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Boaventura: eis a Guerra Fria, no século 21

Por: Boaventura De Sousa Santos

Em decadência, EUA já não podem abater a China. Tentam fustigá-la atacando seus aliados: Rússia, Coreia do Norte, Irã, BRICS. A devastação espalha-se — da guerra na Síria ao golpe no Brasil. Como contê-la?

Por Boaventura de Sousa Santos | Imagem: George GroszEclipse do Sol (1926)

O bombardeio de alvos sírios onde supostamente se produzem ou armazenam armas químicas supostamente usadas pelo governo de Bashar al-Assad contra os rebeldes deixou os cidadãos do mundo confusos, num misto de perplexidade e de ceticismo. Apesar do bombardeio (imagem apropriada no caso) midiático dos meios de comunicação ocidentais, tentando convencer a opinião pública das mais recentes atrocidades do regime de Bashar Al-Assad; apesar da quase unanimidade dos comentaristas políticos de que se tratou de uma intervenção humanitária, de uma punição justa e de mais uma prova da vitalidade da “aliança ocidental”; apesar de tudo isto, os cidadãos do mundo ocidental (dos outros nem se fala), sempre que consultados, mostraram as suas dúvidas a respeito da narrativa midiática e manifestaram-se majoritariamente contra os ataques. Por que?

As consequências

Porque os cidadãos minimamente informados têm uma memória mais apurada que os comentaristas e porque, sem serem peritos sobre as causas destes atos bélicos, são peritos no conhecimento das suas consequências, algo que escapa sempre às contas dos ditos comentaristas. Lembram-se que em 2003 a invasão do Iraque foi justificada pela existência de armas de destruição em massa, que se provou mais tarde não existirem. Lembram-se que as fotos que na altura foram mostradas eram fotomontagens para dar credibilidade à mentira. Lembram-se que, tal como agora, o ataque foi feito na véspera de chegar ao país uma comissão independente de peritos para averiguar a existência ou não de tais armas. Lembram-se que essa mentira deixou no terreno um milhão de mortos, um país destruído e rendeu lucrativos contratos de reconstrução entregues a empresas norte-americanas (Halliburton, por exemplo) e de exploração do petróleo às empresas petrolíferas ocidentais. Lembram-se que em 2011 a mesma aliança destruiu a Líbia, tornou-a um antro de terroristas e de negociantes de tráfico de refugiados e emigrantes e rendeu o mesmo tipo de lucrativos contratos. Lembram-se que a guerra da Síria já causou 500 mil mortos, 5 milhões de refugiados e 6 milhões de pessoas deslocadas no interior do país. E sobretudo, talvez pela misteriosa astúcia da razão de que falava Hegel, lembram-se do que lhes não é dito pela mídia. Lembram-se que naquela região estão em curso dois genocídios perpetrados por terrorismo de Estado de que quase não se fala porque os Estados agressores são “nossos” aliados: o genocídio dos iemenitas pela Arábia Saudita e o dos palestinos por Israel.

Estas são as consequências mais visíveis. Mas há outras vítimas de que o cidadão comum tem uma ideia mais vaga, uma suspeita que por vezes não é mais que um mal-estar. Saliento três. A primeira vítima é o direito internacional que foi mais uma vez violado, uma vez que tais intervenções bélicas só são legítimas em caso de legítima defesa ou sob mandato do Conselho de Segurança da ONU, condições que não se verificaram. Os tratados bilaterais e multilaterais estão a ser deitados no lixo um atrás do outro, ao mesmo tempo que as guerras comerciais se acirram cada vez mais. Estamos entrando numa nova Guerra Fria com menos regras e mais mortes inocentes? Estamos a caminho de uma terceira guerra mundial? Onde estará a ONU para a evitar pela via diplomática? Pode esperar-se outra coisa de países como a Rússia, a China ou o Irã senão que se afastem ainda mais dos países ocidentais e do falso multilateralismo destes e que organizem as suas próprias alternativas de cooperação?

A segunda vítima são os direitos humanos. A hipocrisia ocidental atingiu o paroxismo: a destruição militar de países e a morte de populações inocentes tornou-se o único meio de promover os direitos humanos. Aparentemente, deixou de haver outros meios de promover os direitos humanos senão violando-os. A democracia de tipo ocidental não sabe florescer senão nas ruínas. A terceira vítima é a “guerra contra o terrorismo”. Ninguém de boa vontade pode concordar com a morte de vítimas inocentes em nome de qualquer objetivo político ou ideológico, e muito menos os países que desde há vinte anos têm dado total prioridade à guerra contra o terrorismo, os EUA e seus aliados. Sendo assim, como se pode compreender que estejam sendo financiados e armados pelas potências ocidentais grupos de rebeldes da Síria que são reconhecidamente organizações terroristas e que, tal como Bashar al-Assad, usaram no passado armas químicas contra populações inocentes? Refiro-me particularmente à frente al-Nusra, conhecida como a Al Qaeda da Síria, um grupo extremista salafista que quer implantar um Estado islâmico. Aliás, o mais fiel aliado dos EUA, a Arábia Saudita, é quem tem sido acusado mais frequentemente por instituições norte-americanas de financiar grupos extremistas e terroristas. Quais são os objetivos ocultos de uma guerra contra o terror que financia e arma terroristas?

As causas

Os cidadãos comuns têm mais dificuldades em identificar as causas porque estas se furtam ao ruído das notícias. É convencional distinguir entre causas próximas e estruturais. Entre as causas próximas, a disputa sobre o gasoduto do gás natural tem sido a mais mencionada. As grandes reservas de gás natural da região do Qatar e Irã têm dois trajetos alternativos para chegar à rica e voraz consumidora Europa: o gasoduto do Qatar através da Arábia Saudita, Jordânia, Síria e Turquia; e o gasoduto do Irã, através do Irã, Iraque e Síria. Por razões geopolíticas, os EUA favorecem o primeiro trajeto e a Rússia, o segundo. Bashar al-Assad também preferiu o segundo por favorecer apenas governos xiitas. A partir de então passou a ser um alvo a abater pelos governos ocidentais. O Major Rob Taylor, professor do US Army´s Command and General Staff College, escreveu no Armed Forces Journal de 21 de Março de 2014: “Visto através de uma lente geopolítica e econômica, o conflito na Síria não é uma guerra civil; é antes o resultado do posicionamento de vários atores internacionais no tabuleiro do xadrez geopolítico, preparando-se para a abertura do gasoduto em 2016”.

As causas estruturais são talvez mais convincentes. Como tenho defendido, estamos num momento de transição entre globalizações do capitalismo. A primeira globalização ocorreu entre 1860 e 1914 e foi dominada pela Inglaterra. A segunda ocorreu entre 1944 e 1971 e foi dominada pelos EUA. A terceira iniciou-se em 1989 está terminando agora. Foi dominada pelos EUA, mas com crescente participação multilateral da Europa e da China. Nos intervalos das globalizações, a rivalidade entre países aspirantes ao domínio aumenta e pode redundar em guerras entre eles ou entre os aliados de cada um. A rivalidade neste momento é entre o EUA, um império em declínio, e a China, um império ascendente. Segundo o estudo “Tendências globais, 2030” do insuspeito National Intelligence Council dos EUA, em 2030 “a Ásia será o motor da economia mundial como foi até 1500” e a China pode vir a tornar-se a primeira economia do mundo.

A rivalidade intensifica-se e não pode ser de enfrentamento direto porque a China é já hoje muito influente na economia interna dos EUA e um credor importante da sua dívida pública. A guerra comercial é fundamental e atinge as áreas de alta tecnologia porque quem dominar estas (a automação ou robótica) dominará a próxima globalização. Os EUA só investem em tratados que possam isolar a China.

Como a China é já demasiado forte, tem de ser enfrentada através dos seus aliados. O mais importante é a Rússia, e os acordos recentes entre os dois países preveem transações comerciais, sobretudo de petróleo, não denominadas em dólares, uma ameaça fatal para a moeda de reserva internacional. A Rússia em caso algum poderia vangloriar-se de uma vitória na Síria (uma vitória contra os extremistas terroristas, diga-se de passagem), uma vitória que esteve a ponto de obter devido ao suposto desnorte da política de Obama ao não incluir a Síria na lista das prioridades. Por isso, os EUA precisavam encontrar um pretexto para regressar à Síria e continuar a guerra por mais alguns anos, como acontece no Iraque e no Afeganistão. A Coreia do Norte é outro aliado e tem de ser hostilizado de modo a embaraçar a China. Finalmente, a China, como todos os impérios ascendentes, investe em (falsos) multilateralismos e por isso responde à guerra comercial com abertura comercial.

Mas além disso tem investido concretamente em acordos multilaterais limitados que visam criar alternativas ao domínio econômico e financeiro norte-americano. O mais importante desses acordos foi o Brics que incluía, além da China e Rússia, a Índia, a África do Sul e o Brasil. Os Brics chegaram a criar um Banco Mundial alternativo. Era preciso neutralizá-los. A Índia desinteressou-se do acordo desde que o presidente Narenda Modi chegou ao poder. O Brasil era o parceiro particularmente estratégico porque se articulava, ainda que relutantemente, com uma alternativa mais radical que emergira na América Latina por iniciativa de alguns governos progressistas, com destaque para a Venezuela de Hugo Chávez. Refiro-me à Alba, Unasur, e Celac, um conjunto de acordos político-comerciais que visavam libertar a América Latina e o Caribe da secular tutela dos EUA.

O país mais vulnerável dos Brics, talvez porque o mais democrático de todos eles, era o Brasil. A sua neutralização iniciou-se com o golpe institucional contra a presidente Dilma Rousseff e continuou com a prisão ilegal de Lula da Silva e o desmonte de todas as políticas nacionalistas empreendidas pelos governos do PT. Curiosamente, na África do Sul, Jacob Zuma, sem dúvida um líder corrupto e entusiasta dos Brics, foi substituído por Cyril Ramaphosa, um dos homens mais ricos da África (menos corrupto que Zuma?) e adepto incondicional do neoliberalismo global. A Cúpula das Américas que teve lugar em Lima, nos passados dias 13 e 14 de Abril, foi uma peça geopolítica muito importante neste contexto. A participação da Venezuela foi vetada e, segundo o El Pais (edição brasileira) de 15 de Abril, a reunião selou o fim da América bolivariana. O fortalecimento da influência dos EUA na região está bem patente no modo como foi criticada pela delegação norte-americana a crescente influência da China no continente.

Por tudo isto, a guerra na Síria é parte de um jogo geopolítico bem mais amplo e de futuro muito incerto.

Fuente: https://outraspalavras.net/destaques/boaventura-eis-a-guerra-fria-no-seculo-21/

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Chile: Auditoría arroja que 42% de los niños del Sename consume alcohol y drogas

Chile/26 de Mayo de 2018/La Tercera

En el centro Galvarino, el mismo donde falleció en 2016 Lissette Villa (11), el Presidente Sebastián Piñera, junto a la directora del Servicio Nacional de Menores (Sename), Susana Tonda, entregó los resultados de la primera auditoría social a las residencias de menores que administra directamente el Estado. El estudio arrojó falencias en materia de infraestructura, educación y salud. Para el Mandatario, “las conclusiones son tristes y a veces dramáticas”.

La muestra, obtenida entre el 2 y 11 de mayo, se hizo sobre 11 Centros de Reparación Especializada de Administración Directa del Sename (Cread), los que tienen una cobertura de atención de 758 niñas, niños y adolescentes, y de los cuales se logró entrevistar a 473.

Los resultados dan cuenta de que un 45% de los menores de estos centros no está matriculado en establecimientos educacionales; un 48% tiene rezago escolar; un 55% cuenta con problemas de salud mental, y un 42 % padece un consumo problemático de alcohol y drogas (ver infografía).

Sobre las cifras, el Presidente Piñera manifestó que esto “refleja que el Estado de Chile no está cumpliendo con su responsabilidad”. Esta materia ha sido uno de los ejes que ha buscado mejorar el Ejecutivo. De hecho, fue el pasado 11 de marzo -primer día de gobierno- que se anunció la elaboración de este estudio.

En cuanto a estos bajos índices, Tonda dijo que “son niños de alta complejidad y requieren planes de intervención complejos. Necesitamos personas que trabajen con ellos, que cuenten con una alta formación. Requerimos tener recursos de salud, de educación”. Agregó que uno de los objetivos es mejorar los Planes de Intervención Individual, pues “hay casi un tercio que no está con las evaluaciones adecuadas”.

Además de esta auditoría, entre julio y septiembre el Sename revisará los 220 centros de organismos colaboradores, los que son subvencionados por el Estado para el cuidado de los menores. También el gobierno anunció que ingresarán indicaciones a la ley de adopciones.

La diputada RN Marcela Sabat dijo que “sabíamos que los resultados iban a ser dramáticos y dolorosos. No podemos dejar de valorar la disposición del Presidente Piñera de finalmente auditar al Sename”.

No obstante, también hubo cuestionamientos. El exsubsecretario de Justicia del gobierno anterior, Nicolás Mena, dijo que “una auditoría a los Cread es muy parcial, es solo una muestra de un porcentaje pequeño de una población que está en el Sename. Los resultados dan cuenta de algo bastante conocido, que es algo que no tiene mucha sorpresa para nosotros, pues impulsamos varios cambios para mejorar esto, como el trabajo entre ministerios para abordar los problemas en Salud, Educación y Desarrollo Social”.

El estudio también constató déficits y problemas en el alto número de licencias médicas y de funcionarios sumariados, formación insuficiente y ambientes laborales complejos.

En tanto, el ministro de Desarrollo Social, Alfredo Moreno, indicó que “se ha ratificado lo que pensábamos, que los niños no están recibiendo lo que necesitan. En general, los niños no solamente tienen una falta de protección, sino que al mismo tiempo los planes de intervención que requieren no están llegando y no se están cumpliendo”.

(Para ver en detalle la infografía, haz click aquí o en la imagen)

 

Fuente: http://www.latercera.com/nacional/noticia/auditoria-arroja-42-los-ninos-del-sename-consume-alcohol-drogas/178303/

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República Dominicana: Documental “Invisibles of The World”

República Dominicana/26 de Mayo de 2018/cocalecas

“Invisibles of the World”, abarca la problemática de los abusos y violaciones sexuales que azota a nuestro país y el mundo, y se basa en las estadísticas de cada región.

Fernández muestra las consecuencias negativas, lo aberrante y desgarrante de esta situación que se sale de las manos, sin querer o queriendo, de las autoridades y la sociedad, que se muestran indiferentes ante el estado de emergencia.

La mayoría de violaciones sexuales ocurren según las estadísticas, a hembras  entre los 4 y 14 años, siendo 6 de cada 10 niñas violadas a diario en República Dominicana, y 2 de cada 10 varones.

En este documental podrán escucharse los testimonios de  víctimas reales de violaciones  a temprana edad, que hoy son hombres y mujeres que ya no quieren ser más invisibles, y que con la exposición de su caso en este documental,  pretenden alertar  y descubrir ante una sociedad que se cubre los ojos, el cómo sucede, para que puedan otras personas prevenir o ayudar a otras víctimas a superar sus traumas.

Un NO a la vergüenza, según las mismas palabras de Fernández,  “Las víctimas no deben sentir vergüenza, ni culpa porque la hayan violado, son los violadores quienes deben sentirse así”.

El documental deja abierta la esperanza, ya que además muestra a las personas y organizaciones que ayudan a estas víctimas,  fomentando la reintegración de las mismas a la sociedad, además del rostro inocente y feliz de aquellos que aunque en riesgo, no han sido abusados y representan lo más puro y alegre de nuestra niñez y juventud.

Yubo Fernández asistió este año junto a la Comisión de la DGCINE representando al país en el 71 Festival de Cannes, llevando este proyecto en pre-Producción al Marché Du Film, donde logró aliarse a varios países que desean ser parte de este documental, que tendrá varios capítulos tipo serie documental.

Lall Enterteinment, una de las más grandes compañías productoras de La India, invitó a Yubo para Noviembre de este 2018 a asistir al país donde Fernández podrá filmar a los “invisibles de La India”.

Su director Bhuvan Llal, junto al productor general de “Invisibles of the World” en La India, Sandip Patihar, serán parte del equipo, también la famosa activista Hindú Yogita Bhayana, recordando que hace poco en este país se aprobó la pena de muerte para los violadores.

Mientras que en Cannes también Paulo Boccato productor y presidente de Boccato Productions, dijo “Brasil no puede quedar fuera de Invisibles Of The World, la situación allá es terrible”, refiriéndose al gran problema de violencia sexual que existe en algunas regiones de Brasil. Fernández y Boccato están planeando fechas para rodar en este país.

También la productora y escritora Italiana radicada en Londres Natalie Massone, durante su reunión en Cannes con Yubo, recalcó que no quiere quedarse fuera del documental, y junto a un grupo de cineastas del Raindance London piensan rodar Invisibles en lugares de este país donde nadie se imagina que ocurren estas barbaries.

Por último la Fundación venezolana “Ángeles del Camino” presidida por Beatriz Bustamante, espera por Fernández para colaborar con el rodaje y producción de “Invisibles Of The World” en Venezuela.

Yubo Fernández pretende mostrar al mundo ese mundo de Invisibles de todo el planeta, aquellos que nadie ve porque se esconden o porque la humanidad decidió darles la espalda, en tiempos donde esté grave problema no es prioridad para algunos gobiernos, donde en muchos países es un tema tabú, pero sobre todo, donde las leyes no son severas y la educación sexual no existe. Enviar un mensaje a las víctimas de que la vida no termina, y callar o encerrarse en sus traumas y la vergüenza, no es la salida, hablar, gritarlo al mundo sí lo es.

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Establecen nueva plataforma para estimular investigación y educación de inteligencia artificial de China

China/26 de Mayo de 2018/spanish

Una plataforma abierta se ha establecido para compartir datos y herramientas sobre la investigación de la inteligencia artificial (IA) en China, publicó el rotativo China Science Daily en su edición de hoy jueves.

La plataforma, que está bajo la dirección del Ministerio de Educación, fue organizada conjuntamente por Microsoft Research Asia y cuatro universidades chinas: la Universidad de Peking, la Universidad de Ciencia y Tecnología de China, la Universidad Jiaotong de Xi’an y la Universidad de Zhejiang.

Según Zhou Lidong, director general adjunto de Microsoft Research Asia, la plataforma ofrecerá apoyo tecnológico, datos, herramientas y cursos sobre la IA a los centros universitarios chinos.

La plataforma de fuente abierta, que se basa en la plataforma y herramientas de desarrollo de la IA de Microsoft, promoverá en mayor medida la innovación del sector, agregó Zhou.

A finales de 2018 se celebrarán cinco sesiones de formación en las ciudades de Harbin, Guangzhou, y otras localidades con el objetivo de involucrar más universidades en la plataforma.

Fuente: http://spanish.xinhuanet.com/2018-05/24/c_137203849.htm

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Argentina: Jornada por la educación pública y popular

América del Sur/Argentina/marcha.org.ar/

Fotos y texto por Ivan Barrera

En el preludio de la marcha federal docente del 23 de mayo, estudiantes, familiares y docentes de bachilleratos populares se congregaron ayer en la Plaza de los dos Congresos para darle una clase de educación popular a la gestión de las puertas cerradas y las reformas por PowerPoint. Una tarde con voces, cantos, música, baile y arte para darle vida a los reclamos nuevos y a los históricos.

16.00hs. La Plaza de los dos Congresos se siente fría por última vez. Tímidamente empiezan a acercarse los primeros integrantes de los bachilleratos populares y comienzan a lucir sus trapos en las rejas. Los mates giran para calentar los cuerpos y entre charlas se comienza a delinear la actividad que congrega a los y las discípulas de Freire y Rodríguez Randao y a los estudiantes de Carlos Fuentealba.  En un encuentro que solo se da en el marco de estas actividades, Paulo Freire, Dario Santillán, German Abdala, Raymundo Gleyser, Miguelito Pepe, Sergio Karakachoff, Alberto Chejolán, Osvaldo Bayer y Salvador Herrera se corporizan en tela y se funden en abrazos de bandera y, junto a todos los trapos que conforman la Coordinadora de Bachilleratos Populares en lucha, quedan expectantes de la congregación, ubicándose en su palco.

Ante el desmantelamiento de las políticas educativas en general y de la educación para adultos en particular, se generó esta cita vespertina. El reclamo es el mismo que hace meses y la respuesta desde los ministerios es siempre la misma: una puerta cerrada, un teléfono que repite en loop la música de espera, un mail que nunca será contestado.

Desde la Coordinadora se exige el reconocimiento integral de todos los bachilleratos populares. Con esto se hace referencia al reconocimiento como escuela pública de las experiencias que desde hace tiempo dedican sus tardes y noches a ofrecer educación formal y pública a los cientos de estudiantes que no tienen matricula en la oferta del gobierno. Se exige el reconocimiento como institución y la potestad de emitir títulos con validez nacional. Para los y las estudiantes se exigen viandas de calidad y becas escolares, para los y las docentes un salario docente –y decente, pero eso ya es otra lucha-. A su vez, se suma el reclamo para evitar el cierre de los profesorados y su transformación en la UNICABA.

Desde el gobierno de la Ciudad sostienen que la demanda de cupos de educación para adultos está saldada con la oferta que ellos realizan desde sus ministerios de educación y que no es necesaria la apertura de nuevos bachilleratos populares, como tampoco lo es pagar los salarios de siete de los bachilleratos reconocidos ni tampoco reconocer los bachilleratos que hoy en día están funcionando, dado que la demanda ya está suplida.  Es una verdadera lástima que esta información no haya llegado a oídos de los 12.000 estudiantes que cada marzo se quedan sin vacante para terminar el secundario. Pero como si fuera poco, la gestión de las reformas por PowerPoint anuncia una reforma en la educación para adultos cuyo contenido se desconoce pero que, a priori, deja sin validez a los títulos emitidos por los UGEE (Unidad de Gestión Educativa, forma que llevan los bachilleratos populares reconocidos).

En el caso de la Provincia, se están cerrando sistemáticamente escuelas públicas y bachilleratos para adultos bajo la excusa de una ‘reorganización de la oferta educativa’. También corre peligro el plan FINES, que desde el inicio de la gestión cambiemita viene amenazando con su desmantelamiento.

18.00hs. La plaza se transforma en un aula. Al igual que en una clase de educación popular, estudiantes y docentes se confunden unos a otros y no se sabe bien qué está educando a quien -o si acaso todos y todas nos educamos con la mediación de la lucha-.  Contra uno de las rejas de la plaza se improvisa un telón donde se proyectan videos de estudiantes, de docentes, de clases, de cortometrajes realizados durante el año y de la lucha por el reconocimiento de la escuela. En el micrófono se presentan los distintos bachilleratos, cuentan su historia y sus ganas de ser escuela. También acompañan la tarde bandas de estudiantes, bailes tradicionales y cantitos populares para calentar las gargantas. Dario, Sergio, Salvador, German, Raymundo, Alberto, Miguelito, Osvaldo y Paulo son espectadores de lujo desde su palco-reja.

Llegan refuerzos de mates y entre, saludos de aquellos y aquellas docentes y estudiantes de distintas experiencias que suelen reencontrarse para estas fechas, se comentan las novedades y se corre la voz de que la represión en el subte no cesó, que no liberaron a los compañeros y volvieron a reprimir, que en el INTI sucedió algo similar y que mañana hay que volver a las calles. Pero entre pálidas, tampoco dejan de llegar compañeros y compañeras de todas partes de la ciudad y el Congreso queda sitiado entre una multitudinaria clase popular y el pañuelazo por el aborto legal, seguro y gratuito.

 

Christian – Bachillerato Popular Chilavert

“La situación del BP Chilavert es similar a la de los bachilleratos populares de la Ciudad de Buenos Aires y a nivel nacional. La reforma de adultos viene afectando a todos los bachilleratos en general. Primero, porque no está siendo conocida. Segundo, porque las pocas cosas que se han podido conocer afectan directamente al funcionamiento de los bachilleratos. Entre ellas están el cambio de modalidad -posiblemente cambie la curricula a tres días, al estilo FINES-, tener un inspector que regule el funcionamiento de los bachilleratos, no solo en términos administrativos, sino que van a inspeccionar sin que el estado garantice el funcionamiento. A su vez, también se suma la validez nacional de los títulos. Hoy en día, todos los bachilleratos populares que estamos funcionando no podríamos emitir títulos porque no hay una resolución que los avale. Esto es un problema de toda la educación de adultos a nivel nacional.

Con el gobierno de Cambiemos es todo muy complicado. El ajuste en educación no es sólo hacia los bachilleratos populares o hacia la educación de adultos, sino que tiene como enemigo a la educación pública en general y a la educación popular en particular. Por ahora seguiremos con este plan de lucha para que puedan abrirnos la puerta desde el gobierno y podamos sentarnos en la mesa de negociación”.

Santiago – Bachillerato Popular Salvador Herrera

“El BP Salvador Herrera está en un proceso de lucha hace ya tiempo. Hemos conseguido, a partir de nuestra lucha y del acompañamiento de los compañeros y compañeras de la coordinadora, lograr el reconocimiento y la oficialización de nuestro bachillerato. A su vez, el año pasado hemos realizado un proyecto importante que fue instalar un comedor para todos los y las estudiantes que cursan. Ahora estamos construyendo el primer piso para tener nuestras oficinas administrativas y una juegoteca para los hijos y las hijas de estudiantes y docentes.

La situación general de los bachilleratos está atravesada por los reclamos históricos y los reclamos que se sumaron ahora. Por parte de los reclamos históricos está la falta de reconocimiento de los bachilleratos que están ahora funcionando, pero no se quieren oficializar; las viandas para los y las estudiantes y el boleto estudiantil. En cuanto a las luchas nuevas está el reclamo por la validación nacional de los títulos. Hasta el momento no se pueden hacer los títulos de las cohortes que iniciaron en 2015, es decir, los egresados de 2017, porque el ministerio de educación nacional no realizó la validación. Por otro lado, en provincia de Buenos Aires también se está concretando el reconocimiento de dos bachilleratos pero el gobierno provincial no está avanzando con la gestión”.

Estudiantes del Bachillerato Popular Dario Santillán

Los y las estudiantes del Bachillerato Popular Darío Santillán también expresaron sus opiniones. Como Federico, que explicó que estaba ahí porque “estamos apoyando a la educación popular y a nuestros profesores, no queremos la reforma de adultos que están realizando. Creemos que estar acá es la mejor forma de luchar contra eso”.
O Bárbara, que cree que “hay que defender la educación pública y los bachilleratos populares y la validez nacional de los títulos. No queremos la privatización de la educación, es parte de la sociedad, del pueblo”.
Para Iván es fundamental pelear por sus derechos y afirma que “el Estado no nos quieren dejar crecer”.

20hs Comienza la desconcentración de la plaza. Se levantan las banderas y entre cantos finales German Abdala y Sergio Karakachoff se despiden de Salvador Herrera, Dario Santillán se abraza con Alberto Chejolan y con Miguelito Pepe, Raymundo Gleyser le tiende la mano afectuosa a Osvaldo Bayer mientras Paulo Freire los saluda a todos con afecto. Taza taza, cada uno a su casa. Hasta la próxima actividad. Hasta la próxima lucha.

Fuente: http://www.marcha.org.ar/jornada-por-la-educacion-publica-y-popular/

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La tragedia de los niños víctimas de abusos sexuales en India

Asia/India/Fuente: El nacional

Era un adolescente cuando un “baba”, como se conocen a los sanadores espirituales en India, lo violó

Muchas víctimas sufren en silencio los abusos que padecieron

Tiene 31 años y vivió 14 años con un secreto que no ha dejado de atormentarlo.

Era un adolescente cuando un “baba”, como se conocen a predicadores, curanderos y sanadores espirituales en India, lo violó.

“Fue tan doloroso que por casi dos semanas me costó caminar”, le cuenta Akram (nombre ficticio para proteger su identidad) a la BBC.

Prefiere hablar desde el anonimato de una situación que ha afectado a miles de niños en India.

Se estima que cada 15 minutos, un menor de edad es abusado sexualmente en ese país.

Esa escalofriante cifra la dio a conocer, en diciembre de 2017, la Oficina Nacional de Registros de Crímenes.

Esa entidad gubernamental también indicó que en 2016, fueron reportados 36.022 casos de abusos sexuales a menores de edad.

En el caso de Akram, su propia familia se acercó a su perpetrador porque quería recibir “bendiciones”.

Tres veces

“Mi tío había sufrido una gran pérdida en su negocio. Por eso fue a ver si este sanador espiritual podía ayudarlo y él le dijo a mi tío que sus Jinns (espíritus piadosos) solucionarían todos sus problemas”.

“Y que ellos solo le hablaban a niños de entre 10 y 14 años”.

“El primer día de mi encuentro con él, le dijo a mi tío que me dejara allí por la noche porque sus Jinns solo trabajaban en la noche”.

Cuando el predicador lo violó la primera, sintió que se le salía el alma.

“Fue tan doloroso que sentí como si mi alma abandonara a mi cuerpo. Quería gritar, pero me tapó la boca con su mano y dijo: ‘Solo cinco minutos más’. Cuando terminó, me amenazó con que si le decía a alguien, sus Jinns destruirían mi vida”.

“En un año fui violado tres veces. Nadie de mi entorno supo lo que pasó. Tenía mucho miedo de hablarlo con alguien. De alguna manera, sabía que había quedado atrapado”.

El estigma

Akram no quiere revelar su nombre por temor a ser estigmatizado.

«Me tomó 14 años darme cuenta que no fue mi error y que no había razón por la cual no debiera hablar sobre esto», le dijo el joven a la BBC 

Y es que como le sucedió a él, muchas víctimas sufren en absoluto silencio por temor a ser señalados.

Por eso, muchos casos nunca llegan a ser reportados.

“Es muy lamentable que nadie de mi familia, de mis parientes, de mis amigos o mis maestros en la escuela se dieran cuenta de que algo me estaba pasando”, dice.

“Me tomó 14 años darme cuenta de que no fue mi error y que no había razón por la cual no debiera hablar sobre esto”.

“Después de 14 años, un día escuché a un policía decir por televisión que si alguien había sido abusado por este sanador espiritual, que por favor denunciara”.

“En ese momento es que me di cuenta que había otros casos en contra de la misma persona”.

El rol masculino

“La sociedad nos ha dictado normas para los hombres, de la misma manera que lo ha hecho para las mujeres. Hay mucho estigma y tabú alrededor del abuso sexual de hombres. Las reglas del género masculino indican, desde muy temprana edad, que los hombres tienen que ser dominantes, fuertes, independientes y no víctimas”, señala la psicóloga Ufra Mir.

Decenas de movilizaciones se han llevado a cabo en India para luchar contra los abusos sexuales a menores de edad | AFP

“La sociedad cuestiona la masculinidad de un hombre si ha pasado por un abuso y lo etiqueta como ‘no masculino’”, indica la experta.

En 2002, la Organización Mundial de la Salud identificó la violencia sexual contra los niños y hombres como un problema significativo que ha sido en gran parte descuidado.

«Existe una renuencia general a hablar sobre el abuso sexual infantil, especialmente si la víctima es un varón. Por eso, todos los días, muchos de estos casos no se denuncian», explica Hakim Yasir Abbas, profesor de Derecho de la Universidad de Cachemira.

El gobierno de India introdujo la pena de muerte a quien viole a un menor de 12 años.

El hombre con quien conversó la BBC ha emprendido, junto a otras víctimas, una batalla legal contra el predicador.

Tras su terrible experiencia, Akram se convirtió en un activista por los derechos de los niños y no sólo busca leyes más duras contra los abusos sino mayor educación para que los menores de edad no tengan miedo de hablar.

Fuente: http://www.el-nacional.com/noticias/bbc-mundo/tragedia-los-ninos-victimas-abusos-sexuales-india_236858

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Foto: Ruth Fremson / The New York Times.

Una bicicleta, pasaporte para que las niñas en India sigan estudiando

Asia/India/24 Mayo 2018/Fuente: Europa press

Algo tan simple como una bicicleta se ha convertido en el pasaporte para que algunas chicas en Anantapur, en el estado indio de Andhra Pradesh, continúen sus estudios. Gracias a la Fundación Vicente Ferrer (FVF), más de 14.000 niñas, en general de unos 13 o 14 años, han recibido una bicicleta, lo que les permite llegar más rápido y de forma más segura a sus escuelas.

«Los padres tienen miedo de enviar a sus hijas a la escuela», reconoce a Europa Press el director de programas de la FVF, Moncho Ferrer. En la zona en la que trabaja la ONG, «todos los pueblos tienen escuela primaria» por lo que «es fácil convencer a las familias de enviar a las niñas a clase».

Pero la cosa se complica en la educación secundaria, pues lo normal es que haya un centro para varios pueblos y que haya que desplazarse. «Ahí es donde empieza a caer el número de niñas que siguen estudiando y en educación superior hay que ir mucho más lejos por lo que hay menos chicas», subraya.

             FVF

En la FVF, la educación es uno de los pilares de su trabajo, por lo que en 2004-2005 se puso en marcha el programa de bicicletas, que hasta la fecha ha repartido 18.729 de ellas, incluidas 4.472 a niños y 14.257 a niñas. Los resultados les han dado la razón. «Hemos observado que las bicicletas son muy útiles para garantizar la continuidad de los jóvenes en los estudios, sobre todo las chicas», explica a Europa Press el director del sector Educación en la FVF, Chandrasekhara Naidu.

Además, añade, «mejora su seguridad, salud, integración social y gestión de tiempo». Al poder ir juntas, las chicas se sienten más seguras en sus desplazamientos a la escuela, tardan menos, lo que les deja tiempo para ayudar en las tareas de casa o para hacer sus deberes, y les ayuda a relacionarse.

FALTA DE TRANSPORTE PÚBLICO

Pero ¿por qué bicicletas y no otro medio de transporte público? Básicamente, explica Naidu, porque Anantapur es una zona rural en la que apenas existen medios de transporte y los que hay, en general los ‘autoricksaw’, tienen poca capacidad, aunque suelen ir sobrecargados, y carecen de horarios y recorridos precisos, lo que impide a los estudiantes llegar a la hora a clase.

«Las chicas suelen sentirse incómodas al tener que compartir el vehículo con tanta gente, sienten vergüenza y no es seguro», subraya el responsable de la FVF. A esto se suma el que «el precio por trayecto oscila entre las 20-25 rupias, una cantidad que no todas las familias pueden o quieren afrontar», puntualiza.

             FVF

«Con un elemento tan simple como una bicicleta las chicas pueden ir a la escuela sin depender de un medio de transporte externo, con total seguridad, y volver a casa temprano, antes de que anochezca, lo que les deja más tiempo para estudiar, hacer los deberes y ayudar en casa», resume el responsable de Educación de la fundación.

«NO TENÍA FUERZAS PARA HACER LOS DEBERES»

Pushpa tiene 15 años, estudia décimo curso y cuenta con una bicicleta de la FVF desde hace dos cursos. «Antes me tenía que levantar muy temprano para llegar al colegio», recuerda. Tardaba hora y media en llegar a clase, llegaba tarde y cuando volvía a casa, también muy tarde, estaba tan cansada que «no tenía fuerzas para hacer los deberes», precisa.

Ahora, con su ‘bici’ solo tarda media hora en llegar a la escuela, llega puntual y por las tardes tiene tiempo de hacer los deberes, ayudar a su madre a preparar la cena o con las tareas del hogar. Además, antes los días de lluvia suponían que Pushpa se quedara en casa, ya que los caminos quedaban embarrados y le daba miedo encontrarse con serpientes o escorpiones.

Otro valor añadido para Pushpa es que a diario va con otros quince niños y niñas de su aldea juntos en bicicleta al colegio y «es muy divertido». Tener más tiempo para hacer sus deberes o para ir a clases de refuerzo ha dado sus frutos: «mis notas han mejorado», cuenta la adolescente que tiene un objetivo claro, «ser maestra».

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Los profesores también han detectado que «gracias al reparto de bicicletas, los alumnos están más cohesionados y se ayudan entre ellos cuando a alguno se le estropea su bicicleta o se le pincha la rueda». «Se ayudan independientemente de la casta o el sexo, y eso no es fácil» en India, resalta Naidu.

La entrega de las bicicletas también contribuye a aumentar la confianza de los padres en sus hijos y su apoyo a que continúen con sus estudios. «Se siente aliviados» porque saben que ahora podrán ir y volver de la escuela de forma segura, especialmente aquellos que tienen hijas que viven «con miedo» ante la posibilidad de que les pueda ocurrir algo cuando regresan a casa por las tardes y recorrer los 3 o 4 kilómetros de distancia que tienen algunas de ellas de sus centros educativos, añade el responsable de la FVF.

DERECHO A LA EDUCACIÓN

«El derecho a la educación es fundamental y un pilar básico para el progreso e integración en la sociedad», resalta Naidu. En la zona en la que trabaja, la FVF ha conseguido lograr el abandono escolar cero en educación primaria y ahora se ha fijado como meta alcanzar esa misma tasa en la educación secundaria.

«Las bicicletas las entregamos a los alumnos de sexto y séptimo curso, porque detectamos que eran los cursos en los que se producían la mayoría de los abandonos escolares», explica el responsable de la FVR, que resalta que aunque el beneficiario es un estudiante, en realidad toda la familia termina beneficiándose de la bicicleta.

«Cada bicicleta tiene un coste de entre 3.500-3.700 rupias (entre 43 y 47 euros), una cantidad que para una familia campesina que gana de media 100 rupias a la semana sería inasumible», reconoce, por eso «la respuesta por parte de los padres de los estudiantes es siempre positiva».

Fuente: http://www.europapress.es/internacional/noticia-bicicleta-pasaporte-seguir-estudiando-ninas-india-20180519093435.html

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