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Na Namíbia a formação de professores é o pilar do projeto de língua portuguesa

África/Namíbia/29 Enero 2017/Fuente: mundoportugues/Autor: Ana Grácio Pinto

Resumen: Un gran mayoria de profesores estan recibiendo formación en la lengua portuguesa con el propósito de fortalecer la enseñanza del idioma el cuál es una opción curricular a partir del 8 Año.

O que torna este número surpreendente é o facto de a maioria destes alunos serem namibianos e de o português ser uma língua de opção curricular a partir do 8º ano», explica Angelina Costa, Adjunta da Coordenação do Ensino Português.

Um desafio, mas ao mesmo tempo uma oportunidade para aplicar os conhecimentos adquiridos na África do Sul, ao longo de dez anos, como professora de português na vertente de Português Língua Estrangeira. Foi com estes princípios em mente que Angelina Costa aceitou assumir o cargo que desempenha há pouco mais de ano e meio. É Adjunta da Coordenação do Ensino Português na Namíbia, um país onde o português é língua de opção curricular nas escolas namibianas, a partir do 8º ano, sendo ministrada a mais de dois mil estudantes, desde o ensino básico ao superior, como revelou ao ‘Mundo Português’.

Quais são os números do ensino português, tanto no básico e secundário como no ensino universitário?
Atualmente o número de alunos no ensino básico é de 136 alunos, 1783 alunos no ensino secundário, o que perfaz um total de 1919, e 125 alunos na Universidade da Namíbia. O que torna este número surpreendente é o facto de a maioria destes alunos serem namibianos e de o português ser uma língua de opção curricular a partir do 8º ano nas escolas namibianas.

Em quantas escolas é oferecido como língua estrangeira de opção curricular? Há perspetivas de aumento do número de escolas a incluírem o ensino do português?
Atualmente o português é uma língua estrangeira de opção curricular em 22 escolas em sete regiões da Namíbia, nomeadamente Khomas, Erongo, Oshana, Ohangwena, Rundu, Divundu e Tsumeb. O Memorando de Entendimento foi assinado a 14 de novembro de 2011 e o português foi implementado em nove escolas no início de 2012 com um total de 371 alunos. Neste momento o projeto está numa fase de consolidação em que é necessário analisar as necessidades específicas e concentrarmo-nos na formação contínua dos professores namibianos, sem descurarmos com certeza o crescimento do mesmo. De acordo com a estrutura de que disponibilizamos e com número de professores que terminam os seus cursos de português na Universidade da Namíbia, é possível um aumento anual de uma a duas escolas na rede.

Nos vários níveis de ensino tem aumentado a procura, o interesse, pela aprendizagem do português?
A procura e o interesse pela língua portuguesa são constantes na Namíbia porque há uma consciência de que a língua, devido à proximidade com Angola, é sinónimo de poder económico. Residem na Namíbia Cerca de 100 mil angolanos, a somar os 1500 portugueses, e cerca de 500 mil angolanos visitam anualmente a Namíbia, aqui utilizando os serviços de saúde, os serviços educacionais e para adquirirem bens e passar férias. Esta mobilidade gera uma necessidade real por parte dos homens de negócios, empresas e comerciantes locais em falarem português, o que é visto como uma mais-valia profissional. Se acrescentarmos a cooperação forte com o Brasil a nível militar, em que toda a marinha de guerra namibiana fala português e é formada em academias brasileiras, há uma importância geoestratégica do português que é falado em todo o Atlântico Sul.

O português é também ensinado no formato de cursos livres. Quantos alunos os frequentam, onde são ministrados e quais as idades dos alunos?
Os cursos livres são oferecidos no Centro Diogo Cão em horário pós-laboral. Estes cursos são de 52 horas e decorrem duas vezes por semana com uma duração de 13 semanas. A média anual é de 120 alunos e a faixa etária destes é entre os 18 e os 70 anos.
Qual é o perfil dos estudantes que optam por aprender português, nas suas variadas formas de oferta? O que os leva a optar por esta língua?
Os alunos procuram estes cursos por motivos profissionais, porque querem viajar para países de expressão portuguesa ou porque gostam da língua. Há uma grande procura pela classe médica e por empresários.

Que programas, atividades, projetos de complemento ao ensino do português, são desenvolvidos?
A Coordenação de Ensino/Centro Diogo Cão em conjunto com a Embaixada de Portugal em Windhoek, com o apoio do Camões, I.P leva a cabo todos os anos um Plano de Atividades Culturais. Algumas destas atividades são desenvolvidas através de parcerias com organismos/entidades locais, designadamente Tulipanmwe, a National Gallery of Namibia, que é uma oficina de trabalho de artistas plásticos, e uma Residência de Dança em parceria com o College of Arts. Este ano estabeleceu-se uma parceria com o Município de Windhoek para incluir no conceituado Windhoek Jazz Festival, um artista português de jazz. Outras atividades que decorrem anualmente são o Festival de Cinema da EUNIC e o Festival Ibero-americano. No cômputo geral, são desenvolvidas todos os anos uma média de 13 atividades culturais.

A formação de professores é o garante para a continuidade do EPE na Namíbia? Para além da docência, é disponibilizada a especialização em Tradução/Interpretação?
A formação de professores é o pilar de todo o projeto de língua portuguesa na Namíbia. Os professores que estão no terreno necessitam de um apoio constante, de construir e manter a confiança que têm neles, enquanto falantes e professores de língua portuguesa, para poderem melhorar as suas competências e motivar os alunos para a aprendizagem da língua e de adquirirem um sentido de pertença.
Os professores deste projeto estão motivados para ensinar a nossa língua e como conseguem, de uma forma extraordinária, motivar os seus alunos…
No dia 30 de novembro decorreu no Centro Diogo Cão uma cerimónia com o objetivo de reconhecer o melhor aluno de língua portuguesa de cada escola onde o português é ensinado como língua de opção curricular. Foi extremamente recompensador verificar que os alunos estão motivados para aprender português e quiçá para serem futuros professores de Língua Portuguesa. Nesta cerimónia os alunos receberam um certificado e um dicionário de língua portuguesa.
A Universidade da Namíbia ainda não oferece um curso em Tradução/Interpretação. Neste momento, os nossos esforços estão concentrados na formação de professores. A Universidade da Namíbia reconhece a preponderância da Língua Portuguesa neste contexto e com certeza poderá ser criado num futuro próximo um curso em Tradução e Interpretação.

Numa entrevista para o Encarte Camões, IP de julho/2015, referiu o protocolo com a Polícia da Namíbia para o ensino de português, assim como os cursos ministrados a diplomatas. Estas vertentes do ensino mantêm-se?
O protocolo com a Polícia Namibiana foi prorrogado por mais quatro anos aquando da visita da Senhora Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Dra. Teresa Ribeiro. A intenção de renovar e de possivelmente aumentar o número de cursos mostra o sucesso que este protocolo alcançou.
O protocolo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros mantém-se mas encontra-se neste momento em avaliação para que possamos adequar o curso aos horários dos funcionários deste ministério. Há um interesse por parte do Ministério da Defesa em que os seus oficiais aprendam a língua portuguesa mas estamos a encetar conversações.

Que metas ainda há a alcançar, na sua opinião?
Uma das metas a alcançar é tornar este projeto sustentável na medida em que seja assegurado pelas instituições namibianas. Este é um projeto muito recente, mas a meu ver é importante investir na formação dos professores para que no futuro o possam assegurar. A chave é a formação contínua e também garantir que as instituições, principalmente as de ensino superior, tenham um corpo docente constituído por professores devidamente qualificados e com o nível de proficiência desejado.
Outra meta passará por tentar colaborar com a Namibian University of Science and Technology (Universidade da Namíbia para a Ciência e Tecnologia) para criarmos cursos de língua portuguesa para os estudantes de turismo e de cursos técnico profissionais.

E que futuro poderá ter a aprendizagem do português na Namíbia? Na sua entrevista em julho/2015, afirmava que tinha “todas as condições para se tornar a segunda língua mais falada na Namíbia”. Mantém essa crença?
O português poderá tornar-se a segunda língua estrangeira mais falada na Namíbia. Pressupõe-se que a percentagem de falantes de língua portuguesa se situe entre os 5 a 10%. Além das línguas locais, as línguas mais faladas são o Afrikaans, o Alemão, o Inglês e o Português.

Fuente de la noticia: http://www.mundoportugues.pt/article/view/64612

Fuente de la imagen: http://www.mundoportugues.pt/assets/stores/93/uploads/o_article_64612.jpg

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Sudáfrica: Higher Education On South African FET Students Association Issues

Sudáfrica/Enero de 2017/Fuente: All Africa

RESUMEN: El Departamento de Educación Superior y Formación (DHET) siempre ha estado dispuesto a discutir con la Asociación de Estudiantes de Educación Continua y Formación de Sudáfrica (SAFETSA) todos los temas de interés para los estudiantes. De hecho, siempre hemos atendido a asuntos que han sido llamados a nuestra atención y que están bajo nuestro control. Sin embargo, es importante señalar que hay algunas cuestiones que no pueden resolverse en el corto o mediano plazo, ya que esto requeriría recursos adicionales del Gobierno, lo cual sólo puede ocurrir a través de los canales gubernamentales y parlamentarios establecidos. El Departamento de Educación Superior y Formación recibió un memorándum de SAFETSA fechado el 31 de diciembre de 2016, que enumera una serie de demandas y compromisos del departamento. Algo poco útil, SAFETSA dejó claro que no deseaba reunirse con el Ministro o la DG, ni ningún otro funcionario de DHET para ese asunto, agregando que también se embarcaría en un cierre de los colegios de EFTP a partir del 19 de enero de 2017 cuando el nuevo Año Académico  se reanuda. Esta acción, dijo, continuaría hasta que se cumplieran todas las demandas.

The Department of Higher Education and Training (DHET) has always been willing to discuss with South African Further Education and Training Student Association (SAFETSA) all issues of concern to students. Indeed, we have always attended to issues that have been brought to our attention and that are within our control.

However, it is important to note that there are some issues that cannot be solved in the short to medium term, as these would require additional resources from the Government – which can only happen through the laid-down government and parliamentary channels.

SAFETSA’s demands:

The Department of Higher Education and Training received a memorandum from SAFETSA dated 31 December 2016, which listed a number of demands and commitments from the department.

Rather unhelpfully, SAFETSA made it clear that it did not wish to meet with the Minister or DG, or any other DHET official for that matter, adding that it would also be embarking on a shutdown of TVET colleges starting 19 January 2017 when the new academic year resumes. This action, it said, would continue until all the demands were met.

Background to, and the development of the TVET sector in recent years:

Up until the 31st of March 2015, the Technical Vocational Education and Training (TVET) sector was managed by provincial Education departments. In 2009 a decision was taken to move the Further Education and Training (FET) colleges to a national competency, resulting in the following action being taken:

An intergovernmental protocol was signed by the Minister of Higher Education and Training with the then MECs for Education in the provinces at that time.

Legislation was amended in 2012 to move the functions assigned to the MECs and provincial Heads of Education to the Minister and the Director-General.

New college councils were established and made operational as most of the colleges did not have constituted councils, as their term of office had expired.

The Minister also began to fill long-standing vacant management posts, especially those of principals and deputy principals.

Historically, personnel in colleges, other than management, were employed by the colleges and the subsequent legislation transferred them to the employ of the Department of Higher Education and Training. This meant that about 9 000 support personnel and 9 000 lecturers had to be migrated to DHET, with the process being concluded on 31 March 2015.

Intensive and complex processes were undertaken to ensure that funds allocated for the management of the FET system were moved to DHET. This required negotiations with each provincial Education department, as well as the national and provincial treasuries – and this was also concluded by 31 March 2015.

During the period 2010 to 2015, enrollment at colleges almost doubled from just over 420 000 to just over 710 535 students currently in all programmes offered in TVET colleges. Considerable funds were allocated by Sector Education and Training Authority (SETAs) and the NSF to achieve this.

A ministerial turnaround strategy was also instituted to provide support to colleges to enhance their governance, management and operations.

In 2009, very few colleges had qualified or competent finance officers. This necessitated the department, through the assistance of the South African Institute of Chartered Accounts, to appoint qualified Charted Accountants in each of the 50 public TVET colleges.

Subsequent to the appointment of the support CFOs, human relations generalists were also appointed to support the HR functions in the colleges.

Understanding that the rebranded FET Colleges had to be relevant and responsive, the names of the colleges were also changed to TVETs.

The PSET White Paper makes profound policy proposals to make TVETs institutions of choice, meaning that their curriculum also had to be reviewed, to provide more occupational and vocational qualifications.

During the last few years, the allocations to National Student Financial Aid Scheme (NSFAS) increased exponentially from R312 million serving 55 174 students, to the current R2,32 billion serving 256 904 students.

The conditions of service of the employees of all colleges were also substantially upgraded three years ago, after years of neglect.

The number of students in the artisan areas has also increased exponentially to over 25 000 per annum today.

There is no doubt that although much remains to be done in the sector, much has already been achieved. However, South Africa’s ongoing constraints with regards to the country’s low economic growth has put pressure on the TVET sector.

Importantly, most of the demands and concerns articulated in SAFETSA’s memorandum are not unrealistic.

Fuente: http://allafrica.com/stories/201701270381.html

Imagen de archivo

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La FETÖ está operando en África bajo la fachada de educación y servicio”

África/28 de Enero de 2017/trt.net

Nosotros hemos sufrido un golpe. No queremos que ustedes lo sufran”, señaló el presidente turco en Madagascar.

El presidente de Turquía, Recep Tayyip Erdogan, envió desde África su mensaje de colaboración para combatir a la banda terrorista FETÖ.

Madagascar fue la última parada del presidente turco en África del Este después de las escaladas en Tanzania y Mozambique.

Compareció ante los medios en una comparecencia de prensa en el Palacio Presidencial de Madagascar con su colega Hery Rajaonarimampianina.

“He informado a mi estimado compañero acerca de la Estructura Paralela (Organización Terrorista FETÖ/PDY) que había cometido el fallido golpe de estado del 15 de julio. La banda está organizada en muchos países africanos bajo los aleros de la educación y servicio. Le precisé nuestra expectativa de que se desmantelara a esta organización. Sus miembros operan en 170 puntos del globo. Nosotros hemos sufrido un golpe. No queremos que ustedes lo sufran”, señaló el presidente.

El mandatario turco dijo que se pasará a la enmienda constitución sin más tardar, porque “así es la expectación del pueblo”, explicó.

En alusión a las negociaciones de Siria en Astaná, el presidente dijo que “no habrá una solución militar para el conflicto, sino que el mismo será resuelto por medio de la resolución de la ONU”. “Se llegó al acuerdo por un mecanismo trío. Se reiteró la firmeza para combatir al DAESH y a Al Nusra. Es diferente nuestro punto de vista hacia el norte de Siria a medida que no haya amenazas desde Siria. De momento, está allí las bandas terroristas PYD e YPG que suponen una amenaza para Turquía. Le aconsejé a Obama que ese lugar sea una zona de protección donde se puedan acomodar los refugiados. Una zona prohibida al vuelo. Puesto que eso no ha sido una realidad, hemos iniciado la operación en Yarabulús para afrontar estos ataques. Actualmente, estamos alrededor de Al Bab.

Por su parte, el presidente malgache, Rajaonarimampianina, afirmó que “debemos combatir al terrorismo dondequiera que sea”, al ser preguntado sobre las escuelas de la FETÖ en ese país. “Aunque no nos afecte directamente debemos combatirlo y lo debemos hacer con sabiduría”.

“Tenemos relaciones basadas en el concepto “ganar-ganar”. Hay ejemplos buenos del BOT en Turquía. Podemos hacer lo mismo en Madagascar.

Fuente: http://www.trt.net.tr/espanol/turquia/2017/01/26/la-feto-esta-operando-en-africa-bajo-la-fachada-de-educacion-y-servicio-659399

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La permanente colonización de Sudáfrica

Por: Ricardo Orozco

La nula relevancia que las protestas estudiantiles sudafricanas han encontrado en los medios de comunicación latinoamericanos, más que revelar la evidente subordinación en la que se encuentran los asuntos africanos dentro de la propia periferia global, es un claro indicador de la manera en que se (re)producen los procesos de estructuración racial alrededor del orbe. Y en ese sentido, reflejo de las matrices simbólicas y materiales de sujeción, exclusión y explotación social que la colonialidad mantiene vigentes en el país de Madiba —a pesar de la formal descolonización de las estructuras políticas y económicas del Estado conseguida en la última década del siglo XX.

Las demandas sociales en el plano de la escolarización en la República de Sudáfrica, en particular, y en toda África, en general; no son una suerte de movimiento mainstream motivado por una inercial propensión a seguir a las expresiones de su tipo que en Reino Unido, Corea del Sur, Taiwán, etc., saturaron las agendas mediáticas y el espacio público de las clases medias. Por lo contrario, la protesta social en este terreno es tan añeja como lo es la historia misma de la colonización del continente por parte de los imperialismos occidentales. Y en esta ocasión, tanto como en las anteriores, son —contrario a lo afirmado categóricamente por la BBC, el Financial Times o el New York Times— algo más que la pura reivindicación de su derecho a la libre expresión, que la consecución de colegiaturas justas y asequibles o que la pretensión de construir una democracia basada en el derecho a votar cada cinco años.

Las instituciones de instrucción escolar en Sudáfrica son, como en cualquier otra sociedad producto de la modernidad/colonialidad capitalista, un microcosmos, un espacio-tiempo relativamente reducido en el cual se (re)producen, a menor escala pero con mayor intensidad, sistematización y profundidad todos y cada uno de los rasgos estructurales de la sociedad dentro de la cual se desenvuelven. Así, en las sociedades a las que la modernidad y el capitalismo han fundido en una posición geopolítica periférica, esos rasgos no son otros que los remanentes aún vigentes de las relaciones sociales que habilitaron el sostenimiento de su propia colonización. Es decir, son los atributos sobre los cuales Occidente inventó y forjó un modelo de civilización totalizante, con pretensiones de universalidad ontológica, en la que el progreso de la humanidad se observa en el Norte capitalista, secular y blanco; y el atraso, la barbarie en el Sur negro e indígena. De ahí que #FeesMustFall, la demanda en torno a la cual se aglutina el descontento de la sociedad sudafricana, no sea sólo la exigencia de dar marcha atrás con los incrementos a las colegiaturas. Aun observando el desenvolvimiento de los sudafricanos desde la propia periferia, esta sociedad ha sido contemplada, a lo largo de los años, desde 1994, como el caso paradigmático de éxito en el curso de la descolonización de un cuerpo social: la victoria de Mandela sobre De Klerk, se discurre de manera permanente, es la victoria de una raza y una Nación explotada sobre el colonialismo británico, en particular, y europeo, en general. Sin embargo, lejos de ser el espejo en el cual la periferia global debería de observarse para conocer el camino hacia su propia emancipación, Sudáfrica es un caso más —de tantos— en el que la ilusión de conseguir el progreso occidental a través del reformismo y la mimesis se ha encargado de afirmar que a la modernidad/capitalista se la deconstruye o se muere en el intento.

En efecto, #FeesMustFall es sólo la síntesis que da concreción a demandas más amplias y añejas de una sociedad que, muy a pesar de Mandela y de De Klerk, sigue sumergida en la densidad de una estructura de explotación en la que las Naciones africanas ocupan el último eslabón racial. Así, hoy es el universitario el que a través de la violencia que despliega en sus protestas le recuerda a sus Naciones la historia de hambruna, de guerras, de enfermedades, de asesinatos en masa, de esclavitud y explotación que olvidaron cuando decidieron que replicar la vía occidental hacia la civilización era la mejor forma de reivindicar toda la sangre derramada.

Pero no sólo eso. También es la síntesis por medio de la cual los universitarios sudafricanos le recuerdan a sus Naciones que la finalización del apartheid fue sólo la sustitución formal de unos colonizadores por otros; el remplazo, en los mecanismos de sujeción, exclusión y explotación del blanco europeo por el negro sudafricano. Es el recuerdo vivo de que la promesa de una sociedad más justa, libre de los grilletes del imperialismo británico era posible de alcanzar a través de la sindicalización de los trabajadores, de la estructuración de partidos políticos, y, sobre todo, de la posibilidad de acceder a instrucción escolarizada especializada en las necesidades del mercado.

Y es que en la Sudáfrica postapartheid la sindicalización no fue más que el sometimiento de las masas trabajadoras a las condiciones laborales impuestas por parte de una clase privilegiada, la politización de la población por medio de los esquemas partidistas de Duverger no transitó más allá de la sustitución de una retórica por otra; esta última ajena a cualquier noción de praxis revolucionaria, y la instrucción escolar no fue sino la pura promesa de eliminar, en términos instrumentales, los esquemas de segregación racial imperantes con anterioridad.

De ahí la importancia que tiene para los recientes movimientos estudiantiles en el país romper con los modelos modernistas que miden el éxito, tanto en lo individual como en lo colectivo, por la posesión de un iPhone 7 Plus, una casa en los suburbios, un BMW y un posgrado en administración de negocios. La importancia, asimismo, de exigir cuentas a toda una generación que se dejó cooptar por el reformismo, por la promesa de realizar algunos ajustes formales a la estructura sólo para hacer la explotación de las masas empobrecidas un asunto con mayor esteticidad y corrección política, de cobrar a su propia sociedad la factura que la impasividad ante la devastación causada por el neoliberalismo les ofreció el romántico anhelo de pertenecer al BRICS a costa de mantener los esquemas de desposesión, concentración y acumulación de riqueza.

No es, por ello, fortuito ni voluntarioso el que sean las juventudes universitarias las que pongan en jaque a las promesas que la modernidad capitalista construye sobre la escolarización especialidad. Son ellos los que han experimentado en su cotidianidad la contradicción de responder a cánones, a directrices éticas y civilizatorias pensadas desde la realidad del blanco y clasemediero europeo cuando sus Naciones, dentro de los límites políticos de la estructura estatal de la república, se encuentran devastadas por la marcha insaciable de la acumulación de capital. No es, pues, sólo cuestión del trance cotidiano que la estética que la ética de las universidades impone en el proceso de negar las particularidades de las múltiples expresiones culturales corporizadas; sino de la negación misma de la realidad sudafricana por medio de la (re)producción, en la subjetividad de los educandos, de un estándar de vida extraído de las necesidades productivistas de Occidente y de su privativa posición espacio-temporal en la historia de la humanidad.

En este sentido, más allá de lo redituable que las protestas estudiantiles pidieren redituar en términos pedagógicos, al ser el sistema educativo sudafricano un microcosmos de la sociedad en su conjunto —el espacio-tiempo desde el cual se construye y (re)produce en los sujetos sociales (individuales y colectivos) un comportamiento específico de identificación y militancia con el hecho capitalista—, el solo acto de pugnar porque ese sistema responda a las necesidades materiales y ontológicas de la realidad sudafricana es, en sí mismo, un acto de continuación, radicalización y profundización de la suma de todas las exigencias, presentes y pasadas, de las Naciones racializadas por la colonización europea. Esto es, la renovación de la vigencia de la interminable tarea de descolonizar la existencia del individuo.

Porque aun y cuando las estructuras políticas de su sociedad pueden desenvolverse formalmente en la descolonización administrativa, nulo es el resultado si, como argumentó Sartre en su prólogo a Los Condenados de la Tierra, de Fanon; no se extirpan las mordazas sonoras ni se arranca la marca que la cultura occidental marcó, con hierro candente, en la frente de las élites negras, en general, y del sujeto negro, en particular.

Fuente: https://www.rebelion.org/noticia.php?id=221799

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Destacan ayuda del gobierno de Sudáfrica a estudiantes en 22 años

África/Sudáfrica/28 Enero 2017/Fuente: Prensa Latina

Más de un millón 700 mil jóvenes sudafricanos recibieron desde 1994 subvenciones del gobierno mediante el Plan Nacional de Ayuda Financiera Estudiantil (Nsfas) para acceder a la Educación Superior, confirmó hoy una fuente oficial.

Las estadísticas muestran que existen progresos significativos en la ampliación del acceso a la enseñanza, comentó el ministro de Educación Superior, Blade Nzimande.

Solamente el año pasado el Nsfas apoyó a unos 480 mil alumnos de familias pobres para que pudiesen entrar a los altos centros docentes y escuelas técnicas.

Sin embargo, el ministro reconoció que el dinero por sí solo no resolverá los problemas.

Nzimande se reunió entre el 17 y el 24 de enero con líderes estudiantiles universitarios, vicerrectores y otros representantes del sector, el cual ‘está listo para el año académico 2017’.

Varias universidades fueron sacudidas desde 2015 por las protestas del movimiento #Fees Must Fall (contra los impuestos de matrícula), las cuales, en la mayoría de los casos derivaron en hechos violentos como la destrucción y quema de edificios universitarios.

El pasado año, la ola de manifestaciones comenzó a raíz del anuncio del ministro de Educación Superior, Blade Nzimande, de que en 2017 se incrementarían las tasas hasta un ocho por ciento.

Aunque Nzimande aclaró entonces que de esa medida se excluirían los jóvenes de entornos desfavorecidos, las protestas se extendieron por todo el país con el pedido además de educación gratuita y de calidad.

Fuente: http://prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=59740&SEO=destacan-ayuda-del-gobierno-de-sudafrica-a-estudiantes-en-22-anos

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África: South African universities: common problems but no common solutions

África/Enero 2017/Noticias/https://theconversation.com/

 

Students at South Africa’s universities are starting the 2017 academic year with unfinished business: demands dating back to the middle of 2015 that include scrapping tuition fees and decolonising higher education.

These demands are far reaching. Essentially students want universities to change the way they perform their three key functions: teaching, generating new knowledge and contributing to solving social problems. They also want government to support this process of transformation.

So far, the government has treated each demand as distinct from the other. It has focused largely on the fees issue. Its current strategy assumes that this issue can be dealt with most efficiently through centralisation. It’s proposing to create an entity that draws on the expertise of the financial industry and can achieve economies of scale by centralising the application process. This body also streamlines the disbursement of funding and collection processes. It takes these functions away from individual universities.

Such an approach has two consequences. It limits each university’s ability to make its own decisions about how to allocate bursaries, grants and scholarships among the students it admits. This, in turn, may affect curricula and teaching decisions.

It also allows government to leave the other more complicated aspects of transformation to other stakeholders – confident in the knowledge that if things take an unsatisfactory turn, it can pull the purse strings to bring students and university management back into line.

This is a short sighted, unsustainable approach. In reality the financial, institutional and pedagogical aspects of transformation are interlinked and interdependent.

Complex, interlinked issues

Transformation is a complex issue that can only be dealt with holistically. It also costs money. Universities’ teaching and management practices cannot be transformed without taking their financial situations into account.

For example, decolonised education will require revised curricula, new teaching materials and possibly new teaching methods. University managers will have to think through how implementing these new approaches will affect their management, hiring and budgetary decisions. Will their research agendas have to change – and if so, how? What about their management practices?

The way in which students are selected and bursaries, scholarships and loans allocated is another factor to consider in designing and implementing this transformation process. It will influence hiring decisions, teaching assignments and pedagogical choices.

A shared goal

Amid this complexity, two things are clear.

First, all stakeholders have an underlying, shared goal: building a national university system that satisfies two requirements. All qualifying students should have equal access to affordable university education. The system must provide the high quality educational and research services needed to build a more equitable society.

Second, although universities face common problems and should be working towards a common goal, they cannot be expected to conform to a common solution. There is not one correct way to the shared goal. Each university, based on its own circumstances, will have to design and implement its own path to this destination. Its approach to transformation will be influenced by its history under apartheid; its student body’s and staff complement’s racial, class and gender composition; its institutional culture; its existing areas of teaching and research excellence. Other factors are at play too. Each university differs in its relationship with its alumni; its financial capacity; its past efforts at transformation and its strategic vision of its role and responsibilities as a South African university.

An institution’s approach will also be shaped by the manner in which and the extent to which management incorporates all members of the university community – students, academic and support staff, parents and alumni – into planning and implementing its transformation process.

Universities’ engagement with their external actors also matters. For example, universities can share information with each other and learn from each other’s successes and failures. They can also use their existing international networks to learn from universities in other countries that have addressed similar issues. Where appropriate, resources can be pooled and joint efforts launched to raise tuition funds, develop new teaching materials and promote research.

These processes will look different at each of South Africa’s 25 public universities. It is the end goal that’s universal.

Autonomy is crucial

It is in all South Africans’ interests to encourage the government and other external stakeholders to support the construction of an equitable, productive and sustainable national tertiary education system.

However, it is also crucial to ensure that, within this framework, university communities are given – and utilise – the autonomy to design and implement their own customised approaches to transformation. The country’s future success, and that of its young people, may depend on it.

Fuente:

https://theconversation.com/south-african-universities-common-problems-but-no-common-solutions-71819

fuente imagen:

https://lh3.googleusercontent.com/ELjnH9P813onwOMk7TF0jopA1MUwyn3-sWANThIk3zQiI3EiWAbB7adbw1M8nJyED_rnAA=s85

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Sudáfrica: Education a Weapon for Economic Transformation

Sudáfrica/Enero de 2017/Fuente: All Africa

RESUMEN: El presidente Jacob Zuma dice que el gobierno sudafricano siempre dará prioridad a la educación porque es sólo a través de una educación de calidad que el país puede ganar la lucha contra el desempleo, la pobreza y la desigualdad. El presidente dijo esto el martes cuando se dirigió a los tres días del Sector de Educación Básica Lekgotla celebrado en Pretoria. El Lekgotla, que concluirá el miércoles, tiene como objetivo alinear los planes del sector con el Plan Nacional de Desarrollo (PND). Representantes del Ministerio de Educación Básica, MECs de todo el país, Jefes de Departamentos de los Departamentos Provinciales de Educación, Directores de Distrito y otras partes interesadas se han reunido bajo un mismo techo para compartir ideas sobre la mejora del sector. El presidente Zuma dijo que la educación es el arma principal en la lucha por la transformación económica y en la búsqueda de una vida mejor para todos, especialmente para los pobres.

President Jacob Zuma says the South African government will always prioritise education because it is only through quality education that the country can win the struggle against unemployment, poverty and inequality.

The President said this on Tuesday when he addressed the three-day Basic Education Sector Lekgotla held in Pretoria.

The Lekgotla, which will conclude on Wednesday, is aimed at aligning the sector’s plans with the National Development Plan (NDP).

Representatives from the Basic Education Ministry, MECs from across the country, Head of Departments from Provincial Education Departments, District Directors and other stakeholders have come together under one roof to share ideas on improving the sector.

President Zuma said education is the primary weapon in the struggle for economic transformation, and in the quest for a better life for all, especially the poor.

«It is for this reason that education gets the biggest slice of the national budget. Education is the ladder out of poverty and economic stagnation.»

President Zuma alluded to progress that has been made in education in the past 22 years.

Fuente: http://allafrica.com/stories/201701250100.html

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