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Brasil: Docentes da Ufsm relatam como o trabalho tem invadido a vida pessoal por meio do celular

A linha que separa o trabalho da vida pessoal fica cada vez mais tênue com o avanço dos dispositivos móveis. O telefone celular, inicialmente pensado para facilitar a comunicação, tem se tornado um dos principais responsáveis por afetar o equilíbrio entre as esferas profissional e pessoal. Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Ufsm), no Rio Grande do Sul, relatam que o trabalho frequentemente invade seu espaço pessoal, especialmente por meio do dispositivo.

“Muitas vezes, acabo usando o espaço de tempo pessoal para responder mensagens, porque há uma pressão para que seja feito de imediato. Infelizmente, se a pessoa demora um ou dois dias para responder, já é considerado um atraso. Tudo tem que ser resolvido na mesma hora”, afirma Andrea Cezne, professora do departamento de Direito da Ufsm.

Cezne conta ainda que a situação se agrava para quem ocupa cargos de gestão, pois o assédio institucional dificulta a separação entre trabalho e vida pessoal. “Dificilmente alguém tem coragem realmente de separar as duas esferas usando, por exemplo, um número de WhatsApp para o trabalho e outro pessoal. As pessoas que não aguentam esse tipo de intervenção, entre outras coisas, e saem de grupos do trabalho, etc, são vistas como problemáticas. E quem está na gestão e não suporta mais esses processos, acaba saindo dos cargos. Isso faz com que as questões nunca sejam realmente discutidas”, contou.

Liliana Ferreira, professora do departamento de Fundamentos da Educação da Ufsm, compartilha uma experiência similar. “Parece que é um contínuo dia de trabalho, porque, muitas vezes, domingo à noite, estou recebendo demandas. Durante a pandemia, os estudantes enviavam mensagens de madrugada, pedindo para conversar ou mesmo enviando tarefas. Com o tempo, você vai educando isso”, disse. A docente acrescenta que as mensagens de trabalho ocupam um grande espaço na sua hora de lazer. “Fim de semana, feriados, férias, parece que eles já não existem”, lamenta.

Os depoimentos das docentes mostram como dispositivos eletrônicos, especialmente os smartphones, abriram as portas das casas das professoras e dos professores para as demandas de trabalho. Essa invasão se intensificou com a popularização dos celulares, a sobrecarga de trabalho e os cortes de investimentos em infraestrutura e pessoal nas universidades. As fronteiras entre a vida profissional e pessoal, que já estavam se tornando difusas, foram praticamente eliminadas.

A ideia de que “quem está conectado à internet está em condições de trabalhar” se tornou predominante. Mesmo na ausência de supervisão direta, as e os docentes sentem a necessidade de responder rapidamente a e-mails ou mensagens nos aplicativos de mensagens instantâneas recebidas em horários impróprios. Esse cenário exige um exercício constante de autodisciplina para separar o tempo de trabalho do lazer e do convívio social.

Quando esse autogerenciamento falha, as consequências podem ser graves. O professor do departamento de Neuropsiquiatria da Ufsm, Maurício Hoffmann, alerta sobre o risco da Síndrome de Burnout. “O celular realmente invade o espaço pessoal, pois as pessoas podem te encontrar a qualquer momento, em qualquer lugar. Te mandam um e-mail ou um WhatsApp, e acham que você deve resolver na hora, e isso gera pressão. Dependendo do contexto, algumas pessoas podem desenvolver Burnout por causa disso”, explicou.

Pandemia
Embora as aulas presenciais na Ufsm tenham sido retomadas há mais de dois anos, após a interrupção causada pela pandemia de Covid-19, ainda persistem resquícios desse período que parecem ter se consolidado de maneira definitiva na prática docente.

Andrea Cezne conta que, durante a suspensão das aulas presenciais, existiu pressão para que as e os docentes rapidamente se adequassem ao uso das telas. “No meu caso, isso teve efeitos físicos e mentais na minha saúde, o que provocou uma situação que necessitou de um afastamento de 60 dias para ser resolvido. Mas pior ainda ficaram os colegas na coordenação, por exemplo. Porque além de terem que resolver sozinhos várias questões no sistema, ainda recebiam as demandas dos alunos e a pressão dos superiores”, relata a docente.

A pandemia funcionou como um agente normalizador do trabalho docente mediado por tecnologias digitais, principalmente devido ao baixo custo orçamentário. Essa hipótese é levantada pela docente Liliana Ferreira, que argumenta que a tecnologia se tornou uma forma econômica de gerenciar o trabalho docente. Atualmente, ela tem avançado para áreas que antes eram essencialmente presenciais, como as atividades em instituições de fomento à pesquisa, como FAPERGS, CNPq e Capes, além da participação na avaliação de instituições e cursos pelo Inep.

“A pandemia causou um grande estrago no modo de a gente viver […] Então, para além de todo o sofrimento que causou, das perdas que nós tivemos, tivemos também essa descoberta de que é muito mais fácil fazer um controle do nosso trabalho pela tecnologia do que propriamente gerando novos e bem aparelhados espaços presenciais de trabalho. Assim, a maior parte do nosso trabalho tem acontecido pela internet. Hoje, nós temos as aulas presenciais novamente, o que é um ganho, mas por outro lado também temos todo o atendimento feito à distância […] Então, com certeza a descoberta de que é muito mais viável, é vantajoso manter os professores em casa, na frente de uma tela para a realização desse trabalho, acabou onerando o nosso tempo”, analisa Liliana.

Mas e além do trabalho?
O aumento das jornadas de trabalho das professoras e dos professores, incitado pelo envio de demandas a celulares e e-mails e pela expectativa de respostas mesmo em momentos de lazer, tem contribuído para problemas de saúde na categoria docente. Paralelamente, especialmente em setembro, mês dedicado à promoção da saúde mental, surge um debate sobre a relação entre o aumento do uso de telas para fins recreativos e o crescimento dos transtornos psíquicos. Essa discussão abrange não apenas smartphones e tablets, mas também notebooks e TVs conectadas à internet. Diante do tempo já elevado que as e os docentes passam em frente a dispositivos digitais, surge a questão: quanto tempo sobra para o convívio social e quem realmente tem conquistado essa atenção?

Maurício Hoffmann, que também atende como psiquiatra, conta que suas e seus pacientes ficam 8 ou até 12 horas no celular. E então, ao chegarem ao consultório, acreditam ter déficit de atenção ou outro tipo de transtorno, mas, na verdade, o problema deles é o uso excessivo de telas.

“Tem gente que fica assim por questões de trabalho, mas alguns pacientes não. Então, essas pessoas que acabam se atrapalhando nesse momento de usar a tela, acabam desenvolvendo um tipo de transtorno aditivo. E parece, às vezes, que têm um déficit de atenção, parece que, às vezes, têm outra coisa, mas não. É só a pessoa realmente estar muito adita à tela, então a gente tem que fazer alguma intervenção”, pondera Hoffmann.

Ele reflete que hoje, com a tecnologia, gasta-se menos tempo lavando roupa, cozinhando e realizando outras tarefas de manutenção do ambiente doméstico. E o tempo livre que sobra, resultado de uma maior automatização do cotidiano, pode ser preenchido pelo uso do celular.

“E realmente […] esses dispositivos são feitos para manter a atenção da pessoa ali, para a gente poder consumir os produtos que estão vendendo, a propaganda, enfim. Então, isso é feito dessa forma. Mas as pessoas, normalmente, têm um mecanismo de autorregulação que elas cansam daquilo ali e vão fazer outra coisa. Algumas pessoas não, como qualquer questão aditiva que sempre teve”, explica.

Segundo Maurício Hoffmann, é possível estabelecer limites para reduzir o impacto negativo das telas em nosso cotidiano. Algumas dessas orientações incluem: bloquear determinados aplicativos durante o horário de trabalho; manter perfis separados no WhatsApp, um para uso profissional e outro pessoal; solicitar a ajuda do parceiro ou da parceira para se envolver na tarefa de diminuir o tempo de tela ou evitá-la em momentos específicos do dia; desligar o máximo possível de notificações, utilizando o celular apenas quando realmente necessário; e evitar o uso de qualquer tela de uma a duas horas antes de dormir, além de cuidar com o uso de luzes intensas, mesmo para leitura. Acesse a matéria completa aqui

Enquete Saúde Docente
O ANDES-SN iniciou, em setembro, a segunda etapa da Enquete Nacional “Condições de Trabalho e Saúde Docente”, voltada para docentes, na ativa, aposentadas e aposentados, do ensino superior e do ensino básico, técnico e tecnológico, que atuam nas universidades federais, estaduais e municipais, nos institutos federais e Cefets.

A nova etapa do levantamento busca traçar o perfil das e dos docentes, com base em critérios como autoidentificação de cor e raça, idade, identidade de gênero, tempo de docência, entre outros. Além disso, fará um levantamento sobre as condições de trabalho, a partir de eixos como Demandas, exigências e cotidiano profissional; Tempo de trabalho; Condições estruturais e Salariais; e Relações de Trabalho e Organização Sindical. As e os interessados têm até 19 de dezembro de 2024 para participar do levantamento. Acesse aqui o formulário.

Fonte: Sedufsm SSind, com edição e inclusão de conteúdo do ANDES-SN

https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/docentes-da-ufsm-relatam-como-o-trabalho-tem-invadido-a-vida-pessoal-por-meio-do-celular1

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Segunda Marcha Nacional Universitaria: “un fantasma recorre Argentina”

Por: Emilia Trabucco*

La segunda Marcha Universitaria -desde el inicio de la gestión de Javier Milei- convocada para este miércoles 2 de octubre en todo el país, se presenta nuevamente como una iniciativa que moviliza a la sociedad argentina en general, especialmente en un contexto de profundización del ajuste.

La crisis presupuestaria que atraviesan las universidades nacionales no sólo amenaza su funcionamiento, sino que también forma parte de una estrategia más amplia que busca mercantilizar la educación y disciplinar el pensamiento crítico. En este contexto, el papel de la universidad pública como un espacio de inclusión, producción de conocimiento y justicia social es clave para entender la importancia de esta nueva movilización.

El debate sobre el financiamiento de las universidades públicas refleja la tensión entre los intereses populares y las políticas de ataque a las clases trabajadoras del actual gobierno, quien recientemente anunció que vetará la Ley de Financiamiento Universitario aprobada por el Congreso. Esta ley buscaba actualizar las partidas presupuestarias de las universidades nacionales, garantizando su funcionamiento y los salarios de docentes y no docentes en función de la inflación, un problema que ha afectado profundamente a les trabajadores en general.

La oferta salarial del 5,8% que el gobierno recientemente presentó a los gremios en la antesala de la marcha ha sido rechazada por insuficiente, especialmente cuando se contrasta con los índices de pobreza y la inflación, que sitúan al 85% de les docentes y trabajadores universitarios bajo la línea de pobreza (CONADU, 2024). En este sentido, la lucha universitaria se entrelaza con otras luchas del sector laboral, que también enfrentan las consecuencias de la flexibilización y la precarización del trabajo, que se agudizarán con la reglamentación de la Reforma Laboral anunciada por Federio Sturzzenegger.

Ello se suma a la decisión del gobierno de suspender el Fondo Nacional de Incentivo Docente (FONID), un componente clave del salario docente, y ha paralizado las negociaciones de la Paritaria Nacional Docente.

Además, el gobierno ha impulsado la declaración de la educación como servicio esencial , lo que restringiría el derecho a huelga de los trabajadores del sector, en una clara violación de la Constitución Nacional . Esta medida se inscribe en una política de disciplinamiento social que busca limitar la capacidad de protesta y organización de los sectores que se oponen al ajuste.

El ataque a la educación pública no es un fenómeno aislado. En un contexto global de ofensiva neoliberal y neofascista, la universidad se ha convertido en un campo de disputa ideológica. Desde sectores cercanos al gobierno de Milei, se acusa a las universidades de ser centros de adoctrinamiento ideológico, una narrativa que refuerza la ofensiva contra el sistema educativo público y alienta su privatización.

El gobierno de Javier Milei ha dejado clara su intención de avanzar en este sentido, promoviendo un modelo basado en la demanda mediante la implementación de vales y créditos educativos. Los hijos de la canciller Diana Mondino, Francisco y Simón Pendas, forman parte del directorio del Banco Roela, que ya opera en universidades privadas (y algunas públicas, mediante la plataforma de pago de posgrados) y busca expandirse a las públicas mediante el arancelamiento y el negocio de los préstamos estudiantiles.

Negocio más que apetecible, considerando que el 80% de les estudiantes en Argentina eligen estudiar en universidades públicas.  Este sistema, que beneficia directamente a bancos y aseguradoras, ya ha demostrado sus efectos en Chile, donde el modelo, heredado de la dictadura de Pinochet, ha endeudado masivamente a las familias y generado una profunda desigualdad.

En Argentina, la propuesta de avanzar con créditos plantea un escenario similar: la educación se convertiría en un negocio rentable para unos pocos, mientras millones de estudiantes quedan excluides por no poder afrontar las deudas impuestas para acceder a la universidad. Al igual que en Chile, la retórica oficial justifica esta medida en la crisis presupuestaria creada por el propio gobierno, consolidando la educación como un servicio financiero que subordina el derecho a estudiar a la capacidad de endeudarse.

El accionar del gobierno forma parte de una ofensiva más amplia contra los derechos sociales conquistados en las últimas décadas. El ataque a la universidad pública forma parte de la agenda neoliberal de ajuste y reforma del Estado, que busca la mercantilización de todas las áreas de la vida y el disciplinamiento social (Socolovsky, 30 de julio de 2024).

Este conflicto trasciende lo económico, tocando fibras sensibles de la identidad argentina, como los derechos humanos, la justicia social y la defensa de la soberanía. La universidad pública en Argentina ha sido históricamente un baluarte del conocimiento crítico y del desarrollo científico-tecnológico. Con un presupuesto adecuado, las universidades no solo garantizan una formación de calidad, sino que también son un motor de producción de conocimiento y de avance científico en áreas cruciales para el país.

La marcha del 2 de octubre será la expresión de una resistencia amplia y heterogénea contra el programa de ajuste, empobrecimiento y quita de derechos de la sociedad argentina en general. Al igual que ocurrió con la marcha del 23 de abril[1], que movilizó a miles de personas en todo el país, esta nueva convocatoria reúne a sindicatos, organizaciones estudiantiles, feministas, culturales, científicas,  de jubilades, movimientos sociales y comunidad en general en defensa de la universidad pública​.

En conclusión, la marcha del 2 de octubre no sólo pone de manifiesto la defensa de la universidad pública, sino que representa un reclamo más amplio por la justicia social en un país donde el ajuste y las políticas de recorte económico afectan a las clases trabajadoras de manera directa. La calle volverá a ser escenario de una disputa fundamental por el futuro del pueblo argentino.

[1] Trabucco, E.: La masiva marcha nacional universitaria: un punto de inflexión en el escenario político argentino. Disponible aquí

*Trabucco es psicóloga, Magíster en Seguridad. Analista de la Agencia NODAL y de CLAE Argentina. Directora del Área de Universidad, Género y Trabajo del IEC-CONADU

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Uruguay: Concurso de Educación Solidaria 2024 recibirá experiencias hasta el 8 de noviembre

La Administración Nacional de Educación Pública (ANEP) apoya la convocatoria del Centro Latinoamericano de Aprendizaje y Servicio Solidario (CLAYSS) sede Uruguay a presentar experiencias, hasta el 8 de noviembre, para participar de la 12da. edición del “Concurso de Educación Solidaria”.

En esta oportunidad, el concurso invita a presentar experiencias educativas solidarias protagonizadas por los estudiantes, desarrolladas en instituciones educativas, que produzcan aprendizajes significativos y que brinden un servicio a la comunidad atendiendo sus necesidades reales.

Los proyectos o experiencias deben estar en efectiva ejecución durante el año 2024 o haberse iniciado previamente. No se premiarán iniciativas o proyectos que actualmente no se encuentren en ejecución.

Se recibirán experiencias de todas las instituciones educativas de Uruguay, de todos los niveles y modalidades (Primaria, Secundaria, Educación Técnico Profesional, Formación en Educación, Cecap, Universidades, Instituto Nacional de Rehabilitación e Instituto Nacional de Inclusión Social Adolescente). También podrán presentarse aquellas instituciones que realicen proyectos o programas de educación no formal.

Esta iniciativa tiene como objetivo apoyar a las instituciones educativas que integren de un modo completo el aprendizaje curricular de los estudiantes, con acciones solidarias que estén destinadas a mejorar la calidad de vida de su comunidad.

Asimismo, reconoce las experiencias educativas solidarias que permiten a los estudiantes ampliar su horizonte de aprendizaje y comprometerse en la transformación de su entorno junto con otros actores sociales. También fortalece una cultura participativa, solidaria y de compromiso ciudadano, y difunde las experiencias que generan un efecto multiplicador en otros centros educativos.

Los resultados se publicarán durante el mes de diciembre de 2024 y se informará a cada uno de los postulantes. El anuncio de las experiencias reconocidas se realizará en el acto de premiación, previsto para el 3 de diciembre de 2024.

Inscripciones y más información.

Consultas: concursoeducacionsolidaria@clayss.org o al 099 657 098.

https://www.anep.edu.uy/concurso-educaci-n-solidaria-2024-recibir-experiencias-hasta-el-8-noviembre

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Venezuela: Maduro pide a 200.000 docentes retirados por bajos salarios que regresen al sistema educativo

El presidente Nicolás Maduro pidió este lunes a unos 200.000 maestros que regresen al sistema  educativo, en medio de una crisis marcada por el déficit de  educadores por años de bajos salarios y la deserción de unos 3 millones de estudiantes.

Maduro, en el arranque del año escolar 2024-2025, anunció un plan para «elevar» la calidad de vida de unos 500.000 maestros, cuyos salarios promedian unos 10 dólares mensuales, complementados por un bono alimenticio de 40 dólares sin incidencia en beneficios sociales.

El mandatario señaló que 84% de la educación en Venezuela es pública, y del 16% que ofrece el sector privado, del cual alrededor de la mitad tiene subsidios estatales.

Además, el jefe del Estado anunció que su administración entregará 500 escuelas y liceos «de paquete»; es decir, completamente renovados, «gracias a las Brigadas Comunitarias Militares para la Educación y la Salud (Bricomiles)».

Según un estudio de la Universidad Católica Andrés Bello (UCAB), este país de 30 millones de habitantes tiene unos 350.000 docentes en ejercicio, con un déficit de unos 250.000.

«Tenemos más de 200.000 docentes en diversas actividades y yo les pido a todos los docentes, les hago un llamado por amor a la vocación, por el amor que le tienen a este país, a que se vayan reincorporando a las aulas de clases», dijo el mandatario en cadena de televisión y radio.

Maduro prometió con su plan fortalecer programas de acceso a vivienda, salud y alimentación, así como subsidios de transporte y créditos.

Este lunes más de 5,5 millones de alumnos de preescolar, primaria y bachillerato iniciaron el año escolar, dijo el ministro de Educación, Héctor Rodríguez.

El gobierno reportaba en años anteriores una matrícula superior a 8 millones de estudiantes.

La gremial Federación Venezolana de Maestros (FVM) denunció en un comunicado que unos 3 millones de niños y jóvenes «están fuera del sistema escolar», problema que se suma al déficit de educadores.

«Los docentes están desmotivados, desmoralizados, desanimados, con baja autoestima, preocupados debido a su situación laboral económica y social», refirió la FVM en el texto, divulgado el pasado 16 de septiembre.

De acuerdo con estimaciones de expertos de la UCAB, unos 96.000 docentes han migrado, lo que ha agravado el déficit. Más de 7 millones de venezolanos han dejado su país en la última década según Naciones Unidas.

La federación de maestros apuntó que «la crisis alimentaria» es «una de las principales causas» de la deserción de docentes y estudiantes.

Maduro sostiene que las sanciones financieras impuestas por Estados Unidos para forzar su salida del poder son la raíz de la crisis.

«Uno de los sectores más afectados fueron los maestros, las maestras», admitió el mandatario, proclamado reelecto para un tercer período consecutivo (2025-2031) en medio de denuncias de fraude de la oposición.

Protestas de docentes en reclamo de reivindicaciones son frecuentes en este país.

Maduro pide a 200.000 docentes retirados por bajos salarios que regresen al sistema educativo

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Noam Chomsky y la dictadura de la publicidad: cómo el capital ha secuestrado los medios

No se puede hablar de periodismo de calidad si las y los periodistas están mal pagados, maltratados y constantemente amenazados por el despido.


EN 3 CLAVES

  1. Dependencia total de la publicidad: Los medios de comunicación se financian casi exclusivamente a través de anunciantes y subvenciones, lo que limita su independencia y compromete la calidad de la información que ofrecen.
  2. Desaparición de medios locales: Los medios locales, fundamentales para la cobertura de temas cercanos a la ciudadanía, están siendo absorbidos o desapareciendo debido a la falta de financiación.
  3. Precariedad en el sector periodístico: Las y los profesionales de la información, especialmente en medios pequeños, sufren condiciones laborales degradantes, lo que afecta directamente la calidad del periodismo.

Noam Chomsky vuelve a poner el dedo en la llaga: la publicidad es una de las maldiciones del sistema capitalista y una amenaza directa a la prensa libre. Esta crítica no es nueva, pero sí urgente. La prensa, que debería servir para fiscalizar el poder y proporcionar información veraz a la ciudadanía, ha sido secuestrada por los intereses de las grandes empresas que, a través de los anuncios, dictan qué se publica y qué no. Estamos ante la desaparición lenta pero constante de los medios independientes, esos que alguna vez fueron el pilar de la democracia, recoge El País.

La situación no es distinta en España, donde los medios de comunicación locales agonizan. Los periódicos independientes han sido arrastrados por un tsunami de publicidad que los asfixia. Su supervivencia depende de contentar a los anunciantes, que no están interesados en reportajes que cuestionen el status quo, sino en promover el consumismo. El resultado es una prensa dócil y superficial que rara vez incomoda a los grandes poderes económicos y políticos. Este no es solo un problema de contenidos; es un problema de derechos democráticos. La información veraz y contrastada es una herramienta esencial para que las personas tomen decisiones informadas y ejerzan su ciudadanía de manera plena. Sin embargo, esa herramienta se nos está arrebatando poco a poco.

LA PUBLICIDAD, ARMA DE CONTROL DEL GRAN CAPITAL

La reflexión de Chomsky es clara: los medios han dejado de ser independientes, y esto es consecuencia directa de su dependencia de los ingresos por publicidad. Los anunciantes son los nuevos amos de la prensa, y han transformado a las y los periodistas en simples voceros. El problema es que quienes controlan la publicidad son las mismas élites que controlan el poder económico y político. Es un círculo vicioso: las corporaciones pagan para que no se hable de ellas o para que, si se habla, sea en términos favorables. El capitalismo se ha perfeccionado hasta tal punto que incluso la prensa, ese cuarto poder que alguna vez fue un contrapeso a los abusos de los otros tres, ha sido cooptada.

La televisión, los periódicos, la radio y hasta los medios digitales dependen de los anunciantes para subsistir. Esta dependencia erosiona la función crítica de los medios: ¿cómo denunciar a las grandes corporaciones que destruyen el medio ambiente si son las mismas que financian tu periódico? La autocensura está a la orden del día, no por convicción, sino por necesidad. En este contexto, las y los periodistas se ven forzados a elegir entre su integridad profesional o su salario. Y es una elección perversa, porque quienes deberían informar se convierten en cómplices involuntarios de la desinformación.

Esto es particularmente evidente en los llamados “medios de referencia”, aquellos que, por su alcance y prestigio, deberían marcar la agenda informativa del país. Pero lo que debería ser un espacio para la verdad se ha convertido en un escaparate de consumo. La dependencia de la publicidad no solo ha degradado el contenido, sino que ha socavado la confianza en los medios. Cada vez más personas ven en la prensa tradicional un brazo más del poder económico. Y no les falta razón.

LOS MEDIOS LOCALES, PRIMERAS VÍCTIMAS DEL CAPITALISMO INFORMATIVO

Chomsky también señala una tendencia preocupante: la desaparición de los medios locales, esos que alguna vez fueron el alma de la prensa democrática. En Estados Unidos, pero también en Europa, los medios locales han ido cerrando a un ritmo alarmante. Los que sobreviven lo hacen bajo el yugo de las corporaciones, que los han vaciado de contenido relevante y los han transformado en máquinas de clickbait. La prensa local ha dejado de ser un servicio a la comunidad para convertirse en una extensión del aparato propagandístico del capitalismo.

En España, esta situación es igualmente crítica. Periódicos regionales que antes se dedicaban a cubrir noticias relevantes para sus comunidades ahora apenas sobreviven gracias a anuncios de grandes supermercados y bancos. La información local, tan vital para la democracia, ha sido reducida a una sombra de lo que fue. Y lo peor es que no parece haber soluciones a la vista. Los medios locales están atrapados en una espiral descendente, donde la falta de ingresos lleva a una menor calidad informativa, lo que a su vez ahuyenta a los lectores y lectoras, lo que termina por reducir aún más los ingresos.

¿Y qué pasa con las y los profesionales del periodismo? Los salarios en el sector han caído en picado, y la precariedad se ha convertido en la norma. No se puede hablar de periodismo de calidad si las y los periodistas están mal pagados, maltratados y constantemente amenazados por el despido. Esto es especialmente grave en los medios locales, donde el cierre de redacciones ha dejado a muchas regiones sin una cobertura adecuada de los temas que les afectan directamente.

El resultado es una ciudadanía menos informada y, por tanto, menos capacitada para defender sus derechos. El debilitamiento de los medios locales no es solo un problema periodístico, es un problema democrático.

Chomsky tiene razón al señalar que la dependencia de la publicidad es una de las mayores amenazas a la democracia. Nos enfrentamos a una crisis estructural en el periodismo, una crisis que no se resolverá si no se abordan las raíces del problema: el control del capital sobre los medios. Si la información sigue siendo tratada como una mercancía más, el periodismo como lo conocemos desaparecerá, y con él, uno de los pilares fundamentales de la sociedad democrática.

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Argentina: Los gremios docentes rechazaron una oferta de aumento salarial del Gobierno y ratificaron la marcha ante el inminente veto de Mile

A días de la manifestación, Petovello intentó poner paños fríos en el conflicto por el presupuesto para la educación superior. Los sindicatos se negaron a aceptar la propuesta. Ayer y hoy hubo paro.

Mientras corre la segunda jornada de paro docente, y a días de la Marcha Federal Universitaria contra el veto total de Javier Milei a la Ley de Financiamiento Universitario, el Gobierno convocó esta tarde a los gremios del sector para ofrecerles un aumento salarial del 5,8 por ciento para el personal docente y no docente. Sin embargo, el Presidente no planea dar el brazo a torcer con el veto, y la respuesta de los sindicatos fue negativa.

La reunión para formalizar el ofrecimiento del oficialismo se hizo a las 16. Fue convocada por el Gobierno de manera sorpresiva, al mediodía, cuando Milei se preparaba para recibir a Susana Giménez en la Casa Rosada y en la previa de que se conociera la medición de pobreza del INDEC. El jefe de Gabinete, Guillermo Francos, la titular de Capital Humano, Sandra Pettovello, venían sopesando la medida en consulta con el ministro de Economía y guardián del superávit, Luis Caputo, y la formalizaron esta tarde, con la ambición de poner paños fríos en un conflicto delicado que crece desde hace semanas.

El Ejecutivo esperaba bajar el nivel de adhesión de la manifestación, aunque en las filas libertarias aclararon que no aspiran a que se suspenda. Como mínimo, quieren demostrar predisposición y mostrar acción gubernamental concreta. Sin embargo, las quejas de los docentes abarcan mucho más que el tema salarial, y la respuesta al ofrecimiento, de parte de los sindicatos, fue un rotundo rechazo.

 

”A cinco días de lo que ya se perfila como una inmensa marcha en todas las ciudades del país, el Gobierno pretende que levantemos nuestro reclamo por menos de una décima parte de lo que estamos reclamando y que hemos perdido desde diciembre 2024 con respecto a la inflación“, dijeron en un comunicado.

Se rumoreaba que habría una propuesta desde el martes, cuando Francos y Pettovello se reunieron en Casa Rosada con el secretario de Educación, Carlos Torrendell, el subsecretario de Políticas Universitarias, Alejandro Álvarez -quien se enargó de hacer la oferta hoy- y, llamativamente, el titular de Desregulación, Federico Sturzenegger. Además, Torrendell había adelantado ayer su inclinación por otorgar una mejora salarial, en un largo discurso que brindó al mediodía sobre políticas educativas, en una reunión del Rotary Club.

Hasta hoy no se habían conocido los porcentajes exactos que estaba dispuesto a ofrecer el Gobierno, que finalmente fue del 5,8 para octubre. El Ejecutivo entiende que con esa suba iguala los aumentos otorgados durante este año a los empleados públicos, y que así estarían cumpliendo con la promesa que hicieron en enero, cuando dijeron que ajustarían en base a la inflación, pero también en relación con las actualizaciones para los estatales.

Desde el Consejo Interuniversitario Nacional (CIN), que reúne a los rectores de las casas de altos estudios todo el país y actúa como veedor en las negociaciones, deslizaron que la oferta es “bienvenida”, pero que no resulta suficiente para dar de baja la manifestación. Es que los reclamos versan también sobre los gastos de funcionamiento y las proyecciones presupuestarias para 2025, y consideran que la ley de Presupuesto que presentó Milei hace dos semanas ante el Congreso es por demás insuficiente.

Por su parte, la CONADU, uno de los seis gremios que se sentaron a la mesa de negociación, adelantó que no aceptará la recomposición en el actual contexto. Lo único que serviría para suspender la protesta, advierten, es que Milei evite el veto total a la ley de financiamiento que se votó hace 14 días en el Congreso. Pero en Gobierno ratificaron una y otra vez, inclusive hoy, que esa no es una opción.

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Los gremios docentes rechazaron una oferta de aumento salarial del Gobierno y ratificaron la marcha ante el inminente veto de Milei

A días de la manifestación, Petovello intentó poner paños fríos en el conflicto por el presupuesto para la educación superior. Los sindicatos se negaron a aceptar la propuesta. Ayer y hoy hubo paro

Brenda Struminger

Por

Brenda Struminger

 

26 Sep, 2024 04:29 p.m.

Actualizado: 26 Sep, 2024 07:28 p.m. EST

Mientras corre la segunda jornada de paro docente, y a días de la Marcha Federal Universitaria contra el veto total de Javier Milei a la Ley de Financiamiento Universitario, el Gobierno convocó esta tarde a los gremios del sector para ofrecerles un aumento salarial del 5,8 por ciento para el personal docente y no docente. Sin embargo, el Presidente no planea dar el brazo a torcer con el veto, y la respuesta de los sindicatos fue negativa.

 

La reunión para formalizar el ofrecimiento del oficialismo se hizo a las 16. Fue convocada por el Gobierno de manera sorpresiva, al mediodía, cuando Milei se preparaba para recibir a Susana Giménez en la Casa Rosada y en la previa de que se conociera la medición de pobreza del INDEC. El jefe de Gabinete, Guillermo Francos, la titular de Capital Humano, Sandra Pettovello, venían sopesando la medida en consulta con el ministro de Economía y guardián del superávit, Luis Caputo, y la formalizaron esta tarde, con la ambición de poner paños fríos en un conflicto delicado que crece desde hace semanas.

 

 

El Ejecutivo esperaba bajar el nivel de adhesión de la manifestación, aunque en las filas libertarias aclararon que no aspiran a que se suspenda. Como mínimo, quieren demostrar predisposición y mostrar acción gubernamental concreta. Sin embargo, las quejas de los docentes abarcan mucho más que el tema salarial, y la respuesta al ofrecimiento, de parte de los sindicatos, fue un rotundo rechazo.

 

”A cinco días de lo que ya se perfila como una inmensa marcha en todas las ciudades del país, el Gobierno pretende que levantemos nuestro reclamo por menos de una décima parte de lo que estamos reclamando y que hemos perdido desde diciembre 2024 con respecto a la inflación“, dijeron en un comunicado.

 

 

Se rumoreaba que habría una propuesta desde el martes, cuando Francos y Pettovello se reunieron en Casa Rosada con el secretario de Educación, Carlos Torrendell, el subsecretario de Políticas Universitarias, Alejandro Álvarez -quien se enargó de hacer la oferta hoy- y, llamativamente, el titular de Desregulación, Federico Sturzenegger. Además, Torrendell había adelantado ayer su inclinación por otorgar una mejora salarial, en un largo discurso que brindó al mediodía sobre políticas educativas, en una reunión del Rotary Club.

 

Hasta hoy no se habían conocido los porcentajes exactos que estaba dispuesto a ofrecer el Gobierno, que finalmente fue del 5,8 para octubre. El Ejecutivo entiende que con esa suba iguala los aumentos otorgados durante este año a los empleados públicos, y que así estarían cumpliendo con la promesa que hicieron en enero, cuando dijeron que ajustarían en base a la inflación, pero también en relación con las actualizaciones para los estatales.

 

Sandra Petovello

Sandra Petovello

Desde el Consejo Interuniversitario Nacional (CIN), que reúne a los rectores de las casas de altos estudios todo el país y actúa como veedor en las negociaciones, deslizaron que la oferta es “bienvenida”, pero que no resulta suficiente para dar de baja la manifestación. Es que los reclamos versan también sobre los gastos de funcionamiento y las proyecciones presupuestarias para 2025, y consideran que la ley de Presupuesto que presentó Milei hace dos semanas ante el Congreso es por demás insuficiente.

 

Por su parte, la CONADU, uno de los seis gremios que se sentaron a la mesa de negociación, adelantó que no aceptará la recomposición en el actual contexto. Lo único que serviría para suspender la protesta, advierten, es que Milei evite el veto total a la ley de financiamiento que se votó hace 14 días en el Congreso. Pero en Gobierno ratificaron una y otra vez, inclusive hoy, que esa no es una opción.

“A nadie escapa que esta convocatoria se da por la inminencia de una marcha masiva en rechazo al ajuste en la universidad”, dijo el secretario general de CONADU, Carlos de Feo, que asistió al encuentro con Educación con representantes de Conadu Histórica, FEDUN y Ctera. “La propuesta en sí está muy lejos de equiparar con los estatales porque es solo un 5.8 para octubre y no reconoce la enorme deuda de más de 50 puntos nominales en el salario de docentes y no docentes. Tampoco resuelve la cuestión de la garantía salarial, Fonid y otros temas”, agregó.

Capital Humano evaluó largamente cómo avanzar para calmar las aguas en el conflicto con los gremios y el CIN, con la habitual reserva. Hasta hoy, Petovello se había limitado a publicar un comunicado con un raconto de la situación presupuestaria, en tono de defensa de su gestión. Allí había recordado el incremento de un 270 por ciento los gastos de funcionamiento, con “especial atención” a los hospitales universitarios, y había remarcado que el monto mayoritario había sido destinado a la Universidad de Buenos Aires (UBA), cuyo rector y vicerrector, Ricardo Gelpi y Emiliano Yacobitti, están entre los principales críticos de las políticas educativas libertarias.

Además, Francos viene hablando con la CGT -en particular, Gerardo Martínez- por un combo de temas: desde el conflicto en Aerolíneas Argentinas, al -ya abandonado- proyecto de democracia sindical; a la marcha universitaria. Mientras tanto, Santiago Caputo mantiene el contacto con Yacobitti, que además de vicerrector de la UBA es diputado radical. El secretario de Trabajo, Julio Cordero, se mostró más atento a la reforma laboral que acaba de reglamentarse. Hasta ahora no se refirió al tema docente, ni participó de las reuniones, a pesar de que las aulas de las casas de altos estudios estaban cerradas hoy por segundo día consecutivo, como medida de fuerza.

Más temprano el secretario General de la Federación de Docentes de las Universidades Nacionales (FEDUN), Daniel Ricci, había asegurado que el acatamiento el primer día fue total en 61 universidades públicas. Mientras que Emiliano Cagnacci, de la Asociación de Docentes de la Universidad de Buenos Aires (Aduba), dijo que “la adhesión “es altísima” y que en la UBA “alcanza casi el 100% en facultades e institutos”.

El Gobierno cuestionó la respuesta gremial. “La oferta, fruto de intensas negociaciones, buscaba no solo dignificar el trabajo docente y no docente, sino también asegurar el normal funcionamiento de las casas de altos estudios, para que los estudiantes no sufran las consecuencias de medidas de fuerza. El rechazo no solo frustra un avance salarial histórico, sino que deja en evidencia los verdaderos intereses de quienes se oponen a una mejora concreta de los ingresos”, dijeron.

El gesto oficial cayó mal entre los gremios, que se preparan para endurecer la postura una vez más, luego de la marcha masiva que protagonizaron en abril. En ese momento, aquella acción política no hizo mella en la imagen de Milei. Ahora, el escenario es distinto: los asesores del Presidente acaban de admitir que registraron una merma de 4 puntos en las mediciones de confianza en el Gobierno.

https://www.infobae.com/politica/2024/09/26/el-gobierno-les-ofrecio-un-aumento-a-los-gremios-docentes-pero-milei-insistira-con-el-veto-a-la-ley-de-financiamiento/?outputType=amp-type#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=17274382220946&csi=1&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com

 

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Argentina: Docentes universitarios se movilizaron en la ciudad

Este jueves comenzaron los dos días de paro universitario en la Universidad Nacional de La Plata y como primera medida de fuerza, los docentes marcharon en el centro de la ciudad platense.

Esta semana, la Asociación de Docentes Universitarios de La Plata (ADULP) comenzaron distintas jornadas de lucha a modo de protesta por la ley de financiamiento universitario. En ese marco, este jueves 26 de septiembre comenzaron con el paro de 48 horas que afectará a todas las facultades de la ciudad. En la primera jornada de paro, también se llevó a cabo una movilización por el centro de la ciudad de La Plata.

Dentro de las distintas jornadas de lucha se realizaron clases públicas, pintadas de banderas y murales, abrazos simbólicos y volanteadas. La decisión de llevar a cabo una nueva movilización en la ciudad, fue tomada a través de la Asamblea General Extraordinaria que reunió a representantes del gremio docente.

En la movilización, se pudieron ver carteles que resaltaban la frase “sin universidad pública no hay futuro”, entre otros. También, en las calles se pudo ver a los docentes de los colegios de enseñanza preuniversitaria de la UNLP, otros gremios y organizaciones estudiantiles que apoyan los reclamos docentes. 

Docentes universitarios se movilizaron en la ciudad

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