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Zambia: Government urged to invest more in Early Childhood Education to create educated and responsible citizens

África/Zambia/Octubre de 2016/Fuente: Lusakatimes

RESUMEN: Hijos en el desierto (CITW) ha instado al Gobierno a invertir más en la educación de la primera infancia si la nación desea tener ciudadanos responsables y bien educados. CITW es una organización sin ánimo de lucro. El apoyo de la empresa de ecoturismo Wilderness Safaris tiene como objetivo facilitar la conservación sostenible a través del desarrollo de liderazgo y la educación de los niños rurales de África.   El gestor de programas de CITW,   James Mwanza,  dijo que la columna vertebral de la educación de calidad de cualquier país se encuentra en los niños que se supone que tienen la calidad de la educación infantil temprana.

CHILDREN In The Wilderness (CITW) has urged the Government to invest more in Early Childhood Education if the nation is to have well educated and responsible citizens.

CITW is a non?profit organisation supported by ecotourism company Wilderness Safaris that aims to facilitate sustainable conservation through leadership development and education of rural children in Africa.

CITW programmes manager James Mwanza said the backbone of any country’s quality education lies in children who are supposed to have quality Early Childhood Education.

Mr Mwanza said this during the opening of a five days literacy training workshop for 25 Zambian and Zimbabwean teachers based in Livingstone, Kazungula, Victoria Falls town and Hwange at Richland Lodge in Livingstone yesterday.

The teachers are drawn from Nalituwe, Holy Cross, Simoonga and Twabuka primary schools in Livingstone and Jabulani,Nfundweni and Musiotunya primary schools in Victoria Falls and Hwange respectively.

The training workshop is being held in partnership Wordworks a non-profit organisation established in 2005 to support and improve the literacy and language development of children from disadvantaged communities in South Africa.

He said his organisation had learnt that children needed to have opportunities to build their competence and understanding in the areas of language skills such as vocabulary and comprehension and code related skills such as sound knowledge.

Mr Mwanza said the objective of the training was to equip teachers with new methods on how they could provide lessons to their pupils in a more effective and productive manner.

“We are targeting teachers who are handling Pre-school, grade one and two classes because we want them to develop the knowledge and skills they need to teach children in Early Childhood Education effectively.

“We decided to focus on early childhood education because evidence shows how important language and literacy foundations are for all school learning.

“Children who have developed language and literacy capabilities when they start grade one go on to become better readers and writers,”Mr Mwanza said.

He further disclosed that Early Childhood Education was important in ensuring that children had the necessary foundations to learn to read and write successfully.

Fuente: https://www.lusakatimes.com/2016/10/04/government-urged-invest-early-childhood-education-create-educated-responsible-citizens/

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Brasil: Professores e sindicatos criticam MP do Ensino Médio em audiência pública

América del Sur/Brasil/Octubre de 2016/Autora: Mariana Tokarnia/Fuente: EBC Agencia Brasil

RESUMEN: Medida Provisional (MP) de la Escuela Nueva sufrió resistencia en la primera audiencia pública en la Comisión de Educación de la Cámara de Representantes. organizaciones de la sociedad civil presentes pidieron el rechazo de la MP,  por la falta de discusión sobre el contenido. Entre los puntos más controvertidos son la falta de formación de los docentes para adaptarse a la nueva estructura y la incapacidad de las redes educativas, sin recursos adicionales, ofrecen múltiples opciones para sus estudiantes, lo que podría limitar la formación de algunas opciones técnicas. Además de la posible supresión del requisito de disciplinas de las artes, la sociología, la filosofía y la educación física. En la audiencia, los maestros y sindicalistas se detuvieron varias veces ante los discursos de los representantes del Ministerio de Educación y secretarios estatales de educación. «Es una mentira», «Los maestros no fueron escuchadas», fueron algunos de los gritos. Las interrupciones fueron puntuales y no impidieron la continuación de la audiencia.

A Medida provisória (MP) do Novo Ensino Médio sofreu resistência na primeira audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados. Entidades da sociedade civil presentes pediram a rejeição da MP, tanto pela falta de discussão quanto pelo conteúdo. Entre os pontos mais polêmicos estão a falta de formação de professores para se adequar à nova estrutura e a incapacidade das redes de ensino, sem recursos adicionais, oferecerem várias opções a seus estudantes, o que poderá restringir a formação a algumas opções técnicas. Além da possível retirada da obrigatoriedade das disciplinas de artes, sociologia, filosofia e educação física.

Apresentada pelo presidente Michel Temer no último dia 22, a MP do ensino médio flexibiliza os currículos e amplia progressivamente a jornada escolar. A reformulação da etapa já estava em discussão na Casa, no Projeto de Lei 6480/2013, e agora volta em formato de MP, com o prazo de 120 dias para ser votada. A previsão é que a comissão mista que ficará encarregada de emitir parecer sobre a medida seja criada amanhã (5). Ao todo, a MP recebeu 568 emendas, que foram consolidadas em 566.

Presentes na audiência, professores e sindicalistas interromperam diversas vezes os discursos de representantes do Ministério da Educação e dos secretários estaduais de educação. «É mentira», «Professores não foram ouvidos», «Não há nenhum professor ou estudante na mesa» foram alguns dos gritos. As interrupções foram pontuais e não impediram o prosseguimento da audiência.

«Estamos perplexos ao receber uma MP para tratar desse tema. E a perplexidade é tanto quanto ao método de apresentação quanto no conteúdo, por isso as pessoas lá atrás estão muito inquietas», diz a secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli. A CNTE foi uma das entidades que pediu a rejeição da MP.

Também contrário à MP, o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, apresentou dados de pesquisas de opinião dos estudantes que apontam que os alunos querem no ensino médio justamente os conteúdos que a MP retira, como artes e educação física. Cara ressaltou ainda que a MP não prevê recursos sufientes para a ampliação da jornada. «Em meio à crise econômica e arrecadatória, isso acaba sendo um problema que cria expectativa que não pode cumprir. A MP altera a lei do Fundeb [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], concentrando recursos para estados e redes estaduais, prejudicando o ensino infantil e fundamental, o orçamento dos municípios», acrescenta.

O deputado Danilo Cabral (PSB-PE) chegou a citar a proposta de emenda à Constituição (PEC 241/16), que limita o crescimento do gasto público à inflação. «A MP [do ensino médio] diz que a União vai transferir recursos para estados em até quatro anos. Até quatro anos é o que? Pode ser um? E depois? A PEC 241 vai colocar uma trava. Como conciliar colocar um teto de gasto e o Plano Nacional de Educação?», diz.

Novo Ensino Médio

De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher entre cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas – modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – e formação técnica e profissional.

A medida também amplia gradualmente a carga horária do ensino médio para 7h por dia ou 1,4 mil horas por ano.

Urgência

A secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, defendeu a urgência de uma reforma como justificativa para a edição de uma MP e ressaltou que a questão é discutida há anos. «A ideia de MP foi no sentido de coroar o processo de debate intenso que há muito se arrasta no Brasil». Ela destacou também a importância de aprimorar a MP com o debate no Congresso.

Maria Helena diz que as disciplinas não foram excluídas e sim que a MP transferiu para a Base Nacional Comum Curricular – que está atualmente em discussão – o que deverá ser ensinado nas escolas. De acordo com o MEC, não há sinalização que os conteúdos deixarão de fazer parte do ensino médio ou que serão retirados da Base, que definirá também as diretrizes da formação dos professores.

Mais cedo, em coletiva de imprensa, Maria Helena ressaltou que a MP só será colocada em prática a partir de 2018, que isso só ocorrerá após a aprovação da Base.

Fuente: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-10/mp-do-ensino-medio-sofre-resistencia-na-primeira-audiencia-publica-na

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México: Protestan en SEP por maestros cesados

América del Norte/México/Octubre de 2016/Fuente: El Mañana

Padres de familia y alumnos de maestros de escuelas de la Ciudad de México cesados protestaron en las instalaciones de la Secretaría de Educación Pública (SEP).

Los manifestantes exigen la reinstalación de los docentes dados de baja por faltar tres días consecutivos a clases por acudir a las protestas de la Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE) contra la reforma educativa.

Los inconformes arribaron a la calle República de Brasil, en el Centro Histórico, gritando consignas.

“¡Queremos a nuestros maestros , queremos a nuestros maestros !”, corearon los alumnos vestidos con su uniforme escolar.

Con pancartas en mano, los niños llegaron a la Plaza de Santo Domingo, frente a la SEP.

Los inconformes se acercaron a la puerta de la dependencia para solicitar una audiencia.

La puerta de la dependencia fue cerrada y el cruce de República de Brasil con República de Cuba estuvo cerrado a la circulación.

Anteayer, por segundo día consecutivo, padres de familia de la Escuela Primaria Leonardo Bravo, en la Colonia Peralvillo, cerraron la escuela y los alumnos recibieron clases en la calle.

DESPIDE SEP a  28 MAESTROS EN LA CDMX

La Secretaría de Educación Pública (SEP) informó que dio de baja a 28 maestros en la Ciudad de México por faltar a laborar más de tres días.

De acuerdo con la Ley General del Servicio Profesional Docente y con el fin de preservar el interés superior de los estudiantes de educación básica, explicó la dependencia, los 28 maestros recibieron la notificación del cese en sus centros de trabajo.

“Los maestros se encontraban trabajando en escuelas de las delegaciones Iztacalco, Tláhuac y Cuauhtémoc, y su despido se debe exclusivamente a la aplicación de la normatividad en materia laboral y administrativa”, detalló la SEP en un comunicado.

“La Administración Federal de Servicios Educativos en la Ciudad de México de la Secretaría de Educación Pública informa que esos docentes cesados serán suplidos de inmediato, de acuerdo al orden de prelación, por profesores que obtuvieron su plaza en el examen de ingreso al Servicio Profesional Docente”.

La Secretaría recordó que en la Ciudad de México trabajan 102 mil docentes en 4 mil 149 escuelas públicas de educación básica: inicial, preescolar, primaria, secundaria, educación especial y para trabajadores.

La autoridad reiteró su respeto irrestricto a los derechos de los docentes, pero también su decisión de aplicar la ley de manera firme y decidida.

Fuente: http://www.elmanana.com/protestanenseppormaestroscesados-3422575.html

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Países de la región analizan en la CEPAL avances en la implementación de medidas sobre población y desarrollo

Octubre de 2016/Fuente: CEPAL

La Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) acoge desde hoy y hasta el 6 de octubre una reunión de delegados de países de la región en la que se analizará una propuesta de indicadores para el seguimiento estadístico de la implementación del Consenso de Montevideo sobre Población y Desarrollo, el principal acuerdo intergubernamental de la región en esta materia.

Se trata de la Tercera Reunión de la Mesa Directiva de la Conferencia Regional sobre Población y Desarrollo (CRPD), que fue inaugurada por la Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, Alicia Bárcena; la Secretaria General del Consejo Nacional de Población (CONAPO) de México, Patricia Chemor, como Presidenta de la Mesa Directiva, y el Director de la Oficina Regional para América Latina y el Caribe del Fondo de Población de las Naciones Unidas (UNFPA), Esteban Caballero.

Todos ellos destacaron las convergencias entre el Consenso de Montevideo, adoptado en 2013 en la primera reunión de la Conferencia Regional, y la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible, aprobada en 2015 por los 193 países miembros de las Naciones Unidas, y subrayaron además que la CRPD debe jugar un papel fundamental en el seguimiento de la Agenda 2030 a través del nuevo Foro de los Países de América Latina y el Caribe sobre el Desarrollo Sostenible, que se reunirá por primera vez en México en abril de 2017.

En su intervención, la Secretaria Ejecutiva de la CEPAL señaló que la estabilidad en el crecimiento de la población, el envejecimiento y la urbanización representan los principales fenómenos demográficos en curso en la región de cara a la implementación del Consenso de Montevideo y de la Agenda 2030. “El fortalecimiento de las bases de datos demográficos es clave para desplegar políticas que combatan tanto la pobreza, que afecta a 175 millones de personas en América Latina, como la desigualdad”, remarcó Bárcena.

Por su parte, Patricia Chemor, Presidenta de la Mesa Directiva, destacó la importancia de contar con información demográfica confiable para tomar mejores decisiones en políticas públicas relacionadas con la natalidad, mortalidad, distribución y migración, así como de fortalecer las instituciones nacionales para mantener la congruencia y la comparabilidad de las estadísticas.

Al respecto, Esteban Caballero, Director Regional del UNFPA, llamó a potenciar el diálogo sobre los indicadores estadísticos entre la Conferencia Regional sobre Población y Desarrollo y la Conferencia Estadística de las Américas, ambos órganos subsidiarios de la CEPAL, y a lograr que la mayor parte de los indicadores que se emplearán para dar seguimiento al Consenso de Montevideo sean también los que se tomarán en cuenta en el caso de la Agenda 2030.

La propuesta de indicadores para el seguimiento regional del Consenso de Montevideo que se presentará en esta reunión busca asegurar la comparabilidad de datos entre países y su versión final será adoptada en la tercera reunión de la CRPD, en 2017 en El Salvador. Asimismo, esta semana se presentará una propuesta de formato de informe nacional que, una vez que sea aprobado, servirá de modelo para que los países elaboren sus propios reportes sobre el avance en la implementación del Consenso de Montevideo, a ser presentados por primera vez en 2017.

El Consenso de Montevideo incluye medidas sobre la integración de la población en el desarrollo sostenible y sobre las áreas de infancia, adolescencia y juventud, envejecimiento, salud sexual y reproductiva, igualdad de género, migración, desigualdad territorial, pueblos indígenas y afrodescendientes. En 2015 en México se aprobó una guía operacional concebida como un instrumento técnico voluntario de ayuda para su cumplimiento.

Según cifras de la CEPAL, en América Latina y el Caribe viven 635 millones de personas, de las cuales 164 millones son niños, 162 millones, jóvenes, y 70 millones, adultos mayores. Hay además 45 millones de indígenas, y el 80 % de la población vive en ciudades. Se estima que el número de habitantes se elevaría hasta 730 millones para el año 2050, aunque hacia final de siglo se reduciría a 690 millones.

Junto a México en la Presidencia, la Mesa Directiva de la Conferencia Regional está compuesta además por Argentina, Brasil, Colombia, Costa Rica, Cuba, Ecuador, El Salvador, Guyana, Honduras, Jamaica, Paraguay, Puerto Rico, República Dominicana, Uruguay y Venezuela.

Fuente: http://www.cepal.org/es/comunicados/paises-la-region-analizan-la-cepal-avances-la-implementacion-medidas-poblacion

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150 students attend Australian counselling session

Oceanía/Australia/Octubre de 2016/Fuente: Muscat Daily

RESUMEN: El Organismo Australiano de Servicios de Educación Superior-StudyCo (AAHES-StudyCo) organizó una sesión de asesoramiento para los estudiantes en el Radisson Blu Hotel, el martes. Alrededor de 150 estudiantes asistieron al evento. La sesión tuvo como objetivo proporcionar a los estudiantes y los padres la oportunidad de reunirse con representantes de las principales universidades en Australia y ayudarles a adquirir una idea de los aspectos de estudios en el extranjero. Elizabeth Ipe, gerente, AAHES-StudyCo dijo: «Este evento es organizado por AAHES-StudyCo cada año y estudiantes de varios colegios asisten a ella. Se sabe proporcionar a los estudiantes de la asistencia de expertos en el estudio de sultanato en Australia durante más de una década. Nuestra empresa se basa en Melbourne, con oficinas en Australia. Nos aseguramos de que los estudiantes se admiten en cada paso de su viaje educativo.

The Australian Agency for Higher Education Services-StudyCo (AAHES-StudyCo) hosted a counselling session for students at Radisson Blu Hotel, on Tuesday.

Around 150 students attended the event.

The session aimed to provide students and parents an opportunity to meet representatives from leading universities in Australia and help them gain insight into aspects of studying abroad.

Elizabeth Ipe, manager, AAHES-StudyCo said, “This event is organised by AAHES-StudyCo every year and students from various colleges attend it.

It is known to provide students from the sultanate expert assistance on studying in Australia for over a decade. Our company is based in Melbourne, with offices throughout Australia. We ensure that students are supported in every step of their educational journey.

“Over the last decade, we have been proud to assist ministries, schools and private companies and, most importantly students and parents, obtain information about the important and life-changing experience of studying abroad. All our recruitment services are completely free of charge.”

Hilal Izki, director of postgraduate scholarships from the Ministry of Higher Education said, “Australia is one of the best countries for students from Oman. It is also popular because of its environment and friendly people. Some of the world’s top universities are from Australia. It is also reasonable as compared to some European countries with quality of education.”

He added, “There are government representatives and consular general who personally look after the students and their welfare. Most of the students from Oman prefer Melbourne and Queensland.”

Fuente: http://www.muscatdaily.com/Archive/Oman/150-students-attend-Australian-counselling-session-4tug

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Entrevista a José Herrera Plaza sobre accidente nuclear en Palomares. Consecuencias (1966-2016)

Entrevista a José Herrera Plaza sobre accidente nuclear en Palomares. Consecuencias (1966-2016)
“En caso de accidente nuclear nacen por doquier criterios elevados al rango de «cuestiones de estado», siempre antepuestos al ámbito, salud e intereses de los afectados”
Por: Salvador López Arnal

José Herrera Plaza (Almería, 1955) cursó estudios de Economía en la Universidad de Valencia. Técnico Superior en Imagen y sonido, trabaja actualmente como cámara operador, en Canal Sur TV. Desde 1985 ha seguido de cerca todo lo relacionado con el accidente nuclear de Palomares. En 2003 fue coautor y coorganizador del libro y exposición en el Centro Andaluz de Fotografía ”Operación Flecha Rota. Accidente nuclear en Palomares”. Posteriormente dirigió el largometraje documental homónimo (2007).

Estábamos en el capítulo VI, “El proyecto Indalo”, cuando señalas que en 1968 se expuso por primera vez ante público especializado lo sucedido en Palomares. ¿Dónde fue? ¿Quiénes intervinieron hablando de lo sucedido en Palomares?

JH.- En la primavera de 1968 se celebró un simposio en Interlaken (Suiza) con el título de «Protección Radiológica del público en caso de una catástrofe nuclear». La valiosa experiencia adquirida por la JEN en Palomares dio para dos ponencias de los responsables españoles, una del Dr. Eduardo Ramos y otra del que estaría 15 años a cargo del Proyecto Indalo, el farmacéutico Emilio Iranzo. Estos dos documentos tuvimos que conseguirlos en 2005 en los EEUU. Su gran importancia como fuente es que en estas intervenciones en el extranjero aportan y expresan lo que en España callan, a pesar de financiarse con fondos de todos los españoles. Por supuesto no se nombran los enterramientos, ni los altos índices dejados en la zona agrícola de la vega.

Luego, según explicas, hubo otro simposio en 1969. ¿Aportó alguna novedad respecto al tema?

JH.- Este otro se celebró en Viena bajo el patrocinio de la OIEA. Aquí no se vuelve con una descripción de las medidas de descontaminación. Se intenta determinar el riesgo a que ha estado (pretérito) sometida la población, cuando un año antes, en ese mismo momento y en los venideros, se seguían produciendo numerosos aerosoles con la resuspensión del plutonio, americio y uranio, tal como reconocería en 1984 el propio Iranzo en la reunión anual de la Health Physics Society Nueva Orleans.

Señalas también que, durante ese tiempo, se esta viajando continuamente a Palomares. ¿Quiénes son esos viajeros? ¿Con qué objetivos?

JH.- Los viajes son para la toma de muestras de los cultivos, pesca, ganado, flora silvestre muestreadores de aire y tierra, dentro del llamado Proyecto Indalo, para el estudio de la contaminación dejada voluntariamente en la zona. Todo para poder investigar el comportamiento de un gran desconocido como era, a mediados de los 60, el plutonio.  

Hablas en este apartado de un accidente cuando se estaba trasvasando líquido radiactivo del reactor suizo Shapir. ¿Qué pasó?

JH.- En España estaba en marcha el «Proyecto Islero» que, entre otras finalidades, intentaba analizar las posibilidades de poseer armamento nuclear netamente nacional. Para ello era preciso conocer la praxis de la reelaboración de combustible gastado de las centrales para la producción de energía. No hacía mucho que se había construido en la JEN la planta caliente M-1. Un prototipo experimental de reelaboración de este material, con sus celdas calientes correspondientes. Ya se habían obtenido los primeros gramos de plutonio por medio de las barras gastadas del reactor JEN-1. En 1970 se estaba reprocesando el combustible del reactor suizo Saphir. Cuando se trasvasaban 157 l. de líquido radiactivo hubo una fuga que vertió 60 l. a la alcantarilla. De ahí paso al Manzanares, al Jarama y finalmente al Tajo, donde fue detectado en su desembocadura en un control rutinario. El líquido tenía altas proporciones de isótopos de cesio, estroncio y rutenio. El problema fue el uso del agua contaminada para los regadíos del Manzanares y Jarama. Gran parte de los productos agrícolas fueron comprados para su enterramiento en los aledaños de la JEN. Otra significativa fracción siguió los canales de comercialización hasta los consumidores. El secretismo fue aún más férreo que en Palomares. El futuro de las centrales en construcción o en proyecto estaba en juego. No existen documentos conocidos al respecto, por lo tanto no podemos evaluar con exactitud los comportamientos gubernamentales en toda catástrofe nuclear: el grado de minusvaloración y de negligencia en la radioprotección del público.

En nota, creo que es la 34, hablas de un libro titulado “Energía nuclear en España”. Dices que es un libro inédito. ¿Qué ha pasado? ¿Por qué no se ha editado?

JH.- Sí se editó, pero que yo sepa no se ha distribuido públicamente. El libro «Energía Nuclear de España. De la JEN al CIEMAT» es un magnífico libro que intentaba rellenar un hueco inadmisible de nuestra historiografía. Fue escrito por encargo del CIEMAT. La tarea se le encomendó a dos prestigiosos historiadores especializados en ciencia y tecnología: Romero de Pablos y Sanchez Ron. Al parecer, las descripciones, comentarios y valoraciones de algunos pasajes no fueron del agrado de los responsables del encargo. En vez de hacer constar el disenso por otros medios, fue sepultado en algún sótano, una vez impreso. Total, pagaban los españoles.

Te cito: “Vemos en este suceso, en el asunto que tratamos, y en la mayoría de los accidentes nucleares, unas similares e inmutables pautas en autoridades y organismos competentes, independientemente de la época, régimen político o cultura dominante” (p. 202). ¿Es así realmente? ¿Es independiente de todo eso que señalas? ¿Nos haces un resumen de esas pautas similares?

JH.- Puesto que este tema da para mucho, según nos refiramos a las valoraciones del suceso o de sus consecuencias a medio y largo plazo en personas y medioambiente, me centraré sinópticamente en las actitudes y valoraciones institucionales a corto plazo de cara a los afectados y opinión pública: a) Con el plausible objetivo de evitar el pánico colectivo se minimiza sin tope alguno lo sucedido. Se publicitan notas oficiales de la situación en las zonas contaminadas alejadas de la realidad. A los afectados únicamente se les repite el «no pasa nada», pero no se les forma, ni mucho menos informa, de los riesgos y de cuestiones básicas de radioprotección. b) A la hora de adoptar medidas de radioprotección de cara a los afectados, la evaluación de riesgos, las estrategias remediadoras, se ven influenciadas por todo lo anterior, o se anteponen los intereses políticos o militares, de la empresa afectada, sector, o las relaciones internacionales. En caso de accidente nuclear nacen por doquier criterios elevados al rango de «cuestiones de estado», siempre antepuestos al ámbito, salud e intereses de los afectados.

Esto puede servir como plantilla para cualquier accidente, llámense Islas Marshall, Palomares, Chernóbil, Fukushima y lo que pueda acontecer.

Hablas también de los problemas de importación, denunciado por E. Ramos, del nuevo CCE (Contador del cuerpo entero). ¿Qué pasó? ¿Qué problemas hubo? ¿Era importante este contador?

JH.- Por incomprensible que parezca, tuvieron problemas en la aduana, que mantuvo inmovilizado durante semanas el material. Ello a pesar que era equipo científico y para un organismo público.

El Contador de cuerpo entero era un sofisticado dispositivo de última generación que ambicionaba medir el plutonio en los pulmones de los vecinos a través de la débil radiación (gamma) que emite, durante un tiempo de 30-40 minutos mientras el paciente escucha música tumbado. Era un equipo ultrasensible que exigía un sofisticado blindaje y que muy pocos países tenían. De alguna manera se ofreció como la «estrella» del Proyecto Indalo. Tan grandes fueron las expectativas que suscitó como el fiasco de sus resultados.

 

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El contador de cuerpo entero, o contador de radiactividad corporal, fue la dotación material «estrella» que donaron los norteamericanos para el Proyecto Indalo. El modelo no funcionó correctamente para el plutonio por falta de sensibilidad. Las mediciones de otros radionucleidos, como el americio o uranio, jamás han salido a la luz. (Foto: NARA).

 

¿Quién fue el doctor Francisco de los Santos al que aludes en este apartado?

JH.- Fue el encargado de operar el Contador de cuerpo entero. Para ello se había tenido que desplazar varias veces a los EEUU. Posteriormente se le nombró responsable de las medidas de plutonio en la zona.  

En la nota 48 habas de unas cartas entre W. Langham y E.J. Valerio. ¿De qué iban esas cartas? ¿Tenían interés?

JH.- Ya vimos en su momento que el Dr. Langham fue el autor intelectual de la descontaminación parcial en Palomares y de la investigación con las personas y el medioambiente en Proyecto Indalo. En esta carta que aludes, Langham hace su último viaje a Palomares antes de perder la vida en un accidente de aviación. Allí observa que las labores del Proyecto estaban paralizadas por la fuga de líquido radiactivo del reactor suizo Saphir. Casi la totalidad de los recursos de la División de Medicina y Protección se habían dedicado a la evaluación de la dispersión. La ayuda en efectivo y material estadounidense también se paralizó hasta la reanudación de los trabajos.

Comentas que la jubilación del doctor Eduardo Ramos generó un gran hueco. ¿Por qué? ¿Era tan importante su papel? ¿Quién le sustituyó?

JH.- Las personas consultadas que conocieron o trabajaron con el Dr. Eduardo Ramos, han coincidido en que era la persona más preparada en radioprotección. Independientemente de sus conocimientos, era un ser que generaba confianza y empatía en los vecinos de Palomares y Villaricos. Algo indispensable como interlocutor del organismo regulador con los afectados por el accidente.

¿De qué va la propuesta que en 1978 hicieron los científicos Dean, Richmond y Wachholz?

JH.- Estos científicos integraban el primer relevo generacional de científicos encargados de supervisar el Proyecto Indalo. Se dieron cuenta de los altísimos niveles de contaminación de la Zona 2, junto al cementerio. Constataron que se resuspendía el plutonio en aerosoles cuando soplaba viento superior a 20-30 km/h y ello suponía un incremento del riesgo de inhalación por parte de las personas y su contaminación interna. Con las evidencias, presentaron la propuesta de descontaminar esa zona y enterrar allí mismo la tierra, mientras los de la JEN mantenían silencio. Cualquier opción menos que ese plutonio estuviese a merced de los vientos. Es posible que desconocieran la existencia ya de dos fosas con 4.000 m3 de residuos. Como era de esperar, su propuesta caería en saco roto pues suponía contradecir la historia oficial. Ni en Madrid ni en Washington interesaba destapar la caja de los truenos, con otras dos zonas (la 3 y 6) con parecida situación. Además, ni a los políticos de esas dos capitales, ni a sus familias, les llegaban los aerosoles de Palomares. Habría que esperar 25 años para retornar a ese problema, evaluarlo y buscar posibles soluciones.  

Comentas también que en 1986 la JEN se transformó en CIEMAT, un organismo que aún existe. ¿Qué relaciones tenía y tiene con el CSN? ¿Supuso algún avance organizativo? ¿Todo empezó entonces a moverse como señala Teresa Mendizábal, la que fuera directora de Medioambiente y Secretaria General del CIEMAT?

JH.- El Consejo de Seguridad Nacional llevaba 6 años cuando la JEN pasa a denominarse CIEMAT. Para evitar malentendidos y duplicidades quedan asignadas al CIEMAT las labores de evaluación y ejecución de los programas, con la remisión de informes al CSN, mientras que este ejerce un rol decisorio.

Evidentemente aquello fue algo más profundo que un cambio de siglas o de remodelación orgánica. A partir de ahora se remiten al CSN y al Depto. de Energía norteamericano un informe semestral sobre el Proyecto Indalo. Las estrategias comienzan a diseñarlas personas distintas a las que colectan y analizan los datos.

¿Qué trabajo publicó el CIEMAT en la prestigiosa revista científica Health Physic?

JH.- Desde inicios del Proyecto Indalo, el Dr. Langham y sus sucesores instaron a los miembros de la JEN a publicar en revistas científicas para el incremento en el conocimiento del desconocido plutonio en un medio agrícola habitado. Pero Emilio Iranzo era renuente, supuestamente amparado en la voluntad política. No deseaba que se conociera la realidad de lo que habían dejado los norteamericanos. Lo que llama poderosamente la atención es que su actitud es mucho más cerrada que la de sus pares, que fueron los causantes, aunque con el silencio cómplice de personas como él. Tras años donde los únicos datos que salieron de la JEN fue en congresos y simposios de personal especializado, cerrado al público, la prestigiosa revista Health Physic les publicó un artículo en 1987.

También se jubiló tiempo después alguien que estuvo muy relacionado con el accidente, Emilio Iranzo. ¿Qué balance puede hacerse de su trabajo en este tema?

JH.- Los 15 años aproximadamente que está el farmacéutico Emilio Iranzo al frente del Proyecto Indalo por parte española, constituyen un periodo variable, para nada fácil, que se ve influenciado negativamente por los cambios administrativos, las indecisiones, moratorias e impagos por parte norteamericana y una falta de sistematización en los objetivos y estrategias de investigación por ambas partes. En España, la crisis del petróleo del 73 y la posterior inflación dispara los costes, lo que ocasiona que la aportación financiera española se incremente porcentualmente. Ahora van a ser los españoles, con sus impuestos, los que financien mayoritariamente un problema generado por los EEUU, con la humillante aquiescencia de las autoridades españolas.  

Cito unas palabras de un informe de 1993: “No hay mejor oportunidad en cualquier parte del mundo para estudiar una población, en una sociedad altamente compleja con labores en agricultura intensiva, donde existe cerca contaminación de plutonio sin control gubernamental”. Se habla de Palomares. ¿Exageraban? ¿Convencieron a sus superiores?

JH.- El Proyecto Indalo sufrió muchos altibajos. En ocasiones la moral caía y las dudas sobre su continuidad aparecían. A diferencia de los españoles, ellos valoran mucho la investigación en todos los campos. Antes que un politicastro tome una decisión arbitraria sobre investigación y tecnología, como ha sucedido los últimos años en este país, analizan pormenorizadamente los pros y contras. El texto seleccionado, nada exagerado, es una versión de la reafirmación que ya hizo el Dr. Langham antes de su muerte y que fue efectiva para su prórroga. Junto con las Islas Marshall, Palomares ha sido uno de los dos mejores laboratorios vivos para investigar el plutonio, con la diferencia de que allí sí había control gubernamental. Hasta el nuevo milenio, aquí no; sencillamente porque no existía reconocimiento oficial del problema.  

Hablas de una nueva etapa desde 1997. ¿Por qué nueva?

JH.- Pues porque se firma un nuevo acuerdo: el Proyecto de Anexo I, que supone un incremento de la seguridad jurídica, la continuidad de criterios a grandes rasgos, con especial énfasis en la reevaluación de plutonio y americio en las zonas aradas en 1966, las nuevas áreas cultivadas y aquellas que no se descontaminaron en su día. Además se realiza una auditoría de lo realizado hasta ahora, el Programa de Revisión de Palomares.  

En el apartado 6.1.6, dedicado al “Coste”, ¿de qué costes hablas?

JH.- Desde el inicio se pudo calcular que el Proyecto Indalo iba a precisar unos recursos materiales y humanos significativos y constantes en el tiempo, pues era a largo plazo. Cuando le propusieron a los españoles iniciarlo, los norteamericanos hablaron enseguida de dinero en efectivo y todo tipo de equipos, pero muy cucos ellos, sin especificar montos ni plazos. La cuestión quedaba a su entera discrecionalidad. Los españoles picaron y ello les supuso soportar las incertidumbre en forma de numerosas moratorias, rebajas e incluso impagos. Otro de los muchos «Bienvenidos Mr. Marshall» padecidos en las relaciones bilaterales. Porcentualmente los EEUU comenzaron en los 60 haciéndose cargo del 75% aprox. de los gatos. En los años 70 únicamente pagaban la mitad y de los 90 hasta 2009, financiaban alrededor del 25%. Dieron la vuelta a la tortilla como auténticos prestidigitadores.

Te pregunto a continuación por el seguimiento radiológico de la tropa norteamericana si te parece. 

Fuente: https://www.rebelion.org/noticia.php?id=217542

Imagen principal: Conchita Álvarez Ramis fue una de las primeras mujeres que trabajó en el Proyecto Indalo. Durante 9 años fue la que más se desplazó a Palomares para colectar muestras para su análisis. Descubrió en los caracoles el efecto bioacumulador del plutonio en la concha y vísceras. Aquí la vemos en el Laboratorio de Los Álamos. (Foto: The Atom). 

 

 

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Venezuela: Desarrollan software de ajedrez para masificar su práctica en escuelas

América del Sur/Venezuela/Octubre de 2016/Fuente: MIPPCI

En aras de masificar la práctica de deportes estratégicos en las instituciones educativas de Venezuela, el Ministerio del Poder Popular  para la Juventud y Deporte (Mindeporte) desarrolla un software de ajedrez para captar nuevas promesas en ésta disciplina.

La iniciativa emprendida por el Instituto Nacional de Deportes (IND) y la Federación Venezolana de Ajedrez (FVA), prevé incorporar el programa en las computadoras Canaimas.

Fidel González, presidente de la FVA, explicó que Mindeporte “ha donado cinco millones de computadoras” por lo que aspiran instalar el software en cuatro millones de equipos.

Detalló que la iniciativa estima además incorporar a los docentes para que “el ajedrez se enseñe en todos los planteles educativos, entre públicos y privados” para captar “hasta 10% de la población estudiantil para incentivarlos a convertirse en grandes maestros de este deporte”.

González informó  que desde ahora se trabajará con los ajedrecistas en las categorías Sub 8 y Sub 10 con el objetivo de prepararlos para el Festival Panamericano Escolar y el Campeonato Centroamericano y del Caribe de la Juventud, ambos eventos a realizarse en Venezuela en 2018.

Fuente: http://minci.gob.ve/2016/10/desarrollan-software-de-ajedrez-para-masificar-su-practica-en-escuelas/

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