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Angola: Executivo aposta forte em escolas politécnicas

Angola/08 de Enero de 2018/Jornal de Angola

Resumen: El Ejecutivo dará prioridad a la construcción de escuelas politécnicas, con cursos que aseguren el desarrollo socio-económico de cada una de las provincias del país, teniendo en cuenta su potencial real, le dijo al Jornal de Angola, la Secretaría de Estado de Educación Infantil y general .

O Executivo vai priorizar a construção de escolas politécnicas, com cursos que garantam o desenvolvimento socioeconómico de cada uma das províncias do país, tendo em conta as suas potencialidades reais, disse ao Jornal de Angola o secretário de Estado para o Ensino Pré-escolar e Geral.

Joaquim Felizardo Cabral avançou que as novas escolas vão ser construídas, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022. Referiu que, neste momento, os Governos Provinciais estão a fazer o levantamento das necessidades, em termos de cursos, para de seguida canalizar a informação ao Ministério da Educação.
“Em cada uma das províncias, vamos explorar e estudar as suas potencialidades económicas, para implementarmos o tipo de escolas médias técnico-profissionais e também algumas instituições básicas. Mas, os municípios também terão uma palavra a dizer face ao desenvolvimento de cada um”, disse.
Acrescentou que os projectos serão executados no âmbito dos Programas de Investimentos Públicos (PIP) e das acções de descentralização do Orçamento Geral do Estado (OGE).
Referiu que o país tem 118 escolas no subsistema do ensino técnico profissional, das quais 102 são de formação média técnica e 16 de formação profissional básica, que administram vários cursos.
Sobre o Ensino Especial, implementado desde 1976 no país, o secretário de Estado Joaquim Cabral disse que houve um aumento de 50,4 por cento de alunos matriculados entre 2004 e 2011, período em que as políticas do sector estavam direccionadas no sentido de atender crianças com necessidades educativas especiais.
Pelo menos 20 por cento da população angolana necessita de serviços especiais de ensino. A propósito, o secretário de Estado da Educação disse que mais de 25 mil crianças com necessidades especiais, estudam nas escolas do país, onde a taxa de atendimento aumenta significativamente de ano para ano.
Sublinhou, que as crianças com necessidades educativas especiais são praticamente todas, apesar de algumas manifestarem maior exigência que outras. Para aquelas crianças que têm especificidades, o Ministério da Educação criou escolas especiais para albergá-las.
“Hoje já não estamos a implementar uma política que parecia  discriminatória. Estamos a criar turmas inclusivas. Em vez de discriminarmos essas crianças, colocamo-las no seio de outras, que têm condições normais”, disse.
Com isso, prosseguiu o governante, muitos professores que trabalham, com esse tipo de crianças, já beneficiaram de formação diferenciada. Joaquim Cabral fez saber que as escolas especiais estão a ser transformadas em centros de recursos, onde são preparados os professores que trabalham nas turmas inclusivas.
“Evoluímos muito. Os resultados são animadores. No ano passado aprovamos o Plano de Política Nacional de Inclusão Escolar. Neste momento estamos a trabalhar no sentido de divulgar esta política para que os pais e encarregados de educação não retenham os filhos em casa quando detectam neles algumas dificuldades”, destacou.
Joaquim Cabral realçou o facto de haver um número considerável de alunos que passaram por essa modalidade de ensino e que já terminaram o ensino superior. “Isto anima e envolve cada vez mais a sociedade. Hoje, grande parte das famílias já não escondem os filhos com deficiências em casa”, frisou.
Malange é a única província do país que não possui escolas do ensino especial. Joaquim Cabral sustentou que isso não significa que não hajam lá crianças com deficiências a estudar. “Apenas não construímos lá escolas com essas características. Noutras províncias do país, o ensino especial funciona em escolas específicas, com turmas inclusivas”, salientou.

Educação de adultos
O secretário de Estado para o Ensino Pré-escolar e Geral disse que a Educação de Adultos é o subsistema de ensino que atende a alfabetização e todas as crianças que apresentam desfasamento em termo de idade e de classe.
Joaquim Cabral citou a Lei de Base da Educação, para afirmar que todo aluno tem uma determinada idade para frequentar uma classe. Informou que a alfabetização é feita por trimestres, durante um ano lectivo.

Fuente: http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/executivo_aposta_forte_em_escolas_politecnicas

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Angola: Reduzida taxa de crianças fora do sistema de ensino

Angola/08 de Enero de 2018/Jornal de Angola

Resumen: La tasa de niños fuera del sistema normal de enseñanza en el país redujo significativamente en los últimos años de 21,2 por ciento a 12,5, refiere un informe del Ministerio de Educación al que el Jornal de Angola tuvo acceso.

A taxa de crianças fora do sistema normal de ensino no país reduziu significativamente nos últimos anos de 21,2 por centos para 12,5, refere um relatório do Ministério da Educação a que o Jornal de Angola teve acesso.

O documento indica que em relação à media anual de cidadãos alfabetizados é de 658.200, que corresponde a uma taxa de analfabetismo de aproximadamente 24 por cento da população com 15 ou mais anos de idade.
O secretário de Estado para o Ensino Pré-escolar e Geral, Joaquim Cabral, admitiu ao Jornal de Angola que houve uma redução em termos de oferta educativa, entre 2016 e 2017, face as  limitações financeiras. «Houve uma redução na ordem de 49 por cento do número total de alfabetizadores em todo o país».

Fuente: http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/reduzida_taxa_de_criancas_fora_do_sistema_de_ensino

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Pulseras solidarias para llevar la educación a África

07 Enero 2018/Fuente: cronicaglobal/Autor: NURIA VÁZQUEZ

Marta viajó a África​ cinco meses con una ONG y lo que vio le removió por dentro. Edu, su pareja, y ella convivieron desde abril hasta septiembre de este año con unos 60 niños de un orfanato en Kampala, Uganda. La situación en la que vivían les hizo reaccionar.

Comprobaron que los pequeños, de entre 4 y 16 años, apenas tienen libros de texto para estudiar y su formación es deficiente. “Allí están solos, nadie se encarga de que hagan los deberes pero luego, si no los hacen, muchas veces les pegan”, explica Marta a Crónica Global.

Robo de libros

También se dan robos de libros entre los propios niños y por eso, más allá de la comida y la ropa que las diferentes entidades solidarias puedan ofrecerles, creyeron necesario ayudarles en materia de educación: “Es algo en lo que hay que invertir”.

Desde Uganda supieron que, una vez en Barcelona, tenían que añadir su granito de arena y pensaron cómo. “Pedir dinero porque sí es algo raro y la gente podría no confiar, así que decidimos encargarle un montón de pulseras y coleteros a una mujer africana artesana”, explica Marta.

Le compraron 477 brazaletes, 345 pulseras de tela y 250 coleteros hechos a mano con telas africanas. Al llegar a Barcelona empezaron a venderlos a familiares y amigos y, visto el éxito, acaban de crear una página en Instagram bajo el nombre de Proyecto Emmikisa, que significa oportunidades en Luganda, el dialecto de Kampala.

También alimentos

A día de hoy ya han recuperado la inversión y su objetivo es volver en verano al mismo orfanato con la misma ONG (Chances for Children) para llevarles los libros que hayan comprado, uno por cada asignatura y para cada curso, como mínimo, además de varios ejemplares para la biblioteca.

Ingresan el dinero en la misma cuenta que crearon para ahorrar y poder realizar el viaje en primavera y prefieren gestionar ellos mismos la cantidad que recopilen: “Nos dimos cuenta de que el dinero allí no siempre se usa para los fines que priman y preferimos asegurarnos de que les llega”, argumenta la precursora de esta iniciativa.

Si cuentan con más dinero del que esperaban, lo destinarán a otros fines como comida o ropa. “Algunos habían comido pollo solo una vez en su vida y otros ni siquiera lo habían probado”, se sorprende.

Prueba piloto

Alguna vez se le ha pasado por la cabeza montar su propia ONG pero confiesa que es algo muy complicado. “Pensamos más en montar un centro donde los niños puedan ir al cumplir los 18, para hacer continuidad del trabajo que hace la ONG” porque de pequeños reciben más ayudas, pero cuando son mayores de edad pasan a ser los grandes olvidados.

De momento, continúan con su plan. “¡Todo es tan casero!”, dice Marta entre risas. “No buscamos hacer el gran negocio, sino poner nuestro granito de arena y queremos probar a ver si esto nos funciona”.

Fuente de la noticia:https://cronicaglobal.elespanol.com/vida/pulseras-solidarias-educacion-africa_110321_102.html

Fuente de la imagen:https://cronicaglobal.elespanol.com/uploads/s1/14/91/78/5/pulseras-africa-comida-ninos-ay

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Los niños son un blanco en conflictos de todo el mundo, alerta Unicef

06 Enero 2018/UNICEF 
El director de Programas de Emergencia de Unicef, Manuel Fontaine, denunció hoy los abusos y ataques que sufren los niños en zonas de conflicto de todo el mundo, mientras se irrespetan las legislaciones para protegerlos.
Los niños han sido atacados a una escala impactante este año, pero aunque tales acciones continúan año tras año, no podemos volvernos insensibles y convertir esa brutalidad en algo normal, expresó.

‘No quedan lugares seguros para los niños, ya que son un blanco en sus hogares, escuelas y patios de recreo.’

En diferentes lugares, los menores de edad se convirtieron en objetivos de primera línea, utilizados como escudos humanos, asesinados, mutilados y reclutados para luchar, detalló Fontaine.

La violación, el matrimonio forzado, el secuestro y la esclavitud resultan tácticas habituales en conflictos como los de Iraq, Yemen, Nigeria, Sudán del Sur y Myanmar, añadió.

En algunos contextos, agregó el diplomático, los niños secuestrados por grupos extremistas cuando finalmente logran su libertad vuelven a ser víctimas de abusos si los detienen las fuerzas de seguridad.

Por otra parte, millones más de niños pagan un precio indirecto porque sufren desnutrición, enfermedades y traumas debido a las dificultades para acceder a servicios básicos, incluidos alimentos, agua, saneamiento y salud.

Miles de niños fueron asesinados en Afganistán, República Centroafricana, República Democrática del Congo, Sudán del Sur, Somalia y Yemen, alertó en Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia.

De acuerdo con los reportes de ese organismo, en el noreste de Nigeria y Camerún, el grupo terrorista Boko Haram obligó a unos 135 niños a actuar como terroristas suicidas, casi cinco veces más que la cifra reportada en 2016.

En Myanmar, los niños rohingyas sufrieron y presenciaron una violencia impactante y generalizada al ser atacados y expulsados de sus hogares en el estado de Rakhine, señaló el informe de Unicef.

El Fondo para la infancia hizo un llamado a cumplir las obligaciones en virtud del derecho internacional para poner fin de inmediato a las violaciones contra los niños y los ataques a la infraestructura civil, como escuelas y hospitales.

Asimismo, trabaja con sus socios regionales con el fin de proporcionar a los niños más vulnerables servicios de salud, nutrición, educación y protección infantil.

Fuente: http://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=141524&SEO=los-ninos-son-un-blanco-en-conflictos-de-todo-el-mundo-alerta-unicef
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Kenia: Red Cross transports 39 students stranded in Kisumu

Kisumu / 05 de enero de 2017 / Por: RUSHDIE OUDIA / Fuente: http://www.nation.co.ke/

The Kenya Red Cross Society on Wednesday finally came to the rescue of 39 students who were stranded at a Kisumu bus booking office, a few metres from a nightclub.

The society’s Kisumu team reacted promptly and dispatched three Toyota Land Cruisers to ferry the learners to their schools in Siaya and Busia counties, moments after the Daily Nation sent an alert highlighting the plight of the students.

The students, who had travelled from Nairobi and were on their way to various schools in Siaya County, were spotted by concerned members of the public and revellers at the Guardian Angel booking office next to the Barcadia Lounge in the heart of the Kisumu CBD.

HEADCOUNT

After a headcount, Red Cross Western Regional Logistics Officer Jackson Oduor confirmed that among the stranded were 25 from Mbaga Girls High School, one from St Anne’s Kisoko, another from Sinyolo Girls and another from Rang’ala Girls in Siaya County.

Two others were from Bishop Okoth Ojolla, another two from Chulaimbo Boys and two Sinaga Girls.

Sawagongo High School, Barding, Hawinga and Selly’s Primary school had one stranded student each.

“We have to ensure the children reach safely. They are not safe here with many of them being girls who might be needing special care and attention,” said Mr Oduor.

The schoolgirls were seen outside the booking office lying on the slabs and on the pavements while the overwhelmed ones fell asleep on the couches in the waiting lounge.

NIGHT TRAVEL BAN

Some of the students from Mbaga Girls High School and Rang’ala Girls, both in Siaya County, revealed to the Nation that they had to wait until Thursday morning to be ferried to their respective schools following the night travel ban on public service vehicles by the National Transport and Safety Authority ((NTSA).

The girls were seen a few metres from a nightclub and some could be seen enjoying the music coming from the social joint while some even started dancing. Others could be seen buying food from the nearby shops.

At some point, when they were overwhelmed by the cold outside the station, the Guardian Angel management told them to get inside a bus parked outside.

Some concerned members of the public who sympathised with the students proposed to have them sheltered somewhere.

«We left Nairobi at 10am and reached Kisumu at 8pm. We were asked to wait until 6am on Thursday to proceed following the ban on night travels,» said a student from Mbaga Girls.

The ban had interfered with the normal operations of the buses, with the travelling schedule being adjusted.

This had led to many passengers, mostly students who were returning to school for first term, to be stranded at various bus terminuses across the country.

Fuente noticia: http://www.nation.co.ke/counties/kisumu/Red-Cross-helps-stranded-students-Kisumu/1954182-4250682-pp1451z/index.html

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La deuda ha jugado un papel determinante en la historia

Por: Eric Toussaint

En toda una serie de acontecimientos históricos mayores, la deuda soberana era un elemento determinante (vease : http://www.cadtm.org/Repudio-de-las-deudas-soberanas). Fue el caso, a partir de comienzos del siglo XIX, en los Estados que luchaban por su independencia, en América latina desde México a Argentina o Colombia (http://www.cadtm.org/La-deuda-y-el-libre-comercio-como y tambien: http://www.cadtm.org/La-deuda-de-America-latina-y-sus). Para financiar la guerra de la independencia, esos países nacientes contrajeron préstamos con los banqueros de Londres en condiciones leoninas, que les condujeron en realidad a un nuevo ciclo de subordinación.

Otros Estados perdieron completamente, de forma oficial, su soberanía. Túnez tenía una autonomía relativa en el Imperio otomano, pero se había endeudado con los banqueros de París (http://www.cadtm.org/Francia-se-apodero-de-Tunez-usando). Claramente, utilizando el arma de la deuda, Francia justificó su puesta bajo su tutela, y su colonización. Diez años más tarde, en 1882, Egipto perdió también su independencia, primero ocupado por Gran Bretaña que quería recobrar las deudas contraídas por el país con los bancos ingleses, antes de ser transformado en colonia (http://www.cadtm.org/La-deuda-como-instrumento-para-la).

No se trata de un complot global y sistemático. Cuando los republicanos independentistas griegos y latinoamericanos acudieron a Londres para tomar prestados fondos, lo que iba a ocurrir luego no estaba previsto por la monarquía británica. Pero las grandes potencias percibieron muy rápidamente el interés que podían tener en el endeudamiento exterior de un país para justificar una intervención militar y una puesta bajo tutela, en una época en la que estaba permitido hacer la guerra para recuperar una deuda.

La crisis de la deuda griega del siglo XIX presenta similitudes con la crisis actual

Los problemas comenzaron como consecuencia de la primera gran crisis bancaria internacional, que estalló en Londres en diciembre de 1825. Los bancos, debilitados, no quisieron seguir prestando, igual que tras la crisis de Lehman Brothers en 2008. Los Estados nacientes como Grecia habían tomado prestado en condiciones tan abusivas, y los montantes percibidos eran tan bajos en relación a los montantes realmente tomados prestados, que eran incapaces de devolver sus créditos sin nuevos préstamos. Cuando los bancos dejaron de prestar, Grecia no fue ya capaz de refinanciar su deuda. Sus reembolsos se interrumpieron en 1827.

Es ahí donde el «sistema deuda» se parece al de hoy: las monarquías francesa, británica y el zar de Rusia -la troika- se pusieron de acuerdo en conceder un préstamo a Grecia y le permitieron nacer como Estado independiente, lo que les vino bien, pues desestabilizaba al Imperio otomano. A cambio, firmaron en 1832 un «convenio sobre la soberanía de Grecia». Creaba en Grecia una monarquía, cuando los independentistas querían una República. El rey elegido, Otón I, era un príncipe bávaro de 15 años, que no hablaba griego y jamás había puesto sus pies en Grecia. El documento estipula que esta monarquía tenía como deber consagrar prioritariamente en su presupuesto el reembolso de una deuda contraída con las tres potencias, vía el banco Rothschild de Paris, a fin de reembolsar a los banqueros londinenses. Los gastos asumidos por la troika para instalar esta monarquía, con el reclutamiento de 3500 mercenarios bávaros para hacer una guerra «de independencia», debían también ser reembolsados por Grecia.

Muestro así que a comienzos del siglo XIX, solo el 20% del montante prestado a Grecia llegó efectivamente a Grecia. El resto fue a las comisiones cobradas por el banco Rothschild, al pago de los mercenarios, a sus gastos de desplazamiento a Grecia y a otros gastos para la instalación de la monarquía (ver: http://www.cadtm.org/Grecia-nacio-con-una-deuda-odiosa).

Luego Grecia vivió en una situación de subordinación permanente. Cayó en ella de forma aún más fuerte a partir de 2010. De nuevo, se reunieron poderes públicos para recaudar fondos que sirvieran para reembolsar a los acreedores privados. En este caso, los bancos franceses, alemanes, belgas y holandeses (ver : http://www.cadtm.org/Documentos-secretos-del-FMI-sobre y http://www.cadtm.org/Grecia-los-bancos-en-el-origen-de).

La historia muestra igualmente una especie de alianza objetiva entre las clases dominantes de los países endeudados y los Estados prestamistas

No podemos comprender la historia del sistema sin considerar el papel de la clase dominante local. Esta empuja a las autoridades a pedir prestado en el interior y en el extranjero, pues el préstamo contribuye a que los impuestos, que pesan sobre la burguesía, no sean elevados. Se comporta también como rentista, invirtiendo ella misma en los bonos de Estado emitidos por su país.

Cuando el régimen del liberal-demócrata mexicano Benito Juárez repudió una parte de las deudas contraídas anteriormente por los conservadores, algunos burgueses demandaron la naturalización francesa, a fin de que Francia interviniera militarmente para derrocarle, en nombre del reembolso a sus ciudadanos (http://www.cadtm.org/Mexico-demostro-que-es-posible).

Sigue ocurriendo hoy. A finales de 2001, cuando Argentina suspendió el pago de su deuda, la burguesía argentina se ofuscó, porque una gran parte de la deuda emitida por Wall Street estaba en manos de capitalistas argentinos.

La noción de deuda «odiosa», nacida en los años 1920, no provenía de la izquierda, de aquellas personas a las que hoy llamamos «altermundialistas». ¿De dónde viene?

Durante el siglo XIX, hay una serie de repudios de la deuda. En particular en los Estados Unidos. En 1830, cuatro Estados de los Estados Unidos se ven afectados por disturbios sociales que derrocan a sus gobiernos corrompidos y repudian la deuda que éstos habían contraído con banqueros corruptos. Los proyectos de infraestructuras que supuestamente debía financiar no fueron realizados a causa de la corrupción.

En 1865, cuando los «nordistas» ganaron contra los «sudistas», decretaron que estos últimos debían repudiar las deudas contraídas con los bancos para financiar la guerra (es el contenido de la 14ª enmienda a la Constitución de los Estados Unidos). Una deuda considerada como «odiosa», pues fue contraida para defender el sistema esclavista.

A finales del siglo XIX, los Estados Unidos rechazaron igualmente que Cuba, independiente como consecuencia de su intervención militar, reembolsara la deuda que España había contraído en Paris en nombre de su colonia. Los Estados Unidos la consideraron como «odiosa», pues sirvió para financiar la dominación de Cuba y las guerras que los españoles realizaron en otras partes.

Y cuando en 1919, Costa Rica repudió una deuda contraída por el exdictador Tinoco, en beneficio exclusivo de su familia, fue un antiguo presidente de los Estados Unidos quien intervino como árbitro y ratificó el repudio. Pues el dinero tomado prestado estaba destinado a intereses personales.

Sobre la base de toda esta jurisprudencia, Alexander Sack, un jurista ruso, exiliado tras la revolución bolchevique, elaboró una doctrina jurídica. Afirmaba que un Estado sigue estando comprometido por las deudas contraídas por el régimen anterior, pero añade una excepción: si la deuda ha sido contraída contra el interés de la población y los acreedores eran conscientes de ello, o habrían debido serlo haciendo las comprobaciones oportunas, puede ser decretada odiosa y ser repudiada.

Esta doctrina emana pues de un profesor conservador, que quería defender los intereses de los acreedores, pero igualmente decirles que hay que prestar atención y mirar para quién y porqué prestan. Confirma, al hacerlo, que hay claramente una posibilidad para los Estados de repudiar una deuda si ésta es odiosa (http://www.cadtm.org/Desmitificar-a-Alexandre-Nahum).

La deuda griega es «odiosa»

La Troika reclama desde 2010 a Grecia préstamos que fueron claramente concedidos contra el interés de la propia ciudadanía griegas, puesto que se le impusieron medidas que degradaron el ejercicio de sus derechos fundamentales y de sus condiciones de vida. Se ha demostrado que el dinero prestado partió inmediatamente hacia los bancos extranjeros o griegos responsables de la crisis. Y se puede probar que los gobiernos de la Troika eran perfectamente conscientes de ello, pues fueron ellos los que dictaron el contenido del memorándum. Fueron sido actores directos (http://www.cadtm.org/Informe-preliminar-del-Comite-de).

Deuda ilegítima en Francia

Los trabajos de los colectivos de auditoría (CAC), presentados en abril de 2014, identifican que el 59% de la deuda francesa es ilegítima (https://www.audit-citoyen.org/2014/…). No ha servido a los intereses de la población de Francia, sino a los de una minoría que ha gozado de regalos fiscales y a los de los bancos que han sacado tasas de interés demasiado elevadas.

Tras un repudio, los Estados pueden encontrar bancos dispuestos a prestarles

La idea extendida según la cual un Estado no puede repudiar su deuda so pena de no poder ya pedir prestado se muestra en realidad falsa. México, por ejemplo, repudió su deuda en 1861, 1867, 1883, 1913 y en cada ocasión encontró nuevos prestamistas. Porque ciertos bancos no dudan en implicarse cuando ven que un país ha recuperado una buena salud financiera suspendiendo el pago de la deuda o repudiándola.

Portugal en 1837 repudió su deuda. Esto no le impidió contraer 14 préstamos sucesivos con los banqueros franceses (http://www.cadtm.org/El-repudio-de-la-deuda-de-Portugal). Los Soviets repudiaron en febrero de 1918 las deudas contraídas por el Zar porque habían servido para hacer la guerra. Se decretó un bloqueo, pero fue levantado después de 1922, porque los británicos decidieron prestarles para que Rusia comprase material británico. Alemania, Noruega, Suecia y Bélgica siguieron el ejemplo. Incluso Francia renunció al bloqueo, cuando 1,6 millones de franceses habían comprado títulos rusos al Crédit Lyonnais, repudiados tras la revolución. Fueron los grandes productores de la metalurgia francesa quienes presionaron para que Francia prestara a los soviets, pues veían que las compras les pasaban ante sus narices (http://www.cadtm.org/Centenario-de-la-Revolucion-Rusa-y).

Conclusión

La anulación de la deuda ilegítima es una condición indispensable para liberar medios para poner en pie una política de transición ecológica. ¡Pero es insuficiente! Repudiar deudas y no realizar otras políticas referidas a los bancos, la moneda, la política sobre los impuestos, las prioridades de inversión y la democracia… sería volver a un ciclo de endeudamiento. El repudio debe inscribirse en un plan de conjunto.

Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=235254&titular=la-deuda-ha-jugado-un-papel-determinante-en-la-historia-

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Trump, Israel y la complicidad del Partido Demócrata

Por: Roberto Montoya

La comunidad internacional se rasga las vestiduras: Trump ha reconocido a Jerusalén como capital del Estado de Israel. ¿Fue una decisión personal del nuevo emperador, o la medida cuenta desde 1995 con el apoyo aplastante de republicanos y demócratas?

“El presidente Trump reconoció que Jerusalén ha sido la capital eterna del pueblo judío por más de 3.000 años, y que Estados Unidos, bajo su Administración, finalmente aceptará el mandato del Congreso de reconocer a Jerusalén como la capital unificada del Estado de Israel”. Esta frase no corresponde a una noticia de días pasados sobre la decisión de Trump que se convirtió en portada de medios de todo el mundo y se hizo viral en las redes.

La frase es del 25 de septiembre de 2016 y corresponde al comunicado de prensa del equipo de campaña electoral del entonces candidato presidencial Donald Trump. Fue emitido poco después de terminar el encuentro privado del magnate republicano en su Trump Tower de Nueva York con el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu. Como muchas de las promesas y exabruptos de su campaña no fue tomada en cuenta… salvo por los palestinos.

Y como muchas de sus otras promesas electorales subestimadas en su momento, ésta también se cumple. Trump en definitiva es menos imprevisible de lo que algunos sostienen.

Bastaba con leer a fondo su programa electoral y analizar quiénes eran sus principales apoyos económicos y asesores políticos para poder prever que,de llegar a la Casa Blanca,la paz mundial, el medioambiente y las libertades democráticas sufrirían nuevos, inesperados golpes y fuertes retrocesos.

LOS DEMÓCRATAS YA VOTARON LA MISMA MEDIDA CON CLINTON EN EL PODER 

Cuando Trump prometía a Netanyahu en 2016 que “finalmente” se cumpliría con la decisión del Congreso estadounidense estaba recordando que, efectivamente, el 23 de octubre de 1995, durante la Administración de Bill Clinton, se aprobó la conocida como Ley de la Embajada de Israel (Jerusalem Embassy Act) por la que se reconoció a Jerusalén como capital de Israel.

“Jerusalén debe ser reconocida como la capital del Estado de Israel, y la embajada estadounidense en Israel deberá establecerse en Jerusalén no más tarde del 31 de mayo de 1999”. Por esa ley se reconocía a Jerusalén como ciudad “unida e indivisible” bajo la autoridad de Israel.

En 1995, durante la Administración de Bill Clinton, se aprobó la Jerusalem Embassy Act por la que se reconoció a Jerusalén como capital de Israel

Copiaba así casi literalmente la Ley de Jerusalén aprobada el 30 de julio de 1980 por el Parlamento israelí, que hablaba de una Jerusalén “entera y unificada” como capital de Israel.

Salvo unas escasas excepciones todos los congresistas y senadores estadounidenses del entonces gobernante Partido Demócrata votaron a favor de la ley, al igual que los del Partido Republicano.

En el Senado hubo 93 votos a favor y solo cinco en contra, y en la Cámara de los Representantes 374 a favor y 37 en contra. Bernie Sanders fue uno de los cinco senadores que votó en contra… aunque años después votaría lo contrario.

Paradójicamente, semejante aprobación por el Congreso de EE UU no solo violaba flagrantemente los acuerdos internacionales sobre la soberanía de Jerusalén sino que se producía nada menos que dos años después de que Bill Clinton recibiera en su casa vacacional de Camp David (¡nombre imparcial!) a Isaac Rabin y Yasir Arafat tras firmar en Washington días antes los Acuerdos de Oslo entre israelíes y palestinos.

Aquel acuerdo reconoció la autonomía de la Autoridad Nacional Palestina sobre Gaza y Cisjordania en materia de educación, cultura, salud, turismo, bienestar social, tributación directa y policía local, y fue presentado al mundo como un hecho histórico que daría inicio al fin del conflicto.

Sin embargo, el mismo día de la firma de los Acuerdos, Rabin dejó clara la postura de Israel: “Jerusalén es la antigua y eterna capital del pueblo judío”. Rabin rechazó explícitamente el veredicto de la ONU.

A pesar de su estrecha relación con el lobby judío-estadounidense y el abrumador apoyo del Congreso a la Ley de la Embajada de Israel en 1995, Clinton no se atrevió a concretar la mudanza de la embajada de Tel Aviv a Jerusalén. Influyó en esa decisión —que nunca le perdonó Israel a pesar de su gran fidelidad— el hecho de que el Tribunal Supremo recordara que tal decisión no era competencia del Congreso sino del presidente, por afectar a la política exterior y a la seguridad nacional de EE UU. Por ello Clinton hubiera tenido que firmar expresamente una Orden Ejecutiva para que fuera efectiva. No lo hizo.

Tanto George Bush junior como Barack Obama siguieron los pasos de Clinton en la no aplicación de la Ley de la Embajada de Israel

Medio Oriente vivía momentos convulsos en aquellos años de post Guerra Fría y EE UU no quería crearse más enemigos en el mundo árabe y musulmán. No había logrado la caída del ayatolá Jomeini a pesar de los ocho años de guerra que fomentó. Sadam Husein había pasado de ser un gran aliado a ser un archienemigo y la Guerra del Golfo se cerró en falso. Al Qaeda ya había empezado sus atentados contra intereses estadounidenses, y Clinton necesitaba también la ayuda de los países árabes musulmanes para apoyar en los Balcanes a la Armija en su guerra por la independencia de Bosnia-Herzegovina.

Tanto George Bush junior como Barack Obama siguieron los pasos de Clinton en la no aplicación de la Ley de la Embajada de Israel. Lo hicieron a través de una ‘Presidential Waiver’ , una prerrogativa del presidente para no implementar temporalmente una ley por cuestiones de seguridad nacional, que se ha venido aplicando desde octubre de 1998.

EL VOTO INESPERADO DE BERNIE SANDERS 

A pesar de que durante su campaña electoral había prometido reconocer la capitalidad israelí de Jerusalén, el 1 de Junio de 2017 Trump mantuvo la tradición, firmó la Presidential Waiversemestral, aunque prometió que sería la última que firmaría. Muchos creyeron que era un farol, una promesa para seducir al lobby judío pero que no cumpliría.

Pero para Trump era solo cuestión de cuadrar su agenda. Pocos días después, el 5 de Junio, el Senado estadounidense votó la simbólica Resolution 176, celebrando el 50º aniversario de la “reunificación de Israel”; reafirmó solemnemente la Ley de la Embajada de Israel, y reclamó al presidente Trump que esta vez diera su autorización para que entrara en vigor.

La Resolution 176 no solo fue aprobada por abrumadora mayoría como en la votación de la Ley de la Embajada de Israel de 1995; en esta ocasión fue unánime. El voto de Sanders había cambiado, votó a favor. Votaron 47 republicanos, 41 demócratas y dos independientes, el total de los miembros de la Cámara Alta presentes.

Seis meses después tocaba renovar la ya tradicional Presidential Waiver para no implementar la ley, pero ya nadie dudaba que Trump haría finalmente el anuncio. Y no defraudó.

Paradójicamente, tras las abrumadoras críticas de líderes de todo el mundo al anuncio que hizo Trump el pasado 6 de diciembre, Sanders valoró en su cuenta Twitter de las negativas consecuencias que la decisión podía tener para el proceso de paz. Ya era tarde.

Cuando Julian Assange se hizo eco en su cuenta de Twitter del voto que había hecho Sanders en la votación del 5 de junio, reproduciendo la lista donde el nombre del senador progresista figuraba en la lista de todos los que habían votado unánimemente ese día, hubo un aluvión de sus seguidores que reaccionaron críticamente contra Sanders, no pocos de ellos con ataques rayanos con el antisemitismo.

Bernie Sanders along with 90 other Senators unanimously voted to move the U.S. embassy to Jerusalem in June #Zionismhttps://t.co/RZxoOkffNcpic.twitter.com/nHCHip2Hky

— Julian Assange 🔹 (@JulianAssange) 9 de diciembre de 2017

A pesar de que durante su campaña electoral Sanders no se distinguió por tener un programa alternativo global en política exterior, fue el único candidato que criticó públicamente la política de Netanyahu y los asentamientos judíos y le dio plantón al primer ministro israelí cuando este pronunció un discurso ante el Congreso en marzo de 2016.

“La paz en Medio Oriente también implica seguridad para cada palestino”, dijo Sanders en un discurso público aquellos días, “implica conseguir la autodeterminación, los derechos civiles y la seguridad económica del pueblo palestino”.

Sanders también defendió el Pacto Nuclear con Irán y, siendo el único candidato presidencial judío en las primarias del Partido Demócrata, fue el único de los cinco candidatos que todavía había en ese momento que se excusó de no participar en la reunión anual del AIPAC, el más poderoso lobby judío de Estados Unidos. La bendición del AIPAC es considerada imprescindible para cualquier candidato.

Resulta difícilmente comprensible y será difícil de borrar de su biografía el polémico voto de Sanders aquel 5 de junio de 2017, aunque aquella resolución del Senado no fuera vinculante

Por ello resulta difícilmente comprensible y será difícil de borrar de su biografía el polémico voto de Sanders aquel 5 de junio de 2017, aunque aquella resolución del Senado no fuera vinculante.

Fue en realidad uno de los pocos senadores y congresistas que criticaron la decisión de Trump. Muchos de ellos tienen doble nacionalidad, estadounidense e israelí. Chuck Schumer, el líder del Partido Demócrata en el Senado, fue uno de los primeros en alabar la decisión de Trump.

El presidente dio en definitiva un paso que en principio no cambia de por sí la ya tradicional política pro israelí de los gobiernos tanto republicanos como demócratas anteriores que ha tenido Estados Unidos, pero tiene un gran simbolismo que tendrá previsiblemente consecuencias políticas y que va a obligar a retratarse a muchos líderes mundiales.

Fuente: http://elsaltodiario.com/el-lado-oculto-de-la-noticia/trump-israel-y-la-complicidad-del-partido-democrata-sanders

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