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Ilka Oliva Corado: única forma que posso expressar meus sentimentos é através da escrita

 Por: Ilka Oliva Corado


Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul


Recordo claramente esse instante, as palavras presas na garganta sem poder sair se tornavam um remoinho, o coração batia a mil e o encantamento mal me deixava dar um passo. Saí daquele lugar estonteada e me encontrar com a luz pálida da tarde abraçando a noite; olhei ao meu redor, respirei fundo e caminhei em direção ao ponto de ônibus; estava na zona 1 da capital guatemalteca e tinha 17 anos.

O curso de Educação Física tinha aulas o dia inteiro de segunda a sexta; para que os alunos descansassem um pouco nos davam uma tarde livre por semana, para a minha turma era a quarta-feira. Então eu às vezes me punha a caminhar pela zona 1, sozinha, porque gostava de observar e parar onde quisesse; assim foi como entrei a várias igrejas pelo puro afã de respirar o aroma do incenso que eu gosto, ver as formas dos círios e suas cores e as luzes das velas agonizantes queimando-se lentamente, levando consigo mesmas nem sei quantos preces dos fiéis que as deixavam ali. O silêncio muito peculiar desses recintos, o ar frio que passa por debaixo dos bancos como uma corrente que toca os calcanhares.

Arquivo Pessoal. Norte, o 15º livro de Ilka Corado, publicado em 8 de setembro de 2019.

Eu, que não havia passado das ruas do arrabalde e dos corredores do mercado La Terminal, caminhar pela zona 1 foi um descobrimento monumental, como impressionante foi o instante em que conheci o arco do edifício dos correios; lembro de haver entrado e observado lentamente tudo. Sem falar no dia em que caminhei nas cercanias do teatro nacional, aquele grande animalzão. Digo caminhar porque não tinha dinheiro nem para comprar um chiclete. Essa limitação do dinheiro eu a havia vivido sempre com as necessidades básicas de sapato, comida, a mensalidade do colégio, mas comecei a vivê-la mais quando entrei nas livrarias e não podia comprar um livro. Ficava enamorada deles e os deixava aí nas estantes, com o coração partido. Então quando cada dois meses nos davam por parte do governo um cheque com a quantidade exata para uma passagem de ônibus diária de transporte urbano para 60 dias, eu o gastava em livros. Do banco ia diretamente às livrarias e aí deixava até o último centavo; o dinheiro da passagem eu ia ver depois como me arranjava. Esses livros foram minha companhia naqueles anos. Eu os comprava nas versões que faziam para estudantes em livros de bolso, buscava os mais baratos para poder comprar a maior quantidade possível.

Mas naquela tarde, caminhando pelos arredores da igreja de São Domingos vi em um vitrine que anunciavam a projeção de um documentário, eu nem sabia o que significava essa palavras, não sabia o que era um documentário mas entrei chamada pelo nome e pela minha eterna curiosidade. Tive tanta sorte que a entrada era gratuita e acabei de entrar e a poucos minutos começou e tudo aquilo me maravilhou. O recinto de paredes brancas como as casas dos povoados de paredes rústicas pintadas com cal, uma enorme manta branca pendurada na parede e as imagens em branco e preto que saiam de um aparelho tão pequenininho que eu não podia crer que tanta atrocidade, tanta formosura e tanta história coubessem em algo tão pequeno. Saí dali com o coração partido em mil pedaços e com um revoo de sentimentos e palavras que me formigavam nos lábios; nesse instante me dei conta e soube por primeira vez que era incapaz de me expressar. O que havia me causado ver o documentário sobre a vida de Ana Frank não pude contar a ninguém, nunca. Foi tão profundo o que senti nesse dia, chorei esse tipo de pranto que não sai em lágrimas, mas se amarra no peito.

Para esses anos a poesia que havia começado a escrever em minha adolescência estava enterrada a três metros abaixo da terra, a deixei de lado, tudo o que havia começado a escrever aos 14 anos de idade se perdeu, enterrei. Como enterrei a pintura. Até que passaram os anos e longe daquele muro onde me sentava para escrever olhando para as montanhas verde garrafa, uma madrugada a poesia voltou a mim para salvar-me a vida uma vez mais. Publiquei 15 livros desde então, longe daqueles edifícios, daquelas ruas, daquele muro. Mas, por que ter um blog e publicar livros? Meu blog é meu livro de bordo, meu diário; a única forma em que posso expressar meus sentimentos mais profundos é por meio da escrita e é minha única forma de comunicação real, pura. Poderei falar, fazer vídeos, por aí conceder alguma entrevista (as quais recuso porque não gosto delas) mas a única forma em que posso expressar a profundidade dos meus interiores é através da escrita.

Sou néscia. Meus livros refletem minha ignorância, minha insistência e meu agradecimento. Meu amor próprio no qual trabalho todos os dias porque o amor também se aprende como se aprende a andar.

São essa obstinação por dar abrigo à adolescente que vagava desorientada pelas ruas da capital. Dizer-lhe que pode criar seus próprios livros, que pode expressar por meio da poesia, dos relatos, que pode pintar os rabiscos que desejar. E que não lhe importe se outros criticam sua instabilidade emocional, devido às suas formas. Porque não há formas precisas para expressar a profundidade da alma.  Meus livros são minha forma de amá-la, de abraçá-la, de dar-lhe abrigo e calor. E são esse instante, aquele instante na porta daquele edifício, acompanhando-a de regresso à sua casa depois de haver descoberto não só a magia monumental do documentário, a Ana Frank, mas a profundidade de seus silêncios e sua inexpressão.

E através dela às adolescentes que têm medo de sonhar porque lhes disseram que os sonhos não são para os pobres, para as loucas, para as putas, para as que cheiram cola, para as mamães solteiras, nem para as que vendem nos corredores dos mercados. Nem para as que trabalham em casas de segunda a sábado e saem nos domingos para dar uma volta no parque, vagando desorientadas nas ruas empoeiradas das grande urbes, com os braços doloridos de tanto passar pano e encerar o chão. Sim, meu livros também são para elas e sei que algum dia vamos nos encontrar, nem que seja através das filhas de suas filhas, mas nesse dia nos vamos a fundir em um abraço único e cálido finalmente. Para vocês é minha letra e minha pintura que significam a insistência das alienadas às oportunidades e à realização dos sonhos.

Nota: Em 8 de setembro de 2019 publiquei meu livro Norte, meu livro número 15. Esta foto não a publiquei, mas é minha fotografia favorita dessa série tomada pela magnífica Moira Pujols. E a celebro como celebro a cada uma das minhas pinturas e cada uma das minhas crias.

Fonte:  https://cronicasdeunainquilina.com

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Educación: ¿hacernos guajes?

Por. Manuel Gil Antón

No pasa nada. Todo marcha bien. En los estudios que tiene la SEP, 32 millones de niñas, niños, adolescentes y jóvenes (NNAJ) afirman que están aprendiendo lo esperado como si no hubiera pandemia, como si fuesen a la escuela todos los días. En esas misteriosas indagaciones a las que refiere la autoridad, el millón y pico de maestras y maestros están muy contentos con los avances logrados en Aprende en Casa II (ACII). Las autoridades educativas echan las campanas al vuelo: se avanzó en la capacitación de alumnos y alumnas, del personal docente y de los “padres y madres de familia”. ¿Evidencia? 19.5 millones de nuevas cuentas de correo electrónico entre alumnos y 1.2 millones de maestras y maestros. Gratis. Por eso México dio un “salto adelante en materia digital”.

“¿Cuántas mexicanas y mexicanos se están educando a distancia? Agárrese: ACII está siendo visto por 8.5 millones en tele abierta y otros 7.5 millones a través de sistemas de cable. Ponga en la cuenta a otros 5.9 millones que aprenden a través de la red de televisoras estatales y similares. Por internet, llega a 7.3 millones de usuarios y 1.2 millones más atendidos por la radio y cuadernillos. En total, 30.4 millones están aprendiendo por esos medios cada día. Si añadimos a más de 4 millones inscritos en educación superior, toda la matrícula, y más, está cubierta.

La cosa no para ahí: ha habido, por estos cambios, “reingeniería institucional en la SEP” y de aquí a diciembre se producirán 4,500 programas de televisión y todo lo necesario para las plataformas digitales. “Hay una educación pública en México antes y debe haber otra a partir de la pandemia”. “El aprendizaje no se detuvo, la educación siguió con dos prioridades: la inclusión mediante una amplia cobertura y la excelencia al trabajar sobre los aprendizajes esperados dentro de los planes y programas de estudio. “

Y de remate: “Mente y corazón, conocimientos, inclusión, voluntad, pensamiento crítico, carácter, autoestima, conciencia ambiental, empatía, arte y cultura, sentido de comunidad y justicia, habilidades y destrezas físicas y mentales”. Todas estas cifras, y las partes entre comillas, corresponden a discursos del secretario Moctezuma.

¿Pandemia? Sí, pero quizá seamos el único país que, a pesar de haber detenido la forma presencial de los procesos educativos, no ha resentido ningún problema en lograr aprendizajes. ¿Estamos frente a un verdadero milagro, o contamos con autoridades educativas que han logrado, como la Virgen de Guadalupe, que “no (se) haya hecho igual en ninguna otra Nación”?

Las noticias que llegan de otros lados del país son distintas: a nivel del suelo se viven las cosas de otro modo. Algunos profesores y profesoras reportan que no encuentran a sus pupilos. Madres y padres de familia están desesperados sin saber ya qué inventar para que sus vástagos sigan intentando hacer algo semejante a estudiar. Hay fobias al Zoom, o franca risa o desesperación ante los programas de televisión que dizque enseñan. Muchas niñas ya de tiempo completo dedicadas a cuidar a sus hermanos y otras en la chamba del mercado, por dar un ejemplo. Muchachos colaborando para completar la renta. ¿Tenemos casi una rebelión para salir de las casas y respirar, hartos de la simulación, o la maravilla de la que nos informan los funcionarios?

Creo que lo segundo. En lugar de enfrentar con franqueza los problemas educativos, desde la soberbia de quien puede todo se están haciendo guajes. Igual que siempre. Como es costumbre que no cesa.

Fuente: https://vanguardia.com.mx/articulo/educacion-hacernos-guajes

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Disputas por el Territorio, Tensiones entre la Guerra y la Paz

Por: Yani Vallejo Duqu* Y Alfonso Insuasty Rodríguez**

América Latina en movimiento

En estos tiempos de Pandemia donde la estantería del capitalismo hace agua y la crisis que siempre estuvo ahí se agudiza, los pueblos de América Latina no dejan de moverse.

Y las consecuencias empiezan a notarse y sentirse en un paulatino reordenamiento de la balanza de poder en la región, develándose una vez más que, frente al Poder Popular no existe institución, por férrea que esta sea, que no pueda ceder y/o derrumbarse.

Se siente la vibración de los pasos del pueblo en las calles, fenómeno que parece propagarse más rápidamente que la propia pandemia:

Movilización y Referendo en Chile. A un año de las movilizaciones multitudinarias de Chile, detonadas, como gota que rebosó la tasa, por el incremento en los pasajes del metro del 3%, derivando en unas multitudinarias manifestaciones de estudiantes que recibieron como respuesta oficial una fuerte represión que hizo recordara el tiempo de la dictadura, abriendo la puerta a un estallido social que permitió que todo el pueblo se volcara a las calles con la consigna “No son 30 pesos, son 30 años” (El País, 2019)

El resultado de la movilización popular chilena hoy, a un año, es evidente, se logra entre otras contundentes victorias que, el 25 de octubre se vote un histórico referendo constitucional, una consulta popular que convoca alrededor de 15 millones de chilenos. El pueblo allí, en cédulas electorales separadas, responderán dos preguntas:

  1. ¿Quiere usted una nueva constitución? (apruebo – rechazo)
  2. ¿Qué tipo de órgano deberá redactar la nueva constitución?

a) convención mixta constitucional: 50% miembros elegidos popularmente y 50% parlamentarios en ejercicio.

b) Convención constitucional: 100% miembros elegidos popularmente.

Se espera que la población joven salga masivamente a votar, aprobar una nueva constitución y, por otra parte, que se haga bajo la figura de Convención Constitucional.

Si gana el “Apruebo”, en abril 2021 se realizaría la elección de los delegados constituyentes, y la nueva constitución tendría un año para ser redactada, la cual deberá ser ratificada en un nuevo Plebiscito, pero ya con voto obligatorio. (Vanguardia, 2020)

Colombia. Minga Indígena y Paro Nacional. La movilización fruto del cansancio social ante el mal gobierno en Colombia y, que se inició el 21N (noviembre 21 de 2019) no se ha detenido, migró hacia las redes sociales mientras el confinamiento y ahora, que el gobierno reactivó la economía para los grandes Empresarios, el pueblo ha retomado las movilizaciones. La Minga indígena, que comenzó en el Suroccidente del país, ha visitado luego de una larga travesía nacional, la ciudad de Bogotá para hacerse sentir y ser escuchados, a ella se han unido organizaciones campesinas, negras y urbanas exigiendo cesar las masacres en los territorios y el asesinato de líderes sociales, se cumpla el acuerdo de Paz, se proteja su territorio, se respete su autonomía, se cumplan los acuerdos pactados en el pasado con el Gobierno.

Se viven momentos de efervescencia y podríamos encontrarnos ad portas de un primer gobierno progresista, pero los factores de poder, unidos con las mafias y grandes conglomerados económicos no se quedan quietos, desde ya aceitan y mueven su maquinaria de muerte e intimidación para evitar a toda costa cambios en uno de los países más desiguales del mundo (Vallejo Duque & Insuasty Rodríguez, 2020).

Costa Rica dice no al FMI. Uno de los países mas tranquilos y estables de centro América en las últimas semanas se ha visto paralizado, se observa al pueblo volcado en las calles y con protestas fuertes; campesinos, camioneros, estudiantes y sindicatos se oponen a un posible acuerdo entre el gobierno y el FMI para la aprobación de un crédito por 1.700 millones de dólares, que lleva consigo reformas nefastas para el pueblo, como son el incremento de impuestos, el recorte al gasto público y la privatización de empresas nacionales como el banco Internacional de Costa Rica y la Fabrica nacional de licores que existe desde 1850 y es patrimonio histórico del país. (RT, 2020)

Bolivia, el Retorno del Pueblo al Gobierno. El pueblo boliviano demostró que 19 años de cambios profundos y de avances hacia la dignidad, la libertad, la autonomía, no podían echarse a la basura, así, no solo se resistió la más vieja estrategia de Estados Unidos que en alianza con las élites regionales, mandos militares y medios de comunicación gestan de manera permanente golpes de Estados por toda América Latina. Así, gracias a la presión popular ante el Golpe o crisis política provocada por la Derecha local aupada por la OEA en cabeza de Luis Almagro el pasado 10 de noviembre de 2019 al conocerse los resultados que daban como ganador a Evo Morales quien renunció ante la presión militar y de sectores de poder, se llegó a un acuerdo gestado gracias también, a la presión internacional, acordando convocar nuevas elecciones presidenciales celebradas el pasado 18 de octubre 2020.

Según el OEP (Órgano Electoral Plurinacional) y contabilizado el 95% de los votos válidos, el Partido MAS-IPSP encabezado por Luis Arce y David Choquehuanca obtuvo una arrasadora victoria con el 54,54% de los votos; superando al siguiente por más del 25% de los votos obtenidos. Pero también se lograron 73 escaños en la Cámara de Diputados de los 130 posibles y 21 Senadores de los 36 que existen en el país. El golpe de estado, para lo único que sirvió, fue para terminar de afincar la unidad desde la base del pueblo boliviano. (OEP, 2020)

En ésta elección, de manera contundente se demostró que la fuerza del pueblo se centra en capacidad organizativa y de lucha, que va más allá de líderes como Evo Morales, a quien se le reconoce el papel crucial que ha jugado en el avance del proyecto Popular.

Elecciones Parlamentarias, Venezuela. En cumpliendo con el mandato constitucional se convocaron las elecciones Parlamentarias para el 6 diciembre, cumpliendo con todos los lineamientos de la ley electoral, se elegirán los 277 parlamentarios que componen la Asamblea Nacional hoy en manos de la oposición. Como era de esperar, la oposición venezolana anuncio que no se presentara a los comicios y pide como es su costumbre continuar la misma composición del parlamento de manera indefinida. Lo llamativo de todo esto es que los organismos multilaterales que pedían elecciones hoy dicen que estas serán un fraude. Al parecer las reglas de la democracia ya no son las mismas según estos organismos. ¿Miedo a las decisiones del pueblo? Lo cierto es que el bloqueo impuesto por Estados Unidos vulnerando los derechos humanos, continua de manera agresiva, pero, el pueblo sigue con firmeza sus convicciones de no claudicar ante los intereses norteamericanos que tiene sus ojos puestos en los recursos naturales de la República Bolivariana de Venezuela.

El Pueblo tiene hambre” Paraguay. El hambre no da tregua en Paraguay, por esta razón miles de manifestantes con el lema “El pueblo tiene hambre” o “El hambre no esta en cuarentena”, se movilizaron en contra de la gestión de gobierno de Mario Abdo Benítez. La ciudad de Asunción se vio repleta de personas de diferentes sectores como sindicalistas, jóvenes, mujeres, desempleados y colectivos sociales todos movilizándose en oposición al plan de reactivación económica del gobierno que solo busca mayor endeudamiento nacional, a cambio de más impuestos que termina pagando el pueblo más humilde, se exigieron medidas urgentes en el ámbito de la salud y acceso a recursos básicos para evitar una crisis mayor. Se exigen medidas para que sean las grandes fortunas las que paguen más impuestos y se denunciaron los casos de corrupción en el Ministerio de la Salud, la autoridad aeronáutica y la compañía estatal de petróleos. (DW, 2020)

Las luchas y resistencia del Pueblo Indígena En México. Se registran constantes ataques de grupos paramilitares y narcos contra el Ejército de Liberación Nacional (EZLN) ubicados en el Sureste del país, la resistencia de los zapatistas es ejemplo para el resto del continente y sus zonas donde residen, son espacios comunitarios colectivos, un verdadero oasis en este desierto que es el neoliberalismo. Son espacios que se rigen con normas propias y practicas anticapitalistas, con formación en saberes ancestrales y sobre todo un afianzamiento de valores éticos para otro mundo posible. Su ejemplo es atacado porque si se propagan sus prácticas, el que temblaría sería el sistema capitalista global. (Agencia EFE, 2020)

Luego de analizar este sentir Latinoamericano, es muy importante generar un espacio de unidad y articulación de las luchas de las comunidades, retomar los espacios institucionales de convergencia entre los países como Unasur, Alba y Celac; pero consideramos que lo mas importante es generar canales entre las organizaciones de la base, del pueblo en las calles sin ser suplantada por las dirigencias.

La unidad y articulación pasa por comunicarnos, pero también actuar de manera coordinada, reconocernos, intercambiar saberes, experiencias políticas, jurídicas, formativas propias que potencien lo posible, construir territorialmente y de manera colectiva un Plan de Vida, Agenda propia que oriente las luchas, aprender a identificar las rutas para seguir avanzando en la construcción de una América Latina libre, alegre, basada en el encuentro y el cuidado, una América Latina de y para los Pueblos en armonía con la Madre Tierra.

Viva la Justa Luchas de los Pueblos Latinoamericanos.

Soy américa latina Un pueblo sin piernas pero que camina” (Canción Latinoamérica, Calle 13)

Referencias.

Agencia EFE. (27 de agosto de 2020). Denuncian ataques de paramilitares contra zapatistas en el sureste de México. Obtenido de Agencia EFE: https://www.efe.com/efe/usa/mexico/denuncian-ataques-de-paramilitares-contra-zapatistas-en-el-sureste-mexico/50000100-4329288

DW. (15 de agosto de 2020). Protestan en Paraguay contra el Gobierno con el lema «el hambre no está en cuarentena». Obtenido de DW: https://www.dw.com/es/protestan-en-paraguay-contra-el-gobierno-con-el-lema-el-hambre-no-est%C3%A1-en-cuarentena/a-54578211

El País. (22 de octubre de 2019). ¿Qué es lo que pasa en Chile? Fotos, videos y las razones de las protestas. Obtenido de El Pais.com.co: https://www.elpais.com.co/mundo/que-es-lo-que-pasa-en-chile.html

OEP (Órgano Electoral Plurinacional) (21 de octubre de 2020). Sistema consolidado oficial de resultados de computo en proceso. Obtenido de OEP: https://computo.oep.org.bo/

RT. (09 de octubre de 2020). ¿Qué pasa en Costa Rica, el país conocido como “La Suiza Centroamérica”?. Obtenido de RT: https://actualidad.rt.com/actualidad/369330-costa-rica-pais-conocido-suiza-centroamerica

Vallejo Duque, Y., & Insuasty Rodríguez, A. (27 de agosto de 2020). Políticas de muerte acechan la Paz en Colombia. Obtenido de Desinformémonos:

Vanguardia. (20 de octubre de 2020). Chile votará el 25 de octubre un histórico referendo constitucional. Obtenido de Vanguardia: https://www.vanguardia.com/mundo/chile-votara-el-25-de-octubre-un-historico-referendo-constitucional-CE3017224

Notas.

*Abogado, especialista en derecho penal, defensor público e investigador Grupo Kavilando.

**Docente Investigador Universidad de San Buenaventura Medellín, Integrante Red Interuniversitaria por la Paz, actual Consejero de Paz Conpaz Medellín sector Universidades, e Integrante grupo Autónomo Kavilando. Contacto: Alfonso.insuasty@gmail.com

Fuente e imagen: https://desinformemonos.org/america-latina-en-movimiento/

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Educar con valores

Por: Francisco Massó

La tradición socrática, Sra. Celaá, determina que educar consiste en sacar a la luz aquellos valores que, potencialmente, contiene todo educando. No se trata de instruir, que es término marcial, ni de adoctrinar como, posiblemente, hicieron con usted las Teresianas, ni de catequizar adeptos para la causa progresista de quienes disponen de palacios en Neguri.

Educar es descubrir el poder del discípulo y acompañarlo en el proceso de hacerlo efectivo, igual que el gemólogo talla el brillante y saca de él iridiscencias insospechadas, convirtiéndolo en un diamante. Como indica la etimología de la palabra diamante, “adamatos” en griego, es alguien duro, que no puede ser vencido. Sólo un diamante puede tallar a otro, que permanecerá incólume, fiel a la forma recibida al ser tallado. No podemos llevar la metáfora muy lejos, porque el ser humano no es un carbón, está vivo y es un proceso estocástico, de esos en los que, si cambia alguno de sus elementos, cambia todo el conjunto, como ocurre con el caleidoscopio.

La educación sienta una base de sustentación del desarrollo posterior de la persona, crea formas y destapa valores que van a labrar el carácter, los hábitos, la manera de estar en el mundo y de dialogar con los demás, que hacen a cada ser humano singular, único, diferente incluso al proyecto constructivo que pudiera tener en mente el educador.

Pongamos un ejemplo próximo: durante la Dictadura, los niños recibíamos clases de catecismo en la escuela; pasábamos de ser Cruzado de Cristo Rey a Congregante Mariano y las niñas Hijas de María, desde la primera comunión; veíamos películas látigo negro o censuradas; habíamos de participar en misiones (no precisamente pedagógicas) o, una vez adultos, en cursillos de cristiandad, etc. Todo esto lo puso en solfa El Florido Pensil de Sopeña.

Con independencia que la pretensión de ser perfectos es siempre una apuesta en pro de la neurosis, aquello era una formación reactiva que aspiraba a convertir a la sociedad en una especie de noviciado. En definitiva, una forma de locura trazada por una mente cuartelera, que terminó estrellándose, afortunadamente.

Por la ley del péndulo, tras el destape, la “movida” y el desarrollismo económico, los ideales actuales de un amplio sector de la juventud están circunscritos al consumo de estímulos, el hedonismo y la prisa urgente. Hoy “estamos en el ir”, como dijera Julián Marías. No sabemos hacia dónde, ni a qué; pero vamos, gregariamente, en la barahunda del mogollón, a tontas y a locas, a empellones y risotadas, entre espasmos sexuales y efluvios etílicos.

Como quiera que cualquier generalización es injusta, me referiré a una parte de la juventud de hoy, constituida por antiguos “niños-verdugo”, que ha crecido en medio de cosas y soledad. El niño-verdugo suele desconocer dónde y en qué trabajan sus padres; esto es, carece de referentes; ha pasado su niñez en un almacén de cosas que exigía, porque todos sus amigos las tenían; igual que demandaba las zapatillas deportivas y ropa que habían de usar de la marca precisa; ha peregrinado por infinitas actividades extraescolares, donde andaba aparcado, al no haber conciliación familiar. En resumen, este niño ha sido educado en un frenesí de estímulos y caprichos, entre antojos ocasionales sin límites y demandas impositivas absolutas, sin mentores, ni guías.

Mientras, los padres trabajaban y también hacían horas extraordinarias, porque habían de pagar la hipoteca, el préstamo del coche, las vacaciones en el mar y comprar cosas. Todo esto ocurría antes que llegara la informática y el teléfono portátil, que son los referentes de ahora.

Cuando ha llegado la pandemia, la falta de auto-contención, la indisciplina, el consumo voraz de estímulos, el hedonismo, las urgencias del sexo y las de “estar en el ir”, la insolidaridad, el egocentrismo y el “a mí, plin, o ahí me las den todas”, son los aliados de la propagación de la enfermedad.

Aquel ascetismo de Franco era un despropósito. El resultado de una educación sin valores es el botellón, salir a la madrugada, coger el punto etílico y “mojar”, no importa con quién. A continuación, o entremedias, rayarse, sin que tampoco tenga importancia con qué. A estas bacanales le llaman “socializarse” y tienen intermitencia semanal, entre ir a Tarifa, a coger el viento fresco del Estrecho y, de paso, bajarse al moro, o subir a Astún o a La Molina, también a coger el fresco, si hay nieve y polvo blanco. Todo son estímulos y pretextos de consumo para “estar en el ir”.

Sin embargo, el diamante va por dentro. No lo supieron descubrir. O, tal vez, no hubo otros diamantes que lo tallaran. Tampoco hay culpables. El fracaso es del sistema social, en su conjunto. El ordenamiento también ha de ser sistémico, de la familia y el colegio, si queremos conseguir algo diferente a un ser humano epicúreo, pantagruélico e incontinente.

De las instituciones políticas, que se dedican a la educación, no cabe esperanza alguna de recibir ayuda para “educere” en sentido socrático, porque ellas están en “inducere”, invadir con su ideología y pseudo-valores, para crear “masa crítica” a la que manipular con facilidad. A ellas no les interesa la individualidad; prefieren la grey, el mogollón, y cuánto más acéfalo, mejor, aun cuando termine siendo una horda a merced de sus impulsos.

El diamante brilla por sí mismo, por su geometría, por sus características idióticas. Y cada uno somos uno, tallado, o sin tallar.

Fuente: https://www.diariocritico.com/opinion/francisco-masso-educar-con-valores

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Basta de desalojos

Por: Claudio Katz, Eduardo Lucita, Julio Gambina

Repudiamos desalojo y represión en Guernica

En la madrugada de hoy unas 1450 familias que ocupaban desde hacía meses un predio en la localidad de Guernica, buscando poder alcanzar alguna vez una vivienda digna de ser habitada, fueron violentamente desalojadas por miles de policías de la bonaerense –los mismos que hace pocas semanas rodearon armados la casa del gobernador Kicillof primero y luego la quinta residencial donde se aloja el Presidente de la Nación, sin que se los penalizara. Balas de gomas y gases lacrimógenos a granel utilizaron para avanzar, pertrechados como robocops, contra familias humildes, quemando sus modestas casillas, impidiendo que retiraran sus pocas pertenencias, con un saldo de 37 personas detenidas y otras golpeadas y lesionadas.

El censo puso fin a las dudas sobre la cantidad de familias involucradas, también mostró el origen de las mismas. Familias en situación de calle por no poder pagar los alquileres por pérdida de ingresos, familias hacinadas o que convivían en edificios inhabitables, mujeres con niños/as que huyeron de la violencia de género incrementada por el confinamiento.

Se trata de personas en situación de vulnerabilidad, pobres de toda pobreza que forman parte del 10.5% de indigentes y de los más de tres  millones y medio de familias carentes de vivienda según los registros oficiales. Sin embargo el ministro Berni no dejó de declarar haciendo gala de su eficiencia “Ya está todo desalojado”, como si hubiera vencido en una batalla entre iguales.

El desalojo cortó las negociaciones entre responsables del gobierno provincial y la comisión de delegados de los cuatro barrios organizados en el predio, que ya habían elevado, al juez y al ministro Larroque, por medio de  la Gremial de Abogados, una propuesta realista y posible de ejecutar que no fue considerada. Los funcionarios prometieron una solución alternativa que contemplara las necesidades de las familias, la misma terminó consistiendo en sumas de dinero mensuales a cambio de desalojar los terrenos. En el medio maniobras para desgastar y dividir a los ocupantes hasta que se cumplieran los tiempos fijados por el juez para ejecutar el desalojo por la fuerza.

Es inevitable no destacar que el gobierno nacional y los provinciales no tienen la misma actitud con por ejemplo con la apropiación de Lago Escondido por parte de Joe Lewis (el amigo del ex presidente Macri); con la usurpación de tierras de la escuela Agrotécnica por la familia Etchevehere o con la estafa y fuga de capitales en el caso Vicentín; tampoco con la evasión de sectores acomodados, 100 mil lotes y 50 mil viviendas terminadas en 590 barrios cerrados, clubes de campo y countries que figuran como baldíos o pagan impuestos como tierra rural. Nada hacen con quienes retienen exportaciones buscando forzar una devaluación que agravará la actual crisis humanitaria, nada contra los desmontadores de bosques nativos o  los desarrolladores inmobiliarios que no respetan los humedales o los especuladores que compran tierras a precio vil para revenderlas. En estos casos no hay desalojos, los desalojos solo son para los pobres.

El desalojo violento de la toma de Guernica sienta un delicado precedente ante futuras ocupaciones, también una advertencia para que el intento del Proyecto Artigas no se multiplique. Es una concesión frente a la oposición derechista, la clase dominante y la presión de los grandes medios de comunicación.

Tenemos que ser claros: toda familia que ingresa en un terreno vacío y ocioso lo hace por necesidad. No hay ninguna otra explicación. Son víctimas, no culpables. Llamarlos usurpadores y delincuentes es una bajeza moral y una claudicación ideológica.

Afirmamos que donde hay una necesidad nace un derecho, no un delito. Rechazamos toda criminalización de las demandas sociales. La acción de estas familias no es delito sino denuncia. Es el grito de los excluidos por la avaricia de los poderosos.

Desde el 2001 las necesidades de acceder a una vivienda digna crecen sin parar, esto se ha agudizado bajo la administración Macri y más aun en medio de la pandemia. Es una obligación moral  de todo gobierno dar tierra y techo a quién lo necesite. No otra cosa que amparar a los desamparados.

Basta de represión y desalojos.

Solidaridad con todas las familias desalojadas.

Tierra para vivir.

Bs.As. 29.10.2020 Claudio Katz / Julio Gambina / Eduardo Lucita

Adhesiones a: declarac…@yahoo.com.ar

Fuente e imagen: https://contrahegemoniaweb.com.ar/2020/10/30/basta-de-desalojos/

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OPINIÓN: Por las familias jornaleras: Alianza Campo Justo

Por:  Tlachinollan

Es muy triste ser jornalera agrícola. Yo empecé a trabajar desde los 11 años, porque en ese tiempo le ayudé a mi abuelita en lo que más necesitábamos, que era la comida. Hasta la fecha sigo como jornalera, sufriendo todo el tiempo, porque es un trabajo donde entregas la vida y hasta pierdes a tus hijos. Yo perdí una bebé de 20 días de nacida, cuando íbamos en el camión del estado de Sinaloa a Baja California. Siempre vamos apretados. En los dos asientos van de tres a cuatro personas, y muchos parados. Nosotros íbamos hasta atrás. El autobús no estaba en buenas condiciones y no llevaba aire acondicionado. Se calentaba. Es un lugar donde el sol te quema todo el tiempo. La bebé ya no pudo respirar con tanto calor que hacía. Gritamos al chofer, pero no nos escuchó. Ya no pudimos salir por tanto apretujón. Me duele mucho recordar que en mis brazos murió mi bebé. Al bajar en Santa Ana, Sonora, el chofer nos dijo con coraje, cuando les reclamamos de que no se paró: “Aquí ustedes tuvieron la culpa”, yo le respondí: “¿Qué voy hacer si vamos encimados, con muchas personas que van paradas, y nosotros hasta atrás?”. Nos ignoró y ahí nos dejó.

Llegando a Santa Ana, todavía corrimos al centro de salud, pero mi hijita ya no resistió. Lo único que hicimos Felipe y yo, fue ponernos a llorar. Estaba cerca una iglesia, donde la gente nos ayudó a sepultar a nuestra bebé. Nos apoyaron como si fuéramos su familia, porque nos dieron de comer, y hasta pagaron nuestros pasajes para llegar a Tlapa.

Cuando trabajamos en el campo nuestros demás niños, casi hacen lo mismo, la única diferencia es que nosotros recibimos un sueldo y ellos nada. Nos ayudan a recolectar frutas, verduras, tomate, chile, lo que sea, pues no hay guardería para ellos, no hay escuela y no hay quien los va a cuidar. No nos queda de otra, solo que estén con nosotros en el campo. Es muy difícil trabajar con nuestros hijos en el surco. Las niñas cuidan a sus hermanitas, o si no, la mamá carga a su bebé para que siga trabajando.

Hace 15 días estuvimos trabajando en Arandas, Jalisco y así lo hicimos. Cargamos a nuestros hijos en el trabajo, porque no hay donde dejarlos. Así andamos, y como ellos no pueden estudiar, es imposible que lleguen los maestros hasta nuestra comunidad. Estamos sin información, no sabemos cuándo van a reiniciar las clases. Por eso, nos llevamos a nuestros hijos, que nos ayudan a sacar el trabajo del patrón, quien gana más y nosotros seguimos igual. Por ejemplo, un kilo de tomatillo está valiendo 15 pesos en la tienda y la cubeta de 20 litros la están pagando en 5 pesos; una arpilla pesa 35 kilos y ganamos entre 20 o 22 pesos. Llegamos a sacar como máximo 10 arpillas con todo y nuestros hijos.

En Arandas, no hay agua para bañarse, no hay una casa que esté en buenas condiciones para rentar. Más bien, no lo quieren hacer porque nos discriminan. Solo hay bodegas para almacenar fertilizante o guardar maquinaria. En estos lugares nos rentan con un precio de 4 mil a 5 mil pesos. Como son bodegas, nos conviene porque entramos más familias y nos repartimos el pago. Lo malo es que no alcanza el agua para bañarse ni para echarle a la taza. Cerca de ahí hay un río, donde escurre el agua del drenaje, donde muchas familias lavan sus ropas y se bañan. Para la comida tenemos que comprar botellones. Ahora que me acuerdo, hace diez días una señora que estaba trabajando, tuvo el dolor de parto. Ahí mismo, se alivió porque ya no hubo oportunidad de llevarla al hospital. Además, no hay dinero para que la atienda un médico. Y no vas a creer, al siguiente día, como no había quien se quedará con ella, se tuvo que ir al campo y ahí reposó debajo de una camioneta. A los tres días, empezó a trabajar.

En estos años, también he visto que muchos niños han muerto por accidentes en los campos. Lo que pasa es que como padres, al tener varios niños chiquitos, la más grandecita cuida a sus hermanitos, pero no es lo mismo. Porque al jugar no se dan cuenta que la máquina, que anda en los surcos, los puede atropellar. También se han dado casos donde los niños se intoxican con el veneno que les ponen a las ratas. Como juegan con la tierra y ven que hay alimento tirado lo agarran y se lo comen. Hay varios niños que han muerto, por intoxicación y por accidente. El patrón en lugar de ayudarlos se enoja y nos reclama “¿Por qué trajiste a tus hijos? Eso es culpa tuya”. En una ocasión, a punto estaba de morir una de mis niñas, tenía ocho meses. En esa ocasión estaba con mi esposa en Colima. Como siempre lo hacemos, llevamos a nuestros hijos al campo. Mientras andábamos en los surcos, le picó el alacrán. Nos dimos cuenta cuando nos avisó su hermanita de cinco años. Ese día tuvimos que pagar 2 mil 500 pesos por la inyección, aparte lo del taxi. Dios es muy grande, porque la niña se salvó. En cambio, he visto dos casos, donde un niño perdió la pierna cuando la pipa entró a rociar el campo y lo atropelló. Ese niño tiene como 20 años, y se quedó discapacitado. En León, Guanajuato, una niña estaba en la orilla del surco, y de repente un camión pasó encima de ella. Era el segundo del patrón, y como todos vimos, no les quedó de otra que pagar. Solo recibió 5 mil pesos por parte del chofer y no hubo de otra que sepultar a la niña en un panteón de León. Ese dinero no alcanzó ni para los gastos de la sepultura.

Son dos relatos de Felipe y Rosalba, un matrimonio de la comunidad Na’Savi de Joya Real, municipio de Cochoapa el Grande, quienes desde hace 20 años deambulan con sus hijos, como jornaleros agrícolas en varios estados del país. Su precaria situación la comparten cerca de 3 millones de personas que trabajan en el campo, de las cuales, el 99% viven en condiciones de pobreza, marginación y desigualdad social y económica, a causa de su bajo nivel de ingreso.

El trabajo agrícola es por naturaleza físicamente demandante, ya que implica largas jornadas laborales en las que las personas trabajadoras del campo están de pie por largos periodos de tiempo. Además, los riesgos de accidentes aumentan con la fatiga, el terreno difícil en los que laboran las personas jornaleras, así como por la exposición a plaguicidas y la falta de acceso a servicios de salud básica. Aunado a esto, la mayoría de las y los jornaleros trabajan de manera temporal, sin contrato, y por estaciones, lo que conlleva a una constante movilidad y migración entre estados, generalmente de familias enteras. Además de asentamientos de población jornalera locales en diferentes entidades. En los trabajos del campo, también hay un importante número de niñas, niños y adolescentes, así como mujeres y mujeres jóvenes con menores de edad.

Este año, la pandemia por Covid-19 visibilizó a nivel global la relevancia de las y los trabajadores esenciales, quienes no tuvieron oportunidad de parar ante la crisis sanitaria y económica, como es el caso de las personas jornaleras y trabajadoras agrícolas, quienes siguieron trabajando para que los alimentos llegaran y sigan llegando a nuestros hogares. Asimismo, la pandemia, evidenció también la triple vulnerabilidad a la que esta población está expuesta por la falta de garantía a sus derechos, por las condiciones de desigualdad permanente en la que viven y por la falta de reconocimiento de su trabajo como esencial para la vida humana y supervivencia.

En este contexto hemos emprendido una campaña nacional que tiene como objetivo, lograr la aprobación de un salario mínimo profesional para las y los jornaleros agrícolas de México, por parte de la Comisión Nacional de Salarios Mínimos (CONASAMI), dependiente de la Secretaría del Trabajo. Para ello, nos hemos coordinado con personas jornaleras promotoras de derechos humanos, la Red Nacional de Jornaleros y Jornaleras Agrícolas (REJJA) y Fundar, Centro de Análisis e Investigación, para conformar la Alianza Campo Justo. Se trata de exigir a las autoridades que garanticen los derechos de las familias y personas jornaleras, en particular la exigencia puntual de un salario mínimo profesional, que permita dar un primer paso en el reconocimiento de los derechos de las personas jornaleras y la garantía de condiciones dignas de vida.

Por ello, exhortamos al Consejo de Representantes de la CONASAMI, para que incluyan la propuesta de fijación de un salario mínimo para personas jornaleras en sus sesiones de este año, y de esta forma se dé cumplimiento a la obligación establecida en el artículo 280 Bis de la Ley Federal del Trabajo que se reformó desde mayo del 2019.

Resulta urgente que las políticas públicas orientadas a la población jornalera y a sus familias aseguren y garanticen sus derechos humanos, pues las estrategias implementadas hasta ahora, no han logrado revertir las desigualdades estructurales en las que laboran. Desde la Alianza Campo Justo hacemos un llamado al gobierno de México, de pasar del dicho al hecho, y reconocer los derechos de las personas jornaleras, que con su trabajo llevan alimento a millones de familias en nuestro país y el extranjero. Es urgente reducir la brecha de la desigualdad social y proteger a las familias más vulnerables en este tiempo de la pandemia. No podemos permitir que los trabajadores esenciales, sean mal pagados y que a costa de sus vidas las familias de las ciudades tengan alimentos, mientras ellas y ellos siguen cercados por el hambre.

Fuente: Centro de Derechos Humanos de la Montaña “Tlachinollan”

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A punta de fusil y bala de goma.

Por: Francisco González Tejera

Las autoridades no pueden soportar que les echen en cara su nefasta actuación por tratar el problema de los okupas a palos, y permitir en cambio que una serie de canallas con nombre y apellidos (los especuladores) campen a sus anchas». Pepe Rubianes

Hace algunos años utilicé esta imagen de noviembre de 2012 en Plasencia, donde se ejecutaba el desahucio de Rufina, una mujer sin ingresos que vivía con sus seis hijos, el mayor de 14 años y la pequeña de poco más de un mes. Esta realidad no solo se ha erradicado en el estado español sino que se ha multiplicado, miles de familias son expulsadas de sus casas sin una alternativa por parte de los sucesivos gobiernos. No es lo mismo quien se mete en la propiedad de una familia obrera a la fuerza amparándose en las leyes y en los eternos procedimientos judiciales, que familias como la de Rufina, que por ocupar una vivienda social, por no poder pagar una hipoteca o un alquiler sufran toda esta violencia. Niñ@s que no deberían pasar por una situación que probablemente les dejara secuelas psicológicas de por vida. La rescatada banca tiene cientos de miles de viviendas vacías que se podrían utilizar para estos casos, es imperdonable que un gobierno deje en la calle como hace un par de semanas en La Laguna, Tenerife, a una señora en silla de ruedas sin darle ninguna salida, pero cuando hay niñas y niños la cosa es todavía más cruel. El sistema con sus recortes y las políticas neoliberales de los gobiernos conducen a millones de familias al empobrecimiento extremo, si de verdad se analiza la realidad de los desahucios se descubre que todo está generado por un círculo vicioso, por una serie de medidas destinadas, según ellos, a paliar los efectos de la crisis, cuando en realidad se trata de arrasar por los derechos y las vidas de la clase trabajadora. No tiene perdón esta imagen, ni los policías vestidos con armaduras y armados hasta los dientes, no tiene perdón que no se hayan creado vías para solucionar este gravísimo problema, tampoco lo tiene la pasividad y el desinterés de la mayoría sobre personas que sufren en carne viva todo el horror del capitalismo.

Fuente e imagen: https://viajandoentrelatormenta.com/a-punta-de-fusil-y-bala-de-goma/

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