambientales regulatorios del clima mundial, de la humedad atmosférica y de los ciclos hidrológicos completos, del nivel de oxígeno y de infinitas variables continentales y regionales. Estructuralmente, una gran parte de la vida y la dinámica planetaria dependen de sus procesos de reproducción ecológica y de su productividad natural. Por esta razón se entiende claramente que la desforestación incontrolada y la quema de regiones enteras de este ecosistema sea un gravísimo problema a escala mundial. Y esta gravedad habilita a los poderes de diferentes países a posicionarse, opinar y reclamar acciones que cambien el actual curso de los procesos de destrucción masiva que se observan hoy. Porque la desaparición de los bosques amazónicos impactará gravemente en todos los rincones del planeta.

Territorialmente, el Amazonas es una región extraordinariamente compleja. Actualmente abarca siete millones de kilómetros cuadrados y comprende nueve países. Su diversidad biológica es increíble, muy difícil de dimensionar. Se calcula que la cantidad de árboles alcanza a 400 mil millones, y que hay una enorme cantidad de especies de aves, insectos y todo tipo de seres vivos aún sin incorporar a ninguna taxonomía moderna. Debido a esto, el descontrol de los incendios forestales no es un problema solamente brasileño. El uso del fuego se utiliza en otros países amazónicos, como en el Oriente boliviano y también en algunas regiones de Perú. En las últimas décadas son objetivos sectoriales de desarrollo económico privado los que impulsan estos procesos de reconversión de la selva en tierra agrícola. Los grandes terratenientes brasileños y los “fazendeiros” que pretenden expandir sus tierras cultivables, principalmente para incrementar sus plantaciones de soja, cuentan con la complacencia del actual gobierno nacional brasileño, que redujo el presupuesto de las políticas de control ambiental en un 95 % y ni siquiera se preocupó por monitorear la expansión del fuego. Esto facilitó el incremento exponencial de las prácticas de destrucción de la biodiversidad: los incendios se descontrolaron en cinco grandes estados (Mato Grosso del Sur, Rondonia, Pará, Acre y Río de Janeiro). Y los impactos ambientales de esta destrucción ya se comienzan a sentirse en todo el Cono Sur. Se calcula que en pocos días, las partículas del humo de los incendios arrastradas por el viento llegarán hasta Buenos Aires y a la llanura pampeana.

El drama humano actual es terrible. Partiendo de la base que la gran diversidad biológica del Amazonas tiene un correlato en el extraordinario mosaico sociocultural de los pueblos que la habitan, LOS ANTROPÓLOGOS Y LAS ANTROPÓLOGAS DE SUDAMÉRICA pensamos que es importante mirar más allá de la emergencia y reparar en que el Brasil moderno es un conglomerado heterogéneo de poblaciones de origen amerindio, europeo (mayoritariamente portugués, pero no únicamente) y africano, con una historia extraordinaria y dinámica. Esta historia produjo configuraciones culturales únicas, como la matriz afrobrasileña, originada en cuatro millones y medio de esclavos trasladados desde África como mano de obra en la producción de azúcar o cacao. Y por supuesto, también hay que resaltar el aporte de los pueblos de la floresta amazónica, en su mayoría nómades y adaptados a la fluctuación entre las tierras altas y la várzea (tierras bajas inundables), a quienes el positivismo europeo clasificó como más cercanos a la naturaleza dado el desarrollo extraordinario de sus estrategias adaptativas. Estas sociedades diversas, riquísimas en la complejidad de su articulación al mundo natural, trataron de mantener su identidad cultural, sus territorios y su identidad frente a la expansión europea. La mayoría de estos grupos étnicos no lo logró. Muchos desaparecieron, otros se integraron subordinadamente a la economía de plantaciones y a mediados del siglo XX importantes grupos étnicos fueron recluidos en reservas por las políticas desarrollistas de los sucesivos gobiernos nacionales brasileños. La explotación del caucho, la búsqueda de oro, las políticas de colonización territorial, fueron todos procesos de expoliación violenta de los espacios tribales. En 1961, el gobierno crea el Parque Nacional Xingú, para institucionalizar algún tipo de protección a grupos étnicos singulares, a quienes jurídicamente se los consideraba como objetos de tutela. Es decir, no se les reconocía ninguna autonomía sociocultural, y el Estado Nacional se adjudicaba la responsabilidad de tutelar, al igual que los adultos tutelan a los menores. A tal efecto se creó la FUNAI, la Fundación Nacional del Indígena, para administrar desde la esfera nacional la cultura y la vida de sociedades y grupos humanos a los que solamente se los pensaba como supervivencias de un pasado humano moralmente condenable por su salvajismo y su diferencia.

Los incendios actuales son solamente uno de tantos indicadores de los procesos de expoliación que en los últimos años se han descrito desde la Ecología Política. La dinámica trasnacional de la producción de commodities está traicionando la expansión sistémica de áreas cultivables y la presión productiva sobre los recursos naturales desplaza todo tipo de grupos humanos a las periferias pobres de las ciudades. En este sentido, descendientes de los pueblos de la floresta, campesinos y campesinas pobres expulsados/as y desplazados/as de sus tierras, pobres urbanos que subsisten como pueden en las favelas, y las víctimas de la violencia política provocada por los sicarios de las empresas privadas que persiguen a los líderes y lideresas ambientalistas, comparten un mismo destino de incertidumbre y escasez, de pérdida de identidad y de seguridad vital sobre su futuro. En tanto antropólogos y antropólogas sociales no queremos quedarnos solamente en la observación de procesos de cambio. Proponemos que se articulen acciones en todos los niveles, especialmente nacionales e internacionales, para que se cambie la política actual en estas temáticas.

Quienes adhieran a este documento, escrito por el Dr. Marcelo Sarlingo, de la Universidad Nacional del Centro (UNICEN) de la Provincia de Buenos Aires, les solicitamos que lo firmen y digan la institución que trabajan o representan. Luego enviarlo a los siguientes correos electrónicos: miguelmugueta@yahoo.com.ar y redantropologiasdelsur.vzla@gmail.com. Gracias.

Dr. Marcelo Sarlingo (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dr. Miguel Mugueta (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dr. Mariano Ramos (UNLu, Dto de Cs Ss, PROHAREP)

Dr. Horacio Sabarots (UBA, UNICEN, Argentina)

Dra. Gabriela Brook (FACSO, UNICEN, Argentina))

Lic. Jorge Arabito (FACSO, UNICEN, Argentina)

Lic. Marina Schucky (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dra. Matilde Lanza (UNLu, UBA, Argentina)

Dr. Juan Matta (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dr Emiliano Fittipaldi (Universidad de Napoles, Italia)

Leo Yunguer (Tesista UNICEN, Argentina)

Dr. Carlos Paz (FACSO, UNICEN, ARGENTINA)

Lic. Ludmila Adad (FACSO, UNICEN, Argentina)

Dra. Alicia Villafañe (FACSO, UNICEN, Argentina)

Jhonny Batista Mora (UNLA, Venezuela)

Dr. Rafael Curtoni (CONICET, FACSO, UNICEN, ARGENTINA).

Lic. Marcela Guerci (FACSO, UNICEN, Argentina)

Lic. María E. Peltzer (UNLP, Argentina)

Lic. Sandra Adam (antropóloga, UNICEN/UNLP, Argentina)

Jonatan Pinelli (tesista Antropología, UNICEN, Argentina)

Dr. Marcelo Gandini (ecólogo, UNCPBA, Argentina)

Prof. Dante Lartirigoyen (Docente, Dpto. Comunicación Social, FACSO, UNICEN, Argentina)

Kalil Abu-Qalbein Koda (tesista Antropología, UACh, Chile)

Red de Antropologías del Sur (Venezuela, Colombia y Argentina. Página web: http://red.antropologiasdelsur.org.ve/)

Claudia María Cóceres (antropóloga, UBA, Argentina)

Prof. Alí Marcano (coordinador CIM-Capítulo Sucre, Venezuela)

Carlos Vilatte (Agronomía, UNICEN, Argentina)

Lic. Silvia Boggi (antropóloga, comunicadora social, UNICEN, Argentina)

*Fuente: http://red.antropologiasdelsur.org.ve/archives/853

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Costa Rica: 53.000 menores de edad se encuentran fuera del sistema educativo

Redacción: Semanario Universitario

Según el VII Informe Estado de la Educación, 8% de la población que debería asistir al tercer ciclo se encuentra fuera del sistema; a esto se suma un 23% que debería estar cursando la educación diversificada y no lo está.

La matrícula en educación secundaria creció durante el período 2011-2018; sin embargo, 53.000 niños y adolescentes, entre los 12 y 16 años, se encuentran fuera del sistema educativo. Así lo reveló el VII Informe Estado de la Educación este 21 de agosto.

De acuerdo con el informe, el 8% de la población que debería asistir al tercer ciclo se encuentra fuera del sistema; a esto se suma un 23% que debería estar cursando la educación diversificada y no está en las aulas.

“Cuando uno analiza la distribución de la población que debería asistir al tercer ciclo, se da cuenta que un 75% lo hace en la edad que tiene que hacerlo, pero hay un porcentaje importante de 16% que está en primaria, en el segundo ciclo. Luego un 8% que está fuera del sistema, eso en el tercer ciclo”, señaló el investigador del Estado de la Educación, Dagoberto Murillo.

“Si vemos de 15 a 16 años, que es la población que debería asistir a la educación diversificada, el problema es aún más grave porque el 28% está rezagado en el tercer ciclo (sétimo, octavo y noveno) y un 23% está fuera del sistema”, agregó.

No obstante, no todo el panorama es tan desalentador, pues entre los años 2011 y 2018, la matrícula en secundaria creció en 42.386 personas, de las cuales 12.057 ingresaron al sistema formal y 30.326 al no tradicional como lo son el Centro Integrado de Educación de Adultos (Cindea), el Instituto de Educación Comunitaria (IPEC), el Colegio Nacional Marco Tulio Salazar, entre otros.

Según el estudio, la matrícula en los Cindea creció en un 90% (de 24.485 a 46.404 estudiantes), entre el 2011 y 2018. Este aumento se debe a la expansión del servicio y porque muchas personas lo consideran una opción más sencilla para terminar el bachillerato.

“El asterisco que le ponemos a esto es que son modalidades con problemas para ofrecer una educación de calidad en términos académicos, de recursos humanos, de infraestructura, que limitan las posibilidades en una población a la que más bien deberíamos prestarle mucha atención, porque es la última oportunidad que tienen de incorporarse al sistema educativo y culminar con éxito”, aseguró Murillo.

A nivel curricular, algunas de estas modalidades ofrecen a los estudiantes una menor cantidad de lecciones. Por ejemplo, un estudiante de los colegios nacionales Marco Tulio Salazar recibe alrededor de 68 horas lectivas anuales de Matemáticas; es decir, un 50% menos del tiempo que brinda un colegio nocturno académico (137 horas).

En cuanto a los programas de equidad del Ministerio de Educación Pública (MEP), un avance sobresaliente ha sido el aumento en la inversión para apoyar a la población socialmente vulnerable. Este se debe complementar con estrategias de ayuda pedagógica para aquellas personas con bajo rendimiento académico, señaló el informe.

El estudio también indicó que en la formación, el reclutamiento, selección y evaluación docente tampoco se mostraron cambios significativos.

Tráfico de drogas y exclusión

Otra de las revelaciones del informe radica en que los centros de educación secundaria que se encuentran más cercanos a los lugares donde se localizan eventos delictivos como incautaciones de drogas u homicidios, presentan mayores niveles de exclusión.

En el 2017, el Instituto Costarricense sobre Drogas (ICD) registró 95.654 incautaciones concentradas en 33 distritos del país, en las que se involucraron 118.981 personas, de las cuales 15% tenían 20 años o menos.

“Cuando revisamos los modelos para vincularlos al proceso de exclusión, lo que vamos a encontrar es que aquellos colegios, vinculados en distritos con un alto nivel de incautaciones, tienden a presentar tasas de exclusión mayores. Existe una asociación estadística fuerte. Y cuando lo vemos a nivel regional, sobre dónde se dan estas asociaciones estadísticas más fuertes, están en Zona Norte, Turrialba, Sarapiquí, Santa Cruz, San José Norte, Pérez Zeledón, Nicoya, Limón, Liberia, Guápiles, Cañas y Aguirre”, señaló el investigador.

Contrario es el caso de los centros educativos que reciben un mayor beneficio o inversión en becas de transporte y alimentación, que se asocian a menores tasas de exclusión.

Estructura compleja del MEP

El VII Informe Estado de la Educación señaló también que el MEP posee una estructura organizacional compleja, con una gestión vertical que limita la aplicación exitosa del plan de estudios.

El Ministerio está conformado por tres grandes niveles: central (ministro y viceministros, 15 direcciones y 67 departamentos), regional (27 Direcciones Regionales) y los centros educativos (personal docente y administrativo).

“Ahí hay flujos de información que van de arriba a abajo en gran cantidad y no tanto de manera hacia arriba. Muchos de los docentes y directores no se sienten escuchados”, destacó Murillo.

El estudio destacó también que los asesores tienen serias limitaciones para promover una aplicación efectiva de la política educativa. Entre estas prevalecen la gran cantidad de docentes a su cargo, la diversidad de ciclos y modalidades, la falta de incentivos, así como las dificultades de acceso a algunos centros y carencia de recursos para que puedan movilizarse.

Redes de estudio y rendimiento académico

Un estudio en el que participaron 826 estudiantes de décimo año de 30 colegios de la Gran Área Metropolitana (GAM) reveló que no existe relación entre las redes de estudio conformadas por estudiantes y el rendimiento académico en la asignatura de matemáticas.

De acuerdo con los resultados, un grupo considerable de jóvenes, en especial los que tienen notas muy bajas y las mejores calificaciones, socializan menos entre sí a la hora de estudiar.

“De la observación que hicimos en las aulas sobre profesores de Matemáticas, no había mucha innovación pedagógica. Sigue predominando la exposición magistral, muy alejado del trabajo nuevo que plantean los programas de un docente, promoviendo el trabajo en grupo y la resolución de problemas. Tampoco se utiliza la tecnología como apoyo didáctico y sigue imperando la pizarra”, aseguró la investigadora del Estado de la Educación, Isabel Román.

“Es preocupante que después de seis años de aplicar la reforma a Matemáticas no se empiecen a ver cambios sustantivos”, añadió.

Fuente: https://semanariouniversidad.com/pais/53-000-menores-de-edad-se-encuentran-fuera-del-sistema-educativo/

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Conmovedora carta al sistema educativo de los padres de un niño con TEA

Redacción: Border Periodismo

El duro derrotero de los padres de Donato en la lucha por la escolarización plena.

Hace unos días, buscando herramientas para poder canalizar nuestra angustia y soledad, junto con mi esposo, releemos detenidamente el Art. 24 sobre la Convención sobre los Derechos de las Personas con Discapacidad: “Los Estados Partes reconocen el derecho de las personas con discapacidad a la educación. Con miras a hacer efectivo este derecho sin discriminación y sobre la base de la igualdad de oportunidades, los Estados Partes asegurarán un sistema de educación inclusivo a todos los niveles así como la enseñanza a lo largo de la vida.”

Nuestras miradas quedaron fijas en el fragmento “sobre la base de igualdad de oportunidades” y a partir de ahí no pudimos continuar con la lectura. No pudimos continuar porque pensábamos precisamente en esta palabra: Oportunidades.

Y pensábamos en nuestro niño, de tan sólo ocho años quien fue diagnosticado con TEA (Trastornos del Espectro Autista) cuando tenía un año y medio. A partir de ahí, comenzó nuestra aventura no sólo con médicos y estudios, también en centros terapéuticos, obra social y escuela.

Desde que nuestro hijo ingresó a esta gran montaña rusa llamada “sistema educativo” nuestros niveles de estrés y desolación fueron en aumento a medida que nuestro pequeño pasaba de un año a otro. Cada año nos esperó con más de lo mismo, papeles y planillas para llenar, órdenes médicas, presupuestos y la incertidumbre de no saber si al comenzar el año, tendríamos todas las terapias y apoyos aprobados por la obra social. Necesitábamos de esa palabra “aprobado” para lograr transitar el año un poco más aliviados y dedicar nuestras energías a la rutina familiar.

Nuestro primer gran golpe fue la sala de 5 años, el pre-escolar, un listado de objetivos pedagógicos y “contenidos” nos agobió durante todo ese año porque si nuestro hijo no lograba alcanzarlos, la única recomendación viable por medio de su escuela era la permanencia o pasaje de escuela especial. Ese había sido el veredicto final. Y claro, él era distinto, y sus tiempos de aprendizaje también lo eran, y sus maneras de construir sus aprendizajes también. Él no entraba ni cumplía con los parámetros de normalidad que la escuela y la sociedad requieren.

La decisión de rechazar ambas propuestas fue por nuestra propia cuenta, sin el apoyo de su maestra, directora, maestra integradora, equipo terapéutico ni la coordinadora del centro que realizaba el acompañamiento escolar. Se supone que luego de los padres, son las personas qué más conocen a nuestros hijos pero, en realidad, lo que conocen es una “idea” de lo que nuestros hijos son y pueden, acompañados de ciertos mitos y personajes de ficción.

El cambio de escuela fue la gran salida para romper una estructura que no le hacía bien a nuestro hijo ni a nosotros, sus padres. La escuela estatal nos ofrecía la oportunidad que veníamos anhelando: ahora sí íbamos a poder defenderla con hechos.

Con un primer año exitoso en donde tuvo que procesar muchos cambios (escuela, compañeros, maestros, acompañante, etc.) todo nuevo, logramos encontrar un poco de alivio, pero como mencionábamos al principio el segundo año de la gran montaña rusa trajo consigo una curva demasiada angustiante y les resumiremos cómo nuestro relato se desmoronó a días de haber iniciado las clases.

La escuela privada ya nos había enseñado su lado más «privado» y varias veces caímos en la incertidumbre del ¿y ahora qué?, ¿cómo seguimos?

Hemos perdido valiosos años y aprendimos la lección. Pero lo peor es que nuestro niño ha perdido muchísimo tiempo respecto a su aprendizaje. Y los padres sabemos la importancia y el valor del tiempo en el aprendizaje de los hijos, especialmente hacia aquellos que presentan algún desafío. Hoy a pesar de defender y luchar por la inclusión tenemos dificultades para creer nuestro propio relato.
En seis meses vamos por la tercer acompañante escolar, y todas las razones por las cuales renuncian son sumamente entendibles y válidas pero, ¿quién nos entiende a nosotros?

Seguimos sin poder comenzar las clases a una semana del retorno escolar, no sólo pasaron seis meses, para nosotros «perdimos seis meses». Otra vez nuestro hijo deberá esforzarse para establecer el vínculo con una persona nueva, pasamos de una psicóloga a una psicopedagoga y ahora una T.O. Distintas miradas, distintos abordajes, distintas personalidades y rostros que les son difíciles de procesar. Hace unos días, personal docente de la escuela se comunicó telefónicamente con nosotros para preguntarnos cuáles eran los motivos por los cuales él no estaba asistiendo. Explicamos la situación de la falta de acompañante y a continuación un silencio de sepulcro que dice más que cualquier palabra. No te lo dicen pero lo dan a entender: “Sin acompañante mejor no”

Queremos creer que, en algún momento, la inclusión escolar va a ser una alternativa viable para los nuestros o lo que sería mejor, quisiéramos vivir en una sociedad en donde la palabra inclusión no exista porque tampoco existiría la discriminación o la falta de empatía. No queremos seguir leyendo resoluciones con palabras que encandilan pero no protegen a nuestro hijo ni a los de nadie.

Es urgente implementar un cambio educativo, ir a las bases de la formación docente, dejar de enseñar planificaciones ideales para alumnos “tipo” y reconocer que la práctica es muy distinta a la teoría pero para llegar a eso es necesario romper muchas estructuras mentales, eliminar barreras, mitos y prejuicios.

Como padres, queremos cumplir con nuestro rol, tan solo eso. No queremos ser acompañantes de nuestro hijo, metidos en el aula con él para poder ayudar a la maestra porque es evidente que con él «no puede»; y aunque comprendemos la situación de los docentes no podemos excusar la falta de humanidad de muchos de ellos. Pasan los años, pasan los gobiernos, pasan las docentes y nos pasa la vida y la vida de nuestros hijos pasa también.Hace tiempo leímos una frase de John Lennon que decía: “La vida es lo que nos pasa mientras estamos haciendo otros planes”. Y así, la vida nos pasó y nos pasa, también a nuestro hijo. Sin embargo, para él los cambios en lo que respecta a su aprendizaje han sido escasos, porque precisamente este sistema educativo le ha negado esas oportunidades de innovar, porque le ha sido más cómodo repetir o automatizar.

Un sistema insostenible que permanece inmutable, rústico y prehistórico vestido de blanco, un sistema para todos en teoría pero para pocos en la práctica. Y nos tendríamos que sentir afortunados: al menos no esperamos una vacante.

Muchas veces se siente la sensación de estar metido en un laberinto circular en el que sólo damos vueltas, sin encontrar la salida. Duele, porque desgasta y por sobre todas las cosas, el único perjudicado es nuestro hijo. Ésta puede ser también tu historia, la de muchos papás que todos los días tenemos que enfrentarnos a esta realidad. Hoy todavía no puede ir a clase y aunque sabemos que podríamos llevarlo no podemos hacerlo porque la maestra no está preparada y porque tiene una integradora de la cual todavía seguimos esperando que haga su trabajo de inclusión. La realidad es que si no fuera porque sus padres se mueven, activan, no se quedan y la luchan, no sabemos qué sería de él. Y lo hacemos porque queremos que tenga las mismas oportunidades que todos sus compañeros, que el tránsito por la escuela le sea placentero y se lleve los mejores recuerdos pero, por sobre todo, porque lo amamos y porque se merece lo mejor que le podamos brindar.

Gabriela y Martín, padres de Donato

Fuente: https://borderperiodismo.com/2019/08/13/conmovedora-carta-abierta-al-sistema-educativo-de-los-padres-de-un-nino-con-te/

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Sexo, drogas y redes sociales: La nueva ola del drama adolescente

Redacción: Cinemanía

Euphoria se ha convertido en el nuevo fenómeno seriéfilo dejando claro que la nueva ficción apuesta fuerte por los dramas adolescentes cuanto más chungos, mejor.

Es agosto y las piscinas están abarrotadas. Y los que nos quedamos aquí como La Virgen de Agosto de Jonás Trueba, a parte de ir de verbena en verbena también vamos de piscina en piscina, municipal o comunitaria. Y los grupos de adolescentes que invaden estos hábitats veraniegos no paran de hablar de Euphoria, de si Jules le conviene a Rue, de si ellas se dejarían grabar mientras echan un polvo, de las fotopenes, hablan de que el camello de la serie está buenísimo, de las drogas, claro, las que han probado y las que les gustaría probar, y mientras hablan de todo esto se graban unos cuantos stories.

Euphoria es una serie de HBO que han visto adolescentes y adultos. Y resulta que ha impactado mucho más a los adultos que a los adolescentes porque hacía tiempo que no existía una ficción que retratara de manera tan explícita qué significa tener hoy 16 años.

Sexo, drogas y redes sociales son los tres pilares de esta nueva ola de dramas adolescentes que han desenfocado en nuestras plataformas de VOD -el cine es una cosa de otra generación o en todo caso hoy al cine se va a ver Marvel, no dramas de instituto- Hablamos de Skam, Por 13 razones, Elite, Euphoria y la tremenda película titulada Shareque acaba de estrenar también HBO.

Pero vayamos un poco más atrás.

ADOLESCENTES ESCRIBIENDO SOBRE ADOLESCENTES

Esta es la clave de todo el asunto. La mejor película sobre el universo de la adolescencia, o al menos la película más sincera y más cruda, es Yo maté a mi madre de Xavier Dolan. Escribió el guión con 17 años y con 19 la rodó. Ganó tres premios en Cannes y su carrera se cotizó hasta el punto de convertirle en el último enfant terrible de la industria. Sin embargo, su primera película, hecha de forma bruta, sin dinero, torpe en cierta forma aunque encantadora, sigue siendo, claro, la mejor.

Ser adolescente es terriblemente complejo y difícil, y además es el momento de forjarnos como adultos así que la presión es terrible. Solo estos seres son capaces de contar qué demonios llevan en la cabeza, y ni eso. Así que conseguir llegar al público adolescente con una ficción, llegarle de verdad, hacerle replantearse cosas, provocarle remordimientos y otros sentimientos importantes y valiosos es casi imposible. 

Hay mitos cinematográficos anclados a la adolescencia como James Dean y su Rebelde sin causa, la película de Coppola Rebeldes o La ley de la calle, pero funcionan como escaparates de personajes molones, estereotipos en los que te querrías convertir, nada más. Y luego están series como Freaks and Geeks, que está muy bien pero cuya intención son tan naif como el resto del cine de Judd Apatow.

Sin embargo, algo ha ocurrido en la industria. Algo fascinante que ha llevado a productores y creadores a construir ficciones que, esta vez sí, impactan de verdad en la vida de los adolescentes. Y todo ha sido gracias a SKAM, una serie noruega (cuya adaptación en España podéis ver en Movistar +) que lleva desde 2015 siendo un referente mundial. El resto de series de la lista son imitaciones, sucedáneos o réplicas.

¿QUÉ ES ‘SKAM’?

Un grupo de amigos que van juntos a secundaria en el instituto Hartvig Nissen en la captial de Noruega. Este sería el argumento básico de SKAM, que significa Vergüenza. A partir de ahí entramos en una representación realista y construida como un relato sobre la adolescencia moderna explorando temas básicos como el paso a la madurez, el sexo, las relaciones sentimentales, la amistad, las redes sociales, la familia, el alcohol, los primeros acercamientos a las drogas

Pero el hallazgo de SKAM es otro. El motivo por el que deberemos guardarnos a fuego el nombre de su creadora, Julie Andem, es porque ha hecho algo nuevo. NUEVO DE VERDAD. Ha inventado una narrativa. Algo que solo está al alcance de genios y genias de la historia.

SKAM tiene cuatro temporadas -acabó en el verano de 2017-  y cada temporada se centra en un personaje distinto muy al estilo de Skins, la serie británica de 2007. Y entre la emisión de un capítulo y otro las vidas de sus personajes siguen vivas, lo que ocurre en un capítulo tiene sus consecuencias en las redes sociales del personaje, en su Instagram, en su grupo de Telegram, facebook, en un vídeo de YouTube… Y además estas pequeñas píldoras de ficción en formatos 360 construyen y van hilando el argumento del capítulo siguiente. 

Al principio esta nueva forma de ficción era para los espectadores adolescentes un entretenimiento meramente contemplativo, sin embargo, estos comenzaron a interactuar con los personajes, a preguntarles, a esperar respuesta a preocuparse por ellos. Y fue en este momento cuando una serie noruega ambientada en Oslo se hacía viral en otras partes del mundo como Brasil o Japón.

A Julie esto no le pilló de sorpresa, esta directora que ya había pasado por varios proyectos fallidos con dinámicas parecidas en su narrativa, había hecho un excelente trabajo de campo entrevistando a decenas de adolescentes de toda índole social, raza, orientación sexual… Les preguntaba por sus inquietudes, por sus presiones, sus problemas y lo más básico, claro. ¿Qué personaje les representaría en una serie de instituto?

SKAM está escrita como si fuera un adolescente quien la escribe. Y el objetivo es despojar de toda esa presión que significa no solo no saber lo que quieres hacer con tu futuro, sino con la sensación de que ser feliz no es suficiente, también hay que aparentarlo. Una dinámica que agota, consume y deprime.

Volviendo al boom de la serie… Cuando se comenzó a hacer viral los espectadores comenzaron a interactuar con los personajes y Julie aprovechó esto para integrar los pensamientos de adolescentes reales a la serie. Si, por ejemplo, un personaje no daba señales de vida durante la semana en redes sociales, los espectadores comenzaban a impacientarse y mandaban mensajes tipo: “Tengo un examen mañana y no puedo estudiar pensando en que Isak (protagonista de la tercera temporada) no contesta”. Este mensaje, tal cual, con puntos y comas, era trasladado al time line de otro personaje de la serie. De esta forma un pensamiento real de una persona real se convertía en el de un personaje de la serie.

Y así se ha ido construyendo SKAM, que además también tiene una factura a nivel visual muy potente. Este, por ejemplo, es el tráiler de la tercera temporada:

También a nivel técnico la serie se iba transformando con los comentarios de los espectadores. La directora, por ejemplo, dejó de abusar de la cámara lenta cuando los adolescentes que la veían comenzaron a quejarse de que el recurso empezaba a ser cansino. Incluso hay encuadres o escenas en SKAM que son réplicas de dibujos o fanarts del público.

Y aunque las réplicas de SKAM han sido remakes del mismo título en España, Francia, Austin o Italia… Las últimas ficciones adolescentes beben de los argumentos, los conflictos y la estética de SKAM, desde Elite hasta Por 13 razones y por supuesto Euphoria, siendo esta última la obra culmen de esta nueva ola de ficción adolescente.

EL MEJOR MOMENTO DEL GÉNERO

Gracias a SKAM, gracias al éxito de Por 13 razones o gracias a productos más ligeros como Sex Education estamos en el mejor momento de este género. Nunca se ha dedicado tanto talento al drama de instituto como ahora mismo. Nunca ha tenido una parte tan importante del pastel. Y la clave, a parte de entender cuáles son los problemas reales de toda una generación a la que, sinceramente, no escucha nadie, es, sobre todo, reconocer que tan importante como el contenido es la forma de consumirlo.

Que sigan surgiendo películas tan impactantes que nos revuelvan el estómago como Share. O series llenas de purpurina y vómito como Euphoria y series que sean tan universales como SKAM, que sean como un terremoto que sacuda a un país tras otro enseñando a los adolescentes a tomarse la vida menos enseria, a quitarse presión y a reírse de ellos mismos.

Fuente: https://cinemania.20minutos.es/series/sexo-drogas-y-redes-sociales-la-nueva-ola-del-drama-adolescente/

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