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Entrevista: Invasão da Venezuela expõe disputa por hegemonia no cenário internacional

A invasão dos Estados Unidos à Venezuela, em 3 de janeiro deste ano, resultando na captura do então presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, deu início a uma grave crise política e diplomática que vai além do petróleo. Nesse contexto, o professor venezuelano Luis Bonilla-Molina analisa, em entrevista à imprensa do ANDES-SN*, o papel estratégico da Venezuela na geopolítica internacional e os impactos da ofensiva dos EUA sobre a soberania nacional e regional, diante do avanço de novas potências globais. Parte da entrevista foi publicada na edição do InformANDES de fevereiro e a íntegra pode ser conferida abaixo.

InformANDES: Como a Venezuela se tornou um ponto estratégico central para os Estados Unidos na atual disputa entre grandes potências e na redefinição de zonas de influência na América Latina?
Luis Bonilla-Molina:
A Venezuela ocupa uma posição geográfica estratégica do ponto de vista militar, com acesso ao Mar do Caribe e ao Oceano Atlântico, a poucos quilômetros do Canal do Panamá — que o conecta ao Pacífico —, o que a torna fundamental para as rotas comerciais e de transporte na região. Além disso, o país possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, abundância de ouro, presença de terras raras e outros minerais estratégicos para a inovação tecnológica, além de reservas significativas de água e biodiversidade.

Historicamente, os Estados Unidos invocaram a Doutrina Monroe e intervieram como mediadores quando o então presidente da Venezuela, Cipriano Castro (1899–1908), em 1902, decidiu ignorar a dívida externa do país, contraída com potências imperiais europeias — Alemanha, Inglaterra e Itália —, fato que gerou um bloqueio naval na costa venezuelana, semelhante ao aplicado hoje pela Marinha dos EUA.

Aplicando o princípio de “América para os americanos”, os Estados Unidos não apenas queriam impedir que a Europa se apoderasse de territórios na região, mas também garantir que Castro não escapasse impune, pois isso seria um mau precedente para a dominação que estavam construindo. Esse episódio abriu o capítulo da relação dependente e neocolonial da Venezuela com os Estados Unidos, algo que se tornaria ainda mais tenso quando Hugo Chávez [ex-presidente da Venezuela, 1999–2013] lançou sua proclamação anti-imperialista: “Yankees de mierda, váyanse al carajo” (tradução: “Ianques de merda, vão se ferrar”).

Ao longo do século XX, para controlar a indústria petrolífera, os Estados Unidos organizaram golpes de Estado e influenciaram a formação da democracia representativa que se desenvolveu após a revolução burguês-democrática de 1958.

Com a eclosão da crise estrutural venezuelana em 1983, que é a gênese da situação atual, ficou evidenciado o colapso do modelo de acumulação rentista, do sistema multiclassista de controle social e de suas instituições de intermediação, bem como dos instrumentos políticos de representação. Esses fatores, embora não tenham rompido com a dominação dos Estados Unidos na política e economia locais, convenceram o império de que o controle à distância não era mais suficiente e de que seria necessário migrar para um controle mais direto.

A chegada de Chávez ao poder sempre foi desconfortável para eles. Por isso, colaboraram com a tentativa de golpe de Estado em 2002, que fracassou graças à ampla mobilização popular. No entanto, a Venezuela nunca deixou de ser fornecedora de petróleo para o norte imperialista durante o período chavista.

Mas o início da redefinição da ordem mundial decorrente da Segunda Guerra Mundial, com o surgimento da China como potência econômica e da Rússia como bastião militar global, fez com que a Venezuela adquirisse uma importância incomum para o norte imperialista. Barack Obama [ex-presidente dos EUA, 2009–2017], em seu segundo mandato, declarou que a terra natal de Simón Bolívar era um perigo à segurança estratégica dos Estados Unidos, criando um precedente para que Trump implementasse sanções contra o país em seu primeiro mandato [2017-2021]. Isso evidenciou a convergência entre democratas e republicanos na reconfiguração do papel da Venezuela na geopolítica dos EUA, ainda que com diferenças nas formas.

Nesse contexto, chegamos ao bloqueio naval de 2025, com o desdobramento de navios militares e armamentos de última geração, que se intensificou em 3 de janeiro de 2026 com a intervenção militar no território venezuelano e o sequestro do presidente Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, evento que causou mais de 100 mortes.

InformANDES: Que mensagem política e simbólica os EUA buscam transmitir ao capturar um presidente em exercício e declarar que estão “no comando” de outro país?
LBM:
O governo de Nicolás Maduro Moros havia iniciado, anos atrás, negociações com os Estados Unidos com a intenção de distensionar o conflito e aliviar as sanções. Essa tentativa tornou-se pública em 2021, mesmo ano em que a relação com a associação empresarial venezuelana Fedecámaras — que participou ativamente do golpe de Estado de 2002 — foi reconstruída e ampliada após a guerra na Ucrânia, o que permitiu que a Venezuela voltasse a ser um fornecedor confiável de petróleo para os EUA.

No entanto, a má gestão da indústria petrolífera e o impacto das sanções na aquisição de suprimentos e peças de reposição levaram a produção de petróleo venezuelana ao seu nível mais baixo em décadas. Os Estados Unidos queriam mais petróleo, mas isso implicava investimentos elevados, difíceis de realizar diante da crise econômica venezuelana e do receio das corporações transnacionais de investir em um país declarado ameaça à segurança dos EUA.

Delcy Rodríguez, presidenta interina da Venezuela, foi um fator decisivo na recomposição da relação com a velha burguesia, o que abriu espaço para um eventual acordo interburguês. Em 2024, o governo de Maduro vivia o melhor momento das relações com os Estados Unidos, a ponto de a então vice-presidenta Kamala Harris, na noite de 28 de julho daquele ano, ter sido excessivamente cautelosa diante dos resultados eleitorais venezuelanos, mesmo diante de questionamentos.

Então, por que essa mudança na política dos EUA? Por que passamos de uma crítica limitada ao discurso político para a maior ofensiva militar contra a América do Sul em sua história? Porque uma nova ordem mundial está emergindo e os Estados Unidos querem ser protagonistas centrais em sua construção, ampliando seu controle energético e reafirmando o “Hemisfério Ocidental” como área de influência exclusiva.

Sequestram Maduro para tentar dissolver a República e impor uma relação colonial com a Venezuela, facilitando a aplicação da Estratégia de Segurança Nacional e o relançamento da Doutrina Monroe sob o corolário Trump, que passa a tratar a região como seu quintal, estendendo as fronteiras imperiais a todo o continente. E, ainda, alcançar o controle direto das reservas de petróleo da Venezuela.

O ataque à Venezuela, o sequestro de Maduro e a tentativa de construir um protetorado no século XXI são apenas a ponta do iceberg do que pode vir para toda a região.

Nesse processo, desde agosto de 2025, foi implementada a maior operação de uso de tecnologia de ponta, voltada à coleta massiva de dados produzidos a partir das respostas da população do continente a ataques contra pequenas embarcações e a anúncios de escalada do conflito.

Essa coleta de dados permite, hoje, que os Estados Unidos possuam informações atualizadas, segmentadas e geograficamente direcionadas para planejar ações conforme a Estratégia de Segurança Nacional, identificando simpatias e focos de resistência.

Não é estranho que, duas semanas após o ataque à Venezuela e o sequestro de Maduro, os barcos que supostamente transportavam drogas tenham simplesmente desaparecido e nenhum outro ataque tenha ocorrido?

Os Estados Unidos farão o que quiserem, vão violar toda a ordem jurídica internacional e a soberania de qualquer país para manter sua hegemonia na nova ordem mundial.

InformANDES: De que forma o controle da Venezuela pode ampliar a influência dos EUA para além do petróleo, alcançando dimensões militares, diplomáticas e econômicas na região?
LBM:
Os Estados Unidos levaram seu plano colonial para a Venezuela às últimas consequências. O que estamos vendo é uma transição controlada da condição de República para a de Colônia, um processo que pode incluir a instalação de bases militares estadunidenses no país, sob o pretexto de proteger a produção de petróleo.

Nos dias seguintes ao ataque militar à Venezuela e ao sequestro de Maduro e de sua esposa, os Estados Unidos declararam o confisco de cerca de 50 milhões de barris de petróleo e a intenção de vendê-los diretamente no mercado mundial. Os recursos seriam depositados em contas bancárias no Catar, para evitar ações de credores, e uma parte desses valores seria devolvida à Venezuela para que os dólares fossem leiloados por um banco privado, e não pelo Banco Central venezuelano, com o objetivo declarado de custear salários e infraestrutura.

Embora a presidenta interina Delcy Rodríguez afirme que o que está sendo retomado é a relação comercial histórica com os Estados Unidos, o que vem ocorrendo é preocupante. Há reformas aceleradas nas legislações comercial, de hidrocarbonetos e trabalhista, com o objetivo de criar condições para ampliar o investimento e a participação de transnacionais na exploração do petróleo, relegando a estatal venezuelana a um papel secundário.

Na verdade, Trump reuniu-se com gestores e proprietários das principais empresas petrolíferas transnacionais com o objetivo de criar um fundo de 100 bilhões de dólares para “recuperar” a infraestrutura petrolífera venezuelana e aumentar a produção de cerca de um milhão para mais de quatro milhões de barris diários. Esse esquema parece colocar a companhia petrolífera estatal venezuelana como coadjuvante na ofensiva petrolífera americana.

Isso é grave, pois busca legitimar o direito dos Estados Unidos de usar todo o seu poder para garantir o próprio bem-estar. Se, para isso, for necessário destruir repúblicas e transformá-las em colônias, dinamitar Estados-nação para criar protetorados, demonstrar superioridade militar e tecnológica, eliminar infraestruturas de defesa nacional ou assassinar soldados de países da região, isso acontecerá.

Trump parece afirmar que, para evitar esse destino, os países do chamado Hemisfério Ocidental devem abrir mão de sua riqueza e soberania, acostumar-se à desapropriação e se contentar com um esquema de retorno de lucros controlado, supervisionado e determinado pelo Norte imperial. O que está acontecendo na Venezuela ameaça todo o continente.

InformANDES: E quais os riscos essa ofensiva representa para países da América Latina que mantêm projetos políticos autônomos ou alianças fora do eixo de Washington?
LBM:
Há tensões e contradições entre blocos capitalistas pelo controle do poder e pela acumulação mundial. Nessa dinâmica, surgem blocos como os BRICS**, nos quais a China, adversária comercial dos Estados Unidos, desempenha um papel de liderança.

A Estratégia de Segurança Nacional, publicada em novembro de 2025 pelo governo Trump, estabelece que toda a América Latina e o Caribe são sua zona de influência direta, parte do Hemisfério Ocidental que consideram o anel de segurança econômica, política e militar dos Estados Unidos. Consequentemente, esses blocos econômicos com a China tornam-se um alvo, seja para forçar os países da região a abandoná-los ou para que eles façam parte da estratégia estadunidense, tentando implodí-los internamente.

Nesse cenário, é esperado que a administração Trump busque intervir, aberta ou secretamente, nas próximas eleições de países como Brasil, Colômbia e México, ao mesmo tempo em que avança na recolonização econômica, como ocorre no Panamá, na Argentina e no Chile, ou na recolonização territorial, como nos casos de Cuba e Nicarágua.

A Venezuela é a vanguarda dessa estratégia de recolonização do Hemisfério Ocidental. É necessário encontrar formas de resistência. Isso ocorre em dois níveis: o institucional e o popular.

No institucional, os governos da região deveriam pactuar uma agenda mínima capaz de conter a ofensiva imperial. O problema é que a direita iliberal e protofascista já ocupa muitos desses governos. O outro é a mobilização popular continental para despertar e se conectar com o movimento social norte-americano para derrotar a ofensiva trumpista de recolonização. Esse caminho é mais viável e depende da capacidade de articulação entre movimentos sociais e partidos políticos não alinhados com a estratégia dos EUA. O desafio é seguir nessa direção.

InformANDES: E qual é o papel da esquerda venezuelana?
LBM: O centro da política revolucionária na região é de caráter anti-imperialista, não há dúvidas. Mas é necessário esclarecer que nem o governo Maduro nem o atual, liderado por Delcy Rodríguez, são revolucionários. Pelo contrário, Nicolás Maduro liquidou os avanços sociais conquistados durante a revolução liderada por Hugo Chávez. No entanto, não hesitamos nem por um segundo em denunciar seu sequestro e exigir sua liberdade, porque o destino do povo venezuelano deve ser decidido pelos venezuelanos, não por qualquer império.

A autêntica esquerda venezuelana está passando por uma situação muito séria. Todos os partidos de esquerda foram judicialmente intervencionados pelo governo Maduro. Atualmente, não existe na Venezuela um único partido de esquerda autônomo legalizado.

Mesmo assim, as forças da esquerda que não dependem da legalidade burguesa denunciaram o ataque imperialista e o sequestro de Maduro e defenderam a articulação de uma frente anti-imperialista internacional baseada nos interesses da classe trabalhadora.

Infelizmente, tanto os governos de Maduro e Delcy Rodríguez quanto setores da esquerda internacional seguiram o caminho de esconder a existência de uma oposição de esquerda na Venezuela, que carrega a tradição histórica da resistência anticapitalista.

O governo venezuelano bloqueia a construção de um amplo acordo nacional anti-imperialista porque isso implicaria reconhecer que há uma oposição de esquerda. Do meu ponto de vista, é urgente superar esse obstáculo por meio da construção de uma ampla frente anti-imperialista que coloque a defesa da soberania nacional em primeiro plano, sem silenciar as críticas às políticas antioperárias do madurismo, das quais integrantes do atual governo foram coautores.

Estamos comprometidos com essa tarefa de articulação ampla, especialmente a partir do chamado da plataforma global em solidariedade à Venezuela e ao anti-imperialismo, lançada em 17 de janeiro. Todos os caminhos levam à unidade na luta anti-imperialista.

https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/entrevista-invasao-da-venezuela-expoe-disputa-por-hegemonia-no-cenario-internacional1

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Miércoles 11 Con la Coordinación Nacional Docente, parar y movilizar al Congreso y en el país

La convocatoria a paro nacional y movilización para este miércoles 11 en la docencia es muy importante. Y es clave asegurar la más amplia participación para rodear el Congreso con la docencia porteña y bonaerense, y la de todo el país en cada plaza y localidad.

Para sumar activamente a esta medida convocada esencialmente contra la reforma laboral esclavista, porque ataca todos los derechos conquistados con décadas de lucha y en particular ataca a la educación pública al declararla como un supuesto “servicio esencial” y no como un derecho humano y social que el Estado y los gobiernos deben garantizar con mayor presupuesto y salarios que cubran la canasta familiar. Porque si se aprueba esta contrarreforma, si la convierten en ley, nos impedirán volver a hacer un paro, abrazo, sentada, una asamblea o cualquier tipo de protesta educativa que afecte el dictado de clases.

Las dos CTA –la CTA Autónoma, que incluye a gremios estatales como ATE, junto a la CTA de Trabajadores con Yasky y Baradel, que está integrada por la CTERA-, llaman a paro nacional ese día. Justamente, desde una confluencia de sindicatos como ATE, Aceiteros o la UOM, definieron movilizar en Córdoba y Santa Fe, además de parar y movilizar el día que se trate la reforma laboral, cosa que será este miércoles 11. Solo la conducción Celeste de la CTERA, llamativamente, no ha convocado aún a parar y debemos seguir exigiéndolo.

Sí han llamado al paro y a movilizar este 11F gremios como SUTEBA con el FUDB, el Frente Docente Bonaerense que integran con la FEB, UDOCBA, SADOP y AMET, con lo que más de un tercio de la docencia del país queda comprometida, pero se debe asegurar la más masiva participación. Al convocarlo, SUTEBA y el FUDB hablan de “paro nacional docente”, pero la dirigencia Celeste de la CTERA aún no lo convoca. Tampoco los gremios docentes nacionales de la CGT como la UDA o la CEA.

No a la reforma esclavista, por salario y mayor presupuesto

Desde la Coordinación Nacional Docente dejamos en claro no tener ninguna confianza en las burocracias sindicales y menos en los jerarcas de la CGT que responden al PJ y apenas llaman a una marcha aislada, negándose a llamar a un paro nacional y plan de lucha hasta derrotar todo el ajuste de Milei, el FMI y sus cómplices. Por eso, junto a exigirles que convocaran, definimos impulsar esa acción en todos los sindicatos donde sea posible parar, además de movilizar ese día.

Así lo decidimos con la UnTER en Río Negro y AdoSaC en Santa Cruz; en Tierra del Fuego, el Congreso de SUTEF votó hoy llamar a paro el 11 y también convocamos a paro y movilización desde Ademys en CABA. Además, lo habían votado las Seccionales combativas de ATEN en Neuquén y finalmente llamó a paro la conducción provincial, con movilización. Y se llama a parar y marchar el 11F en Jujuy desde el CEDEMS, como parte de una amplia unidad.

En Misiones, mantienen su acampe y convocan a movilizar ese día, lo mismo haremos desde la UEPC Capital en Córdoba, donde marcharemos en unidad con otros sectores y no resulta factible parar, ya que la docencia se reintegra el 19. Lo mismo en Chaco, donde el regreso será recién el 23 de febrero, por lo que el SITECH Federación con un amplio arco de sindicatos, convocan a movilizar este 11F.

En Entre Ríos, la Celeste no habla de paro diciendo que a las escuelas se retoma este jueves 12, aunque tampoco llaman a movilizar aún contra la reforma esclavista. En Santa Fe, como de costumbre, la burocracia Celeste se llena la boca de discursos “combativos”, pero solo llamaron a “participar” de la marcha de este martes 10 y no realizan asambleas desde el año pasado, todo lo definen por arriba.

En Mendoza, San Juan, Catamarca, La Rioja, Formosa, Salta o Tucumán, las conducciones de los gremios de CTERA no han dicho palabra, lo que debilita la lucha. Por eso debemos exigirles que se pronuncien y convoquen, pero llamando a su vez a la docencia a parar, adhiriendo al paro nacional de las dos CTA y de ATE, lo que asegura toda cobertura gremial.

También luchamos por mayor presupuesto educativo y en rechazo de la miseria salarial que pagan los gobernadores, entre ellos Kicillof, que está ofertando un mísero 0.5% de “aumento” real, consolidando una fuerte pérdida salarial, luego de meses de salarios congelados. Por eso, justamente con la Multicolor, movilizamos el jueves pasado al ministerio de Trabajo en La Plata, contra un acuerdo salarial a la baja y a espaldas de la docencia.

Solidaridad con el Garrahan, unidad de todas las luchas

Aunque esta movilización y paro del miércoles 11 tienen un sentido claro: vamos al Congreso y a todas las plazas del país a enfrentar la nefasta ley de contrarreforma esclavista, el intento de atacar la Ley de Glaciares para beneficiar a las corporaciones mineras y de bajar la punibilidad de nuestras infancias a 12, 13 o 14 años.

A su vez, desde Alternativa Docente (ANCLA / MST en el FIT Unidad), fuimos parte del Cabildo Abierto realizado el viernes 4 en el hospital Garrahan y nos sumamos activamente a sus resoluciones. Por lo que impulsamos ser parte de la más amplia unidad en la diversidad y llamar a movilizar este miércoles en una potente columna independiente que parta desde el Garrahan. Para confluir en Congreso con un programa integral de lucha.

La defensa del Garrahan excede la solidaridad con trabajadores perseguidos y dirigentes como Norma Lezana a quien pretenden despedir por plantarse y torcerle el brazo a Milei y su ajuste. Es una trinchera clave donde ensayan la aplicación de esta reforma laboral regresiva y esclavista. Defender el Garrahan es defender derechos laborales, la salud pública y la organización colectiva. Con la docencia universitaria y demás sectores, debemos luchar también porque la educación sea causa nacional.

Sumate al 13 Encuentro Nacional el sábado 28

Por último, queremos invitar también a nuestro 13° Encuentro Educativo Nacional el sábado 28 desde las 10.30 h en CABA con delegaciones de todo el país, de la Provincia y la Ciudad de Buenos Aires y a la vez, con conexión virtual para quienes compartan esta convocatoria (ver notas aquí y aquí).

El 13° Encuentro Nacional Educativo será un espacio para que docentes, estudiantes de nivel terciario o universitario y trabajadores de la educación del país podamos encontrarnos, intercambiar experiencias y debatir colectivamente cómo defender la educación frente al ajuste, el privatismo y la precarización. En un contexto de salarios de miseria, escuelas deterioradas y políticas que atacan nuestros derechos, se vuelve imprescindible fortalecer la organización desde abajo y construir propuestas al servicio de las mayorías populares.

Por eso, desde Alternativa Docente, te invitamos a participar activamente el sábado 28, para compartir experiencias, fortalecer lazos y pensar colectivamente cómo transformamos la educación pública, pero según las necesidades del pueblo trabajador y no de los sectores privatistas, la Iglesia, el Banco Mundial, la OCDE y el FMI.

Será una jornada con seminarios y paneles, intercambio de ideas y un momento cultural para seguir construyendo una corriente educativa nacional, democrática, combativa, unitaria y amplia. Que sea independiente de los gobiernos y las conducciones burocráticas, pelee por unificar las luchas y aporte a la construcción de una verdadera alternativa para la educación y el conjunto de la clase trabajadora. Además de impulsar un No Inicio de clases nacional el 2 de marzo, con continuidad. Sumate.

Miércoles 11. Con la Coordinación Nacional Docente, parar y movilizar al Congreso y en el país

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España: Tras una huelga educativa en Aragón histórica, ¿cómo luchamos contra los ataques a la pública?

A pesar de la no convocatoria de cinco sindicatos para no molestar durante la campaña electoral, la huelga educativa de tres días en Aragón vació centros y llenó plazas en todo Aragón. Ahora, ¿cómo seguir?. La energía mostrada no puede disiparse: organicemos la lucha por la educación y los servicios públicos.

Por: Jorge Remacha/Jorge Calderón

Algo se está moviendo en los centros educativos. En Catalunya la manifestación del 24 de enero fue el anuncio de un nuevo ciclo de huelgas que empieza el 11 de febrero. También en la Comunidad de Madrid continúa dándose una importante lucha contra la desfinanciación de la educación pública, especialmente la universitaria. Andalucía, Extremadura, Asturias… un reguero de protestas no cesa.

En Aragón cunde entre amplios sectores la preocupación ante los planes privatizadores que podría implantar un gobierno que reedite medidas de derechas tras las elecciones anticipadas del 8F. Pero esta preocupación se combina con la experiencia de una huelga educativa histórica, que muestra que hay posibilidad de responder cualquier ataque a la educación pública.

En las tres capitales aragonesas, y con una gran presencia en el mundo rural, se acaba de demostrar que hay fuerzas para movilizarse con una gran huelga educativa de tres días el 20, 21 y 22 de enero, con seguimientos en torno al 50% y multitudinarias movilizaciones. Fue convocada por CGT y seguida por amplios sectores más allá del propio sindicato (segunda fuerza sindical en la educación pública en Aragón), a pesar de los comunicados en contra de la huelga de CCOO, UGT, CSIF, ANPE, STEA y la asociación de familias FAPAR, justificando que “el contexto actual de proceso electoral en Aragón no es el más adecuado para dicha convocatoria.”

Llamar a no movilizarse ni hacer huelgas durante la campaña electoral aragonesa es un regalo de la burocracia de estos sindicatos a los planes privatizadores del gobierno de la derecha de Azcón. También es una traición a sus propias bases, muchas de las cuales participaron de las manifestaciones de la huelga educativa. Finalmente, es un desacierto que ha sido contestado por manifestaciones masivas, a pesar de la llamada a la desmovilización de estos sindicatos.

Esta huelga muestra que organizar los combates desde abajo, empuja a salir a los sectores cuyas direcciones pueden estar menos decididas o incluso en contra de movilizarse. A las prácticas burocráticas de las direcciones sindicales allá donde se den, hay que imponer la autoorganización desde abajo y la llamada a la unidad de acción.

“Que esta huelga se note en las urnas” ¿Para hacer bloque con Azcón o con el PSOE que implantó la concertada?”

La gran fuerza de la huelga educativa (y el potencial que aún puede desplegar) no puede subordinarse, ni ser base de maniobra, para hacer peticiones a gobiernos con el PP o con el PSOE. Ambos partidos han asegurado durante décadas los recortes y privatizaciones educativas en Aragón.

El PP defiende dentro y fuera de la comunidad el avance en la privatización, sostenido en la destrucción de los servicios públicos. VOX se suma a esta tarea y pretende pelear por imponer más censura y adoctrinamiento reaccionario en la educación. Aragón Existe podría ser un aliado puntual de este bloque, relevando al PAR.

El PSOE trata de permitirse un doble juego de discursos en defensa de la educación pública, al tiempo que es el partido que en 1985 inauguró el esquema actual de la escuela concertada en la LODE. Lo vendió como una solución temporal para calmar las luchas de la comunidad educativa y al mismo tiempo mantener el poder de la educación religiosa tras el franquismo reciente. Esa solución temporal ya lleva cuatro décadas.

Ninguno de los partidos que quiere reeditar un gobierno con el PSOE, como Podemos, CHA o Sumar-IU, nos va a dar este mensaje en campaña electoral. Todos ellos han gobernado con el PSOE en Aragón o lo hacen en el gobierno central, manteniendo en lo esencial todo atado y bien atado para la patronal aragonesa y su depredación de los servicios públicos.

“¡Presupuestos militares, para escuelas y hospitales!”

Y es que, si en las manifestaciones de la huelga educativa se cantaba “¡Presupuestos militares, para escuelas y hospitales!” esta idea señala directamente al gobierno de Azcón con su desvío de fondos para favorecer el “hub” de la industria de la guerra en Aragón, desde los convenios de UNIZAR a los centros de datos, pasando por Instalaza. Pero este cántico también señala al gobierno central de PSOE-Sumar (y al anterior con Podemos) que desviaron esos presupuestos a aumentar el gasto militar y en barreras a las personas migrantes, en sintonía con las peticiones de la OTAN.

El resultado ya lo conocemos: una masacre en Melilla, miles de muertes en el Mediterráneo, nuevas cárceles españolas para migrantes en terceros países, compra y venta de armas a Israel con o sin embargos fake y aumento de las ganancias en los fabricantes de armas.

El Gobierno del PSOE y Sumar, ha comprometido más de 60.000 millones de euros en gasto militar. Si la huelga educativa aragonesa denunciaba el desvío de los nuevos 20 millones de Azcón para la concertada (un total de 1.013 millones para 2025-2031), recordemos que estos 60.000 millones se derivan al rearme imperialista y se financia con recortes en la educación, el transporte y la sanidad pública, que luego impone nuevamente cada gobierno autonómico.

¿Qué hacer con la fuerza mostrada el 20,21 y 22 en Aragón para luchar por la educación pública?

Pero entonces, ¿con la fuerza mostrada el 20,21 y 22 en Aragón para luchar por la educación pública, qué hacemos? No hay que esperar a después de las elecciones, ni dejar que se enfríe la situación, porque se ha se ha demostrado que hay fuerza y ganas de luchar.

Antes de la huelga educativa CCOO, UGT, CSIF, ANPE y STEA afirmaban que sí estaban dispuestos a ir a la huelga educativa, en la que se ha mostrado una gran disposición de la comunidad educativa a luchar, a pesar de su no convocatoria. En una nueva convocatoria de huelga ahora podrán demostrar si es verdad que estaban dispuestos a convocar huelga después del 8F, como dijeron.

Como decía CGT para llamar al resto de sindicatos a secundar la huelga «detener la huelga porque haya elecciones sería un error, porque la privatización no se detiene porque haya elecciones».

El gobierno que salga después del 8F en Aragón va a mantener en lo esencial el programa privatizador. No salir a pelear para parar las privatizaciones en educación pronto es desperdiciar las fuerzas que se han demostrado en la huelga, causando un golpe a la capacidad de imponerse de la comunidad educativa y dando un balón de oxígeno a gobiernos privatizadores.

CGT, como sindicato convocante, tiene que organizar asambleas en los centros, llamando a todos los sindicatos de enseñanza que han dado la espalda a esta huelga. Que sean organizadas democráticamente, con libertad de tendencias políticas y sindicales, para debatir en común y coordinar un plan de lucha de la comunidad educativa contra los conciertos y la desfinanciación en la educación pública.

Estas asambleas no pueden dejar fuera a los trabajadores de los centros que no son públicos, que quedan bajo el control de patronales y contratas con un largo historial de irregularidades. Tratar de unir esa brecha, así como sumar a interinas, es fundamental. Y aún hay más sectores de los servicios públicos, la juventud y la comunidad educativa que pueden confluir de forma más presente.

Contracorriente convocó la huelga de estudiantes en apoyo al resto de la comunidad educativa, pero es necesario ir más allá. El resto del movimiento estudiantil tiene que entrar en escena, junto a trabajadores docentes y no docentes. También, les docentes tienen que defender el derecho a huelga estudiantil frente a las directrices que envía a los centros el Servicio Provincial tratando de dificultar su derecho a huelga.

Como dice Cynthia Lub en un artículo anterior: “los ataques en la educación pública son un ataque contra los hijos e hijas de la clase trabajadora, para conseguir una mano de obra subordinada a la voluntad de las empresas, preparándola y disciplinándola para ser carne de cañón en las nuevas guerras. Por eso, necesitamos que el movimiento estudiantil se sume a organizar la huelga desde abajo, con asambleas de docentes, no docentes y alumnas en cada centro de estudio.”

Autoorganizarse con asambleas de base en los centros y tomar reivindicaciones de otros sectores en lucha han sido dos claves fundamentales para sumar fuerzas en otras luchas recientes de la comunidad educativa. Estas asambleas de base, deben confluir en una gran asamblea general de toda la comunidad educativa, que exponga lo votado en cada centro y sea la base de las futuras movilizaciones. También es necesario que los sindicatos llamen a la coordinación para unir las luchas del sector público en todo el Estado, con la perspectiva de preparar una huelga general de los servicios públicos, organizada desde abajo y democráticamente en todos los centros de trabajo de la educación, la sanidad o los transportes.

Como dijimos en un artículo anterior, “en Catalunya y en la Comunidad de Madrid fueron elementos clave a la hora de levantar movilizaciones históricas estos cursos y fortalecer la organización de un sector docente solidario con la situación de un alumnado cada vez más diverso y con grandes dificultades, como vimos con la creación de la Plataforma de Docentes contra los Desahucios o con el apoyo a las acciones y huelgas por Palestina. También las movilizaciones del curso pasado en Asturias, Andalucía o Extremadura marcan un punto de apoyo.”

Como demostró la gran afluencia de familias a la huelga educativa aragonesa, hay que compartir la lucha y las preocupaciones de la comunidad que nos rodea. Esta unidad es una base para sostener las movilizaciones futuras y rodearlas de solidaridad. Herramientas como éstas pueden ser determinantes para poder confluir con la lucha de la sanidad, el transporte y más sectores que pelean contra la privatización de los servicios públicos.

Una educación distinta

Desde la CRT cuestionamos el actual sistema educativo dirigido por el Estado y al servicio de seguir reproduciendo la sociedad capitalista. Para imaginar una educación diferente, al servicio de las necesidades de la mayoría trabajadora y gestionada democráticamente desde abajo (abriendo oportunidades para la emergencia de nuevas pedagogías), no es posible separarla de la pelea por superar los grandes problemas de desfinanciación y ataques que sufre la educación pública.

Tampoco podemos imaginar una educación diferente de forma separada de los combates diarios en los hogares de nuestro alumnado, desde la vivienda al salario, pasando por el racismo de estado, las ofensivas imperialistas o la degradación de los servicios públicos. La escuela no es una isla aparte. En definitiva, no podemos separar la pelea por una educación sobre nuevas bases de la pelea por conquistar una sociedad sobre nuevas bases.

Por eso, proponemos una serie de medidas que tratan de tender un puente entre demandas actuales en defensa de la educación pública y objetivos que ponen en cuestión la sociedad capitalista y su escuela tal y como están. No se trata de una lista de medidas para enmarcar, sino que la pensamos unida a las propuestas anteriores para organizarse en común y sumar fuerzas con el resto de la comunidad educativa, el movimiento obrero y la juventud.

Por el paso de los centros educativos a una red única 100% pública y fin de los conciertos educativos y su personal. Separación de Iglesia y Estado. Educación pública, laica, gratuita y universal de los 0-3 años a los estudios universitarios y de FP, financiada con impuestos a las grandes fortunas y empresas.

Reapertura de las vías cerradas en los centros públicos, con aumento de plazas y fijeza de plantilla para asegurar la bajada de ratios y mejorar la calidad educativa. Pase a plantilla fija de interinas y del personal externalizado, refuerzo de los servicios de limpieza, conserjería, traducción, personal psi, atención socioeducativa, educación sexual y apoyo escolar recortados durante años, así como de los servicios privatizados en los campus universitarios. Por la gestión democrática en los centros educativos a través de asambleas de docentes y no docentes, junto a la comunidad educativa y la coordinación con el movimiento estudiantil.

Becas-salario para los estudiantes de rentas bajas y necesidad de transporte en Universidad y FP. En FP, pase a la pública, prácticas remuneradas, plenos derechos laborales. Ruptura de todos los acuerdos universitarios con el Ejército, empresas que invierten en armamento, que se enriquecen del expolio imperialista en África y América Latina e instituciones israelíes. Por una universidad dirigida por sus estudiantes, docentes y trabajadores con representación acorde a su peso en la comunidad universitaria. En tiempo de tambores de guerra y de nuevos combates en la educación, un grito debe unir nuestras luchas: ¡abajo los presupuestos militares, arriba los de los servicios públicos!

¡Por una educación 100% pública, gratuita, laica y de calidad! ¡Por la lucha en educación! ¡Organicemos la lucha y la huelga en educación!

https://www.izquierdadiario.es/Tras-una-huelga-educativa-en-Aragon-historica-como-luchamos-contra-los-ataques-a-la-publica

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Alfabetizar ante el algoritmo: La urgencia de una Educación Mediática

Por Francisco Espinosa

La Educación Mediática no es un invento moderno. Su origen es tan antiguo como la necesidad de entender los códigos que usamos para comunicarnos.

En 2016, el Perú dio un paso trascendental hacia la modernización de sus aulas con la aprobación del nuevo Currículo Nacional de Educación Básica Regular. Este documento sentó, por fin, las bases para una transición hacia un sistema de competencias, alineándose con el mandato constitucional de brindar educación de calidad a todos los peruanos y con los objetivos globales de desarrollo. Sin embargo, en la letra pequeña de este gran avance persiste un silencio incómodo: la ausencia de una política pedagógica explícitamente centrada en el estudio crítico de los medios.

Para entender la gravedad de este vacío, hay que definir algunos conceptos. La Educación Mediática no es un invento moderno. Su origen es tan antiguo como la necesidad de entender los códigos que usamos para comunicarnos. Desde el momento en que alguien pintó una pared rupestre o encendió una señal de humo, nacieron reglas de comunicación que debían ser interpretadas. Decodificar un mensaje, ya sea un telegrama o un tweet, es una competencia que se debe aprender.

Históricamente, el lugar de esta disciplina en la agenda pública ha sido intermitente, entrando en estados de “hibernación” dictados por las demandas de cada época. Durante el reinado del libro, por ejemplo, la prioridad absoluta fue la lectoescritura. A mediados del siglo XX, la radio y el cine exigieron nuevas claves de lectura, un ciclo que se repitió en los 80 con la televisión satelital.

Pero hoy, esa pausa ya no es viable. La “infodemia” actual ha convertido a la Educación Mediática en algo imprescindible. La capacidad de procesamiento digital y la omnipresencia de internet han detonado una explosión de contenidos sin precedentes. El ciudadano de hoy no es un receptor pasivo que lee el diario por la mañana, sino un nodo activo que interactúa con streaming, podcasts, blogs y redes sociales en un bucle infinito.

Aquí yace el error fundamental: confundir destreza técnica con pensamiento crítico. Ante este ecosistema complejo, la respuesta educativa no puede limitarse a enseñar cómo usar la tecnología. No basta con que el alumno sepa deslizar el dedo por una tableta o instalar una aplicación; el verdadero reto es comprender qué ocurre detrás de la pantalla. Una democracia saludable necesita ciudadanos que entiendan las reglas del juego: ¿qué intereses controlan lo que veo?, ¿cómo moldean estas plataformas mi visión política?

El analfabetismo del siglo XXI no consiste en no saber leer, sino en no entender el algoritmo. Hoy, el pensamiento crítico depende de responder preguntas que el currículo apenas roza: ¿por qué mi red social me muestra esto y no aquello?, ¿cómo funciona el negocio publicitario que monetiza mi atención?, ¿cómo protejo mi privacidad o uso la Inteligencia Artificial éticamente?

Si bien el currículo actual contempla competencias en ciencia y tecnología, así como competencias transversales vinculadas al entorno digital, este enfoque resulta insuficiente en la práctica. En la dinámica escolar, lo que se etiqueta como “transversal” corre el riesgo de volverse invisible, pues aquello que es responsabilidad de todas las áreas, a menudo termina no siendo prioridad de ninguna.

Mientras no le demos a la Educación Mediática un espacio propio, seguiremos ofreciendo respuestas incompletas a uno de los problemas centrales de nuestra época. Es hora de que la sociedad civil, el sector privado y, sobre todo, los partidos políticos, dejen de ver esto como un tema técnico y lo asuman como una urgencia cívica. Debemos abogar por la implementación formal y explícita de esta disciplina en las escuelas. Solo cuando enseñemos a cuestionar el medio tanto como el mensaje, estaremos cumpliendo realmente con el deber de ofrecer una educación competente y de calidad para todos los peruanos.

https://www.infobae.com/peru/2026/02/06/alfabetizar-ante-el-algoritmo-la-urgencia-de-una-educacion-mediatica/

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Convención Fiscal de la ONU: la sociedad civil impulsa la transformación del sistema tributario frente a posiciones conservadoras

Esta semana inició la Cuarta Sesión de Negociaciones para la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre Cooperación Fiscal Internacional, que se desarrollará hasta el 13 de febrero. Este ciclo de negociaciones es una oportunidad para avanzar hacia un marco global de cooperación fiscal, que permita abordar desigualdades, impulsar el desarrollo sostenible y consolidar un sistema tributario internacional justo.

Latindadd participa como representante de la sociedad civil de América Latina y el Caribe, con Nathalie Beghin, co-presidenta; Adrián Falco, coordinador del área de Justicia Fiscal; y Luis Moreno, chair de la Global Alliance for Tax Justice (GATJ) y director de Fiscalidad Internacional de la red latinoamericana. Su participación busca asegurar que las preocupaciones del Sur Global estén presentes en los debates de la Convención.

Los que discutirá esta ronda

Durante estas dos primeras semanas se discutirán artículos centrales del texto preliminar de la Convención, así como los Protocolos 1 y 2. Entre ellos:

  • Artículo 4 – Desarrollo sostenible: vincular la tributación con los Objetivos de Desarrollo Sostenible, derechos humanos, igualdad de género y mecanismos de monitoreo.
  • Artículo 5 – Asignación de derechos tributarios: definir criterios de imposición basados en creación de valor y actividades económicas, cuidando riesgos de doble tributación y renegociación de tratados.
  • Artículo 7 – Cooperación contra la evasión, la elusión y los flujos financieros ilícitos: fortalecer la cooperación internacional para prevenir y combatirlos mediante el intercambio de información, la transparencia y el apoyo mutuo entre Estados.
  • Artículo 15 – Relación con otros acuerdos: garantizar coherencia con tratados fiscales existentes y seguridad jurídica.
  • Protocolo 1 – Tributación de servicios digitales: establecer opciones para gravar ingresos derivados de servicios transfronterizos en la economía digital.
  • Protocolo 2 – Prevención y resolución de disputas fiscales: definir mecanismos que faciliten la resolución efectiva de conflictos tributarios internacionales.

Ambición contra cautela

La jornada inicial mostró diferencias de enfoque entre quienes buscan impulsar cambios más profundos en el sistema fiscal global y quienes priorizan mantener las reglas vigentes.

Desde la sociedad civil, se planteó que la Convención no puede ser solo un documento “esquelético” o declarativo. Debe incluir mecanismos que generen impactos concretos en desarrollo sostenible y justicia fiscal. Los sistemas tributarios no son neutrales; si no incorporan un enfoque de derechos humanos y de género seguirán reproduciendo desigualdades.

Entre las demandas principales está la puesta en práctica del principio de “quien contamina, paga”, reforzado por propuestas de incorporar una tributación ambiental progresiva sobre actividades contaminantes, así como medidas para gravar de manera efectiva a las grandes fortunas, a las empresas multinacionales y a las industrias extractivas, y para combatir los flujos financieros ilícitos mediante mayor transparencia y un registro global de activos.

En contraste, los delegados estatales mostraron cautela frente a compromisos más concretos. Algunos países se mostraron reticentes a incluir mecanismos de monitoreo de derechos humanos en el texto base, mientras economías del Norte Global, como Suiza, Japón, Canadá y varios miembros de la Unión Europea, centraron sus intervenciones en la “seguridad jurídica”, rechazando cualquier formulación que implique renegociación automática de tratados o derechos de imposición sin presencia física, por riesgo de doble tributación.

Fricciones y limitaciones en la negociación

La sociedad civil expresó su desacuerdo frente a la estrategia de algunos países desarrollados de mantener la discusión en un nivel general. La insistencia en expresiones como “de conformidad con las leyes nacionales”, señalaron, impide que la Convención adopte cambios concretos que generen un impacto real en la justicia fiscal y el desarrollo sostenible.

Este reclamo se vincula con la preocupación por evitar que la Convención quede subordinada a acuerdos bilaterales o espacios no inclusivos, y con la demanda de eliminar prácticas como los acuerdos de precios anticipados secretos y la inclusión de mecanismos de arbitraje que refuercen tratamientos preferenciales a grandes corporaciones.

Al mismo tiempo, varias economías desarrolladas y jurisdicciones consideradas guaridas fiscales han bloqueado propuestas más ambiciosas, reforzando un enfoque que mantiene la Convención como un marco “de alto nivel” sin contenido concreto. Este enfoque corre el riesgo de convertir el proceso en un ejercicio simbólico mientras las desigualdades fiscales globales continúan creciendo.

Latindadd seguirá participando activamente durante estas dos semanas, promoviendo que los países de América Latina y el Caribe contribuyan a construir una Convención Fiscal capaz de transformar las reglas tributarias globales, orientándolas hacia el bienestar de las personas y el desarrollo sostenible del planeta.

Convención Fiscal de la ONU: la sociedad civil impulsa la transformación del sistema tributario frente a posiciones conservadoras

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El Salvador se convirtió en el primer país del mundo en masificar la IA personalizada en la educación pública

Más de un millón de estudiantes de El Salvador tendrán acceso a un tutor gratuito basado en inteligencia artificial (IA) luego de la alianza anunciada entre el presidente Nayib Bukele y el empresario tecnológico Elon Musk. El acuerdo implica la incorporación de Grok, la herramienta desarrollada por xAI, en las más de 5,000 escuelas públicas del país.

El programa marca la primera experiencia nacional en el mundo donde el aprendizaje personalizado impulsado por IA se implementa de manera masiva en la educación pública.

La compañía xAI, propiedad de Elon Musk, detalló que la plataforma Grok ofrecerá acompañamiento académico a estudiantes de primaria y secundaria, ajustando la instrucción al currículo nacional y adaptándose al ritmo y estilo de aprendizaje de cada alumno.

Según DPL News, la iniciativa busca asegurar que todos los estudiantes, sin importar su origen o ubicación, accedan a tutoría educativa de alto nivel. El acompañamiento será individualizado y se integrará al proceso pedagógico, sin desplazar el rol de los docentes, quienes continuarán al frente de la instrucción en el aula.

La implementación de Grok se desarrollará durante los próximos dos años y contempla no solo la integración tecnológica, sino también la creación de metodologías, bases de datos y lineamientos regulatorios.

USO RESPONSABLE DE LA IA

El plan incluye la definición de marcos de gobernanza, auditoría y seguridad para promover un uso responsable de la IA en el entorno educativo salvadoreño. La empresa xAI destacó que Grok proporcionará respuestas claras y contextualizadas, tomando en cuenta factores locales y humanos para que la adopción resulte sostenible y pertinente.

El Salvador se posiciona así como pionero en la adopción de tecnología educativa basada en inteligencia artificial a nivel nacional, en una etapa en la que el presidente Bukele ha impulsado reformas en el sistema educativo.

Entre estas medidas figuran nuevas normas de disciplina y cortesía, la prohibición del uso de lenguaje inclusivo en los centros educativo, la reactivación de los lunes cívicos, la entrega de paquetes escolares con herramientas tecnológicas y, más recientemente, el lanzamiento del nuevo Currículo Nacional de Primera Infancia, presentado por la primera dama de la República, Gabriela de Bukele.

Según información ofrecida por DPL News, el convenio entre el Gobierno y xAI también contempla la posibilidad de que los lineamientos regulatorios, metodologías y marcos de gobernanza elaborados en El Salvador funcionen como referencia internacional. El paquete tecnológico incluye auditorías periódicas y mecanismos de control orientados a la transparencia y la seguridad de los datos de los estudiantes.

La experiencia salvadoreña con Grok la observarán otros países que exploran el uso de inteligencia artificial en la educación pública. El impacto del programa, su capacidad para reducir brechas educativas y los desafíos asociados a la confiabilidad de los contenidos serán temas de análisis en el sector educativo, tecnológico y en la agenda pública internacional.

Información: Infobae

Foto: Agencia

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Ecuador: crisis y derechos humanos

Por: Edgar Isch L.

Ecuador es un país andino ubicado en pleno trópico del planeta, lo que le genera una amplia variación de climas, regiones y recursos. El PIB nominal proyectado para 2026 es de unos 133,7 mil millones de dólares, impulsado por exportaciones de petróleo, banano, flores, camarones y cacao. (1) Sus 18 millones de habitantes representan igualmente una gran riqueza cultural: oficialmente se reconoce 14 nacionalidades y 18 pueblos indígenas, con 14 lenguas maternas, varias en riesgo.

Crisis en Ecuador 2024: operativos del Ejército dejan más de 2 mil ...
Noboa y los operativos represivos del Ejercito

En lo económico, se mantiene una producción extractivista centrada en materias primas de exportación, principalmente de petróleo, banano, flores, camarones y cacao. Hay también una economía oculta con la presencia del narcotráfico. Según análisis internacionales, hoy el 70% de la cocaína que circula en el mundo sale desde puertos ecuatorianos, aunque el producto llega desde los países vecinos. (2)

El crimen organizado, principalmente en torno a la droga, trae también un muy grave efecto en la seguridad ciudadana. Los homicidios intencionales alcanzaron 9.216 en 2025, un récord histórico con un aumento del 31% frente a 2024, posicionando a Ecuador como el país más violento de América Latina (52 por 100,000 habitantes). El 66% de la población (11.5 millones) vive en 256 parroquias de alto riesgo por consumo y tráfico de drogas. (3)

a minerìa ilegal crece año a año y sigue contaminando

Las numerosas bandas han ingresado también en la minería ilegal que, sin embargo, es una puerta de entrada a la llamada minería legal con enormes efectos socio-ambientales. Este es un rubro económico privilegiado por el gobierno, provocando cambios legales favorables al extractivismo y protestas sociales que han alcanzado el nivel de levantamientos indígenas y populares que han enfrentado la represión denunciada por violación de derechos humanos. Para el control social, el gobierno ha utilizado reiterativamente los estados de excepción.

El saldo de la deuda pública del Sector Público No Financiero alcanzó unos 62.622 millones de dólares a julio de 2025, equivalente al 46% del PIB. La deuda externa ha crecido con los bancos multilaterales y principalmente con el FMI. Se estima que los pagos de deuda en 2026 casi duplicarán los del año anterior y a inicios de año. Para aliviar presiones inmediatas y reducir el riesgo país, en enero de este año el gobierno recompra bonos por 3.000 millones de dólares, financiados con nueva emisión de 4.000 millones pagaderos a 2034. (4)

En lo sociopolítico el país agudiza las contradicciones y el descontento por la falta a soluciones a problemas deseguridad, salud y empleo, principalmente. Por ello, a pesar de tener control sobre la mayoría legislativa y la mayor parte de organismos del Estado, el gobierno fue derrotado en los cuatro puntos de la última consulta popular de noviembre 2025, que rechazó nuevas bases militares extranjeras (una de las intenciones del gobierno en su relación sumisa ante los intereses norteamericanos) y cambios constitucionales regresivos.

En término de derechos humanos, la situación es crítica. Las cárceles sufren hacinamiento extremo, torturas demostradas, falta de atención médica y muertes violentas. Se reportan múltiples detenciones arbitrarias y Amnistía Internacional documenta al menos 10 desapariciones forzadas ligadas a operativos militares en 2024 y
la Fiscalía acumuló 31 denuncias de desapariciones forzadas atribuibles directamente a militares hasta julio de 2025. Existen además posibles ejecuciones extrajudiciales y de acuerdo con Human Rights Watch los abusos de las fuerzas de seguridad tras haberse declarado el «conflicto armado interno».

En 2024, se evidencian en al menos 27 denuncias de ejecuciones en el primer semestre de ese año, cifra que persiste en 2025 sin fiscalización adecuada (5%) . El caso más analizado ha sido el caso de 4 niños afrodescendientes de Las Malvinas (sector de Guayaquil), que tras ser detenidos por una patrulla militar fueron hallados con impactos de bala.

El Popular - El juicio de esclavitud moderna de Ecuador contra Furukawa ...Se destaca también el caso de esclavitud moderna como forma de explotación laboral en las haciendas de la empresa Furukawa Plantaciones C.A., una compañía japonesa dedicada al cultivo de abacá en Santo Domingo de los Tsáchilas. Desde 1963, Furukawa empleó a unas 244 personas (mayormente afrodescendientes analfabetas) en condiciones de servidumbre de la gleba: trabajo forzoso sin salario justo, vivienda precaria, falta de acceso a salud y educación, y retención de documentos para impedir la libertad de movimiento.

Un tribunal provincial sentenció a la empresa en 2023 por trata laboral, ordenando compensaciones. En diciembre 2024, la Corte Constitucional emitió la Sentencia 1072-21-JP/24, reconociendo violaciones graves a 342 víctimas (incluyendo trabajo infantil) y responsabilizando al Estado por omisión del Ministerio de Trabajo. Hoy, se alerta que
la empresa no acepta los fallos judiciales, despidió demandantes, acosó víctimas y continúa operando sin reparaciones integrales que suman 42 millones de dólares. Esto deja a sobrevivientes en precariedad extrema, con riesgo de revictimización. (6)

En suma, la situación de crisis nacional y la polarización social, hace prever nuevos y más fuertes conflictos en el país.

Notas

1.- Ecuador, Ministerio de Economía y Finanzas. Recuperado de: https://www.finanzas.gob.ec/wp-
content/uploads/2025/10/Documento-Programacion-Fiscal-2026-2029.pdf
2.- Ecuador, Ministerio del Interior, 18 de diciembre 2025, recuperado de:
https://www.ministeriodelinterior.gob.ec/policia-nacional-desarticula-organizacion-criminal-dedicada-al-
narcotrafico-internacional-desde-puertos-ecuatorianos-hacia-europa/ prensa: https://vocesdelsur.prensa-
latina.cu/narcotrafico-en-ecuador-la-cocaina-que-sale-de-los-puertos-llega-a-28-paises/
https://www.eleconomista.com.mx/internacionales/Ecuador-surte-el-70-de-cocaina-que-consume-Europa-
20240116-0004.html  https://www.bbc.com/mundo/noticias-america-latina-58829554
3.- Prensa, recuperado de: https://cnnespanol.cnn.com/2026/01/21/latinoamerica/ecuador-2025-anio-mas-
violento-homicidios-orix, https://www.primicias.ec/seguridad/ecuador-homicidios-asesinatos-violencia-crimen-organizado-2025-114304/ análisis estadístico https://oeco.padf.org/wp-content/uploads/2025/06/Boletin-anual-de-homicidios-intencionales-en-Ecuador-ajustado_compressed.pdf
4.-  https://www.primicias.ec/economia/deuda-externa-aumento-2026-plan-gobierno-sariha-moya-daniel-
noboa-108133/?utm_source=chatgpt.com
5.- Declaración de “Conflicto armado” por Decreto 111/2024 del Presidente de Ecuador, recuperado de
https://www.comunicacion.gob.ec/wp-content/uploads/2024/01/Decreto_Ejecutivo No._111_20240009145200_20240009145207.pdf
https://www.hrw.org/es/news/2024/05/22/ecuador-abusos-luego-del-anuncio-de-un-conflicto-armado https://www.amnesty.org/es/latest/news/2025/09/ecuador-desapariciones-forzadas-cometidas-por-
militares-evidencian-la-fallida-estrategia-de-seguridad/
https://www.hrw.org/es/world-report/2025/country-chapters/ecuador
6.- Naciones Unidas, recuperado de: https://www.ungeneva.org/es/news-media/news/2026/01/114845/victimas-de-esclavitud-moderna-en-ecuador-siguen-sin-recibir

*  Académico y ex ministro de Medioambiente de Ecuador. Asociado al Centro Latinoamericano de Análisis Estratégico (CLAE, www.estrategia.la)

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