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México: Prepa 19, saludable y libre de caries

El director de la preparatoria, José de Jesús Ramírez Flores, informó que obtuvieron la certificación a partir de las acciones preventivas y de atención de primer nivel en las áreas médica, odontológica, nutricional, psicológica y de salud ambiental, por lo que el plantel también fue declarado como escuela saludable y libre de caries.

Cabe mencionar que la escuela construyó el Centro Integral de Vida Saludable (Civis), instalaciones donde los alumnos reciben atención a su salud en las diferentes áreas. En la odontológica ha realizado más de 700 intervenciones, y más de mil 300 alumnos del plantel recibieron consultas en medicina general. En este trabajo participan dos médicos, dos psicólogos y personal de nutrición.

«La idea del Civis y de tener médicos en nuestra escuela no es reemplazar la labor de las instituciones de salud, sino que tengan los servicios a la mano. El centro de salud está distante, el IMSS (clínica del Instituto Mexicano del Seguro Social) hasta la cabecera de Zapopan. Tener estos servicios en la escuela ofrece la oportunidad de tener atención inmediata», refirió el director.

Añadió que en coordinación con diversas instancias del sector salud, han trabajado en concientizar a la población sobre la importancia en los cuidados y prevención de accidentes y conductas de riesgo. “Lo más importante es generar una cultura de prevención en una edad en la que el joven siente que no necesita apoyos y que todo lo puede resolver”.

La placa

Durante la develación de la placa de Escuela Promotora de la Salud, el director del plantel agradeció a las instituciones que han  colaborado con el programa. Participaron en el acto Clodoaldo Morán Ruesga, director del Centro Dental Infantil de la Secretaría de Salud, y José Raúl Alonso García, director de Participación Social.

Tomado de: http://www.ntrguadalajara.com/post.php?id_nota=41000

 

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Brasil: Por que o governo interino não fla sobre o PNE?

Representantes de organizações e movimentos educacionais comentam a importância de reforçar, mais do que nunca, o cumprimento do Plano Nacional de Educação

São muitas as críticas feitas ao governo do presidente interino Michel Temer, no comando há menos de um mês. A extinção de ministérios importantes, como os da Cultura (recriado após manifestações da classe artística), das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, a falta de diversidade entre o grupo ministerial e as quedas e primeiras declarações de alguns ministros interinos são alguns dos pontos polêmicos que tem abalado o governo desde o afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff, no dia 11 de maio.

Na área de Educação não foi diferente. O fato de o ministro ter recebido representantes do projetoEscola sem Partido e ainda não ter dialogado com as entidades do setor educacional gerou muitas críticas na semana passada. Para os movimentos, entidades e organizações educacionais, também chama a atenção o fato de o governo interino não ter feito referências ou mencionado em seu plano de governo “Uma Ponte para o Futuro” e em suas falas o Plano Nacional de Educação (lei nº 13.005/2014). “O PNE é uma oportunidade incrível pra ser um compromisso perene em um momento de muita turbulência”, defende Patrícia Lacerda, gerente de Educação, Arte e Cultura do Instituto C&A.

Um Plano de Estado com participação popular

Sancionado no dia 24 de junho de 2014 pela presidenta Dilma Rousseff, o PNE foi fruto de um longo e histórico processo de construção participativa, que durou três anos e meio e delimitou 20 metas que devem ser alcançadas para a melhoria da qualidade da Educação brasileira nos próximos 10 anos. “Esse PNE tem uma marca muito singular, que foi a articulação produzida entre a sociedade civil organizada e o governo para, primeiro, a realização das Conaes (2010 e 2014), e, depois, a elaboração de um Plano que expressasse esses anseios dos diferentes movimentos sociais – do campo, da educação, da ciência, da tecnologia. Ele tem metas e estratégias que são fruto dessa interação”, diz João Ferreira de Oliveira, presidente da Anpae (Associação Nacional de Política e Administração da Educação). 

No dia 17 de maio, a Anpae, junto com outras entidades nacionais de Educação, divulgou um manifesto contra as medidas tomadas pelo atual presidente interino Michel Temer e sinalizando a importância do Plano. “Quando o governo interino não se manifesta sobre o PNE, ele sinaliza que não quer se comprometer com o nível de articulação e diálogo que tinha sido construído durante a aprovação desse Plano”, esclarece.

Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, lembra que mesmo o governo da presidenta Dilma Rousseff não chegou a dar o devido reconhecimento ao PNE, ainda que o lema do seu último governo tenha sido “Brasil, pátria educadora”. “Desde que Dilma assumiu o segundo mandato até quando ela foi afastada pelo Senado, ela só mencionou o Plano em cinco discursos – quatro no período mais recente. Os governantes no Brasil não têm a compreensão que o Plano é um Plano de Estado, maior que o governo”, explica.

Por ser um Plano de Estado, o PNE deve ser a política norteadora dos planos de governo e das políticas especificas em Educação, um compromisso com a nação. Muitas de suas atuais metas já estavam presentes no primeiro Plano Nacional de Educação, que acabou não sendo encaminhado durante o seu período de duração (2001 a 2010). A preocupação dos especialistas é que, com o governo interino, o atual PNE também acabe seguindo pelo mesmo caminho, se tornando um “plano de gaveta”. “Este PNE, com dois anos, já implementou mais coisas que o anterior, que tinha dez. Isso nos deixa otimistas. Mas resta saber se o governo interino vai ter uma atuação sobre o PNE como política de estado ou se ele vai se impor e não dar continuidade ao processo”, diz Heleno Araújo, coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE).

Metas ameaçadas

Além de submencionar o PNE, o governo interino aponta para a Desvinculação de Receitas da União (DRU) como uma das medidas para cobrir o déficit orçamentário e contornar a crise financeira do país. A Constituição brasileira prevê que o governo federal é obrigado a gastar um mínimo do orçamento com algumas áreas, entre elas Educação e Saúde. Acabar com essas vinculações constitucionais (que garantem 18% dos impostos arrecadados pela União para a Educação) inviabilizaria ainda mais a implantação do PNE. “É uma forma de pensar a educação apenas com o viés de que é um custo, e não um investimento. A educação tem que ser prioridade não porque é um slogan de um ou outro governo, mas porque o Brasil tem sérios déficits nessa área, e não vai avançar pra lugar nenhum se ela não for priorizada”, diz Patrícia.

Os especialistas apontam o financiamento da Educação, o Sistema Nacional de Educação (SNE) e a Base Nacional Curricular Comum como algumas das metas que já estão sendo discutidas atualmente e que não podem ter seus processos de construção e implementação interrompidos pelo governo interino. “Os 10% do PIB pra Educação e o CAQi são fundamentais para viabilizar inclusive o SNE, porque a responsabilidade da Educação Infantil, do Fundamental e do Médio é sobretudo dos municípios e estados”, diz João Ferreira. “São etapas que, se não forem cumpridas dentro do prazo, há um prejuízo de todo o conjunto do PNE”, diz Heleno Araújo, coordenador do FNE.

Para Analise da Silva, representante do Fóruns de EJA do Brasil no FNE, há uma preocupação com qual visão de Educação está sendo defendida: “precisamos olhar também para a gestão democrática e quem são os sujeitos de direito da Educação para o governo interino. Michel Temer trabalha com a lógica da meritocracia e é preciso defender os direitos humanos, a laicidade da escola e as medidas que procuram emancipar as pessoas, e não manter a estrutura atual”.

Eleições municipais e os planos de educação

As desvinculações afetam também a execução dos planos municipais e estaduais de Educação, já que diminuiriam o repasse do governo federal. No caso dos municípios, por exemplo, as cobranças na Educação Infantil, com a necessidade de aumento das matrículas na creche, é um ponto sensível que precisará ser trabalhado pela gestão atual – e os candidatos, já que as eleições municipais ocorrem esse ano. “Os prefeitos e candidatos seguramente vão prometer a expansão das matrículas. Mas isso será bastante dramático, pois com a restrição de verba eles não vão poder cumprir o que prometem”, explica Daniel Cara.

Para além da questão dos recursos, o governo federal também tem um papel indutor muito forte. Um exemplo dessa força é a aprovação dos planos de educação nos estados e municípios, que foi estimulado tanto pelo prazo previsto no PNE como pelas consultorias e apoios oferecidos pelo governo federal durante esse processo. “Hoje, praticamente todos os estados e municípios têm os seus planos de educação aprovados, e esses Planos precisam estar articulados com o PNE pra avançar”, explica João.

“Se o governo federal não dá a importância devida ao PNE, ele está deixando de exercer a sua força indutora para os planos de municípios, fragilizando esses planos na ponta”, esclarece Patrícia.

Unir as forças, ocupar espaços, ir pra rua

Ainda que o processo de construção dos planos tenha sido feito de forma participativa – ou justamente por causa disso -, ele foi turbulento, cheio de divergências e enfrentamentos. Mas, por mais que ele tenha deixado a desejar em algumas bandeiras defendidas por diferentes segmentos, para muitos dos entrevistados, é preciso que os movimentos e organizações se unam em torno de pontos em comum, em prol da defesa do PNE. “Os movimentos da sociedade civil organizada precisam de alguma forma se juntar, porque agora não tem mais motivo pra aceitar que uma política seja imposta de cima pra baixo. Vamos ter que ir pra rua!”, pontua Analise da Silva.

Para que a participação popular continue ocupando esse importante espaço de interlocução com o governo, é preciso ocupar espaços e se fazer presente em todas as instâncias, por meio de mobilizações, congressos, reuniões, debates, participação em conselhos etc. “Estamos procurando ocupar todos os espaços de debate, garantindo as conquistas”, diz Sumika Freitas, do Movimento Interfóruns da Educação Infantil do Brasil (MIEIB).

Na agenda de trabalho do FNE, por exemplo, estão planejados grupos de trabalho temporários com a perspectiva de atender algumas das metas e regulamentações do PNE, como a Base Nacional Curricular Comum (com a realização de um seminário entre junho e julho), o Plano de Carreira para os profissionais de Educação e o Sistema Nacional de Educação. “Estamos com uma equipe técnica pra continuar o trabalho de criação e fortalecimento dos Fóruns como instrumento de avaliação e monitoramento permanente dos planos. O FNE é o órgão de estado que, independente de quem esteja no governo, tem que ser respeitado”, defende Heleno.

Para João Ferreira, é uma questão de alinhar a visão sobre qual Educação queremos e manter, assim, a discussão e a execução do PNE com a participação de todos: “a Educação é uma coisa ligada ao governo, mas é sobretudo da sociedade. Não se toca a educação sem o envolvimento da sociedade. Governos mais afinados, mais abertos ao diálogo com a sociedade certamente avançarão muito mais do que aqueles que assumem uma perspectiva de imposição de políticas que não vão ter aceitação da sociedade civil organizada”.

O recado vale não só para esse governo, mas também para as próximas gestões: “qualquer governo, até 2024, não pode, de forma alguma, fazer políticas que não sejam orientadas pelo Plano de Educação. Cabe à sociedade, à imprensa, aos movimentos, fazer com o que o plano ganhe a centralidade que necessita e merece”, diz Daniel.

Reportagem: Stephanie Kim Abe

Foto:  Geltimarino II/Wikimedia Commons

Fonte: De Olho nos Planos

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Famoso campamento de refugiados camboyanos reabre como centro educativo

Acnur/03 de junio de 2016/Por Vivian Tan, en Sa Kaeo, Tailandia.

Un famoso antiguo campamento de refugiados, que albergó a decenas de miles de camboyanos durante más de una década, ha reabierto como centro educativo y ahora da a conocer lo que fue la respuesta humanitaria a la crisis de refugiados de Indochina.

El campamento de Khao I Dang abrió en 1979 luego de la caída de los Khmer Rojos,y se convirtió en uno de los campamentos de refugiados más duraderos en la frontera entre Camboya y Tailandia. En su apogeo, este enorme recinto de bambú y casas de paja albergó a casi 140.000 refugiados. Cerró en 1993.

Inaugurado el lunes (30 de mayo), el Centro Educativo sobre la historia de Khao I Dang usa fotografías, videos y texto para rendirle tributo a un lugar importante en el éxodo camboyano, el cual es un símbolo eterno de la respuesta humanitaria internacional ante la crisis.

“Khao I Dang es un recuerdo conmovedor de la hospitalidad tailandesa y de la responsabilidad compartida de la comunidad internacional en el apogeo de la crisis de refugiados de Indochina”, dijo James Lynch, el Representante Regional del ACNUR en el Sudeste Asiático.

“Al trabajar con instituciones gubernamentales, agencias hermanas de la ONU y ONG, pudimos ayudar a los refugiados a reconstruir sus vidas luego de las penurias que tuvieron que soportar”, añadió.

La Agencia de la ONU para los Refugiados administró el campamento de Khao I Dang durante 14 años junto con las autoridades tailandesas. Se encargaban de la construcción, logística, alimentos, agua y protección. Más de 30 agencias voluntarias, incluyendo al Comité Internacional de la Cruz Roja, al Comité Internacional de Rescate, al Comité para Refugiados de los Estados Unidos y SOS and Care suministraron atención médica, educación, capacitación técnica y otros servicios.

© ACNUR/ Vivian Tan

© ACNUR/ Vivian Tan
Una exposición en el centro educativo de Khao I Dang muestra la respuesta humanitaria internacional ante el éxodo camboyano que comenzó en los años 70.

Aproximadamente 200.000 refugiados pasaron por el campamento –algunos de ellos volvieron a Camboya cuando la situación mejoró, mientras que otros se reubicaron en otros países como Australia, Francia y Estados Unidos.

Actualmente una tranquila laguna y un bosque cubren el área donde se extendían las chozas por más de 2,3 kilómetros cuadrados, a la sombra de la montaña I Dang. El nuevo centro está respaldado por el Departamento Forestal de Tailandia, el cual administra el sitio actual, como también lo hacen el ACNUR y el CICR.

Además de una exposición, también hay señales alrededor del recinto que marcan el antiguo sitio del hospital quirúrgico del CICR y una réplica parcialmente completa del templo de Angkor Wat de Camboya, la cual fue abandonada cuando el artista Yary Livan regresó a Camboya en 1992. Luego se mudó a los Estados Unidos, donde fue premiado por el presidente Barack Obama con la beca del Fondo Nacional para las Artes en el año 2015.

“Sabía acerca de los refugiados, y a veces escuchábamos disparos que provenían de la frontera”, dijo el gobernador de Sa Kaeo, Phakharathon Thianchai, quien habló en la ceremonia inaugural, y que era tan solo un estudiante de 17 años cuando el campamento abrió sus puertas.

“Aunque pasaron más de 30 años, aún estoy impresionado por el apoyo y el compromiso de la respuesta humanitaria. Espero que podamos transformar este lugar en un centro turístico ecológico que atraiga a los jóvenes que quieran aprender sobre la crisis de refugiados y cómo diferentes actores trabajaron juntos para resolverla”, añadió.

Tailandia ha recibido más de un millón de refugiados de la región desde mediados de los años 70. Unos 106.000 refugiados de Myanmar viven actualmente en nueve campamentos que se extienden por la frontera entre Tailandia y Myanmar.

Gracias al Voluntario en Línea Ignacio Mogni por el apoyo ofrecido con la traducción del inglés de este texto. 

Tomado de: http://www.acnur.org/t3/noticias/noticia/famoso-campamento-de-refugiados-camboyanos-reabre-como-centro-educativo/

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Madre a los 15 y abuela a los 30, el drama del embarazo adolescente en Venezuela

Venezuela/02 junio 2016/Autor:Maidolis Ramones/Fuente:Panorama

Hace dos años, Estefany González, hoy de 15, jugaba con una muñeca Barbie roquera que le regalaron unos tíos. Hoy, espera una consulta en el área de Planificación Familiar del Hospital de Niños de Maracaibo con un bebé en brazos.

“Mi muñeca se llamaba Rosi. Era mi mejor amiga. Yo hablaba con ella, pero me enamoré y mi confidente pasó a ser mi novio (otro adolescente de 16 años). Cuando salí embarazada estaba en cuarto año de bachillerato. Soñaba con ser docente, ahora no creo que lo logre. Dejé los estudios y, para colmo, él (su novio) dice que no está seguro de que mi bebé sea suyo y eso que yo era virgen cuando me entregué”, nos dijo Estefany, la niña-madre con un notable dejo de tristeza en su rostro.

Quien piense que el caso de Estefany se reduce a un puñado o docena de casos más está muy alejado de la realidad. Venezuela tiene una de las tasas más altas de embarazos en adolescentes de América Latina y el Caribe con 101 nacimientos por cada 1.000 mujeres de 15 a 19 años de edad, de acuerdo con un estudio realizado por el Fondo de Población de las Naciones Unidas (Unfpa).

Ignorancia, curiosidad, una cultura disfuncional, sexo como tema tabú en el hogar y ausencia de un plan efectivo de prevención por parte de las autoridades figuran entre las primeras causas de esta realidad, de acuerdo con José Oberto, gineco-obstetra del Hospital Chiquinquirá y excoordinador de la zona occidente del hoy extinto Centro Latinoamericano Salud y Mujer.

“La cultura tiene mucho peso. Son esquemas que se repiten. Por ejemplo, acá en el hospital tenemos un caso de una mujer que fue madre a los 15 años, abuela a los 30 y bisabuela ahora que tiene 45. Por otro lado está el machismo. No solo se le puede señalar a la adolescente. Los padres de los varones incentivan a sus hijos a iniciarse en el sexo. Hay un refrán que tienen: ‘Recojan a sus gallinas porque mi gallo anda suelto’. Eso es absurdo e irresponsable. Otra cosa es que muchas niñas creen que con un hijo van a amarrar a un hombre y eso no es así, a muchos hombres, sencillamente, le hieden los niños”, señaló Oberto.

Nubia Laguna, coordinadora técnica de la Asociación Civil Niña Madre, especifica que la adolescencia no es una edad para establecer relaciones sexuales sin antes haber recibido la formación y la educación necesarias. Para su concepto, la iniciación sexual va más allá de la edad cronológica; es un asunto íntimamente personal que debe estar apegado a la madurez.

“Hasta el 80% de nuestros jóvenes y adolescentes en los liceos tienen relaciones sexuales. Ellos deben recibir información y orientación para que estos actos sean responsables y no solo estén protegidos de un embarazo no planificado, sino también de infecciones de transmisión sexual”, dijo.

Datos de Min-Salud indican que 50% de los embarazos en Venezuela no es planificado.

Otra terrible realidad que se suma al embarazo precoz es el aborto clandestino. “Yo por lo menos tuve a mi hijo, así me juzguen hasta mis padres, pero una amiga del liceo me dijo: ‘Creo que estoy embarazada amiga y lo voy a abortar’. Y lo hizo”, relató Estefany González.

Aunque es ilegal en Venezuela, el aborto inducido también es una realidad. Clínicas clandestinas se prestan para ello y cobran hasta 70 mil bolívares por interrupciones de embarazo y las pastillas abortivas se venden como “pan caliente” en el casco central de Maracaibo y por internet.

Dadas las condiciones de insalubridad en que se producen, los abortos clandestinos generan otro problema: el aumento de la mortalidad materna. Un promedio de 73 madres mueren por cada 100.000 nacidos vivos y al menos 13 de los 24 estados que conforman el país superan el promedio nacional en 80 por cada 100.000 nacimientos.

En Venezuela, el índice de embarazos no deseados asciende a 55,3% de los casos de paternidad en adolescentes, según datos del estudio Diagnóstico de los factores generadores del embarazo a edad temprana y en adolescentes, realizado por el Instituto Autónomo Consejo Nacional de Derechos de Niños, Niñas y Adolescentes (Idenna).

Esta misma investigación reveló que 13% de los embarazos adolescentes terminan en aborto. El embarazo precoz, como se dijo, ubica al país con una de las mayores tasas en toda Latinoamérica y el Caribe, superado solo por Nicaragua y Honduras, según la Organización Mundial de la Salud (OMS) y el Unfpa.

De acuerdo con Anuario de Mortalidad del Ministerio de Salud, el aborto es la tercera causa de de mortalidad materna en Venezuela.

Humberto Acosta, quien lidera la fundación Nosotras Elegimos, señala que las cifras de la OMS indican que en nuestro país una de cada cinco jóvenes ha tenido un embarazo no planificado en los primeros cinco meses de relación antes de los 20 años. 

Durante la 69° Asamblea General de la ONU, el organismo solicitó a Venezuela la revisión y modificación de la ley del aborto vigente en el país, permitiendo la interrupción del embarazo, así como excepciones adicionales, como los embarazos producto de violación e incesto, lo que de acuerdo con la ONU minimizaría los índices de mortalidad entre adolescentes.

La ONU completó su informe afirmando que el organismo estaba alarmado “por la falta de acceso a procedimientos de aborto seguro a causa de la restrictiva ley y la carencia de información sobre el impacto de los programas para reducir estos embarazos”.

A pesar de esto, los artículos 430 y 431 del Código Penal venezolano continúan tipificando el aborto como delito. Los artículos penalizan tanto a la mujer que abortare intencionalmente como al practicante.

“No se poseen estadísticas reales de abortos producidos, ya que en la mayoría de los casos la mujer que abortó o ha escondido el embarazo o explica que fue una causa natural. Sin embargo, el síndrome postaborto se puede presentar hasta diez años luego de haberlo provocado. En reiteradas ocasiones las personas, aunque afectadas psicológicamente, no están conscientes de que lo sufren. Sun síntomas son similares al estrés postraumático, como depresión, culpa, tristeza, irritabilidad, llanto excesivo y sin aparente razón, pesadillas, tendencias suicidas y desequilibrio emocional”, explicaron los coordinadores del Proyecto Esperanza, Eneida de Figueroa y Juan Ramón Figueroa.

 El especialista Enrique Álvarez asegura que “tenemos gestantes con trastornos hipertensivos (que es una de las primeras causas de mortalidad en las mujeres y de prematuridad en el neonato); falla de nutrientes que pueden conducir a una osteopenia o una osteoporosis temprana, caída del cabello, infecciones, dificultades visuales y caries, entre otros riesgos”.

Los estudios señalan que aunque el 90% de los adolescentes conoce los métodos anticonceptivos, sólo el 10% los utiliza, y si es que los consiguen en las farmacias, por la escasez. 

Para Freddy Ceballos, presidente de la Federación Farmacéutica Venezolana (Fefarven), el control de los embarazos no deseados en el país es una misión cuesta arriba que va en peligro de desaparecer desde que, en el segundo semestre de 2014,  comenzaron a escasear los métodos anticonceptivos  en las farmacias, hasta llegar a un índice que actualmente oscila entre el 85% y el 90% de desabastecimiento, en lo que va de 2016.

En el 2000, 189 países miembros de Naciones Unidas, entre estos Venezuela, acordaron cumplir con los Objetivos de Desarrollo del Milenio, entre los que destacaban haber disminuido, antes de 2015, el 75% de la mortalidad materna y el embarazo adolescente. Hasta ahora, misión no cumplida.

“El embarazo en adolescentes no es cosa nueva. Nuestras abuelas parían desde los 15 años y ya para los 19 tenían varios muchachos”, dice el gineco-obstetra”, José Oberto. Pero los tiempos han cambiado. Antes las mujeres nacían con prácticamente la única misión de ser madres y amas de casa. Hoy, juegan un rol clave en la sociedad y un embarazo precoz puede paralizar prioridades como estudios y proyecto de vida.

Por ello, quizá, nuestra joven madre entrevistada, Estefany González, nunca logre su sueño de ser maestra. Pero puede que sí lo consiga, su empeño y apoyo de quienes le rodean será determinante para su presente y futuro, así como el de la criatura.

Una esperanza es el Plan Andino para la Prevención del Embarazo Adolescente (Planea), implementado por las Naciones Unidas,  que busca dar retroceso a esta alarmante situación, mientras tanto, de acuerdo con los estudios, cada tres minutos seguirá quedando una adolescente embarazada en Venezuela.

Fuente:

http://www.panorama.com.ve/experienciapanorama/Madre-a-los-15-y-abuela-a-los-30-el-drama-del-embarazo-adolescente-en-Venezuela–20160531-0029.html

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Brasil: mujeres protestaron en el Congreso contra la “cultura de la violación”

Brasil/02 junio 2016/Fuente: Nodal

Mulheres protestam no Congresso Nacional contra cultura do estupro

Um grupo de mulheres fez um protesto ontem (31) no Congresso Nacional contra a cultura do estupro. Com cartazes e faixas com os dizeres “Nenhuma mulher merece ser estuprada”, “Mexeu com uma, mexeu com todas e “Pelo fim da cultura do estupro”, as manifestantes procuraram chamar a atenção dos parlamentares para a importância do combate à violência e da sociedade para os constantes casos de abuso ocorridos no Brasil.

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) chamou atenção para o caso da adolescente estuprada por vários homens em uma casa no alto do morro São José Operário, na zona oeste do Rio, há cerca de 10 dias. “Aquele estupro coletivo é algo que nos envergonha, a imagem do Brasil no mundo todo está manchada. Estamos aqui indignadas, querendo solução no que diz respeito à integridade física e psicológica das mulheres brasileiras”, afirmou a deputada, em discurso logo após a entrada das manifestantes no plenário da Câmara para abrir uma faixa em protesto contra a cultura do estupro.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou alguns projetos em tramitação na Câmara, por considerar que atentam contra os direitos das mulheres. Maria do Rosário citou o que trata do Estatuto do Nascituro, que visa proibir o aborto em todos os casos, inclusive nos de estupro e de risco de vida para a mulher. “A Câmara tem que estar aberta para as mulheres, porque tramitam projetos de lei que são extremamente nocivos para as mulheres”, afirmou a deputada.

Maria do Rosário lembrou a importância de se garantir atendimento adequado às vítimas de violência sexual. “No Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é vítima de violência sexual. Estamos diante de uma epidemia de estupros, de violência sexual. É preciso assegurar atendimento hospitalar, medicação adequada com antirretroviral, medicamentos para doenças sexualmente transmissíveis”, acrescentou.

O protesto começou no Salão Azul do Senado e de lá o grupo se dirigiu ao Salão Verde da Câmara. Inicialmente, o grupo, formado por parlamentares, funcionárias e integrantes de movimentos feministas tentou entrar no plenário, mas foi impedido pelos seguranças da Casa. Após negociação, as mulheres conseguiram entrar. “Este é um protesto pacífico, de muitas mulheres e muitos homens contra a violência, e o Parlamento brasileiro não pode dar esse exemplo de truculência ao Brasil”, disse a senadora Vanessa Gazziontin (PCdoB-AM).

Os manifestantes protestaram também no plenário do Senado, onde pediram ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que coloque em votação o Projeto de Lei do Senado (PLS) 618/2015, que agrava a pena para estupro coletivo. Renan disse ao grupo que colocaria em votação a urgência do projeto.

“Basta de tanta violência, machismo e desrespeito às mulheres do país. Queremos que o Poder Legislativo, o Executivo e o Judiciário nos tratem com o devido respeito, com o devido direito, pois somos cidadãs brasileiras”, afirmou Erundina.

Fuente:

Brasil: mujeres protestaron en el Congreso contra la “cultura de la violación”

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El Salvador: Padres: alertas al fracaso escolar

El Salvador/01 junio 2016/Autor: Fátima Escobar/Fuente:La Prensa Gráfica

La familia es un pilar esencial para el crecimiento psicológico, social y emocional del menor. Apoyarlo en sus estudios, debe ser prioridad. Recuerda que el año escolar aún no termina pero pueden brindarle la motivación necesaria.

Hay más de 700 mil niños, niñas y adolescentes en edad de escolarización primaria o secundaria básica que están fuera de la escuela. Y a éstos se suman unos 200 mil niños en edad de preescolar que no asisten a este nivel educativo, según un estudio realizado en centroámerica por UNICEF y CECC/SICA en 2013.

Es importante reconocer que el fracaso escolar no solo implica el abandono total de la escolaridad. En este problema también incide la repetición constante de grados educativos o incluso el decrecimiento notable en las calificaciones.

¿Qué se está haciendo mal? Las respuestas son múltiples, sin embargo se desencadena una problemática pilar: la familia. Es importante que este núcleo desempeñe el rol educador y motivador que le corresponde. Si un padre nota que a su hijo se le dificultan ciertas temáticas, se le puede ayudar por medio de la implementación de técnicas de memoria, lenguaje y creatividad.

A su vez, es esencial que los padres formen un sólido equipo con los profesores, dado que ellos también brindarán seguridad y motivación al menor. Sin embargo, si notas que el tutor no está en dispocisión de ayudarle a tu hijo, lo mejor será pensar en soluciones radicales como el cambio de centro educativo.

Fuente:
http://www.laprensagrafica.com/2016/05/19/padres-alertas-al-fracaso-escolar
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Tu hijo tiene sentido de la justicia a partir de los 4 años

España/01 junio 2016/Autor: Javier Sampedro/ Fuente: El País

¿Está el sentido de la justicia en la naturaleza humana, o es un producto sociocultural? La respuesta no es simple. Hay una parte más bien natural que se desarrolla espontáneamente en los niños de cuatro años de cualquier sociedad. Pero también hay otro componente que solo surge a los ocho años y que depende drásticamente del entorno cultural: se desarrolla mejor en los niños occidentales que en los de países en desarrollo. Una excepción notable es Uganda, que se agrupa con los primeros.

Son los resultados del primer estudio multicultural sobre el desarrollo del sentido de la justicia en los niños. Los psicólogos y antropólogos Peter Blake, de la Universidad de Boston; Katherine McAuliffe, de Yale y Harvard, y sus colegas de Salk Lake City, Columbia Británica y Nueva Escocia, en Canadá, y Dakar Fann, en Senegal, presentan la investigación en Nature.

Han analizado a 1.732 niños de 4 a 15 años de edad en siete sociedades de Canadá (angloparlantes de Antigonish, católicos), India (hablantes de Telugu de Andhra Pradesh, religión hindú), México (hablantes de maya de Xculoc, católicos), Perú (hablantes de español de San Pedro de Saño, católicos), Senegal (hablantes de wólof de Dakar, musulmanes), Uganda (hablantes de rutooro de Fort Portal, católicos y anglicanos) y Estados Unidos (angloparlantes de Boston, protestantes y católicos).

La forma de medir las dos partes del sentido de la justicia requiere alguna explicación técnica. El parámetro clave, muy consolidado en la psicología experimental, se llama “aversión a la injusticia” (inequity aversion), y se mide en dos tipos de experimento. En el primero, uno de los dos niños (o una de las dos niñas, nunca se mezclan sexos) tiene que aceptar o rechazar una distribución de recompensas obviamente injusta para él. Por ejemplo, a ti te toca una manzana, y al otro cuatro. Si lo rechazas, evitas la injusticia, pero pierdes tu manzana. Esta prueba mide la “aversión a la injusticia en desventaja”. Y este es el parámetro que se desarrolla espontáneamente en los niños de cuatro años, y en todas las sociedades.

El segundo experimento mide la “aversión a la injusticia en ventaja”. En este caso, a ti te tocan cuatro manzanas, y al otro una. Si lo rechazas, rechazas una situación injusta para el otro, y aun a costa de perder tus cuatro manzanas. Este es un grado superior, aparentemente altruista, de aversión a la injusticia. Y es el que solo se desarrolla alrededor de los ocho años, y preferentemente en las sociedades occidentales (Canadá y Estados Unidos), aunque también en Uganda. Los niños de India, México, Perú y Senegal no desarrollan este rasgo. Hasta aquí los datos.

Y a continuación el contexto. En primer lugar, hay que aclarar que las dos pruebas no cuantifican el egoísmo y el altruismo, respectivamente. En realidad, ambas representan una aversión a la injusticia, y tienen un sentido evolutivo en las especies sociales. La aversión a la injusticia en desventaja (la que se desarrolla a los cuatro años en todas las sociedades) implica un coste inmediato (pierdes tu única manzana), pero aporta beneficios a largo plazo: manda a los demás la señal de que no estás dispuesto a tolerar abusos similares. Y además impide que el otro se haga con beneficios excesivos. Es un rasgo que compartimos con los primates no humanos y otras especies sociales.

Por otro lado, el segundo rasgo, la aversión a la injusticia en desventaja, tampoco significa altruismo, pese a las apariencias. Es cierto que implica un sacrificio inmediato mayor (renuncias nada menos que a ¡cuatro manzanas!), pero manda una señal que puede ser muy útil a largo plazo en una especie social como la nuestra: quiere decir que eres un buen cooperador, alguien en quien se puede confiar en el futuro. Es hambre para hoy y pan para mañana. Y, por todo lo que saben los evolucionistas, parece ser un rasgo exclusivamente humano.

En cualquier caso, el primer rasgo parece estar (en buena parte) en la naturaleza humana, y es obvio que el segundo está más bien en la cultura. Sobre los fenómenos concretos del entorno que causan la diferencia entre sociedades –educación, insistencia de los padres en el comportamiento justo, ambiente con transacciones más frecuentes— solo cabe especular por el momento, y el lector es tan libre de hacerlo como los autores del trabajo. Muchos de estos detalles, eso sí, son susceptibles de investigación psicológica, y los científicos ya planean experimentos de seguimiento para intentar aclararlos. Habrá que estar al tanto.

Fuente:

http://elpais.com/elpais/2015/11/18/ciencia/1447852141_256429.html

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