Page 1609 of 3046
1 1.607 1.608 1.609 1.610 1.611 3.046

A esquerda sem imaginação

Por Boaventura de Sousa Santos

A dominação social, política e cultural é sempre o resultado de uma distribuição desigual do poder, nos termos da qual quem não tem poder ou tem menos poder vê as suas expectativas de vida limitadas ou destruídas por quem tem mais poder. Tal limitação ou destruição manifesta-se de várias formas, da discriminação à exclusão, da marginalização à liquidação física, psíquica ou cultural, da demonização à invisibilização. Todas esta formas podem-se reduzir a uma só – opressão. Quanto mais desigual é a distribuição do poder, maior é a opressão.

As sociedades com formas duradouras de poder desigual são sociedades divididas entre opressores e oprimidos. A contradição entre estas duas categorias não é lógica, é antes dialéctica, já que as duas categorias são ambas parte da mesma unidade contraditória. Os fatores que estão na base da dominação variam de época para época. Na época moderna, digamos, desde o século XVI, os três fatores principais têm sido: capitalismo, colonialismo e patriarcado. O primeiro é originário da modernidade ocidental, enquanto os outros dois existiram antes mas foram reconfigurados pelo capitalismo. A dominação capitalista assenta na exploração do trabalho assalariado por via de relações entre seres humanos formalmente iguais. A dominação colonial assenta na relação hierárquica entre grupos humanos por uma razão supostamente natural, seja ela a raça, a casta, a religião ou a etnia. A dominação patriarcal implica outro tipo de relação de poder mas igualmente assente na inferioridade natural de um sexo ou de uma orientação sexual.

As relações entre os três modos de dominação têm variado ao longo do tempo e do espaço, mas o fato de a dominação moderna assentar nos três é uma constante. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, a independência política das antigas colônias europeias não significou o fim do colonialismo, significou apenas a substituição de um tipo de colonialismo (o colonialismo de ocupação territorial efetiva por uma potência estrangeira) por outros tipos (colonialismo interno, neocolonialismo, imperialismo, racismo, xenofobia, etc.).Vivemos hoje em sociedades capitalistas, colonialistas e patriarcais. Para ter êxito, a resistência contra a dominação moderna tem de assentar em lutas simultaneamente anticapitalistas, anticoloniais e antipatriarcais. Todas as lutas têm de ter como alvo os três fatores de dominação, e não apenas um, ainda que as conjunturas possam aconselhar que incidam mais num fator que noutro.

O século XX foi dos séculos mais violentos da história, mas também se caracterizou por muitas conquistas positivas: dos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores à libertação e independência das colônias, dos movimentos dos direitos cívicos das populações afrodescendentes nas Américas às lutas das mulheres contra a discriminação sexual. No entanto, apesar dos êxitos, os resultados não são brilhantes. Nas primeiras décadas do século XXI atravessamos mesmo um período de refluxo generalizado de muitas das conquistas dessas lutas. O capitalismo concentra a riqueza mais do que nunca e agrava a desigualdade entre países e no interior de cada país; o racismo, o neocolonialismo e as guerras imperiais assumem formas particularmente excludentes e violentas; o sexismo, apesar de todos os êxitos dos movimentos feministas, continua a causar a violência contra as mulheres com uma persistência inabalável.

Um diagnóstico correto é a condição necessária para sairmos deste aparente curto-circuito histórico. Sugiro vários componentes principais do diagnóstico. O primeiro reside em que, enquanto a dominação moderna articula sempre capitalismo com colonialismo e patriarcado, as organizações e os movimentos que vêm lutando contra ela têm sempre estado divididas, cada uma delas privilegiando um dos modos de dominação e negligenciando, ou mesmo ignorando, os outros, e cada uma delas defendendo que a sua luta e o seu modo de luta é o mais importante. Não surpreende assim que muitos partidos socialistas e comunistas, que lutaram (quando lutaram) contra a dominação capitalista, tenham sido durante muito tempo colonialistas, racistas e sexistas. Do mesmo modo, não surpreende que movimentos nacionalistas, anticoloniais e antirracistas tenham sido capitalistas ou pró-capitalistas e sexistas, e que movimentos feministas tenham sido coniventes com o racismo, o colonialismo e o capitalismo. Deste fato histórico resulta claro que os avanços serão escassos se a dominação continuar unida e a oposição a ela, desunida.

O segundo componente tem a ver com o modo como se organizaram as resistências anticapitalistas, anticolonialistas e antipatriarcais. Trabalhadores, camponeses, mulheres, escravizados, povos colonizados, povos indígenas, povos afrodescendentes, populações discriminadas pela deficiência ou pela orientação sexual recorreram a muitas formas de luta, umas violentas outras, pacíficas, umas institucionais outras, extra-institucionais. Ao longo do século passado essas múltiplas formas foram-se condensando em partidos políticos, movimentos de libertação e movimentos sociais, e, com algumas exceções, foram dando preferência à luta institucional e não violenta. O regime político que se impôs como dando a melhor resposta a estas opções foi a democracia de origem liberal, a democracia atualmente existente. Acontece que a potencialidade deste tipo de democracia para corresponder às aspirações das populações oprimidas sempre foi muito limitada e as limitações foram-se agravando em tempos mais recentes.

O tipo que mais desenvolveu essa potencialidade foi a social-democracia europeia, e o seu melhor momento (conseguido, em boa medida, à custa do colonialismo e neocolonialismo, ou seja, das relações econômicas desiguais com as colônias e as ex-colônias), está hoje sob ataque, não só na Europa, como também em todos os países que procuraram imitar o seu espirito moderadamente redistributivo para reduzir as enormes desigualdades sociais (Argentina, Brasil, Venezuela). Por todo o lado, a democracia de baixa intensidade que ainda existe está sendo cercada por forças antidemocráticas e, nalguns países, vai transitando para ditaduras atípicas, muitas vezes assentes na destruição da separação dos poderes (do Brasil à Polônia e à Turquia) ou na manipulação dos sistemas majoritários (fraude eleitoral sistemática, como no México, sistemas eleitorais que não garantem a vitória ao candidato mais votado, como nos EUA). Sabíamos que a democracia se defende mal dos antidemocratas pois, doutro modo, Hitler não teria ascendido ao poder por via de eleições. Mas note-se que, ainda que de modo fraudulento, o seu partido ostentava a palavra “socialismo” no seu nome.

Hoje, a democracia está a ser sequestrada por forças econômicas poderosas (Bancos Centrais, Fundo Monetário Internacional, agências de avaliação de crédito) não sujeitas a qualquer deliberação democrática. E as imposições podem ser legais (e legítimas?): juros de dívida pública, imposição de tratados de “livre” comércio, políticas de austeridade, rules of engagement das multinacionais, controle corporativo dos grande meios de comunicação social; e ilegais: corrupção, tráfico de influências, abuso de poder, infiltração nas organizações democráticas, incitamento à violência. A democracia é hoje subserviente dos interesses imperiais, senão mesmo um dos seus instrumentos. Para a impor destroem-se países inteiros, sejam eles o Iraque, a Líbia, a Síria, o Yemen. Está bem documentada a intervenção imperialista para desestabilizar processos democráticos dotados de algum ânimo redistributivo e animados de algum defensismo nacionalista para proteger do mercado internacional predador de recursos estratégicos, sejam eles petróleo, minérios ou, crescentemente, terra ou água. Esta desestabilização nutre-se sempre dos erros, por vezes graves, dos governos nacionais (alguns considerados progressistas) e conta com a ativa cumplicidade das oligarquias que dominaram estes países. A descaracterização da democracia é tal que já se fala hoje de pós-democracia, um novo regime político assente na conversão dos conflitos políticos em conflitos mediáticos minuciosamente geridos por técnicos de publicidade e comunicação e ultimamente apoiados pela pós-verdade mediática das fake news.

O terceiro componente do diagnóstico diz precisamente respeito aos erros dos governos nacionais. Porque erram tão frequentemente, sobretudo quando considerados progressistas? São muitos os fatores: não há alternativas anticapitalistas credíveis e as conquistas contra o colonialismo, o racismo ou o sexismo parecem depender de não interferirem com a dominação capitalista; uma vez com poder de governo, as forças progressistas comportam-se como se tivessem, além dele, o poder econômico, social e cultural que se reproduz na sociedade em geral, e com isso deixa de se reconhecer a gravidade ou mesmo a existência de antagonismo de classes, de raças e de sexos. As lutas contra o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado são sempre concebidas como visando eliminar os “excessos” destes modos de dominação, e não a sua fonte. Desta “autocontenção”, voluntária ou imposta, decorrem duas consequências fatais.

A primeira é tolerar ou mesmo promover um sistema de educação que promove os valores e as subjetividades que sustentam o capitalismo e as relações coloniais, racistas e sexistas. A segunda é recusar imaginar (ou ignorar quando ocorrem) formas alternativas de organizar a economia, conceber a democracia ou organizar o Estado, praticar a dignidade humana e dignificar a natureza, promover formas de sentir e de ser solidárias, substituir quantidades e gostos infinitos pela proporcionalidade, deixar de lado euforias desenvolvimentistas em benefício de limites justos e fruições comedidas, promover a diferença e a diversidade com a mesma intensidade com que se promove a horizontalidade. Ao apresentarem-se como fatais, estas duas consequências são desumanas. Pela simples razão de que ser humano é não ser ainda plenamente humano. É não ter de ser para sempre o que se é num dado contexto, tempo ou lugar.

Imagem: Edward Hooper, Pessoas ao sol (1963)

Fonte das Notícias:

http://jornalggn.com.br/noticia/a-esquerda-sem-imaginacao-por-boaventura-de-sousa-santos

Comparte este contenido:

Colombia: Ministerio de Educación reveló cifras de calidad en educación superior

Colombia/ 29 de agosto de 2017/Fuente: http://www.eltiempo.com

La herramienta Mide evaluó a 226 universidades e instituciones técnicas y tecnológicas del país.

La ministra de educación Yaneth Giha Tovar anunció este lunes la publicación de los resultados del Modelo de Indicadores del Desempeño de la Educación (Mide). La Universidad de Los Andes, la Universidad Nacional, y la Universidad de Antioquia están entre las más destacadas según esta herramienta, que evaluó la calidad de 226 instituciones de educación superior en el país.

Según explicó la ministra, ésta es la tercera entrega de resultados del ‘Mide U’, que evaluó el desempeño de 174 instituciones que ofrecen programas universitarios de pregrado. Además, es la primera entrega de resultados del ‘Mide T’, que evaluó 149 instituciones de formación técnico profesional y tecnológica.

En materia de avances, la ministra de educación destacó que en los últimos cinco años hubo un aumento del 30 por ciento en el número de egresados de pregrado, y un aumento del 90 por ciento en el número de egresados de posgrado. La funcionaria también resaltó que se han registrado 1.950 nuevos docentes con doctorado y 7.171 más con maestría.

Por otra parte, el Mide reveló grandes desafíos para la educación superior. La ministra reveló que hay una brecha en investigación, pues según datos de Colciencias, 10 de las 174 instituciones evaluadas en Mide U generan el 50 por ciento de la producción científica. Entre ellas se encuentran la Universidad del Valle, la Pontificia Universidad Javeriana y la Universidad Industrial de Santander.

Entre las fuentes de información del Mide está el Sistema Nacional de Información de la Educación Superior (SNIES), el Observatorio Laboral para la Educación (OLE) y los resultados de las Pruebas Saber 11º y Saber PRO del ICFES. Estos datos permiten analizar aspectos como el valor agregado de las instituciones, su producción intelectual y el nivel académico de sus docentes. También son un referente para los estudiantes de secundaria a la hora de elegir dónde cursar su pregrado.

Fuente de la Noticia:

http://www.eltiempo.com/vida/educacion/ministerio-de-educacion-revelo-cifras-de-calidad-en-educacion-superior-124536

 

Comparte este contenido:

Perú: Ministra de Educación: Esta semana comienzan despidos y contrataciones

Perú/ 29 de agosto de 2017/Fuente: https://peru21.pe

Marilú Martens señaló que la huelga de maestros ya no tiene ningún sentido.

La ministra de Educación, Marilú Martens, señaló que la huelga de maestros ya no tiene ningún sentido, como lo señaló el dirigente Pedro Castillo esta tarde a Perú21.

En diálogo con Panorama, Martens aseguró que los descuentos ya se están ejecutando, y esto afectará a miles de familias. «También hay procesos y sanciones disciplinarias, incluso despidos», afirmó, tras anunciar que mañana saldrá un Decreto de Urgencia para que las regiones puedan poner en marcha el plan de recuperación necesario para que los alumnos no pierdan más clases.

Martens hizo un pedido a Castillo para que «ponga al estudiante por delante» y deje atrás las amenazas de huelgas de hambre.

La titular de Educación se mostró confiada en que los despidos no afecten a un gran número de maestros, pues espera que mañana reanuden sus labores la mayoría de docentes.

«Nadie pretende pedirle a un profesor lo que no puede dar», aseveró, tras remarcar que las pruebas de calidad no apuntan a despedir a los profesores.

En otro momento de la entrevista, dijo: «Sí, soy bachiller, pero tengo maestrías». También aclaró que tenía tres años de experiencia como profesora de aula.

«No voy a renunciar», remarcó Martens, tras afirmar que espera la interpelación con tranquilidad.

Fuente de la Noticia:

https://peru21.pe/politica/ministra-educacion-semana-comienzan-despidos-contrataciones-373416

Comparte este contenido:

Educación, Investigación y Desarrollo

Por: Alejo Vargas Velásquez

Ahora cuando se avecinan nuevas elecciones de Congreso y presidenciales, pero también cuando le resta un año al actual gobierno que consideró, además de la Paz, la educación como prioridades, es necesario hacer unas breves reflexiones acerca de la importancia que tiene para el desarrollo de una sociedad y para el buen gobierno, darle prioridad real a la educación y a la investigación.

Un componente fundamental del desarrollo de una sociedad tiene que ver con lograr cada vez mayores niveles de cobertura en educación -básica, secundaria y superior-, pero igualmente una educación de la mayor calidad. En muchos ordenamientos constitucionales actuales la educación es considerada un derecho de todos los ciudadanos. Pero esto debe estar acompañado, con apoyos muy importantes en el campo de la investigación, porque el desarrollo de un país está asociado a la generación de emprendimientos productivos que generen empleo de calidad, estable y productivo y esto se asocia a tres grandes variables, educación, innovación tecnológica e inversión de capital.

La innovación tecnológica es un resultado del desarrollo del conocimiento y allí juega un papel estratégico la investigación. Es la investigación tanto en lo que se ha llamado ciencias básicas, como en ciencias sociales -esto se tiende a englobar como ciencia y tecnología-, como la aplicación de los desarrollos -patentes, innovaciones, nuevas metodologías, etc.- lo que va a facilitar y potencializar el desarrollo en una sociedad. Es verdad que el capital es una variable fundamental, pero es igualmente cierto que si existen propuestas innovadoras hay más posibilidades de implementar emprendimientos empresariales de diverso tamaño y complejidad.

Esto plantea un desafío para los gobiernos y las sociedades. A los primeros les cabe la responsabilidad de asignar los presupuestos adecuados tanto para educación, como para investigación, pero adicionalmente diseñar los mecanismos institucionales funcionales para la gestión y control de los mismos; pueden existir recursos, pero si no hay procedimientos adecuados de asignación, buena parte de los mismos se desvían o terminan en prácticas condenables. Al respecto podemos decir que si bien fue buena idea destinar un porcentaje de las regalías a la investigación, fue bastante deplorable el procedimiento de definición de prioridades de proyectos y asignación de recursos; es claro que los recursos no se pueden centralizar en la capital y es evidente que la definición de proyectos prioritarios regionales debe consultar prioridades de gobernantes territoriales, pero la toma de decisión y la gestión de recursos debe estar a cargo de mecanismos técnicos.

El sector privado empresarial debe destinar parte de sus recursos a la investigación e innovación -de hecho algunos lo hacen-, pero debe haber una relación más cercana con los centros de investigación, que en lo fundamental se sitúan en las instituciones universitarias y lograr sinergías que sean útiles para la sociedad; no se trata que las universidades se coloquen al servicio exclusivo de las empresas privadas, sino que ambas trabajen en función de contribuir al desarrollo de la sociedad.

Ojalá el actual gobierno considere que este periodo de transición y de posacuerdo requiere dar prioridad presupuestal a la educación y la investigación y contribuir a que existan procedimientos transparentes y sencillos de asignación de recursos, sin que la politiquería los vuelva su coto de caza. Los académicos, por su parte, deben de manera dialogada entender y precisar que la investigación en todos los campos del conocimiento es igualmente importante y requiere apoyo y que no se deben establecer campos investigativos prioritarios y otros de tercer nivel.

Este tema debe ser de permanente seguimiento por parte de los académicos y entender que se debe dialogar con los sectores encargados de tomar decisiones y otros sectores de la sociedad y situarlo en el contexto de las prioridades nacionales.

Fuente del Artículo:

http://www.elcolombiano.com/opinion/columnistas/educacion-investigacion-y-desarrollo-JK7149694

Comparte este contenido:

Argentina: Primer encuentro de centros de actividades juveniles en la EES N° 6 “Néstor Kirchner”

Argentina/28 agosto 2017/Fuente: La Razón de Chivilcoy

Los CAJ son espacios de educación no formales en que los chicos desarrollan actividades que se complementan con la escuela.

Los centros de actividades juveniles (CAJ) de nuestra ciudad, tuvieron ayer una jornada de intercambio y muestra de sus actividades en la sede de la Escuela Secundaria N° 6 “Néstor Kirchner”.

Vale destacar que esta modalidad de aprendizaje se realiza en la Escuela Secundaria N° “República Federativa de Brasil”; la institución sede del encuentro y el anexo en Ramón Biaus.

Comparte este contenido:

Venezuela: Autoridades y trabajadores del Ministerio de Educación Universitaria respaldan ejercicio en defensa de la Patria

Venezuela/28 agosto 2017/Fuente: mppeuct

Ministro Hugbel Roa acompaña la multitudinaria marcha que, en medio de la lluvia, parte de Plaza Venezuela hasta Los Próceres, en apoyo al despliegue cívico-militar Ejercicio Soberanía Bolivariana 2017.

El ministro del Poder Popular para Educación Universitaria, Ciencia y Tecnología, Hugbel Roa, junto a los trabajadores de este despacho y de sus entes adscritos, respaldan y acompañan este sábado la concentración y marcha antiimperialista que parte desde Plaza Venezuela hasta Los Próceres, en un apoyo contundente al Ejercicio Soberanía Bolivariana 2017, actividad cívico-militar que coordina el Gobierno Bolivariano en defensa de la nación y en rechazo a las acciones injerencistas del gobierno de los Estados Unidos.

El viceministro para Educación y Gestión Universitaria, Andrés Eloy Ruiz, señala que el viernes las y los venezolanos “fuimos testigos de lo insólito por parte del mandatario del imperio estadounidense, Donald Trump, quien en vez de tomar medidas para los problemas que aquejan a su nación, se mete en los asuntos de Venezuela y a su vez, someterla a duras sanciones que no harán mella en un pueblo que tiene dignidad, que heredamos de nuestros libertadores y pobladores originarios como Guaicaipuro. Estamos en esta Plaza de la Resistencia Indígena para rechazar esas medidas”.

Nurys Hoyos, egresada de la Misión Sucre, manifiesta que ante las amenazas del presidente Trump hacia la Patria de Bolívar y Chávez, su pueblo y Fuerza Armada se encuentran movilizados en apoyo al jefe de Estado, Nicolás Maduro, para “defender este proceso que nos dejó el Comandante Chávez. Aquí estamos los vencedores atendiendo el llamado de nuestro Presidente Obrero y demostrarle al mundo que no nos doblegaremos ante ninguna potencia” imperial.

Miguel Andrade, participante de la Catedra Itinerante “Fabricio Ojeda”, rechaza las sanciones económicas imperialistas que el gobierno estadounidense impuso al pueblo de Venezuela. “Aquí hay Revolución para rato. A todos los compatriotas les digo que participen en este Ejercicio. Estamos dispuestos a defender la Patria con nuestras vidas si es necesario”.

Fuente: https://www.mppeuct.gob.ve/actualidad/noticias/autoridades-y-trabajadores-del-mppeuct-respaldan-ejercicio-en-defensa-de-la

Comparte este contenido:

Uruguay: Acceso a educación en niños de tres años es del 94% en familias de mayor poder adquisitivo

Uruguay/28 agosto 2017/Fuente: La Red 21

La universalización del acceso a la educación de niños de tres años, que es uno de los objetivos del gobierno, en la actualidad abarca al 94% en las familias de mayor poder adquisitivo y al 65 % en los sectores más vulnerables.

Este lunes 28 de agosto se realizó la apertura del seminario internacional: “Posibles itinerarios en educación inicial. Una mirada integradora”.  Su apuesta es mejorar la calidad de la educación Inicial y Primaria.

Dicho evento se lleva adelante en el marco de la aplicación del Proyecto de Apoyo a la Escuela Pública Uruguaya (PAEPU).

La directora general de Primaria, Irupé Buzzetti, recordó que el gobierno pretende otorgar una educación integral para los niños y niñas ni bien ingresan a la educación formal, con tres años de edad.

“La matemática, la lengua y los aspectos socioemocionales serán centrales en la formación inicial”, dijo la jerarca de Primaria.

Resaltó también la propuesta de “universalizar la concurrencia de los niños de tres años y llegar al máximo en los quintiles de uno y dos años, es decir “los sectores más vulnerables de la sociedad”.

Universalización a partir de los tres años

Con la cobertura actual, aun sin ser universal, “se ha logrado escolarizar al 94% de los niños de tres años de los sectores de mayor poder adquisitivo y al 65 % de los niños de las familias más desfavorecidas de la sociedad”, destacó Buzzetti.

“Esto es muy importante, porque los padres han entendido que cuando un niño comienza su educación inicial va logrando apropiarse de la lengua, de la matemática y de todos los aspectos sociales cognitivos que en su casa, solito, no puede”, dijo la jerarca.

El encuentro, que se realiza en la Intendencia de Montevideo, convoca a técnicos argentinos y españoles.

La iniciativa tiene el objetivo de encontrar los aspectos a discutir con los maestros de educación inicial en lo relacionado con la inclusión de los niños de tres años en la educación formal

Fuente: http://www.lr21.com.uy/comunidad/1342882-educacion-inicial-universalizacion-ninos-uruguay

Comparte este contenido:
Page 1609 of 3046
1 1.607 1.608 1.609 1.610 1.611 3.046