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Brasil: Os desafios do ensino superior para as mulheres com deficiência

Espaços não adaptados, professores despreparados e preconceito dificultam que elas concluam o ensino superior.

No computador, ao som do Dosvox (um software sintetizador de voz voltado ao público com deficiência visual), Thaiane Martins digita. Marca entrevistas, prepara pautas, se prepara. A moça de voz terna, que não abriu mão do curso superior, traz consigo a certeza de que a disputa é grande e as barreiras são muitas: não vai ser fácil entrar no mercado. “Deixei currículo em muitas empresas. Nenhuma me chamou, nem mesmo pra testes. Por isso, sempre me pergunto: ‘será que não me contratam pela competitividade do curso, ou pelo fato de eu ser deficiente?’. Eu sigo com essa dúvida”.

Esguia, de cabelos escuros e pulsos delicados, é estudante do quinto semestre do curso Jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPA). Deficiente visual de nascença, a moça foi diagnosticada com retinopatia da prematuridade nos primeiros meses de vida. A patologia, descrita como o crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que suprem a retina, atinge principalmente bebês prematuros que nascem abaixo do peso. Manifesta-se em diferentes níveis de gravidade; no mais extremo, pode gerar deslocamento da retina e ocasionar cegueira. Foi seu caso.

Ocultas pela voz meiga, as atribulações e asperezas da trajetória de Thaiane até o nível superior não são diferentes das ocorridas com tantas Pessoas com Deficiência (PCDs) no Brasil. Desde a infância, o espectro do preconceito se fez presente na vida da jovem. No Ensino Fundamental, os colegas de classe se recusavam a fazer atividades escolares com ela. No Médio, os alunos a excluíam das equipes de trabalho. Essa discriminação, aliada a fatores como técnicas educacionais não-inclusivas, arquiteturas escolares inacessíveis e despreparo e desinteresse docente, resultam no alarmante dado divulgado no Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Dos 41,6 milhões de deficientes acima de 15 anos – o equivalente a cerca de 22% da população nacional –, 61% não tinham instrução, ou possuíam somente o ensino fundamental incompleto.

Diante desses números, não posso deixar de me lembrar do livro Ação Cultural para a Liberdade, de Paulo Freire, no qual o autor escreve que “o analfabetismo nem é uma ‘chaga’, nem uma ‘erva daninha’ a ser erradicada (…), mas uma das expressões concretas de uma realidade social injusta”.

Creio que por isso foi árdua a busca por mulheres com deficiência que tivessem concluído ou cursassem o nível superior. Nas idas e vindas, encontramos algumas histórias dentre esse público reduzido e tão à margem da escolaridade. Talvez por timidez ou por ainda não terem concluído a graduação, algumas personagens confirmavam entrevistas e depois recuavam.

Como afirma a estudante de pós-graduação Hellen Raiol, “nós, pessoas com deficiência, mulheres com deficiência, precisamos provar constantemente,diariamente, que somos capazes”.

Ela começou a ter perdas visuais aos 16 anos. No furor de sua juventude, precisou aprender um novo jeito de olhar o mundo. Por ter nascido com retinose pigmentar, que se caracteriza por ser um conjunto de doenças oculares hereditárias que causam degeneração na retina e levam a perda visual gradativa, a mulher de cabelos negros como ébano hoje é considerada baixa visão – isto é, o declínio visual severo que não pode ser corrigido por tratamento, cirurgias ou óculos convencionais.

#PraCegoVer: No centro da imagem está Ellen. Ela olha pra câmera com um braço sobre a mesa da carteira escolar. Ao lado dela, notamos uma grande mochila preta. Foto: Lorena de Paula

#PraCegoVer: No centro da imagem está Ellen. Ela olha pra câmera com um braço sobre a mesa da carteira escolar. Ao lado dela, notamos uma grande mochila preta. Foto: Lorena de Paula

“Mas eu precisava seguir. Porque ser deficiente significa que vamos ter dificuldades e limitações, como qualquer outra pessoa! E que não é por isso que devemos recuar e não ir atrás de nossos sonhos”, confidencia.

E ela não só sonhou: realizou. Como sempre gostou de lidar com público e se identificava com a luta pela garantia de direitos e igualdade de oportunidade, Hellen ingressou em 2010 no curso de Serviço Social. No início da graduação, contudo, já precisou enfrentar o olhar de desconfiança de alguns colegas de turma.

“Percebi que existia certo distanciamento, uma resistência em se relacionar comigo. E que alguns deles achavam que eu, por ter deficiência visual, não raciocinava, não tinha opinião própria. Por essa ideia distorcida, muitas vezes, em trabalhos em grupo, meus colegas queriam me isentar da responsabilidade de realizar a tarefa. As dificuldades enfrentadas, contudo, não se restringiram ao preconceito inicial de alguns alunos da sala. Entre os desafios com que se deparou, destacam-se as barreiras atitudinais que dificultavam sua compreensão dos conteúdos estudados. “Por exemplo: em algumas aulas, os professores acrescentavam imagens aos slides, imagens importantes para entender o assunto e que eu não podia ter acesso por não conseguir enxergá-las”, ela cita, uma nota de aborrecimento tingindo sua voz. “Há muito ainda a ser trabalhado nas universidades, os docentes não receberam o devido preparo para o ensino de pessoas com deficiência. Em toda minha graduação, apenas um professor teve esse olhar inclusivo”.

Os demais professores, ou não a incluíam ou dificultavam sua participação. “Mas o mais grave foi quando um deles disse que achava que eu deveria ficar em uma “classe especial e não com os demais alunos”.

Despreparo e falta de informação

Na contramão, o francês Jean-François Deluchey, residente no Brasil há 12 anos, foi o professor que ofereceu formas de inclusão para Hellen em suas aulas. Ele atribui o despreparo docente à falta de informação a respeito da causa das pessoas com deficiência. Admite ainda que se não fosse por Hellen, não saberia que existem recursos pedagógicos disponíveis a esse público. “Eu entendo que meus colegas se sintam desnorteados e muitas vezes até desconfortáveis com a própria falta de conhecimento. Mas acho que é preciso levar em conta a diversidade social e a inclusão dos deficientes no sistema de ensino. É função nossa, quanto docentes, nos informarmos e nos adequarmos aos serviços técnicos”.

E o professor acredita que uma das formas de alcançar acessibilidade na educação seria o corpo diretivo disponibilizar tablets gratuitamente aos alunos com deficiência visual, a partir do primeiro semestre de curso. Além disso, os docentes ficariam responsáveis pela digitalização sistemática dos conteúdos trabalhados em sala.

“Eles foram aprendendo comigo”

#PraCegoVer: Na foto,  Thaiane encontra-se em um estúdio de rádio e tem a frente de si um microfone vermelho, posicionado rente aos próprios lábios.  (Foto/reprodução: Lorena de Paula)

#PraCegoVer: Na foto, Thaiane encontra-se em um estúdio de rádio e tem a frente de si um microfone vermelho. Foto: Lorena de Paula

A jornada de Thaiane na graduação é um pouco diferente da de Hellen. Com a aprovação no vestibular, encerrou o capítulo da discriminação nas salas de aula. “Na universidade, não enfrentei nenhum preconceito”, assegura. “Meus colegas de turma da UFPA só ficaram curiosos, querendo saber como era o mundo pra mim. Mas atribuo isso à sorte, porque já ouvi muitos relatos de outros deficientes que sofreram preconceito no ensino superior”.

Quando pergunto se a universidade estava acessível a ela, a resposta imediata é não. “Eu fui a primeira aluna cega do curso de Comunicação da UFPA, e a faculdade não estava nem um pouco preparada. Eles foram aprendendo comigo, se esforçando pra suprir todas as necessidades”.

E é para atender às demandas, garantir a permanência e acesso pleno das PCDs aos institutos federais de ensino superior, que desde 2005 o Ministério da Educação (MEC) implementa o Programa Incluir, cujo objetivo é assegurar a integração dos deficientes ao âmbito acadêmico através da eliminação de barreiras comportamentais, pedagógicas, arquitetônicas e comunicacionais. Entre as ações do programa está o incentivo a criação de núcleos de acessibilidade.

“Na UFPA, o Núcleo de Inclusão Social, também chamado de NIS, se pauta nessas diretrizes”, explica a coordenadora do projeto, Rosilene Prado. Criado em 2012 pela Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (PROEG), com o intuito de executar a Política Institucional de Inclusão, o NIS atende, atualmente, 55 universitários com deficiências diversas.

Entre as atividades desenvolvidas, estão o apoio ao aluno deficiente visual com a transcrição de materiais para o sistema Braille e grafia ampliada, disponibilização de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para estudantes com deficiência auditiva, entre outros.

“Também conversamos com os alunos com necessidades especiais, para saber do que eles verdadeiramente precisam e prestamos orientações aos professores, para que ministrem as aulas de forma a incluir toda a classe”, afirmou a coordenadora de cabelos curtos e negros.

Thaiane foi uma das estudantes atendidas pelo Núcleo. Ela me conta que ao ingressar na faculdade, duas especialistas da área de Educação Especial a procuraram para saber com quais técnicas de ensino inclusivo estava familiarizada. “Braille, tecnologias assistivas como Dosvox e outros programas sintetizadores de voz”, e de posse dessa informação, conversar sobre adaptações de aulas com o corpo docente do curso de jornalismo.

“Perguntaram também se eu gostaria que realizassem dinâmicas com a minha turma, se eu me sentiria à vontade com isso Como eu disse que tudo bem, elas vendaram alguns colegas meus, para mostrar a eles como era a minha realidade. Também ensinaram como conduzir um deficiente visual”, conta. Além disso, os professores passaram a digitalizar e enviar antecipadamente os materiais abordados em sala.

De acordo com a deficiente visual, a estrutura arquitetônica da UFPA é outra questão para PCDs, uma situação que compromete a mobilidade livre e autônoma desses estudantes.  Mas independente dos tropeços na jornada, ela segue trilhando os caminhos da graduação. Já nos primeiros semestres, ingressou voluntariamente na equipe da Rádio Web da UFPA. Pouco tempo depois, tornou-se bolsista do veículo. Na mídia, ela desempenha a função de repórter-produtora Nos próximos anos, a futura jornalista espera que a recém-descoberta afinidade com rádio e TV se consolide: são os veículos em que deseja exercer a profissão.

Fonte: Pérola de Souza/Revista AzMina

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Bolivia: Proyectan alfabetizar en las 36 lenguas originarias desde el próximo año.

América del sur/Bolivia/13.09.2016/Autor y Fuente:http://www1.abi.bo/

El director de Alfabetización, Ramiro Tolaba, informó que se proyecta, desde el siguiente año, alfabetizar en las 36 lenguas originarias existentes en el país, y reconocidas por la Carta Magna, para «diversificar» cada vez más esa tarea, que comenzó en 2006.

    «En el tema de alfabetización sale muy claramente que cada vez hay que ir diversificando este tema, hay que fortalecer mucho más, pero también hay que pensar en hacer alfabetización en otras lenguas originarias, estamos ya trabajando con algunas, y hay que avanzar más, ya que son 36», explicó en entrevista con la Red Patria Nueva.

Tolaba consideró también que es necesario crear metodologías para alfabetizar a personas sordas y ciegas.

«El reto es muy grande, y eso es lo que tenemos que hacer en el marco de lo que son los mandatos de la ley de educación en el país», precisó.

Tolaba señaló que el programa de Alfabetización, esta gestión, cuenta con 40.000 participantes, de quienes el primer semestre se graduaron 3.224; mientras que en post Alfabetización son 145.364 en el mismo periodo, de los que ya se graduaron 8.477 a tercero y 4.965 a sexto de primaria.

«El programa de post alfabetización hay que mirarlo también en un marco de cómo haces que más personas permanezcan y concluyan, si bien estamos trabajando con el modelo presencial también se debe trabajar en modalidad a distancia y semi preferencial», mencionó.

En Bolivia la tasa de analfabetismo es de 2,9%, porcentaje que representa al menos 200.000 personas que aún no saben leer y escribir.

Fuente: http://www1.abi.bo/abi/
Imagen: http://www.correodelorinoco.gob.ve/wp-content/uploads/2016/09/Yo-si-puedo.jpg
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China: Elogian apertura de Colegio sino-estadounidense con visión mundial.

Asia/China/13.09.2016/Autor y Fuente:http://www.prensa-latina.cu/
El presidente de China, Xi Jinping, envió una carta de felicitación por la apertura del Colegio Schwarzman (sino-estadounidense) en la Universidad Tsinghua, que formará estudiantes con visión internacional, divulgó hoy el Gobierno.

En la misiva de congratulación expedida este sábado en ocasión del Día del Maestro aquí, Xi expresa que la educación es una importante fuerza que impulsa a la civilización humana.

Actualmente los jóvenes en todos los países deben tener una visión mundial y elevar su conciencia de cooperación a través de la educación, señala Xi en la carta.

A juicio del mandatario, los intercambios en educación entre Beijing y Washington han desempeñado un papel positivo en promover el entendimiento y la amistad entre los dos pueblos, además de mejorar las relaciones entre las dos naciones, por lo que instó a profundizar la cooperación en ese campo.

En ese sentido, abogó porque el Colegio Schwarzman pueda convertirse en una plataforma internacional para cultivar los excelentes talentos del mundo, proporcionando oportunidades de estudio para la juventud de todos los países y ayudarles a fomentar la comprensión y los intercambios.

De igual modo el presidente de Estados Unidos, Barack Obama, envió una nota de felicitación a la ceremonia de apertura del centro este sábado.

El programa de Eruditos de Schwarzman de la Universidad Tsinghua consiste en un posgrado de un año y su objetivo es preparar estudiantes con visión internacional, calidad global, liderazgo y conocimiento de China.

El primer grupo de 110 jóvenes ilustrados provienen de 70 colegios de 31 países.

Fuente: http://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=25367&SEO=elogian-apertura-de-colegio-sino-estadounidense-con-vision-mundial
Imagen:
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Panamá: Evaluación integral de la educación es el tema pendiente por definir, señala Staff

Centro América/Panamá/13 de septiembre de 2016/Fuente: telemetro

El viceministro de Educación, Carlos Staff, asegura que todos los aspectos del acuerdo de finalización de huelga están presentes, sin embargo queda pendiente el que esta relacionado con los mecanismos para la evaluación integral de la educación.

«El tema pendiente es la definición del instrumento legal que debe reemplazar el decreto 155», dijo en RPC Radio, agregando que los gremios magisteriales y la Ministra de Educación han abordado el tema durante varias reuniones, y que en el transcurso de la semana se tiene programado otro encuentro «donde se va a compartir lo que se da en este sentido, para cumplir con los acuerdos de huelga, con la sociedad y con el país, para definir cómo va a ser el mecanismo para la evaluación integral de la educación».

Reiteró que el tema del aumento salarial de 300 balboas ya fue incluido en el presupuesto general del Estado.

Por su parte el dirigente magisterial Diógenes Sánchez, indicó que esperan que el tema de la evaluación sea solventado en la próxima reunión, añadiendo que ésta debe ser una evaluación tanto para los docentes, los directores de escuelas, los inspectores, directores regionales y la Ministra de Educación, «para que los resultados puedan decirnos cómo nos encontramos cada uno de los actores que conforman el sistema educativo», enfatizó.

Por otro lado indicó que que ha habido incumplimiento en el tema del pago a docente que se les adeudan salarios atrasados, asegurando que actualmente hay educadores que tiene hasta 12 quincenas sin cobrar.

Fuente: http://www.telemetro.com/nacionales/Evaluacion-integral-educacion-pendiente-Staff_0_953304870.html

Imagen: d1vmfp3l3lxrif.cloudfront.net/nacionales/Educacion-Carlos-Staff-FotoTomada-MeducaPanama_MEDIMA20160421_0179_31.jpg

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México: Amenaza Sección 22 con huelga de hambre; exigen pagos de docentes

América del Norte/México/13 de septiembre de 2016/Fuente: despertardeoaxaca

Integrantes de la Sección 22 de la Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE) amagaron con iniciar una huelga de hambre en el zócalo para exigir el pago de salarios retenidos desde hace dos años por el Instituto Estatal de Educación Pública de Oaxaca (Ieepo).

En conferencia de prensa desde el zócalo, indicaron que los afectados son alrededor de 5 000 profesores que no han sido reconocidos por el Instituto, sin embargo la gremial reconoce su trabajo y han recibido talones de pago.

Los profesores indicaron que se encuentran desesperados, pues hasta el momento las autoridades no les han dado a conocer la situación en la que se encuentran y pretende no generar el pago lo que los perjudica económicamente.

“Nos estamos manifestando y exigiendo nuestro derecho. En el Ieepo nos dieron un documento que se llama oficio de afectación en donde nos dan un movimiento 95, en donde se reconoce ya como trabajador de base, sin embargo ahora no nos quiere reconocer cuando ellos nos dieron ese reconocimiento”, expresaron.

El desconocimiento de estos profesores, informaron, se presentó luego de que el gobierno estatal tomara las riendas del Ieepo, ya que antes de la renovación del Instituto recibían su salario por el trabajo que desempeñaban.

En este contexto, informaron que la Defensoría de los Derechos Humanos del Pueblo de Oaxaca (Ddhpo) afirmó que las autoridades educativas actuaron de manera irregular en la retención de los salarios de estos docentes porque nunca medió una notificación o un procedimiento para su desconocimiento.

Indicaron que gracias a la gestión que realizaron en la Ddhpo, ésta emitió una recomendación para que las autoridades educativas reconozcan a los trabajadores, les reintegren los pagos que les tienen retenidos y les devuelvan su empleo.

Explicaron que el Ieepo aceptó la recomendación e incluso se comprometió a pagarles, sin embargo eso no ha ocurrido hasta el momento por lo que tuvieron la necesidad de salir a las calles a exigir su pago.

Detallaron que con esta acción el personal del Ieepo se encuentra violentando de manera sistemática los derechos a la seguridad jurídica, a la legalidad y al debido proceso.

Los mentores sostuvieron que están peleando por lo justo, por un salario que ya trabajaron. “Tenemos a madres de familia con sus hijos, no se vale que en estos momentos el señor gobernador se esté tomando el atributo de corrernos como si fuéramos animales. Tenemos una representación ahorita, que se le llame a ese señor, que nos dé lo que nos debe, tenemos el reconocimiento, tenemos los documentos, no vamos a permitir el grito, nos vamos a instalar en huelga de hambre”, indicaron.

Sostuvieron también que muchos de ellos fueron obligados a renunciar a sus plazas sindicales y únicamente les pagaron tres meses de sueldo de los que se les debían y les otorgaron contratos de seis meses, por lo que con la huelga de hambre que iniciarán en próximos días reclamarán los 3 mil 500 pesos que adeudan a cada uno de ellos.

Fuente: http://despertardeoaxaca.com/amenaza-seccion-22-con-huelga-de-hambre-exigen-pagos-de-docentes/

Imagen: despertardeoaxaca.com/wp-content/uploads/2016/09/1-72-770×470.jpg

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Argentina: Preocupa el auge de medicar a los chicos

América del Sur/Argentina/13 de septiembre de 2016/Fuente: La capital

Se constituyó el Forum Infancias Rosario. Buscan hacer frente a la problemática.

Algunas de las profesionales que integran el Forum Infancias local. Un espacio que alerta sobre el avance del mercado en la salud.

Cada vez más nenes y nenas son rotulados —entre otros males— como bipolares, desatentos, autistas, disléxicos o hiperactivos sin siquiera indagar en sus historias propias, familiares y sociales. Un grupo de profesionales de la salud, la educación y las ciencias sociales reunido en el Forum Infancias Rosario alerta sobre esta preocupante tendencia, más conocida como patologización y medicalización de chicos y adolescentes.

El Forum Rosario se suma a la Red Federal de especialistas que trabajan en todo el país para promover una mirada amplia sobre los problemas de las infancias. En particular, al observar el creciente avance del mercado para dar respuestas rápidas a problemáticas complejas. El espacio local lo forman profesionales de distintas disciplinas, provenientes de la medicina, fonoaudiología, psicología, psicopedagogía, musicoterapia, ciencias de la educación, docencia, derecho y de la estimulación temprana. Trabajan en ámbitos privados y públicos siempre vinculados con las infancias.

Cuentan que a instancias del psiquiatra Juan Vasen —uno de los impulsores de Forum Infancias a nivel nacional— decidieron constituir la edición local de este espacio. Desde principio de año se reúnen semanalmente en el ámbito de la universidad pública, para organizarse como equipo y planificar distintas actividades de debates y reflexión. Entre ellas está la de una jornada de presentación pública del Forum Rosario, antes de fin de año. Quienes cuentan y dan detalles a LaCapital de los objetivos que las convocan son Carina Di Agostino, Gloria Bereciartúa, Andrea Garbelino, Adriana Savio, Alejandra Nader, Sandra Ballesteros, Viviana Roldán, Yanina Romaní, Ana Maschio, Romina Guccioni, Adriana Moncada, Inés Kolly y Fernanda Felice. Son quienes integran la comisión organizadora de este Forum o bien colaboran con sus actividades.

La participación de distintas profesiones en este debate —explican— es necesaria para abordar desde una mirada interdisciplinaria los problemas propios de las infancias.

«Llegan siglas, no niños»

Una de las inquietudes centrales que convoca al Forum es la derivación creciente de niños y niñas por problemas de aprendizajes, de conducta, y que acuden a los consultorios con el diagnóstico en mano: «Llega un TEA, un TGD, un ADD… Eso nos preocupa: que nos lleguen siglas y no niños».

Esos diagnósticos no necesariamente están firmados por un especialista, muchas veces son las familias o los propios docentes quienes los sugieren a partir de la información que circula por las redes sociales o que son impulsados desde el cuestionado DSM (Manual de Diagnóstico y Estadística de Trastornos Mentales, por su traducción del inglés).

A veces el nombre de esa enfermedad, esa respuesta rápida, opera como tranquilizadora, como una salvación a un problema escolar reiterado. «En realidad un nombre no resuelve una patología», dicen las profesionales. Opinan que no se trata de estar en contra de los diagnósticos, sino que es necesario que éstos no pierdan de vista lo individual de cada niño, su contexto familiar y la problemática particular que manifiesta.

Medicalizar el malestar

«Esto que sufrimos todos no es casual: se decide en otro lugar, se baja, se filtra en las escuelas. Es básicamente una lucha de poder, por lo menos en el ámbito de la salud mental. Lo que podría ser propio del malestar de la cultura, de la vida, como decía Freud, es patologizado. Entonces si tiene la etiqueta de una enfermedad, para esa enfermedad va tal tratamiento y para ese tratamiento tal medicamento. No somos ingenuas ni estamos desinformadas de que todo esto es bajado desde grandes fondos globales de inversión relacionados con la industria farmacológica. Y esto entra a través de los medios, de la publicidad», alertan sobre cómo opera el circuito que «medicaliza el malestar».

La propuesta del Forum Infancias Rosario «es ampliar las miradas sobre las infancias, para que no sean encerradas en una sigla, poder ver lo particular de la problemática y abordarla desde esa singularidad». Una de las aspiraciones de trabajo del Forum es propiciar otro enfoque en la formación de los médicos, que son quienes tienen la firma y sello de los medicalización, también en los docentes quienes pasan muchas horas con los chicos.

«Ritalina como pasto»

«Se escucha decir en los centros de salud de los barrios populares, de parte de médicos residentes: «la ritalina la damos como pasto»», comparten como dato alarmante sobre este medicamento recetado para «los problemas de déficit de atención».

También recuerdan las historias de chicos que llegan a los consultorios ya etiquetados como «desatentos», y firmes candidatos del llamado «fracaso escolar», con el solo dato de que no atienden y se duermen en clases. «No se puede decir que un niño es desatento cuando tiene sueño, que no puede atender y fracasa en sus aprendizajes por esa razón. Y en realidad, cuando se conversa con ese niño, te cuenta que no duerme porque a su casa la atraviesan las balas cada noche», relatan las especialistas y dicen que el desafío aquí es poner en la agenda política estas situaciones.

La charla atraviesa temas propios de la educación y de la salud. Siempre el interés de las entrevistadas está en remarcar la promoción de los derechos de niños, niñas y adolescentes, vulnerados por otra cara del mercado. Por eso también, entre otros que hacen a este debate, cuestionan las evaluaciones educativas estandarizadas que otra vez están en la escena de las decisiones políticas y llaman la atención sobre el avance de las neurociencias de mano de quienes desconocen la pedagogía y pretenden intervenir en los procesos de enseñanza y aprendizaje.

Para más información, se puede ingresar al perfil de Facebook Forum Infancias Rosario ó bien escribir al correo: foruminfanciasrosario@gmail.com

Fuente: http://www.lacapital.com.ar/preocupa-el-auge-medicar-los-chicos-n1232446.html

Imagen: static.lacapital.com.ar/adjuntos/203/imagenes/018/210/0018210049.jpeg

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Argentina: Nueva Jornada de Protesta por las paritarias universitarias

América del Sur/Argentina/13 de julio de 2016/Fuente: ei-ie-al.org

Como cuarta medida de fuerza en lo que va del segundo semestre, la Federación Nacional de Docentes Universitarios (CONADU) realizó el miércoles 07 de septiembre una Jornada Nacional de Protesta (sin paro) que tuvo como ejes el pedido por la inmediata reapertura de la paritaria docente, el aumento del presupuesto universitario y el sostenimiento de los programas educativos.

“Reclamamos que nuestros salarios hayan perdido poder adquisitivo pero también por la situación presupuestaria que están atravesando las distintas casas de altos estudios, que repercute claramente en el nivel de las universidades y en su capacidad de retener a los jóvenes de sectores más vulnerables”, destacó Carlos De Feo, Secretario de Relaciones Internacionales de CONADU.

La Jornada confirma el pedido formal de reapertura de paritarias que la CONADU, afiliada a la Internacional de la Educación, presentó el pasado 09 de agosto al ministro de Educación y Deportes, Esteban Bullrich, y al secretario de Políticas Universitarias, Albor Cantard (ver nota “CONADU formalizó la exigencia de reapertura de paritarias”).

Por la falta de respuestas oficiales, el cronograma de acciones gremiales continuó con la resolución del Plenario de Secretarios Generales de una primera Jornada Nacional de Protesta y Difusión los días 17 y 18 de agosto, que llevó a los y las docentes de las universidades de todo el país a organizar asambleas, clases públicas y diferentes actividades con el objetivo de instalar las necesidades del sector (ver nota “17 y 18 JORNADA NACIONAL DE PROTESTA POR LA REAPERTURA DE PARITARIAS”).

Finalmente, y tras la negativa del gobierno nacional a reabrir la paritaria docente, dirigentes de CONADU, de la Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina (CTERA), de la Confederación de Educadores Argentinos (CEA) y del Sindicato Argentino de Docentes Particulares (SADOP) convocaron a un paro nacional educativo el 24 de agosto, que contó con un acatamiento total en todo el país. La iniciativa terminó con un acto frente al Ministerio de Educación y Deportes de la Nación para visibilizar el reclamo por la apertura de las paritarias y el conflicto presupuestario de las universidades.

En aquel momento, Verónica Bethencourt, Secretaria Adjunta de CONADU, dimensionaba la gravedad de la situación: “Está en juego un proyecto de universidad. Está en juego la educación pública en todos los niveles” (Ver notas “Tras los dichos de Bullrich, docentes de todos los niveles ratificaron el paro educativo de mañana 24/8” y “Acto de CONADU frente al Ministerio de Educación”).

Cabe recordar que en el mes de agosto el Instituto de Estudios y Capacitación (IEC) de CONADU presentó el Segundo Informe sobre Presupuesto Universitario, que avanzó en un análisis político y cualitativo de la ejecución del presupuesto universitario durante el primer semestre de 2016 destacando un desfinanciamiento selectivo en las universidades públicas a través de la virtual paralización de los programas de Desarrollo Universitario (ver nota “EL AJUSTE SOBRE LAS POLÍTICAS DE DESARROLLO UNIVERSITARIO: Segundo informe de CONADU sobre el Presupuesto Universitario”).

En la misma línea, las compañeras y los compañeros de la Mesa Ejecutiva y de los distintos sindicatos de base de CONADU participaron el 02 de septiembre de la histórica Marcha Federal, en defensa de la Universidad Pública, contra el tarifazo, los despidos y el ajuste.

Fuente: http://www.ei-ie-al.org/index.php/1336-argentina-nueva-jornada-de-protesta-por-las-paritarias-universitarias

Imagen: www.ei-ie-al.org/images/160817AR.jpeg

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